quinta-feira, agosto 21, 2025

Fernando Montalvão Neto: Brilho Acadêmico e o Orgulho de Paulo Afonso

 


Fernando Montalvão Neto: Brilho Acadêmico e o Orgulho de Paulo Afonso

Compromisso, inteligência, responsabilidade e determinação. São essas qualidades que impulsionaram o estudante Fernando Montalvão Neto a buscar seu futuro na educação, deslocando-se de Paulo Afonso. E o esforço foi reconhecido: a Randall University concedeu a ele uma bolsa adicional por seu excelente desempenho acadêmico.

A Escola de Negócios da universidade, em uma carta do Departamento de Negócios, deixou claro que a bolsa de US$ 1.000,00 por semestre é uma recompensa por seu trabalho duro e dedicação, um reconhecimento que vai além da média e exemplifica liderança, comunidade e sucesso.

A conquista é um motivo de grande orgulho para Paulo Afonso e para toda a família do jovem, especialmente para o advogado Fernando Montalvão, que está radiante. O feito de Fernando é a prova de que talento, esforço e dedicação são os pilares para o sucesso, e que a inteligência, marca registrada dos Montalvão, continua a brilhar na nova geração.


Você acredita que o reconhecimento acadêmico e a concessão de bolsas de estudo são importantes para incentivar a dedicação e o sucesso dos jovens?

EUA cassaram vistos de Lewandowski e Pacheco, diz Paulo Figueiredo


Lewandowski e Rodrigo Pacheco tiveram os vistos cancelados pelo governo Trump, diz Paulo Figueiredo - PrimeiroJornal

Lewandowski e Pacheco, mas dois punidos por Trump

Mariana Sanches
do UOL

O comentarista político Paulo Figueiredo disse à coluna na tarde de hoje que o Departamento de Estado cassou, por determinação da Casa Branca, os vistos do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A assessoria do ministro Ricardo Lewandowski disse que ele não recebeu nenhuma notificação do governo norte-americano. Procurado, o senador Rodrigo Pacheco não respondeu. O espaço segue aberto.

SEMPRE NAS LISTAS – Os dois já figuravam em listas elaboradas por Figueiredo e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que lideram a investida bolsonarista em Washington. Ex-ministro do STF, Lewandowski votou contra Bolsonaro em diversos julgamentos antes de assumir um cargo no governo Lula. Quando comandou o Congresso, Pacheco foi criticado por bolsonaristas por não aceitar abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo.

Por questão de privacidade de dados dos detentores dos vistos, os EUA não costumam divulgar os nomes de quem teve o visto cassado. A exceção recente foi o ministro Alexandre de Moraes, cuja punição foi tornado pública pelo Departamento de Estado. Seus colegas da corte, no entanto, não tiveram os nomes citados pelo Departamento de Estado.   

A decisão é mais uma etapa na ofensiva liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do comentarista político Paulo Figueiredo junto à equipe do presidente Donald Trump. A primeira investida veio com o anúncio do tarifaço de 50% a produtos brasileiros e de uma investigação comercial sobre supostas “práticas injustas” do país.

OUTROS PUNIDOS – Em 18 de julho, os Estados Unidos revogaram os vistos de oito ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). As sanções foram contra todos os ministros do STF —menos André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux— e também contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Menos de duas semanas depois, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de sanção pela lei Magnitsky. A pressão sobre os magistrados continua sendo o foco de Eduardo. Uma das possibilidades defendidas por ele é atingir familiares dos ministros por meio de sanções —até mesmo os bens dos ministros já foram mapeados, como antecipou a colunista em março.

Já no dia de 13 de agosto, o país cancelou o visto de dois envolvidos com a criação do programa Mais Médicos. Os alvos foram Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e ex-diretor da Opas. Na ocasião, o Departamento de Estados dos EUA afirmou que revogaria os vistos de “várias autoridades brasileiras”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O deputado busca o fim do processo contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A repórter Mariana Sanchez diz que, enquanto o principal objetivo do deputado federal não for alcançado, ele segue defendendo outras medidas junto à equipe de Trump. (C.N.)

