quinta-feira, maio 19, 2011

Blog dedemontalvao - 350 mil visitas, sinal que apesar da censura, não conseguiram calar essa voz...



O WWW.dedemontalvao.blogspot.com está praticamente com 350 mil visitas, onde me faz lembrar Chico Buarque na música “Apesar de você”, principalmente onde diz: ...Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia “...

Então mesmo conseguindo censurarem o site jeremoabohoje.com.br , conseguimos prosseguir denunciando e combatendo a corrupção na prefeitura de Jeremoabo-Bahia, usando como veiculação o Blog Dedemontalvao, que contou e vem contando com uma grande visitação.

A luta continua, porque:

Desistir Nunca.. Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar… Por isso vou continuar a lutar e vencer.

10 MANDAMENTOS PARA SER UM BOM PREFEITO.

1-“limpar” a prefeitura no primeiro dia de mandato.

2- mandar fazer uma auditoria em todos os atos da administração anterior.


3- colocar gente honesta e competente nos cargos de responsabilidade, se possível sem vínculo político.

4- tornar as contas e atos da administração transparentes.

5- cancelar o concurso público sob suspeita.

6- não ceder a políticos mal preparados e dar emprego para cupinchas deles a fim de promover a justiça salarial entre o funcionalismo municipal, onde 10% ganha salário de 1º mundo e 90% de 3º mundo.

7- parar de nomear apaniguados para comporem os Conselhos Municipais.

8- não dar sequência a contratos milionários que são contestados judicialmente ou pelo tribunal de contas, a fim de poupar que o patrimônio do Município transferido para particulares.

9- dar o exemplo pessoal como autoridade do Município, ou seja, não beber, não ser mentiroso, não ser promíscuo, respeitar a família sob todos os aspectos, não ser desonesto e achar que ninguém vai ficar sabendo dos trambiques, não fazer acertos em detrimento do Município, não pagar veículos de comunicação para se livrar de críticas, enfim, que seja um homem ou mulher de verdade. Que a dignidade seja o caminho escolhido.

10-Cumprir e fazer cumprir as Leis.(Fonte: www.alertaantonina.org)



Nascidos de cesariana têm maior risco de obesidade

Redação, com Agência USP - de São Paulo

Nascidos de cesariana têm 58% mais chances de ficarem obesos

Pesquisa com 2.057 pessoas de 23 a 25 anos de idade, nascidas na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, aponta que as chances dos que nascem de parto cesariana ficarem obesos na fase adulta são 58% maiores do que quem nasce de parto normal.

Segundo a autora do estudo, Helena Ayako Sueno Goldani, a possível causa desse índice é a alteração no desenvolvimento ou na composição da microbiota intestinal que é diferente nas crianças que nascem de parto vaginal com relação as crianças que nascem de cesariana. O estudo foi coordenado pelo professor Marco Antonio Barbieri, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Helena explica que, no parto cesariana não acontece o contato do bebê com a flora vaginal materna. Este contato, diz a pesquisadora, parece ser importante para o desenvolvimento da flora intestinal do recém-nascido. A pesquisa levantou a hipótese de que algumas bactérias presentes no canal do parto teriam efeito benéfico por meio de uma estimulação balanceada do sistema imunológico do recém-nascido.

– Com isso a criança tem afetado o seu metabolismo de acolhimento e de armazenamento de energia e, consequentemente, podem ter um impacto sobre o desenvolvimento da obesidade –, revela.

Os resultados do trabalho acabam de ser publicados na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition Editorial Office.

Helena utilizou dados de um grupo de pessoas, nascidas entre junho de 1978 e maio de 1979, que fizeram parte do projeto de pesquisa de estudo de coortes (estudo de um grupo de pessoas seguidas de um período determinado tempo), com coordenação geral do professor Barbieri. No total a coorte tinha 6.973 recém-nascidos, cujas mães residiam na cidade naquele momento. No momento do parto foram coletados dados das mães e dos filhos, incluindo histórico médico e antropométrico. Desses 343 morreram antes de completar 20 anos.

Entre abril de 2002 e maio de 2004, ou seja, entre 23 e 25 anos de idade, 2.103 componentes do grupo foram selecionados e convidados para uma nova avaliação, onde foram coletados dados sobre estilo de vida, inclusive a prática de exercício físico, além de responderem questionário socioeconômico, novo exame físico e avaliação antropométrica. Helena utilizou dados de 2.057 dessas pessoas.

A pesquisadora justifica a importância de se pesquisar essa relação, pois outros estudos já revelaram que alterações na microbiota intestinal podem estar ligadas a algumas condições inflamatórias crônicas comuns no mundo ocidental, entre eles a obesidade, alergias, doença de Crohn e até a diabetes tipo 1.

– Alguns estudos já mostraram que a presença de bactérias intestinais durante os três primeiros dias de vida foram influenciadas pelo tipo de parto. Por meio de biologia molecular de amostras fecais de crianças nascidas por cesárea ficou evidente uma ausência substancial de bifidobactérias e isso pode ter um impacto significativo sobre as funções imunológicas do bebê.

A média da idade das pessoas analisadas no estudo de Helena foi de 23,9 anos e o peso médio era de 69,7 kg. A taxa de cesariana do grupo foi de 31,9%, realizado principalmente em grupos de melhor nível socioeconômico. No grupo das mães com maior escolaridade a taxa de cesariana chegou a 45,1%. Naquelas com menor escolaridade a taxa de cesariana era de 26,8%.

A taxa de prevalência de obesidade nesses adultos jovens nascidos por cesariana foi de 15,2 contra 10,4% nos nascidos por parto vaginal. A pesquisa revelou ainda que a taxa de obesidade foi maior entre os menos privilegiados economicamente.

– Não houve diferença nas taxas de prevalência de obesidade de acordo com o peso ao nascer, tabagismo materno durante a gravidez e atividade física do sujeito, sexo e tabagismo –, aponta a pesquisadora.

O orientador do trabalho explica que no total a taxa de obesidade entre esse grupo foi de 46% maior entre os nascidos por cesárea em relação aos nascidos de parto vaginal na análise não ajustada, ou seja, sem levar em conta outros fatores, como peso ao nascer, renda, tabagismo, escolaridade, atividade física e fatores maternos como escolaridade e tabagismo durante a gravidez.

– Quando ajustada esse risco subiu para 58%.

Uma curiosidade encontrada nessa pesquisa e que vai ao encontro do que diz a literatura atual, segundo os pesquisadores, foi que não houve relação entre tabagismo materno e alteração no IMC.

Helena lembra que aumento das taxas de cesariana ocorreu em paralelo com o aumento das taxas de obesidade. Na Inglaterra, Suécia e Estados Unidos, por exemplo, passaram de 6%, 8% e 10%, em 1975 para 21%, 16% e 24%, em 2001, respectivamente. Em Ribeirão Preto, onde o estudo foi realizado, a taxa de cesariana aumentou de 30% em 1978 para 51% em 1994, e estava em 44% em 2007. Já a taxa de prevalência de obesidade no Brasil aumentou de 4% em 1974 para 11% em 2006.

– Uma vez que a colonização intestinal pode ter um efeito duradouro na saúde em geral e, ainda, considerando a diferença na flora intestinal e vaginal entre bebês nascidos de cesariana, concluímos que o aumento das taxas de cesariana podem desempenhar um papel fundamental na epidemia de obesidade no mundo –, conclui a pesquisadora.

Fonte: Corrreio do Brasil

Tudo sobre os processos dos parlamentares no STF

Edson Sardinha

Um em cada cinco parlamentares brasileiros responde a algum tipo de processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, 136 deputados e senadores são alvos de inquérito ou ação penal no STF, onde tramitam as investigações contra parlamentares e outras autoridades federais.

Os números fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco, concluído em 27 de abril de 2011. Os rolos judiciais de deputados e senadores, bem como suas respectivas defesas, foram publicados por este site em uma série de reportagens, que resumimos a seguir para facilitar a pesquisa pelo leitor:

Nos 293 processos contra deputados e senadores em tramitação no STF, são atribuídos a eles 350 crimes. Eles alcançam quase 40 crimes tipificados no Código Penal. As denúncias mais comuns são por crimes contra a Lei de Licitações, com 47 ocorrências, crimes eleitorais, que aparecem em 46 casos, e os chamados crimes de responsabilidade, que aparecem 39 vezes.

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Responsáveis pela elaboração das leis e pela fiscalização do Executivo, 60 parlamentares exercem o mandato na incômoda condição de réus no STF. São nove senadores e 51 deputados contra os quais a Justiça encontrou indícios de envolvimento nos crimes atribuídos pelo Ministério Público Federal. Eles figuram como réus em 92 ações penais que precisam ser analisadas pelos ministros do Supremo.

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Um em cada cinco deputados responde a algum tipo de processo no Supremo Tribunal Federal. Dos 566 deputados que assumiram mandato este ano, entre titulares, suplentes e licenciados, 114 são alvos de investigação na mais alta corte do país. Esses parlamentares acumulam 243 inquéritos e ações penais.

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Um em cada quatro senadores responde a algum tipo de investigação no STF. Dos atuais 81 senadores, 22 aparecem como réus ou investigados em ações penais ou inquéritos em tramitação na mais alta corte do país. A maioria desses parlamentares com pendências na Justiça ocupa cargos de comando no Senado. Catorze deles presidem comissões permanentes, lideram bancadas ou têm assento no Conselho de Ética ou na Mesa Diretora da Casa. Alguns, até, conciliam essas funções. No total, os senadores acumulam 50 pendências judiciais: 36 inquéritos (investigações preliminares) e 14 ações penais (processos que podem resultar na condenação do acusado).

