quinta-feira, novembro 26, 2020

Reação da China contra os ataques de Eduardo Bolsonaro acende alerta na cúpula do governo


Eduardo postou mensagem indevida e logo depois apagou

Gerson Camarotti
G1 Política

A reação da China aos ataques do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi recebida com preocupação pela cúpula do governo. O próprio presidente Jair Bolsonaro foi alertado por auxiliares próximos que o Brasil pode optar pelo modelo de tecnologia 5G que achar mais adequado, mas que o país sairá perdendo se criar uma crise diplomática com a China, nosso maior parceiro comercial.

A avaliação é que por ser filho do presidente, Eduardo Bolsonaro precisa ter um cuidado redobrado. “Ele não é do governo, mas é o filho do presidente. A repercussão da fala dele é maior do que a de qualquer ministro, tanto que seria o nome para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Como bem explicou certa vez o vice-presidente Hamilton Mourão, ele não é o ‘Eduardo Bananinha”, ressaltou um experiente embaixador.

ALINHADO A TRUMP – Em uma rede social, Eduardo Bolsonaro se alinhou mais uma vez ao discurso do presidente americano Donald Trump e acusou o Partido Comunista Chinês de espionagem. Na postagem feita na noite de segunda-feira (23), o deputado falou sobre a adesão do Brasil à chamada Clean Network (Rede Limpa), articulada pelos Estados Unidos junto a outros países para banir a chinesa Huawei dos serviços de tecnologia 5G.

A embaixada da China no Brasil afirmou em nota divulgada nesta terça-feira (24) que as mensagens publicadas pelo deputado são “infundadas” e “solapam” a relação entre os dois países.

Ainda que o post tenha sido apagado após a repercussão, embaixadores de carreira do Itamaraty avaliam que será um erro do Brasil manter esse debate ideológico contra a China, num alinhamento automático com Donald Trump.

PRIORIDADE – Apesar da tecnologia 5G ser uma prioridade para os Estados Unidos independentemente de governo, diplomatas alertam que será um erro o Brasil adotar um tom beligerante na discussão.

“O Brasil não tem o tamanho dos Estados Unidos. Para Trump, era estratégico partir para o ataque contra a China num momento de eleição por lá. Mas o Brasil só tem a perder se entrar nessa briga por ideologia”, reforçou um experiente embaixador ouvido pelo blog.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Filho de presidente não deve dar pitaco nos assuntos do pai. É um tremenda burrice porque o único resultado é sempre o mesmo – arranjar problemas desnecessários. No caso de Eduardo, a mulher dele também gosta de se meter em assuntos de governo, e fica tudo em família, como dizia Nelson Rodrigues. (C.N.)

PF deflagra 78ª fase da Lava-Jato e mira diretoria de Abastecimento da Petrobras

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Operação faz buscas em endereços ligados a ex-funcionário da estatal

Deu no Estadão

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira, dia 26, a Operação Sem Limites V, 78ª etapa da Lava Jato, para aprofundar as investigações contra um ex-funcionário da Petrobras sob suspeita de ter recebido propina de US$ 2,2 milhões, entre 2009 e 2015, para favorecer a trading company em negociações de compra de combustíveis marítimos fornecidos pela estatal.

Agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis e Araruama, no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo a PF, o alvo da operação já foi alvo de medidas judiciais na 57ª fase da Operação Lava Jato, a Operação Sem Limites, e, em razão do avanço das investigações, é novamente objeto de mandados de busca e apreensão.

DELAÇÃO – A operação tem como base a delação de executivos ligados a empresa estrangeira investigada na Operação Sem Limites, que mirou integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

Os delatores então revelaram as propinas pagas ao ex-funcionário da Petrobras indicando que o dinheiro teria sido recebido em espécie no Brasil e, na sequência, repartido pelo investigado com outros então funcionários da estatal integrantes do esquema criminoso.

INDÍCIOS – “Existem ainda indícios de que outras empresas estrangeiras também teriam pago vantagens indevidas ao ex-agente público relacionadas a operações de compra e venda de combustíveis marítimos com a estatal brasileira”, aponta ainda a PF.

