quinta-feira, setembro 24, 2020

Marco Aurélio envia a plenário virtual recurso de Bolsonaro para prestar depoimento por escrito

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Live JR' entrevista ministro Marco Aurélio Mello nesta segunda (22) -  Notícias - R7 Brasil

Marco Aurélio Mello diz estar acelerando o inquérito

Camila Bomfim e Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello decidiu enviar ao plenário virtual, entre os dias 2 e 9 de outubro, a análise sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro prestar depoimento por escrito sobre a suposta interferência na Polícia Federal.

O pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU), que defende que Bolsonaro tem direito a escolher a data e o formato do próprio depoimento. O relator original do pedido, ministro Celso de Mello, já negou essa possibilidade e autorizou a Polícia Federal a marcar uma oitiva presencial.

SUBSTITUIÇÃO – Marco Aurélio Mello assumiu o andamento do caso porque Celso de Mello está de licença até o próximo sábado (26).

No plenário virtual, em vez de debater e fazer a leitura dos votos, os ministros depositam os documentos no sistema do STF. Após o voto do relator, os demais membros do Supremo podem pedir que o caso seja “puxado” para julgamento nas sessões presenciais – que estão sendo realizadas por videoconferência por causa da pandemia.

À TV Globo, Marco Aurélio Mello disse que resolveu pautar o recurso no plenário virtual porque a decisão é mais rápida.

VELOCIDADE MAIOR – “Por videoconferência não julgamos quase nada, continuamos na morosidade de sempre. Julgamos dois processos por sessão, se tanto. No virtual, cada ministro insere o voto, e você toca [o julgamento] mais rápido. No plenário, por videoconferência, continuamos na mesmice, não conciliando rapidez com conteúdo”, declarou.

Na decisão desta quarta, Marco Aurélio escreve que precisa dar celeridade ao caso.

“A crise é aguda. Sem qualquer previsão de o Tribunal voltar às sessões presenciais, há de viabilizar-se, em ambiente colegiado, a jurisdição. Aciono, em caráter excepcional, o sistema virtual e passo a liberar, considerado o fator tempo, os processos”, diz o documento.

PARECER DE ARAS – O ministro decidiu liberar o recurso da AGU para julgamento depois que o procurador-geral da República, Augusto Aras, emitiu parecer favorável ao depoimento de Bolsonaro por escrito.

O chefe da PGR diz que há argumentos suficientes para derrubar o posicionamento de Celso de Mello – que defendeu que, na posição de investigado, Bolsonaro não teria direito a escolher data, horário ou formato do depoimento.

“Cumpre ressaltar a inconsistência do raciocínio jurídico segundo o qual poderia o presidente da República deixar de comparecer ou, comparecendo, permanecer silente, situações em que nada acrescentaria à apuração em curso, mas não poderia ele prestar esclarecimentos por escrito, mediante manifestação passível de consideração como elemento informativo documental”, escreveu Aras.

INQUÉRITO SUSPENSO – Já como “relator substituto” do caso, na última semana, o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu a tramitação do inquérito que investiga o presidente até que o recurso da Advocacia-Geral da União fosse analisado.

A AGU pediu que o plenário do STF defina se Bolsonaro pode, ou não, apresentar manifestação por escrito.

O presidente do Supremo, Luiz Fux, já havia indicado que faria uma consulta aos colegas para definir a melhor data para levar o caso a plenário. Uma das possibilidades era deixar que a questão fosse enfrentada após a aposentadoria de Celso de Mello, que deixará o STF em novembro ao completar 75 anos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Ao que tudo indica, o depoimento de Bolsonaro será no dia de São Nunca, como se dizia antigamente. Pelo andar da carruagem, no ano que vem, em data que ninguém pode estimar, haverá um depoimento com respostas às perguntas da Polícia Federal, que serão respondidas pelo autoproclamado “jurista” Jorge Oliveira, sob supervisão da ala militar e dos filhos de Sua Excelência. Depois disso, já com novo relator, o inquérito caminhará para o gavetão mais próximo. Quanto ao ministro aposentante Celso de Mello, só podemos dizer que já vai tarde e será uma ausência que preenche uma lacuna. (C.N.)

