sexta-feira, maio 20, 2011

Jornais: Palocci faturou R$ 20 milhões em ano eleitoral

FOLHA DE S.PAULO

Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição
A empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. Segundo duas pessoas que examinaram números da empresa e foram ouvidas pela Folha, o desempenho do ano passado representou um salto significativo para a a consultoria, que faturou pouco mais de R$ 160 mil no ano de sua fundação, 2006.

Batizada como Projeto, a empresa de consultoria de Palocci foi aberta em julho de 2006 e transformada numa administradora de imóveis no fim de 2010, dias antes da posse do novo governo. A Folha revelou no domingo que a Projeto comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões no ano passado e um escritório de R$ 882 mil em 2009. Os dois imóveis ficam em São Paulo, perto da avenida Paulista, uma das áreas mais valorizadas da cidade.

As aquisições ajudaram Palocci a multiplicar por 20 seu patrimônio. Ao registrar sua candidatura a deputado em 2006, ele declarou à Justiça Eleitoral a propriedade de bens avaliados em R$ 356 mil, em valores corrigidos. Palocci afirmou nesta semana que adquiriu os dois imóveis com recursos que sua consultoria obteve nos anos em que ele exerceu o mandato de deputado federal. O faturamento de 2010 é suficiente para comprar três apartamentos iguais ao que ele adquiriu no fim do ano.
A Folha solicitou à Casa Civil várias vezes nos últimos dias informações sobre a Projeto, seus clientes e seu faturamento, mas a Casa Civil e a assessoria da empresa disseram que não divulgariam nenhuma dessas informações.

Receita é similar à das maiores do ramo no país
O faturamento da empresa de Antonio Palocci está no mesmo patamar do das maiores consultorias econômicas do país, empresas com dezenas de funcionários, especializados em diferentes áreas. A Folha apurou que a LCA Consultores, líder do mercado, fatura pouco mais de R$ 20 milhões por ano. Sua equipe é de mais de cem pessoas e atende quase cem empresas.

A segunda maior, Tendências, fatura de R$ 13 milhões a R$ 15 milhões, tem cerca de 70 funcionários e cem clientes. Essas consultorias costumam cobrar R$ 6.000 por mês para fornecer relatórios macroeconômicos, com análises e projeções de inflação, PIB e câmbio. O grosso do faturamento vem de projetos setoriais -com projeções de vendas, análises de investimento, de marketing, de defesa concorrencial- que auxiliam as empresas em decisões estratégicas.

A LCA também passou a fazer, no último ano, captação de recursos para empresas e ganha de acordo com o êxito das operações. A Tendências fatura também com realização de seminários e palestras. Profissionais que estão ou já trabalharam em consultorias econômicas nunca ouviram falar da atuação da empresa de Palocci. O ministro não revela o tamanho de sua equipe.

Crescimento de contratos em 2010 foi "natural", diz empresa
A assessoria da Projeto afirmou em nota que a empresa não se pronunciará sobre valores de faturamento, pois os contratos têm cláusula de confidencialidade. Segundo o texto, os valores de 2010 foram maiores devido ao crescimento do volume de contratos e às negociações vindas com o fim das atividades de consultoria. Leia a íntegra da nota.

"A Projeto não confirma e não se pronunciará sobre os valores de seu faturamento. A empresa reitera que todos os seus contratos possuíam cláusula de confidencialidade que não lhe permite revelar os nomes dos seus clientes e os serviços prestados a eles. O faturamento da empresa foi maior em 2010 por duas razões: o natural crescimento do volume de contratos ano a ano e as negociações decorrentes do fim de suas atividades de consultoria. Tais acordos com os clientes implicaram quitação antecipada pelos serviços prestados. A Projeto afirma que prestou todas as informações e recolheu todos os tributos juntos aos órgãos fiscais competentes. Reitera ainda que sempre agiu dentro da mais estrita legalidade."

Empreiteira com negócios públicos contratou Palocci
O grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff (R$ 2 milhões), no ano passado. A WTorre fechou negócios com os fundos e com a Petrobras entre 2006 e 2010, quando o hoje ministro da Casa Civil era deputado federal pelo PT (2007-2010) e sua empresa, a Projeto, estava ativa como consultoria. Esses negócios são avaliados em R$ 1,3 bilhão – com Petrobras e os fundos de pensão Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil).

O grupo WTorre diz manter ativos de R$ 4 bilhões em 200 projetos. Em nota, a WTorre informou que "confirma ter contratado a Projeto para prestar consultoria num assunto corporativo, a respeito do qual a empresa se reserva o direito de não comentar". A construtora, que pertencente a Walter Torre Júnior, não revela quanto pagou.

Para barrar convocação de petista, governo telefona até para oposição
Na tentativa de evitar que o ministro Antonio Palocci fosse convocado a se explicar no Congresso, o governo errou o alvo ontem e ligou até para um deputado da oposição para checar se ele iria a reunião de comissão em que o tema seria discutido. O gabinete do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) recebeu telefonema da Secretaria de Relações Institucionais, do ministro Luiz Sérgio. A funcionária disse que estava fazendo o levantamento para saber se haveria quorum na Comissão de Segurança Pública.

