quinta-feira, agosto 21, 2025

Nicolás Maduro reage aos EUA e diz que ‘nenhum império tocará o solo sagrado’ da Venezuela

 Foto: Reprodução/Instagram

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro20 de agosto de 2025 | 17:15

Nicolás Maduro reage aos EUA e diz que ‘nenhum império tocará o solo sagrado’ da Venezuela

mundo

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”, em reação ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos às águas do país.

O discurso, transmitido pela televisão, ocorreu durante um evento com governadores e prefeitos na terça-feira (19), em Caracas. O ministro da Justiça do país, Diosdado Cabello, também compareceu.

“Defendemos nossos mares, nossos céus e nossas terras. Nós os libertamos. Nós os guardamos e patrulhamos. Nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela, nem deve tocar o solo sagrado da América do Sul”, afirmou Maduro.

Três destróieres americanos da classe Arleigh Burke, armados com sistemas antimíssil Aegis e mísseis de ataque, devem se aproximar da costa da Venezuela nesta semana como parte de um esforço para combater os cartéis de drogas da América Latina.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias Reuters na segunda (18). Na terça (19), mesmo dia do discurso de Maduro, a porta-voz do governo americano, Karoline Leavitt, afirmou que o país usará “toda a força” contra o regime da Venezuela.

“O presidente [Donald Trump] está preparado para usar toda a força americana com o objetivo de impedir que as drogas inundem nosso país, além de levar os responsáveis à Justiça. O regime de Maduro não é o governo legítimo —é um cartel narcoterrorista”, afirmou ela.

Logo no começo de seu mandato, em fevereiro, Trump classificou o cartel de Sinaloa, do México, e o grupo Tren de Aragua, da Venezuela, de organizações terroristas estrangeiras. O governo ainda prometeu intensificar a fiscalização migratória contra supostos integrantes das gangues.

A designação é tradicionalmente reservada a organizações que usam a violência para fins políticos, caso da Al-Qaeda e do Estado Islâmico. O governo Trump argumenta, no entanto, que as operações internacionais dos grupos da América Latina —incluindo tráfico de drogas, contrabando de migrantes e campanhas violentas para expandir territórios— justificam o rótulo.

As ações desta semana aumentaram as tensões na relação entre a Venezuela e os EUA. O regime venezuelano anunciou a suspensão e proibição de atividades relacionadas a aeronaves pilotadas e não pilotadas para “salvaguardar a segurança” do país.

A medida deve valer por 30 dias —prorrogáveis posteriormente—, e inclui o uso de drones. Maduro teve um discurso interrompido em 2018 após drones explodirem próximo ao local do evento. À época, acusou os EUA e a Colômbia, sem provas, de serem mandantes do que classificou de atentado.

Além disso, na segunda (18), Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao que chamou de ameaças dos americanos contra o seu país.

“Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional. Milícias preparadas, ativadas e armadas”, anunciou em ato transmitido pela TV ao ordenar tarefas diante da “renovação das ameaças” dos EUA. Ele não deu detalhes de como faria a mobilização.

No início do mês, o governo de Donald Trump também anunciou que dobrou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273,1 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro. Washington acusa o líder chavista de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos EUA.

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Folhapress

Bolsonaro diz que conversou com ministros do STF e pediu para Eduardo poupar Gilmar

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF20 de agosto de 2025 | 21:01

Bolsonaro diz que conversou com ministros do STF e pediu para Eduardo poupar Gilmar

brasil

Diálogos localizados pela Polícia Federal apontam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ao filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que estava conversando com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na mesma troca de mensagens, em 27 de junho, Bolsonaro disse para Eduardo poupar o ministro Gilmar Mendes de críticas.

Na conversa, Eduardo havia enviado três imagens ao pai, que não foram recuperadas pela PF. Em seguida, o deputado federal perguntou se poderia “compartilhar” as imagens, e Bolsonaro respondeu que não. “Esqueça qualquer crítica ao Gilmar”, disse o ex-presidente.