Lei Magnitsky pode ter efeito de uma bomba nuclear no sistema financeiro


Podcast Poder Entrevista com Carlos Kawall, ex-secretário do TesouroJoão Sorima Neto
O Globo

Mais do que multas, as consequências para os bancos brasileiros que não aplicarem as sanções da lei Magnitsky podem ter o “efeito de uma bomba atômica”. As instituições brasileiras podem perder acesso a recursos no exterior, utilizados para financiar empresas nacionais a exportar, diz o economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro, atualmente sócio-proprietário da Oriz Partners, gestora financeira independente. Ele diz que o governo brasileiro não tem nada a ganhar com um embate entre as Justiças brasileira e americana sobre a aplicação da lei.

Por que as ações de bancos despencaram na B3 levando a uma perda de valor de mercado de R$ 41 bilhões das instituições financeiras de capital aberto?
Quando você tem um movimento de mercado como esse, não tem nenhuma diferença do ponto de vista da ótica do investidor estrangeiro ou local. Os dois são afetados igualmente. Claro, pode ter mais investidores estrangeiros em bancos privados, menos investidores estrangeiros em um banco público. Aí é uma questão das posições que são feitas. Mas não acho que teve nenhum recorte desse tipo. Acho que é um efeito dos temores com relação à aplicação da lei Magnitsky.

Qual é o temor? Que bancos brasileiros que não aplicarem as sanções previstas pela lei sejam multados?
Acho que o ponto principal, é que existe um desconhecimento muito grande de quais são as consequências dessa lei. A gente vê comentários, por exemplo, se isso se restringe à pessoa atingida pela lei, no caso o ministro Alexandre de Moraes, ter ou não ter conta no banco. Para uma grande instituição financeira, ter ou não ter a conta de uma única pessoa sancionada pela lei não faz a menor diferença. E se esse fosse o impacto, a sanção nem teria razão de ser. Não teria efeitos práticos.

Então qual é o ponto central do nervosismo do mercado?
A lei americana, ou de qualquer outro país, não pode mandar bloquear a conta aqui, por exemplo. Mas qual é o poder dela? A lei proíbe as instituições financeiras sob a jurisdição da lei americana de ter relacionamento com bancos que tenham a conta da pessoa sancionada. É esse o efeito poderoso que a lei tem.

O que isso representa?
Por que os bancos brasileiros e de outros países têm negócios nos Estados Unidos e na Europa e em outros lugares? Eles não vão lá atender pessoas físicas. Eles buscam, sobretudo, os recursos em dólar. Vão captar para financiar operações de comércio exterior. Vamos dizer assim, esse é o principal objetivo. Eles podem até fazer outros tipos de operações, mas o comércio exterior é o básico: buscar financiamento em dólares já que nesses países os bancos brasileiros não têm rede de captação de depósitos. Eles captam junto aos outros bancos que têm esses depósitos em excesso, no mercado interbancário. Pode ser por um mês, seis meses, um ano, dois anos, às vezes até cinco anos. Então, há uma dependência dos grandes bancos americanos e a partir daí você faz os financiamentos de comércio exterior porque é o banco daqui que conhece as empresas brasileiras.

Então, o efeito da lei seca essa fonte de recursos?
Se você tem um banco brasileiro que está lá e tem uma pessoa sancionada, isso vai forçar os bancos de lá a dizer não posso te financiar. Esse é o grande efeito. Até pode envolver multas, mas não é o ponto principal, e sim a inviabilização que isso pode gerar das atividades dos bancos brasileiros no exterior. E isso pode envolver até dois bancos brasileiros. Se o banco brasileiro A tem uma pessoa sancionada e se relacionar com o banco brasileiro B, esse também estaria “contaminado pela sanção” e passaria, portanto, também a ficar sujeito à aplicação da Lei Magnitsky. Por isso é importante entender o alcance indireto que a lei tem.

Na prática, a lei tem um alcance muito grande. É isso?
Ela é um instrumento muito poderoso porque atinge o financiamento dos bancos, o acesso à liquidez, que é o coração do sistema bancário. Você não tem como se manter se te fecham a torneira do acesso à liquidez. Então, o efeito dessa medida é quase como uma bomba atômica sobre o sistema bancário. Você tem um efeito que é desproporcional. No Brasil, você tem uma pessoa importante sancionada, que é um ministro do STF, uma situação extremamente delicada, mas com um efeito colateral do descumprimento que é desproporcional.