Ao entregar o jogo para o deputado, a oposição desarticulou a reunião para evitar nova derrota já que, anteontem, havia perdido a queda de braço com os governistas. A oposição quer convocar Palocci para que ele explique a origem de bens que amealhou nos últimos quatro anos, quando era deputado e ao mesmo tempo consultor, como revelou a Folha. O governo informou que faz parte de suas atribuições acompanhar trabalhos da comissão.

Ministro traça estratégia de defesa com presidente
A presidente Dilma Rousseff e ministros do governo se encontraram ontem com Antonio Palocci (Casa Civil) para ouvi-lo sobre o aumento de seu patrimônio e traçar estratégia para blindá-lo. A reunião foi no Palácio da Alvorada. Palocci, Guido Mantega (Fazenda) e José Eduardo Cardozo (Justiça) foram chamados para discutir a crise em torno do chefe da Casa Civil. A avaliação é que o episódio levou o governo a um desgaste que já dura seis dias. Motivo: o petista é o único articulador político com poder e acesso ilimitado ao gabinete presidencial. O ministro chegou ao palácio na manhã de ontem, só saindo de lá no início da noite.

Deputados se unem para apoiar projetos que criam novos Estados
Um acordo de "apoio recíproco" entre deputados federais pode ajudar na aprovação de plebiscitos sobre a criação de novos Estados. No início do mês, a Câmara aprovou a realização de uma consulta popular sobre a criação de dois Estados a partir do Pará: Carajás e Tapajós. "Ajudamos os líderes [que articularam a divisão] do Pará a aprovar o requerimento deles e eles vão nos ajudar com o nosso", disse Júlio Cesar Lima (DEM-PI), sobre projeto de plebiscito para dividir o Piauí.

O novo Estado se chamaria Gurgueia e englobaria 87 municípios no sul do Piauí. O plebiscito sobre Carajás deve ser feito em seis meses. Já o projeto de plebiscito sobre Tapajós ainda depende de aprovação no Senado. Já foi apresentada proposta também para plebiscito sobre a divisão do Maranhão.

Empresário de mídia de MT é denunciado por lavagem
O Ministério Público Federal denunciou o empresário João Dorileo Leal, superintendente do maior grupo de comunicação de Mato Grosso, sob acusação de envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro para a quadrilha chefiada por João Arcanjo Ribeiro. Cotado para disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2012, Leal é sócio-proprietário do Grupo Gazeta, conglomerado que inclui uma rede de TV (afiliada à Record), rádios e o jornal de maior tiragem do Estado ("A Gazeta").

De acordo com a denúncia, Leal recebeu, em 2002, mais de R$ 2,5 milhões de empresas de Arcanjo. O empresário se disse "surpreso" com a denúncia, que classificou de "requentada". Segundo Leal, as transações de 2002 foram "operações regulares de fomento".

Economia ainda está aquecida, diz BC
No mesmo dia em que a Receita Federal divulgou arrecadação de tributos recorde em abril, sinalizando uma economia ainda aquecida, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, disse que a desaceleração até agora ainda não é suficiente. O resultado da arrecadação contrariou as estimativas do próprio BC, que esperava que os dados já apontassem um pé no freio da atividade.

Ontem, o diretor do BC afirmou que a economia vai ter crescimento menor a partir do segundo semestre, quando os efeitos das ações já tomadas - como restrição ao crédito e alta da taxa básica de juros- se espalharem. "Certamente a economia está andando em um ritmo menor do que estava no ano passado, isso é um ponto. Uma outra pergunta é o seguinte: isso é suficiente? A minha resposta é não", declarou Araújo, durante divulgação do boletim de indicadores regionais do BC.

No mês passado, foram recolhidos R$ 85,2 bilhões em impostos federais, 10,4% a mais do que em abril de 2010. Trata-se de um recorde para o mês. Em relação a março, a alta foi de 19,04%.
Fonte: Congressoemfoco

Carlos Chagas

Em quatro anos, o então deputado e ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, prestou tão ricas consultorias que pode comprar um apartamento de 6,6 milhões de reais e um conjunto de escritórios valendo 800 mil reais. Supõe-se que tenha faturado mais, porque nenhum empresário vitorioso como ele colocaria todos os ovos numa cesta só. No mínimo, faturou uns 10 milhões, mas vale ficar apenas nos números conhecidos.

Como deputado, recebeu no máximo 13 mil reais mensais. São 156 mil por ano, 624 mil durante o mandato, se não tiver tido despesas de espécie alguma para manter-se. Por baixo, o total de rendimentos dá 7 milhões e 424 mil reais no período. Claro que tem banqueiro, empreiteiro e especulador ganhando muito mais. Como também não é proibido que parlamentares mantenham atividades empresariais.

O que espanta é um ex e atual ministro do Partido dos Trabalhadores ganhar, de barato, 1 milhão e 856 mil reais por ano, ou seja, 154 mil reais por mês. Enquanto isso um trabalhador recebe 545 reais nos mesmos trinta dias.

A palavra de ordem no governo é de que ex-ministros valem muito no mercado. Pela experiência, a capacidade, as informações privilegiadas de que dispõem e, em especial, a influência e a intimidade com antigos companheiros ainda ministros. Todas essas qualidades levam empresas privadas a buscar consultá-los, porque elas, afinal, precisam continuar ampliando seus negócios. Em especial se negociam com o governo, executando obras e prestando serviços.