Mourão insiste que divulgação sobre queimadas estão sendo superdimensionadas


Mourão preferiu não entrar no mérito do discurso de Bolsonaro

Deu no Correio Braziliense

O vice-presidente Hamilton Mourão, que cumpriu agenda no Acre nesta quarta-feira, dia 23, disse que o País precisa regulamentar o quanto antes a exploração de minério em terras indígenas e que a divulgação das queimadas em território brasileiro, principalmente no Pantanal e na Amazônia, está sendo superdimensionada.

Segundo o Mourão, que também é presidente do Conselho da Amazônia, o governo Bolsonaro já enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que regulamenta essa exploração, assim como outros governos anteriores fizeram. A pauta, contudo, não avançou como se esperava.

PREVISÃO – “A nossa Constituição já prevê isso. Então, nós temos de tomar uma decisão. Praticamente todos os governos apresentaram projetos de lei. Nós apresentamos no começo desse ano a nossa proposta, e a visão do nosso governo é ouvir a comunidade sobre a lavra, que será concedida a uma empresa ou a uma cooperativa, que pagará os impostos devidos, pagará os royalties aos moradores da comunidade”, pontuou o vice-presidente.

Mourão visitou o Acre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que é também dos índios e caboclos a culpa dos incêndios florestais registrados na região amazônica. Questionado, o vice-presidente preferiu não entrar no mérito do discurso de Bolsonaro.

“O presidente Bolsonaro, em seu discurso, expressou a visão do governo federal. Não compete a mim prestar esclarecimentos sobre as palavras do presidente Bolsonaro, até porque eu sou o vice-presidente dele. O tempo todo nós temos colocado o seguinte: o problema existe e nós temos de combatê-lo, mas existe não na dimensão que se passa”, avaliou.

QUEIMADAS – Mourão visitou o Acre em meio ao aumento nos focos de queimadas na região. Entre 1º de janeiro e 21 de setembro deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou um aumento de 13% no número de queimadas em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2020 já eram 6,7 mil focos, ante os cinco mil no mesmo período de 2019.

O governo acreano tem intensificado o combate a crimes ambientais desde abril, quando o governador Gladson Cameli (Progressistas) criou o Comitê Integrado de Ações Ambientais, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Um dos pilares do coletivo é a decisão acerca das operações que devem ser realizadas pelas forças locais de fiscalização.

Cameli destacou que o investimento feito para a implantação do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), apresentado ao vice-presidente nesta quarta, mostra o empenho do governo estadual em defender as florestas, mas, principalmente, a preocupação com a população que sofre com as queimadas.

QUALIDADE DE VIDA – “A nossa preocupação aqui é com as pessoas, não apenas com a vida, mas também com a qualidade da vida delas. Além da pandemia da covid-19, ainda temos de nos preocupar com a fumaça, com as queimadas. Estamos fazendo tudo que podemos. Nosso governo não apoia as queimadas ilegais, não apoiamos nenhuma ilegalidade, nem a politicagem com essa situação”, afirmou Cameli.

As missões integradas de comando, controle e fiscalização começaram logo após a criação do Comitê local, ainda em maio, alcançando principalmente as florestas públicas do Antimary, Liberdade, Mogno, Gregório e Afluente, além do Parque Estadual do Chandless. As operações são lideradas pelo Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) da Polícia Militar (PM/AC), em conjunto com o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Brasil se destaca na ONU pela caricatura de um governante, e não pela diplomacia


Bolsonaro fala na ONU | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vera Magalhães
Estadão

Desde 1947 cabe ao Brasil abrir a Assembleia-Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York. O primeiro a fazer uso da prerrogativa foi Oswaldo Aranha. De lá para cá, nossa representação só deteriora. Com Jair Bolsonaro já são dois anos de negacionismo, mentiras e blablablá ideológico. Em 2019, presencial; ontem, em vídeo. Não importa, a vergonha é a mesma.

