segunda-feira, novembro 30, 2020

Wisconsin confirma a vitória democrata e Trump admite ser difícil reverter na Suprema Corte

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Trump attacks Fox News, accuses of spreading 'Democrat talking points' -  Business Insider

Trump atacou a Fox News, mas aceitou dar essa entrevista

Deu na Folha
(Agência Reuters)

Em entrevista neste domingo (29), o presidente americano, Donald Trump, mostrou-se pouco confiante sobre as chances de reverter o resultado da eleição de 3 de novembro, na qual foi derrotado. Na primeira entrevista na TV desde a eleição, ele falou por telefone à Fox News. Repetiu as alegações de fraude eleitoral, sem provas, e afirmou que continuará lutando. “Não vou mudar de ideia em seis meses.”

No entanto, o presidente não foi claro sobre os passos que pretende tomar. “O problema é que é dificil levar isso para a Suprema Corte”, afirmou, sem explicar se o problema é o tribunal aceitar o caso —a corte tem liberdade para escolher que ações julgar— ou se sua equipe não planeja nem fazer essa tentativa.

DIZEM OS ADVOGADOS – Depois da entrevista, Jenna Ellis, advogada da campanha de Trump, publicou no Twitter: “Para a Suprema Corte”. No entanto, também neste domingo, Rudy Giuliani, principal advogado do presidente, disse que sua equipe ainda avalia qual dos processos poderia ser levado ao tribunal máximo dos EUA.

A equipe de Trump apresentou diversas ações questionando os resultados, mas perdeu em dezenas delas, em estados como Michigan, Geórgia, Arizona e Nevada, decisivos para a derrota republicana.

Neste domingo, Trump teve outro revés. A recontagem nos dois maiores condados de Wisconsin terminou, e os dados confirmaram que Biden venceu no estado por mais de 20 mil votos de vantagem.

VOTOS PARA BIDEN – Os dois condados em questão, Dane e Milwaukee, somam 800 mil votos. As recontagens terminaram com poucas alterações: a vantagem de Biden sobre Trump em Wisconsin aumentou 87 votos.

Biden conquistou a eleição presidencial ao conquistar 306 delegados no Colégio Eleitoral, contra 232 de Trump. O democrata também teve mais de 6 milhões de votos populares a mais do que o rival. A votação do Colégio Eleitoral, órgão no qual o resultado será confirmado oficialmente, ocorre em 14 de dezembro.

Neste domingo, alguns políticos republicanos também mostraram ter aceitado a vitória de Biden. O senador Roy Blunt, do Missouri, disse esperar que o democrata seja empossado no dia 20 de janeiro. Blunt é o chefe da comissão do Congresso responsável por organizar a cerimônia de posse presidencial.

JÁ NA TRANSIÇÃO – “Estamos trabalhando com a administração de Biden, a provável administração, na transição e na posse”, disse o senador, em entrevista à CNN.

“A transição é o que importa. As palavras do presidente Trump não são tão importantes”, afirmou Asa Hutchinson, governador republicano do Arkansas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os próprios republicanos já reconhecem a derrota. Enquanto isso, em Brasília, um certo presidente deu entrevista dizendo ter “informações” sobre a gravidade das fraudes na eleição americana. Como dizia o humorista Bussunda, “fala sério!”. (C.N.)

Contratação de Sérgio Moro por consultoria internacional não impede que seja candidato em 2022


A competência de Moro é reconhecida internacionalmente

Do site da A&M

Consultoria global de gestão de empresas, a Alvarez & Marsal (A&M) anuncia a chegada de Sérgio Fernando Moro como sócio-diretor, com sede em São Paulo, para atuar na área de Disputas e Investigações. A contratação de Moro está alinhada com o compromisso estratégico da A&M em desenvolver soluções para as complexas questões de disputas e investigações, oferecendo aos clientes da consultoria e seus próprios consultores a expertise de um ex-funcionário do governo brasileiro.

