quinta-feira, abril 16, 2020

Senadores aprovam texto principal da PEC do “orçamento de guerra” em 1º turno

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Proposta prevê orçamento específico para ações de combate à pandemia
Sara Resende
G1
O Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 15, em primeiro turno, por 58 votos a 21, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o chamado “orçamento de guerra”, destinado exclusivamente a ações de combate à pandemia de coronavírus.
Após a aprovação, em sessão remota, os senadores passaram a discutir a votação de destaques apresentados à PEC, isto é, propostas para modificar a redação. Esta etapa não havia sido concluída até a última atualização desta reportagem.
MODIFICAÇÕES – A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas, quando a votação da PEC for concluída no Senado, o texto retornará à Câmara. Isso porque o relator no Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), modificou alguns pontos do texto aprovado pelos deputados.
O objetivo da PEC é separar do Orçamento-Geral da União os gastos emergenciais para conter os danos causados pela Covid-19 no Brasil. Na prática, o objetivo é não gerar impacto fiscal em um momento de desaceleração da economia.
“AMARRAS” – O texto aprovado autoriza o governo a gastar recursos, desde que destinados ao combate da Covid-19, sem as “amarras” do orçamento regular. Uma das “amarras” é a “regra de ouro”. A regra está na Constituição e proíbe o governo de contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários.
Quando a PEC entrar em vigor, o governo poderá adotar processos simplificados de compras, contratação de pessoal, execução de obras e serviços, “que assegurem, quando possível, competição e igualdade de condições a todos os concorrentes”. A proposta também prevê que o “orçamento de guerra” não precisará cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
AVALIAÇÃO – O relatório de Antonio Anastasia determina que os gastos do “orçamento de guerra” serão avaliados separadamente Portanto, pelo relatório, o presidente da República terá de enviar, 30 dias após o encerramento de cada bimestre, um relatório contendo a prestação de contas específica das ações de enfrentamento da pandemia.
Este prazo já existe na execução orçamentária convencional. O relatório prevê ainda que o Poder Executivo terá de publicar, em até 15 dias após a PEC entrar em vigor, as regras para o relatório bimestral.
BANCO CENTRAL – A proposta autoriza o Banco Central, durante o estado de calamidade pública, a comprar e a vender títulos públicos e ações privadas de empresas, nos mercados secundários local e internacional. O decreto de calamidade vale até 31 de dezembro. Segundo o relator a emenda constitucional “falece”, ou seja, sai da Constituição quando acabar a calamidade.
A possibilidade criada pela proposta permitirá, segundo o BC, a injeção de recursos em empresas que enfrentam dificuldades financeiras durante a crise do coronavírus uma vez que o Banco Central poderá comprar títulos das empresas e empresar esses ativos a elas sem precisar passar pelo sistema bancário.
Conforme a PEC, o BC poderá negociar os títulos públicos, emitidos pelo Tesouro Nacional. No mercado secundário, investidores negociam entre si as ações, sem a participação da empresa emissora dos ativos.
RESTRIÇÃO – Uma empresa pode abrir capital e vender ações no mercado primário. A Bolsa de Valores é um tipo de mercado primário. Nela, a própria empresa negocia as ações que emitiu com possíveis investidores. O parecer, todavia, restringe os tipo de ações privadas que poderão ser compradas e vendidas pelo Banco Central.
O BC só comprará ações privadas desde que: sejam classificadas como “BB- ou superior” no mercado local; os ativos tenham comprovação de qualidade de crédito dada por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco; o preço de referência tenha sido publicado por entidade do mercado financeiro acreditada pelo Banco Central.
O texto define também que os seguintes tipos de títulos de empresas privadas poderão ser negociados pelo BC: debêntures não conversíveis em ações (quando o investimento não pode ser transformado em ação da empresa); cédulas de crédito imobiliário;
certificados de recebíveis imobiliários; certificados de recebíveis do agronegócio; notas comerciais; cédulas de crédito bancário.
BRECHA – Essas limitações de compra foram incluídas pelo relator, pois críticos ao texto original da PEC argumentavam que havia brecha para o BC comprar “créditos podres”, dívidas há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação.
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, estimou que a instituição poderá comprar até R$ 972 bilhões em papeis de empresas privadas, se o texto passar no Congresso. Anastasia acrescentou no relatório que haverá prioridade a compra, pelo BC, de ações de micro, pequenas e médias empresas.
O parecer aprovado estabelece também que: o Banco Central precisará publicar diariamente as informações das operações realizadas; as condições da negociação deverão ser divulgados publicamente dentro de 24 horas; o presidente do BC terá de prestar contas, a cada 30 dias, ao Congresso; as instituições financeiras que venderem ativos para o BC ficarão proibidas de utilizar recursos na distribuição de lucros e dividendos; poderá haver venda de ações, pelo Banco Central, após a vigência do estado de calamidade, se isso for vantajoso “sob o ponto de vista do interesse público”.

No pronunciamento desta tarde, Bolsonaro falou em “estado de sítio”. Que horror! Que perigo!