Fecha-se o círculo. Somos uma nação corrompida, mesmo sem a fulanização de corruptos e corruptores, geralmente acobertados pela lei feita por eles mesmo.�

Nem é preciso lembrar que o ex-presidente Lula cobra 200 mil dólares por palestra, realizando três ou quatro por mês, valendo o mesmo para Fernando Henrique Cardoso, só que recebendo a metade, para horror de seu ego. Tais faturamentos são eticamente inexplicáveis porque ofendem a classe média que um procura seduzir e mais ainda o trabalhador, que elevou o outro ao poder.

O mal, assim, não está nas consultorias oferecidas por Palocci, nem nas conferências pronunciadas pelo torneiro-mecânico ou pelo sociólogo. Está no sistema que nos assola. Nessa falsa livre concorrência que privilegia uns poucos e maltrata o resto. Com o PT acontece a mesma coisa acontecida com o PSDB e acontecerá, com todo o respeito, até com o Psol. Enquanto prevalecer esse modelo perverso, adiantará muito pouco a alternância no poder. São e serão todos iguais.

***
A MESA DOS QUIXOTES

Quarta-feira o senador Jarbas Vasconcelos ofereceu jantar aos inconformados do PMDB. Pedro Simon, Roberto Requião, Luiz Henrique, Eduardo Braga, Ricardo Ferraço, Cacildo Maldaner, Vital do Rego e outros reuniram-se para lamentar a ditadura exercida no Senado por José Sarney e Renan Calheiros. Menos pela indicação de apenas apadrinhados deles para cargos no governo e nas empresas públicas, mais pela transformação do partido numa agência de empregos. O preço dessa evidência tem sido o afastamento do PMDB dos grandes debates nacionais. E dos pequenos, também.

Na atual Legislatura prevalece o fisiologismo como rumo principal ditado pelos seus dirigentes, bem como o afastamento sistemático de quantos discordam dessa estratégia. À maneira de D. Quixote, os dissidentes continuarão investindo contra os moinhos de vento.

***
TOMA LÁ, DÁ CÁ

Pode acontecer uma inusitada aliança na Câmara: a bancada ruralista, mesmo aparentemente vitoriosa na futura votação do Código Florestal, gostaria de contar com o maior número possível de votos da bancada evangélica, podendo, assim, no reverso da medalha, apoiar a corrente infensa a recusar a criminalização da homofobia.

É no interior que mais se reage contra a nova visão do homossexualismo, podendo os ruralistas aliar-se aos evangélicos e, nessa salada mista, também ao deputado Jair Bolsonaro. Nesse caso, os ambientalistas se uniriam aos partidários da supressão de restrições aos homossexuais. Trata-se de uma demonstração a mais da falência dos partidos.

***
ACOMODAÇÃO

Salvo inusitado, José Serra desistiu de disputar a presidência do PSDB, ciente de que Sérgio Guerra será reeleito na convenção nacional do dia 28. Mesmo assim, joga com uma carta poderosa, a de poder examinar a hipótese de candidatar-se à prefeitura de São Paulo, ano que vem. Nesse caso, cresceria seu cacife junto ao governador Geraldo Alckmin.

A alternativa, para Serra, estará na criação de um conselho político no âmbito da Executiva Nacional do partido, capaz de limitar os espaços de Sérgio Guerra e, por tabela, de Aécio Neves. É complicada a equação no ninho dos tucanos, mas uma coisa parece certa: unidade, mesmo, só depois de escolhido o candidato presidencial para 2014.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Essa nação corrompida

Carlos Chagas

Em quatro anos, o então deputado e ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, prestou tão ricas consultorias que pode comprar um apartamento de 6,6 milhões de reais e um conjunto de escritórios valendo 800 mil reais. Supõe-se que tenha faturado mais, porque nenhum empresário vitorioso como ele colocaria todos os ovos numa cesta só. No mínimo, faturou uns 10 milhões, mas vale ficar apenas nos números conhecidos.

Como deputado, recebeu no máximo 13 mil reais mensais. São 156 mil por ano, 624 mil durante o mandato, se não tiver tido despesas de espécie alguma para manter-se. Por baixo, o total de rendimentos dá 7 milhões e 424 mil reais no período. Claro que tem banqueiro, empreiteiro e especulador ganhando muito mais. Como também não é proibido que parlamentares mantenham atividades empresariais.

O que espanta é um ex e atual ministro do Partido dos Trabalhadores ganhar, de barato, 1 milhão e 856 mil reais por ano, ou seja, 154 mil reais por mês. Enquanto isso um trabalhador recebe 545 reais nos mesmos trinta dias.

A palavra de ordem no governo é de que ex-ministros valem muito no mercado. Pela experiência, a capacidade, as informações privilegiadas de que dispõem e, em especial, a influência e a intimidade com antigos companheiros ainda ministros. Todas essas qualidades levam empresas privadas a buscar consultá-los, porque elas, afinal, precisam continuar ampliando seus negócios. Em especial se negociam com o governo, executando obras e prestando serviços.