Moro é especialista em liderar investigações anticorrupção complexas e de alto perfil, crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e crime organizado, bem como aconselhar clientes sobre estratégia e conformidade regulatória proativa.

DIRETORES FAMOSOS- Sua contratação reforça o time da A&M formado por ex-funcionários de governos, incluindo Steve Spiegelhalter (ex-promotor do Departamento de Justiça dos EUA), Bill Waldie (agente especial aposentado do FBI), Anita Alvarez (ex-procuradora do estado de Cook County, Chicago) e Robert DeCicco (ex-funcionário civil da Agência de Segurança Nacional), Paul Sharma (ex-vice-chefe da Autoridade de Regulação Prudencial do Reino Unido) e Suzanne Maughan (ex-líder investigativo da Divisão de Execução e Crime Financeiro da Autoridade de Conduta Financeira e investigador destacado para o Escritório de Fraudes).

Moro soma mais de 20 anos de experiência jurídica e investigativa, incluindo a atuação como Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil de 2019-2020. Como ministro, ele desenvolveu programas especiais para reduzir crimes violentos e proteger as fronteiras do Brasil, além de ser responsável pela elaboração e promulgação de leis federais sobre apreensão e expropriação de bens relacionados ao tráfico de drogas e outras atividades criminosas graves.

CANAL DE COMUNICAÇÃO – Ele também criou um canal especial de comunicação entre o setor privado e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para facilitar a comunicação de supostas irregularidades.

Antes disso, Moro atuou como juiz federal por mais de 20 anos. Durante seu mandato, foi juiz presidente em processos criminais complexos, tanto nacionais como internacionais, incluindo a Operação Lava Jato, maior iniciativa de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil.

A Lava Jato gerou uma onda anticorrupção não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Tanto como ministro quanto como juiz federal, Moro colaborou com autoridades de países da América Latina, América do Norte e Europa na investigação de casos criminais internacionais relacionados a suborno, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e crime organizado.

ELOGIOS A MORO – Steve Spiegelhalter, sócio-diretor da A&M e líder da área de Investigações da América do Norte, disse: “Nos esforçamos para incorporar em nossas investigações a experiência exclusiva de nossos diretores administrativos em termos de regulamentação, processo e aplicação da lei – direcionando o foco no que é importante para os reguladores, aumentando a eficiência e reduzindo custos. A experiência de Sergio como ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, somada à sua extensa bagagem em anticorrupção, crime do colarinho branco e lavagem de dinheiro, contribuirá para solucionar os problemas dos clientes.”

Marcos Ganut, sócio-diretor da A&M e líder das áreas de Infraestrutura e Projetos de Capital e de Disputas e Investigações em São Paulo, afirmou: “A experiência de Sergio está alinhada com a herança em excelência operacional da A&M e nosso compromisso em levar know-how governamental e regulatório aos nossos clientes nacionais e internacionais. A chegada de Sergio aumenta nossa capacidade de ajudar os clientes a navegar por questões regulatórias complexas, alavancando nossa liderança, ação e obtenção de resultados”.

AFIRMAÇÃO DE MORO –  “O modelo integrado da A&M e o grupo de líderes com prévia atuação em funções governamentais e regulatórias reflete minha própria experiência e cria uma base sólida para fornecer soluções em todo Brasil, América do Sul e outros países”, comentou Moro. “Estou ansioso para contribuir para o legado da empresa de impulsionar a mudança e ajudar clientes a resolver desafios atuais e antecipar os futuros.”

Em 2016, Moro foi incluído no “The Time 100”, na lista das Cinquenta Pessoas Mais Influentes da Bloomberg e dos 50 Maiores Líderes do Mundo da Fortune. Em 2018, ele recebeu um prêmio de ‘Pessoa do Ano’ da Câmara de Comércio Brasil-EUA, e foi reconhecido pelo Financial Times como uma das 50 pessoas que moldaram a década.

