sexta-feira, novembro 20, 2020

Esposa de Moro fala sobre os bastidores do poder em Brasília: “No governo, se você discorda, vira inimigo número um”


“Acreditávamos que seriam novos tempos”, diz sobre governo

Bela Megale
O Globo

Sete meses depois de Sergio Moro deixar o comando do Ministério da Justiça e se ver transformado em inimigo declarado do governo Bolsonaro, Rosangela Wolff Moro, casada há 21 anos com o ex-juiz da Lava-Jato, mostra as cartas sobre o que viveu nos bastidores do poder de Brasília.

Às vésperas de lançar o livro “Os dias mais intensos – Uma história pessoal de Sergio Moro” (R$ 44,90) pela Editora Planeta, que relata a sua vida ao lado de Moro, marcada pela maior investigação de combate à corrupção do país e a ascensão do marido à Esplanada dos Ministérios, Rosangela falou ao O Globo. A advogada de Curitiba não esconde sua frustração com o governo de Jair Messias Bolsonaro. “Acreditávamos que seriam novos tempos.”

“FRITURA” – Rosangela conta que, em 2002, foi uma eleitora de Lula, que chegou a torcer para o marido sair da Lava-Jato e que sofreu mais com a “fritura” de Moro em Brasília, do que com os ataques em seus tempos de juiz. “Entra nessa conta a decepção com o governo. Acreditei que tinha um time de peso, trabalhando junto. Quando você vê a fritura, claro que isso desagrada.” Alinhada com o discurso pronto do marido, Rosangela diz que 2022 não está no radar. 

No livro, a senhora relata que apoiou Moro a abandonar a magistratura para se tornar ministro de Bolsonaro. O que a levou a incentivar seu marido a dar esse passo?
Não considero que foi um incentivo. Sergio é determinado, estudioso, workaholic. Naquele momento, quando ele aceitou o convite, Bolsonaro tinha um projeto para o Brasil, para a justiça e para a segurança pública, que eram convergentes com projetos que Sergio poderia implementar, se ocupasse o Ministério da Justiça. Mesmo sabendo que receberia críticas, ele aceitou o convite, porque viu a possibilidade de sedimentar alguns avanços da Lava-Jato. Ponderamos juntos, ele sabia que era um caminho sem volta, e me perguntou: “você me apoia?” Respondi: “É claro”.

A senhora relata que tinha esperança no fim da tal velha política. O que a fez acreditar que Bolsonaro, deputado por 27 anos, mais conhecido por polêmicas sobre ditadura e falas preconceituosas do que por projetos, seria diferente?
Ninguém desconhecia essas falas mais acentuadas do candidato, mas, com ele sentado na cadeira de estadista, dividindo as responsabilidades com o corpo técnico de ministros e os próprios generais, acreditávamos que seriam novos tempos. Temos que voltar para 2018. Era o que tínhamos. Havia um candidato que o partido estava umbilicalmente ligado a um grande esquema de corrupção e um ‘outsider’ que vendia a bandeira do ‘chega da velha política e do toma lá, dá cá’. Isso se perdeu.

Mas havia outros nomes, como Marina Silva, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes.
No segundo turno, aquelas eram as opções. Era não votar ou fazer a escolha por um dos candidatos.

E no primeiro turno, em quem a senhora votou?
Essa eu pulo.

Se sente enganada por Bolsonaro?
Como cidadã, eu vejo que ele se afastou da pauta da campanha eleitoral. Vejo que grande parte dos cidadãos percebe isso.

No livro, a senhora relata que já votou em Lula, em 2002. O que a motivou a votar em um líder petista?
Sabe aquela frase, ‘brasileiro tem memória curta?’. Eu não saberia te dizer porque votei no Lula. Comecei a prestar mais atenção em política, em direitos do cidadão, em 2009, quando me envolvi com organizações da sociedade civil. Fiquei uma pessoa mais interessada e mais atenta aos projetos e ao cenário político.

