sexta-feira, setembro 13, 2019

Para evitar desgastes, Flávio Bolsonaro fará pente-fino de candidatos para eleições de 2020


Depois do “Caso Queiroz”, Flávio evita se envolver em polêmicas
Naira Trindade
O Globo
Primogênito do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ganhou uma nova missão do pai: vai cuidar dos acertos políticos para as eleições municipais do ano que vem ao lado do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Minuciosamente, fará um pente-fino nos candidatos para evitar eleger prefeitos ou até mesmo vereadores que possam levar desgastes para o governo federal a partir de 2021.
Dono de perfil mais comedido nas redes sociais, Flávio virou uma espécie de embaixador do governo em Brasília. Diplomático, evita se envolver em situações polêmicas. Desde que passou a ser investigado no caso Queiroz, limita-se a fazer o mínimo de publicações na internet e se equilibra em cordas bambas traçadas pelos irmãos políticos, o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
EM SILÊNCIO  – Anteontem, enquanto Eduardo usava a tribuna da Câmara para defender Carlos sobre a declaração de que o Brasil “não terá transformação rápida por vias democráticas”, Flávio se recolhia ao gabinete e às conversas de bastidor. Questionado sobre o silêncio, mandou sua assessoria dizer que se manteria calado. É no gabinete que Flávio gosta de fazer política. Pelo menos três vezes por semana, toma cafés da manhã ou almoça com o pai. Nesses encontros, leva um termômetro sobre o Congresso e o Judiciário.
O senador se relaciona bem com os presidentes de todos os poderes. É próximo de Davi Alcolumbre (Senado), de Rodrigo Maia (Câmara) e de Dias Toffoli (STF). Num desses encontros, recebeu do presidente a missão de ajudar Luciano Bivar a mapear os possíveis candidatos do PSL às principais prefeituras do País. Bolsonaro quer apostar em menos prefeituras. Teme que a pulverização de nomes fora do controle do partido leve desgaste ao governo. Mas Bivar mantém o mantra de que, para eleger dez, precisa lançar pelo menos 20 candidaturas de porte.
EMBAIXADA – No Senado, Flávio articulou com Lucas Barreto (PSD-AP) um jantar no qual Eduardo pudesse falar a senadores sobre a indicação à embaixada nos EUA. Flávio escolheu a lista de convidados e acompanhou o irmão em todo o evento. Deixou o caçula político falar e se manteve em silêncio. Em outra frente, iniciou uma vigília à CPMI das Fake News. Mesmo suplente no colegiado, avisou que baterá ponto em todas as sessões.
Governistas temem que a comissão se torne uma “caça a Bolsonaros”. Um dos objetivos da CPMI é apurar o uso de mentiras nas eleições de 2018, e o presidente é investigado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ação que apura suposto impulsionamento de mensagens falsas. Flávio foi derrotado em sua estreia no colegiado. Ele e três deputados do PSL tentaram impedir que fossem aprovados requerimentos de convocação de representantes no Brasil de redes sociais, como WhatsApp, Instagram, Telegram, Google, Facebook e outros.