SOBRE A ALVAREZ & MARSAL – Empresas, investidores e entidades governamentais ao redor do mundo recorrem à Alvarez & Marsal (A&M) quando as abordagens convencionais já não são suficientes para fazer mudanças e alcançar resultados. Empresa privada desde sua fundação, em 1983, a A&M é uma empresa líder mundial em serviços profissionais, fornecendo serviços de consultoria, aprimoramento de desempenho de negócios e gestão de recuperação.

Com o apoio de mais de 5 mil pessoas em quatro continentes, fornecemos resultados tangíveis para corporações, conselhos, empresas de capital privado, escritórios de advocacia e agências governamentais que enfrentam desafios complexos. Nossos líderes seniores e suas equipes ajudam as organizações a transformarem suas operações, impulsionar o crescimento e acelerar os resultados através de ações decisivas.

Composta por operadores experientes, consultores de classe mundial, ex-reguladores e autoridades do setor, a A&M alavanca seu patrimônio de reestruturação para converter a mudança em ativos comerciais estratégicos, gerenciar riscos e gerar valor em cada estágio de crescimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma notícia importantíssima, enviada à TI pelo sempre atento José Antonio Perez. A A&M é a maior consultoria do mundo no setor de compliance. A contratação de Moro faz jus a seu prestígio e competência, e não impede que seja candidato em 2022(C.N.)

Após dois anos, o governo Bolsonaro se encontra, mais ou menos, onde Dilma Rousseff nos deixou


Charge – Angelo Rigon

Charge de Angelo Rigon (Arquivo Google)

J.R. Guzzo
Estadão

Uma das palavras mais ouvidas no governo federal nesses últimos meses é “governabilidade”. O que seria esse bicho? Segundo nos contam, trata-se daquele balaio de decisões moralmente lamentáveis e tecnicamente ineptas que os governos, coitados, são obrigados a tomar para conseguirem governar – ou fazem essas coisas feias, mas tidas como indispensáveis, ou não governam nada (em política, argumentam os que estão mandando, a prática deliberada do erro nem sempre é uma desvantagem).

O governo do presidente Jair Bolsonaro, como sabem até as crianças com dez anos de idade, decidiu tempos atrás tornar-se governável em modo extremo – está fazendo tudo o que lhe pedem, e muito do que não lhe pedem, com o elevado propósito de governar o Brasil. Está dando certo para os governantes, ao que parece. E para os governados?

GOVERNAR PARA QUÊ? – A “governabilidade” pode ser uma coisa admirável na teoria política, mas na vida prática a pergunta que se tem de fazer é a seguinte: Se for para dar ao Brasil uma espécie de Dilma-2, o Retorno, com anos de crescimento zero que se alternam com anos de recessão, e com a população escalada para exercer a mesmíssima função, como escrava que trabalha dia e noite para sustentar a máquina estatal – bem, muito obrigado.

É onde se encontra, após dois anos inteiros no comando, o governo atual: mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou. O Estado continua a engolir (e a gastar) a maior fatia da renda nacional. A economia está onde estava em 2018. A alta burocracia deita e rola. O Centrão, o inimigo número 1 do erário nacional, é de novo a grande estrela do governo.

As leis continuam servindo para proteger os políticos dos cidadãos, em vez de fazer o contrário. Praticamente nenhum índice de “performance”, salvo no agronegócio, saiu do lugar. O que adianta governar desse jeito?

NEM O TREM-BALA – Nesses dois anos, o governo não fechou, não de verdade, uma única empresa estatal – uma meia dúzia de subsidiárias foram vendidas por suas controladoras, e ficou nisso. De concreto, a única coisa que aconteceu foi a demissão do secretário-ministro encarregado da privatização, que nunca teve o que fazer.

Não conseguiram fechar nem a empresa do “trem-bala”, um dos maiores contos do vigário do governo Dilma – o ministro dos Transportes acha que a empresa, que jamais colocou um metro de trilho no chão, é indispensável. Outra joia da coroa petista, a TV Brasil inventada por Lula, continua intacta.

