sexta-feira, agosto 22, 2025

O Desafio do Trânsito em Jeremoabo: Uma Questão de Vida ou Morte

Trânsito Desordenado em Jeremoabo Gera Preocupação e Perigo

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA

O trânsito de Jeremoabo tem chamado cada vez mais atenção da população. Nas ruas principais, a cena é marcada por carros em alta velocidade, motos cortando de um lado para o outro e um fluxo desordenado que preocupa motoristas e pedestres.

A falta de respeito às normas de trânsito sem o limite de velocidade e prioridade de pedestres, torna o dia a dia perigoso. Muitos moradores reclamam das ultrapassagens arriscadas e da ausência de fiscalização em pontos estratégicos da cidade por parte de órgão competente.
Um problema crescente tem chamado atenção nas ruas da cidade: mulheres e menores conduzindo motos sem habilitação. A falta de preparo e de conhecimento das regras de trânsito acaba se transformando em risco não só para quem pilota, mas também para pedestres, passageiros e demais motoristas.
Além de ser uma infração grave, essa prática gera transtornos no fluxo das ruas, aumenta a insegurança e pode resultar em acidentes sérios. Pilotar sem habilitação significa colocar vidas em perigo e ignorar a responsabilidade que o trânsito exige.
Esse “trânsito louco” não apenas causa estresse e desconforto, mas também coloca vidas em risco. É urgente que autoridades e motoristas se conscientizem da importância da prudência e do respeito mútuo, para que Jeremoabo tenha ruas mais seguras e organizadas.
O trânsito de Jeremoabo se transformou em um verdadeiro caos. Carros em alta velocidade e usuários de motos se achando que são motociclista, estes, estão longe da realidade. Para exercer a categoria de motociclistas, o usuário terá que ter sã consciência,  não trafegar ou fazer ultrapassagem perigosas muito menos desrespeito total às leis de trânsito que estão virando rotina nas ruas da cidade. A imprudência ameaça diariamente a vida de pedestres, ciclistas e até dos próprios motoristas, mas até agora nenhuma providência.
No trânsito da cidade de Jeremoabo e em qualquer lugar, a regra é simples: na rotatória, o motorista que já está dentro dela tem prioridade, fator ignorado por muitos que se acham motoristas ou motociclistas. Isso significa que quem vai entrar deve reduzir a velocidade, ter atenção e aguardar o momento certo para seguir. Muitos não têm o mínimo de conhecimento. Zero à esquerda.
Em comparação, pode-se dizer que o trânsito de Jeremoabo só perde para o de Salvador, tamanha e desorganização.

Falta de fiscalização, é o resultado de um trânsito louco, perigoso, que já não pode mais ser ignorado pelas autoridades.

Afinal, trânsito é feito de pessoas com consciência, responsabilidade, e cada atitude responsável pode salvar vidas.
JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!

 

Nota da Redação Deste Blog :

O Desafio do Trânsito em Jeremoabo: Uma Questão de Vida ou Morte

O prefeito Tista de Deda enfrenta um problema que assola Jeremoabo há décadas: o caos no trânsito. O que se vê nas ruas da cidade é a lei do mais forte, onde as normas de trânsito são ignoradas e a segurança dos pedestres e motoristas é posta em risco.

O excesso de velocidade de carros e motos em Jeremoabo, a falta de respeito à pouca sinalização e a imprudência têm levado a um aumento preocupante de acidentes, muitos deles fatais. A situação é insustentável e exige uma ação imediata do poder público.

A questão do trânsito não é apenas uma questão de infraestrutura, mas também de educação e fiscalização. A solução para Jeremoabo exige um plano abrangente que inclua mais sinalização, campanhas de conscientização e, principalmente, uma fiscalização rigorosa para que as leis de trânsito sejam respeitadas.

A vida dos cidadãos está em jogo, e o prefeito Tista de Deda tem a responsabilidade de tomar as medidas necessárias para reverter esse cenário e garantir a segurança nas ruas da cidade. Do jeito que está, não pode continuar.