Infrutífero comparar as falas de Bolsonaro com outras igualmente infelizes de presidentes que o antecederam. De jaquetão e bigode engomado, José Sarney exibiu um inglês macarrônico. Mas não mentiu nem criou fantasias persecutórias aos olhos do mundo, nem tampouco exibiu desconexão completa da realidade.

SEM PARALELO – Dilma Rousseff discursou várias vezes e sua fala recebeu merecidas críticas, por edulcorar os escândalos de corrupção que ajudaram a pavimentar seu impeachment, logo depois, por tergiversar com ataques à democracia em países de esquerda. Mas ela se conteve, por exemplo, e não falou em golpe ao discursar em abril, já às vésperas de ser afastada, para não levar assuntos domésticos e, mais, uma interpretação dos fatos, a um palco internacional.

Com Bolsonaro não há paralelo possível. Quando se pensava que nada poderia superar a fala do ano passado, na deste ano o presidente brasileiro disse cinicamente que o Brasil tem um dos melhores resultados no enfrentamento da covid-19, isso com mais de 137 mil mortos nas costas, enalteceu nossa política ambiental mesmo com a Amazônia e o Pantanal queimando aos olhos do mundo, converteu o auxílio emergencial em dólar e somou todas as parcelas para vender uma bonança dos mais pobres que é falsa e ainda inventou um conceito, a “cristofobia”, que, se bem explorado pelos seus ideólogos reacionários, pode fornecer mais empulhação para as eleições de 2022.

FICÇÃO E BAIXO CLERO – Diante de tal acervo de sandices, os paralelos possíveis com Bolsonaro na ONU se situam na ficção e no baixo clero, de onde o nosso presidente veio e de onde nunca teria saído em condições políticas normais.

A primeira referência é a antológica passagem de Odorico Paraguaçu, personagem do genial Dias Gomes, pelas Nações Unidas. Cercado de um séquito que incluía beatas fervorosas (também há as Cajazeiras do bolsonarismo), um puxa-saco caricato (candidatos a Dirceu Borboleta não faltam no Ministério) e o “capitão” Zeca Diabo (versão anos 80 de miliciano), o prefeito de Sucupira queria oferecer um terreno na cidade para que fosse construída a nova sede da ONU. Megalomania, ridículo e nacional-populismo na veia. Em 1983, pelo menos, era dramaturgia.

NO BANHEIRO DA ONU – Outra passagem que lembra nos contornos patéticos as participações de Bolsonaro no fórum global foi a de Severino Cavalcanti em 2005, como presidente da Câmara, que cobri in loco. Então alvo do escândalo do “mensalinho”, em que era acusado de recolher propina de permissionários da Casa, o deputado pernambucano viajou com direito a séquito e limusine a Nova York e foi alvo de sistemática cobertura de imprensa.

O cerco a Severino, que se escondeu até no banheiro da ONU para fugir da imprensa, levou jornalistas de outros países a nos perguntarem quem era aquele homem para receber tanta atenção. Nos questionavam se ele estava envolvido no escândalo “Petróleo por Comida”. Mal sabiam que era comida por mensalinho mesmo, algo bem mais rastaquera.

DISCURSO FAKE – Bolsonaro, com suas mentiras cínicas e deliberadas no momento mais grave da vida nacional neste século, rebaixa a Presidência a uma versão digital da Sucupira de Odorico.

As agências de checagem já trataram de desmontar o discurso fake que ele fez. A mim restaram essas reminiscências envergonhadas. Levaremos anos para suplantar esse momento de rebaixamento do Brasil.

Férias em dobro e outros privilégios dos magistrados se tornaram inaceitáveis e abomináveis


Juízes do RN vão receber retroativo a 1996 – Blog do Silva Lima

Charge reproduzida do Arquivo Google

J.R. Guzzo
Estadão

O Conselho Nacional de Justiça, repartição pública onde juízes julgam os interesses dos juízes, é o tipo de tribunal que qualquer cidadão pediria a Deus para cuidar das suas causas. É praticamente impossível, pelo que fica o tempo todo demonstrado pela observação dos fatos, que um magistrado brasileiro peça alguma coisa ao CNJ e não seja atendido.