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Os senadores campeões em processos no STF

Os deputados Lira Maia (DEM-PA) e Abelardo Camarinha (PSB-SP) são os únicos parlamentares que acumulam atualmente mais de uma dezena de procedimentos na mais alta corte do país. Juntos, eles devem explicações à Justiça em 26 processos. O primeiro acumula 14 e o segundo, 12.

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Uma nova centena de investigações contra parlamentares passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal desde o início do ano. Levantamento feito pelo Congresso em Foco na página do tribunal revela que 77 inquéritos (investigações preliminares) e ações penais foram abertos contra 46 deputados e outros 24 processos passaram a correr contra oito senadores entre 5 de janeiro e 27 de abril de 2011. Em 48 casos, a Justiça identificou elementos para transformar 23 parlamentares em réus de ações penais, processos que podem resultar na condenação dos acusados.

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O deputado Júlio Campos (DEM-MT) virou destaque nacional ao se referir ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “aquele moreno escuro”. Três semanas após aquela declaração, Júlio Campos passou à condição de único congressista brasileiro a responder atualmente pelo crime de homicídio qualificado na mais alta corte do país.

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Fonte: Congressoemfoco

Nos jornais: cinco ministros de Dilma têm empresa de consultoria

O Estado de S. Paulo

Cinco ministros de Dilma têm empresas de consultoria

Pelo menos cinco ministros do governo federal têm empresas de consultoria que continuam ativas em pleno exercício do cargo. Enquanto o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, mudou o ramo de atividade de sua antiga empresa de consultoria, a Projeto, atendendo à recomendação da Comissão de Ética da Presidência, os colegas de Esplanada não fizeram o mesmo. São eles: Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Comércio e Indústria), José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Leônidas Cristino (Portos) e Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional). Dados da Receita Federal mostram que as empresas em nome desses cinco ministros estão com o registro "ativo" para atividades de consultoria. Em declaração à imprensa na segunda-feira, 16, o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, afirmou que recomendou a Palocci que alterasse o objeto social de sua empresa do ramo de consultoria para o de administração imobiliária. Na avaliação de Pertence, a descrição "consultoria" era ampla demais e abriria possibilidade de conflito de interesse com um cargo de ministro de Estado - no caso do ministro Palocci, especialmente pelo fato de ele ser chefe da Casa Civil, espécie de núcleo central por onde transitam todas as ações estratégicas do governo. Nesta terça-feira, 17, procurado pelo Estado por intermédio de sua assessoria de imprensa, o presidente da Comissão de Ética Pública não quis se manifestar sobre os casos dos outros cinco ministros que mantêm empresas de consultoria.

Falta clareza ao Código de Conduta do governo

O entendimento básico da Comissão de Ética é que as autoridades, para não levantarem dúvidas sobre as atividades exercidas, devem evitar conflitos de interesses reais ou aparentes. É dentro desse contexto que a comissão recomenda que os ministros não tenham empresas de consultoria. A recomendação é clara, mas o Código de Conduta da Alta Administração Federal não é explícito sobre a proibição. Por isso, anteontem, o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, após dar por encerrada qualquer nova discussão em relação à empresa de Antonio Palocci, acrescentou que o ministro havia sido orientado a mudar a referência da consultoria. Ele disse que "uma consultoria pode tudo", o que gera conflito de interesses.

Depois de Serra, Aécio também evita atacar petista

Depois de o ex-governador José Serra (PSDB-SP) declarar que não se pode "crucificar" Palocci, outro tucano saiu em defesa do ministro. Ontem, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que a oposição precisa ter serenidade e firmeza nos pedidos de esclarecimentos ao ministro. Segundo ele, não há interesse em "desestabilizar o governo". "É preciso que se saiba quais serviços foram prestados, quais empresas fizeram a contratação. Mas vamos aguardar com serenidade. Não é nosso interesse criar um movimento de desestabilização do governo", destacou.

Câmara do Rio desiste de carro para vereadores

O valor pago pela Câmara Municipal do Rio para a Volkswagen pela compra dos 33 veículos Jetta para uso dos vereadores é maior do que os R$ 2,3 milhões divulgados pelo presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), na sexta-feira. Três ordens de pagamento divulgadas no site da Câmara mostram que foram pagos R$ 3,5 milhões. Caso o valor unitário do carro seja mesmo os R$ 69.100 divulgados, isso significa que a Câmara já comprou veículos para todos os 51 vereadores.

Sarney dá cargo a filho de aliado, mas depois volta atrás

Mesmo com a proibição do nepotismo pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), nomeou na sexta-feira passada um filho do senador licenciado Gilvam Borges (PMDB-AP) para trabalhar na Casa. Questionado sobre o ato, Sarney recuou e sua assessoria afirmou que o ato será anulado. A nomeação de Miguel Gil Pinheiro Borges foi publicada no Boletim Administrativo de Pessoal do Senado na segunda-feira. O ato, assinado por Sarney, designa o filho de Gilvam para ocupar um cargo de Assistente Parlamentar (AP-03) no Órgão Central de Coordenação e Execução do Senado. A remuneração pode chegar a R$ 4.084,29.

O Globo

Palocci diz que fez o mesmo que parlamentares e ex-ministros

Numa nota enviada por sua assessoria aos líderes partidários, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, justificou sua atividade como consultor privado, no período em que era deputado, citando ex-ministros e ex-presidentes do Banco Central que fizeram o mesmo, alem de 273 parlamentares que têm atividades empresariais fora do Congresso. Palocci listou ex-ministros que deram consultorias, como ele, e ganharam "enorme valor" no mercado: "Muitos se tornaram em poucos anos banqueiros como ex-presidentes do Banco Central e do BNDES Pérsio Arida e André Lara Resende, diretores de instituições financeiras como o ex-ministro Pedro Malan ou consultores de prestígio como ex-ministro Maílson da Nóbrega." O ministro não revelou os nomes de seus clientes e disse que as informações sobre seu patrimônio e a atuação da Projeto foram enviadas à Receita Federal. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que, até agora, os dados disponíveis sobre o caso são insuficientes para formar qualquer juízo e que quer informações mais detalhadas:
"Qualquer fato que envolva autoridades merece um olhar mais cuidadoso."

Preços de palestras e consultorias variam muito

Ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central cobram de R$10 mil a R$30 mil por palestra quando o evento é no Brasil, segundo um ex-ministro da Fazenda. O preço médio é de R$20 mil. Quando é no exterior, o valor pode ir a R$40 mil ou R$50 mil. O ministro Antonio Palocci, porém, diz que sua empresa, Projeto, faz consultoria, e não palestras.

- Cobro de R$13 mil a R$27 mil por palestra. Tanto faz a palestra ser num almoço com executivos ou num auditório mais amplo. O preço é cobrado de acordo com o tempo de duração do evento, algo em torno de uma hora e meia - disse o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega.

Procurador-geral diz que é preciso mais informações para formar juízo

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que quer ter acesso a informações mais detalhadas sobre como o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, acumulou recursos para a compra de imóveis no valor de mais de R$7 milhões, no ano passado, quando era deputado federal. Gurgel disse que vai analisar a representação protocolada ontem pelo PPS com pedido de esclarecimentos sobre a evolução patrimonial de Palocci para decidir se abre ou não investigação neste sentido.

- Eu já me preparava para pedir informações a respeito. Mas hoje (ontem) será entregue representação que vou analisar. Qualquer fato que envolva autoridades públicas merece olhar mais cuidadoso. É preciso reunir informações para formar juízo - disse Gurgel.

PSDB busca acordo antes de sua convenção

A dez dias da convenção nacional que elegerá a nova Executiva do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) saiu em campo para tentar pacificar o partido e evitar que a provável reeleição do deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE) para o comando da sigla seja interpretada como uma derrota do ex-governador José Serra. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi destacado por Aécio e Guerra para negociar com Serra a participação de seu grupo na Executiva Nacional. Até o próximo dia 28, data da convenção do partido, será discutida ainda a criação de um conselho político onde o próprio Serra poderá ter papel importante.

- Serra terá o espaço que quiser, pois é imprescindível para o futuro do PSDB. Onde ele estiver, vai poder contribuir. O PSDB é a soma de todos nós. Esse partido não vai ter dono. E é exatamente por isso que está fadado ao sucesso - disse Aécio.

Cresce ala contrária a Sarney e Renan

Ainda que por razões distintas, cresce na bancada peemedebista do Senado um movimento contra a hegemonia mantida pelos senadores José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, e Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido. Evitando vincular essa articulação com qualquer ação da oposição ao governo petista, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) atendeu a um pedido de Luiz Henrique (PMDB-SC) e vai oferecer hoje um jantar para os insatisfeitos da bancada. Esse grupo reúne de sete a 11 senadores. As insatisfações são com indicações para as relatorias de projetos importantes, com o critério de preenchimento dos cargos comissionados da liderança do partido e até com as indicações para cargos no governo. Para Jarbas, o objetivo maior é tentar mudar a imagem do partido.