Você acredita que uma combinação de educação, fiscalização e melhoria da sinalização poderia ser a chave para resolver o problema do trânsito em Jeremoabo?

Nada é para sempre

 Por Fábio Frezatti, professor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP

  Publicado: 20/08/2025 às 14:37


O título serve para muitas coisas na vida e algumas são mais verdadeiras e impactantes do que outras. Vou utilizá-lo para uma visão organizacional e entendo que é muito relevante.

Uma história sobre a Segunda Guerra Mundial ficou muito famosa. Uma ilha no Pacífico era muito relevante para os norte-americanos e era preciso “cuidar” dela. Com isso, aviões sobrevoavam a ilha e jogavam alimentos, remédios e outros itens da necessidade dos habitantes. Com o passar do tempo eles se acostumaram com os dias e horários em que isso acontecia e compareciam ao ponto de encontro. Era um acordo tácito para uma atividade intergrupos. Esse evento se repetiu durante algum tempo e a fidelidade de horário era cumprida. Contudo, um dia a guerra acabou, os aviões pararam de aparecer, e os alimentos, remédios e outros agrados cessaram de ser entregues para os habitantes que, sem muitos esforços, eram aquinhoados.

Muitos habitantes perceberam logo que algo tinha mudado e eles deveriam alterar sua rotina e procurar outras alternativas. Outros continuaram comparecendo ao ponto de encontro, demonstrando surpresa, decepção, uma atitude apática, transformada em revolta e sentimento de perda, esperando um outro dia em que o avião voltaria a sobrevoar a ilha. No início mudaram o dia, depois a hora, mas nada de avião. Alguns demoraram mais e outros menos, mas, um dia, aprenderam que o mundo tinha mudado.

Bom, nada é para sempre: organizações, produtos, teorias, pessoas, dentre algumas coisas mais evidentes. A morte é uma alternativa e ela pode ser lenta e dolorosa, mas a perenidade pode ser perseguida desde que a organização se proponha a se reconstruir. A perenidade sempre será desafiada, mas pode ser perseguida com algum sucesso, desde que a capacidade de adaptação seja claramente enfatizada, com isso, proporcionando a perenidade. Num ambiente organizacional, público ou privado, o planejamento é a melhor forma de tratar o tema, entendendo que o plano que decorre do processo… também não é para sempre. Para continuar “vivo” é preciso acompanhar o dinamismo do ambiente. Só podemos enfrentar o dinamismo com o seu próprio veneno, que não deveria ser entendido apenas como algo rápido, com agilidade, mas sim com as várias intensidades e direcionamentos de mudança ao longo do tempo, apoiada grupalmente. Se nada é para sempre, a adaptação da vida depende de ações decididas a partir de um cenário.

É assim que algumas organizações, sejam públicas ou privadas, se comportam. O cenário mudou, e a inércia para entender, repensar e ter “força” para se ajustar depende muito da atenção com que os vários sinais externos se apresentam e são percebidos. O que chamei de “força” é ter o poder aglutinativo de conhecimento e o poder político para mudar, coordenando e orientando pessoas. Afinal, o planejamento consiste em decidir antecipadamente o que se deve fazer, individualmente e coletivamente. Depois de planejar, tem que se zelar para que alguém faça o que foi decidido, e isso requer muita energia, talento, coragem para coordenar e tempo. De maneira bem simplificada, podemos planejar para manter ou mudar as organizações.

O planejamento dentro da vida das organizações, quer sejam públicas ou privadas, é um elemento essencial para a gestão e “qualidade” da sustentabilidade das mesmas, seja a dimensão econômica, ambiental, social e mesmo cultural. De maneira geral, qualquer organização planeja. Pode ser para o curtíssimo prazo, pode ser de uma forma absolutamente não participativa, pode ser apenas para alguns elementos dos seus processos, enfim, é algo que tem uma forma específica para cada organização e seu momento de vida, numa visão ordinal de quanto dedica ao planejamento e nele acredita como forma efetiva de mudança.

