General Pimentel pede que Bolsonaro prestigie pessoal da reserva
Antonio Santos Aquino
O General da reserva Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar até junho do ano passado, manifestou-se de maneira enfática sobre a demissão do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, também general da reserva e que até a semana passada titular da Secretaria de Governo da Presidência.
Escreveu o general Pimentel em uma rede de WhatsAPP e também pelo Facebook: “A propósito da demissão do general Santos Crus, é praticamente impossível para um verdadeiro militar conviver por muito tempo nesse meio torpe, podre e corrompido pela própria natureza. Isso está mais do que provado”.
BAIXARIA – Na sequência, assinalou o ex-presidente do Clube Militar: “Ao general Santos Cruz, o meu abraço, e aos demais companheiros, que ainda acreditam, meus respeitos e que se cuidem para que nossa instituição não se veja comprometida nessa baixaria”, escreveu, acrescentando:
“Preservem nosso pessoal no serviço ativo, deixem-no nos quartéis, não é bom caminho envolvê-los. Esse filme é muito antigo. Quem viveu viu.”
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O general Gilberto Pimentel, que é muito ativo nas redes sociais, estava se referindo à nomeação do atual comandante militar do Sudeste, general de Exército Luiz Eduardo Ramos, que substituirá Santos Cruz na Secretaria de Governo da Presidência, com status de ministro.
O general Ramos é o primeiro militar da ativa nomeado por Bolsonaro. Pessoalmente, não faço diferença entre ativa e reserva. Espera-se que seja um executivo de primeira, capaz de contribuir para que o país retome o desenvolvimento. Se o general Ramos defender o interesse público sem faniquitos neoliberais e caminhar pelo centro, já estará de bom tamanho, a meu ver.
Posso estar enganado, mas os militares parece que são o melhor nesse governo, ao lado dos ministros Sérgio Moro (Justiça) e Tarcisio Vieira (Infraestrura), os destaques civis do primeiro escalão. (C.N.)
Levy se recusou a demitir o diretor do BNDES ligado ao PT
Merval PereiraO Globo
O presidente Jair Bolsonaro deu várias mostras nos últimos dias daquilo que já havia sido evidenciado desde o início do governo: o que considera lealdade é mais importante para ele do que competência. E de que não admite diversidade de pensamentos em qualquer instância do governo.
O que ele fez com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, foi demiti-lo publicamente ontem, ao anunciar que ele está “com a cabeça a prêmio” há muito tempo, e que já está “por aqui” com ele, que não estaria cumprindo o que combinara ao ser nomeado.
DIRETOR PETISTA – Isso porque Levy indicou para uma diretoria do BNDES Marcos Pinto, que trabalhou na gestão de Lula como chefe de gabinete de Demian Fiocca na Presidência do BNDES, de quem era assessor quando Fiocca foi vice-presidente.
Fiocca encaminhou a indicação de Marcos Pinto para a diretoria da CVM em 2012, na gestão de Guido Mantega. Essa relação de Marcos Pinto com a gestão petista irritou Bolsonaro, que exigiu publicamente sua demissão, ameaçando demitir Levy amanhã se não cumprisse sua ordem.
Por trás da confusão com Marcos Pinto está a irritação de Bolsonaro com o próprio Levy, a quem aceitou no BNDES por insistência do ministro da Economia Paulo Guedes. A desconfiança do presidente recai até sobre pessoas que o auxiliaram muito de perto, como os ex-ministros Gustavo Bebiano e o general Santos Cruz, de quem era amigo há 40 anos. Faz jus a um conselho que recebeu de seu pai, que dizia para confiar apenas nele e na sua mãe. Foram vítimas de intrigas do mesmo grupo, comandado pelo filho Carlos e pelo guru esotérico Olavo de Carvalho.
CARTA-BRANCA? – O ministro da Justiça Sérgio Moro também passou pelo mesmo problema que atinge agora o ministro da Economia Paulo Guedes. Os dois supostamente tiveram carta branca de Jair Bolsonaro para escolher seus assessores, e foram desautorizados pelo presidente.