Um dos problemas de Jair Bolsonaro é que ele não costuma obedecer aos médicos


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Bolsonaro ia reassumir o poder sem ter a menor condição
Carlos Newton
Não é nada fácil tratar um paciente chamado Jair Bolsonaro. Tem um temperamento forte e turrão, gosta de dar ordens aos próprios médicos que cuidam dele. Recentemente, quando a equipe médica de São Paulo, chefiada pelo cirurgião Antonio Vasconcellos Macedo, constatou a necessidade de fazer esta nova cirurgia, para retirar a hérnia e instalar a tela, o presidente ficou embromando e convenceu a equipe médica do Planalto a conseguir um adiamento, para ir discursar na Assembleia das Nações Unidos, dia 20.
Os médicos de São Paulo tiveram de agir com máximo rigor para confirmar a cirurgia no domingo passado, dia 8. E a operação era mesmo necessária, porque foram encontradas aderências do intestino à parede do abdômen, um problema grave que não tinha sido revelado nos exames.
IMPACIENTE – O fato concreto é que Bolsonaro, desde a primeira cirurgia, há um ano, vem demonstrando impaciência em relação ao indispensável período de convalescença. Sempre procura reassumir o mais rápido possível, para evitar que o vice Hamilton Mourão fique mais tempo no poder e haja comparação entre os desempenhos dos dois. A paranoia da família Bolsonaro chega a esse paroxismo. Transformaram o vice-presidente num inimigo e tudo fazem para mantê-lo afastado do Planalto.
Nesta sexta-feira 13 Bolsonaro ia reassumir o poder, tirando Mourão da interinidade. Mas a equipe médica não permitiu. Seu estado de saúde ainda é precário, somente hoje poderá retomar a alimentação líquida, com gelatina e caldos ralos, se estiver melhor do que ontem. Não pode receber visitas nem conversar, para evitar a produção de gases, mesmo assim queria fazer de conta que estaria exercendo plenamente suas funções.
PRECAUÇÕES – Já escrevemos sobre isso várias vezes, aqui na Tribuna da Internet. É sabido que paciente com cirurgia de grande incisão no abdômen deve evitar viagens, mesmo de carro, mas o presidente jamais procedeu assim. Logo que recebia alta, passava a viajar de avião para todo canto, sem ligar para as turbulências que quase sempre acontecem nem com os choques nas aterrissagens, que forçam muito o abdômen.
É óbvio que um doente como ele deveria tomar precauções e evitar excessos, como dirigir motocicleta, fazer flexões e andar a cavalo, mas Bolsonaro não está nem aí, pois gosta de se exibir. Ele é um paciente do tipo impaciente, que não obedece aos médicos. Ninguém sabe até que ponto essas extravagâncias contribuíram para agravar o seu quadro. Como dizia Aparicio Torelly, o Barão de Itararé, “cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
REASSUMINDO –  Na ocasião mais recente que encenou essa farsa, quando retirou a bolsa de colostomia, ficou internado durante 17 dias, mas só deixou Mourão  exercer o governo por 48 horas. Agora, a dúvida é saber se Bolsonaro viajará para Nova York no dia 19, para discursar na abertura da  Assembleia-Geral das Nações Unidas no dia seguinte, ou se ficará em recuperação, enquanto Mourão estiver na ONU, como representante do Brasil.
Fica evidente que Bolsonaro não tem medo do ridículo. Ele pensa que é algo grandioso fazer esse tipo de papel, em que demonstra desapego à vida, e até acha que as pessoas aplaudem tal comportamento, mas não é bem assim, porque na verdade essas atitudes soam patéticas, devido às circunstâncias, como diria o pensador espanhol Ortega y Gasset.
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P.S.  – Na verdade, Bolsonaro não ouve nenhum conselheiro, nem mesmo os oficiais superiores que integram o governo. Mas sabe usá-los, quando necessário, e depois descartá-los desmotivadamente, como tem acontecido. (C.N.)

Procuradoria ficar sob comando interino ao menos uma semana após saída de Raquel Dodge


Sabatina de Aras na no Senado deve acontecer no próximo dia 25
Daniel Carvalho
Folha
Com a saída de Raquel Dodge e o nome de Augusto Aras ainda pendente no Senado, a Procuradoria-Geral da República deve ficar sob comando interino por ao menos uma semana. Nesta quarta-feira, dia 11, foi definido que a sabatina de Aras na Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve acontecer no próximo dia 25. Se for aprovada na CCJ, sua indicação à PGR pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda precisa passar por votação no Plenário da Casa.  O mandato de Dodge na Procuradoria-Geral, por sua vez, acaba na próxima terça-feira, dia 17.  Com isso, assume interinamente o vice-presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, o subprocurador-geral Alcides Martins. 
CONSERVADOR – Descrito como um homem de perfil conservador, ligado à Igreja Católica e à comunidade portuguesa, Martins, 70, tornou mais palatável para o governo a interinidade na PGR. Nascido em Portugal, ele se formou em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj ) em 1975 e tem mestrado pela Universidade de Coimbra. Já deu aula em diversas faculdades e ocupou vários cargos no Ministério Público Federal (MPF), no qual ingressou em 1984.
Martins deve permanecer no comando da PGR até que o novo procurador-geral assuma. Nesta quarta-feira, a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), anunciou o nome de Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa, para relatar a indicação de Aras ao cargo. A mensagem da indicação de Bolsonaro foi lida no Plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
VISITAS – Desde segunda-feira, dia 9, Aras tem percorrido gabinetes de senadores para se apresentar e pedir apoio. Num gesto atípico, Alcolumbre o levou à reunião de líderes partidários na terça-feira, dia 10. Bolsonaro anunciou na última quinta-feira, dia 5, a indicação de Aras, que é subprocurador-geral, para chefiar a Procuradoria-Geral da República (PGR ), em substituição a Raque Dodge, cujo mandato de dois anos chega ao fim.  Para ser confirmado no cargo, Aras depende agora de aval dos senadores.
Após a leitura do relatório na CCJ, é dado um período de vista coletiva. Em seguida, é feita a sabatina e a votação no colegiado. Então, a indicação vai a plenário. Aras precisa de no mínimo 41 votos para ser aprovado (de um total de 81 senadores). Ao indicar o subprocurador, Bolsonaro deixou de lado a lista tríplice divulgada em junho por eleição interna da  Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) e escolheu um nome que correu por fora, de perfil conservador e que buscou mostrar afinidade com ideias dele.
Pela Constituição Federal, Bolsonaro não era obrigado a indicar alguém da lista tríplice, mas a tradição vinha sendo seguida desde 2003 pelos presidentes da República. A escolha de Aras gerou reação da categoria e da ANPR. Na segunda-feira, procuradores fizeram protestos em todo o país em defesa da lista tríplice e da independência do Ministério Público Federal. A categoria diz que não vai aceitar um procurador-geral que seja alinhado com o Executivo. Já o Ministério Público Militar e a  Associação dos Servidores do MPF (ASMPF) anunciaram apoio a Aras. Em nota, o Ministério Público Militar disse que ele conta com “experiência bastante para o exercício” da PGR.