Muito frequentemente nas nossas vidas, entendemos que o planejamento se constitui em continuar fazendo o que já fizemos. É o seguir em frente para um horizonte futuro, tocar para a frente o que já foi decidido em algum momento. Significa que uma parte do planejamento pode nem ser rediscutido e vai sendo mantido. Quer dizer que decisões do passado não podem ser mudadas? Com certeza, sim. Num ambiente conturbado e cheio de novidades, essa ação consiste em esquecer um dos elementos mais relevantes para planejar com o que convivemos: estar alinhado com o cenário. Os cenários, presente e futuro, podem ser favoráveis a estratégias definidas e deveriam nos proporcionar questionamentos do tipo: devemos manter nosso direcionamento?

Quanto mais estável for percebido o cenário, mais facilitada a manutenção do planejamento, contribuindo para a eficiência e eficácia das ações. Significa que continuar indo ao “ponto de encontro” quando ele indica algo factível, benéfico e desejado, tudo bem, mas quando não mais significa algo relevante deixa de fazer sentido manter o “ponto de encontro”. Ações de Trump, crescimento democratizado da inteligência artificial, mudança de comportamento das novas gerações, novas demandas da sociedade, conflitos políticos polarizados são ingredientes que nos permitem repensar os cenários e, como consequência, o planejamento a curto, médio e longo prazos. As mudanças ocorrem de forma diferente: algumas são disruptivas e percebidas por todos imediatamente, enquanto outras vão nascendo e crescendo sendo percebidas de maneiras e tempos diferentes. Nem todos percebem que o “avião” não virá mais. Isso tende a ocorrer nas organizações privadas em alguma dimensão, mas, no setor público, lidar com a inércia perante a mudança tem um sentido bem mais desafiador.

As razões para a inércia são várias, desde acomodação até falta de visão mais ampla, medo do risco do imprevisto, falta de visão da liderança etc. O fato é que a lógica da mudança demanda uma enorme “força” para fazer uma instituição se mexer (e, ao se mexer, coordenar e monitorar) para direcionar, trazer respostas e estimular a sequência. Um “avião no céu” é relativamente fácil de ser percebido mas o dia a dia das organizações demanda mecanismos razoavelmente estruturados.

Esse reclamo de descolamento entre o que se deveria fazer e o que se continua fazendo é antigo, e algumas soluções têm sido propostas para o curto, médio e longo prazos. A lógica do “base zero” me parece sempre ser razoável e efetiva. Ela se baseia em algumas perguntas de enorme poder: Qual seria a missão se a organização estivesse nascendo agora? O que seria necessário para suas atividades se a organização estivesse nascendo agora? Precisaríamos de espaços, profissionais de que tipos, tecnologias, parcerias, recursos financeiros? As perguntas permitem aflorar enorme contribuição pois contribuem para um olhar para o futuro tendo o passado como ponto de partida e não como uma âncora de retenção. O “ponto de encontro” continua existindo apenas como ponto de partida.

O mérito dessa abordagem é que, depois do exercício, sabemos o que queremos e do que precisamos, grupalmente. O plano consiste em fazer as movimentações, as alterações percebidas como necessárias para se chegar à organização que estaria nascendo hoje. O benefício de poder esquecer lógicas que existiram, mas que não mais afetam a organização é muito poderoso. As vantagens dessa abordagem, que deve ser estratégica e olhar para o horizonte de longo prazo, são: 1) liberdade para pensar, questionar e propor ideias que, de outra forma, não apareceriam na mesa de quem pode decidir; 2) sendo de alguma forma e nível participativa, traz oportunidade de ter consensos de longo prazo para a organização, o que fortalece o momento de execução; 3) cria-se um momento de diálogo, e coisas pouco plausíveis de serem implementadas recebem explicações, aumentando a transparência e credibilidade dos gestores; e 4) as pessoas percebem que ocorreram algumas mudanças e por que outras não ocorreram.