Se arrepende de ter votado em Lula e em Bolsonaro?
A gente não tem que tratar o passado com arrependimento, tudo é uma questão de aprendizado.

A senhora relata ter sofrido mais com a fritura do Moro no governo Bolsonaro, do que com os ataques na época da Lava-Jato. Por quê?
Entra nessa conta a decepção com o governo. Sei que Moro, como juiz da Lava-Jato, era amado por uns e odiado por outros. Quando ele vai para o governo, acreditei que tinha um time de peso, trabalhando junto, buscando o resultado. Quando você vê a fritura, a colocação de uma frase desrespeitosa, tem um sentimento menos de cidadã e mais de esposa. Claro que isso desagrada.

Tem um episódio em que a senhora faz um post, dizendo que, entre ciência e achismos, ficava com a ciência. O ministro pediu para apagá-lo.
Nesse governo, todo mundo já percebeu que não se pode discordar, ainda que tecnicamente, o que é saudável. Se você discorda, acaba sendo visto como inimigo número um. A saúde, para mim, é uma coisa muito cara. Eu me assustei muito com a Covid-19, não acho normal 1.400 pessoas morrerem em um único dia. Não dá para achar isso normal.

Mas a senhora apagou a publicação.
Eu e Moro tivemos uma discussão naquele momento. Eu tenho o direito de me se manifestar. Por outro lado, existia a possibilidade daquilo ser interpretado como uma fala do próprio ministro, que fazia parte de um governo que ninguém podia discordar. Quando fiz aquele post, foi como uma cidadã. Eu me sentia segura e feliz em ver, no meio de uma pandemia, o Brasil ter um ministro da Saúde (Luiz Henrique Mandetta) efetivamente da área de saúde. Sergio me pediu para apagar, porque a situação causou um desconforto no Planalto.

A senhora conta que, em agosto de 2019, desistiu de se mudar com a família para Brasília, porque sentiu que Moro era “fritado” pelo governo.
A fritura fez o plano ser abortado. Seriam dois trabalhos, ir e voltar. Senti que era uma questão de tempo. Duas pessoas do convívio pessoal dele (Bolsonaro) já tinham ido para a guilhotina. Não tinha a menor dúvida de que, quando chegasse a hora, Moro também iria. Eu falei, vou focar na minha família, no nosso bem-estar, porque é muito transtorno.

Em fevereiro, a senhora falou que via Moro e Bolsonaro como “uma coisa só”, mesmo com essa fritura em curso. Queria apaziguar os ânimos?
Me expressei mal naquela ocasião. O que quis dizer é que a gente via o Planalto como um time, com Moro e Bolsonaro e os outros ministros. No começo do governo eu disse “agora vai”. Infelizmente, isso se perdeu.

Vê Moro como candidato a presidente em 2022?
O nosso radar hoje não vai até 2022, está em um período mais curto, focado em nossa família e Sergio se inserindo na iniciativa privada. Não há nenhuma vaidade, nenhuma pretensão nesse sentido eleitoral. Vejo que ele tem vontade de participar do debate, como de fato ele faz. Isso é uma coisa, ser candidato em 2022 é outra.

Moro sonhava ou ainda sonha em ser ministro do Supremo Tribunal Federal?
Se eu disser que ele não ficaria feliz com o cargo de ministro do Supremo… É claro que ficaria. Agora, ele entrou no governo pensando na vaga de ministro da corte? Não. O STF, para quem é da magistratura, Ministério Público, advogado, é o sonho de muita gente. Não tenho dúvida que seria um excelente ministro do Supremo. Mas ele não aceitou ser ministro da Justiça pensando nisso. Ouvi ele dizer que teria quatro anos para desenvolver o projeto que gostaria. Depois, falava, “vamos ver”.