Não foi cortado nenhum privilégio nas altas castas do funcionalismo. A população continua sendo extorquida pela mesma carga de impostos de sempre – 30%, ou mais, numa conta de luz, de telefone ou de farmácia. A economia permanece como uma das mais fechadas e menos capazes de competir do mundo.

Na hora de fazer a indicação mais importante de seu governo, a de um novo ministro para o STF, Bolsonaro veio com o dr. Kassio, o preferido do Centrão e de um senador processado por corrupção.

E NADA MUDOU… – O governo está no seu quarto ministro da Educação em dois anos, e não se mexeu um milímetro nos índices brasileiros na área, que continuam entre os piores do planeta; falaram o tempo todo de política, e os livros didáticos lidos nas escolas continuam insultando abertamente os militares, chamados de “torturadores”, os agricultores, acusados de viverem às custas do “trabalho escravo”, e o próprio governo eleito em 2018, que é denunciado nas aulas como fascista, racista, homofóbico, genocida e destruidor da Amazônia.

Quando lembrado de qualquer dessas coisas, Bolsonaro diz: “Então vota no Haddad”. É melhor mudar o disco. Uma hora dessas ele ainda vai ouvir: “E daí? Qual é a diferença?”

Barroso rebate questionamentos e diz que nunca houve provas de fraude sobre urnas eletrônicas

 

Barroso ironizou críticas: ‘Tem gente que acha que a Terra é plana’

André de Souza e Carolina Brígido
O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender as urnas eletrônicas. Questionado sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a falar em fraudes e defendeu o voto impresso, Barroso disse que, se houver qualquer comprovação de irregularidade, a Corte vai apurar. Mas, segundo ele, nunca houve provas de fraude desde que as urnas eletrônicas começaram a ser usadas, há mais de 20 anos. Barroso afirmou que o resultado apurado representa a vontade dos eleitores brasileiros.

“Se o presidente ou qualquer pessoa tiver alguma comprovação de fraude, eu diligenciarei para apurar. Sou juiz e lido com fatos e provas Portanto não posso me impressionar com a retórica política que faz parte de um jogo que não me cabe jogar”, disse Barroso em entrevista coletiva após a apuração dos votos do segundo turno da eleição municipal deste ano.

VOTO IMPRESSO – O presidente do TSE disse que Bolsonaro tem o direito de se expressar livremente, mas destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF), do qual ele faz parte, já descartou o voto impresso.

“O presidente da República merece todo o respeito institucional, e tem o direito de manifestar livremente sua opinião. O país é livre e democrático. A verdade porém é que o Supremo Tribunal Federal já entendeu pela inconstitucionalidade do voto impresso. E não apenas pelo custo de R$ 2,5 bilhões, mas porque representaria um risco real ao sigilo para o voto. Então objetivamente hoje não existe a possibilidade de voto impresso porque existe uma decisão unânime em sentido diverso”, disse Barroso.

Ele acredita que o voto impresso traria tumulto: “Eu penso que o voto impresso traria grande tumulto para o processo eleitoral brasileiro, porque todo candidato derrotado ia pedir recontagem, ia haver impugnações, alegações de nulidade e judicialização do processo eleitoral. Portanto considero, aqui é uma opinião pessoal, eu penso que traria um grande tumulto para o processo eleitoral. É mais ou menos como mexer num time que está ganhando”.

FRAUDES – Segundo ele, não há como haver fraudes: “Não há possibilidade de fraudar o sistema. Agora, não tenho controle sobre o imaginário das pessoas. Tem gente que acha que a terra é plana, tem gente que acha que o homem não chegou na lua, tem gente que acha que o Trump venceu as eleições nos Estados Unidos. Esse é o imaginário sobre o qual eu não tenho poder”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que não há ainda informações sobre pessoas com prerrogativa de foro suspeitas de atuarem contra o TSE. Segundo ele, foi enviado um ofício à PF solicitando que, se forem detectados suspeitos nessa condição, como parlamentares, a PGR seja informada para avaliar as medidas cabíveis.