Kataguiri, presidente do MBL, diz que Bolsonaro é “o principal sabotador do governo”


Kim diz que Bolsonaro compromete a agenda econômica
Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) aumentou o tom das críticas ao presidente da República e a membros da família Bolsonaro. Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria do Correio com a TV Brasília, Kataguiri elogiou os ministros técnicos da gestão de Bolsonaro, com exceção do chefe da pasta do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que, para ele, “deve explicações” sobre o envolvimento com laranjas na campanha eleitoral.
O parlamentar ainda comentou sobre o futuro da Operação Lava-Jato após as recentes publicações da chamada “Vaza-Jato”. E disse que a instabilidade política causada pelos discursos do presidente está comprometendo a agenda econômica e o crescimento do país.
Como caracterizaria hoje o governo Bolsonaro?
É um governo que, em sua maioria, tem ministros técnicos, que fazem um bom trabalho, como Tereza Cristina (Agricultura), Tarcisio Freitas (Infraestrutura) e Paulo Guedes (Economia). A exceção é o ministro do Turismo (Álvaro Antonio, acusado de usar laranjas para receber verbas eleitorais), que precisa dar explicações. Mas, o principal sabotador do governo é o presidente Jair Bolsonaro e seu núcleo de articulação política, que se envolve em polêmicas desnecessárias e não se junta na Câmara para proteger os interesses do Executivo. No início do ano, a perspectiva era de a economia crescer 3%. Hoje, é de 0,83%. A instabilidade política causada pelos discursos do presidente compromete a agenda econômica.
A Lava-Jato vive um momento de inflexão em função de episódios como a indicação do novo procurador-geral da República e a tensão com o Supremo Tribunal Federal?
O presidente da República tenta blindar o próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e isso gera efeitos para todos os outros casos. O STF suspendeu os processos envolvendo compartilhamento de informações do Coaf para o Ministério Público, o que paralisou todas as investigações desse tipo, inclusive a lavagem de dinheiro de organizações criminosas. Além disso, você teve a indicação de um procurador-geral da República crítico à Lava-Jato, que afirma que a operação quebrou a economia e criminalizou a política, como se quem tivesse cometido os crimes não tivesse quebrado a economia, e, sim, aqueles que os investigaram. A Lava-Jato vive um momento delicado.
Qual é a sua análise da Vaza-Jato?
É preciso ver o que é real ou não, e o fato de os diálogos terem sido obtidos de maneira ilegal. Se você critica os excessos da Lava-Jato — que existiram, eu concordo —, não pode defender obtenção de prova ilícita. Isso inviabiliza a punição tanto do ministro Moro quanto do procurador Dallagnol, porque tudo aquilo que decorre da prova ilícita é nulo para fins de acusação. Porém, a jurisprudência do Supremo diz que pode ser usado na defesa dos implicados na Lava-Jato.
Como vê as últimas declarações do vereador Carlos Bolsonaro a respeito da democracia?
Carlos Bolsonaro é um trem desgovernado, sem freio, prestes a bater na República e causar grandes estragos com seus arroubos autoritários e com seu sectarismo. É a pessoa que mais puxa o governo Bolsonaro para o desastre e para o radicalismo. Ele tenta impor o pai como uma figura hegemônica na direita. Busca fazer com Jair Bolsonaro a mesma coisa que o PT fez com o Lula: sufocar todas as outras lideranças de seu espectro político. É perigoso para a democracia.
Recentemente, o senhor bateu boca com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) nas redes sociais. Como é a relação na Câmara? Outro dia parece que quase foram às vias de fato.
Eu jamais iria para as vias de fato, meu debate é ideológico. É um absurdo ele ser candidato a embaixador em Washington. Como é que vamos ter como embaixador em Washington uma pessoa que fala inglês tão bem quanto Joel Santana? É uma piada, é um escárnio com a República. Ele representa governo, opina, fala de arma, apoia Trump. Isso não é postura de chefe de representação diplomática. O diplomata representa os interesses do seu país, não pode apoiar candidato X ou Y, republicanos ou democratas. O relacionamento não é pessoal, é de Estado para Estado.
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O senhor faz uma avaliação negativa do governo Bolsonaro. Mas o MBL o apoiou no primeiro e no segundo turno. Por quê?
Foi voto útil. Na última semana do primeiro turno, sabíamos que o segundo turno seria Haddad contra Bolsonaro. O único recurso que sobrou para o PT é a radicalização. E isso envolveria, como o próprio programa do Haddad previa, o aparelhamento do Ministério Público, do Judiciário. Havia também o risco de um presidente da República conceder graça a um condenado em detrimento de uma decisão do STF, o que causaria um caos institucional. O governo Haddad seria bem pior. Mas Bolsonaro é o governo dos sonhos? Não, e justamente por tê-lo apoiado, tenho a responsabilidade de criticar quando comete erros.