Já se imaginou como primeira-dama?
Para isso, preciso estar casada com alguém que seja presidente da República. O fato de Sergio estar preocupado com o país, discutindo uma terceira via, não quer dizer que ele é candidato. As pessoas falam, podem até querer, mas ninguém está colocando isso agora.

Uma campanha eleitoral envolve muitos ataques. Estão prontos para isso?
Esses ataques, em relação ao Sergio e nossa família, tiveram início quando a sociedade se deu conta do que era a Lava-Jato. A operação desagradou muita gente. Pessoas que se sentiram desagradadas passaram a usar uma técnica para minar a reputação do Sergio. Foi uma chuva de ataques. Tivemos que aprender a viver com isso.

Pretende se engajar diretamente na política com Moro?
Não tenho nenhuma pretensão envolvendo política partidária, nem sou filiada a nenhum partido. Para participar do debate de estudos, redações técnicas, conte comigo, faço isso todo dia. Agora, entrar em política partidária, cargo eletivo, isso não.

A senhora recebeu dois convites para ocupar cargos no governo. Quem fez esses convites e qual era a intenção?
Um veio do Ministério da Mulher. Eu conheci a ministra Damares Alves por causa da minha atuação como advogada de associações voltadas para pessoas com deficiências e com doenças raras. O convite era para um cargo na pasta que tinha como foco o combate à violência contra a mulher, mas em sendo esposa de ministro, nem poderia, pois poderia configurar nepotismo. Além disso, nunca atuei nessa área. Então, a resposta foi não.

Também ofereceram um cargo na área jurídica da Funcef, onde ganharia R$ 20 mil. Por que esses convites foram feitos?
Eu não tenho essa resposta. Recebi esses convites com um grau de surpresa. Não eram cargos que eu queria, por isso não aceitei.

Pessoas próximas ao ministro afirmam que Moro tomou gosto pela política. Concorda?
O Sergio, como juiz, não precisava de interlocução com outras pessoas para desenvolver seu trabalho. Ele cumpria os atos processuais. No ministério foi diferente, precisava interagir com outras pessoas. Não acho que ele pegou gosto pela política, ele foi aprendendo no dia a dia como interagir com as outras pessoas. Sozinho, trancado no próprio gabinete, não iria implementar nada.

A senhora fala de um projeto pessoal de viverem fora do Brasil. Pensam em se mudar de país?
Ir embora do Brasil não é uma opção, jamais. Quero sim, fazer um curso, passar seis meses, um ano ou dois nos Estados Unidos, mas ir em definitivo, não. Sou brasileira, gosto daqui, quero ver esse país melhor. O que vai ser daqui para frente, teremos que manter dentro da nossa vida privada.

Já tiveram alguma crise no casamento?
Não, longe disso. O Sergio virou uma pessoa conhecida publicamente. O que acontece é que, à vezes, pensamos diferente. Nenhum tema muito polêmico, nada que não dê para chegar num consenso.

No livro, a senhora narra que muitas mulheres assediavam seu ministro. Como se sentia?
É claro que isso chateia, mas não vinha dele. Para mim, o importante é o comportamento da pessoa que me deve respeito, que é o meu marido. Temos uma relação muito legal, muito saudável.

A senhora relata um episódio que viveu com uma autoridade de Brasília, que insistia em perguntar como era lidar com um marido assediado. Sentia muito machismo nesse meio do poder?
Sim, é como se a mulher só estivesse ali só para agradar o marido. Acontece que relacionamentos de verdade são diferentes, tem cumplicidade, companheirismo. Meu marido me respeita muito. Lembro que falei para aquela pessoa: “O senhor não tem outra coisa pra me falar? É só isso que preocupa o senhor? Quantas mulheres estão dando em cima do meu marido?” Falei com o fígado mesmo. Achei aquela pessoa muito deselegante.