Já se viu de tudo, ali – mas sempre há lugar para uma novidade e, quando se imagina que não haveria mais nada para pedir e para dar, lá vêm os conselheiros nacionais da Justiça com um novo presente para os juízes e uma nova fatura para você pagar.

“PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO” – O CNJ, desta vez, decidiu que os magistrados que se afastam do trabalho para presidir algum dos sindicatos da categoria – chamam a isso de “associações”, mas, na prática, são sindicatos – têm direito a receber férias, como todos os colegas que continuam a dar expediente normal, a cada ano que passam sem botar os pés numa vara de Justiça.

Como os juízes têm direito a dois meses de férias por ano, quem fica dois anos num mandato sindical passará a receber do erário quatro salários, pagos em dinheiro, quando voltar ao serviço. É o que chamam de “pagamento de indenização”.

Mas já não seria suficiente, para o público em geral, pagar o salário integral e todas as demais vantagens financeiras dos juízes que presidem seus sindicatos e, por conta disso, ficam dois anos seguidos sem comparecer ao local de trabalho? Pode parecer assim para o leigo ignorante, mas não para quem está realmente capacitado a decidir sobre o assunto.

POR UNANIMIDADE – De acordo com a conselheira que resolveu o caso, com o apoio da unanimidade dos colegas, supõe-se que os companheiros sindicalistas exercem suas funções em tempo integral, todos os dias e durante o ano inteiro; ficam em desvantagem, dessa forma, em relação aos magistrados que trabalham normalmente e desfrutam seus dois meses anuais de férias.

Ninguém faz a menor ideia, naturalmente, de como os presidentes dos sindicatos de fato empregam o seu tempo. Mas para o CNJ é óbvio que os juízes “classistas”, durante a sua ausência do trabalho, estão privados do “repouso” a que fazem jus – e para corrigir essa injustiça devem receber o equivalente a quatro salários em dinheiro vivo pelos dois anos que ficaram sem aparecer no fórum. Repousar do que, se não trabalharam? O CNJ não deu informações a respeito.

MÁQUINAS DE CRIAR POBREZA – Aberrações como essas comprovam, mais uma vez, que as altas camadas do funcionalismo público brasileiro em geral, e do Judiciário em particular, transformaram-se ao longo dos anos em máquinas de criar pobreza neste país.

De onde, na vida real, sai o dinheiro que vai pagar os quatro salários a mais que os sindicalistas da magistratura recebem a cada mandato? Não é de doações dos intelectuais orgânicos, nem da federação dos banqueiros. É do Orçamento da União e dos Estados – e cada tostão pago aos juízes que representam a “categoria” é um tostão a menos para os serviços que o poder público deve aos cidadãos mais pobres.

O pagamento dessa festa sindical é um poema à concentração de renda – ou, então, à distribuição de renda no estilo brasileiro, pela qual se privatiza em benefício de poucos o imposto pago por todos.

QUESTÃO “SOCIAL” – Os habitantes dos galhos mais altos do Poder Judiciário brasileiro deram para falar, de uns tempos para cá, na necessidade de cuidar da questão “social”.

Por que ninguém sugere, aí e no restante deste bioma, que o “combate à pobreza” comece a incluir a sua contribuição material? Fazer discurso a favor de “imposto sobre grandes fortunas” é fácil, sobretudo quando a fortuna é dos outros. O duro é abrir mão das férias em dobro.


