quarta-feira, novembro 25, 2020

Funcionária que filmou assassinato de João Alberto é presa

Funcionária que filmou assassinato de João Alberto é presa
Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta terça-feira (24), Adriana Alves Dutra, funcionária do Carrefour envolvida na morte de João Alberto Silveira Freitas. Agente de fiscalização do estabelecimento, ela é a mulher que aparece de blusa branca nas imagens, junto dos seguranças agressores. Ela foi presa em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde reside, de acordo com o G1.

 

Segundo a delegada Vanessa Pitrez, diretora do Departamento de Homicídios, a polícia acredita que a mulher teve participação decisiva nas agressões sofridas por João Beto, porque ela teria poder de comando sobre os dois seguranças.

 

Em gravações feitas no momento do espancamento, Adriana aparece filmando a cena. Um motoboy que registrou o crime afirma que foi ameaçado por ela.

 

A PC investiga se a agente de fiscalização mentiu sobre o caso. Adriana disse, no primeiro depoimento, que o policial militar preso pelo crime era cliente da loja – e não um funcionário da empresa de segurança contratada pelo supermercado. Também afirmou que não ouviu João Beto pedir ajuda.

Bahia Notícias

Grupo suspeito de invadir sistema do TSE reivindica ataque a 61 páginas brasileiras

Grupo suspeito de invadir sistema do TSE reivindica ataque a 61 páginas brasileiras
Foto: Agência Brasil

O grupo do hacker português, que assumiu a autoria do vazamento de dados privados e do ataque cibernético ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o primeiro turno das eleições municipais, tem um histórico de atuação contra sites brasileiros. 

 

De acordo com reportagem do Estadão, apenas ao longo deste ano, o CyberTeam, liderado pelo hacker conhecido como Zambrius, diz ter atacado ao menos outras 61 páginas com o domínio “.br”. De 2017 a 2020 foram 140. 

 

O grupo também reivindica a invasão de sites do Ministério da Saúde, que prejudicou a divulgação de dados sobre covid-19.  Na lista dos alvos estão, ainda, prefeituras, Câmaras e um departamento de trânsito. Pequenas empresas e escritórios de advocacia também estão na lista de vítimas.

 

O histórico do CyberTeam alimenta a suspeita, não descartada por investigadores, de que a ação contra o TSE pode ter sido realizada não por um hacker ativista, mas por um grupo de cibercriminosos, de acordo com a reportagem. Como mostrou o Estadão, uma das linhas de investigação indica a possibilidade de envolvimento de radicais ligados a núcleos bolsonaristas. Zambrius está em prisão domiciliar, em Portugal, e diz ter agido sozinho, munido apenas de um celular.

 

As apurações estão sendo conduzidas pelo Ministério Público Federal e pelo próprio TSE. Há também um inquérito aberto pela Polícia Federal. Todas as informações sobre os ataques do grupo hacker ficam em um arquivo na internet no qual os invasores anexam, anonimamente, “provas” de seus feitos. Trata-se do Zone-H, que afirma não ser responsável pelos crimes cibernéticos registrados.

 

A plataforma, porém, só aponta investidas que produziram mudanças no conteúdo dos sites. Dessa forma, não pode ser usada como referencial absoluto para as atividades de grupos hackers. Há modalidades de invasões perigosas, nas quais atacantes permanecem discretamente com acesso a dados sensíveis, sem que sejam notados.

Bahia Notícias

Após prisão de Luiz Argôlo, família retorna com eleição de Manoelito Jr. em Entre Rios


por Vitor Castro

Após prisão de Luiz Argôlo, família retorna com eleição de Manoelito Jr. em Entre Rios
Foto: Reprodução/Facebook

Prefeito eleito de Entre Rios, no Litoral Norte e Agreste Baiano,  Manoelito Argolo Júnior (Solidariedade) deverá governar o município pelos próximos quatro anos a partir de janeiro de 2021. Nas urnas ele derrotou com folga outros cinco candidatos. Com a diferença de 2.950 votos para o segundo colocado, Elízio Simões (PT), Manoelito retorna à gestão pública após já ter sido prefeito entre 2004 e 2008  na cidade de Cardeal da Silva. Mas a curiosidade do episódio não envolve o futuro gestor. A eleição dele é o retorno da família Argôlo à cena política.