Um eventual embate entre a Justiça brasileira e americana pelo cumprimento da lei piora a situação?
Esse é um assunto que envolve sigilo bancário. Então o que está acontecendo do ponto de vista das decisões que os bancos estão tomando é um assunto sob sigilo. Eu diria que o potencial adverso que pode advir da Lei Magnitsky e de um eventual embate jurisdicional entre o judiciário brasileiro e americano tem um potencial muito grave. Há muitos clientes preocupados. Há um embate que envolve as tarifas, que tem impacto econômico relevante, vai provocar desemprego, mas é uma guerra convencional, só para usar uma imagem. E não ocorre só entre EUA e o Brasil. Já o episódio da Lei Magnitsky, se ele escalar, tem um efeito sistêmico no setor financeiro e aí as consequências podem ser as de uma guerra nuclear. Se a gente projetar ao longo do tempo, ele pode ser muito mais nocivo do ponto de vista da economia, e eu não estou querendo minimizar ao lado das tarifas. Estamos falando de dois problemas. Acho que isso não está sendo bem compreendido.

Um exemplo disso são as declarações do ministro Flávio Dino?
Me preocupou muito, e aí por isso, toda a reação do mercado. Eu acho que é esse o ponto que inquieta, até onde isso pode chegar. E pode chegar em uma coisa extremamente grave. Isso afetou as ações dos bancos, mas o que está por trás disso não é só a lucratividade. São as implicações que isso pode ter, do ponto de vista da atividade dos bancos brasileiros, no exterior, no financiamento do comércio exterior, no apoio que eles dão às empresas brasileiras. Certamente lá dentro do Banco Central, eles entendem muito bem as consequências que isso vai ter. Essa briga não interessa ao governo porque ele não vai ganhar nada com isso. Só tem a perder.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa importantíssima matéria revela a insensatez e a irresponsabilidade que movem Moraes, Dino, Barroso e os outros ministros punidos. Nenhum deles teve o cuidado de simplesmente estudar a Lei Magnitsky e seus terríveis efeitos. Levaram até o assunto na brincadeira. Se Barroso for sancionado, perde o apartamento de R$ 27 milhões e o escritório luxuoso que montou na Flórida. E agora, José?, diria Carlos Drummond de Andrade. (C.N.)


Emancipação de Jeremoabo: A Deputada Ludimila Fiscina e o Respeito à História

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Nota da Redação deste Blog - 

Emancipação de Jeremoabo: A Deputada Kudimila Fiscina e o Respeito à História

Em minhas constantes pesquisas, encontrei um documento que reforça o que já vínhamos afirmando sobre a data oficial da emancipação de Jeremoabo. A Moção de autoria da deputada Ludimila Fiscina vem como um lembrete importante para um grupo de supostos historiadores locais que, a despeito dos fatos e dados oficiais, querem reescrever a história do município a seu próprio modo.

A Moção da deputada corrobora a verdade histórica. Em um trecho, o documento é claro e direto:

"Assim, através da Lei Estadual nº 1.775, de 06 de julho de 1915, a Vila de Geremoabo foi elevada a categoria de Cidade, quando em 1943, por meio do Decreto-lei nº 141, de 31 de dezembro de 1943, a Cidade de Geremoabo teve sua grafia alterada para Jeremoabo, que ao longo de sua história teve partes do seu território desmembrado para a criação dos Municípios de Glória, em 1886, Santa Brígida, em 1962, Coronel João Sá, em 1962, Pedro Alexandre, em 1962, e Sítio do Quinto, em 1989."

Essa afirmação da deputada, baseada em dados oficiais, é um contraponto à tentativa de um grupo de desvirtuar a história de Jeremoabo. Mudar a data da emancipação sem base sólida em documentos oficiais é, na verdade, uma afronta à memória e à identidade do município.

A história é a bússola de uma sociedade. Tentativas de reescrevê-la por capricho ou conveniência são uma forma de violência contra a própria comunidade.


Você acredita que a defesa da história e da memória de um município por meio de documentos oficiais é fundamental para a preservação de sua identidade? 