Havia um clima de celebridade em torno de Moro?
Isso foi uma coisa difícil e agora posso dizer. Juiz não é celebridade. Cantor é, artista é. Um juiz fica trancado no gabinete, aplicando a lei, e pronto. Foi uma situação nova.

A senhora diz que rezou para que Moro deixasse a 13a vara, da Lava-Jato. Chegou a pedir para que abandonasse a operação?
Isso nunca aconteceu. Não interfiro no trabalho dele, não pedi para Sergio ser ministro. Estou aqui, a gente conversa, avalia juntos, mas a decisão tem que ser dele. Assim como eu não gostaria que ele tomasse decisões sobre a minha profissão. Eu apoio e dou colo, mas as decisões são dele. Cada um fala por si.

Então este era apenas um desejo seu.
Eu já via o Sergio com sinais de cansaço e de esgotamento nos seus quatro anos na Lava-Jato, o volume de trabalho era muito grande, somado aos ataques. Diante disso, eu torcia para que abrisse a vaga de algum titular em Curitiba, quem sabe a gente pudesse dar um tempo, sair da berlinda e dos ataques. Talvez, quando ele chegasse no limite da exaustão, pegasse uma licença e fôssemos passar um tempo fora.

A senhora tem presença constante nas redes sociais, publica sua opinião em vários momentos. Por que optou por se posicionar?
As pessoas confundem as coisas. O que eu digo não é necessariamente o que o Sergio quer dizer e vice-versa. Além de ser casada com Moro, sou cidadã e tenho o direito de me expressar. As pessoas também tinham e têm a curiosidade de saber quem é e o que faz a esposa do Moro. Em alguns assuntos, me sinto confortável para falar, como o combate à corrupção.

No mês passado, a senhora bateu boca com um apoiador de Bolsonaro, o chamou de otário e depois saiu da rede social.
Eu exagerei e faço aqui a minha retratação, acho que o caminho não é a briga. O que fiz foi deselegante e não educado, chamando uma pessoa de otária. Só penso que é preciso apoiar projetos e não idolatrar políticos. O que eu quis dizer é que o brasileiro se sente como se fosse um otário, porque há muita corrupção, dinheiro desviado. É nesse sentido. Me causa estranheza as pessoas idolatrarem gente que não está resolvendo os problemas básicos do nosso país.

As redes sociais viraram um campo minado para a senhora?
Dei um tempo, mas depois voltei. Saí das redes para fazer um detox. Em certos momentos, elas podem ser tóxicas. Em matérias políticas, debates mais acalorados, muitas vezes, viram ofensas. Dei um tempo, por isso.

A senhora relata que chegou a ter crises de ansiedade. Como lida com isso?
Tive síndrome do pânico, ao ponto de chegar no hospital, achar que estava morrendo e ser motivo de piada com gente falando: “você tá aqui de novo?”. Quando você está vivendo tudo isso, é difícil saber que sua saúde mental está comprometida. Demorei cinco anos para entender que precisava de ajuda médica. Usei remédio, não tenho vergonha de falar, porque há um desequilíbrio químico. Fiz terapia, até que descobri o que é o meu centro. Ainda bem que passei por isso, pois foi antes da Lava-Jato. Quando a operação aconteceu, nadei de braçada nessa parte da saúde mental.

Senador pede impeachment de Marco Aurélio pela libertação do traficante André do Rap


Ação tem como base HC que Aurélio concedeu a André do Rap

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) protocolou um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. A ação tem como base o habeas corpus que o ministro concedeu ao traficante André de Oliveira Macedo, o André do Rap, um dos líderes do Primeiro Comando Capital (PCC).

Girão agiu um dia após os membros da Corte decidirem, por nove votos a um, que o acusado deverá voltar para a cadeia. André do Rap deixou o Brasil depois da soltura. Girão apresentou o pedido na Secretaria Geral da Mesa do Senado na tarde desta quinta-feira, dia 19. Para o parlamentar, a decisão não deveria ter sido tomada de forma monocrática e vai custar “milhares de reais dos cofres” para que o criminoso volte para a cadeia.