Fecha-se o círculo. Somos uma nação corrompida, mesmo sem a fulanização de corruptos e corruptores, geralmente acobertados pela lei feita por eles mesmo.�

Nem é preciso lembrar que o ex-presidente Lula cobra 200 mil dólares por palestra, realizando três ou quatro por mês, valendo o mesmo para Fernando Henrique Cardoso, só que recebendo a metade, para horror de seu ego. Tais faturamentos são eticamente inexplicáveis porque ofendem a classe média que um procura seduzir e mais ainda o trabalhador, que elevou o outro ao poder.

O mal, assim, não está nas consultorias oferecidas por Palocci, nem nas conferências pronunciadas pelo torneiro-mecânico ou pelo sociólogo. Está no sistema que nos assola. Nessa falsa livre concorrência que privilegia uns poucos e maltrata o resto. Com o PT acontece a mesma coisa acontecida com o PSDB e acontecerá, com todo o respeito, até com o Psol. Enquanto prevalecer esse modelo perverso, adiantará muito pouco a alternância no poder. São e serão todos iguais.

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A MESA DOS QUIXOTES

Quarta-feira o senador Jarbas Vasconcelos ofereceu jantar aos inconformados do PMDB. Pedro Simon, Roberto Requião, Luiz Henrique, Eduardo Braga, Ricardo Ferraço, Cacildo Maldaner, Vital do Rego e outros reuniram-se para lamentar a ditadura exercida no Senado por José Sarney e Renan Calheiros. Menos pela indicação de apenas apadrinhados deles para cargos no governo e nas empresas públicas, mais pela transformação do partido numa agência de empregos. O preço dessa evidência tem sido o afastamento do PMDB dos grandes debates nacionais. E dos pequenos, também.

Na atual Legislatura prevalece o fisiologismo como rumo principal ditado pelos seus dirigentes, bem como o afastamento sistemático de quantos discordam dessa estratégia. À maneira de D. Quixote, os dissidentes continuarão investindo contra os moinhos de vento.

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TOMA LÁ, DÁ CÁ

Pode acontecer uma inusitada aliança na Câmara: a bancada ruralista, mesmo aparentemente vitoriosa na futura votação do Código Florestal, gostaria de contar com o maior número possível de votos da bancada evangélica, podendo, assim, no reverso da medalha, apoiar a corrente infensa a recusar a criminalização da homofobia.

É no interior que mais se reage contra a nova visão do homossexualismo, podendo os ruralistas aliar-se aos evangélicos e, nessa salada mista, também ao deputado Jair Bolsonaro. Nesse caso, os ambientalistas se uniriam aos partidários da supressão de restrições aos homossexuais. Trata-se de uma demonstração a mais da falência dos partidos.

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ACOMODAÇÃO

Salvo inusitado, José Serra desistiu de disputar a presidência do PSDB, ciente de que Sérgio Guerra será reeleito na convenção nacional do dia 28. Mesmo assim, joga com uma carta poderosa, a de poder examinar a hipótese de candidatar-se à prefeitura de São Paulo, ano que vem. Nesse caso, cresceria seu cacife junto ao governador Geraldo Alckmin.

A alternativa, para Serra, estará na criação de um conselho político no âmbito da Executiva Nacional do partido, capaz de limitar os espaços de Sérgio Guerra e, por tabela, de Aécio Neves. É complicada a equação no ninho dos tucanos, mas uma coisa parece certa: unidade, mesmo, só depois de escolhido o candidato presidencial para 2014.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Essa nação corrompida

Carlos Chagas

Em quatro anos, o então deputado e ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, prestou tão ricas consultorias que pode comprar um apartamento de 6,6 milhões de reais e um conjunto de escritórios valendo 800 mil reais. Supõe-se que tenha faturado mais, porque nenhum empresário vitorioso como ele colocaria todos os ovos numa cesta só. No mínimo, faturou uns 10 milhões, mas vale ficar apenas nos números conhecidos.

Como deputado, recebeu no máximo 13 mil reais mensais. São 156 mil por ano, 624 mil durante o mandato, se não tiver tido despesas de espécie alguma para manter-se. Por baixo, o total de rendimentos dá 7 milhões e 424 mil reais no período. Claro que tem banqueiro, empreiteiro e especulador ganhando muito mais. Como também não é proibido que parlamentares mantenham atividades empresariais.

O que espanta é um ex e atual ministro do Partido dos Trabalhadores ganhar, de barato, 1 milhão e 856 mil reais por ano, ou seja, 154 mil reais por mês. Enquanto isso um trabalhador recebe 545 reais nos mesmos trinta dias.

A palavra de ordem no governo é de que ex-ministros valem muito no mercado. Pela experiência, a capacidade, as informações privilegiadas de que dispõem e, em especial, a influência e a intimidade com antigos companheiros ainda ministros. Todas essas qualidades levam empresas privadas a buscar consultá-los, porque elas, afinal, precisam continuar ampliando seus negócios. Em especial se negociam com o governo, executando obras e prestando serviços.

Fecha-se o círculo. Somos uma nação corrompida, mesmo sem a fulanização de corruptos e corruptores, geralmente acobertados pela lei feita por eles mesmo.�

Nem é preciso lembrar que o ex-presidente Lula cobra 200 mil dólares por palestra, realizando três ou quatro por mês, valendo o mesmo para Fernando Henrique Cardoso, só que recebendo a metade, para horror de seu ego. Tais faturamentos são eticamente inexplicáveis porque ofendem a classe média que um procura seduzir e mais ainda o trabalhador, que elevou o outro ao poder.