Não há eleição limpa com a força do dinheiro

 


Luis Felipe MiguelLuis Felipe Miguel
Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasíli


Ilustração: André Zanardo 

Um dos principais problemas no funcionamento das democracias eleitorais é o constante transbordamento do poder econômico para a política. Embora o ideal democrático exija a igualdade entre todos os cidadãos (e cidadãs), quem controla mais recursos materiais costuma exercer uma influência maior nas decisões públicas. Parte do problema é estrutural e advém do casamento turbulento entre o capitalismo e a democracia, em particular da vulnerabilidade social às decisões privadas dos detentores do capital. Outra parte se liga às interações entre agentes do campo econômico e do campo político, tal como lobbies, corrupção e também o financiamento de campanhas.

No Brasil, o amplo reconhecimento de que o poder do dinheiro compromete as disputas eleitorais não levou, até agora, a soluções efetivas para o problema. As eleições municipais do ano passado foram as primeiras, neste século, em que as doações de empresas foram vedadas. Norma similar havia sido revogada nos anos 1990, a partir do argumento de que a proibição era ineficaz e alimentava o financiamento ilegal (caixa dois). O retorno da proibição, que enfrentou oposição renhida de atores políticos importantes, em particular o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o então senador Aécio Neves e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi saudado como uma vitória da democracia.

Os resultados, porém, foram menos do que auspiciosos – mesmo que se dê um desconto pelas circunstâncias em que o pleito ocorreu, uma vez que o golpe de maio e agosto de 2016 ensinou aos agentes da política brasileira que está vigorando o vale-tudo. Foram detectados vários mecanismos para burlar a proibição, o caixa dois continuou em funcionamento e candidatos milionários apareceram como os principais beneficiados.

Ainda que funcione, porém, a proibição apenas do financiamento empresarial mantém a desigualdade política. A capacidade de influência na eleição permanece dependendo da disponibilidade de recursos de cada um. Se eu posso doar mil reais para meu candidato, valerei dez vezes mais que o meu concidadão mais pobre, que só pode doar cem – e dez vezes menos do que aquele, rico, que é capaz de doar dez mil. As doações têm muito pouco a ver com nosso envolvimento político ou com a importância que atribuímos à eleição; são função da utilidade marginal daqueles reais. Ou seja: os mais ricos influenciam mais mesmo que tenham preferências menos intensas.

A solução passa, portanto, pelo financiamento público exclusivo das campanhas. Mas é necessário discutir como implementá-lo. Em primeiro lugar, decidir como distribuir o dinheiro. Dar parcelas iguais a todos os partidos ou candidatos é premiar projetos irrelevantes e estimular a aparição de oportunistas. Distribuí-lo proporcionalmente aos resultados das eleições anteriores trabalha contra a regra democrática que as minorias devem ter condições de se tornarem maiorias. De um jeito ou de outro, o monopólio da gestão destes recursos reforça o poder das oligarquias partidárias. A alternativa, que seria a distribuição de vouchers para que cada cidadã ou cidadão defina a destinação da verba, parece exigir um grau relativamente elevado de maturidade política, sob pena de incentivar práticas de corrupção.

O outro problema é o impacto nas contas públicas. Ainda que se reconheça que o financiamento privado sempre sai mais caro (pois os financiadores cobram a conta dos eleitos), a preocupação é válida. Viciados em campanhas suntuosas, os políticos tendem a projetar valores estratosféricos. É melhor um financiamento público pouco generoso, que traria outras duas vantagens, além da economia para os cofres do Estado. Primeiro, permitiria identificar com mais facilidade quem burlasse a regra e obtivesse recursos de outras fontes. Em segundo lugar, a abundância de dinheiro nas campanhas trabalha contra a qualidade do debate eleitoral. Sem as pirotecnias que a campanha cara proporciona, os candidatos teriam que investir no discurso político.

As campanhas baratas, porém, também não são isentas de problemas. Elas reduzem a força dos partidos e candidatos diante de outras instituições que intervêm no processo eleitoral. Sem controlar a ação das máquinas públicas, dos meios de comunicação de massa e das igrejas, o resultado pode ser uma disputa ainda mais desigual.

Não há solução fácil, se o objetivo é nos aproximar um do ideal da democracia como igualdade política e autonomia coletiva. No Brasil de hoje, claro, essa discussão é quase que só acadêmica. Ainda precisamos dar o primeiro passo, que é garantir que os resultados das urnas sejam respeitados.