Os desafios dessa abordagem são: 1) a dificuldade inerente de estimular as pessoas a pensar fora do trivial. Todos precisamos de referências e, nesse caso, a liberdade pode incomodar muito por não serem referências estabelecidas no passado, exclusivamente; 2) a dificuldade de não implementar algo que foi discutido e fortemente apoiado, mas não implementado, por alguma razão; 3) algumas dessas não implementações decorrem do fato de que elas demandam tempo, e muitas vezes o longo prazo incomoda pela sua relação com a incerteza e falta de confiança; e 4) mudanças proporcionam ganhos e perdas para as pessoas, quaisquer que sejam os movimentos.

O planejamento antecede o controle, ou seja, só controlamos o que planejamos, entendendo realmente o que significa controlar. O passo seguinte ao planejamento é a execução que ocorre concomitantemente ao controle. Temos momentos em que fazemos o controle das coisas, seja visual, contábil-financeiro ou para algo com impacto não monetário e mesmo não tangível. Nesse momento, esse controle, que deve realimentar o planejamento, proporcionando duas dimensões/usos igualmente importantes: a dimensão diagnóstica e a dimensão interativa. A dimensão diagnóstica permite comparar previsto x realizado, principalmente no que se refere aos elementos quantitativos e a dimensão interativa, que permeia a organização tratando de repensar o futuro a partir do constatado no presente, incluindo ou excluindo ações no sentido estratégico e mais de longo prazo. O interativo realimenta o processo, e a lógica do “base zero” é ainda mais valorizada.

Nas organizações privadas, esse processo pode ser utilizado de maneira relativamente simples e útil: alguém entende, discute, implementa e monitora. Nas entidades públicas, muito embora os desafios sejam muito maiores, com aspectos institucionais enraizados, legislação muitas vezes complexas, comunidade que pressiona para aumento de escopo, escassez de recursos, sejam eles financeiros ou de outra ordem, o exercício “base zero”, de per si, é ainda valioso pois permite enxergar possibilidades e, eventualmente, implementá-las ao longo do tempo. A partir dele, a manutenção da oxigenação do direcionamento futuro pode ser disponibilizada com a cultura de planejamento.

Bom, na nossa grande ilha chamada Terra, ou no nosso escritório de trabalho, existe uma possibilidade de perguntar: o que faremos agora que o avião não vai voltar mais? Se não poderemos voar, talvez tenhamos que aprender a nadar. Se não conseguirmos, vamos realmente constatar que… nada é para sempre.

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(As opiniões expressas pelos articulistas do Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)


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https://jornal.usp.br/articulistas/fabio-frezatti/nada-e-para-sempre/

A morte econômica: o que acontece com quem entra na lista da Lei Magnitsky

https://ibi.ong.br/noticia/194811/a-morte-economica-o-que-acontece-com-quem-entra-na-lista-da-lei-magnitsky 

Deputado Lindbergh Farias: pronunciamento na Comissão de Assuntos Internacionais

                                      Deputado Lindbergh Farias Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 



https://midias.jb.com.br/_midias/mp4/2025/08/21/pronunciamento_de_lindberg-1077292.mp4

Trump já ganhou US$ meio bi na Casa Branca

 Publicado em 21/08/2025 às 16:18

Alterado em 21/08/2025 às 16:18


                           Não tivesse sido eleito, Trump estaria em maus lençóis com a Suprema Corte Foto: Ansa/Epa



Tribunal dividido elimina multa de meio bilhão de dólares de Trump em caso de fraude. Os juízes de apelação de Nova Iorque disseram que o julgamento do presidente Trump foi excessivo, mas concordaram em manter o caso para que o recurso pudesse continuar.

Se não tivesse sido eleito presidente dos Estados Unidos pelo partido Republicano, em novembro de 2024, Donald Trump, em vez de ameaçar o mundo com tarifaços, certamente estaria em apuros em julgamentos de questões criminais e escândalos sexuais (o caso Epstein ainda o assombra), não se livraria tão fácil da multa de US$ 500 milhões por fraude civil em negócios imobiliários. A decisão de painel de cinco juízes é um impulso legal significativo para Trump, libertando-o, por ora, de uma penalidade maciça que lhe causou dores de cabeça financeiras no ano passado.