O mal, assim, não está nas consultorias oferecidas por Palocci, nem nas conferências pronunciadas pelo torneiro-mecânico ou pelo sociólogo. Está no sistema que nos assola. Nessa falsa livre concorrência que privilegia uns poucos e maltrata o resto. Com o PT acontece a mesma coisa acontecida com o PSDB e acontecerá, com todo o respeito, até com o Psol. Enquanto prevalecer esse modelo perverso, adiantará muito pouco a alternância no poder. São e serão todos iguais.

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A MESA DOS QUIXOTES

Quarta-feira o senador Jarbas Vasconcelos ofereceu jantar aos inconformados do PMDB. Pedro Simon, Roberto Requião, Luiz Henrique, Eduardo Braga, Ricardo Ferraço, Cacildo Maldaner, Vital do Rego e outros reuniram-se para lamentar a ditadura exercida no Senado por José Sarney e Renan Calheiros. Menos pela indicação de apenas apadrinhados deles para cargos no governo e nas empresas públicas, mais pela transformação do partido numa agência de empregos. O preço dessa evidência tem sido o afastamento do PMDB dos grandes debates nacionais. E dos pequenos, também.

Na atual Legislatura prevalece o fisiologismo como rumo principal ditado pelos seus dirigentes, bem como o afastamento sistemático de quantos discordam dessa estratégia. À maneira de D. Quixote, os dissidentes continuarão investindo contra os moinhos de vento.

***
TOMA LÁ, DÁ CÁ

Pode acontecer uma inusitada aliança na Câmara: a bancada ruralista, mesmo aparentemente vitoriosa na futura votação do Código Florestal, gostaria de contar com o maior número possível de votos da bancada evangélica, podendo, assim, no reverso da medalha, apoiar a corrente infensa a recusar a criminalização da homofobia.

É no interior que mais se reage contra a nova visão do homossexualismo, podendo os ruralistas aliar-se aos evangélicos e, nessa salada mista, também ao deputado Jair Bolsonaro. Nesse caso, os ambientalistas se uniriam aos partidários da supressão de restrições aos homossexuais. Trata-se de uma demonstração a mais da falência dos partidos.

***
ACOMODAÇÃO

Salvo inusitado, José Serra desistiu de disputar a presidência do PSDB, ciente de que Sérgio Guerra será reeleito na convenção nacional do dia 28. Mesmo assim, joga com uma carta poderosa, a de poder examinar a hipótese de candidatar-se à prefeitura de São Paulo, ano que vem. Nesse caso, cresceria seu cacife junto ao governador Geraldo Alckmin.

A alternativa, para Serra, estará na criação de um conselho político no âmbito da Executiva Nacional do partido, capaz de limitar os espaços de Sérgio Guerra e, por tabela, de Aécio Neves. É complicada a equação no ninho dos tucanos, mas uma coisa parece certa: unidade, mesmo, só depois de escolhido o candidato presidencial para 2014.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Sem ministério, sem lenço e sem documento, Ciro Gomes está numa encruzilhada: ou entra no PDT ou cria um novo partido. As duas opções são furadas, e ele pode continuar à deriva.

Carlos Newton

Ciro Gomes vai mesmo para o PDT ou tentará criar um novo partido, na trilha de Gilberto Kassab? A boataria é forte em Brasília. Mas qual é a saída para Ciro Gomes, que vinha realizando uma das mais brilhantes carreiras políticas de sua geração e de repente caiu no vazio?

Foi prefeito, governador, ministro da Fazenda, ministro da Integração Nacional, deputado federal, candidato a presidente duas vezes, em 1998 (pelo PPS) e 2002 (pelo PSB), quando tinha até chances de ganhar. Ainda hoje, continua sonhando com a Presidência, embora em 2010 tudo tenha virado um pesadelo.

Era ministro e se considerava amigo do presidente Lula, saiu do governo em março para se desincompatibilizar e disputar a eleição. Mas foi inacreditavelmente ingênuo, no relacionamento com Lula. Acreditou quando Lula lhe disse que o PT poderia até apoiar a candidatura dele, Ciro. Acreditou tanto, que mudou seu endereço eleitoral para São Paulo.

Depois, acreditou de novo, quando Lula lançou Dilma e prometeu a Ciro que, se ela não decolasse, o candidato seria ele. Quando descobriu que tinha sido ludibriado, já era tarde, seu partido (PSB) já tinha feito acordo com Lula para apoiar Dilma e ele só podia disputar eleição em São Paulo. Mas ser candidato a quê na Paulicéia Desvairada?

Ficou fora da disputa presidencial e da política, como um todo. Com Ciro concorrendo, o quadro seria outro, os debates ganhariam entusiasmo e os votos no primeiro turno se dividiram pelas quatro candidaturas (Dilma, Serra, Marina e Ciro), trazendo muito mais emoção à campanha.

Mesmo enganado e humilhado por Lula, no segundo turno Ciro Gomes ainda aceitou ser um dos coordenadores da campanha final de Dilma, sem lembrar que no primeiro turno dera declarações à imprensa defendendo a eleição de Serra, por ser “mais experiente do que a Dilma”. Uma dessas entrevistas não podia ser negada. Foi gravada e exibida pela Rede SBT.

