sexta-feira, abril 17, 2020

Acerto castigado Mandetta não caiu por ter errado, mas sim por ter acertado

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Remédio de ministro-astronauta é fake, diz China

Remédio secreto de Pontes é pior que cloroquina para Covid-19, diz estudo chinês
Princípio ativo do vermífugo Annita se mostrou menos efetivo e mais tóxico do que outras drogas

Anvisa proíbe venda de Annita, remédio secreto de Pontes sem receita especial

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por Mônica Bergamo | Folhapress
Anvisa proíbe venda de Annita, remédio secreto de Pontes sem receita especial
Foto: Reprodução / Pfarma
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta quinta-feira (16) uma norma proibindo a venda de medicamento à base de nitazoxanida sem receita médica especial. A droga é comercializada em forma de vermífugo com o nome de Annita.

O medicamento é o remédio cujo nome não foi divulgado pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, na quarta (15), quando ele informou que a pasta começará a testar em pacientes com o novo coronavírus um medicamento que, em laboratório, reduziu em 93,4% a carga viral em células infectadas pelo vírus.

"Fiz questão de não saber este nome para evitar uma correria em torno deste medicamento enquanto não temos certeza de que ele vai funcionar para isso", afirmou o ministro Marcos Pontes.

A nova regra da Anvisa incluiu medicamentos à base de nitazoxanida na lista de substâncias controladas. Com isso, a sua entrega ou venda nas farmácias e drogarias só poderá ser feita para pessoas com a receita especial em duas vias —uma ficará retida na farmácia e outra, com o paciente.

Imprensa internacional repercute demissão de Mandetta e destaca conflitos com Bolsonaro

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The Guardian disse que Bolsonaro minimizou o impacto do coronavírus
Deu no Estadão
Veículos estrangeiros repercutiram a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comunicada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, dia 16. Com o título “Bolsonaro demite popular ministro da Saúde após disputa sobre resposta ao coronavírus”, o jornal britânico The Guardian afirmou que, enquanto o ministro defendia o isolamento social, o ‘presidente de extrema-direita’ minimizou o impacto do coronavírus. Para a publicação, a demissão de Mandetta tem ‘potencial para causar uma grande revolta pública’.
O americano Washington Post também destacou a disputa entre Mandetta e Bolsonaro. Na matéria “Bolsonaro despede o ministro da Saúde, Mandetta, após diferenças sobre a resposta ao coronavírus”, o jornal narra os embates entre ministro e presidente — destacando a declaração de Bolsonaro de que o vírus seria apenas “uma gripezinha”.
CONFRONTO – “O esforço (de Bolsonaro) para reiniciar a economia  iniciou um confronto direto com Mandetta, que se tornou uma voz de resistência dentro do governo”, afirmou o jornal.  Na matéria “Bolsonaro demite ministro da Saúde após conflito em política sobre vírus”, o Bloomberg afirma que Mandetta ‘com treinamento médico, se recusou a se curvar às exigências do líder brasileiro’.
A matéria firma que Mandetta ganhou destaque durante os briefings diários do Ministério da Saúde e das inúmeras entrevistas que deu para veículos de comunicação.
O argentino Clarín considerou a medida ‘esperada’, já que o presidente vinha mantendo ‘curtos-circuitos’ com Mandetta ‘há várias semanas’. “A medida era esperada, mas envolve enormes riscos políticos e de saúde”, diz a publicação, “já que se espera que o país entre no momento mais agudo da pandemia de coronavírus em breve”. O jornal também destacou reações locais, com panelaços em diferentes cidades do Brasil.

Bolsonaro critica governadores e prefeitos, mas segue impedido de reverter o isolamento