VIAJANDO PELO TEMPO: INTERESSES POLÍTICOS DO MUNICÍPIO DE JEREMOABO NOS ANOS NOVECENTOS

Tesouro dos EUA estuda punir bancos americanos que tenham contas de Moraes


Eduardo Bolsonaro comemora novas sanções em foto com Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro na Casa Branca

Mariana Sanches
do UOL

No dia em que deveria ter uma reunião para negociar tarifas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ouviu reclamações de que “os bancos brasileiros não estão cumprindo as sanções da lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes como deveriam”.

Foi o que relatou à coluna o comentarista político Paulo Figueiredo, recebido junto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro no gabinete de Bessent na tarde do dia 13, em Washington D.C.

Haddad atribuiu o recuo da autoridade americana à atuação contrária de Eduardo e Figueiredo e afirmou que a equipe de Bessent sinalizou que não seria conveniente tentar remarcar. De acordo com Figueiredo, porém, não houve por parte dele ou de Eduardo um pedido de cancelamento de agenda.

TROCOU MENSAGENS – O comentarista político, no entanto, reconhece que trocou mensagens com a equipe de Bessent nas quais mostrou declarações recentes do presidente Lula dizendo que não admitiria negociar a situação jurídica de Bolsonaro com os EUA.

“Se o presidente Trump deixou claro que as tarifas são políticas, por que Bessent conversaria sobre questões comerciais com o Haddad? Foi só isso que a gente falou”, diz Figueiredo.

Desde o dia 6 de agosto, produtos brasileiros estão sujeitos a 50% de sobretaxa por determinação da Casa Branca. Trump justificou a medida citando suposta “perseguição política” contra o ex-presidente brasileiro e tem condicionado a negociação comercial à interrupção do processo judicial contra Bolsonaro.

MAIS PUNIÇÕES – Na semana passada, Figueiredo e Eduardo estiveram em Washington para fazer um balanço sobre como as medidas de Trump têm sido recebidas no Brasil e pedir nova rodada de punições.

“Ele (Bessent) sabia que estávamos na cidade e pediu para passarmos por lá”, afirmou Figueiredo à coluna.

Segundo ele, a reunião foi breve já que Bessent estava resfriado, mas ainda assim se mostrou disposto a ouvir de ambos como o sistema financeiro brasileiro estava reagindo às sanções financeiras impostas pelo Tesouro dos EUA ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Moraes é o relator do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que será julgado no próximo dia 2 de setembro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes, que ele nega.

LEI MAGNITSKY – No último dia 30, Moraes foi oficialmente punido com sanções da Lei Global Magnitsky, algo que Figueiredo e Eduardo pediam há meses ao governo Trump.

No encontro com o titular do Tesouro, Figueiredo e Eduardo teriam ainda se queixado da demora da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês) em incluir a mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, em sanções secundárias da Magnitsky, já que ela é apontada por bolsonaristas como “operadora financeira de Moraes”.

A OFAC, um braço do Tesouro, já tinha apresentado alguma resistência contra a aplicação da sanção de Moraes em maio, superada pela ordem de Trump.

PUNIR ESTRANGEIROS – A Lei Global Magnitsky tem sido usada pelos EUA desde 2016 para punir estrangeiros considerados responsáveis por “graves violações de direitos humanos ou atos de corrupção”. A regra prevê que o atingido sofra restrição de acesso ao território americano, congelamento de bens e ativos nos EUA e proibição de transações em dólar com instituições bancárias e financeiras norte-americanas.

A expectativa de Figueiredo e Eduardo, que há meses trabalham por punições contra o Brasil para tentar forçar a concessão de anistia a Bolsonaro, é que as instituições financeiras encerrem não apenas as contas internacionais ou investimentos em dólar de Moraes, mas também contas domésticas, em moeda brasileira.

Bancos brasileiros como Itaú e Banco do Brasil têm operações ou mesmo agências nos EUA. São, porém, entidades jurídicas distintas. A princípio, as assessorias jurídicas dos bancos interpretaram que as operações brasileiras não poderiam ser atingidas pela sanção internacional, já que estariam submetidas apenas à legislação nacional —algo semelhante à interpretação dada pelo ministro Flávio Dino em decisão judicial ontem.