Após 20 anos no PT, Serys pode ser expulsa

A ex-senadora Serys Slhessarenko, mais conhecida figura do PT em Mato Grosso, corre o risco de ser expulsa do partido, após 20 anos de militância. Nos dias 28 e 29 de maio, a direção estadual se reúne para dizer se acata ou não recomendação de expulsão da ex-congressista, acusada de infidelidade partidária. A recomendação foi aprovada por 3 votos a 2 pela comissão de ética do diretório estadual do PT. Serys é acusada de trabalhar contra o então candidato ao Senado pelo PT, Carlos Abicalil, na eleição de 2010. Ele foi o terceiro mais votado, perdendo para Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR). Ela teria apoiado Taques. Serys reconhece que não fez campanha para Abicalil, seu desafeto, mas afirma que não apoiou Taques. A briga entre eles começou quando o PT definiu o candidato ao Senado. Por ter mandato, Serys entendia que tinha direito de concorrer à reeleição. O grupo de Abicalil, porém, propôs realizar uma prévia, da qual ela saiu derrotada.

Cid tem estrada 'nova' já cheia de buracos

Depois de xingar de "inepto, incompetente e desonesto" o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, por causa dos buracos nas estradas federais do Ceará, agora é o governador Cid Gomes (PSB) quem está sendo cobrado a explicar o mau estado de conservação de uma rodovia estadual inaugurada com festa há apenas dois meses, obra que custou R$20,7 milhões. Com cerca de 40 km de extensão, a CE-168, que liga os municípios de Itapipoca e Itapagé, na região norte do estado, já acumula buracos, rachaduras e deformações no asfalto apenas 75 dias após ser entregue, numa solenidade que reuniu deputados federais, estaduais e prefeitos da região.

Haddad defende livro, mas Enem exige norma culta

Apesar de o ministro da Educação, Fernando Haddad, ter saído ontem em defesa do livro didático da Coleção "Viver, Aprender" que diz que é correto falar com erros de concordância, dependendo do contexto, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige o domínio da norma culta da língua portuguesa e não admite a norma popular. A mesma orientação fez o coordenador do vestibular da UFRJ, Luiz Otávio Langlois.

- A universidade não vai mudar seus parâmetros do vestibular em cima de um livro. Na prova continuará valendo a norma culta da língua portuguesa - disse.

Em entrevista à CBN, Haddad defendeu o sistema de avaliação de livros didáticos do governo federal e disse que recolher os exemplares da obra "Por uma vida melhor" (Editora Global) seria o equivalente a praticar censura. O livro foi distribuído a turmas de ensino fundamental de jovens e adultos, este ano, pelo Ministério da Educação.

Amazônia: devastação está fora de controle em MT

O desmatamento da Amazônia cresceu muito e está fora de controle em Mato Grosso, onde 753,7 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados entre agosto de 2010 e abril deste ano. No período anterior, de agosto de 2009 a julho de 2010, o desmatamento em Mato Grosso tinha sido bem menor: de 661 quilômetros quadrados. A área destruída agora é maior que Goiânia. Como ainda faltam ser computados três meses, para fechar o período de análises do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mede o desmatamento via satélite, o Ibama espera que a destruição ultrapasse 1.400 quilômetros quadrados, área maior que a cidade do Rio de Janeiro. Se confirmado, o número representará aumento de 53% com relação ao mesmo período do ano passado. Os números do desmatamento em toda a região serão divulgados hoje, em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Vaccarezza: governo vota Código 'até para perder'

Sob pressão dos partidos aliados, a liderança do governo na Câmara anunciou que o novo Código Florestal será votado na próxima semana, mesmo que isso signifique a derrota governista em plenário. O governo, de acordo com o líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), avalia que não há mais tempo para protelar a votação, com o objetivo de conciliar os interesses de ambientalistas e ruralistas. Vaccarezza admitiu que ainda não foi batido o martelo sobre pontos polêmicos do relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), texto que não foi à votação na semana passada justamente porque o governo temia a derrota. Agora, explica o líder, o cenário é outro: a matéria será votada, mesmo que isso signifique uma derrota.

- Vamos votar na terça ou na quarta da semana que vem. Pode escrever. Vamos votar até para perder, mas nós vamos ganhar. Não vamos perder - afirmou.

Mensalão do DEM: promotores suspensos

O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu ontem suspender os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner, acusados de terem recebido propina para beneficiar o ex-governador do DF José Roberto Arruda no escândalo do chamado mensalão do DEM. No julgamento, os conselheiros condenaram os promotores à pena administrativa máxima. No caso de Deborah a votação foi de dez a zero. Já Bandarra foi condenado por nove a um. Agora, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentará uma ação civil para que ambos sejam demitidos. Os dois também são acusados de vazar informação sigilosa ao suposto operador do esquema de corrupção, Durval Barbosa.

Cem mil contra homofobia

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) recebeu ontem um abaixo-assinado com cem mil assinaturas de apoio ao projeto de lei que criminaliza a homofobia. A proposta, de relatoria da parlamentar, prevê punições para quem impedir manifestações de afetividade entre homossexuais em locais públicos, quem recusar ou sobretaxar a compra ou a locação de imóveis em razão de preconceito, ou, pelo mesmo motivo, prejudicar recrutamento, promoção profissional ou seleção educacional. Segundo Marta, alas conservadoras do Congresso dificultam a tramitação desse tipo de projeto.

- O conservadorismo de setores do Congresso representa um grande desafio. Mas o Parlamento é a capacidade de dialogar e tentar, senão o projeto ótimo, mas o que possa ser possível.

Dilma: compra de caças ficará mesmo para 2012

Em conversa com o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, a presidente Dilma Rousseff confirmou ontem que a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) vai ficar para 2012, devido à contenção de despesas do governo brasileiro este ano. Diferentemente do ex-presidente Lula, que manifestara apreço pelos jatos franceses Rafale, da Dassault, Dilma não deixou clara sua preferência. A Suécia quer vender ao Brasil o Gripen NG, da Saab. À imprensa, após o encontro, Dilma ressaltou os acordos entre os dois países em biocombustíveis, educação, meio ambiente, inovação e desenvolvimento aeroespacial. Quarta-feira, o primeiro-ministro participa da inauguração, em São Bernardo do Campo (SP), do Centro Brasil-Suécia de Pesquisa e Inovação, do setor aeroespacial.

Folha de S. Paulo

Ex-ministro vale muito no mercado, diz Palocci

Em mensagem enviada ontem a deputados e senadores, a Casa Civil justificou o aumento do patrimônio do ministro Antonio Palocci lembrando ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central que se tornaram "banqueiros" e "consultores de prestígio" depois de passar pelo governo. O texto diz que a passagem por esses cargos proporciona "uma experiência única que dá enorme valor a esses profissionais no mercado", na tentativa de mostrar que o caso de Palocci não é incomum.
Em seguida, lista ex-presidentes do BC e do BNDES como Pérsio Arida e André Lara Resende e ex-ministros da Fazenda como Pedro Malan e Mailson da Nóbrega, ressaltando que eles "se tornaram em poucos anos" bem-sucedidos no setor privado. Resende, Arida e Malan foram do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002); Mailson foi ministro de José Sarney (1985-1990).

Objetivo não é abalar governo, diz Aécio

Um dos líderes do PSDB e citado como pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2014, o senador Aécio Neves (MG) defendeu que a oposição tenha "serenidade" para aguardar os esclarecimentos de Antônio Palocci.
O tucano afirmou esperar explicações, mas disse que a oposição não deseja "desestabilizar o governo". "Não é nossa intenção criar movimento de desestabilização do governo. Esse é o momento, e essa é a posição majoritária da nossa bancada, de criar as condições para que esses esclarecimentos possam vir a ser dados", disse Aécio.

Conselho pede demissão de promotores do DF

O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu pedir a demissão dos promotores Leonardo Bandarra, ex-chefe do Ministério Público no DF, e Deborah Guerner. É a pena máxima contra um membro da Promotoria.
Os dois foram acusados de receber propina e favorecer o ex-governador José Roberto Arruda no escândalo do mensalão do DEM. Para que a demissão ocorra, no entanto, a Procuradoria-Geral da República terá de propor ações na Justiça com o pedido. Isso porque o conselho não tem poderes para determinar a saída dos acusados.

Por indicação política, Jungmann vira conselheiro também da Light

Indicado pela estatal Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), o ex-deputado federal Raul Jungmann foi eleito membro do conselho da Light, concessionária de energia do estado do Rio. Jungmann é presidente do PPS em Pernambuco, partido aliado do PSDB- que comanda o Estado de Minas. Segundo a Folha apurou, a indicação de Jungmann foi feita pela própria Cemig, que é sócia majoritária da Light. A empresa não informou o salário dos conselheiros. Por indicação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o PSD, Jungmann também é membro do conselho da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de SP.

Ex-senadora Serys é expulsa do PT sob acusação de traição partidária

A ex-senadora Serys Slhessarenko foi expulsa do PT de Mato Grosso sob a acusação de ter cometido infidelidade partidária na eleição. Serys rompeu com o ex-deputado Carlos Abicalil depois de perder para ele as prévias que definiram o candidato do partido ao Senado. Depois disso, se recusou a fazer campanha para o correligionário. O PT acusa a ex-senadora de ter trabalhado para o adversário de Abicalil, Pedro Taques (PDT), que foi eleito. Ela nega que tenha feito campanha para Taques e diz que foi vítima de um processo "inquisitorial" por parte do diretório estadual do PT. Ontem ela apresentou um recurso ao Diretório Nacional, e disse que não pretende desistir de voltar ao partido. "Vou usar de todas as possibilidades para permanecer no meu partido. Depois de 20 anos de mandatos e dedicação para construir o PT, acho extremamente injusto.
Não cometi nenhum crime", disse ontem à Folha.