 

Filho de Manoelito Argôlo, que já foi prefeito em Entre Rios na primeira década dos anos 2000, Júnior vem de uma família histórica na política do interior do estado. Os Argôlo deixaram de protagonizar campanhas em 2015, quando um dos filhos de Manoelito, Luiz Argôlo, então deputado federal da Bahia pelo Progressista,  foi preso pela Operação Lava Jato.

 

Incentivado pelo capital político herdado do pai,  Manoelito Argolo Jr. começou cedo na política. Foi  eleito para o cargo de vereador em Entre Rios em 2000, aos 23 anos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2004 foi eleito prefeito na cidade de Cardeal da Silva, também no Litoral Norte e Agreste Baiano. Em 2012 concorreu ao cargo de prefeito na cidade de Entre Rios, mas não levou  a eleição. Em 2014, ficou na suplência da Assembleia Legislativa da Bahia.

 

Já Luiz Argôlo, antes de ser preso pela Lava Jato, já havia sido eleito vereador de Entre Rios para o mandato de 2001 a 2004. Conhecido como "Bebê Johnson" no episódio da Lava Jato, ele também atuou na gestão pública como prefeito interino do município, de fevereiro a março de 2002. Luiz foi ainda deputado estadual até 2010, quando migrou para a Câmara dos Deputados até 2014, quando fracassou na tentativa de reeleição pelo PP.

 

O ex-deputado foi condenado a 12 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Ano passado, o irmão do novo prefeito de Entre Rios conseguiu a liberdade condicional mediante parcelamento da multa estipulada na pena. Após o acordo, ficou estabelecido que a multa de cerca de R$ 2 milhões seria parcelada em 105 vezes num valor aproximado de  R$ 19 mil por mês durante oito anos. 

 

A reportagem do Bahia Notícias entrou em contato com Manoelito Jr. para saber se a sua eleição, com uma quantidade expressiva de votos frente ao segundo colocado, poderia representar uma retomada da família Argôlo à política baiana além de saber suas propostas para o mandato. No entanto, até o fechamento desta matéria, não obteve respostas.

Bahia Notícias

Alvos da PF na BA, organizações sociais teriam criado esquema de desvios na saúde, diz MPF


por Mauricio Leiro / Matheus Caldas

Alvos da PF na BA, organizações sociais teriam criado esquema de desvios na saúde, diz MPF
Foto: Divulgação

Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apontam que a ação que desencadeou quatro prisões preventivas e mandados de busca e apreensão por conta da administração do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) (reveja aqui) apurou repasses indevidos de verbas públicas para Organizações Sociais (OSs) que poderiam, segundo depoimentos, ter sido alocados para o combate à Covid-19 na unidade hospitalar e causado morte pela falta de suprimentos necessários para tratamento de doenças. As informações estão contidas em sentenças que estão em sigilo de Justiça, mas que foram obtidas pelo Bahia Notícias (leia mais aqui). 
 

Houve, além da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), busca em empresas e casas em Lauro de Freitas, em apartamentos em Salvador e Guanambi, em empreendimentos em Juazeiro e Petrolina (PE) e em um imóvel no município de Castro Alves.

 

No processo, foram emitidos mandados de prisão preventiva para as seguintes pessoas: Alex Oliveira de Carvalho, conhecido como “chefe” e “patrão no esquema”; Luiz Alberto Hilarião da Silva, suposto sócio da APMI, empresa terceirizada para gerir o HRJ; Anderson Fontes Vieira, sócio da M&A Laboratórios Clínicos; e Victor Calixto Tambone, responsável pela “controladoria” da APMI e apontado como elo entre Alex Carvalho e Hucilene Simões Santos, diretora-geral do HRJ.

 

Uma das decisões foi concedida pelo juiz federal Wagner Mota Alves de Souza, da Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Juazeiro, no dia 10 de agosto. A outra sentença é do dia 10 de novembro, do juiz Pablo Baldivieso, da Vara Única da Subseção Judiciária de Eunápolis, no exercício da titularidade plena da Subseção Judiciária de Juazeiro/BA. A última decisão determinou que fossem suspensos todos os pagamentos a empresas envolvidas nas supostas fraudes e desvios ora investigados. A Sesab, por sua vez, anunciou que, a partir de agora, a gestão da unidade será feita pelas Obras Sociais Irmã Dulce (relembre aqui).