A investigação tem vinculação direta com a Operação Sem Limites (57ª fase), Sem Limites II (71ª fase), Sem Limites III (76ª fase) e Sem Limites IV (77ª fase). As ofensivas receberam o nome em referência ‘à transnacionalidade dos crimes praticados que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior’, indicou a PF. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

Com a credibilidade do país abalada, afirmações de Bolsonaro tiram o sono do agronegócio


Charge do Amarildo (amarildo.com.br)

Gerson Camarotti
G1 Política

Cada vez mais, o setor do agronegócio fica em alerta com a perda de credibilidade e isolamento do Brasil em relação à política ambiental e à preservação da floresta amazônica. Ao Blog, um importante empresário do agronegócio alertou que esse discurso negacionista do governo Bolsonaro sobre o meio ambiente já começa a trazer consequências econômicas.

Após recordes de desmatamento e queimadas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, dia 22, durante a reunião do G20, que o país sofre ‘ataques injustificados’ de ‘nações menos competitivas e menos sustentáveis’. Ele ressaltou que o Brasil dedica uma pequena área do território para agricultura e que tem grande área de vegetação ainda preservada.

ISOLAMENTO – Cada vez mais isolado internacionalmente, Bolsonaro agora tentar repassar responsabilidades em relação à política ambiental do Brasil. Esse isolamento foi intensificado com a derrota do presidente americano, Donald Trump, na eleição norte-americana. Depois disso, o brasileiro já ameaçou os Estados Unidos com o uso da “pólvora”, o que foi motivo de chacota. Ele também teve que recuar de apresentar “lista de países” que comprariam madeira ilegal do Brasil.

“Tudo isso já começa a trazer consequências. Ao fazer um discurso negacionista sobre a dimensão das queimadas e do desmatamento na floresta amazônica, e na destruição de outros biomas nacionais, o governo Bolsonaro perde cada vez mais credibilidade na área ambiental. Resultado: cresce boicotes aos produtos brasileiros na Europa, acordos comerciais em andamento começam a sofrer resistências. Isso também já começa a afetar até mesmo investimentos previstos para o país. E preocupa cada vez mais o setor responsável pelo agronegócio brasileiro”, disse ao Blog esse empresário do setor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com as declarações de Eduardo Bolsonaro, a situação piorou ainda mais. Ao que parece, o governo faz o possível e o impossível para inviabilizar o país. (C,N.)

Empresários defendem negócios com a China e as exportações devem dobrar em dez anos


Mourão e outros governistas que já acenaram à Coronavac | VEJA

A pesquisa da comissão será entregue hoje a Mourão

Eduardo Cucolo
Folha

Estudo encomendado pelo Conselho Empresarial Brasil-China propõe que os brasileiros olhem o parceiro asiático cada vez menos como competidor e ameaça e cada vez mais como referência e oportunidade, em especial para diversificar a pauta de exportação e absorver novas tecnologias.

O documento, que foi batizado de “Bases para uma Estratégia de Longo Prazo do Brasil para a China”, será divulgado nesta quinta-feira (26) pela entidade em um evento que prevê a presença do vice-presidente Hamilton Mourão.

INTEGRANTES – O conselho reúne diplomatas brasileiros e empresários que já mantêm relações com a China ou têm interesse no parceiro comercial. Entre os associados estão instituições financeiras e empresas como Banco do Brasil, Bradesco, BRF, CPFL Energia, Embraer, Itaú e Vale.

O estudo é lançado num momento de seguidas controvérsias políticas e econômicas, em que o país asiático é apontado como ameaça pelo governo Jair Bolsonaro e no contexto de uma disputa comercial e tecnológica mais acirrada com os Estados Unidos.

No capítulo mais recente, Eduardo Bolsonaro postou na sua conta no Twitter, na segunda-feira (23), que o programa Clean Network, ao qual o Brasil declarou apoio, protege seus participantes de invasões e violações. Segundo ele, a iniciativa afasta a tecnologia da China e evita a sua espionagem. No dia seguinte, o governo chinês rebateu.

CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS -A embaixada da China no Brasil afirmou na terça-feira (24) que o deputado segue os Estados Unidos para caluniar a China e pediu que a retórica norte-americana seja abandonada para evitar “consequências negativas”.

O embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, afirma esperar uma boa recepção das propostas pelo governo brasileiro, mas diz que o alvo prioritário é a iniciativa privada.

“Eu chamaria a atenção de que ele está sendo apresentado ao vice-presidente da República. Esperamos que receba uma boa acolhida por parte do governo brasileiro, mas lembraria que somos um conselho empresarial, formado por empresas privadas que têm interesses em fazer negócios com a China, em vender, investir e receber investimentos”, afirma Castro Neves.

COMISSÃO SINO-BRASILEIRA – Hamilton Mourão faz parte da Comissão Sino-Brasileira presidida pelos vice-presidentes dos dois países, que voltará a se reunir em 2021.

O estudo foi elaborado pela diplomata e economista Tatiana Rosito, que integra o Comitê Consultivo da entidade e representou o Brasil como diplomata e como chefe do escritório da Petrobras em Pequim.

Ele indica três principais caminhos para aproveitar as oportunidades geradas pelo avanço da economia chinesa. Também aponta três eixos (econômico, institucional e de sustentabilidade) e três agendas (infraestrutura, finanças e tecnologia) para o relacionamento com a China.

AGREGAÇÃO DE VALOR – O primeiro caminho é a agregação de valor às commodities exportadas pelo Brasil para a China, por meio da intensificação das relações com o mercado chinês e da descoberta de novos nichos.

A proposta cita também a adoção pelo país de tecnologias ou de partes das cadeias de produção que deixarão a China, além de uma combinação de importações de commodities industriais chinesas com a agregação de valor para consumo no Brasil ou exportação.

“Tão importante quanto o que o Brasil pode exportar para a China é o que o Brasil importa ou pode importar e como pode construir canais estáveis e eficientes para absorção de novas tecnologias em que a China oferece liderança crescente”, diz o documento.

NOVOS MERCADOS – “Há ainda oportunidades a serem exploradas pelas empresas brasileiras fornecedoras de matérias-primas para a China no desenvolvimento de negócios que possam ir ao encontro das necessidades chinesas, inclusive através da criação de novos mercados mediante a educação dos consumidores chineses para produtos sustentáveis produzidos no Brasil ou associados a marcas brasileiras”, assinala o trabalho da diplomata brasileira, dizendo que as exportações brasileiras podem dobrar em dez anos.

quarta-feira, novembro 25, 2020

Adeus a Maradona, herói e mito da Argentino, foi um supercraque que destruiu a si mesmo

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Diego Maradona levanta o troféu durante a comemoração da vitória contra a Alemanha, na final da Copa do Mundo de 1986, no Estádio Azteca, na Cidade do México

Maradona levanta o troféu na final da Copa de 1986

Sylvia Colombo e Rodrigo Bueno
Folha

Herói, gênio, político, celebridade pop, doente e jogador de futebol, Diego Armando Maradona não precisou morrer para virar um mito. O adeus do argentino, que por algumas vezes driblou a morte, aconteceu nesta quarta-feira (25). Vítima de uma parada cardiorrespiratória em casa, em Tigre, na região de Buenos Aires, deixou um séquito de fãs que o consideram Deus.

A morte do ídolo mundial, aos 60 anos, foi confirmada por seu advogado, após o jornal Clarín divulgar a informação. Maior nome esportivo da Argentina, ele nasceu no dia 30 de outubro de 1960 e cresceu no humilde bairro de Villa Fiorito, no subúrbio de Buenos Aires.

COPA DO MÉXICO – Campeão mundial em 1986, quando teve seu auge na Copa do México, tornou-se uma das figuras mais populares e controversas das últimas décadas. Ganhou em 2000 uma eleição popular feita pela Fifa na internet para eleger o melhor jogador do século 20. Com 53,6% dos votos, superou Pelé (18,53%) nessa enquete e levou um troféu da entidade, que conferiu também ao brasileiro um prêmio de melhor do século 20, só que em votação da “Família do Futebol”, um comitê montado pela Fifa.

