quinta-feira, maio 21, 2020

Delegado Ramagem ocultou fato importante no depoimento, mas já foi desmentido


Diretor da PF diz que foi procurado por Ramagem para assumir cargo ...
Ao depor, Ramagem omitiu a mudança pretendida por  Bolsonaro
Camila MattosoPainel da Folha
As novas declarações do delegado Carlos Henrique Oliveira, promovido recentemente a diretor-executivo da Polícia Federal, indicam uma contradição nas versões de Alexandre Ramagem, diretor da Abin, e do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.
O novo depoimento, nesta terça-feira (dia 19), sugere que o delegado Alexandre Ramagem, cuja nomeação para dirigir a Polícia Federal foi suspensa pelo Supremo, em decisão do ministro Alexandre de Moraes, ocultou dos investigadores que a troca do comando na Superintendência da PF no Rio estava definida. A mudança atendia o desejo do presidente e é considerada elemento importante para provar a interferência presidencial na PF.
RAMAGEM NÃO REVELOU – Ao depor, Ramagem ocultou o fato. De toda forma, porém, o delegado foi promovido a diretor-executivo pelo novo diretor-geral, Rolando de Souza, como seria também com Ramagem.
No depoimento, o diretor da Abin foi perguntado se teria planos para mudar a PF no Rio, conforme desejo de Bolsonaro, mas deu resposta vaga. No depoimento desta terça, porém, o delegado Oliveira foi claro em dizer que além de ter sido procurado, no dia seguinte aceitou o convite.
A oitiva também mostrou que os investigadores já buscam suspeitos do suposto vazamento para Flávio Bolsonaro, antes da Operação Furna da Onça, sobre rachadinhas e enriquecimento ilícito na Assembleia do Rio. Os investigadores perguntaram sobre policiais com relação com a família Bolsonaro e também sobre o agente Bruno Malvacini, citado pelo delegado Alexandre Saraiva como intermediador de uma reunião com o presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro vai ser liquidado pelo seu próprio veneno. Vivia repetindo que “conhecereis a a verdade e a verdade vos libertará”, e agora a verdade está batendo à porta do Planalto, pedindo para entrar(C.N.)