RISCO DOS BANCOS – O problema, porém, é que cresce entre os bancos a percepção de que o governo Trump pode se voltar contra suas operações nos EUA caso Moraes seja mantido como correntista, um risco sistêmico grave para o negócio. É exatamente isso que Figueiredo e Eduardo têm pedido às autoridades americanas nas duas últimas semanas.

“Os bancos que mantêm contas de Moraes estão sob sério risco. Pode vir uma notificação, pode vir uma multa violenta. Há uma FORTÍSSIMA possibilidade da temperatura aumentar ainda mais para certas autoridades brasileiras”, escreveu Eduardo nas redes sociais no último dia 14. Segundo a coluna apurou, o Departamento de Estado e o Tesouro chegaram a avaliar se soltariam um alerta dirigido às entidades financeiras brasileiras sobre o risco de manter Moraes como seu correntista.

Com atuação pública mais técnica e menos política, o Tesouro não decidiu por tal movimento até agora. Por outro lado, o Departamento de Estado soltou ao menos três notas, em tom de “ameaça” conforme a interpretação do Itamaraty, sugerindo riscos a quem se relacionar com Moraes.

AMEAÇA RECENTE – A última delas foi publicada ontem, horas depois da decisão de Dino, pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado e republicada pela Embaixada dos EUA no Brasil.

O comunicado dizia que “Alexandre de Moraes é tóxico para negócios e indivíduos legítimos que busquem acesso aos EUA e a seu mercado. Nenhuma corte internacional pode invalidar sanções dos EUA ou livrar qualquer um das graves consequência de violá-la”, dizia a nota.

Na sequência, o órgão diplomático dos EUA relembrava que instituições e indivíduos dos EUA “estão proibidos de fazer transações com Moraes” e recomendava que “organismos não americanos devem agir com cautela: aqueles que fornecem apoio material a violadores de direitos humanos também enfrentam o risco de sanções”. A coluna consultou o Tesouro dos EUA sobre possíveis punições a instituições brasileiras, mas o órgão não enviou resposta oficial.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muita discussão inútil. Na verdade, Moraes pode perder apenas as contas em bancos americanos, jamais as contas em bancos brasileiros. Nessa discussão, além de Flávio Dino, muitos outros andam dizendo bobagens, mas os efeitos da Lei Magnitsky são graves e vão atingir Moraes, caso ele ainda tenha contas ou investimentos em bancos americanos. (C.N.)


‘Seu filho Eduardo é um babaca’, disse Malafaia a Bolsonaro sobre as tarifas


Silas Malafaia critica Jair Bolsonaro por resultados em SP e Curitiba:  'Errou estupidamente' - Estadão

Malafaia está furioso com o Supremo e a Polícia Federa

Cézar Feitoza
Folha

O pastor Silas Malafaia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (20), fez duras críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e xingou o parlamentar em mensagem enviada ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Esse seu filho Eduardo é um babaca”, escreveu Malafaia em 11 de julho, dois dias depois que Donald Trump anunciou a aplicação de uma sobretaxa de 50% ao Brasil, em meio a uma articulação de Eduardo nos EUA.

ERRO DE TÁTICA – Para Malafaia, o deputado estava dando “a Lula e à esquerda o discurso nacionalista, e ao mesmo tempo te ferrando”.

“Um estúpido de marca maior. ESTOU INDIGNADO! Só não faço um vídeo e arrebento com ele porque por consideração a você. Não sei se vou ter paciência [de] ficar calado se esse idiota falar mas [mais] alguma asneira”, escreveu o pastor.

Mais tarde, Malafaia envia uma mensagem de áudio a Bolsonaro elogiando o comportamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

CERTO, CACETE – “Dá parabéns ao Flávio, pô! Falou certo, cacete, na GloboNews. Eu não sou a favor da taxação, não, mas tem que sentar pra conversar sobre anistia. Pô, tudo na carta do Trump é pra você. Toda a arrombada que o Trump deu no mundo é sobre economia. Com o Brasil é sobre você. A faca e o queijo está na tua mão, cacete! E nós não podemos perder isso, pô!”, disse Malafaia.

