terça-feira, abril 21, 2020

Defesa diz que Forças Armadas são obedientes à Constituição e trabalham por estabilidade do país


Charge do Iotii (gauchazh.clicrbs.com.br)
Gustavo Uribe
Folha
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, publicou nesta segunda-feira, dia 20, um comunicado oficial no qual afirma que as Forças Armadas trabalham com o propósito de “manter a paz e a estabilidade do país”, obedecendo à “Constituição Federal”.
O documento foi divulgado após integrantes do Legislativo e do Judiciário terem pressionado o Palácio do Planalto a se posicionar sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro, no domingo, dia 19, em manifestação que defendeu uma intervenção militar no país.
ESTABILIDADE – “As Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade do país, sempre obedientes à Constituição Federal. O momento que se apresenta exige entendimento e esforço de todos os brasileiros”, ressaltou o comunicado.
Mais cedo, o ministro participou de teleconferência com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Nesta segunda-feira, a cúpula militar convenceu o presidente a modular o tom. Ele disse, na entrada do Palácio da Alvorada, que defende a democracia e a liberdade “acima de tudo”. No dia anterior, o presidente discursou em frente ao quartel-general do Exército a um grupo de apoiadores que pregava a edição de um novo AI-5, o mais radical ato institucional da ditadura militar (1964-1985).
ÂNIMOS ACIRRADOS – Após o protesto, Bolsonaro se reuniu com ministros do núcleo militar e, segundo relatos feitos à Folha, recebeu a avaliação de que a sua presença poderia ter sido evitada e acabou acirrando ânimos, sobretudo em um momento em que se exige esforço conjunto em combate à pandemia do coronavírus.
Neste domingo, em cima da caçamba de uma caminhonete, diante do quartel-general do Exército e se dirigindo a uma aglomeração de apoiadores pró-intervenção militar no Brasil, Bolsonaro afirmou que “acabou a época da patifaria” e gritou palavras de ordem como “agora é o povo no poder” e “não queremos negociar nada”.
SEM NEGOCIAÇÃO – “Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação pelo Brasil”, declarou o presidente, que participou pelo segundo dia seguido de manifestação em Brasília, provocando aglomerações em meio à pandemia do coronavírus. “Chega da velha política. Agora é Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.”
Já nesta segunda-feira, o presidente procurou mudar o tom. “Peguem o meu discurso. Não falei nada contra qualquer outro Poder. Muito pelo contrário. Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso é invencionice, tentativa de incendiar a nação que ainda está dentro da normalidade”, disse Bolsonaro nesta manhã.
INCÔMODO – Bolsonaro se mostrou bastante incomodado com as críticas que recebeu por ter participado de ato de apoiadores pró-intervenção militar, com faixas com pedidos de golpe, gritos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e pressão pelo fim do isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) contra a pandemia.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito para investigar manifestações do último domingo. O objetivo de Aras é apurar possível violação da Lei de Segurança Nacional por “atos contra o regime da democracia brasileira por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justifica a competência do STF”.
“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou o procurador-geral.
REAÇÕES – A fala de Bolsonaro e sua participação no ato de domingo em Brasília, no Dia do Exército, provocou outras fortes reações no mundo jurídico e político. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, afirmou que não há solução para o país fora da democracia. A declaração de Toffoli ocorreu em reunião em que recebeu o texto do “Pacto pela vida e pelo Brasil” de entidades como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
“As seis entidades têm no DNA o conhecimento do quão nefasto é o autoritarismo, do quão nefastos são os fundamentalismo, do quão nefasto é o ataque às instituições e à democracia. Neste momento é bom sempre relembrar a importância que essas seis instituições tiveram na redemocratização do país”, disse.
Um dia antes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ser uma “crueldade imperdoável” pregar uma ruptura democrática em meio às mortes da pandemia da covid-19.
AUTORITARISMO – “O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos”, escreveu Maia. “Em nome da Câmara dos Deputados, repudio todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição.”
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ser “lamentável” que o presidente “apoie um ato antidemocrático, que afronta a democracia e exalta o AI-5”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também chamou de “lamentável” a participação de Bolsonaro. “É hora de união ao redor da Constituição contra toda ameaça à democracia.” O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que “democracia não é o que presidente Bolsonaro pratica”.
COMPROMISSO RASGADO  – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, disse que “só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve”. Gilmar Mendes, também do STF, disse que “invocar o AI-5 e a volta da ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática”.
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, disse que “a sorte da democracia brasileira está lançada” e que esta é a “hora dos democratas se unirem, superando dificuldades e divergências, em nome do bem maior chamado liberdade”.
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ÍNTEGRA DA NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA:
As Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade do país, sempre obedientes à Constituição Federal. O momento que se apresenta exige entendimento e esforço de todos os brasileiros. Nenhum país estava preparado para uma pandemia como a que estamos vivendo. Essa realidade requer adaptação das capacidades das Forças Armadas para combater um inimigo comum a todos: o coronavírus e suas consequências sociais. É isso o que estamos fazendo.