Senado cria CPI para investigar supostas irregularidades no Ecad

O Senado criou ontem CPI para investigar a arrecadação de recursos do Ecad (Escritório Central de Arrecadação de Direitos), órgão responsável pelos direitos autorais no Brasil. Para ser efetivamente instalada, porém, os partidos precisam indicar os integrantes da comissão, e pelo menos 27 dos 30 senadores que assinaram o seu pedido de instalação devem manter o apoio à CPI. Autor do pedido, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que uma das primeiras medidas da comissão será convidar o compositor Aldir Blanc que relatou ao parlamentar não ter recebido recursos do Ecad há vários anos.

Armínio Fraga critica tamanho do Estado, e Mercadante reage

Presentes ontem no 23º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga divergiram sobre o tamanho do Estado brasileiro. Fraga, que preside o Conselho de Administração da BM&FBovespa e liderou o BC na gestão de Fernando Henrique Cardoso, disse que a presidente Dilma Rousseff "optou por um governo e um Estado bastante grandes", mas investe "muito pouco". Segundo Fraga, a taxa de investimento do país, na casa dos 18%, não sustenta um crescimento na faixa de 4% -patamar de expansão do PIB previsto para 2010. Mercadante rebateu o comentário sobre o tamanho do Estado, dizendo não achar "que a saída seja insistir na tese de um Estado mínimo".

Criação de empregos em abril cresce duas vezes ante março

Depois de um resultado fraco em março, o número de vagas com carteira assinada registrou forte crescimento em abril. Foram criados 272.225 empregos formais no mês passado, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho. Em março, foram 92,6 mil. O ministro Carlos Lupi (Trabalho) prevê números ainda melhores em maio e diz que em 2011 serão criados 3 milhões de empregos. O economista Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências, discorda da projeção. Para ele, os dados do Caged vão refletir, nos próximos meses, as medidas tomadas pelo governo para conter a inflação.

Após denúncias, Assembleia devolve R$ 10 mi ao governo

Num esforço para recuperar sua credibilidade, a Assembleia Legislativa do Paraná devolveu ontem ao governo do Estado R$ 10 milhões que foram economizados nos primeiros três meses da atual gestão da Casa. O valor representa cerca de 3% do orçamento anual do Legislativo e veio de economias feitas na área administrativa -não atinge, portanto, verbas destinadas aos gabinetes dos deputados estaduais.

Correio Braziliense

Só falta a punição da Justiça

As denúncias da Operação Caixa de Pandora provocaram uma revolução na vida do promotor de Justiça Leonardo Bandarra. Há um ano, ele era o chefe do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Agora, precisará encontrar um meio para ganhar a vida enquanto briga na Justiça para manter o emprego. Com a decisão de ontem do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Bandarra e a promotora Deborah Guerner responderão a uma ação por perda de cargo que pode levar mais de uma década em tramitação no Judiciário. Enquanto discutem a permanência na função à qual ingressaram por concurso público, eles terão os vencimentos bloqueados. Ambos recebem o teto remuneratório de R$ 25,7 mil.

O mapa da mina para o emprego

O Brasil criou 272.225 empregos formais em abril. O resultado mostra queda de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram abertas 305.068 vagas. Mas, independentemente desse desempenho nacional, estados da Região Norte, como o Amazonas e o Pará, e do Nordeste, como a Bahia, ampliaram a oferta de trabalho com carteira assinada na mesma comparação. A Paraíba, que havia apontado saldo negativo de 206 postos entre março e abril de 2010, abriu 1.902 vagas no mês passado. Os dados reforçam a tendência de desconcentração da economia brasileira, movimento que, ao longo dos últimos anos, vem beneficiando as áreas mais pobres do país.

Médicos vão à Justiça

A guerra entre planos de saúde, governo e médicos vai se alongar. O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal contra a decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que proíbe a cobrança de taxas adicionais dos usuários de convênios. Os médicos querem a suspensão da determinação que impede a categoria de realizar paralisações no atendimento aos clientes, além da revisão do caso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O CFM alega ausência de fundamentação nas medidas preventivas.

Lei contra a homofobia remodelada

Se o texto que os movimentos sociais consideram ideal para criminalizar a homofobia se mostrou aparentemente inviável no Congresso, senadores — pressionados por militantes que se reuniram em seminário no Congresso — formaram um grupo de trabalho para construir uma segunda versão. “Desbotada”, admitem alguns, mas com maior chance de aprovação. Assim, a ideia é substituir o parecer de Marta Suplicy (PT-SP) ao Projeto de Lei nº 122. Para a missão, foram convocados o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE); o líder do DEM, Demostenes Torres (GO); e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Costa representará a bancada governista. Demostenes será responsável pela releitura da proposta sob o ponto de vista constitucional. Crivella, com a experiência de líder religioso, será a voz da bancada evangélica. No Senado, o único consenso, por ora, é que da forma em que o texto foi apresentado, a proposta continuará na gaveta. Para responder à pressão social e aprovar o projeto na Comissão de Direitos Humanos, avaliam os parlamentares, será preciso tirar colorações homossexuais do texto e centrar o debate na temática da violência, em detrimento do preconceito.

Cobrança do casamento civil

Enquanto os parlamentares se articulavam para alterar a lei que criminaliza a homofobia, diversas camadas da sociedade civil se mobilizaram e destacaram as reivindicações da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O tema central do 8º Seminário LGBT, que ganhou vez na primeira mesa de debates, foi o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Somos cidadãos aleijados de direitos pela privação ao casamento civil. Queremos acesso, porque o direito é público e a fé, privada. Não queremos ofender a fé de ninguém”, destacou o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), autor de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ainda não inscrita na Câmara dos Deputados por falta de assinaturas de parlamentares — das 171 necessárias, 75 foram formalizadas até agora.

Marcelinho Carioca busca vaga na Câmara

A data da cerimônia de posse de Marcelinho Carioca como deputado federal chegou a ser divulgada, com direito a nota oficial do ex-jogador de futebol. De acordo com o ídolo corintiano, a nova posição na vida pública teria início amanhã, às 10h. O ex-meio-campista iria assumir o cargo na Câmara, em função de uma licença de seis meses pedida pelo deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP). Em 2010, Marcelinho disputou uma vaga no Congresso pelo PSB e, como estava como primeiro suplente do partido, assumiria a vaga de Camarinha automaticamente. No entanto, nem a licença nem a posse são confirmadas pelo partido. O ex-jogador afirmou ontem, por meio da assessoria: “Fiquei feliz demais quando soube que terei essa oportunidade de retribuir ao meu país tudo de bom que recebi dele”. A bandeira do esporte também foi levantada: “Vou pautar meu mandato na busca por fazer do esporte um meio efetivo de inclusão social para as crianças”.

"Submarino" das obras da Copa em nova MP

Em uma nova tentativa de flexibilizar a Lei de Licitações visando as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o governo tenta incluir na Medida Provisória (MP) n° 517, que prorroga até 2035 o pagamento de um tributo sobre a energia elétrica, os artigos que tornam menos rígidos os processos licitatórios. Antes previsto na MP n° 521 — sobre o aumento da bolsa oferecida aos médicos residentes —, o “drible” na Lei de Licitações deve ir embutido na MP n° 517 hoje, durante a votação das medidas que trancam a pauta da Câmara. A MP n° 517 estica a Reserva Global de Reversão (RGR) e ainda institui benefícios para o desenvolvimento de usinas nucleares. O texto irá a plenário sob nova rodada de protestos da oposição, que passou a terça-feira tentando articular com setores ruralistas do governo uma obstrução aos trabalhos da Câmara para forçar a votação imediata do Código Florestal, marcada para a semana que vem.

Fonte: Congressoemfoco

Senado conclui votação da MP dos Bons Pagadores

Fábio Góis

O Senado aprovou há pouco a Medida Provisória 518/2011, que disciplina a elaboração e a consulta de um cadastro positivo para a inclusão de dados sobre pagamentos dentro do prazo executado por pessoas físicas e jurídicas – ou seja, uma relação reunindo bons pagadores de produtos adquiridos e serviços prestados no país. Enviado ao Congresso no último dia de 2010 (confira o texto original), a matéria segue agora para sanção presidencial.

Aprovada em 10 de maio na Câmara, a matéria recebeu alterações dos deputados, o que fez com que o texto passasse a tramitar como Projeto de Lei 12/2011, a partir do parecer do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). No Senado, a medida recebeu relatoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que não promoveu modificações no texto da outra Casa legislativa.

A aprovação do chamado cadastro positivo pode diminuir o custo do crédito para quem for incluído nesse tipo de relação. O cadastro pode servir de base para a execução de transações comerciais (vendas a prazo, concessões de crédito, empréstimos etc). O governo acredita que a medida levará à diminuição do custo das concessões de crédito e permitirá a aplicação de juros mais baixos para os consumidores com pagamentos em dia. A presidenta Dilma Rousseff tem 15 dias de prazo para sancionar a matéria.