 

ATRIBUIÇÕES

“Chefe" e "patrão": estes eram os apelidos de Alex Oliveira de Carvalho no esquema, de acordo com telefonemas grampeados pela força-tarefa. Mesmo sem ter cargo de presidente, ele seria o responsável pela gestão do IBDAH e da APMI, organizações sociais contratadas pelo estado da Bahia através da Sesab e, por consequência, do Hospital Regional de Juazeiro, sendo este apontado pela diretora-geral do HRJ, Hucilene Simões Santos e outras pessoas envolvidas, em interceptações telefônicas, como “centralizador de todas as decisões, especialmente as financeiras”.

 

De acordo com a última sentença, a APMI tem como proprietário Luiz Alberto Hilarião da Silva. Este último “em nada interfere, nada autoriza, de nada toma conhecimento”. "A ele são apenas submetidos os documentos para que assine sem questionamentos", revela trecho da decisão. É o que sugere o trecho do diálogo abaixo:

 

 

A conversa é entre Marcelo Pontes de Andrade Souza, sócio da M&A Laboratórios Clínicos, que receberia mensalmente valores “vultosos da APMI/HRJ”. Seu irmão, Igor, também é sócio do empreendimento. Ambos são filhos de Luiz Antônio Souza, que se apresenta como presidente da IBDAH.

 

Além de Alex e Hilarião, também foi alvo do mandado de prisão preventiva Vitor Calixto Tambone, apontado na segunda sentença como “um elo importante entre Alex e Hucilene”. Ele seria resposável pela chamada “controladoria” da APMI, em Lauro de Freitas, onde fica a sede da empresa. “As interceptações de algumas ligações telefônicas firmadas entre Vitor e Hucilene revelam que, de fato, Vitor era o responsável pelas operações financeiras, manipulando e gerindo as contas bancárias, seguindo as determinações de Alex”, diz parte da sentença.

 

 

O quarto nome alvo do mandado de prisão preventiva é Anderson Fontes Vieira, o terceiro sócio da M&A Laboratórios Clínicos. De acordo com a sentença, ele “se comporta como um empregado do grupo criminoso, um laranja subordinado às ordens de Alex Carvalho”, além de um “elo de ligação entre a empresa M&A Laboratórios e a direção do HRJ, tratando diretamente com a Diretora Geral Hucilene”.

 

A investigação fala em “subordinação” de Anderson a Alex Carvalho. Para isto, a força-tarefa colheu conversas entre ele e Hucilene. Veja:

 

 

Os diálogos de Hucilene evidenciam, também, que Alex seria o verdadeiro gestor da IBDAH. Num diálogo com uma pessoa identificada como Guilherme, ela detalha que Alex estaria por trás da empresa, enquanto Luiz Antônio Souza ficaria com a ingerência sobre o Instituto Fernando Filgueiras (IFF), responsável pela operação do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, da UPA de Feira de Santana e do Hospital da Mulher, em Salvador. A hipótese da Polícia Federal e do MPF é que há "um grupo empresarial dominando várias unidades hospitalares e praticando atos ilícitos" – nesta situação, outra empresa citada é a SM, gestora do Hospital Regional de Ibotirama. Veja o diálogo abaixo:  

 

 

FUNCIONÁRIOS RELATAM DESCASO

Em trechos das decisões constam relatos de funcionários do HRJ, em que são detalhados atrasos de salário, falta de medicamentos, equipamentos básicos e de condições de trabalho, o que levou médicos a solicitarem a rescisão do contrato de trabalho com a APMI. 

 

"Afirma-se que os recursos extras advindos da União para o combate à pandemia de Covid-19 não foram convertidos melhorias para atendimento da população local. Afirma-se, com base nos depoimentos colhidos, que não houve criação de novos leitos (comuns ou de UTI), bem como aquisição de medicamentos e equipamentos de proteção individual, o que causou indignação entre profissionais de saúde e empregados do setor administrativo do HRJ", pontua a sentença. 

 

Um médico denunciou que precisou escolher o paciente que deveria ministrar o antibiótico, porque não tinha medicamento para todos os internados. "A mortalidade da UTI praticamente triplicou por má gestão, falta de medicamento e o hospital está sem funcionamento do sistema de vácuo (para aspirar pacientes) há aproximadamente 3 anos, tendo que usar um aparelho portátil, que é compartilhado com vários pacientes, ocorrendo transmissão de doenças entre os pacientes", detalhou. 