ATAQUE HACKER –  Barroso disse que não houve ataque hacker bem sucedido ao sistema do TSE no segundo turno. Questionado se houve uma tentativa mal sucedida, ele disse não dispor de informações a respeito. Em 15 de novembro, durante o primeiro turno, houve uma tentativa, que não se concretizou, de derrubar o site da Corte. Houve também o vazamento de dados de servidores do tribunal.

O diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, disse que a investigação sobre o ataque hacker no primeiro turno ainda está no início e que não poderia dar maiores detalhes. “Os que sofreram buscas se intitulam anarquistas. Mas, como foi colhido muito material, a investigação vai continuar”, disse o diretor-geral da PF.

domingo, novembro 29, 2020

José Sarto é eleito prefeito de Fortaleza e mostra força da família Gomes no Ceará


José Sarto é eleito prefeito de Fortaleza e mostra força da família Gomes no Ceará
Foto: Divulgação

O deputado estadual José Sarto (PDT) foi eleito novo prefeito de Fortaleza. Com 51,69% dos votos válidos, ele desbancou o deputado federal Capitão Wagner (Pros), que obteve 48,31%.

 

A vitória de Sarto consolida o força da família Ferreira Gomes no Ceará. Com o resultado, Fortaleza seguirá sendo governada pelo PDT, já que Sarto sucederá o atual prefeito Roberto Cláudio, também do partido. 

Bahia Notícias

Eduardo Paes desbanca Crivella e retorna à prefeitura do Rio de Janeiro


Eduardo Paes desbanca Crivella e retorna à prefeitura do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/ Veja

Eduardo Paes (DEM) está matematicamente eleito prefeito do Rio de Janeiro para os próximos quatro anos. Com 87,96,% das urnas apuradas, o candidato teve 64,41% dos votos e desbancou o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), que obteve 35,59% da preferência popular. 

 

Com a vitória, Paes retorna à prefeitura da cidade, governada por ele durante oito anos (2009 a 2016). 

Bahia Notícias

Com 54,42%, Colbert Martins vence 2º turno e é reeleito prefeito de Feira de Santana


por Bruno Leite, de Feira de Santana

Com 54,42%, Colbert Martins vence 2º turno e é reeleito prefeito de Feira de Santana
Foto: Divulgação

Colbert Martins Filho (MDB) venceu o segundo turno das eleições neste domingo (29) e foi reeleito para o cargo de prefeito de Feira de Santana por mais quatro anos. Com 100% das urnas apuradas,  o gestor teve 54,42% dos votos válidos (164.831 votos) e obteve uma vitória significativa sobre o seu oponente, o deputado federal Zé Neto (PT), que recebeu 45,58% dos votos válidos (138.073 votos).

 

Martins é médico formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Foi secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo durante o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), exerceu o mandato de deputado estadual entre 1991 e 1995, e foi deputado federal em três legislaturas: 1997-1999, 2003-2007, 2007-2011.

 

Eleito pela primeira vez encabeçando uma chapa para a prefeitura, concorreu ao cargo nas eleições de 1996, 2000, 2004, 2008. Em 2016 ele esteve ao lado de José Ronaldo (DEM), de quem foi oposição nos pleitos anteriores, como candidato a vice-prefeito. Herdou o posto de alcaide em 2018, quando o ex-prefeito entregou o cargo para disputar o governo do estado nas eleições daquele ano.

 

Filho do ex-prefeito Colbert Martins, "Colberzinho", como é conhecido o prefeito eleito na cidade, elegeu-se tendo Ronaldo como padrinho político. Sua eleição dá continuidade ao "ronaldismo" no Paço Municipal Maria Quitéria, que nos últimos vinte anos logrou 4 vitórias nas urnas feirenses e conseguiu, com a vitória do emedebista, colocar dois sucessores no Executivo de Feira de Santana (Tarcízio Pimenta, em 2008, foi o candidato apoiado por Ronaldo). 