“Tenho conversado com alguns do STF. Todos ou quase todos demonstram preocupação com sanções”, afirmou ainda Bolsonaro no mesmo diálogo.

A conversa entre Bolsonaro e o deputado foi reproduzida no relatório em que a PF indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob suspeita de obstrução do julgamento da trama golpista, em curso no STF (Supremo Tribunal Federal).

O diálogo se deu dias antes do presidente Donald Trump anunciar, em 9 de julho, que elevaria a 50% a sobretaxa a produtos importados do Brasil.

Mateus Vargas/Folhapress

Mensagens expõem guerra de Eduardo com Tarcísio: ‘Vendo você se foder e se aquecendo para 2026’

 Foto: Pablo Jacob/Divulgação/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)20 de agosto de 2025 | 21:45

Mensagens expõem guerra de Eduardo com Tarcísio: ‘Vendo você se foder e se aquecendo para 2026’

brasil

As mensagens trocadas por Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) expuseram uma guerra entre a família do ex-presidente e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos primeiros dias após o anúncio do tarifaço contra o Brasil.

Numa mensagem enviada ao pai, citada em relatório da Polícia Federal, Eduardo alerta que Tarcísio nunca ajudou Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal), que vai julgar o ex-presidente por liderar a trama golpista de 2022 e 2023.

“Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”, escreveu Eduardo a Jair.

Na mesma mensagem, o deputado afirmou que trabalhou nos EUA para desfazer a ideia de que Tarcísio falava por Bolsonaro e afirmou que o governador queria “posar de salvador da pátria”.

Cézar Feitoza/Folhapress

Lula disse a Motta que Câmara deveria cassar mandato de Eduardo Bolsonaro

 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Lula21 de agosto de 2025 | 06:45

Lula disse a Motta que Câmara deveria cassar mandato de Eduardo Bolsonaro

brasil

O presidente Lula (PT) disse ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a Casa deveria dar uma resposta à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

Em ao menos duas oportunidades nos últimos dias, Lula defendeu a cassação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diretamente ao presidente da Câmara. Os dois encontros ocorreram no Palácio da Alvorada, em Brasília, com a participação de outros políticos.

De acordo com relatos de três pessoas que acompanharam essas conversas, o presidente se mostrou indignado com o comportamento de Eduardo e disse que a Câmara deveria tomar alguma atitude a respeito e se posicionar sobre isso, citando a cassação do deputado como alternativa. Segundo esses interlocutores, Motta teria ouvido em silêncio.

A Polícia Federal indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob suspeita de obstrução do julgamento da trama golpista, em curso no STF (Supremo Tribunal Federal). O relatório final da investigação foi entregue ao tribunal na sexta-feira (15).

Um auxiliar de Lula, que teve conhecimento do teor das conversas, todas anteriores ao indiciamento, diz que o governo sabe que Motta foi eleito com apoio tanto do PT quanto do PL para presidir a Câmara e que o parlamentar é pressionado pelos dois lados. Apesar disso, avalia que seria importante para a imagem da Casa como um todo tomar alguma providência contra Eduardo.

Lula não tem escondido sua indignação contra a atuação do deputado bolsonarista nos EUA. Além de falar disso com o presidente da Câmara, o petista tratou desse tema e da necessidade de a Câmara reagir a essa postura em conversas reservadas com parlamentares da base aliada e integrantes de seu governo nos últimos dias.

Em evento em Pernambuco, no dia 14 de agosto, Lula disse que o deputado está “traindo o país” e defendeu a cassação dele.

“Ele [o ex-presidente Jair Bolsonaro] mandou o filho para os Estados Unidos. Filho que é deputado federal e vocês [deputados] têm que pedir a cassação dele porque ele está traindo o país. Esta é a verdadeira traição da pátria. Ele foi para lá para instigar os americanos contra nós. Não dá para a gente ficar quieto”, disse.