 

O mesmo profissional disse que não seria possível "nebulizar os pacientes em ventilação mecânica, pois o hospital não adquiriu o equipamento adequado (aerocâmara), muito importante para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, grupo de risco para Covid, tendo falecido dois pacientes, e a ausência desse equipamento pode ter contribuído para o óbito".

 

As manifestações ocorreram em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens entre os funcionários do HRJ, o que ocasionou a demissão de colaboradores durante a pandemia, segundo a investigação. 

 

Uma das funcionárias que atuou durante a pandemia da Covid-19 revelou que houve uma visita da vigilância sanitária estadual no Hospital de Juazeiro, e foram verificadas inconsistências ao uso e armazenamento de materiais. Entre eles, estariam sendo reutilizados aventais de TNT (por falta de novos aventais, com a justificativa de falta de orçamento), além de serem lavados e reaproveitados, mas, ainda assim, teria havido  demora na lavagem dos aventais.

 

Conversa entre Hucilene e Anderson sugere falta de equipamentos e medicamentos

 

A médica teria chegado a confeccionar aventais por conta própria para uso no hospital, e durante a inspeção teria sido questionada acerca da falta de equipamento. "Em especial Heparina não fracionada (anticoagulante) e Salbutanol (broncodilador), medicamentos indispensáveis no tratamento da Covid-19 e que o hospital chegou a sugerir o uso compartilhado do dispositivo (bombinha de Salbutanol), com o uso de espaçador, embora o espaçador nunca esteve disponível", pontuou.  

 

Além da falta de medicamentos e equipamentos, ex-funcionários dizem que existem fraudes na aquisição de todos os tipos de produtos e serviços, entregas feitas à noite e aos sábados fora do expediente administrativo normal do hospital, além de superfaturamento.

 

Um outro médico relatou que não teria havido a construção de novos leitos de UTI para tratamento do novo coronavírus, mesmo o hospital de Juazeiro tendo recebido cerca de R$ 1 milhão para tal finalidade. “O médico afirma que pediu desligamento do HRJ após a morte de duas pacientes no seu último plantão ocorrido no dia 22/06/2020. Ele atribui o fato à absoluta falta de condições de trabalho, o que se verifica pela falta de medicamentos e equipamentos”, explica parte da sentença. 

 

ENTENDA O CASO

A Operação Metástase desarticulou um suposto esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos destinados à gestão do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão.

 

A organização criminosa investigada praticava fraudes em licitações públicas, passando a dominar a gestão de inúmeras unidades da rede estadual de saúde sob gestão indireta, por intermédio de diferentes Organizações Sociais de Saúde (OSs), que são controladas por um mesmo grupo empresarial, quase sempre registradas em nome de “laranjas”.

 

Essas instituições gestoras das unidades de saúde (OSs) passaram a contratar empresas de fachada ligadas ao mesmo grupo, de forma direcionada e com superfaturamento, por meio das quais os recursos públicos destinados à administração hospitalar eram escoados, sem que muitos dos serviços fossem efetivamente prestados ou os produtos fossem fornecidos. 

 

De acordo com a PF, os investigados responderão pelos crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Nota da redação deste Blog - Está faltando atuar em Jeremoabo onde por analogia os casos são semelhantes, pois há supostas ilegalidades na licitação da Cooperativa que presta serviços ao Hospital Municipal e Jeremoabo, principalmente no suposto direcionamento.

Aliás esse caso já foi denunciado na Polícia Federal de Juazeiro pelos vereadores da oposição.

Embaixada chinesa reage a Eduardo Bolsonaro e fala em 'consequências negativas'


por Bernardo Caram e Ricardo Della Coletta | Folhapress

Embaixada chinesa reage a Eduardo Bolsonaro e fala em 'consequências negativas'
Foto: Alan Santos / PR

A embaixada chinesa no Brasil afirmou nesta terça-feira (24) que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) segue os Estados Unidos para caluniar a China e pediu que a retórica norte-americana seja abandonada para evitar "consequências negativas".

A declaração, postada em redes sociais, é uma resposta a publicações feitas na segunda-feira (23) pelo deputado, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.

No Twitter, Eduardo disse que o programa Clean Network, ao qual o Brasil declarou apoio, pretende proteger seus participantes de invasões e violações a informações particulares. Segundo ele, a iniciativa afasta a tecnologia da China e evita espionagem do país asiático.

"Isso ocorre com repúdio a entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China", completou o deputado, que depois apagou parte das publicações.