A partir da publicação da medida, em 31 de dezembro, pessoas físicas e jurídicas passaram a poder autorizar a inclusão de dados sobre seus pagamentos em dia. Uma das mudanças operadas na Câmara em relação ao texto original prevê a obrigatoriedade de que gestores de banco de dados identifiquem os fornecedores das informações recolhidas. A medida define banco de dados como “conjunto de dados relativo a pessoa natural ou jurídica armazenados com a finalidade de subsidiar a concessão de crédito, a realização de venda a prazo ou de outras transações comerciais e empresarias que impliquem risco financeiro”.

A matéria chegou no último dia 12 ao Senado, e passou a trancar a pauta de votações em plenário (a outra é a MP 515/2010, que concede crédito extraordinário de R$ 26,6 bilhões a diversos órgãos do Executivo e a empresas estatais, com destaque para a Petrobras). O relatório foi protocolado ontem (terça, 17) e, se tivesse registrado modificações em relação ao texto originado na Câmara, implicaria retorno da MP àquela Casa, levando em seguida à perda de validade.

“É possível inferir que a adoção do cadastro positivo poderá provocar a adoção de práticas comerciais leais e benéficas ao consumidor. Por exemplo, de posse das informações constantes do cadastro positivo, os ofertantes de crédito poderão, a seu critério, oferecer condições vantajosas a clientes com nenhum ou baixo nível de endividamento, bem como negar crédito a clientes com médio ou elevado nível de endividamento, ainda que tais clientes não estejam em atraso com alguma de suas obrigações – o que leva à conclusão de que o cadastro positivo não servirá apenas para ofertar juros baixos aos bons pagadores, mas poderá impedir que bons pagadores com nível médio ou elevado de endividamento consigam novos empréstimos, (...) que também deve ser considerado salutar”, diz o parecer de Dornelles, na análise de mérito.

Confira a íntegra

Os pressupostos de urgência e relevância da MP foram aprovados com alguma objeção – a oposição lembrou que um projeto apresentado pelo ex-senador oposicionista Rodolfo Tourinho (DEM-BA), com disposições sobre o mesmo tema, foi vetado em 2010 pelo presidente Lula, que depois editou a medida e a enviou ao Congresso com o mesmo teor. Em meio às críticas, a matéria foi levada a votação, que ocorreu de maneira simbólica (sem conferência de votos), e rapidamente aprovada. Registraram voto contrário, no entanto, as bancadas do PSDB, do DEM e do Psol, que reúne os senadores Randolfe Rodrigues (AP) e Marinor Brito (PA).

Fonte: Congressoemfoco

Por que o ministro Gilmar Mendes concedeu liberdade ao médico (e monstro) Roger Abdelmassih, que estuprava as clientes anestesiadas e implantava nelas óvulos de outras pessoas?

Carlos Newton

O médico Roger Abdelmassih, de 67 anos, está no Líbano, a salvo da Justiça brasileira, porque tem origem libanesa e o Brasil não firmou tratado de extradição com aquele país. Era o mais renomado especialista em reprodução humana do Brasil, até que, em novembro do ano passado, foi condenado a 278 anos de prisão por abusos sexuais, tendo estuprado dezenas de pacientes, ninguém sabe o número ao certo, porque algumas vítimas nem notaram, todas estavam sob efeito de anestesia.

Agora, a revista Época revela que essa condenação de Abdelmassih não encerrou um dos mais dramáticos capítulos da história médica do país. “Nos últimos dois anos, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil investigaram, em sigilo, os procedimentos médicos da clínica e recolheram depoimentos de ex-pacientes de Abdelmassih. E chegaram a uma conclusão estarrecedora: parte dos cerca de 8 mil bebês gerados na clínica de Abdelmassih não são filhos biológicos de quem imaginam ser”, diz a revista.

Essa conclusão foi simples, bastou fazer exames de DNA em pacientes da clínica e em seus filhos. Abdelmassih enganava seus clientes e implantava no útero da futura mãe, sem o conhecimento do casal, embriões formados a partir de óvulos e espermatozoides de outras pessoas. “Os pais biológicos das crianças são outros, e não o casal que se sentou nas poltronas do consultório de Abdelmassih disposto a se submeter ao tratamento de reprodução e que pagou os milhares de reais que o médico cobrava pela fertilização”, revela a revista Época.

Mas como o milionário médico-monstro conseguiu fugir para o Líbano? Mensagem que circula na internet, enviada à Tribuna da Imprensa pelos comentaristas Teresa Sig e Mário Assis, mostra que bastou o ministro Gilmar Mendes lhe conceder um habeas corpus e o tirar da cadeia. O médico estava preso, aguardando recurso de sua defesa diante da sentença que o condenou a 278 anos de cadeia por violentar 37 mulheres (suas pacientes, o que agrava os crimes) entre 1995 e 2008.

E aguardava preso porque a Polícia Federal informara que ele tentava renovar seu passaporte. A juíza Kenarik Boujikian Felippe determinou que ele fosse preso para evitar sua fuga do país. Seu advogado recorreu. Disse que Roger Abdelmassih não pretendia fugir do país, só estaria renovando o passaporte…

Sem ao menos perguntar ao advogado por que um homem de 67 anos condenado a 278 anos de cadeia renovaria o passaporte, com uma sentença límpida e sem a menor chance de reversão, Gilmar Mendes mandou soltá-lo, e agora o médico-monstro vai passear sua impunidade no exterior, até que a morte o separe da boa vida.

O belo texto-protesto que circula na internet sobre o caso termina dando parabéns ao escritório de advocacia Marcio Thomas Bastos, que vive na sombra do cargo que ocupou no governo e pediu o habeas corpus.

Esta semana, Gilmar Mendes ia decidir o caso de Cesare Battisti. Mas não teve coragem. Empurrou o caso para o plenário. Por que não procedeu assim no habeas do médico-monstro? Ora, por quê?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Neném qué papá

Carlos Chagas

Grande celeuma criou-se no país a respeito da nova cartilha do Ministério da Educação, “Por uma Vida Melhor”. Foram distribuídos 400 mil exemplares pelas escolas, admitindo-se num de seus capítulos referências à forma ortográfica popular de dizer as coisas. Numa palavra, a admissão de expressões usadas pela maioria da população, nada vernaculares, mas amplamente usadas e reconhecidas como naturais. Dessas que um dia estarão incorporadas aos dicionários, ainda que hoje despertem indignação em linguistas e até na Academia Brasileira de Letras, para não falar na totalidade da mídia, boa parte aproveitando o episódio para lançar mais uma farpa no governo Dilma Rousseff e no ministro Fernando Haddad.

É preciso cautela, não só porque no futuro esse linguajar do povo tornar-se-á regra ortográfica, como vem acontecendo há séculos, mas também porque a indigitada cartilha foi editada precisamente para os meninos, nas escolas, tomarem conhecimento do que está acorde ou não com o vernáculo.

Mesmo nas camadas mais elitistas, quanta coisa tida como distorção imperdoável foi adicionada à língua portuguesa aqui praticada? “Me dá um cigarro” é expressão comum entre os acadêmicos que fumam, quando o correto vindo dos tempos de antanho exige “dá-me um cigarro”, que ninguém usa mais.

O grave nessa discussão sobre o sexo dos anjos é sua exploração política. Há quem exija o recolhimento e a incineração dos 400 mil livros, sugestão perigosa e ante-sala de certos espetáculos encenados através dos tempos, o último deles na Alemanha Nazista.

A respeito dessa tempestade em copo d’água vale contar uma historinha. O presidente Ernesto Geisel visitava o Japão, levando em sua comitiva muitos ministros e jornalistas. No dia de seu retorno, alguns ainda permaneceram em Tóquio. Shigueaki Uéki, das Minas e Energia, aproveitou a folga para levar os repórteres a um restaurante típico. Desde a chegada gabava-se de falar japonês e decidiu que os pedidos do cardápio ficariam por conta dele. Ao aproximar-se o garçom, falou na língua de seus ancestrais, quando seguiu-se monumental série de gargalhadas por parte do serviçal e de seus companheiros.

Espantaram-se todos até que veio o maitre e, num excelente inglês, fez as sugestões e encomendou os pedidos. Uéki ficou sem jeito mas logo o episódio estava esquecido. Na saída, um dos nossos colegas, certamente investigativo, perguntou ao garçom o porquê das gargalhadas e recebeu a explicação: os japoneses dispõem de diversos patamares em sua língua, falados pelas crianças, pelos jovens, os mais maduros e até os velhos. E o ministro das Minas e Energia, certamente restrito ao primeiro grupo, havia falado, em tradução livre: “Neném qué papá”…

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RESPEITO TAMBÉM É BOM

Ainda sobre polêmico livro, a Comissão de Educação do Senado convidou Fernando Haddad para dar explicações, segunda-feira, mas o ministro não foi, por conta da agenda carregada ou do receio de receber uma saraivada de críticas. Mandou três representantes, altos funcionários, até capazes de informar melhor os senadores das intenções dos editores do “Por uma Vida Melhor”.

Presidia os trabalhos o senador Roberto Requião, que nem deixou os assessores sentarem. Despachou-os na hora, pedindo respeito ao Senado, pois o convidado havia sido o ministro. Outra data está para ser marcada.

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LIÇÕES DE MAQUIAVEL�

Maquiavel, no “Príncipe”, sustentou que um governante, mesmo sem possuir essas qualidades, deve parecer misericordioso, leal, humano, religioso e sincero, mas muito antes dos tempos atuais, usou o verbo flexibilizar, justificando a necessidade de ações no sentido contrário. E completou escrevendo que se o governante tiver que optar entre ser temido sem ser amado, ou amado sem ser temido, cumpre-lhe sacrificar o amor. Prolongar a crueldade equivale ao suicídio, mas importa desprezar as meias medidas: os inimigos, cuja amizade não se puder conquistar, devem ser esmagados.