 

Dentre as propostas prometidas na campanha de Colbert estão a criação de um hospital municipal no prédio da antiga maternidade MaterDei, a construção de uma central atacadista para os comerciantes de hortifrutigranjeiros, a implantação de uma rede de ciclovias e ciclofaixas, a criação de prefeituras distritais e a edificação de uma nova rodoviária. A consolidação de projetos e a finalização obras já iniciadas como o sistema de BRT, a requalificação do Centro da cidade e o shopping popular também estão no raio de atuação do novo gestor.

 

Como vice-prefeito foi eleito o empresário e ex-deputado federal Fernando de Fabinho (DEM). O político já exerceu o posto de ex-prefeito de Santa Bárbara e o de parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

A coligação "Trabalho Constante", de Colbert, foi composta por PSD, DEM, PV, PROS, PSC, MDB, PATRIOTA, PSDB, PL e REDE. (Atualizada às 19h35)

Bahia Notícias

Internado após contrair Covid-19, Maguito Vilela é eleito em Goiânia


por Fernanda Canofre | Folhapress

Internado após contrair Covid-19, Maguito Vilela é eleito em Goiânia
Foto: Reprodução / Facebook

Ainda internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento da Covid-19, o ex-governador de Goiás Maguito Vilela (MDB) foi eleito prefeito de Goiânia. Ele alcançou 52,60% dos votos válidos neste domingo (29) com 100% das urnas apuradas.

Maguito já havia ficado à frente do senador Vanderlan Cardoso (PSD) no primeiro turno, quando recebeu 36,02% dos votos válidos contra 24,67% do adversário.

A disputa em Goiânia ficou mais tensa depois do primeiro turno, com a vantagem de Maguito de quase 12% em cima de Cardoso, e com o ex-governador internado para tratamento da Covid-19 há mais de um mês. A equipe de Maguito pediu investigação da Polícia Federal sobre fake news que estariam circulando a respeito do estado de saúde do candidato.

Segundo a equipe, o emedebista, que tem 71 anos, recebeu o diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus no dia 20 de outubro e foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em Sao Paulo, uma semana depois.

Maguito Vilela está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 27 de outubro para tratamento da Covid-19. Está intubado desde o dia 15 de novembro, dia do primeiro turno, após uma piora inflamatória e infecciosa nos pulmões. De acordo com o último boletim médico, ele segue com ventilação invasiva com traqueostomia e hemodiálise contínua.

Também no dia 15 de novembro, a equipe dele divulgou uma nota de repúdio a boatos que estavam circulando sobre o estado de saúde do candidato. "Isto é sinal da falta de caráter de quem faz tudo pelo poder e não respeita nem a luta do candidato contra a Covid-19", diz a nota.

Ex-governador de Goiás, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, uma das maiores cidades do estado, ex-deputado estadual e federal e senador, Maguito juntou cinco partidos, além do MDB, na sua atual coligação - PMB, PTC, Patriota, Republicanos e PC do B-- e tentou associar seu nome ao do atual prefeito da capital Iris Rezende (MDB), figura importante na política goiana.

Rezende não manifestou apoio no primeiro turno mas, no segundo, apareceu em um vídeo pedindo orações a Maguito, que foi seu vice no governo do estado, e o chamou de "nosso candidato".

Já o senador Vanderlan Cardoso recebeu apoio do governador Ronaldo Caiado (DEM) - o DEM de Caiado integra a coligação do candidato do PSD junto ao PTB, PSC, PP, PMN e Avante.

Em entrevista à rádio Sagres, questionado sobre como via sua campanha no segundo turno, o senador disse que foi bombardeado no primeiro turno, acusou a campanha de Maguito de não respeitar a doença do candidato e questionou porque o vice dele aparecia menos que o filho de Maguito, o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela.

Maguito foi eleito ao lado do vereador por dois mandatos Rogério Cruz (Republicanos). O candidato a vice de Vanderlan, Wilder Morais (PSC), concorreu ao Senado, pelo DEM, em 2018.