O caso de Moro foi menos grave do que o de Guedes agora, mas exemplar de uma intolerância incomum nos governos recentes, com exceção de uma atitude pontual de Michel Temer, que demitiu um garçom nos primeiros dias de presidente por considerá-lo um espião petista.
Moro foi obrigado a cancelar a nomeação da cientista política Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Presidente do Instituto Igarapé que estuda violência urbana e propõe medidas como desarmamento e descriminalização das drogas, a ideia da nomeação era justamente colocar uma voz divergente no Conselho, para que ele exercesse seu papel em plenitude, isto é, debater teses e sugerir opções ao ministro.
OUTRAS GESTÕES – Nos governos anteriores, Francisco Weffort, fundador do PT, foi ministro da Cultura de Fernando Henrique por 8 anos; os economistas Marcos Lisboa e Murilo Portugal foram assessores importantes de Palocci quando era ministro, e o próprio Joaquim Levy foi ministro da Fazenda de Dilma.
Os petistas boicotaram os economistas que consideravam tucanos, mas só Levy foi demitido. Dilma era mais próxima de Bolsonaro em termos de intolerância política do que Lula, que sabia aceitar assessores que não fossem petistas de carteirinha. Com a crescente autonomia do Congresso em relação ao Palácio do Planalto, Bolsonaro parece estar retomando uma política de contato direto com o eleitor, que tentara no início de sua gestão. Radicalizando posições para contentar seu núcleo principal de eleitores
CRÍTICAS DE GUEDES – O próprio ministro Paulo Guedes, que no início do governo disse que daria “uma prensa” no Congresso e teve que recuar, voltou a tentar pressionar os parlamentares com críticas duras contra a proposta da Comissão Especial da Previdência. O mais provável é que queira passar a ideia de que não gostou da proposta, para que os deputados tenham a sensação de vitória sobre o governo e não façam novas alterações.
Também ontem, Bolsonaro usou o Twitter para pedir que a população pressione os senadores para manterem seu decreto que flexibiliza o porte de armas. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado decidiu revogar os decretos que permitem o porte de armas de fogo a cidadãos e colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.
O presidente, que já dissera que não acreditava que os senadores fossem votar “contra o povo”, agora pede que os eleitores os pressionem.
Segundo a petição, Moro e a equipe de procuradores da Operação Lava-Jato estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes
Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens
O grupo de juristas Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) protocolou, na noite do último sábado (15), uma notícia-crime com o pedido de prisão preventiva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, além dos procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Gernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum.
Segundo a petição, Moro e a equipe de procuradores da Operação Lava-Jato estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes como corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo funcional.
"O ex-juiz e os procuradores da autodenominada Força-Tarefa Lava-Jato de Curitiba/PR se valeram dos cargos públicos para fabricar denúncias criminais e processos judiciais com o fim de obtenção de vantagens pessoais, o que tem vindo a público através de conteúdos obtidos em arquivos digitais, divulgados pelo site The Intercept, revelando conversas entabuladas entre o juiz SÉRGIO FERNANDO MORO e os procuradores federais, demonstrando fortes indícios de atuação ilegal, imoral e criminosa por parte dos Noticiados, na condução da Operação Lava Jato", diz trecho do documento.
O Coletivo de Advogados sustenta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há um ano e dois meses na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, pode ser considerado inegavelmente o maior alvo da Lava Jato. Segundo a notícia-crime, até o presente momento é possível imputar, em tese, a prática dos seguintes crimes:
a) Organização criminosa, art. 2º, Lei 12.850/13;
b) Corrupção passiva, art. 317, CP;
c) Prevaricação, art. 319, CP;
d) Violação de sigilo funcional, art. 325, CP;
e) Crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito, arts. 13, 14 e 26, Lei 7170/83.
Desde o último domingo (9), publicações do site The Intercept Brasil descortinou uma nova crise no Governo Bolsonaro, em especial no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Trechos de conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, além de outros procuradores, têm sido consideradas irregulares e que ferem a imparcialidade necessário de um juiz.
Recebi essas fotos denunciado a sujeira nas ruas após Alvorada realizada no dia de hoje 16.06,2019.