Certas aparências tem que ser mantidas, mesmo através da dissimulação. Aquele que se contenta com o que está feito, esquecendo o que realmente deveria ser feito, acaba arruinado. Assim, torna-se necessário, a quem pretende manter-se, saber como fazer o mal: de uma só vez, enquanto o bem precisa ser distribuído aos poucos.

Outra das lições do mestre: um sistema de crença no sobrenatural é sustentáculo indispensável para a ordem social. A moral é um código de conduta instituído para os membros de um Estado a fim de manter a ordem, a união e a força da coletividade: o fim justifica os meios; as fraudes, crueldades e crimes cometidos a fim de preservar um país são fraudes, crueldades e crimes honrosos. A virtude não é a humildade, nem a paz, porém a virilidade, a força e a coragem, com energia e inteligência.

Tem gente lendo Maquiavel, antes de voltar ao poder…

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SUGESTÃO PARA OS PARABRISAS

O governo acaba de divulgar: em 2010 morreram nas estradas, em desastres, 38 mil brasileiros. A maior causa estaria na imprudência dos motoristas, nascendo daí uma campanha a ser desenvolvida em breve, para a educação no tráfego.

Com todo o respeito e elogios à iniciativa, mas será a imprudência o fator principal dessa mortandade, nem se contando o número de feridos e marcados para sempre, que ultrapassa os 200 mil anuais?�

O péssimo estado das rodovias também disputa esse campeonato de horror e, se quisermos descer ao fundo do poço, que tal acrescentar o rodoviarismo e o descaso verificado por décadas com os transportes públicos? Um sistema ordenado de ferrovias cortaria pela metade as estatísticas. Não haverá que esquecer a obsessão da indústria automobilística em impor cada vez mais veículos aos cidadãos, através de monumental propagada. Vai uma sugestão para a campanha que vem por ai: que tal fazer com os automóveis o que se impôs aos maços de cigarro, obrigando a que nos párabrisas venha colado um plástico com fotos de horrendos desastres e os dizeres: “Cuidado! Carro Mata!”

Fonte: Tribuna da Imprensa

Retrato do Brasil no ano 2025, na visão dos serviços de inteligência dos EUA

Carlos Newton

O comentarista Mário Assis, sempre presente, envia à Tribuna da Imprensa um precioso texto: a palestra proferida pelo desembargador Pedro Vals Feu Rosa na abertura do XXV Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra no Espírito Santo.

O texto, do qual publicamos um resumo, parece ter sido feito sob medida para os comentaristas deste blog. É uma aula de conhecimento sócio-político-econômico e de amor pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Deveria ser lido pela presidente da República e por todos os políticos, mas eles não têm tempo nem disposição para isso. Então, que fosse lido pelo menos nas universidades. Afinal, sonhar ainda não é proibido.

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O BRASIL NA ENCRUZILHADA DA HISTÓRIA

Desembargador Pedro Vals Feu Rosa

Estamos diante de uma das “encruzilhadas da História”. Das decisões lançadas sobre os ombros de nossa geração, talvez como em poucas vezes ao longo de nossa História, sairá um Brasil moderno e preparado para os desafios do amanhã, ou então um país enfraquecido e dividido.

Fiquei a refletir sobre isso há poucos dias, quando foi lançado um sério estudo sobre como estará o mundo no ano 2025. Trata-se de uma realização do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA. Uma obra notável, bastante detalhista, abordando o impacto, sobre os próximos 15 anos, de variáveis que vão desde o papel das mulheres no Oriente Médio até os eventuais conflitos gerados pela escassez de água potável em alguns países. Uma leitura algo longa, porém fascinante.

Quanto ao Brasil, as análises dos especialistas norte-americanos demoliram algumas ilusões, porém dão margem a profundas esperanças. Comecemos pela parte ruim, que simplesmente destrói a ilusão que temos quanto ao chamado BRIC, como ficaram conhecidas as iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China. Espalhou-se pelo país afora a ilusão de que somos todos “emergentes”, e criou-se a idéia de que o Brasil está a crescer nos mesmos patamares e sob as mesmas condições da Rússia, da Índia e da China.

A este respeito, o documento norte-americano é até irônico. Simula uma carta do Ministro das Relações Exteriores dos EUA, escrita em 2021, na qual lê-se o seguinte: “Uma vez ouvi uma narrativa – cuja verdade desconheço – segundo a qual a Goldman Sachs acrescentou o Brasil ao BRICs como fruto de uma reflexão posterior. Os rumores são de que ela precisava de um quarto país, preferencialmente do Hemisfério Sul, já que todos os outros eram do Norte. Também ajudou o fato de que o Brasil começa com a letra B”.

Ironias à parte, realmente salta aos olhos a desproporção de forças. A Rússia, a Índia e a China são potências nucleares, detentoras de tecnologia militar de altíssimo nível. Rússia, Índia e China trataram de fortalecer seus respectivos parques industriais e tecnológicos nacionais, enquanto que nós fizemos o oposto, vendendo para estrangeiros algumas de nossas melhores empresas. Nominalmente, não produzimos sequer uma calculadora de bolso, pois falta-nos até mesmo uma fábrica de chips – somos meros montadores de aparelhos eletrônicos.

Concluiu-se que o Brasil, após 2020, deverá ser um dos grandes exportadores de petróleo e de produtos agrícolas do planeta, o que robusteceria profundamente sua economia. Basicamente é a continuação da economia extrativista que há 500 anos retira do Brasil riquezas naturais a preço de banana em troca de bens industrializados importados a peso de ouro.

Sobre este aspecto, as gerações contemporâneas, na ansiedade de agradar o capitalismo estrangeiro, engendraram uma segunda “abertura dos portos” – esta última, entretanto, de resultados calamitosos para um país que pretende se desenvolver. Em verdade, o processo de desnacionalização da economia que se promoveu no nosso país, até onde pesquisei, não encontra paralelo no planeta!

Citarei um pequeno exemplo: há coisa de um ou dois anos planejou-se vender uma das maiores empresas privadas da França a um grupo norte-americano – um negócio absolutamente lícito. Mas eis que os Poderes constituídos daquele país, de forma aberta e frontal, anunciaram ser aquela empresa uma jóia do país, que não poderia ser vendida, e que tudo fariam para impedir o avanço das negociações. O resultado: a empresa continua francesa, e agora revitalizada.

Em nosso país o processo histórico contemporâneo foi diferente: venda-se! Entregue-se! Nos últimos anos, incríveis 60% das empresas brasileiras negociadas foram parar nas mãos de estrangeiros. Foi assim que chegamos no insólito país cujos habitantes compram o leite de suas próprias vacas, a água mineral de suas próprias nascentes e a maioria dos produtos de sua própria terra, pagando a empresas estrangeiras aqui instaladas.

Da indústria alimentícia à mineração, da comunicação à siderurgia, dos transportes à energia, o que o Brasil possuía de melhor foi vendido a grupos estrangeiros. Um país não pode se desenvolver verdadeiramente sob tais condições. Em verdade, vejo sustentando nossa aparente pujança o remeter para fora, a preços aviltantes, riquezas as mais preciosas que temos, a maioria delas de natureza não-renovável.

Dizem alguns que o Brasil cresceu nas últimas décadas. Mas quem tem crescido verdadeiramente – o Brasil, exportador cada vez maior de riquezas em sua maioria não-renováveis, ou se empresas aqui instaladas, com alguns poucos e evidentes reflexos positivos no nosso dia-a-dia e nas contas nacionais?

Após consultar a pauta de nossas exportações, constatei que a maior parte dela é de produtos fabricados por empresas estrangeiras aqui instaladas. Em uma frase: sacrificamos nossa agricultura a troco de enriquecermos empresas estrangeiras. Ouso perguntar: isto é crescimento real, sólido e consistente?

O fato é que nossa geração abriu mão de desenvolver um parque industrial próprio, desnacionalizou nossas mais importantes empresas, e está a consumir inebriadamente as maiores riquezas não-renováveis que a natureza nos ofereceu. Parece incrível, mas vergonhosamente empresas estrangeiras já são responsáveis por 70% de nossas exportações de soja, 15% das de laranja, 13% de frango, 6,5% de açúcar e álcool e 30% das de café! Isto já sangra o Brasil em mais de US$ 12 bilhões a cada ano só a título de remessa de lucros.

De toda sorte, uma outra está por vir – aquela prevista pelos estudiosos norte-americanos, que nos colocam a partir de 2020 como grande exportador de petróleo e alimentos. Dado o nosso malogro na “encruzilhada anterior”, já estaremos chegando mal a este novo período de riqueza que se avizinha – será ele, em sua maioria, explorado por empresas transnacionais aqui instaladas. Não por acaso, e cito um pequeno exemplo, há poucos dias negociou-se um campo de petróleo situado próximo ao nosso litoral por robustos US$ 7 bilhões!

Sim, nós já estaremos chegando a este novo período histórico, mas gravemente comprometidos. Mas isto não é tudo. Há, no detalhado e preciso estudo norte-americano, um muito sério alerta à nossa geração: “sem avanços no campo das leis, até mesmo o rápido crescimento econômico será reduzido pela instabilidade que resulta do crime e da corrupção infiltrada”.