Luis Felipe Miguel é doutor em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB)

http://www.justificando.com/2017/06/29/nao-ha-eleicao-limpa-com-forca-do-dinheiro/

quarta-feira, setembro 23, 2020

NESSA ELEIÇÃO O ELEITOR DE JEREMOABO EXIGE UMA CAMPANHA LIMPA, HONESTA E A FAVOR DA VERDADE

 


O povo de Jeremoabo cansou de ser enganado  menosprezada e desrespeitada quer mudança, “não quer ser mais enganado com propostas que já foram feitas em eleição passada e não foram realizadas.

Nessa eleição chego a hora do eleitor, principalmente os professores, os jovens,  o trabalhador e o povo de uma forma geral lutar pelos seus direitos e não aceitar na politica de Jeremoabo oportunistas nem tão pouco amadores que nada entendem de administração, basta dessa velha politicagem.

O eleitor de Jeremoabo não é masoquista,   cansou  de tanta corrupção, de tanto desgoverno e incompetência, precisa nessa eleição dar resposta aos cretinos de plantão:  a, cambada de oportunistas, temos que exorcizar .esse atarso que assolou nosso município.

O povo de Jeremoabo não é  mais ignorante, o que mais se ouve pelas ruas  é a palavra MUDANÇA. O povo está gritando aos quatro cantos da cidade que as coisas precisam mudar, ninguém aguenta mais pessoas soberbas por poderes exagerados, favoritismo, imposição, perseguição política, pressão, entre tantos outros fatores que estão evidentes e o povo está enxergando.


Nessa eleição o povo irá digitar nas urnas que quer um prefeito que governe junto com o povo e escute as necessidades do povo, e não alguém que venha dizer ou impor o que o povo precisa. Essa é uma das falas presente nos discursos da população que está de saco cheio dessa política suja e mentirosa que vem escurecendo cada vez mais os dias das famílias de Jereoabo.

Nos últimos dias muita mentira começou a rolar, um jogo sujo de ilusão, onde o povo está sendo vitima, mais uma vez, de uma elite que se instalou na prefeitura e que não quer perder as regalias de um governo que só favorece a eles.

A maioria do  povo está tranquila, pois as mentiras que eles vêm plantando no povo, enganando e iludindo a população que eles dizem tanto amar, não tem fundamento nenhum, são meras palavras ao vento que qualquer leigo pode afirmar. São ideias jogadas ao vento e só acredita quem realmente não tem personalidade nenhuma.  O povo não é idiota e essas mentiras não vão enganar mais ninguém. Enquanto eles jogam esse jogo sujo de mentiras, inclusive usando até de litigância  de má tentando confundir os menos esclarecidos a respeito de impugnação de registo de candidata, tese fascista hoje desmascarada.

 Acreditem na renovação, precisamos reascender a luz da esperança em nossos corações. O nosso futuro dependerá das escolhas que a gente fizer no presente!


MÍDIA E MANIPULAÇÃO

 

MÍDIA E MANIPULAÇÃO


...É certo que a imprensa pode, sim, fracassar em determinados momentos, mas não dá para negar as evidências de que manipulações existem conforme seus interesses mercadológicos e partidários. Ela continua sendo o poder e a formadora de opiniões, que informa ou deforma quando lhe é conveniente. Um insulto aos manuais convencionais que chamam de “melhor aproximação possível da verdade”, ao conferir todas as informações e, assim, transmitir os fatos de forma sábia e responsável ou da melhor maneira que conseguir apurá-los.
O mais desejável é que o público, que é o primeiro poder, evidenciado, sobretudo, pelo consumo das redes sociais, (facebook, twitter), exerça, de forma legítima, sua capacidade de decisão, ao partilhar suas ideias, seus anseios, suas vontades e, claro, a sua opinião, demostrando lucidez ao filtrar as informações e retirar delas apenas o essencial. É um direito da população – só da população...(http://acentelha-morenope.blogspot.com/)