O pastor comparou o comportamento do senador, que em entrevista havia mencionado restrições às sanções econômicas ao Brasil, com a postura de Eduardo nos EUA.

“Dei-lhe um esporro, cara. Mandei um áudio para ele, de arrombar”, afirmou. “Vá para o meio de um cacete. Um cara que tá sendo contra você, essa fogueira de merda de vaidade.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A Polícia Federal apreendeu os celulares de Malafaia e iniciou imediatamente a “perícia”. Foi encontrado esse educadíssimo diálogo com Bolsonaro e imediatamente divulgado à imprensa, mostrando que PF e Supremo são da mesma laia e operam sob métodos semelhantes. (C.N.)

‘Brasil será devastado se o aquecimento global sair do controle. E isso está perto de acontecer’


Para o americano Philip Fearnside, Nobel da Paz e considerado um dos maiores especialistas do mundo em Amazônia, o País deveria liderar as ações contra as mudanças climáticas - e não só cobrar outras nações

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Por Roberta Jansen


O biólogo americano Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é um dos maiores especialistas do mundo em temas sobre a Floresta Amazônica e as mudanças climáticas. Às vésperas do início da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30) no Brasil, o cientista critica o governo brasileiro por não liderar as discussões globais para a redução das emissões e não dar a devida importância ao problema.


Segundo ele, o colapso da Amazônia teria impactos em todo o mundo, mas seria especialmente grave para o País. “O Brasil será devastado se o aquecimento global sair do controle”, afirmou o pesquisador, que ganhou um Nobel da Paz em 2007 junto com outros cientistas pelos esforços contra o aquecimento do planeta.


O Brasil tem apresentado posições contraditórias diante do combate às mudanças climáticas. Vamos sediar uma COP em novembro e deveríamos estar à frente das negociações para redução das emissões. Mas parte do governo defende explorar petróleo na Foz do Amazonas e a construção de uma estrada cortando a floresta...

Obviamente o governo não é unificado. Tem o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, que tem posições claras de redução de emissões, mas praticamente todo o resto do governo está do outro lado. Os três ministérios com maior impacto no meio ambiente são Minas e Energia, Agricultura e Transporte, todos controlados pelo Centrão, que tem um longo histórico de não apoiar causas ambientais.


O senhor poderia exemplificar?

O Ministério dos Transportes quer construir a BR-319 (rodovia que ligaria Manaus a Porto Velho, passando pelo meio da Floresta Amazônica), com enormes impactos ao meio ambiente. O Ministério da Agricultura está subsidiando o plantio de soja e transformando áreas de pastagem em áreas de plantio de soja, o que é um dos grandes motores do desmatamento. O Ministério de Minas e Energia, por sua vez, quer explorar petróleo na Foz do Amazonas e em outros lugares do litoral. O Incra está legalizando ocupações de terras públicas não destinadas, outro grande motor do desmatamento; uma coisa que encoraja invasões, que não tem fim e só para quando chegar na última árvore. Essas áreas deveriam ser transformadas em unidades de conservação, como Lula havia prometido, mas isso não está avançando. O que está acontecendo no Brasil é muito grave. O País precisa conseguir realmente frear o aquecimento global. O Brasil será devastado se isso sair do controle, e está muito próximo de acontecer.


Por que o senhor diz que o Brasil será devastado?

Bom, outros lugares também serão devastados. Mas perder a Floresta Amazônica terá um impacto absurdo para quem vive lá, obviamente, mas também para todo o País, porque é a floresta que recicla toda a água que sustenta as grandes cidades (por meio dos chamados rios voadores), inclusive São Paulo, e toda a agricultura nacional. Tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar. É bom lembrar que na seca de 2014 quase faltou água para beber em São Paulo. Será um desastre humano sem paralelo. O clima já mudou em parte do Brasil e a previsão é de que a situação piore. Neste momento, não há espaço para perdermos a água da Amazônia. Do melhor ao pior cenário, as estimativas indicam que podemos perder de 16% a 70% da floresta. Um outro problema, um grande elefante na sala que está sendo pouco discutido, é o aumento dos tufões na costa brasileira e a elevação do nível do mar. Várias pesquisas mostram que os oceanos estão subindo mais rápido do que se esperava e temos uma boa parte da população vivendo ao longo do litoral. Além de tudo isso, temos as surpresas climáticas, como a inundação do Sul no ano passado e a seca no Rio Madeira, eventos que não estavam previstos.