Eis aí, sem retoques, o nosso desafio maior. O Brasil perde 32% do que arrecada em impostos com a corrupção, e a com a morosidade do Poder Judiciário deixamos de gerar US$ 100 bilhões a cada ano apenas em função da redução de investimentos das empresas aqui localizadas. Um país nestas condições não pode crescer, e muito menos se recuperar da sangria a que tem sido submetido nas últimas décadas.

Fazer com que as leis deste país funcionem não é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário. Esta há que ser, repito, a meta de toda uma elite de um país durante toda uma geração. Há que se promover uma verdadeira mudança de hábitos, de cultura e de mentalidade.

Estarei exagerando? Não. Olhem em volta. Vão a uma festa qualquer, seja no quintal de um barraco ou nos mais finos salões, e constatem a verdade simples de que ‘quanto mais bandido, mais aplaudido’. Lá nas favelas, aos bandidos são dispensadas todas as atenções e homenagens, em um comportamento que causa horror aos habitantes dos bairros nobres.

Mas ouso perguntar: em que é diferente o ato de cortejar nas finas recepções os corruptos mais notórios, aqueles cuja culpa salta aos olhos até dos cegos. Este tem sido, lamentavelmente, um comportamento normal e socialmente aceitável. Nós – cada um de nós – sabemos seus nomes e o que fazem. Constatem o quanto perdemos em tempo e qualidade de vida por conta deles. Ouçam os gritos dos miseráveis que sofrem abandonados pelas prisões e corredores de hospitais. Escutem, por um instante que seja, o choro das crianças devoradas por ratos em nossas favelas. Vejam – ou melhor, não vejam – os nossos irmãos soterrados pelos deslizamentos, sobre uma terra tão rica como é a do Brasil. E subitamente Pilatos vai nos parecendo mais e mais familiar, diante dos nossos tenebrosos silêncio e passividade.

Apenas se espera de nós, em um momento tão sério, no qual está sendo definido o destino do nosso país, que, inspirados na divisa de Tamandaré, cumpramos com o nosso dever. E não temos muito tempo para isso – em mais uma ou duas décadas também este processo histórico estará encerrado, e o Brasil terá ido rumo a um futuro de desigualdade, conflitos sociais e talvez até cisão, ou para um outro futuro, de ordem e respeito básico às leis que o conduzirá a uma era de estabilidade e progresso duradouros.

Nossa geração, e é forçoso que se diga isso, só tem mais esta tarefa a cumprir – já falhou quanto a quase todas as outras que lhe competiam! Tem o sagrado dever de buscar, através da informação técnica e correta, o esclarecimento do povo brasileiro. Só através dele, do esclarecimento do povo, daremos aos nossos governantes as ferramentas necessárias ao verdadeiro progresso.

Os meios para isso, a universalização das telecomunicações nos proporciona a cada dia com maior intensidade. É hora, assim, de que cada um de nós vá às ruas, criticar o que tem que ser criticado e defender o que tem que ser defendido. Nossos conhecimentos e recursos já não podem ficar restritos, pois sério o momento presente.

Estejamos, pois, à altura das exigências do momento histórico de nosso país e de suas instituições. Este o chamado da Pátria. Este o nosso dever, lembrando o poeta Manuel Bandeira.

“Bichos como o que vi ontem,
Na imundície do pátio,
Catando comida entre os detritos.
Quando encontrava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava.
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
O bicho não era um gato,
O bicho não era um rato.
O bicho, meu Deus,
Era um homem”

Fonte: Tribuna da Imprensa

Palocci, demitido desprezivelmente, reabilitado surpreendentemente, apanhado em flagrante de corrupção, se “defende” com denúncias “dos que fizeram o mesmo que eu”.

Helio Fernandes

Neste país de escândalos permanentes, nenhum tão grande quanto o do ex-ministro da Fazenda elevado à condição de chefe da Casa Civil, o cargo mais importante do governo. Já comparei Palocci com Strauss-Kahn. O francês estuprou a camareira, Palocci estuprou tudo que é mais caro e mais digno na vida pública.

Fica repetido tudo o que eu disse, incluindo agora, a “sua” defesa, atacando outros “que fizeram o mesmo que eu fiz”. Covardemente cita vários nomes, mas não revela o que é mais importante de tudo. Ele é CONSULTOR de quê? Quais são os clientes? Por que não responde o que coloquei, logo que o escândalo foi revelado: por que anos depois de deixar o Ministério da Fazenda é que começou a “consultoria”?

Impressionante “a qualidade e a quantidade” de ações criminosas, que ultrapassam o que ele chama de “consultoria”, mas que na verdade é “lobismo” puro e simples, praticado e confessado. E “lobismo” é crime no Brasil, como foi nos EUA durante dezenas de anos.

Os que praticavam essa irregularidade, defendiam interesses colossais, mas não podiam ser vistos em publico, principalmente em locais isolados, Daí se encontravam onde havia muita gente, principalmente em “lobbies” de hotéis, daí a denominação. Legalizado, os “lobistas” hoje são poderosos e principalmente indispensáveis.

Agora vejamos os que defendem primorosamente e portentosamente o chefe da Casa Civil. Primeiro, a presidente Dona Dilma: “Essa denuncia é absurda, o caso está encerrado”. A presidente chamava como “encerrado”, apenas a conversa com o desprezível ministro que ela conhece como ninguém?

Dona Dilma já devia ter percebido o desgaste a que será submetida, i-n-q-u-e-s-t-i-o-n-a-v-e-l-m-e-n-t-e, com esse caso que está longe de ser encerrado. Se tivesse demitido o ministro, marcaria pontos fortíssimos, hoje e amanhã.

Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel foi o mais duvidoso, reticente, melífluo e resumido, por razão mais do que visível. Homem seriíssimo, foi quem colocou em público a palavra “contaminado”, para definir o que ACONTECIA em Brasília. Não podia se manifestar, a questão chegará ao Supremo, terá que se pronunciar, não podia fazê-lo agora. Foi exemplar e elucidativo, em três palavras: “Merece olhar cuidadoso”.

Sepúlveda Pertence, da Comissão de Ética do Planalto, seriíssimo, jamais acusado de qualquer coisa, obrigado a defender o ministro provavelmente corrupto: “Meu cargo é para avaliar a atuação de membros do governo, depois que assumiram, antes não me interessa”. Bestial, pá.

Apenas um exemplo para interpretar o que aconteceu com Palocci; digamos que Fernandinho Beira-Mar um dia seja libertado, afinal está preso há quanto tempo. E como tem acontecido neste país maravilhoso, seja nomeado para qualquer cargo importante.

Chamado a opinar, o ético, insuspeito e coerente Sepúlveda Pertence, diria com total isenção: “Não me interessa o seu passado, só a partir de agora”. A diferença entre Palocci e Beira-Mar é que o primeiro não foi preso, reabilitado totalmente. E em liberdade não vigiada, sem qualquer rastreador no tornozelo.

O líder do governo na Camara, Candido Vaccarezza, falando sobre o Código Florestal, interrompeu e disse: “Desculpem, por um minuto, tenho que dizer que essa acusação contra o ministro Palocci é toda inventada, caso encerrado”. Todos dizem a mesma coisa, sem imaginação, falam em “caso encerrado”.

No Senado, Romero Jucá, líder eterno e eterno acusado de irregularidades, declarou: “O ministro Palocci é insuspeito, está sendo vítima de PERSEGUIÇÃO POLÍTICA”. Ha!Ha!Ha! Romero Jucá está confundido Palocci com o “caseiro” Francenildo, este sim que perdeu a vida, por causa da perseguição, precisamente praticada por Palocci.

Julgado pelo Supremo, “sensibilizado por pressões vindas “do alto”. Ministros consideravam que o pedido de absolver Palocci era uma concessão absurda. Mas concordaram em “absolvê-lo” por 5 a 4. O próprio ex, atual e futuro ex-ministro se julgou CONDENADO, o que era análise perfeita.

A Folha (que denunciou “o enriquecimento”) e O Globo (que deu cobertura desde o início) não foram profissionais ao tratar da “defesa” de Palocci. O ministro citou 10 nomes “que fizeram o que eu fiz”.

Na Primeira, a Folha dá os nomes apenas de dois dos citados por Palocci, protege os amigos, que só “aparecem” lá dentro. O Globo, também leal aos muitos amigos incomparáveis, na Primeira relata apenas quatro, os outros ficam escondidos. Nenhum dos jornais falou de Meirelles, compreensível.

***

PS – Os próprios jornais estabelecem a visibilidade da Primeira e das outras, na Tabela de Publicidade. Diferença enorme.

PS2 – O caso está longe de ser encerrado. Palocci está periclitante, que palavra. Se não resistir (apesar da oposição ser fraquíssima), Lula já concordou. O substituto tem que ser Gilberto Carvalho: ocupa o segundo cargo do Planalto, será promovido para o primeiro e mais importante.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Capital tem uma média de 76 roubos à mão armada por dia

Erik Salles / Ag. A TARDE
Delegacia especializada em apurar roubos de carros, que teve 9.808 veículos subtraídos em 28 mesesHelga Cirino

>> Confira as Áreas Integradas de Seguraça Pública

Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) obtidos com exclusividade por A TARDE dão conta de que Salvador teve registro de 63.865 crimes contra o patrimônio, entre janeiro de 2009 e abril deste ano. O dado leva em conta a quantidade de roubos a carros, assaltos a transeuntes e invasões de residências, em 28 meses, com uma média diária de 68 ocorrências.