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Charge do Cazo (blogdoaftm.com.br)
Deu na Folha
Logo após demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as ações de governadores e prefeitos para conter o avanço do coronavírus.
Apesar dessa insistência do presidente e da troca do ministro, Bolsonaro segue amarrado e sem meios próximos para colocar em prática suas antigas ameaças para editar decretos ou medidas provisórias para reverter as decisões de estados e municípios em torno do isolamento social. Bolsonaro pressiona, por exemplo, pela reabertura do comércio para a retomada do emprego.
AUTONOMIA – Um dia antes, porém, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que estados e municípios têm autonomia para determinar o isolamento social em meio à pandemia do coronavírus.
Todos os nove ministros que votaram defenderam que prefeitos e governadores têm competência concorrente em matéria de saúde pública e, portanto, podem regulamentar a quarentena. A maioria permitiu ainda que os entes da federação decidam quais são os serviços essenciais que podem funcionar durante a crise.
O sistema federalista adotado no Brasil concede autonomia administrativa para estados e municípios em áreas como saúde, educação e comércio, o que restringe a possibilidade de interferência do presidente em decisões de governos locais nesses campos.
AMEAÇAS – Desde o início da crise do coronavírus, Bolsonaro fez seguidas ameaças de que editaria uma medida para determinar uma reabertura da atividade comercial no país. Em entrevista à rádio Jovem Pan, por exemplo, ele disse que pode tomar uma decisão “de canetada”, mas que precisa estar amparado por um apoio maior da sociedade.
“Eu estou esperando o povo pedir mais, porque o que eu tenho de base de apoio são alguns parlamentares. Tudo bem, não é maioria, mas tenho o povo do nosso lado. Eu só posso posso tomar certas decisões com o povo estando comigo”, afirmou.
Na sessão de quarta-feira, os ministros analisaram uma ação que questiona medida provisória na qual o governo estabeleceu que decisões sobre o isolamento e a circulação de pessoas e mercadorias devem observar critérios do Executivo federal e serem submetidas à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde).
PROTEÇÃO DA SAÚDE – A maioria da Corte referendou decisão monocrática do último dia 24 em que o ministro Marco Aurélio manteve a validade da MP, mas deixou claro que a Constituição prevê autonomia aos entes da federação para adotar providências a fim de proteger a saúde da população.
Antes dos votos, o procurador-geral da República, Augusto Aras, elogiou a liminar de Marco Aurélio e também afirmou que as três esferas da federação têm competência para legislar sobre saúde pública.
Mais cedo, Aras havia enviado aos ministros um parecer na mesma linha na ação em que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pede que o Supremo obrigue Bolsonaro a seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).
DE ACORDO COM A LEI – No texto, o procurador-geral defende que compete ao governo federal editar normas gerais, mas que o presidente da República não pode afastar atos administrativos de governadores e prefeitos que estejam de acordo com a lei. Aras elogiou ainda o fato de a decisão não ter acolhido o pedido da entidade para obrigar o chefe do Executivo a tomar medidas administrativas e econômicas específicas em relação ao enfrentamento da doença.
“Aqui, contudo, pretende-se a substituição do juízo discricionário próprio ao Executivo na definição do momento oportuno para um maior ou menor grau de isolamento social, considerada a ponderação entre o limite do sistema de saúde de um lado e o limite do sistema econômico de outro, em um jogo de equilíbrio apto a compor um ponto ótimo de concretização dos direitos fundamentais da população brasileira.”

Congresso reage à demissão de Mandetta e cobra alinhamento científico de novo ministro

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Maia diz que Mandetta deixa legado para o Brasil enfrentar a crise
Daniel Weterman, Camila Turtelli e Daniel Galvão
Estadão
O Congresso reagiu à troca no Ministério da Saúde com críticas ao presidente Jair Bolsonaro e elogios a Luiz Henrique Mandetta. Deputados e senadores relataram temor de que a demissão em meio à crise prejudique o combate ao novo coronavírus no País. Além disso, parlamentares cobraram do novo ministro, Nelson Teich, a adoção de uma agenda técnica apesar da postura do chefe do Planalto na crise.
Em sessão para votar a ampliação do auxílio emergencial a trabalhadores informais, a Câmara reagiu imediatamente ao anúncio. “Mandetta deixa como legado uma estrutura para que o Brasil possa, com governo federal, estados e municípios unidos, atender da melhor forma possível a sociedade brasileira, principalmente as pessoas que necessitam do SUS”, declarou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
DEMISSÃO HONROSA – Primo de Mandetta, o deputado Fábio Trad (PSD-MS) classificou a demissão como honrosa. “Mandetta, esta mensagem é para o primo e não para o ministro: para quem é punido por suas virtudes e não pelos defeitos, não se deixe abater com a demissão, pois ser demitido deste governo é ser absolvido pela História. Cabeça erguida, primo! Te amo!”, escreveu Trad no Twitter.

No Congresso, há temor de que a troca na equipe causem confusão no combate à pandemia. “Eu só lamento que, no momento de grave crise no Brasil e no mundo, essa substituição eventualmente cause um pouco de distúrbio no conjunto de atos que estão sendo tomados”, afirmou o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), desejando em seguida sucesso ao substituto.
O presidente do DEM, partido de Mandetta, ACM Neto, emitiu nota para defender o posicionamento do ex-ministro durante a crise, em linha com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Não temos dúvidas que o ex-ministro Mandetta ainda contribuirá muito para a vida pública nacional”, diz a nota.
CRITÉRIOS TÉCNICOS – ACM ainda mandou um recado para Nelson Teich, esperando “que o novo ministro possa pautar as suas decisões em critérios técnicos e científicos” para evitar um crescimento desenfreado do vírus.
Na oposição, parlamentares fizeram críticas a Bolsonaro, mas também ironizaram o histórico do ex-ministro. “A demissão de Mandetta não passa de um acerto de contas por parte de um chefe que, no auge de sua mediocridade, não tolera um auxiliar se destacando mais do que ele”, disse o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon.
REDE SOCIAL – Nas redes sociais, o deputado Jorge Solla (PT-BA) publicou uma mensagem do ex-ministro quando era deputado federal e votou pelo impachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. “És responsável por tudo que cativar”, escreveu o parlamentar petista.
O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), afirmou que, se o novo ministro Nelson Teich persistir na defesa do isolamento para todas as pessoas por causa da covid-19 terá “problemas sérios” com o Bolsonaro. “Não vai durar 30 dias no cargo ou terá que rasgar o seu diploma e contrariar toda a comunidade científica mundial”.

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