Ciro Gomes era considerado um ministro certo, garantia-se que iria voltar ao Ministério da Integração Nacional para concluir a inacabável (e absolutamente necessária) transposição das águas do Rio São Francisco. Manifestou, sem sucesso, interesse pela pasta da Saúde, mas acabou ficando de fora. Depois, dizia-se que ele iria presidir o Banco do Nordeste, com sede em Fortaleza, mas não aconteceu nada.

Agora, Ciro se arrisca a passar quatro anos ao relento, pegando sol e chuva, até a eleição de 2014. Já deu entrevista dizendo que iria estudar Economia na Inglaterra. Não foi. Depois, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que por acaso é seu irmão, convidou-o formalmente para ocupar a presidência da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) do Estado. Trata-se de uma empresa pública com capital misto que vai atuar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém como uma espécie de zona alfandegária – com liberdade para negociar produtos para exportação com desoneração de impostos.

A ZPE será instalada em uma área de 4.271 hectares, no município de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 km de Fortaleza. Esse tipo de empreendimento é usado como distrito industrial voltado para o mercado externo, onde as empresas operam com isenção de impostos e liberdade cambial. Acontece que a empresa ainda não existe, é tudo uma miragem.

Agora, surgem as notícias de que Ciro vai entrar no PDT para ser candidato a Presidência. Será? Mas Ciro só pode se filiar com a garantia de que terá legenda para disputar a Presidência. Quem pode lhe dar essa garantia? Ninguém. Além disso, o partido de Brizola é da base aliada, Ciro quer se colocar na oposição, não vai dar certo.

Surgem também notícias de que Ciro poderia um novo partido. Será? Dificilmente conseguirá, porque Kassab já carregou quase tudo mundo. Não há matéria-prima disponível no mercado para mais um partido que tenha estrutura e tempo na televisão para eleger um presidente.

E agora, o que Ciro vai fazer? Nem ele sabe.

Fonte: Tribuna da Imprensa

O “New York Times”, em terríveis dificuldades financeiras, por causa da internet.

Helio Fernandes

O maior gangster da comunicação internacional Rupert Murdoch acertou em cheio ao dar entrevista nos EUA: “A Internet começou totalmente errada, sendo de graça. Devia ser paga desde o início. Vou lançar um jornal pela internet, cobrando 60 centavos de dólar”. (Praticamente um real).

Essa entrevista teve enorme repercussão, principalmente nos EUA. Mas Murdoch terá desistido? Já se passaram três meses, e o jornal dele, pela internet, não apareceu. Agora os jornalões americanos (e os da União Européia, nem se fala) cada vez em maiores dificuldades para transferirem a publicidade dos jornais para a internet. A crise maior: do New York Times, que já vendeu 20 por centos das ações.

Fonte: Tribuna da Imprensa

“Consultofobia” se volta contra o criador: Palocci é “consultor”, o PMDB é “cobrador”.

Helio Fernandes

Essa é mais uma palavra criada, erudita mas criminosamente, que se volta contra o criador. Palocci tem toda a razão de fugir de comparecer ao Congresso para a explicação. Antes de fazer pressão para não ir, consultou Lula. Dona Dilma disse logo, “O caso está encerrado”.

Previdentemente, Lula deixou Gilberto Carvalho de sobreaviso: “Não fique distante, pode ser a tua vez”.

***
MATEUS, PRIMEIRO OS TEUS

Na tribuna da Câmara, ACM Neto (líder do DEM) fazia violento discurso contra Palocci, exigindo investigação e explicação. No mesmo momento, seu tio Paulo Magalhães (irmão de ACM Corleone) votava pela não convocação de Palocci.

Motivo e explicação irrecusável: Paulo Magalhães fora cooptado pela bancada ruralista. A mais disputada moeda de troca por enquanto na Câmara, e que será usada também no Senado: bancada ruralista, igual à bancada paloccista.

A não-convocação de Palocci pela Câmara foi interpretada pelo Planalto como vitória. Equivoco dos jornalistas, tentando proteger o “consultor”. A oposição em completa minoria, a base, maioria, mas exige recompensa.

Enquanto Palocci é “consultor”, o PMDB é “cobrador”. Apresenta diariamente a fatura ao Planalto. E agora, para Dona Dilma, cada vez menores as possibilidades de resistir.

De São Paulo me dizem: “Helio, você acertou no óbvio. Quem compra imóveis no valor total de quase 8 milhões, tem que ter pelo menos o dobro de reserva. E acrescentam: “O resto não demora a aparecer”, Também acho.

***
BANCO CENTRAL BRITÂNICO

Geralmente, é presidido por um funcionário de carreira. Quando deixa a presidência desse BC é aposentado, sem poder exercer qualquer atividade no setor financeiro. (Acumula, na aposentadoria, todas as vantagens e mordomias do cargo. É a compensação, justa).