A carreira de Maradona começou para valer em 1976, quando foi contratado pelo Argentinos Juniors. Ele já jogava e chamava atenção por sua grande habilidade com a bola desde os nove anos, defendendo o time infantil dos Cebollitas. No dia 20 de outubro de 1976, antes de completar 16 anos, estreou na primeira divisão argentina na derrota do Argentinos Juniors por 1 a 0 para o Talleres. Poucas semanas depois, no dia 14 de novembro, marcou no San Lorenzo seu primeiro gol como profissional.

Aos 16 anos, Maradona estreou na principal seleção de seu país em jogo contra a Hungria, no dia 27 de fevereiro de 1977, na Bombonera. Porém, o promissor craque não foi inscrito na Copa do Mundo de 1978 na Argentina por decisão do técnico César Luis Menotti.

MUNDIAL SUB-20 –  No ano seguinte, o meia liderou a seleção argentina na conquista do Mundial sub-20 no Japão e foi eleito o melhor jogador da competição. Também em 1979, no dia 2 de junho, Maradona anotou numa vitória de 3 a 1 sobre a Escócia, em Glasgow, seu primeiro gol pela seleção principal da Argentina.

O “Pibe de Oro” foi vendido para o Boca Juniors, clube do qual se tornaria grande ídolo e símbolo. Após ser cinco vezes artilheiro de torneios na Argentina sem levar o Argentinos Juniors ao título, conquistou em 1981 o Metropolitano pelo Boca.

Em 1982, antes mesmo da Copa da Espanha, Maradona já havia sido negociado com o Barcelona. Sua atuação no Mundial de 1982, assim como a da seleção argentina, não correspondeu à grande expectativa gerada, e o meia acabou expulso na última partida da Argentina na competição, uma derrota de 3 a 1 para o Brasil.

DIFICULDADES – No Barcelona, Maradona enfrentou algumas dificuldades. Logo em sua primeira temporada, contraiu hepatite. Teve problemas com o técnico alemão Udo Lattek, que foi demitido do clube espanhol. Em 1983, conquistou a Copa do Rei numa final contra o Real Madrid, além da Copa da Liga da Espanha, competição na qual anotou um gol no estádio Santiago Bernabéu que arrancou aplausos até da torcida madridista.

 

Em setembro de 1983, no entanto, Maradona sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo após uma entrada violenta de Goikoetxea, do Athletic Bilbao. Foi operado e ficou três meses e meio sem jogar. Numa tensa decisão da Copa do Rei contra o mesmo Bilbao, Maradona foi o pivô de uma batalha campal ao agredir Miguel Ángel Sola.

O meia argentino foi suspenso por três meses pela federação espanhola, e o Barcelona, que havia pago cerca de US$ 8 milhões por ele, aceitou uma oferta do Napoli de US$ 7,5 milhões pelo jogador, que teve os seus primeiros contatos com drogas ainda na Espanha.

SAÍDA DA ITÁLIA – Pesaram também para a saída do craque para o futebol italiano —uma espécie de Eldorado da bola nos anos 1980— a relação ruim entre Maradona e Josep Lluís Núñez, então presidente do Barcelona, e perdas financeiras causadas pela má gestão de seu agente, Jorge Czysterpiller.

No dia 5 de julho de 1984, Maradona foi apresentado para uma multidão no estádio San Paolo, onde viveria muitos de seus melhores momentos em campo. Ajudou o Napoli a ganhar seus dois únicos títulos do Campeonato Italiano, em 1987 e 1990, além de conquistar uma Copa da Uefa em 1989, uma Copa da Itália em 1987 e uma Supercopa da Itália em 1990.

Foi nesse período como jogador do time italiano que ele levou seu país ao título mundial em 1986, no México, quando anotou o gol mais bonito das Copas, uma arrancada desde o campo de defesa com direito a dribles em vários adversários na vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra. Nesse mesmo jogo, ele anotou outro célebre gol, com a mão, e disse que o polêmico tento fora marcado com a “mão de Deus”.