Otto Filho ataca Mário Negromonte Jr.: 'Você e seu pai são envolvidos na Lava Jato'

 

Otto Filho ataca Mário Negromonte Jr.: 'Você e seu pai são envolvidos na Lava Jato'
Foto: Reprodução/ Instagram

A disputa pela prefeitura de Jeremoabo, no norte baiano, saiu da cidade e foi parar na Câmara dos Deputados, em Brasília. Tentando emplacar seus respectivos candidatos ao Executivo Municipal, os deputados federais Otto Alencar Filho (PSD) e Mário Negromonte Jr. (PP) entraram em pé de guerra. E a coisa saiu da mera questão política e foi parar no âmbito familiar.  Em vídeo publicado nas redes sociais, Otto Filho respondeu um suposto ataque de Mário e disse que ele e o pai, o ex-ministro das Cidades e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), deveriam ter “vergonha” pelo envolvimento na Operação Lava Jato. 

 

“Deputado Mário Negromonte Jr., é o senhor que deveria ter vergonha de ter seu nome e o nome de seu pai envolvido na Lava Jato e responder à Justiça por isso. Por isso seu pai foi afastado recentemente do Tribunal de Contas dos Municípios”, explicou, segundo vídeo publicado pelo site Informe Baiano.

 

Logo depois, defendeu a história dele e do pai, o senador Otto Alencar (PSD). “Diferente do senhor, eu e o senador Otto Alencar temos uma vida ilibada. Não temos um processo sequer na Justiça. O senador vem trabalhando consistentemente ao longo de 34 anos. Estaremos aqui pra defender nossa honra, com coragem e ética”, disse. Na cidade, o parlamentar apoia a candidata Anabel de Tista, ex-prefeita da cidade.  Veja o vídeo abaixo:

 

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Negromonte Jr. rebate Otto Filho: 'Tentou denegrir minha imagem'
Foto: Reprodução / Facebook

O deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) respondeu aos ataques feitos pelo seu colega na Câmara, Otto Alencar Filho (PSD), num vídeo divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Bahia Notícias (leia mais aqui). Na réplica, o parlamentar, sem citar nominalmente Otto Filho, disse que houve uma tentativa de “denegrir” a imagem dele. “Estou aqui para poder lamentar um vídeo que circulou ontem de um político aqui de fora da reunião, que tentou denegrir a minha imagem e de minha família”, disse. Cabe ressaltar que o termo “denegrir” utilizado pelo deputado é considerado racista, pois considera que tornar negro é algo maldoso ou ofensivo.

 

“Nós não vamos baixar o nível. Vamos nos manter tranquilos, falando com o povo. Quando eles vierem com pedras, nós vamos com flores e com nosso trabalho. Quando eles vierem com a mentira, nós vamos vir com a verdade, mas também com muita serenidade, até porque, se alguém não pode falar em justiça e em condenação, esse alguém é o grupo político que estava aí. Todo mundo sabe quem não pode ser candidato a prefeito em Jeremoabo. Todo mundo sabe quem tentou um terceiro mandato, contra a Constituição Federal, enganando o povo, dando um golpe e trazendo custos para a Justiça Eleitoral”, declarou.

 

“Quero dizer a vocês o quanto que me dá prazer e satisfação, mesmo a gente estando de fora da prefeitura, e fazer, quando a gente entrou na prefeitura, o que os outros não fizeram. Em dois anos, eu e nosso prefeito Deri colocamos mais de 20 milhões”, acrescentou.

 

Para a eleição deste  ano, o grupo de Negromonte Jr. apoia a candidatura à reeleição do atual prefeito, Deri do Paloma. Veja o vídeo abaixo:

 


 

Não adiantou as aves agourentas espalharem mentiras, Anabel é ficha limpa e tem seu registro deferido, é candidata para felicidade de muitos e desgosto da minoria.

  


Áudio de Dr. Henrique, responsável pela UTi COVID do HMPA





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