Quando por questões políticas é necessário nomear para a presidência desse Banco Central um não funcionário, assina um “contrato de confiabilidade”, se comprometendo, se sair ou quando sair, a ficar totalmente afastado do setor. O rompimento do contrato é crime, sujeito a punição. Ah! Palocci, que satisfação ter nascido no Brasil,

Fonte: Tribuna da Imprensa

Proibida, marcha vira ato pró-liberdade de expressão

Vida e Cidadania

Sexta-feira, 20/05/2011

 /
Polêmica

Com proibição, marcha muda foco

Se decisão judicial for mantida, movimento que defende debate sobre liberação da maconha deve protestar em Curitiba pela liberdade de expressão

Publicado em 20/05/2011 | Juliana Gonçalves


A decisão da Justiça de proibir a realização de uma manifestação em Curitiba que defende o debate sobre a legalização da maconha abriu caminho para outra discussão. Caso a liminar seja mantida, os organizadores da Marcha da Maconha – que estava prevista para ocorrer no próximo domingo – pretendem manter a mobilização, mas com outra temática: a luta pela liberdade de expressão.

Depois que o juiz Pedro Luís Sanson Corat, da Vara de In­quéritos Policiais de Curitiba, na última quarta-feira, foi favorável à medida cautelar proposta pelo deputado federal Fer­­nando Francischini (PSDB-PR), a or­­ganização do evento acionou a Justiça para derrubar a liminar e viabilizar a marcha.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde o evento também foi proibido neste ano, os organizadores conseguiram reverter a decisão judicial. “Eu não acredito que vamos conseguir aqui em Curitiba, mas essa deve ser a última vez que a marcha é proibida. Existe um pedido de liminar nacional no Rio de Janeiro para que a manifestação seja autorizada”, disse Shardie Casagrande, um dos organizadores do evento em Curitiba.

Como a proibição do movimento está atrelada ao tema, os manifestantes pretendem manter a marcha, porém, abordando o direito à liberdade de expressão, que, do ponto de vista deles, está sendo desrespeitado. A organização não governamental Artigo 19, criada para discutir justamente a liberdade de expressão, concorda que o movimento está tendo seus direitos cerceados. “Existem limites reconhecidos internacionalmente para a liberdade de expressão, mas uma decisão judicial que proíbe a manifestação de uma opinião é censura prévia”, garante a especialista da organização Laura Tresca.

Ouça a entrevista com o cientista político Emerson Cervi, da UFPR

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Opinião

Livre expressão

A Gazeta do Povo defende incansavelmente a li­­berdade de expressão e a livre manifestação de pensamento, garantidas pela Constituição Federal brasileira. Por isso, entende que a decisão da Justiça paranaense pelo terceiro ano consecutivo contra a realização da Marcha da Maconha em Curitiba é inapropriada. Cabe sim às autoridades policiais observarem tal manifestação e coibir abusos caso ocorram. Mas, se a caminhada for pacífica, não pode ocorrer censura prévia. Vale ressaltar que a posição de defesa à livre manifestação de pensamento da Gazeta do Povo não faz do jornal um apoiador da descriminalização da droga. Entendemos que a livre defesa de uma ideia deve ser sempre respeitada, mesmo que não seja essa a nossa convicção. Afinal, foi-se o tempo da censura prévia e da proibição de reuniões e de manifestações públicas e pacíficas.

Debate

Já o deputado estadual Roberto Aciolli (PV), que protocolou uma representação no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) solicitando o cancelamento da marcha, não acha que está havendo desrespeito à constitucionalidade. “O direito de expressão é garantido desde que não seja feita apologia ao crime. E o uso de drogas é considerado crime no Brasil.”

O advogado Jacinto de Miranda Coutinho, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil pelo Paraná, concorda que o limite da liberdade de expressão é definido pelos demais princípios constitucionais. No entanto, o jurista não vê a Marcha da Maconha como uma apologia ao crime. “Eles defendem a discussão sobre a descriminalização, não estão sugerindo que ninguém passe a usar a droga. São duas coisas diferentes.”

A proibição é vista pelo cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), como uma limitação na democracia. “Os deputados partem do princípio de que o cidadão não tem condições de tomar decisões por conta própria. Ele [cidadão] tem que ser tutelado por alguém ou vai ser estimulado a usar maconha porque tem uma passeata a favor da liberalização”, critica. Para ele, o debate em torno de qualquer política pública deve ser feito da forma mais plural e aberta possível.

Fonte: Gazeta do Povo

Juiz liberta Strauss-Kahn sob fiança de US$ 1 milhão

Ex-diretor do FMI foi indiciado nesta quinta-feira sob sete acusações de violência sexual contra uma camareira de 32 anos

19/05/2011 | 17:46 | Agência Estado

O juiz Michael Obus, da Suprema Corte do Estado de Nova York, aceitou o pedido de fiança de US$ 1 milhão feito pela defesa do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, para que ele responda ao processo em liberdade. Strauss-Kahn foi indiciado nesta quinta-feira sob sete acusações de violência sexual contra uma camareira de 32 anos do Hotel Sofitel de Manhattan. Ele usará bracelete eletrônico e estará sempre acompanhado de um policial armado. Mais US$ 5 milhões serão pagos em caução, segundo o Wall Street Journal.

Na segunda-feira, a juíza Melissa Jackson havia negado o pedido e Strauss-Kahn foi enviado para o presídio de Rikers Island, em Nova York. Nesta quinta, a defesa chamou de "injusta" a decisão anterior e pediu que ele pudesse responder ao processo junto à sua mulher e sua família e sugeriu um pacote de restrições a serem impostas a Strauss-Kahn para que ele ficasse em liberdade, como uso de monitoramento eletrônico e confinamento em um apartamento em Nova York. Sua esposa, a jornalista Anne Sinclair, estava presente na Suprema Corte.