Ao mesmo tempo, Bolsonaro consegue desmoralizar a Medicina e as Forças Armadas


CAPITÃO CLOROKINA EP1 - YouTube
Desenho animado do novo herói, criação de André Guedes
Carlos Newton
Quando votei em Jair Bolsonaro, no segundo turno de 2018, foi a forma encontrada para livrar o país do PT, que estava construindo a primeira República Sindicalista do mundo. A ideia não partiu de Lula, que não tem competência para tanto, o plano tinha sido bolado por José Dirceu e era uma jogada brilhantíssima, que tinha tudo para dar certo.
Na História recente, houve outra tentativa de usar os sindicatos como massa de manobra política. O fascismo de Benito Mussolini, na Itália, foi o que chegou mais perto, porém não se tratava de uma República, mas de uma Ditadura Sindicalista,  embora ele a chamasse de República Social da Itália. Em 1945, foi morto e se corpo pendurado num vara de roupas, ao lado da mulher, vejam que final dramático e patético.
VARGAS IMAGINOU – No Brasil, o líder trabalhista Getúlio Vargas desenvolveu um projeto nesse sentido, mas não tinha a profundidade da iniciativa petista. Quando criou o Imposto Sindical Obrigatório, em 1943, a ditadura já começara a fraquejar.
Para os empregados, o valor correspondia a um dia de trabalho e, para os empregadores seria proporcional ao capital social e, para profissionais liberais e autônomos, conforme um percentual sobre o valor de referência fixado pelo Poder Executivo.
Vargas era um ditador trabalhista mais do querido, assim como o similar argentino Domingo Perón, e facilmente voltou ao poder em 1951. Mas o sonho da República Sincialista morreria com ele em 1954, até ser ressuscitado pelos petistas em 1983, com a criação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), três anos após a criação do PT.
QUASE DEU CERTO – A estratégia de criar uma República Sindicalista quase deu certo. O Brasil se tornou recordista mundial em sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais. Mas o sonho de José Dirceu, Jaques Wagner, Jair Meneguelli e outros petistas acabou esbarrando num obstáculo intransponível – a incompetência de Dilma Rousseff e das lideranças petistas de seu governo, como os ministros Guido Mantega e Aloizio Mercadante.
Foi a salvação do Brasil. Com o impeachment de Dilma, o governo de Milton Temer revogou a obrigatoriedade da contribuição sindical e hoje a CUT está absolutamente inviabilizada.
E aí elegemos Jair Bolsonaro, para nos livrarmos do PT. Quem poderia imaginar que o governo dele seria esse estrupício? Fomos enganados mais uma vez. Se soubéssemos que íamos escolher um neoliberalista alucinado, coisa rara nas Forças Armadas, teria sido melhor votar logo no Henrique Meirelles, que tirou a economia da recessão sem dar faniquitos nem querer privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica e “a porra do Banco do Brasil”, na linguagem sofisticada de Paulo Guedes, que deve estar fazendo um curso de boas maneiras com Bolsonaro.
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P.S. 1 –
 A conclusão é óbvia. Não somente Jair Bolsonaro nos enganou, ao esconder a influência que o governo sofreira de seus filhos patéticos e seu guru terraplanista, como as Forças Armadas também estão nos enganando, ao dar força a esse verdadeiro plantel de débeis mentais, que já nomearam 18 militares para conduzir o combate à pandemia, mas nenhum deles é formado em Infectologia. Caraca! Não tem mais médico nas Forças Armadas? Que país é esse?
P.S. 2 – Amanhã voltaremos ao assunto e quero declarar que estou de saco cheio desses militares terraplanistas, que batem continência para esse impostor. (C.N.)