O filho 03 de Bolsonaro anunciou em março que tinha deixado o país, alegando o temor de que o ministro do STF Alexandre de Moraes mandasse apreender o seu passaporte.

Desde então, tem atuado junto ao governo americano por punições a autoridades brasileiras com o objetivo de livrar o pai, réu no Supremo, acusado de golpismo. Ele também tem sido apontado como um dos responsáveis pela sobretaxa de 50% do governo Donald Trump aos produtos brasileiros.

Apesar de Motta ter criticado a atuação de Eduardo em entrevistas recentes, dois aliados próximos do presidente da Câmara dizem que ele não deverá tomar nenhuma medida considerada drástica contra o parlamentar, para evitar maiores crises com a oposição na Casa.

Um deles diz, sob reserva, que essa postura do deputado não traz prejuízos à imagem da Câmara como um todo, mas, sim, consequências políticas e eleitorais negativas ao clã Bolsonaro. Outro aliado de Motta diz achar improvável que a Câmara casse o mandato de Eduardo.

Na semana passada, Motta enviou denúncias contra Eduardo ao Conselho de Ética. As representações foram apresentadas por PT, PSOL e parlamentares petistas. O envio dos casos ao Conselho de Ética segue o rito previsto nas regras da Câmara. A partir da instauração do processo conselho, o presidente do colegiado, deve escolher um relator a partir de uma lista com três membros sorteados, e as punições variam de advertências à cassação do mandato.

Sem data para voltar ao Brasil, Eduardo se licenciou do mandato em 20 de março. A licença terminou em 20 de julho e, desde então, Eduardo tem faltado às sessões plenárias. A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.

Como mostrou a Folha, no entanto, Eduardo não perderá o mandato em 2025 por excesso de faltas mesmo que deixe de comparecer sem justificativa a todas as sessões até o fim do ano. A punição só é possível a partir de março de 2026, quando a Câmara analisa as faltas do ano anterior.

Após a notícia do indiciamento, Eduardo Bolsonaro afirmou em nota que a atuação dele nos EUA não tem objetivo de interferir no processo em curso no Brasil e chamou de “crime absolutamente delirante” os apontamentos da Polícia Federal.

Eduardo disse ainda ser “lamentável e vergonhoso” o que ele chamou de vazamento de conversas entre pai e filho. Mensagens reproduzidas no relatório final em que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair e Eduardo Bolsonaro mostram o deputado federal xingando o pai devido a uma entrevista em que ele foi chamado de imaturo.

Na semana passada, numa rodada de conversas em Washington, Eduardo fez um balanço a integrantes do governo Donald Trump da repercussão das sanções dos Estados Unidos no Brasil e discutiu a ampliação de punições a autoridades brasileiras.

Victoria Azevedo/Folhapress

Eduardo xinga Jair Bolsonaro em mensagens: ‘VTNC seu ingrato do caralho’

 Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)20 de agosto de 2025 | 20:42

Eduardo xinga Jair Bolsonaro em mensagens: ‘VTNC seu ingrato do caralho’

brasil

Mensagens reproduzidas no relatório final em que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mostram o deputado federal xingando o pai devido a uma entrevista em que ele foi chamado de imaturo.

No diálogo via aplicativo WhatsApp Eduardo manifesta grande incômodo pelo fato de Bolsonaro tê-lo chamado de imaturo devido a divergências do deputado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB) e passa a atacá-lo com palavrões.

“VTNC SEU INGRATO DO CARALHO’!, escreveu Eduardo em maiúsculas, usando a sigla que significa “vai tomar no c…

“Me fudendo aqui! VC ainda te ajuda a se fuder aí!. (..) Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI”, prossegue o parlamentar, que cobra “reponsabilidade” do pai.

No dia seguinte, ele pede desculpa.