segunda-feira, abril 20, 2020

Justiça suspende pagamento de parcelas do consignado por 4 meses

Além disso, as instituições financeiras devem ampliar o crédito durante a pandemia do novo coronavírus

ATUALIZADO 20/04/2020 16:01
Ojuiz Renato Coelho Borelli, da Justiça Federal de Brasília, acolheu uma ação popular e determinou que os bancos adotem medidas que facilitem a vida de empresas e pessoas físicas durante a pandemia de coronavírus. Entre elas, está a ampliação de crédito.
Também consta na sentença que as instituições financeiras devem conceder “a prorrogação de operações de créditos realizadas por empresas e pessoas físicas, pelo período de 60 (sessenta) dias, sem a cobrança de juros e multa”.
Outro ponto diz respeito aos empréstimos a aposentados. A Justiça determinou que os bancos suspendam as parcelas de crédito consignado pelo prazo de quatro meses. Além disso, não deve ser cobrada multa pela prorrogação do pagamento.
“Não há dúvidas que a omissão do governo, por meio do Banco Central do Brasil, na criação de deveres e obrigações às instituições financeiras, quando das providências de aumento da liquidez, criaram um ambiente hostil aos empreendedores, onde só os fortes têm alguma chance de sobreviver”, diz trecho da sentença.
O juiz também impediu que as instituições financeiras distribuam lucros e dividendos a acionistas, diretores e membros do conselho além do mínimo previsto pela lei.

Moro ressurge “implacável”, como postou que PF apurará desvio de verba do covid-19

20/04/2020  Por DINO BARSA

Et Urbs Magna – O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ex-aliado de Luiz Henrique Mandetta no combate ao coronavírus, ambos a favor do isolamento horizontal (em que todos fazem quarentena independente dos grupos de risco), ressurgiu em meio ao estresse da mudança na pasta da Saúde, que agora conta com Nelson Teich, apoiador ‘de carteirinha‘ do presidente Bolsonaro.
Sergio Moro, Ministro da Justiça e Segurança Pública
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Após dias agitados que abalaram os ânimos tanto de defensores da ‘volta à normalidade’ (as fichas de que nada será como antes ainda não cairam) quanto dos que insistem nas recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), Sergio Moro volta ao jogo dando sinais de que está tudo bem, mas sem comentar sobre um possível apoio a Teich na questão da flexibilização, motivo principal para assumir a pasta.
Em publicação em seu perfil social do microblog Twitter, no início da noite desta segunda-feira (20), o ex-juiz de Curitiba disse que determinou que a Polícia Federal haja de forma implacável em investigações, orientadas por ele, para “apurar qualquer desvio de verba federal destinada ao combate do novo coronavírus, em qualquer lugar que isso ocorra. Trabalharemos juntos com a CGU“, postou o Ministro.
Hoje pela manhã, Bolsonaro disse em Frente ao Palácio da Alvorada: “Espero que seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus com todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa porque a geladeira está vazia. Algum tempo atrás, um ministro meu queria que eu colaborasse com um decreto, com uma portaria para multar quem está na rua. Eu falei: não! Não! Quem vai para a rua está atrás de um emprego. Não podemos tratar o povo dessa maneira. Devemos falar para o povo: calma, tranquilidade, 70% vai ser contaminado. Ou vocês querem que eu minta aqui?”
Literalmente, Moro foi forçado a se manifestar sobre o assunto. A indireta de Bolsonaro, trouxe à luz, um novo ministro? Veja abaixo:

Determinei à Polícia Federal a abertura de investigações para apurar de forma implacável qualquer desvio de verba federal destinada ao combate do novo coronavírus, em qualquer lugar que isso ocorra. Trabalharemos juntos com a CGU.

https://urbsmagna.com/ 

“É uma doença que castiga muito”, diz Janaina Paschoal ao revelar que se recupera após contrair coronavírus

Posted on 

Janaina foi internada duas vezes após 14 dias com sintomas leves
Carolina Linhares
Folha
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou neste sábado, dia 18, que já contraiu coronavírus e ainda não se sente completamente recuperada. Ela chegou a ser internada duas vezes e afirmou que pensou que iria morrer.
A revelação foi feita ao site O Antagonista. “É uma doença que castiga muito. Ninguém que teve consegue dizer com tranquilidade ‘estou curado’. Ela tem um impacto físico muito grande”, afirmou Janaina disse que não divulgou o fato de ter contraído coronavírus para que seus pais não ficassem preocupados.
SINTOMAS – Segundo o relato da deputada, ela sentiu sintomas leves por 14 dias antes de sentir necessidade de ir ao hospital. Janaina não precisou as datas em que esteve com a doença, mas afirmou que começou após a Assembleia ter suspendido os trabalhos presenciais, o que ocorreu em 23 de março.
“Deus é tão bom pra mim que eu fiquei doente quando eu podia trabalhar à distância. Enquanto a Assembleia estava presencial, eu estava bem. Dois dias depois de Assembleia criar a votação virtual, eu perdi o olfato e o paladar”, contou. A primeira votação virtual da Assembleia ocorreu no dia 26 de março.
Janaina afirmou que, embora soubesse que a perda de olfato e paladar eram sintomas da doença, ficou na dúvida. “Na dúvida, eu usei máscara, fiquei num cantinho mais isolado da casa”, disse a deputada. Os familiares que moram com ela não contraíram o coronavírus.
ISOLAMENTO – “Passei 14 dias trabalhando à distância, participando de todas as votações, fazendo tudo que eu tinha que fazer na minha casa, no isolamento, sem febre. Cansada, com falta de fôlego, falava cinco minutos e economizava quatro horas de fala”, relatou.
Quando achou que ia melhorar, no 14º dia, Janaina piorou. “Eu piorei num grau, que eu achei que eu ia morrer dentro de casa.” Janaina foi ao hospital e fez um teste, que deu negativo. Segundo a deputada, isso ocorreu porque o vírus já não estava mais presente em seu corpo, mas os estragos estavam feitos. Posteriormente, ela fez outro teste, que verifica se há anticorpos contra o vírus no sangue, e deu positivo.
INTERNAÇÃO – Com muita dificuldade de respirar, ela foi internada. Uma tomografia também apontou as lesões comuns aos pacientes de coronavírus. Depois de três dias, Janaina chegou a ir para casa, mas voltou a ser internada após nova piora. Ficou mais três dias no hospital.
Em recente entrevista à Folha, a autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) e recordista de votos na disputa ao Legislativo nas eleições de 2018, defendeu o isolamento social praticado no estado de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) estendeu a quarentena até 10 de maio.
ALTERNATIVA – Na entrevista, Janaina também afirmou que o Brasil precisará, em 2022, de uma alternativa ao PT e ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Fenômeno eleitoral que teve mais de 2 milhões de votos, ela é vista pelo PSL como uma possível candidata ao Palácio do Planalto, mas não responde quem seriam as alternativas. “Não sabemos nem quem estará vivo.”
“Em 2018, nós não tínhamos alternativa. Eu nunca fui bolsonarista, mas Bolsonaro era o único com potencial para vencer a quadrilha que eu, a duras penas, tirei do poder. Não poderia votar no PT. Eu, hoje, tenho clareza que, em 2022, precisamos de uma alternativa ao PT e a Bolsonaro”, diz a deputada.
SAÍDA DE BOLSONARO – Janaina afirmou em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, que Bolsonaro deveria deixar o cargo devido ao seu comportamento durante a pandemia do coronavírus. “Esse senhor tem que sair da Presidência da República, deixa o [Hamilton] Mourão [vice-presidente], que entende de defesa, conduzir a nação”, disse, em 16 de março.
Nesse discurso do último dia 16, em reação à participação de Bolsonaro em manifestação contra os demais Poderes em meio à pandemia contrariando recomendação do Ministério da Saúde, Janaina afirmou também que se arrependeu do seu voto. A ocasião marcou um rompimento, ainda que ela sempre tenha sido crítica ao bolsonarismo. Agora, ela evita endossar essa opinião ou falar em impeachment.
PONDERAÇÃO –  “Não acho prudente pensar em impeachment, por enquanto. Vamos torcer para que o presidente ouça os bons conselheiros e adote uma postura mais ponderada. O país precisa muito de líderes ponderados. Eu convivi com ele, sei que ele é capaz de um comportamento melhor. Precisa parar de ouvir as pessoas erradas”, disse.
“Estou pensando no Brasil. Não é uma questão de manter ou mudar de opinião. Estou observando… Hoje, quero todos os esforços para o enfrentamento do vírus.” A deputada, porém, diz que a atual crise da Covid-19 mostra que Bolsonaro “não tem grandeza para presidir”.