Caso a prefeitura tenha colocado lixeira nos pontos estratégicos a culpa não é do prefeito, mas da população demonstrando no mínimo de falta de civilização para não dizer educação.
Hoje passei o dia saboreado um vinho chileno, depois como é de praxe fui dormir um pouco.
Quando entro no meu WhatsApp, recebo esse vídeo acompanhado dos seguintes dizeres:
1 - Você perdeu o grande comício de Jeremoabo.
2 - Qual a pior propaganda essa, ou a que Tista de Deda teve os direitos políticos suspensos?
Como a primeira é uma gozação levo na esportiva.
Quanto a segunda, só tenho a lamentar já que só encontro duas alternativas para responder qual sejam, ou o prefeito não escuta ninguém e faz o que bem entend;, ou então, sua assessoria continua deixando muito a desejar.
Em plena Alvorada, festa junina o mesmo subir num trio elétrico sabendo que a oposição não dorme no ponto,é uma temeridade.
Para manifestar-me a respeito desse assunto efetuei uma ligeira pesquisa onde encontrei concernente a cidade de Caruaru uma recomendação do Ministério Público que diz:CARUARU " MP RECOMENDA EVITAR PROMOÇÃO PESSOAL DE POLÍTICOS EM FESTEJO JUNINO".
Seguindo a pesquisa encontro:
Vereador de Campinas usa evento apoiado pela Prefeitura para fazer propaganda pessoal
(...)
"Constitucional da Escola de Direito da Unità Faculdade, podendo causar a perda do cargo e inelegibilidade por oito anos com base na Lei da Ficha Limpa, além de ser passível de ações popular e de improbidade. Babler explica que de acordo com a Constituição Federal, as autoridades públicas não podem se valer de eventos ligados à Prefeitura para fazer promoção pessoal.
Foto Divulgação Diário Oficial Autor::Marcelo Do SINDICATO :
Os espaços construídos entre política, cultura e tradição ultimamente tem sido atravessados por tensões políticas emitindo entrelaços individuais ou mesmo de um determinado grupo político predador e explorador de vantagens individuais, que estão cada vez mais distantes do lado dos mais fracos e os menos favorecidos, e muito mais distante ainda do coletivo de modo geral.
Se a política postula construí um espaço autônomo para a ação humana mobilizando elementos como liberdade e igualdade, o polo da cultura e da tradição não é menos ambicioso, projetando possibilidades de emancipação por meio da arte, conhecimento e costumes de um povo. As reações entre esses campos tem significados muito distintos, caso observando o contexto temporal e os modos pelos quais foram travadas mediações em municípios, Estados e até mesmo em países.
De um lado a política expressa um objeto e temas de reflexão estética, e para o outra apresenta-se como canal aos recursos de poder, enquanto a tradição e a cultura de um povo são desrespeitadas como se nada estivesse sendo entendido ou observado pelos cidadãos, que de camarotes estão assistindo com desprezo determinados atos de demolição, desrespeito e assassinato da cultua bem como de sua tradição de nosso povo em decorrência do ódio político, que vem sendo instigado pelos atores políticos do mal, com o simples objetivo de se manter a todo custo dominando um povo.
Nunca antes se registrou em nossa história de cultura e tradição de nossos festejos juninos, justo em seu primeiro dia de abertura, o insulto e a agressão verbal e pessoal por parte daqueles, que estão não com o poder, mais com a responsabilidade de conduzir os rumos da administração pública de nosso município, aos seus adversários em um gesto um total de expressão de ódio e inimizade pessoal, configurando-se assim uma afronta aos princípios éticos e morais de nosso povo.
É preciso que a sociedade se manifeste a esse respeito antes que Jeremoabo se torne uma terra arrasada pelo ódio instigado pela indecência política, e pelo câncer do partidarismo que aos poucos vem destruído a nossa essência, que são os nossos valores da família, os culturais e morais de nosso povo amado e sofrido.