Oposição consegue assinaturas e protocola a CPI da Vaza Jato


Derrota para Moro

A oposição conseguiu mais de 171 assinaturas  e protocolou o pedido de CPI (Comissão  Parlamentar de Inquérito) da Vaza Jato,  para investigar a conduta do ex-juiz Sérgio Moro e de Procuradores da Lava Jato , com base nas mensagens divulgadas pelo The Intercept.

O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia deve pedir agora aos partidos que indiquem membros para compor a CPI, para sua posterior instalação.  Políticos aliados a Moro, prometem fazer tudo para  protelar a criação da CPI e tentar ao mesmo tempo fazer outra CPI, para saber como os diálogos foram obtidos.


PROTOCOLADO!

Requerimento de criação da para investigar a articulação entre os Membros
da Procuradoria da República no
Paraná e o então juiz @SF_Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba,
tornadas públicas pelo site @TheInterceptBr

Link: https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2220203 
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https://falandoverdades.com.br


quinta-feira, setembro 12, 2019

Mesmo sem poder se alimentar, Bolsonaro “reassume” para tirar Mourão do cargo


Bolsonaro ao lado dos médicos Luiz Henrique Borsato (à esq.) e Antonio Luiz Macedo — Foto: Reprodução/Twitter
Bolsonaro, ao lado dos médicos, vai fingir que reassume na sexta-feira 13
Deu no G1
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem “recuperação progressiva dos movimentos intestinais”, segundo boletim médico divulgado na manhã desta quinta-feira (12). Ele segue com jejum oral e sonda nasogástrica, e deve retomar a Presidência nesta sexta (13). Bolsonaro está internado no Hospital Vila Nova Star, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, desde domingo (8), quando passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia.
Segundo o porta-voz Otávio Rêgo Barros, o retorno de Bolsonaro às funções administrativas deve seguir como o previsto. “Há uma avaliação continuada da equipe médica. O planejamento mantem-se o mesmo. O presidente assumirá a partir de amanhã a Presidência da República”, disse.
DIZ O BOLETIM – Veja o boletim médico: “O Hospital Vila Nova Star informa que o Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, apresenta evolução clínica favorável. Sem dor, afebril e com recuperação progressiva dos movimentos intestinais. Os exames laboratoriais seguem estáveis. Permanece com sonda nasogástrica, em jejum oral e alimentação parenteral (endovenosa). Mantém fisioterapia respiratória e motora. Feito curativo cirúrgico, com ferida operatória de bom aspecto. As visitas continuam restritas”.
Na terça, um exame de raio-x mostrou que Bolsonaro estava com muito ar no estômago e no intestino. Para retirar esse ar, os médicos colocaram uma sonda nasogástrica. Também suspenderam a dieta oral, mantendo-a exclusivamente pela veia.
RESPOSTA NATURAL – O médico Antônio Luiz Macedo explicou que o quadro não é uma intercorrência ou piora, mas uma resposta natural do intestino. Segundo o cirurgião, isso já havia acontecido após as outras operações. A retirada da sonda está prevista para a tarde desta quinta ou a manhã de sexta. “Retirando a sonda, a dieta líquida é retomada”, disse o médico.
“Os exames laboratoriais, estão todos bem. Fizemos avaliação do fígado, avaliação do rim. Não tem nenhum sinal de infecção. Não tem nenhum sinal de complicação”, acrescentou.
No início da tarde desta quinta, o presidente publicou em sua conta no Twitter uma foto em que aparece ao lado dos médicos Luiz Henrique Borsato e Antonio Luiz Macedo. Na imagem é possível ver a sonda nasogástrica.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma vez, Bolsonaro vai fingir que reassume, para impedir que o vice Mourão continue em exercício, conforme ocorreu na cirurgia anterior, quando Bolsonaro passou 17 dias internado e só deixou Mourão ficar no poder durante 48 horas. No hospital, Bolsonaro instalou um falso gabinete, mas estava proibido de receber visitas, como agora. Vejam a que ponto chega a paranoia de perder o poder. Não espera nem passar a sexta-feira 13. (C.N.)

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