"Isolamento social é alternativa de excelência nos países com equidade social, nos demais é extremamente hipócrita", diz José Tavares - Coronavírus | Farol da Bahia Nessa pandemia, o eficaz é a regular lavagem das mãos

Acompanhe o gráfico do crescimento da Covid-19 em Sergipe

em 20 abr, 2020 14:33

Gráfico atualizado conforme último boletim divulgado pela SES, em 19/04/2020 (Arte: Ícaro Novaes/Portal Infonet)

Com números recordes de novos casos da Covid-19 no último final de semana (13 no sábado e 15 no domingo), Sergipe chegou a 86 casos da doença. Cinco pessoas já morreram. Conforme especialistas, esse é um momento de atenção da população e autoridades, já que o vírus cresce em grande escalada.
Com os últimos registros da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é possível observar no gráfico uma grande inclinação, bem acima das anteriores. Em Sergipe, ainda vigoram decretos determinando o isolamento social, com apenas serviços essenciais em funcionamento – e alguns estabelecimentos beneficiados com o último decreto do Governo do Estado.
Portal Infonet seguirá atualizando o gráfico ao longo dos dias, conforme os novos boletins dos órgãos de saúde.



País tem 2.845 vítimas e 40.581 casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde https://glo.bo/2xBCVid #G1













Mandado de Segurança contra Bolsonaro está nas mãos de Celso de Mello

Brasil 
Por Claudio Dantas

O mandado de segurança protocolado ontem à noite para limitar os poderes de Jair Bolsonaro foi distribuído para gabinete do decano Celso de Mello.
Na peça, os advogados Thiago Santos Aguiar de Pádua e  José Rossini Campos do Couto Correa acusam o presidente de crime de responsabilidade, por quebra de decoro, ataques contra jornalistas, contrariedade às orientações da OMS e apoio a atos contra o Congresso e o STF.
Os advogados pedem ainda que Bolsonaro seja impedido de promover ou participar de aglomerações, obrigado a impedir atos contra o Congresso e o STF, e apresente seu exame de Covid-19 e até um suposto relatório de inteligência que teria contra Maia.
No MS, eles querem que o STF determine ainda a transferência para o vice-presidente das competências do presidente da República descritas nos incisos I a III, VI a X, XIII a XVI, XIX, XXII e XXVI do artigo 84 da Constituição.
Na prática, caso o pedido seja aceito, Bolsonaro viraria um ‘presidente decorativo’.
Confira aqui íntegra do Mandado de Segurança.O Antagonista

Bairro carioca campeão de aglomerações lidera mortes

Campo Grande lidera o número de aglomerações de pessoas, segundo a prefeitura, e também o de mortos pela Covid-19 na cidade.

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