O Brasil deve assumir a liderança do debate climático, mas não há sinal disso


Voltando à questão da exploração do petróleo na Foz do Amazonas, existe alguma forma de isso ser feito de maneira sustentável, sem maiores impactos ao meio ambiente?

Não. Lembra que o último vazamento de óleo no Golfo do México durou cinco meses e houve várias tentativas fracassadas até que o vazamento fosse estancado. No caso da Foz do Amazonas, a profundidade é de quase três quilômetros, o dobro do Golfo do México. E a correnteza na foz também é mais complicada. A Petrobrás tem tecnologia e muita experiência para exploração de poços em águas profundas, mas não para tapar vazamentos nessas profundidades. Ninguém no mundo tem. E é uma coisa que pode acontecer; existe mesmo uma relação entre profundidade e ocorrência de todo tipo de acidente. E se houver um vazamento ali, o óleo pode alcançar oito países. É muito grave.


E do ponto de vista do aquecimento global?

Diante do aquecimento global, não tem lógica econômica para justificar a abertura de um novo campo de petróleo e gás. Isso porque para que um campo desse comece a produzir em nível comercial seriam necessários pelo menos cinco anos. Aí são necessários pelo menos outros cinco anos para pagar o investimento. E ninguém vai querer parar de produzir com zero de lucro, né? Então seriam ainda alguns anos de exploração. Muito antes disso o planeta já vai ter de parar de usar petróleo como combustível. Então, é totalmente ilógico para o aquecimento global. Além disso, o Brasil tem ainda muito petróleo em campos que já existem, em volume suficiente para usar até não precisar mais. O Brasil já exporta pouco mais da metade do petróleo extraído hoje. Esse discurso de que vai faltar gasolina é uma ficção total. Outra coisa: em 2021, a própria Agência Internacional de Energia soltou um relatório orientando os países a não abrirem nenhum novo campo de exploração de gás e petróleo. A orientação era usar os já existentes e começar a reduzir o uso paulatinamente até 2050. Outro argumento é que o País precisa de dinheiro para fazer a transição energética. Ou seja, vamos produzir mais petróleo para não usar mais petróleo? Isso não faz nenhum sentido. A transição energética deve estar no centro do governo, como educação e saúde, não apenas quando surge um dinheiro inesperado. É uma questão de interesse nacional.


Produzir mais petróleo para não usar mais petróleo não faz nenhum sentido. A transição energética deve estar no centro do governo, não apenas quando surge um dinheiro inesperado


No que diz respeito à transição energética, em que pé estamos?

Tivemos alguns avanços nas energias eólica e solar, mas há muitas preocupações. Temos um enorme potencial para uso de energias eólica e solar, somos um dos países mais sortudos do mundo em termos de opções energéticas que não seja combustível fóssil e hidrelétrica. Precisamos aproveitar esse potencial e não construir mais hidrelétricas. No que diz respeito à eólica, já temos tecnologia para fazer campos no mar, sem impactar dunas. Mas o que o Brasil está fazendo é produzir hidrogênio verde para vender para a Europa, para fazer a transição na Europa, enquanto o País continua usando gás para gerar eletricidade. Primeiro temos de fazer a transição para depois exportar o excedente, mas não é o que está acontecendo.


Como ter um agronegócio sustentável?

Tem muita coisa que dá para melhorar. A mais importante delas é não expandir mais a área, mas isso continua acontecendo, com a transformação de pastagens em áreas de plantio de soja, o que tem um impacto enorme sobre o desmatamento. Os pecuaristas vendem suas áreas de pasto para os plantadores de soja e vão para lugares mais afastados, dentro da floresta, comprando grandes áreas a preços mais baixos. A pecuária é um motor do desmatamento, mas isso vem escapando ao controle. Há um mito de que se aumentarem a produtividade vão parar de desmatar. Mas a economia não funciona assim. Quando algo dá lucro, você faz mais, não menos. Se o lucro aumentar, vão cortar mais florestas. É assim que as pessoas se comportam em uma economia de mercado.