Em resposta, também pelo Twitter, a embaixada do país asiático disse que o deputado acusou a China de fazer espionagem cibernética e ressaltou que ele defendeu iniciativa que discrimina a tecnologia de 5G chinesa.

"Tais declarações infundadas não são condignas com o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Prestam-se a seguir os ditames dos EUA no uso abusivo do conceito de segurança nacional para caluniar a China e cercear as atividades de empresas chinesas. Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento", afirmou.

A representação diplomática disse ainda que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por 33% das exportações brasileiras.

De acordo com a embaixada, o deputado tem produzido declarações infames que "solapam a atmosfera amistosa entre os dois países" e prejudicam a imagem do Brasil.

"Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil", afirmou.

A embaixada disse que os EUA têm um "histórico indecente" em matéria de segurança de dados. Segundo a representação, políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e constroem mentiras, além de bloquear a gigante chinesa Huawei.

Neste mês, em um gesto contra a participação da Huawei no futuro mercado de 5G, o governo Jair Bolsonaro declarou apoio aos princípios do Clean Network, iniciativa americana sobre segurança nas redes que tem como alvo limitar a presença chinesa no setor.

Clean Network é o nome do plano americano para excluir a gigante chinesa da infraestrutura de tecnologia 5G em diversos países --o leilão no Brasil está previsto para o ano que vem.

Segundo interlocutores do setor, os princípios do Clean Network são compromissos que os países prometem seguir na área de segurança de redes. Dessa forma, a adesão do Brasil não significa o banimento da Huawei, mas é uma sinalização relevante de que o governo pretende seguir esse caminho no futuro.

O Departamento de Estado Americano não usa meias palavras para definir os objetivos da iniciativa. Em seu site, a diplomacia americana diz que o Clean Network é uma abordagem para proteger a privacidade de cidadãos e as informações sensíveis de empresas de "intrusões agressivas de atores malignos, como o Partido Comunista Chinês".

A principal meta dos EUA é banir ou ao menos limitar a participação da empresa chinesa no leilão da frequência no Brasil sob argumento de que a Huawei repassa informações sigilosas para o governo chinês, o que ameaça a segurança de dados do Brasil e a cooperação com os EUA.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), afirmou nesta terça-feira (24) que redes de 5G são um tema de segurança nacional, razão pela qual o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) tem participado das conversas no governo sobre o leilão de frequência da nova tecnologia que deve ser realizado no próximo ano.

Bahia Notícias

Envolvidos em tráfico em bairros nobres de Salvador são presos

Envolvidos em tráfico em bairros nobres de Salvador são presos
Foto: Divulgação SSP

Mais um condomínio de luxo de Salvador foi local de operação de agentes de segurança nesta semana. Uma operação da Polícia Militar prendeu um suspeito de ser responsável pelo abastecimento de drogas e armas para integrantes de uma facção no Nordeste de Amaralina, em Salvador, na noite de terça-feira (24). A prisão ocorreu no Alto do Itaigara, no edifício Mansão Ilha de Delfos, onde o suspeito morava. O homem foi capturado com 58 mil reais em espécie.

 

Na segunda-feira (23) o empresário paranaense Luiz Carlos Bonzato foi alvo da Operação Enterprise, da Polícia Federal (PF). Um apartamento ligado a ele localizado no Villaggio Panamby, condomínio de luxo localizado no Horto Florestal, foi o alvo em Salvador. Embora o endereço seja ligado a Bonzato, ele foi preso em São Paulo. O empresário foi apontado como alto integrante de uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas através dos portos brasileiros e lavagem de dinheiro. Segundo o Alô Alô Bahia, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão e a investigação apontou o empresário como responsável direto pela logística montada para envio de toneladas de cocaína à Europa. 

Fachada do edifício Villaggio Panamby

 

Na operação desta terça, equipes da PM receberam denúncias anônimas e montaram bloqueios para capturar o suspeito que dirigia um carro de luxo modelo Audi A5. No momento da prisão, ele chegou a oferecer 100 mil reais em espécie e armas para ser liberado.

Suspeito foi preso com R$ 58 mil | Foto: Divulgação/SSP

 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no apartamento foram encontradas porções de skank e haxixe, além de anotações do comércio de entorpecentes e armas, dois celulares modelo iPhone e joias. Aos policiais, ele contou que morava no Alto do Itaigara, onde também comercializava entorpecentes.

 

O suspeito e os materiais apreendidos foram apresentados no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).