Bolsonaro omitiu da agenda encontro com delegado que chefiaria PF do Rio


Gilmar Fraga: quem é o próximo? | GaúchaZH
Charge di Fraga (Rádio GaúchaZH)
Aguirre TalentoO Globo
O presidente Jair Bolsonaro omitiu de sua agenda oficial o encontro que teve com o delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Oliveira de Sousa, que na época havia sido escolhido pela PF para comandar a Superintendência do Rio de Janeiro. Esse encontro foi revelado pelo próprio Carlos Henrique em depoimento prestado ontem, mas não consta em nenhum dia da agenda presidencial do segundo semestre de 2019, segundo levantamento feito pelo Globo.
No depoimento, Carlos Henrique narra ter sido levado ao Palácio do Planalto pelo delegado Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para conhecer Bolsonaro. Ramagem era o nome escolhido pelo presidente para comandar a PF em substituição ao diretor-geral Maurício Valeixo, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetou essa nomeação, por entender haver “desvio de finalidade”.
FORA DA AGENDA – No segundo semestre, a agenda de Bolsonaro registra dez reuniões com a presença de Ramagem, mas nenhuma delas com a presença de Carlos Henrique. Desses encontros, três deles foram a sós entre Ramagem e Bolsonaro. Não há registro de qualquer agenda de Carlos Henrique Oliveira com o presidente.
As supostas interferências indevidas do presidente Bolsonaro na PF do Rio de Janeiro são alvo de um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal, que apura se o presidente tinha interesse em interferir em investigações em andamento contra familiares e aliados. O delegado Carlos Henrique Oliveira, que hoje ocupa o cargo número dois na hierarquia da PF, foi ouvido duas vezes nessa investigação.
Segundo fontes da PF, na época do encontro, Carlos Henrique Oliveira havia sido anunciado pela corporação como o novo superintendente do Rio, mas a sua nomeação no Diário Oficial estava travada por uma resistência de Bolsonaro. Isso porque, em agosto do ano passado, o presidente tentou indicar um nome sua confiança para o cargo, mas houve resistência interna da PF. A corporação não quis nomear o indicado por Bolsonaro e escolheu Carlos Henrique para chefiar a PF do Rio.
NOVO ANÚNCIO – Em 15 de agosto, a PF soltou uma nota anunciando o seu nome para o cargo, mas a nomeação demorou meses para sair no Diário Oficial.
Entre outubro e novembro, ainda sem sua nomeação definida, Carlos Henrique foi levado por Ramagem para o encontro com Bolsonaro. Segundo interlocutores, Ramagem viabilizou o encontro para que Bolsonaro conhecesse o futuro superintendente da PF do Rio e, com isso, diminuísse a resistência com a indicação de seu nome. De acordo com fontes da PF, o então ministro da Justiça Sergio Moro só foi informado do encontro depois que ele ocorreu.
A agenda presidencial registra encontros a sós entre Ramagem e Bolsonaro em 2 e 7 de novembro. Esse período coincide com o relato feito por Carlos Henrique, de que esteve em Brasília próximo ao final do curso de formação de policiais federais quando foi levado ao Planalto por Ramagem. A cerimônia de encerramento desse curso foi em 8 de novembro.
NOMEAÇÃO LIBERADA – Pouco tempo após o encontro, a nomeação de Carlos Henrique foi destravada. O decreto de nomeação foi publicada no Diário Oficial da União em 21 de novembro.
A reportagem questionou a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto na noite de ontem sobre a omissão ao encontro com Carlos Henrique, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.
Em seu primeiro depoimento, Carlos Henrique havia omitido sua relação com Ramagem. Por isso, ele pediu aos investigadores para ser ouvido novamente. Neste segundo depoimento, o delegado revelou que foi levado ao encontro com Bolsonaro por Ramagem.
DISSE NO DEPOIMENTO – “Havia um convite prévio do delegado Alexandre Ramagem para que o depoente comparecesse numa audiência com o presidente Jair Bolsonaro”, relatou no seu depoimento. Segundo Carlos Henrique, o então ministro da Justiça Sergio Moro e o então diretor-geral da PF Maurício Valeixo foram informados do convite e autorizaram o encontro, mas não participaram da reunião.
“A reunião ocorreu no Palácio do Planalto, tendo participado apenas o depoente, o delegado Alexandre Ramagem e o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
Segundo seu relato, Bolsonaro contou sobre sua trajetória política mas não falou sobre investigações em andamento na Superintendência do Rio.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esse duplo depoimento coloca Carlos Henrique Oliveira sob suspeição. Como acreditar que um experiente delegado federal, acostumado a colher depoimentos de todo tipo de criminoso, não saiba o que dizer ao depor? O fato concreto é que Ramagem já tinha planos de mudar a Superintendência da PF no Rio mesmo antes de assumir, querendo atender a Bolsonaro com máxima urgência. Depois, Bolsonaro indicou Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral e ele manteve o convite a Carlos Henrique Oliveira para diretor-executivo. O assunto fede a quilômetros, como se diz no Nordeste. (C.N.)

Queiroz soube que era investigado no mesmo mês que Bolsonaro quis trocar direção da PF