A divisão dos juízes abre caminho a recursos. À parte as questões legais, o julgamento ganhou alta relevância na campanha porque as acusações partiram da procuradora-geral de Nova York, Letitia James (uma democrata eleita para o cargo), e foram formuladas contra o então ex-presidente republicano.

Eleito, antes mesmo da posse, em 20 de janeiro de 2025, muitas das ações foram suspensas, porque as leis americanas não permitem processo contra um presidente no cargo (no Brasil, também, salvo o julgamento político, que é o “impeachment”; aqui os eleitos passam a gozar de foro especial e só podem ser processados depois de deixarem o mandato.

No cargo, poderoso, Trump, após remover altos funcionários arbitrariamente, e ameaçar as principais universidades de direito e escritórios de advocacia que litigaram contra ele no passado, deixou a Justiça acuada.

Argentina segue em crise
O fato de que muitas famílias argentinas – de classe média alta – invadiram o Brasil nas férias de julho que se estendem a agosto dá uma falsa impressão de que a economia portenha está reagindo. Na realidade, a imensa maioria dos argentinos continua em péssima situação, com muito desemprego e fome.

Mas nada mais realista que comparar o desempenho do real e do peso argentino em relação ao dólar. Javier Milei tomou posse na Casa Rosada em 10 de dezembro de 2023, prometendo dolarizar a economia e extinguir o Banco Central. Ajustou o câmbio que se comportou bem nos primeiros quatro meses, após o duro choque que afetou os mais pobres.

Agora, enquanto o real – sob as especulações do impacto da Lei Magnitsky, sobe 0,09%, cotado a R$ 5,4785 às 14:40 (horário do Brasil), acumulando valorização de 1,34% em uma semana e de 1,84% em 12 meses, mesmo tendo escapado do tarifaço de Trump (que taxa as exportações do Brasil em até 50%). o peso cai 0,94% nesta quinta-feira frente ao dólar, perde 4,39% em uma semana e acumula desvalorização de 28% em 12 meses.

Ou seja, continua ladeira abaixo.

Os bancos ainda lucram muito
Em pânico com as possíveis retaliações à parte de linhas de crédito oriundas dos Estados Unidos (na crise financeira mundial de 2008, quando o fluxo internacional parou, o Unibanco ficou sem “funding” e teve de se fundir ao Itaú (agora, os mais sensíveis são o Banco do Brasil, onde Alexandre de Moraes recebe pelo Supremo Tribunal Federal, como os demais funcionários públicos, e o BTG-Pactual, com forte interação com o mercado financeiro de Nova Iorque).

Para evitar transtornos a Moraes, como suspensão de cartões de crédito de bandeira americana (Visa, Mastercard e American Express, por exemplo), o BB ofereceu à família Moraes os cartões Elo (parceria do Bradesco com o BB). Mas os bancos que sofreram com as exigência de provisões da Resolução 4.966 do Banco Central não estão nada confortáveis, apesar dos altos lucros semestrais.

O campeão continua sendo o Itaú Unibanco (R$ 21,7 bilhões). Mas o 2º lugar, surpreendentemente, ficou com o BNDES, que opera no atacado ou repassa linhas de crédito a bancos e cooperativas e ganhou R$ 13,3 bilhões no período.

Superou os R$ 11,971 bilhões do Bradesco e os R$ 11,2 bilhões do BB, que rateou para apenas R$ 3,03 bilhões no 2º trimestre. O Santander (R$ 7,520 bilhões) ganhou por cabeça do BTG-Pactual (um banco de investimento e de gestão de fortunas), com R$ 7,484 bilhões. A CEF acumulou R$ 4,5 bilhões.

https://www.jb.com.br/colunistas/o-outro-lado-da-moeda/2025/08/1056633-trump-ja-ganhou-uss-meio-bi-na-casa-branca.html

Conselho Federal de Medicina defende exame obrigatório para exercer profissão, como na OAB

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Entidade quer prova para atestar conhecimento de recém-formados21 de agosto de 2025 | 20:15

Conselho Federal de Medicina defende exame obrigatório para exercer profissão, como na OAB

brasil

O CFM (Conselho Federal de Medicina) apoia a criação de um exame obrigatório, nos moldes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), para o exercício da profissão de médico no Brasil.