Bahia Notícias

Primeira Turma do STF forma maioria para manter Arthur Lira réu por corrupção passiva

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Deputado é candidato de Bolsonaro à presidência da Câmara

Carolina Brígido
O Globo

Três dos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta terça-feira pela manutenção da decisão de abrir ação penal contra o deputado Arthur Lira (PP-AL) por corrupção passiva. Lira é o candidato de Bolsonaro à presidência da Câmara dos Deputados e foi transformado em réu em outubro do ano passado. Em seguida, recorreu da decisão.

No julgamento desta terça-feira, dia 23, os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello votaram para manter a ação penal aberta. Dias Toffoli pediu vista, adiando a decisão final para data ainda não definida. Além dele, ainda falta votar a ministra Rosa Weber.

PROPINA – Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em fevereiro de 2012 o parlamentar recebeu propina de R$ 106 mil paga pelo então presidente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), Francisco Colombo. O valor foi apreendido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando um assessor dele na Câmara tentava embarcar para Brasília, com passagens pagas pelo deputado, e o valor escondido pelo corpo.

No julgamento da denúncia, a Primeira Turma foi unânime pela abertura da ação penal por corrupção passiva, mas rejeitou a acusação de lavagem de dinheiro, por falta de evidências suficientes contra Lira.

No processo, o advogado do réu, Pierpaolo Bottini, argumentou que não há como ligar o fato de que o dinheiro apreendido seria entregue a Arthur Lira. Ainda segundo a defesa, não haveria motivação para relacionar a apreensão do dinheiro com a manutenção do cargo de presidente da CBTU. Isso porque o cargo tem mandato de três anos previstos.

Na análise dos votos, Biden venceu entre os negros, os latinos e os brancos conservadores

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Search | Brasil 247

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Bruno Benevides
Folha

Negros, latinos, mulheres, moradores do subúrbio, pessoas com ensino superior —e até alguns homens brancos. Foi com essa ampla coalizão de eleitores que Joe Biden conseguiu ser eleito o 46º presidente dos EUA.

Para vencer Donald Trump no pleito do último dia 3, o democrata teve que se desdobrar para manter o apoio entre minorias étnicas e mulheres —que tradicionalmente votam em seu partido— e, ao mesmo tempo, atrair parte dos eleitores republicanos que se decepcionaram com o atual comandante-em-chefe.

CINCO ESTADOS – Foi essa mescla que permitiu ao agora presidente eleito conquistar cinco estados que tinham votado no republicano na eleição de 2016: Arizona, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin e Geórgia.

Assim, o democrata conseguiu vencer a eleição ao alcançar o número suficiente de votos no Colégio Eleitoral, nome do sistema indireto que define o presidente americano.

Nesse modelo, cada estado tem um número de votos proporcional à população. A Califórnia, com 39,51 milhões de habitantes, por exemplo, tem direito a 55 representantes. A Dakota do Sul, com 884,6 mil, a apenas 3.

DUAS EXCEÇÕES – O candidato que vence a eleição em um estado leva todos os votos dele —as exceções são Nebraska e Maine, que dividem os votos de maneira mais proporcional. No fim do processo, é eleito quem conquistar mais da metade dos votos no Colégio Eleitoral, ou seja, ao menos 270 dos 538 votos possíveis.

Por isso, a senha para vencer a eleição é conquistar os estados onde a disputa é mais apertada. Antes do pleito de 2020, 13 estados foram classificados dessa maneira, e Biden melhorou o seu desempenho em 12 deles na comparação com os números obtidos pela então candidata democrata, Hillary Clinton, em 2016. Ou seja, Trump só avançou em um deles, a Flórida.

No total, o democrata melhorou o desempenho de seu partido em 43 estados, enquanto o republicano só conseguiu fazer o mesmo em 7 deles e no Distrito de Columbia (onde fica a capital, Washington).

NOS SUBÚRBIOS – O principal fator para esse crescimento democrata ocorreu nos subúrbios. Os moradores dessas regiões residenciais ao redor de grandes cidades costumam ser mais brancos e conservadores que os eleitores de centros urbanos, porém mais moderados que os de pequenas cidades e áreas rurais.

Como mais da metade dos eleitores americanos moram nos subúrbios, essas regiões acabam sendo um importante palco de disputa nas eleições presidenciais. Em 2016, Trump venceu Hillary nos subúrbios por 49% a 45%, mas agora em 2020 o panorama virou —Biden venceu o adversário por 54% a 44%.