Cézar Feitoza/Ranier Bragon/Folhapress

Advogado de Donald Trump e Bolsonaro atuaram juntos para atacar Moraes, afirma PF

 Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente Jair Bolsonaro20 de agosto de 2025 | 22:06

Advogado de Donald Trump e Bolsonaro atuaram juntos para atacar Moraes, afirma PF

brasil

O relatório final da investigação da Policia Federal contra Jair e Eduardo Bolsonaro por tentativa de obstrução da Justiça mostra uma troca permanente de mensagens, informações e conselhos entre o advogado Martin de Luca e ex-presidente.

O advogado representa a Trump Media Group, que pertence ao presidente norte-americano, e a plataforma de vídeos Rumble em ações contra Alexandre de Moraes nos EUA. As iniciativas jurídicas questionam determinações de Moraes sobre as empresas.

Martin de Luca concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em fevereiro negando que os questionamentos ao magistrado tivessem relação com o julgamento de Bolsonaro no Brasil. As mensagens transcritas do celular do ex-presidente, no entanto, mostram que ele informava os passos das ações ao ex-presidente, enviava a ele petições da ação e inclusive transmitia a ele pedidos de entrevistas da imprensa norte-americana.

Segundo a PF, os dois atuavam em “convergência de interesses na propagação de ações mútuas, quais sejam: amplificar ataques direcionados ao Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro Alexandre de Moraes, de forma a atingir a jurisdição brasileira, atribuindo descrédito ao Poder Judiciário nacional com propósito único de deslegitimação das decisões judiciais que conflitem com interesses comuns entre o ex-presidente e a plataforma Rumble”.

No dia 13 de julho, por exemplo, Bolsonaro enviou a Martin de Luca o texto que divulgaria nas redes sociais em que elogiava a carta enviada por Trump a Lula anunciando o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros. O ex-presidente afirma que ela tem mais a ver com “valores e liberdade” do que com economia.

Em um áudio, ele pede ajuda ao advogado para revisar a mensagem. “Martin, peço que você me oriente também, me desculpa aqui tá, minha modéstia, como proceder. Eu fiz uma nota, acho que eu te mandei. Tá certo? Com quatro pequenos parágrafos, boa, elogiando o Trump, falando que a questão de liberdade tá muito acima da questão econômica. A perseguição a meu nome também, coisa que me sinto muito… pô fiquei muito feliz com o Trump, muita gratidão a ele. Me orienta uma nota pequena da tua parte, que eu possa fazer aqui, botar nas minhas mídias, pra chegar a vocês de volta aí. Obrigado aí. Valeu, Martin.”

De Luca responde que enviará a Bolsonaro então “um resumo de como eu acho pode melhorar a comunicação do tarifaço”.

No dia 14, o advogado envia a Bolsonaro um arquivo com sete páginas com o pedido formulado pela Trump Media e pela Rumble para complementar uma ação movida contra Moraes nos EUA. Ele encaminha a íntegra da petição “no mesmo dia em que realizou o protocolo do documento junto à Justiça americana”, diz a PF.

A polícia encontrou uma cópia impressa do documento três dias depois na casa de Bolsonaro, em uma operação de busca e apreensão.

A PF também mostra no relatório que De Luca criou uma conta no X em que respostava mensagens críticas a Moraes e também imagens de atos contra o STF liderados pelo pastor Silas Malafaia.

Em outra ocasião, Bolsonaro envia a ele mensagem citando o tarifaço e dizendo que a solução para suspender as medidas contra o Brasil era “anistia/liberdade Jair Bolsonaro”.

A PF finaliza os relatos sobre De Luca afirmando que Bolsonaro “atuou em período de tempo relevante para o contexto investigativo, de forma subordinada as pretensões de grupo estrangeiro, com a finalidade de obter o apoio a pretensões pessoais, no sentido de implementar ações criminosas de coação a membros da Suprema Corte, visando impedir o pleno exercício do Poder Judiciário Brasileiro nas ações penais em curso que apuram os atos de tentativa de golpe de Estado”.

Mônica Bergamo/Folhapress

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