Bahia Notícias

Edvaldo Nogueira (PDT) é reeleito prefeito de Aracaju

 ~em 29 nov, 2020 19:25

Edvaldo Nogueira teve sua candidatura renovada por mais quatro anos (Foto: Portal Infonet)

O candidato Edvaldo Nogueira (PDT) foi reeleito prefeito de Aracaju neste domingo, 29. Com 150.823 votos (57,86%) ele venceu a candidata Danielle Garcia (Cidadania) que obteve 109,864 votos (42,14%). Com a vitória, Edvaldo Nogueira permanece na prefeitura de Aracaju pelos próximos quatros anos.

No primeiro turno das eleições municipais, que aconteceu no dia 15 deste mês, Edvaldo recebeu 119.681 votos, 45,57% dos votos válidos, e Danielle obteve 55.973 votos, 21,31% dos votos válidos para assumir a prefeitura da capital. Os candidatos concorreram ao segundo turno das eleições no dia de hoje. 

Trajetória política

Trajetória política

Dentro da UFS, Edvaldo largou o curso de medicina no quinto ano, envolveu-se com a militância política e tornou-se um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil – PC do B – em Sergipe. Em 1984, foi eleito presidente do Diretório Central Estudantil – DCE – da UFS. Em 1988, foi eleito vereador de Aracaju, e reeleito em 1992.

Em 2000, Nogueira foi eleito vice-prefeito de Marcelo Déda para a Prefeitura de Aracaju, e reeleito em 2004. Em 2006, quando Déda se afastou para concorrer ao Governo do Estado, Edvaldo assumiu a Prefeitura. Já em 2008, Nogueira foi eleito prefeito de Aracaju pela primeira vez ainda no primeiro turno com 51,72% – ou 140.962 votos. Nas eleições de 2014, candidatou-se a deputado federal, obteve 36.570 votos e não conseguiu se eleger. Em 2016, retornou à Prefeitura de Aracaju com vitória no segundo turno e neste ano, renova o seu mandato na prefeitura de Aracaju até 2024.

Por Isabella Vieira e Karla Pinheiro

INFONET

PT fica fora das prefeituras das capitais pela primeira vez desde a redemocratização

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Disputa entre (PSB) se mantém acirrada no Recife, diz Datafolha

Marília Arraes perdeu para o primo João Campos, do PSB

Amanda Almeida
O Globo

O PT não elegeu prefeitos em capitais. É a primeira vez que isso ocorre desde a redemocratização. Sem nenhum eleito nas mais importantes cidades no primeiro turno, o partido disputou no Recife, com Marília Arraes, e em Vitória, com João Coser, neste domingo. Perdeu nas duas. No Recife, a petista foi derrotada pelo primo João Campos, do PSB, e em Vitória para o Delegado Pazolini, do Republicanos.

Em 2016, em capitais, só venceu em Rio Branco. Porém,  Marcus Alexandre (PT) deixou o mandato para disputar o governo do Acre em 2018. Perdeu.

EM BUSCA DE OBAMA – Apesar de críticas públicas a Barack Obama pelas citações nada lisonjeiras a Lula em seu livro, petistas vão tentar reabrir caminhos de diálogo com o ex-presidente americano. Em suas memórias recém-publicadas, Obama compara o ex-presidente do Brasil a um chefe de máfia e associa-o a um esquema bilionário de propinas.

O PT acredita que Obama está “desinformado” sobre a Lava-Jato e quer restaurar a imagem positiva que ele guardava de Lula, a quem chegou a chamar de “o cara” em uma cúpula do G20 onze anos atrás.

Para petistas, Obama é “vítima da campanha massiva contra Lula”. Ambos não se falam há anos. O PT não tem hoje pessoas próximas ao americano. Mas, para reatar laços, pretende buscar interlocutores privilegiados com a finalidade de promover uma conversa entre os dois.

SONHAM COM ERRATA – Pelo visto, sonham com uma errata numa eventual nova edição do livro.

E a estratégia do partido continua sendo investir numa cruzada internacional para consolidar o discurso de que Lula é vítima de perseguição política no Brasil.

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