Orçamento de guerra' vai impedir o "estado de sítio" de Bolsonaro ...
Enrolado com a saúde, Bolsonaro sonha (?) com o autoritarismo
Jorge Béja
No pronunciamento na tarde desta quinta-feira (16/4), o presidente Jair Bolsonaro não apenas anunciou a exoneração  do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, indicando seu substituto, o médico oncologista Nelson Teich, como também o presidente deixou entender que poderá (ou poderia) recorrer à decretação do Estado de Sítio!
Sim, Estado de Sítio, como disse, expressamente, o presidente no seu pronunciamento, apenas ressalvando que tanto não seria necessário.
VIROU POSSIBILIDADE – Mas para o bom entendedor ficou implícita tal ruinosa possibilidade à qual se referiu Bolsonaro. Não era necessário e nem fazia sentido mencionar Estado de Sítio no pronunciamento que fez. 
Saiba o senhor presidente e todo o seu staff de gabinete e ministerial que a decretação do Estado de Sítio não é ato personalíssimo do presente da República. Longe disso, depende da audiência prévia do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional para, só então, solicitar ao Congresso Nacional a indispensável autorização para a sua decretação.
MEDIDA EXCEPCIONALÍSSIMA – Tem mais e não é só isso. O Estado de Sítio é medida excepcionalíssima e só justificável e cabível diante da existência de “comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o Estado de Defesa”. Ou diante da “decretação do estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira”. É o que está previsto no artigo 137 da Constituição Federal.
Sabe-se que no Estado de Sítio as liberdades e garantias individuas dos cidadãos ficam suspensas e o governante passa a ser um déspota. É um perigo imenso. E Estado de Sítio não combate o coronavírus-19. Não cura. E pelo período da sua vigência, o Estado Brasileiro deixa de ser democrático. A história já nos mostrou o que é o Estado de Sítio.

Após demissão de Mandetta, presidente da OMS publica 'Coragem' em redes sociais


Após demissão de Mandetta, presidente da OMS publica 'Coragem' em redes sociais
Foto: Reprodução / Exame
Minutos após a confirmação da demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez uma publicação no mínimo intrigante: "Courage". Em Português a expressão significa "coragem". 

O posicionamento da OMS em prol do isolamento social como medida de enfrentamento á proliferação do novo coronavírus, seguida pelo então ministro nas ações implementas à frente da pasta, é constestada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Após longas semanas de tensão, o presidente decidiu pela demissão de Mandetta (veja aqui). Assumirá o cargo oncologista Nelson Teich (veja aqui).

Bahia Notícias

Substituto de Mandetta, Nelson Teich defende que 'saúde e economia são complementares'


por Jade Coelho
Substituto de Mandetta, Nelson Teich defende que 'saúde e economia são complementares'
Foto: Reprodução/Globo News
O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, listou uma série de temas que serão o foco inicial da gestão dele. O isolamento social, que divergia opiniões do antecessor Luiz Henrique Mandetta e do presidente Jair Bolsonaro, foi o primeiro assunto abordado durante coletiva nesta quinta-feira (16). Segundo Teich, “não vai haver qualquer definição brusca, radical do que vai acontecer”.

O sucessor de Mandetta defendeu que o fundamental é que as decisões sejam cada vez mais “baseadas em informações sólidas”. “Quanto menos informação se tem, mais aquilo é definido na emoção”, comentou Nelson Teich.

Em seguida o novo ministro destacou que a importância e necessidade de se discutir saúde e economia juntos. Ele classificou como “muito ruim” a polarização dos temas e criticou quem os coloca como concorrentes. “ Na verdade essas coisa não competem entre si, são complementares, quando polariza isso parece que são pessoas x dinheiro, emprego x pessoas doentes, e não é isso”, argumentou o recém nomeado titular da Saúde.  

Por fim o ministro falou sobre tratamentos, vacinas e medicamentos. Segundo Teich, “tudo vai ser tratado de forma técnica, científica”. “Você vai disponibilizar o que dispõe hoje denteo de coisas que funcionem como projetos de pesquisa, porque assim se colhe o maior número de informação em curto tempo”, declarou.

Bahia Notícias

Voltas que o mundo dá: Em 16 de abril de 2016, Mandetta escrevia 'Tchau, querida' para Dilma


por Matheus Caldas
Voltas que o mundo dá: Em 16 de abril de 2016, Mandetta escrevia 'Tchau, querida' para Dilma
Foto: Reprodução / Twitter
Demitido nesta quinta-feira (16) do Ministério da Saúde (leia mais aqui), Luiz Henrique Mandetta teve um antigo post no Twitter relembrado.

O tweet em questão foi publicado no dia 16 de abril de 2016, portanto há exatos quatro anos, quando Mandetta, então deputado federal pelo DEM, mostrava empolgação com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na ocasião, ele compartilhou uma imagem em que segurava placas com as frases “tchau querida” e “impeachment já”.

No dia seguinte, em 17 de abril, os deputados aprovaram na Câmara o processo de impeachment da petista. Ela foi afastada do cargo no dia 12 de maio, após a mesma votação no Senado.  