O "ódio" tem sido um dos mais graves problemas sociais desde do princípio da humanidade. A Bíblia Sagrada nos conta, que em decorrência do próprio ódio instigado e alimentado pela inveja, aconteceu o primeiro assassinato do mundo, "CAIN MATOU O SEU IRMÃO ABEL", em um ato total de covardia dando margem a tantos outros casos semelhantes em todo o planeta. Infelizmente estamos assistindo a nossa sociedade Jeremoabense dividida decorrência do ódio político implantado por determinados líderes incomuns a era moderna, que tem servido como norma inabalável e caminho a ser percorrido pelos os mesmo, que vivem no mundo como se nunca fossem morrer e desaparecer sem deixar vestígios. Quem vive como se nunca fosse morrer é um tolo ingênuo que se esquece até mesmo que somos esqueletos, consegue esquecer também que com a mesma medida que medimos seremos medidos um dia, se esquece que até mesmo os nossos fios de cabelos estão contados, imagine os nossos dias de passeio aqui na terra das contradições que precisam serem respeitadas.
Estudantes são transportados no fundo de caminhonetes
Olhar Cidadão
Castigadas pelo sol forte do sertão, as crianças do município de pilão arcado também estão sob o jugo da má gestão de recursos na educação. diariamente, correm risco de vida ao entrar em veículos irregulares, semelhantes ao ‘pau de arara’ para ter o direito básico de estudar. na volta da série ‘olhar cidadão’, a tarde mostra que, um ano após a operação offerus, pouco ou nada mudou na educação da cidade
Todos os dias, estudantes da zona rural do município de Pilão Arcado, localizado no Norte baiano a 832 km de Salvador, são transportados em caminhonetes abertas, mal conservadas e sem nenhuma segurança. Condições que se assemelham às do “pau de arara”, transporte clandestino comumente usado em regiões mais pobres do Nordeste. Um exemplo de desrespeito ao que determina a Constituição Federal, que garante aos estudantes, no artigo 208, o direito de usufruir de transporte escolar gratuito, com qualidade e segurança.
A TARDE retoma neste domingo, 16, a série “Olhar Cidadão”, para acompanhar a gestão de recursos da Educação em municípios baianos. Nossa equipe de reportagem passou quatro dias na cidade para saber como está a educação municipal quase um ano depois da Operação Offerus, deflagrada em agosto do ano passado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Polícia Federal (PF). A ação investiga um esquema de fraude em contratos do transporte escolar.
O cenário encontrado indica que os problemas no transporte continuam. De acordo com o Guia do Transporte Escolar – Regulação do Transporte Escolar Rural, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), os gestores municipais devem evitar que os alunos utilizem estradas e veículos em condições precárias. Mas estas orientações não são seguidas pela prefeitura.
No último dia 31, o estudante Lucimar da Rocha, 16 anos, caiu de uma D20, automóvel que deixou de ser fabricado no final da década de 1990, utilizada para transportar os estudantes do povoado Brejo do Zacarias para o Brejo do Limoeiro. O estudante machucou a costela e ficou dez dias hospitalizado.
“É um transporte sem nenhuma segurança. É uma caminhonete aberta, com tábuas para que possamos sentar. O medo é diário”, disse a estudante Ane Caroline, 15 anos. Ela e outros 18 colegas são transportados, por uma estrada de chão, à escola localizada no povoado Casa Verde, a quase 5 km de sua casa. “Isso é um desrespeito. Tenho medo que aconteça alguma coisa, ainda mais à noite”, completou a agricultora Vera Lúcia, 34 anos, mãe de Caroline.
A TARDE flagrou 18 estudantes saindo de dentro de uma Caravan, carro que não é mais fabricado desde 1992, em frente à Escola Municipal da Lagoa do Padre, no turno da tarde. Durante nossa permanência no local, estudantes desembarcaram de mais duas D20 abertas e dois ônibus escolares.