ARGUMENTO – O senador argumentou, ainda, que o ministro Marco Aurélio deveria ter ouvido o Ministério Público e que a decisão, a qual classificou de “esdrúxula”, colocou em xeque “a segurança, a ordem pública e a aplicação da lei penal”, como afirmou por meio de nota.

“A decisão foi tão esdrúxula que teve de ser cassada pelo presidente do STF (Luís Fux), e ao ser analisada pelo Plenário foi derrubada por nove votos a um. Agora, o poder público vai gastar milhares de reais dos cofres para a captura do foragido, ” ressaltou Girão. O Senado, lembrou o parlamentar, tem a prerrogativa para investigar os ministros do STF. Caso o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decida dar continuidade à denúncia, será criada uma comissão especial.

No documento protocolado na mesa do Senado, o senador afirma que o ministro do Supremo cometeu “crime de responsabilidade”. “O fato é que o denunciado, ministro decano da Suprema Corte pátria, ao ater-se exclusivamente a letra fria da Lei, inexplicavelmente abdicou da observação de princípios básicos como o da razoabilidade e desconsiderou o enorme risco que a soltura de André do Rap em especial representa para a sociedade em geral. Meios e motivos não lhe faltavam para negar o HC, mas preferiu, em tese, ‘ignorar a capa’, tratando o réu não como o facínora que é, mas como mero paciente, como se fosse um anônimo e inofensivo cidadão”, argumentou Girão.

Ainda bem não terminou a eleição os pepinos começam a surgir.

 

Prefeitura de JEREMOABO

(Dados processados em 20/11/2020 17:47:12)
 2019
 06381e20
 DERISVALDO JOSE DOS SANTOS
 11/11/2020
 Rejeitado

"Vencer com sabor de derrota, deve ter um sabor amargo".

 

Resultados dos votos para PREFEITO

100% das urnas verificadas • Última atualização às 00:30
DERI DO PALOMA
Candidato Eleito Eleito
Candidato Eleito Deri Do Paloma • PP
11.509 Votos50,35%
 
ANABEL DE TISTA
Anabel De Tista • PSD
11.350 Votos49,65%
 
TOTAL • 23.897 Votos
100%
VÁLIDOS • 22.859 Votos
95,66%
VOTOS BRANCOS  220 Votos
0,92%
VOTOS NULOS 818 Votos
3,42%
ABSTENÇÕES  4.568 Votos
16,05%
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (http://divulgacandcontas.tse.jus.br)

Nota da redação deste Blog - Ao obter 11.509 Deri do Palomo foi declarado vencedor do pleito eleitoral do ano de 2020.

Anabel consequentemente ficou em segundo lugar com 11.350 votos.

Votos em branco 220., eleitores que não não escolheu ninguém.

Eleitores que foram as urnas mas simplesmente resolveu anular o voto,  818 votos.

Eleitores de Jeremoabo que resolveram a não se manifestar a respeito da atual administração 4.568 votos.

Somando os votos de oposição a Deri do Paloma  11.350 mais brancos, nulos e abstenção totalizamos 16.956,  votos, que não concordam, que condenam os desmandos  que estão acontecendo na administração municipal de  Jeremoabo.

Deri do Paloma ganhou respaldado na Legislação Eleitoral, já que obteve mais voto do que a candidata Anabel; no entanto, é como falei em matéria anterior, foi uma " Vitória de Pirro," vitória com sabor de derrota, já que a maioria esmagadora da sociedade jeremoabense rejeitou e condenou seu (des)governo improbo, repleto de processos, de multas e de denuncias em abundancia, quase que diariamente; pendentes de andamento tanto na Justiça Federal, Estadual e TCM-BA.