TROCA DE AGENTES – Em outubro de 1985, Guillermo Cóppola tornou-se o novo agente de Maradona. Após a Copa de 1990, ele trocaria de novo de representante, ligando-se a Marcos Franchi. No dia 17 de março de 1991, na vitória de 1 a 0 do Napoli sobre o Bari, o exame antidoping do craque deu positivo para cocaína e resultou numa suspensão de 15 meses. De volta à Argentina, chegou a ser preso por porte de drogas. Pagou fiança para ser liberado e teve que se submeter a um tratamento de reabilitação.

Em 1992, após o final da suspensão, Maradona foi jogar no Sevilla, da Espanha, que tinha Carlos Bilardo como técnico. Retornou à seleção argentina num amistoso contra o Brasil. Com dores no joelho, tomava sistematicamente aplicações de anti-inflamatórios para jogar. Após desentendimento com Bilardo, deixou o Sevilla e, em 1993, retornou ao futebol argentino para defender o Newell’s Old Boys.

Uma lesão e uma troca de técnico foram as razões que precipitaram o fim da relação do meia com o clube de Rosario.

VOLTA Á SELEÇÃO – No dia 23 de setembro de 1993, com a Argentina ameaçada de não ir à Copa dos EUA, o técnico Alfio Basile pediu a Maradona que voltasse à seleção, o que ele fez no empate de 1 a 1 com a Austrália pela repescagem do Mundial. Ele ajudaria assim seu país a se classificar para a Copa de 1994.

Em fevereiro de 1994, Maradona, com um rifle de ar comprimido, disparou contra um grupo de jornalistas e fotógrafos que estava na porta de sua casa. Foi condenado, tempos depois, a dois anos de prisão condicional (não foi para a cadeia) por isso e teve que indenizar todos os profissionais atacados.

No Mundial dos EUA, Maradona atuou muito bem nas duas primeiras partidas da Argentina, anotando no dia 21 de junho contra a Grécia seu último gol em Copas numa goleada de 4 a 0. No jogo seguinte, contra a Nigéria, uma vitória argentina por 2 a 1, ele foi sorteado para o antidoping. O resultado deu positivo para efedrina e ele foi suspenso por 15 meses. O jogador havia feito grande preparação para a Copa, tendo feito grande esforço para emagrecer, e declarou que lhe “cortaram as pernas” com a escolha para o antidoping e a posterior suspensão. Fechou sua participação pela seleção argentina, que sucumbiu depois na Copa, com 91 jogos e 34 gols.

VIROU TÉCNICO – Suspenso como jogador, Maradona tentou a carreira de técnico, sem sucesso. Primeiro, ficou dois meses no humilde Deportivo Mandiyú. Depois, passou quatro meses à frente do Racing. Também ajudou a fundar no dia 28 de setembro o Sindicato Mundial de Futebolistas. Dois dias depois, marcava seu sonhado retorno ao Boca Juniors numa vitória de 2 a 1 sobre a seleção da Coreia do Sul.

Problemas com o técnico e então desafeto Bilardo, questões de saúde relacionadas às drogas e má fase técnica dele e do Boca Juniors explicam o insucesso nesse período, quando Maradona chegou a errar cinco pênaltis seguidos.

Estrela da campanha “Sol sin Drogas” do governo argentino, o meia viajou à Suíça para se internar em uma clínica para recuperação de dependentes.

SEMPRE AS DROGAS – No retorno a Buenos Aires, ficou claro que o problema não tinha sido solucionado. No dia 7 de abril de 1997, ele teve que ser internado em um hospital com problema de pressão.

Ainda em abril, voltou a jogar pelo Boca e voltou a ser flagrado em exame antidoping, num jogo contra o Argentinos Juniors. Traços de cocaína foram detectados no exame, o que lhe rendeu numa suspensão temporária por parte da AFA (Associação de Futebol Argentino). Maradona retornaria aos campos em outubro e, ao derrotar com o Boca Juniors o River Plate por 2 a 1, fez o seu último jogo como atleta profissional.