Procurado pela reportagem, o promotor Sebastião Correia, da comarca de Pilão Arcado, disse não ter ciência do transporte clandestino porque nunca recebeu denúncias. Comprometeu-se, no entanto, a apurar.“
Já melhorou bastante, mas tem muita coisa para avançar
Ernando Lopes, vice-diretor da Escola Municipal Lagoa do Padre
Irregularidades
O Guia do Transporte Escolar afirma que os alunos devem ser atendidos com segurança, mas 90% do transporte escolar de Pilão Arcado é formado por caminhonetes antigas, sem estrutura para a condução de passageiros, segundo vereadores de oposição. Poucas caminhonetes têm documentação, muitas estão em péssimo estado de conservação e a maioria dos condutores, os chamados “carristas”, não tem habilitação.
O Guia também determina que, em conformidade com o art. 136 do Código de Trânsito Brasileiro, os veículos devem apresentar pintura de faixa horizontal na cor amarela, em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroceria, com o dístico “Escolar” em preto. A contratação dos condutores deve atender às exigências do art. 138 do Código, como ter idade superior a 21 anos; ter habilitação categoria “D” e possuir curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar.
Em nota, a prefeitura de Pilão Arcado afirmou estar “providenciando a compra de veículos automotores adequados para nossa frota com a segunda parcela do recurso (do FNDE). No primeiro momento priorizamos as reformas das escolas”. Ainda em nota, a gestão municipal responsabiliza a empresa terceirizada pelo uso de veículos antigos, mas afirma que “caso não fossem contratados esses veículos no primeiro momento, seria impossível fornecer o atendimento para os alunos da zona rural”.
Licitação
Quase um ano após a operação, os trabalhadores carristas reclamam que tudo piorou após a ação da CGU e PF. Uma crise na pasta da educação adiou o início das aulas para o fim de março, quando foi concluída a nova licitação do transporte escolar. As empresas Ferraz Locadora e a Princesa Transportes e Serviços LTDA foram as vencedoras, com contratos nos valores de R$ 3.988.693,72 e R$ 2.217.328,08, respectivamente.
Contudo, as duas empresas não possuem veículos próprios suficientes para atender a demanda do transporte escolar. Elas contratam os carristas. Os contratos, as rotas e a lista com os nomes dos motoristas não são disponibilizados no Portal da Transparência do município. Em sigilo, por medo de retaliações, um motorista informou que antes recebia R$ 1,6 mil por mês. Agora, embolsa R$ 1,1 mil.
“Depois do escândalo dos ‘Laranjas do sertão’, onde até hoje a justiça não puniu os envolvidos, e ainda com mais outros escabroso destacados na imprensa, a impunidade continua em um dos municípios mais miseráveis do Brasil. Enquanto isso a sangria com o dinheiro o publico continua. Será que desta vez os federais vão agir? Questionamento do AP.
A Polícia Federal informou que as investigações da Offerus continuam na cidade. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou o pedido de quebra de sigilo bancário do prefeito, mesmo com um vídeo que o mostra recebendo R$ 50 mil em propina e mensagens de WhatsApp que o flagram negociando valores com um dos investigados.
Nota enviada pela prefeitura afirma que “o prefeito nega o envolvimento em qualquer tipo de conduta descrita na operação e que a presente apuração se encontra na fase de inquérito, tendo a certeza de que todos os fatos serão esclarecidos e por conseguinte o arquivamento do mesmo”.
O editor do The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu as afirmações do ministro Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato que insistem na tese de que os conteúdos revelados pelo site foram adulterados.
“De novo: os participantes nos grupos LJ têm seus próprios conversas. Se qualquer coisa que publicássemos fosse alterada, eles poderiam facilmente provar: mostrar o original”, escreveu ele nas redes sociais.
Moro e os procuradores dizem não reconhecer os conteúdos das conversas secretas e ilegais mantidas por eles que revela um conluio para construir provas contra o ex-presidente Lula. Apesar de afirmar que foram alvos de hackers, os procuradores não entregaram seus celulares para perícia da Polícia Federal.
“Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que ‘poderiam ser alteradas'”, acrescentou Glenn.
De novo: os participantes nos grupos LJ têm seus próprios conversas. Se qualquer coisa que publicássemos fosse alterada, eles poderiam facilmente provar: mostrar o original. Por que eles não? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que "poderiam ser alteradas".