Além, do mais, cercado de traidores e oportunistas, sem coragem de demiti-los; e para completar ainda tem minoria da Câmara de Vereadores,

"Vencer com sabor de derrota, deve ter um sabor amargo".




Bolsonaro recua, se atrapalha todos e não exibe lista de países que compram madeira ilegal do Brasil


 Na ‘live’, Bolsonaro disse que não acusará ‘nenhum país’

Pedro Henrique Gomes e Elisa Clavery
G1

Embora tenha dito que divulgaria na “live” desta quinta-feira, dia 19, os países que, segundo ele, compram madeira ilegal do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro não exibiu, durante a transmissão ao vivo, a lista com os nomes desses países. Na terça-feira, dia 17, ao participar da cúpula do Brics pela manhã, Bolsonaro afirmou que países criticam o Brasil por desmatamento, mas compram madeira ilegal do país. Afirmou, então, que divulgaria a lista desses países “nos próximos dias”.

Na quarta-feira, dia 18, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que a lista seria apresentada nesta quinta, durante a transmissão ao vivo semanal que faz em uma rede social. “Amanhã [quinta,19], na live, nós vamos mostrar os países que nos acusam de desmatar, mas importam madeira clandestinamente nossa, tá ok?”, declarou o presidente nesta quarta-feira. “A gente vai fazer, a gente vai mostrar tudo amanhã”, acrescentou.

RECUO – Durante a transmissão ao vivo, contudo, a lista não foi exibida. Além disso, Bolsonaro afirmou que não acusará “nenhum país”. “A gente não vai acusar nenhum país aqui de cometer nenhum crime ou ser conivente de um crime, mas empresas que poderiam estar nos ajudando a combater esse ilícito”, disse o presidente na transmissão.

O presidente estava acompanhado do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva. O presidente voltou a afirmar que países criticam a política ambiental do Brasil por questões econômicas.

“É um grande jogo econômico que existe entre alguns países do mundo, em especial para nos atingir porque nos somos realmente potencias no agronegócio, as commodities que vêm do campo, e eles querem exatamente diminuir a concorrência nossa”, afirmou Bolsonaro.

FRANÇA –  Durante a live, o presidente disse que a França é um dos países que compram madeira do Brasil. Na transmissão, o presidente não deixa claro se o país compra madeira de forma legal ou não. “Eu vi aqui que tem vários países com madeira importada anualmente, se pegar aqui tem até a França aqui também”, declarou.

Para Bolsonaro, a França é um país concorrente na área de commodities. “Para a gente avançar no acordo com a União Europeia com o Mercosul, é exatamente na França, estamos fazendo o possível, mas a França em defesa própria nos atrapalha no tocante a isso aí”, completou Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Foi uma das “lives” mais patéticas, deploráveis e constrangedoras já feitas pelo presidente. Ele se atrapalhou todo, embromou bastante e no final não apresentou nenhuma lista. Era tudo Piada do Ano. (C.N.)

Rodrigo Maia está sentado em cima de 52 pedidos de impeachment contra Bolsonaro


POLÍCIA FEDERAL JÁ TEM PROVAS MATERIAIS QUE JUSTIFICAM IMPEACHMENT DE  BOLSONARO – Cariri é Isso

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Rosana Hessel
Correio Braziliense

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua fazendo declarações polêmicas, inclusive, questionando a credibilidade do sistema eleitoral que o elegeu em 2018, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segue passivo, engavetando pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo. Dos 56 protocolados na Casa, 52 destes, estão “em análise”.

Fontes próximas a parlamentares e especialistas alegam que motivos para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro não faltam. As chances de um processo andar, no entanto, são pequenas, pois, além da falta de esforço de Maia, o presidente da República se cercou do Centrão, grupo de partidos com votos suficientes para barrar qualquer iniciativa.