Tal jogo aconteceu no dia 25 de outubro de 1997. Cinco dias depois, no dia de seu aniversário, anunciou sua aposentadoria. Porém só no dia 10 de novembro de 2001 ele faria sua simbólica partida de despedida, atuando pela seleção argentina na Bombonera contra um combinado de astros internacionais.

SEPARAÇÃO – Fora dos campos, Maradona atuou como comentarista esportivo, assumiu cargo diretivo no Boca Juniors, atuou em diversas campanhas publicitárias e lançou a autobiografia “Yo soy el Diego”. Separou-se de Claudia Villafañe, a “mulher de sua vida” e a mãe de suas filhas, assim como de seu empresario e amigo Guillermo Cóppola.

Seus problemas de saúde aumentaram mesmo tendo passado bom tempo em clínicas de recuperação na Argentina e em Cuba. Em janeiro de 2000, Maradona foi internado com crise de hipertensão e arritmia. Em abril de 2004, também com crise hipertensiva, foi internado na Clínica Suizo-Argentina em Buenos Aires.

Um mês depois, iria para a clínica Del Parque para se desintoxicar. Maradona, que chegou a pesar mais de 120 kg, fez cirurgia para redução de estômago em março de 2005 na Colômbia. Dois anos depois, estava internado novamente por conta de excesso com álcool. Ficou em hospitais em situação delicada por quase dois meses. Chegou a ser especulada sua morte.

REZANDO PELO ÍDOLO – Milhares de pessoas se concentravam em frente de hospitais e igrejas na Argentina rezando pela saúde do ídolo, que inspirou em seu país a Igreja Maradoniana, cujos fiéis o cultuam como Deus supremo.

Maradona se aproximou de algumas personalidades políticas de esquerda, como Fidel Castro e Hugo Chávez, e manteve relação afável e conflituosa com outras, como João Havelange e Pelé, a quem recebeu no programa “La noche del 10”.

Ele voltou com força ao cenário futebolístico quando assumiu o comando técnico da seleção argentina em outubro de 2008. Classificou a duras penas a equipe para a Copa da África do Sul, mas sucumbiu com o time nas quartas de final contra Alemanha, quando perdeu por 4 a 0 e deixou o cargo.

FALHOU COMO TÉCNICO – Ainda como técnico, teve trabalhos poucos expressivos no Al Wasl, Fujairah (Emirados Árabes), Dorados (México) e Gimnasia y Esgrima La Plata (Argentina)

Ele assumiu o modesto time argentino no ano passado, e seus jogos fora de casa se transformaram em procissões com homenagens ao ídolo. O Newell’s, por exemplo, colocou um trono à beira do campo para que Maradona se sentasse e assistisse à partida como um rei.

O ídolo completou 60 anos na sexta-feira no dia 30 de outubro, mesmo dia em que voltou a dirigir o Gimnasia após meses de paralisação do futebol pela pandemia do coronavírus e se sentiu mal, sendo posteriormente internado para operar um hematoma na cabeça. Internado no início de novembro, deixou o hospital no dia 11 e se recuperava em casa, quando teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Maradona era como Garrincha. Depois da glória como jogador, a decadência como ser humano e chefe de família. Pelé, que também não é uma Brastemp como ser humano, pelo menos resistiu às drogas e ao álcool. Assim como Maradona, Pelé não reconheceu uma filha. Mas foi o melhor do mundo. Sua carreira é incomparável, eleito o Atleta do Século em 1980, vinte anos antes de o século 20 acabar. Não é preciso dizer mais nada. (C.N.)

Conta da Câmara de Vereadores de Jeremoabo é aprovada pelo TCM-BA.

 

A 1ª Câmara do Tribunal de Contas dos Municípios aprovou com ressalvas, as contas das câmaras de vereadores do  município de Jeremoabo  referente ao exercício de 2019.

O gestor dessa  câmara, apesar dos reparos feitos às contas, não foi penalizado com multas, diferente do gestor municipal (prefeito)de Jeremoabo, que além da rejeição das constas ainda foi agraciados com multas elevadas.

Como o prefeito não conta com dois terços dos vereadores, será um forte candidato a tornar-se um " Ficha Suja", e ficar inelegível por oito ou mais anos.

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Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

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