Segundo a entidade, a medida é uma resposta necessária ao “crescimento descontrolado” do número de faculdades de medicina nas últimas décadas, “sem a infraestrutura necessária para formação adequada”.

Um projeto de lei para criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina está em tramitação no Senado desde 2024. Ele é de autoria do senador Marcos Pontes (PL-SP). Nesta quarta-feira (20), a Comissão de Assuntos Sociais da Casa aprovou a realização de uma audiência pública para discutir a pauta.

“A medicina não comporta improvisos. Assim como ocorre em outras áreas de alta responsabilidade social, como a advocacia, o exame de proficiência é instrumento indispensável para preservar a qualidade da assistência médica e resguardar a segurança da população”, diz o presidente do CFM, José Hiran Gallo.

A prova de qualificação verificaria individualmente se cada médico recém-formado possui as competências mínimas necessárias para atuar e, assim, receber o registro profissional de cada CRM (Conselho Regional de Medicina).

O Brasil saltou de cerca de 100 cursos de medicina no início do século para mais de 400 atualmente. “Muitas escolas foram instaladas sem a mínima infraestrutura adequada, sequer com hospitais capazes de receber estudantes em regime de internato”, segundo Alcindo Cerci, coordenador da comissão de ensino médico do CFM.

“O resultado é uma massa de jovens profissionais inseguros, pressionados a atuar em condições precárias e sem a devida formação prática. A formação médica no Brasil não é um tema que se resolve com slogans ou promessas de mercado. Trata-se de um compromisso social que envolve diretamente a segurança da população”, diz ele.

Um dos problemas identificados pelo conselho é o descompasso entre o número de formandos e as vagas disponíveis para residência médica. “Anualmente, milhares de novos médicos concluem a graduação, recebem seus registros, começam a atuar nos sistemas de saúde e não tem acesso à especialização, fundamental para o exercício seguro da profissão”, afirma Antonio Henriques, conselheiro federal suplente.

Essa situação, afirma ele, força médicos recém-formados a atuar em áreas para as quais não possuem preparação adequada, comprometendo não apenas sua segurança profissional, mas principalmente a qualidade do atendimento oferecido aos pacientes.

Para o CFM, o Exame Nacional de Proficiência em Medicina representaria uma barreira de proteção essencial para a sociedade. “Ao lado de instituições sérias, proliferam cursos cuja finalidade central parece ser mais o retorno financeiro do que a entrega de bons médicos à sociedade”, comenta Alcindo Cerci.

Países como Estados Unidos, Canadá e diversos da Europa já adotam exames nacionais como requisito para o exercício da medicina.

MEC vai avaliar cursos

O MEC (Ministério da Educação) anunciou na última terça-feira (19) que vai aplicar penalidades, como a suspensão da entrada de novos estudantes, a cursos de graduação de medicina mal avaliados no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica).

Criado em abril pelo governo federal, a prova será obrigatória já neste ano para o estudante que estiver concluindo o curso de medicina. Ela será aplicada em 19 de outubro.

O exame pretende avaliar a qualidade do ensino dos cursos de medicina do país e também ajudar na seleção de alunos para residências. Além disso, o Enamed será aplicado a partir de 2026 aos alunos do quarto ano. O resultado valerá 20% da nota do Enare (Exame Nacional de Residência).

O ministro Camilo Santana disse que as universidades que registrarem conceito 1 ou 2 no exame, em uma escala até 5, vão passar por uma “supervisão estratégica” a partir de 2026.

O governo afirma que irá impedir a ampliação das vagas, suspender novos contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e suspender a participação no Prouni (Programa Universidade para Todos). O curso com conceito 2 terá redução de vagas para ingresso, enquanto aquele que apresentar conceito 1 não poderá receber novos estudantes, ainda segundo o MEC.