LISTA DE PEDIDOS – Conforme dados da secretaria da Mesa da Câmara fornecidos ao Blog, a Presidência da Casa recebeu 56 denúncias contra Bolsonaro entre 5 de fevereiro de 2019 e 31 de outubro de 2020. Somente neste ano, foram 51. Quatro já foram arquivados.

Maia tem não tem comentando sobre o assunto, de acordo com a assessoria procurada pela reportagem. Contudo, vale lembrar que, em dezembro de 2015, quando abriu processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tinha recebido 34 denúncias contra a ex-presidente.

Para fontes da Câmara, há um temor de que um novo processo de impeachment agrave mais ainda a economia no meio da recessão provocada pela pandemia do novo coronavírus. MOTIVOS EM PROFUSÃO – Contudo, os especialistas acreditam que Maia perdeu o timing para aceitar pelo menos um do processos que apontam possíveis crimes por parte do Bolsonaro, como disparo de fake news e de pornografia, desrespeito aos direitos humanos, falta de decoro, falsidade ideológica, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva, ação caluniosa, obstrução jurídica e má conduta durante o auge da pandemia, quando ele provocou várias aglomerações.

De acordo com o advogado e professor de direito constitucional Ricardo Pantin, as denúncias contra Bolsonaro recebidas pela Câmara estão baseadas em inúmeros crimes de responsabilidade e de ameaça à democracia e à soberania, “passando por uso indevido de redes sociais durante campanha — algo que, inclusive, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não solucionou até hoje”.

“Além disso, as denúncias destacam declarações que atentam contra as instituições republicanas, à saúde dos brasileiros em tempos de pandemia e obstrução da justiça e advocacia administrativa, questões muito graves para o presidente da Câmara ficar inerte”, lamenta o professor.

MAIS DO QUE DILMA – O especialista lembra que essa lista de denúncias contra Bolsonaro coloca o crime das pedaladas cometido por Dilma Rousseff como um delito menor. “Aliás, a perícia apontou no caso de Dilma que não houve crime de responsabilidade, mas o impeachment já tinha se consolidado”, destaca.

Entre os autores das denúncias contra Bolsonaro pedindo abertura de processo de impeachment estão 20 parlamentares liderados pelo deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ). Eles denunciam crimes de responsabilidade, como a tentativa de interferência na Polícia Federal, obstrução de Justiça, advocacia administrativa, coação, entre outros.

Até antigos apoiadores do presidente, como a ex-líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselman (PSL-SP), e o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), já protocolaram denúncias contra Bolsonaro de crime de responsabilidade, citando infração de vários artigos da Lei 1.079/50, a Lei do Impeachment, e “conduta incompatível com a dignidade, honra e decoro”.

CENTRÃO GARANTE – Segundo assessores parlamentares, existe um incômodo crescente em relação à demora de Maia para dar um parecer sobre tantos processos engavetados, especialmente, porque Bolsonaro se aproximou do Centrão, que saiu vitorioso das eleições municipais. “Maia continua articulando para eleger seu candidato à Presidência da Câmara”, afirma uma fonte.

Na avaliação de Pantin, a inércia de Maia e do TSE sobre as denúncias contra Bolsonaro deixa a conclusão de que “as instituições não estão funcionando adequadamente”, embora o discurso seja o contrário. 

“O enquadramento dos crimes de responsabilidade pelo presidente pode ser visto segundo o artigo 4º da Lei n.º 1.079/1950, onde é possível ver que são crimes de responsabilidade atos que atentem contra a Constituição Federal e contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados, como o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, a segurança interna do país, a probidade na administração, dentre outros”, resume.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro pode dormir tranquilo. Rodrigo Maia não tem a menor intenção de colocar em discussão nenhum pedido de impeachment, porque assim o presidente da República fica refém dele. É exatamente o que está acontecendo. Bolsonaro está nas mãos de Rodrigo Maia e de quem for eleito para a presidência da Câmara em fevereiro. O resto é silêncio, como dizia Érico Veríssimo. (C.N.)   

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