A Amazônia agora enfrenta um novo problema crescente, o crime organizado. Como o senhor analisa mais esse desafio?

É muito grave e não há outra opção que não seja reprimir. É preciso tirar essas gangues de onde elas estão, mas não é isso que está acontecendo. Em Roraima, por exemplo, políticos locais apoiam os garimpeiros que estão nas terras ianomâmis. Os órgãos estaduais não são independentes, muitos estão comprometidos, é um problema grave. Somente Polícia Federal e Ibama tentam reprimir, mas não os órgãos estaduais.


A saída dos EUA do Acordo de Paris enfraquece muito o contrato. É possível reduzir emissões sem um dos maiores emissores? Quem vai liderar esse processo?

É gravíssimo os EUA terem saído, mas não dá para esperar que Trump saia de cena para começarmos a combater o aquecimento global, ou estamos fritos. O resto do mundo precisa começar a reduzir emissões agora e a COP é o espaço para isso. Acho que o Brasil deveria assumir a liderança desse processo mas, até agora, não há sinais disso, apenas discursos sobre a importância de reduzir emissões. Mas não é isso que o próprio País está fazendo. O Brasil está reduzindo o desmatamento pela ação do Ministério do Meio Ambiente, mas o resto, não. O País teria de liderar com exemplos, não apenas cobrar de outros países.


Não dá para esperar que Trump saia de cena para começarmos a combater o aquecimento global, ou estamos fritos (...) Acho que o Brasil deveria assumir a liderança desse processo mas, até agora, não há sinais disso


Temos tempo até a COP?

Espero que o presidente acorde. O problema é que ele vive no que chamo de espaço de desinformação, se cercou de pessoas que estão dizendo para ele que pode explorar petróleo, pode construir estrada, e é isso que ele segue fazendo, não escuta a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. É uma situação muito grave. Precisamos ver se alguém vai conseguir penetrar nessa blindagem que faz com que ele não receba informações sobre o problema climático.


O que podemos esperar da COP no Brasil?

Pode ser que não consigamos chegar a um acordo e sigamos para um desastre total, mas é importante não ser fatalista, ou isso vira uma profecia autorrealizável: “a COP vai fracassar”, “ninguém vai parar de emitir”. Não pode ser assim, precisamos manter a pressão para que as coisas mudem.


Link: https://www.estadao.com.br/150-anos/terra-em-transformacao/brasil-sera-devastado-se-o-aquecimento-global-sair-do-controle-e-isso-esta-perto-de-acontecer/?srsltid=AfmBOordFOWOKMwrlbs3nJSoO7LDGgj12RxzoDyp93sYzO0t4RS2OUW4



Bolsonaro omitiu transferência de R$ 2 milhões a Michelle, diz Polícia Federal

 

Por POLÍTICA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 21/08/2025 às 07:52

Alterado em 21/08/2025 às 08:07

Michelle: do amealhar de moedas do lago de carpas do Alvorada a dois milhões na conta, um grande avanço Foto: Valter Campanato/Agência Brasil




Por Ricardo  Richter - A Polícia Federal apontou, no novo indiciamento de Jair Bolsonaro, que o ex-presidente transferiu R$ 2 milhões para sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, um dia antes de prestar depoimento nas investigações sobre a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

“Vale ressaltar que Jair Bolsonaro omitiu informação à Polícia Federal em seu depoimento no INQ 4.995/DF de que teria repassado outros valores a Eduardo Bolsonaro, além dos R$ 2 milhões. Também não houve qualquer justificativa para transferência de recursos no mesmo valor para Michelle Bolsonaro apenas um dia antes do interrogatório", diz o relatório.

Ação deliberada
Na conclusão da investigação, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a PF aponta que Bolsonaro teve atuação deliberada para apoiar seu filho a fomentar medidas para barrar o andamento da ação penal da trama golpista.

“O conjunto de elementos probatórios arrecadados indica, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025, e com maior ênfase nos meses de maio, junho e julho de 2025 quando se acentuaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitassem e/ou impedissem de consumar o intento criminoso de apoiar financeiramente as ações do parlamentar licenciado no exterior”, concluiu a PF. (com Agência Brasil)

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