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Bolsonaro admite que Queiroz recebia dinheiro de outros ...
Desaparecimento de Queiroz é a prova mais eloquente de sua culpa
Italo Nogueira e Camila MattosoFolha
A defesa de Fabrício Queiroz, amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi informada em agosto do ano passado sobre a existência de um inquérito sigiloso da Polícia Federal no Rio de Janeiro que mencionava o policial militar aposentado.
O presidente, naquele mesmo mês, decidiu demitir o então chefe da superintendência da corporação no Rio e chegou a tentar emplacar um nome de sua escolha, o que não conseguiu.
CITADOS PELO COAF – Nessa investigação sigilosa, Flávio e Queiroz são citados em relatório federal do Coaf, órgão de inteligência financeira, sobre movimentações suspeitas. Nenhum dos dois, contudo, é alvo da investigação.
As circunstâncias do acesso a esse caso são semelhantes àquelas narradas à Folha pelo empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado e seu atual adversário político.
Segundo Marinho, em outubro de 2018, um delegado da PF avisou assessores de Flávio que documento em posse da Operação Furna da Onça, à época ainda na fase de investigação sigilosa, havia detectado suspeitas sobre Queiroz. Nenhum dos dois era alvo da apuração.
NO MESMO MÊS??? – Esse novo caso ocorreu em agosto do ano passado, mês em que iniciou a crise entre Bolsonaro e a Polícia Federal em torno da superintendência da corporação no Rio de Janeiro.
Trata-se de uma investigação aberta com base num dos já conhecidos relatórios do Coaf, produzido em julho de 2018, que tem dez personagens principais —entre eles Queiroz e Flávio.
O inquérito em questão, instaurado na PF em fevereiro de 2019 pelo delegado Acen Amaral Vatef, a pedido do Ministério Público Federal, apurava especificamente crimes de evasão de divisa praticados, em tese, por um advogado do Rio Grande do Sul, também citado no relatório do Coaf.
ADVOGADO QUIS ACESSO – No curso dessa investigação, em 29 de agosto do ano passado, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, solicitou acesso ao inquérito, apontando a menção ao seu cliente nos autos. A juíza Adriana Cruz negou o pedido, afirmando que o PM aposentando não era investigado nos autos, mas concedeu cópia do relatório que o menciona.
Naquele momento, não havia ocorrido nenhuma oitiva formal de testemunhas ou investigados, apenas algumas diligências, como envio de ofícios a órgãos públicos e também um pedido de informação para uma empresa que teria recebido dinheiro do alvo do Rio Grande do Sul.
Até ali, o inquérito tinha passado, além da PF, pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal. Em maio, três meses antes, dois advogados de investigados pediram e tiveram acesso aos autos.
HOUVE VAZAMENTO – O pedido à juíza, contudo, mostra que a defesa de Queiroz teve conhecimento sobre a menção ao PM aposentado em inquérito sob sigilo que não se referia a ele. A dinâmica é semelhante à ocorrida supostamente na Operação Furna da Onça, como contou Paulo Marinho à Folha.
O empresário afirmou que Flávio foi informado por um delegado da PF sobre a existência do relatório mencionando Queiroz no âmbito de um inquérito que investigava dez deputados estaduais. O senador e o PM aposentado não eram alvos da apuração da PF naquele momento.
Queiroz foi o pivô da investigação contra o senador aberta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em julho de 2018 e que levou à quebra de sigilos bancário e fiscal deles.
JÁ TINHAM CÓPIA – No caso de agora, o documento do Coaf que está no inquérito também integra o procedimento criminal do Ministério Público do Rio de Janeiro. Tanto Flávio como Queiroz já tinham, portanto, cópia dele quando a defesa do ex-assessor parlamentar solicitou acesso a esse inquérito da PF.
Em relação ao senador, o documento de julho de 2018 do órgão aponta que suas contas tiveram uma movimentação acima de sua capacidade financeira entre agosto de 2017 e janeiro de 2018. A conta de Flávio Bolsonaro recebeu no período R$ 337,5 mil e pagou R$ 294,7 mil.
Boa parte dos depósitos se referem ao salário da Assembleia e a transferências feitas pela conta da loja de chocolates da qual é sócio.
SEM COMPROVAÇÃO – No relatório, o Coaf afirma que a renda do senador não amparava, na ocasião, a movimentação. O órgão federal, contudo, considerou apenas o salário dele como deputado estadual, sem levar em conta eventuais dividendos de sua empresa.
O pedido do advogado de Queiroz à Justiça foi feito em 29 de agosto do ano passado. Duas semanas antes, no dia 15, Bolsonaro atropelou o comando da PF e afirmou que iria trocar o superintendente do Rio de Janeiro, à época Ricardo Saadi.
A fala foi o estopim da crise na corporação que culminou, em abril deste ano, na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O ex-ministro afirma que Bolsonaro insistia em ter alguém de sua confiança comandando a PF no Rio de Janeiro.
MARINHO CONFIRMOU – A PF ouviu nesta quarta-feira (20) o empresário Paulo Marinho sobre o suposto vazamento do relatório do Coaf a Flávio Bolsonaro. A coluna Painel revelou na terça (19) que um levantamento informal feito por integrantes da corporação chegou a três suspeitos pelo vazamento.
O advogado Paulo Klein afirmou que não comentaria o caso por não atuar mais na defesa de Queiroz. A Folha não conseguiu localizar o ex-assessor de Flávio. A PF disse que não comenta investigações.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Na linguagem policial, isso se chama “batom na cueca”. Não dá para negar a existência de vazamento nem a pressão do presidente da República para trocar o comando da PT no Rio de Janeiro. E a verdade nos libertará. (C.N.)