As ocorrências referem-se, exclusivamente, a ataques de bandidos armados (com arma de fogo, faca ou outro instrumento intimidador), de casos chegaram ao conhecimento das delegacias territoriais, podendo haver subnotificação, em função de vítimas que não tenham prestado queixa nas unidades.

A Área Integrada de Segurança Pública que abarca Itapuã, Stella Maris, Piatã, Alto do Coqueirinho, Bairro da Paz e região do aeroporto (Aisp 20) é o setor mapeado pela SSP onde mais ocorreram assaltos. Na região, 7.057 pessoas foram atacadas por criminosos armados, 11% do total no período. A segunda localidade com mais registros de crimes contra o patrimônio de Salvador é a dos Barris, Centro e localidades arredores (Aisp 2): 6.601 casos.

A terceira região na lista dos mais violentos é a da Cidade Baixa (Aisp 4), com 5.711 registros. Um dado que chama a atenção diz respeito à Aisp 8 (Pituba e Itaigara), tida como região de grande incidência de crimes contra o patrimônio, mas que está no 11º posto no ranking (2.709 crimes registrados).


Nordeste - Com 561 casos, Aisp 6 (Nordeste de Amaralina) é a segunda com menos casos de crimes contra o patrimônio. Foram 17 roubos de carros e 537 roubos a transeuntes e apenas sete assaltos a residências. Lá, os moradores enfrentam outro problema.

Na região, que inclui as localidades do Vale das Pedrinhas, Chapada do Rio Vermelho e Santa Cruz, os homicídios continuam sendo uma realidade para os moradores. Entre janeiro e abril deste ano, foram 45 assassinatos na região, oito casos a mais que o registrado no mesmo período do ano passado.

Dicas para circular com segurança

Dirigindo - Vidros sempre fechados. Portas sempre travadas. Se o pneu furar, à noite ou em locais pouco movimentados, dirija até um local seguro. Ao chegar em casa, antes de parar o carro, observe a rua, locais onde pessoas possam se esconder. Se notar a presença de alguém suspeito, não pare

Caminhando - Evite andar em ruas desertas e à noite. Ao identificar alguém em atitude suspeita, observe as mãos e os olhos. Se alguém com atitude suspeita está caminhando em sua direção, mude de calçada. Se ele mudar também, caminhe para um local movimentado. Jamais caminhe falando ao celular

No semáforo - Reduza a velocidade devagar, tente chegar ao cruzamento quando o sinal estiver abrindo. Se tiver que parar, procure manter o carro à direita da rua e com a primeira marcha engatada

No banco 24 horas - À noite, prefira caixas em supermercados, shoppings e postos de gasolina. Nunca aceite ajuda quando estiver em um caixa eletrônico

Se for assaltado - Fique calmo e peça calma ao assaltante. Faça ele se sentir no controle da situação. Não resista e entregue objetos que forem pedidos com movimentos suaves

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A TARDE desta quinta-feira, 19

55 mil armas ilegais estão na mão de civis em Curitiba

Vida e Cidadania

Quinta-feira, 19/05/2011

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo / Registros de armas estão empilhados nas sedes da PF. Sem o documento, dono pode ser preso por porte ilegal Registros de armas estão empilhados nas sedes da PF. Sem o documento, dono pode ser preso por porte ilegal
Segurança

55 mil armas ilegais estão na mão de civis em Curitiba

Milhares de pessoas que registraram suas armas na Polícia Federal após anistia em 2008 não foram buscar documento

Publicado em 19/05/2011 | Diego Ribeiro


Curitiba tem hoje pelo menos 55 mil armas ilegais nas mãos de seus moradores. O número foi divulgado nesta semana pela Polícia Federal (PF) e se refere às pessoas que tiveram a boa intenção de registrar suas armas durante a anistia de 2008 e 2009, mas não voltaram para buscar seus documentos. Todas essas pessoas estão sujeitas à prisão por posse ilegal de arma de fogo.

Na época, 98 mil fizeram seus registros na PF, mas apenas 43 mil retornaram para buscar o documento. Naqueles anos, quem não tinha o registro de posse podia regularizar a situação da arma nas sedes da PF, excepcionalmente. No entanto, agora os documentos estão empilhados, aguardando seus donos. Outro problema é que os registros têm data de validade de três anos e, agora em 2011, podem estar vencendo.

Polêmica

Desarmamento contribuiria com impunidade

Uma polêmica em torno da campanha de desarmamento tem sido colocada em debate neste recomeço da ação. A falta de perícia nas armas entregues pode ser uma oportunidade para que bandidos fiquem impunes. Em teoria, eles poderiam cometer um crime, entregar a arma e ela ser destruída pela própria Polícia Federal, o que acabaria com a prova do delito.

“Quem tem arma envolvida em crime não entrega para polícia. O criminoso pode ganhar mais dinheiro no mercado negro”, afirma o coordenador do Programa de Controle de Armas da ONG Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira. De acordo com ele, uma pesquisa feita no estado norte-americano da Califórnia provou que o número de armas envolvidas em crimes e entregues durante campanhas é quase zero. “Naquela pesquisa havia um registro de 0,01% de armas entregues envolvidas em crimes”, relata.

Rangel também explica outro problema. “Em 2004, na primeira campanha, havia perícia e houve um colapso [no trabalho]”, conta. Ele argumenta que o número de funcionários disponíveis na PF não comporta a demanda para a perícia dessas armas.

Objetivo

Segundo a assessoria do Ministério da Justiça (MJ), as armas não estão sendo periciadas porque a campanha prima pelo anonimato do cidadão e das armas. De acordo com o MJ, o foco da campanha é fazer com que a população entregue as armas.

“A campanha é um caso de excepcionalidade jurídica”, lembra Bandeira. Porém ele faz uma crítica à atual ação. O representante do Viva Rio lembra que hoje as pessoas têm suas armas checadas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), o que gera uma demora grande para conseguir o protocolo de entrega. O problema, de acordo com ele, é que o Sinarm tem um banco de dados incompleto, por estar em fase inicial de operação. Para Bandeira, a pesquisa só dificulta a entrega.

“Todo discurso de quem é contra o desarmamento é que são homens de bem. Há uma necessidade do governo fazer uma campanha publicitária já que o problema está atingindo milhares”, afirma o coordenador do Programa de Controle de Armas de Fogo da organização não governamental Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira.

O ex-secretário Nacional de Segurança Pública, coronel aposentado José Vicente da Silva Filho, também alerta para a falta de informação da população. “O governo gasta uma fortuna com propaganda e parte dela é para esclarecimentos da população. Isso é falta de esclarecimento.”

O coordenador do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) no Paraná, agente Fernando Augusto Vicentine, explica que as pessoas que estiverem sem a documentação estão irregulares. “É obrigatório que eles tenham o registro junto das armas. Eles podem ser presos”, ressalta. O artigo 12 da Lei n.º 10.826/2003 prevê pena de detenção de um a três anos e multa para quem for flagrado por posse ilegal de arma. Se possível, a prisão pode ser revertida a penas alternativas.

Campanha

Desde 6 de maio, quando começou a nova campanha de desarmamento no país, 50 armas de fogo foram entregues à PF em Curitiba. Em Ponta Grossa, o número chega a 12. Conforme Vicentine, a média tem sido boa, mas a PF ainda não tem um levantamento de todo o estado. Na primeira campanha, em 2004, foram entregues 550 mil armas em todo o país. No Paraná, o total chegou a 90 mil armas.

Serviço:

Para quem deseja entregar uma arma em situação irregular à polícia, basta acessar o site www.entreguesuaarma.gov.br para conseguir uma guia que permite que a arma seja levada até a sede da PF sem correr o risco de ser flagrado por posse ilegal. Na página, há o passo a passo para todo o processo. Assim que a arma é entregue, o antigo proprietário é mantido em anonimato e recebe um protocolo autorizando o saque de R$ 100 a R$ 300 no Banco do Brasil.

Fonte: Gazeta do Povo

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Chefão do FMI previu acusação de abuso

Agências

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Khan, previu a possibilidade de ser alvo de uma denúncia de abuso sexual semanas antes de ser preso, no último sábado, acusado de tentar estuprar a camareira de um hotel em Nova York, nos EUA.

Em uma entrevista ao jornal francês "Libération", em 28 de abril, mas publicada na última segunda-feira, Strauss-Khan comentou que imaginava ser possível um cenário em que "uma mulher estuprada em um estacionamento recebesse 500 mil ou 1 milhão de euros para inventar uma história e me acusar".

O motivo da "invenção" seria o favoritismo de Strauss-Khan na corrida presidencial da França. Pesquisas mostram que ele é o preferido, na frente do atual presidente, Nicolas Sarkozy, e uma denúncia como essa poderia acabar com a sua credibilidade.

Sobre uma eventual campanha para disputar a Presidência da França, ele disse que "seria um longo caminho, cheio de "obstáculos", diz a reportagem.

Nas palavras do próprio Strauss-Khan, os temas que mais trariam problemas para ele seriam: "dinheiro, mulheres e o fato de ele ser judeu".

"Sim, eu amo as mulheres, e daí? Há anos falam em fotos de orgias, mas até agora eu não vi nada. Por que eles não mostram?", questionou o francês, que está preso em Nova York.

Fonte: Agora

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