Ou seja, o democrata ganhou 9 pontos percentuais dentro desse grupo, um dos maiores crescimentos dentro de qualquer divisão demográfica nos últimos quatro anos.

ELEITORES BRANCOS – E a vitória nessas regiões aconteceu principalmente porque Biden aumentou seu apoio entre eleitores brancos, segmento no qual cresceu 7 pontos percentuais em relação a Hillary em 2016.

Outro grupo demográfico importante que apoia Trump e no qual Biden avançou foi o de pessoas brancas sem ensino superior. A vantagem do republicano sobre o candidato democrata neste segmento —que engloba 44% do eleitorado— caiu de 36 pontos percentuais em 2016 para 25 pontos neste ano.

Essa mudança foi um dos fatores que ajudaram Biden a virar a disputa em Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, estados do chamado Cinturão da Ferrugem — antiga região industrial que em 2016 tinha ajudado a eleger Trump.

NEGROS E LATINOS – Além desses avanços entre o eleitorado branco, o democrata conseguiu manter o tradicional apoio que seu partido já tem entre as minorias: Biden recebeu o voto de 9 a cada 10 negros e de 2 a cada 3 latinos, patamares semelhantes aos de 2016. Trump, porém conseguiu crescer 7 pontos percentuais entre esse último grupo, impulsionado principalmente pelo seu bom desempenho entre pessoas de origem cubana.

Além de ajudar a explicar o resultado deste ano, os dados demográficos costumam ser usados pelos partidos e pelos candidatos para estabelecerem suas estratégias para a próxima eleição.

Assim, daqui a quatro anos a tendência é que os democratas lutem para manter o cenário atual, enquanto os republicanos tentarão recuperar os votos vindos do subúrbio e avançar entre os latinos.

Paulo Guedes antecipa-se à decisão de Bolsonaro e veta a prorrogação do auxílio emergência


TRIBUNA DA INTERNET | Povo foi às ruas por Jair Bolsonaro, e não por Paulo  Guedes, que está voando na fantasia

Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Ao participar de evento promovido pela Firjan na segunda-feira, reportagem de Manoel Ventura e Marcelo Correa, edição desta terça-feira em O Globo, o ministro Paulo Guedes afirmou que não existe a possibilidade de o auxílio d emergência ser prorrogado para 2021, devendo portanto encerrar-se a 31 de dezembro.

A afirmação do titular da Economia representaria uma antecipação da vontade de Bolsonaro, mas o presidente tanto pode seguir o rumo traçado por Guedes como também pode não concordar com ele e prorrogar os pagamentos hoje em 300 reais para pessoas de renda muito baixa.

E O CONGRESSO? – A matéria sobre o assunto saiu também em O Estado de São Paulo, reportagem assinada por Loreana Rodrigues e Idiana Tomazeli. Existe a hipótese de o Congresso resolver que o abono continue a ser pago no próximo ano. Para isso há necessidade de ser votada uma nova lei prorrogando os pagamentos mensais.

Na minha opinião, o ministro Paulo Guedes, uma questão de bom senso, não pode afirmar que a emergência de modo algum pode ser prorrogada. A decisão, é claro, pertence ao presidente da República.

Na Federação das Indústrias do RJ, Paulo Guedes focalizou também a resistência que tem encontrado tanto dentro do próprio governo quanto do poder Legislativo em aprovar as privatizações que tem proposto.

VIROU BAGUNÇA – Penso que as resistências têm procedência, pois não é possível autorizar a venda de uma estatal como a Eletrobras, por exemplo, sem que que o governo informe o preço estabelecido para a venda. Autorizar a venda sem saber o preço é assinar um cheque em branco.

E os preços continuam subindo de forma acelerada, como se verifica nos alugueis. O GPM de novembro a novembro tem uma atualização da ordem de 20%. Os salários entretanto não têm reajuste algum no mesmo período. Os planos de saúde vão aumentar 20%, elevação que será dividida pelos 12 meses de 2021. Os alimentos estão subindo a cada semana e agora Carolina Brígido e Luciana Casemiro, também em O Globo, revelam que as escolas particulares estão cobrando reajustes de até 5% para renovação das matrículas.

Depois do vendaval de preços, acredito que o IBGE não poderá manter o estranho sistema de cálculo sobre a inflação que adota até hoje.

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