Bruno Lucca/Folhapress

Zé Trovão ameaça Moraes em discurso na Câmara: ‘Vamos acabar com sua vida’, mas recua

 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC)21 de agosto de 2025 | 20:30

Zé Trovão ameaça Moraes em discurso na Câmara: ‘Vamos acabar com sua vida’, mas recua

brasil

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 20.

O parlamentar bolsonarista discursou em defesa do pastor Silas Malafaia, alvo de mandado de busca e apreensão, e afirmou que a oposição “acabaria com a vida” do magistrado.

Na tribuna da Casa, Zé Trovão afirmou querer repudiar a “perseguição” a Malafaia. “Que dia para se dizer mais uma vez ao Supremo Tribunal Federal: continuem perseguindo as pessoas. Estão no caminho certo para que, daqui a pouco tempo, este País seja uma desgraça definitiva. Alexandre de Moraes, presta atenção, o seu dia, o seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida”, disse.

Cinco minutos depois, ele retornou para retificar suas palavras, que disse “não serem verdade de maneira nenhuma”. “Quero fazer uma correção na minha fala quando citei o Moraes. Eu disse ‘destruir a sua vida’ e isso não é verdade de maneira nenhuma. Nós não estamos aqui para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado. Então, eu quero retirar a minha palavra. Nós iremos acabar com a injustiça que ele comete”, disse.

Em nota, o gabinete do deputado afirmou não ter se tratado de uma ameaça. “O deputado utilizou a expressão: ‘vamos acabar com sua vida’. No entanto, tal frase não teve qualquer intenção de ameaça ou incitação à violência. Trata-se de uma expressão de cunho coloquial, conotativa, utilizada no calor do debate político e não deve ser interpretada como ameaça de morte ou qualquer tipo de incentivo a atos ilícitos”, afirmou o comunicado.

“O deputado retratou-se imediatamente, informando que suas palavras não devem ser compreendidas de forma literal e que repudia qualquer forma de violência, reafirmando seu compromisso com o debate democrático e com as instituições da República.”

Nesta quinta-feira, 21, o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou na Corregedoria da Câmara uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Zé Trovão. O documento diz que, “extrapolando seriamente suas prerrogativas parlamentares”, ele cometeu o crime previsto no artigo 147 do Código Penal (ameaça).

“Ele (Zé Trovão) já responde a um processo remetido pela própria Mesa Diretora da Câmara pelo episódio do sequestro do Plenário, há duas semanas. A nova denúncia demonstra o comportamento frequente do deputado e a sua insistência em ferir as normas e o decoro”, escreveu Rogério em seu perfil do X (antigo Twitter).

Silas Malafaia teve passaporte e celular apreendidos

O pastor Silas Malafaia teve o passaporte e o celular apreendidos na noite de quarta-feira no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O líder religioso foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) na investigação em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados por suspeita de coação no curso do processo da tentativa de golpe.

Segundo a PF, os três agiram em conjunto para interferir no andamento do julgamento de Bolsonaro no STF, por tentativa de golpe de Estado, e articular a serviço de interesses estrangeiros.

Malafaia entrou na mira da polícia após os policiais encontrarem diálogos no celular de Jair Bolsonaro em que o pastor o orienta a incentivar manifestações de rua e disparar mensagens por WhatsApp. Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais em razão das medidas cautelares impostas pelo STF. Por descumprimento, ele teve a prisão domiciliar decretada no início do mês.

Nas conversas, Malafaia o aconselha a pressionar os atores políticos e o Judiciário a favor de uma anistia. Para a PF, essas orientações demonstram uma intenção de “coagir” autoridades brasileiras.

“Vale ressaltar que nas orientações repassadas ao ex-presidente, Silas Malafaia evidencia que a real intenção dos atos praticados pelos investigados é coagir as autoridades brasileiras (ministros do STF e parlamentares) para obter uma anistia e impunidade nas ações penais em curso, sendo tais medidas a única saída para reverter as sanções impostas pelos Estados Unidos”, diz o relatório da Polícia Federal.

Raisa Toledo/Estadão

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