Segundo um dos advogados, a única "consideração" que podia ainda impedir a concessão da fiança seria o "risco de fuga". "Mas o senhor Strauss-Kahn é um rosto conhecido por todo mundo ou quase todo mundo neste país. Ele já é visto como um agressor sexual e não vai querer também viver como fugitivo."

A acusação, por sua vez, alegou que Strauss-Kahn tem todos os meios "políticos e financeiros", além de muitos laços na Europa, para tentar fugir dos Estados Unidos. O juiz Obus quis saber se o ex-diretor-gerente do FMI teria outro passaporte além do que foi confiscado pela polícia, mas a defesa afirmou que não.

Strauss-Kahn renunciou ao cargo no FMI na noite de ontem e disse que deixa o posto "para proteger a instituição". "Eu gostaria de dizer que eu nego com a maior firmeza possível todas as acusações que foram feitas contra mim", escreveu. "Eu quero devotar toda a minha força, todo o meu tempo e toda a minha energia para provar a minha inocência", acrescentou.

Fonte: Gazeta do Povo

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Consultoria de Palocci faturou R$ 20 milhões em 2010

Folha de S.Paulo

BRASÍLIA - A empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Segundo duas pessoas que examinaram números da empresa e foram ouvidas pela reportagem, o desempenho do ano passado representou um salto significativo para a consultoria, que faturou pouco mais de R$ 160 mil no ano de sua fundação, 2006.

Batizada como Projeto, a empresa de consultoria de Palocci foi aberta em julho de 2006 e transformada numa administradora de imóveis no fim de 2010, dias antes da posse do novo governo e de sua chegada à Casa Civil.

A reportagem revelou no domingo que a Projeto adquiriu um apartamento de R$ 6,6 milhões no ano passado e um escritório de R$ 882 mil em 2009, ambos em São Paulo.

As duas aquisições ajudaram Palocci a multiplicar por 20 seu patrimônio. Ao registrar sua candidatura a deputado em 2006, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 356 mil em bens, em valores corrigidos pela inflação.

Palocci disse que adquiriu os dois imóveis com recursos que sua consultoria obteve nos anos em que ele exerceu o mandato de deputado federal. O faturamento de 2010 é suficiente para comprar três apartamentos como o que ele adquiriu no fim do ano.

A legislação permite que parlamentares mantenham negócios mesmo durante o exercício do mandato. O ministro transformou a Projeto numa administradora de imóveis no fim do ano para evitar que sua atividade como consultor de empresas gerasse conflitos com sua atuação no governo Dilma.

Palocci diz que o apartamento e o escritório de São Paulo são os dois únicos imóveis administrados pela Projeto atualmente. Uma empresa ligada ao Bradesco foi contratada para administrar a Projeto, segundo a Comissão de Ética Pública.

O faturamento da Projeto está no mesmo patamar do das maiores consultorias econômicas do país. A reportagem apurou que a LCA Consultores, líder do mercado, fatura pouco mais de R$ 20 milhões por ano. Sua equipe é de mais de cem pessoas e atende cem empresas. A segunda maior, a Tendências, fatura de R$ 13 milhões a R$ 15 milhões, tem cerca de 70 funcionários e cem clientes.

Fonte: Agora

Hospitais são proibidos de exigir cheque-caução

Carolina Rangel, Victor Amaro e Folha de S.Paulo
do Agora

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na última quarta-feira, um projeto de lei que proíbe os hospitais e as clínicas médicas do Estado de exigirem cheque-caução ou outra forma de garantia de pagamento (como cartão de crédito) no momento da internação de pacientes. O projeto seguirá para a sanção do governador Geraldo Alckmin.

A proposta, do deputado estadual Fernando Capez (PSDB), proíbe a prática de pagamento antecipado (seja por cheque ou cartão de crédito) em hospitais públicos e privados do Estado.

O estabelecimento que descumprir a regra terá de pagar uma multa correspondente a até 10 mil Ufesps (hoje, R$ 174.500). Em caso de reincidência do problema, a multa poderá dobrar.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta sexta, 20 de maio,

Veja as propostas de mudança na Previdência

Gisele Lobato, Carolina Rangel e Luciana Lazarini
do Agora

O governo quer discutir com as centrais sindicais duas propostas para acabar com o fator previdenciário (índice que reduz os benefícios de quem se aposenta mais jovem) para quem já está no mercado de trabalho. Para os futuros trabalhadores há somente uma proposta: idade mínima de 65 anos (para homens) e 63 (para mulheres).

Uma das alternativas estudadas para quem já está trabalhando é a adoção do fator 85/95 --que garante benefício integral quando a soma da idade com o tempo de contribuição der 85, para as mulheres, e 95, para os homens.

O fator 85/95 é mais benéfico para quem começou a contribuir cedo e sempre trabalhou registrado. Isso porque esse segurado atingiria antes a soma necessária. No entanto, o governo espera que a fórmula 85/95 aumente para quem estiver há menos tempo no mercado de trabalho. No futuro, ela poderia ser, por exemplo, de 95/105.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta sexta, 20 de maio

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