Paulo Marinho depõe na PF do Rio por cinco horas sobre suposto vazamento de operação e, ao sair, alega sigilo

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Marinho detalhou elementos que auxiliarão a investigação
Ana Luiza Albuquerque
Folha
O empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), prestou depoimento de mais de cinco horas nesta quarta-feira, dia 20, sobre as acusações de vazamento de investigação à família do atual presidente da República no período eleitoral de 2018.
Ele deixou a Polícia Federal do Rio de Janeiro no começo da noite, sem falar do teor do relato feito à corporação, sob a justificativa de que esse inquérito corre sob sigilo. “Qualquer declaração pode prejudicar as investigações”, afirmou.
TEOR DO TESTEMUNHO – Mais tarde, em uma rede social, ele escreveu que “por mais de cinco horas, trouxe detalhados elementos que vão auxiliar a investigação, indo ao encontro do que o @SF_Moro [Sergio Moro] trouxe à tona. Por ordem da autoridade policial, não posso revelar o teor do meu testemunho”.
O MPF (Ministério Público Federal) do Rio e a PF abriram investigações para apurar relato de Marinho à Folha. Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, o empresário disse que, segundo ouviu do próprio filho do presidente, um delegado da PF antecipou a Flávio em outubro de 2018 que a Operação Furna da Onça, então sigilosa, seria realizada.
“SEGURADA” – Essa operação, segundo ele, teria sido “segurada” para que não atrapalhasse Bolsonaro na disputa eleitoral. De acordo com o relato, Flávio foi avisado entre o primeiro e o segundo turnos por um delegado simpatizante da candidatura de Bolsonaro à Presidência.
Os desdobramentos da operação revelaram um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio e atingiram Fabrício Queiroz, policial militar aposentado amigo de Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flávio na Assembleia do Rio. Questionado, Marinho disse nesta quarta-feira apenas que a campanha eleitoral de 2018 não foi tratada no depoimento —que apura suposto vazamento na PF.
A acusação do empresário também será objeto de outra investigação, instaurada com autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) após Sergio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça acusando Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF. Ainda não há data para esse depoimento.
QUEIROZ –  O delegado-informante, segundo a acusação feita por Marinho, teria aconselhado Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Segundo esse relato, ambos foram exonerados em 15 de outubro de 2018 por ordem do então candidato Bolsonaro.
De acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. As movimentações seriam incompatíveis com o patrimônio e a atividade do ex-assessor.
FURNA DA ONÇA – O relatório foi distribuído ao MPF, à PF e ao Ministério Público do Rio em 3 de janeiro de 2018. O documento foi incluído no inquérito da PF sobre a Furna da Onça em maio de 2018, data de sua instauração.
Na tarde desta quarta, Marinho foi ouvido pelo procurador Eduardo Benones, coordenador do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF-RJ. A Procuradoria instaurou procedimento investigatório criminal e pediu desarquivamento de inquérito policial para apurar supostos vazamentos na Furna da Onça.

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