
Esta foto foi tirada momentos antes de haver a prisão
Flávio TabakO Globo
O italiano Cesare Battisti foi filmado por investigadores italianos caminhando numa rua de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, usando um disfarce rigorosamente igual a um dos sugeridos pela Polícia Federal brasileira quando ele foi considerado foragido do país.
Na imagem, ele caminha por uma rua usando cavanhaque, bigode e óculos escuros. Ele estava com uma calça jeans, camiseta preta e sapato de couro, andando livremente sem tentar se esconder. A polícia italiana, que distribuiu as imagens em sua página no Facebook, divulgou que ele foi preso pelas autoridades bolivianas pouco após esse passeio.
Assim como o disfarce, o destino de Battisti também era previsível. Em outubro de 2017, o italiano foi detido pela Polícia Federal em Corumbá (MS), cidade na fronteira com a Bolívia, tentando atravessar para o país vizinho com valores equivalentes a mais de R$ 10 mil em espécie, o que é vedado pela lei brasileira.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – No “Painel” da Folha, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão diz que Cesare Battisti errou ao fugir para a Bolivia. De acordo com o ex-ministro, se Battisti fosse extraditado a partir do Brasil, “a prisão perpétua poderia ser substituída por trinta anos de detenção, com desconto do período já cumprido, como determinou o STF”. Agora, segundo Aragão, sem o cumprimento do processo formal de extradição a partir do Brasil, a Itália não fica mais restrita às condições impostas pelo Supremo e “pode executar a prisão perpétua plenamente”. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – No “Painel” da Folha, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão diz que Cesare Battisti errou ao fugir para a Bolivia. De acordo com o ex-ministro, se Battisti fosse extraditado a partir do Brasil, “a prisão perpétua poderia ser substituída por trinta anos de detenção, com desconto do período já cumprido, como determinou o STF”. Agora, segundo Aragão, sem o cumprimento do processo formal de extradição a partir do Brasil, a Itália não fica mais restrita às condições impostas pelo Supremo e “pode executar a prisão perpétua plenamente”. (C.N.)

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