Os internautas não deixaram barato e retrucaram a mensagem de Mandetta com mensagens de “tchau, querido”. 

Senadores aprovam texto principal da PEC do “orçamento de guerra” em 1º turno

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Proposta prevê orçamento específico para ações de combate à pandemia
Sara Resende
G1
O Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 15, em primeiro turno, por 58 votos a 21, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o chamado “orçamento de guerra”, destinado exclusivamente a ações de combate à pandemia de coronavírus.
Após a aprovação, em sessão remota, os senadores passaram a discutir a votação de destaques apresentados à PEC, isto é, propostas para modificar a redação. Esta etapa não havia sido concluída até a última atualização desta reportagem.
MODIFICAÇÕES – A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas, quando a votação da PEC for concluída no Senado, o texto retornará à Câmara. Isso porque o relator no Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), modificou alguns pontos do texto aprovado pelos deputados.
O objetivo da PEC é separar do Orçamento-Geral da União os gastos emergenciais para conter os danos causados pela Covid-19 no Brasil. Na prática, o objetivo é não gerar impacto fiscal em um momento de desaceleração da economia.
“AMARRAS” – O texto aprovado autoriza o governo a gastar recursos, desde que destinados ao combate da Covid-19, sem as “amarras” do orçamento regular. Uma das “amarras” é a “regra de ouro”. A regra está na Constituição e proíbe o governo de contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários.
Quando a PEC entrar em vigor, o governo poderá adotar processos simplificados de compras, contratação de pessoal, execução de obras e serviços, “que assegurem, quando possível, competição e igualdade de condições a todos os concorrentes”. A proposta também prevê que o “orçamento de guerra” não precisará cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
AVALIAÇÃO – O relatório de Antonio Anastasia determina que os gastos do “orçamento de guerra” serão avaliados separadamente Portanto, pelo relatório, o presidente da República terá de enviar, 30 dias após o encerramento de cada bimestre, um relatório contendo a prestação de contas específica das ações de enfrentamento da pandemia.
Este prazo já existe na execução orçamentária convencional. O relatório prevê ainda que o Poder Executivo terá de publicar, em até 15 dias após a PEC entrar em vigor, as regras para o relatório bimestral.
BANCO CENTRAL – A proposta autoriza o Banco Central, durante o estado de calamidade pública, a comprar e a vender títulos públicos e ações privadas de empresas, nos mercados secundários local e internacional. O decreto de calamidade vale até 31 de dezembro. Segundo o relator a emenda constitucional “falece”, ou seja, sai da Constituição quando acabar a calamidade.
A possibilidade criada pela proposta permitirá, segundo o BC, a injeção de recursos em empresas que enfrentam dificuldades financeiras durante a crise do coronavírus uma vez que o Banco Central poderá comprar títulos das empresas e empresar esses ativos a elas sem precisar passar pelo sistema bancário.
Conforme a PEC, o BC poderá negociar os títulos públicos, emitidos pelo Tesouro Nacional. No mercado secundário, investidores negociam entre si as ações, sem a participação da empresa emissora dos ativos.
RESTRIÇÃO – Uma empresa pode abrir capital e vender ações no mercado primário. A Bolsa de Valores é um tipo de mercado primário. Nela, a própria empresa negocia as ações que emitiu com possíveis investidores. O parecer, todavia, restringe os tipo de ações privadas que poderão ser compradas e vendidas pelo Banco Central.
O BC só comprará ações privadas desde que: sejam classificadas como “BB- ou superior” no mercado local; os ativos tenham comprovação de qualidade de crédito dada por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco; o preço de referência tenha sido publicado por entidade do mercado financeiro acreditada pelo Banco Central.
O texto define também que os seguintes tipos de títulos de empresas privadas poderão ser negociados pelo BC: debêntures não conversíveis em ações (quando o investimento não pode ser transformado em ação da empresa); cédulas de crédito imobiliário;
certificados de recebíveis imobiliários; certificados de recebíveis do agronegócio; notas comerciais; cédulas de crédito bancário.
BRECHA – Essas limitações de compra foram incluídas pelo relator, pois críticos ao texto original da PEC argumentavam que havia brecha para o BC comprar “créditos podres”, dívidas há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação.
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, estimou que a instituição poderá comprar até R$ 972 bilhões em papeis de empresas privadas, se o texto passar no Congresso. Anastasia acrescentou no relatório que haverá prioridade a compra, pelo BC, de ações de micro, pequenas e médias empresas.
O parecer aprovado estabelece também que: o Banco Central precisará publicar diariamente as informações das operações realizadas; as condições da negociação deverão ser divulgados publicamente dentro de 24 horas; o presidente do BC terá de prestar contas, a cada 30 dias, ao Congresso; as instituições financeiras que venderem ativos para o BC ficarão proibidas de utilizar recursos na distribuição de lucros e dividendos; poderá haver venda de ações, pelo Banco Central, após a vigência do estado de calamidade, se isso for vantajoso “sob o ponto de vista do interesse público”.

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