segunda-feira, agosto 18, 2025

Anistia aos golpistas é bomba deixada por Arthur Lira para Motta


Arthur Lira defende proposta para limitar ações no Supremo | Agência Brasil

Arthur Lira só apareceu em plenário no final da sessão

Victor Ohana e Pepita Ortega
Broadcast

Líderes de bancadas da Câmara dos Deputados avaliam que o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) deixou uma “bomba” para o sucessor Hugo Motta (Republicanos-PB) ao não ter resolvido a questão da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A avaliação foi feita após a oposição ter ocupado o plenário da Casa em resposta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Procurado, Lira não atendeu a reportagem. O espaço segue aberto.

O bloco da oposição reivindicou a anistia e restrição de Poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). A retomada dos trabalhos se deu na quarta-feira, 6. Nas negociações, Lira foi chamado pela oposição para colaborar na resolução do conflito, o que preocupou interlocutores de Motta.

O QUE DIZEM – Reservadamente, líderes saíram em defesa de Motta e avaliaram que, ao chamar Lira, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), quis desqualificar o atual presidente da Câmara. Além disso, para deputados, Sóstenes foi a Lira quando não viu mais possibilidade de acordo. Eles argumentam que os líderes já haviam decidido retomar os trabalhos.

Para um líder ouvido pelo Estadão/Broadcast, Motta não conduziu o assunto de modo errado porque, ao assumir o posto deixou bem claro que se pautaria através do diálogo. Segundo esse líder, a decisão de Lira de postergar o assunto resultou em um “acúmulo de insatisfações”.

Para outro líder “solidário” a Motta, a postergação de Lira piorou a crise porque a oposição agora tem as armas esgotadas e busca o “confronto direto” com o atual presidente da Câmara. Segundo esse deputado, a forma como Motta atua para evitar confrontos é confundida equivocamente como sinal de fraqueza.

EFEITO RETARDADO – Outro aliado de Motta chegou a classificar a “bomba” que teria sido deixada por Lira como “de efeito retardado”, considerando que os temas agora reivindicados pela oposição já estavam em “fogo brando” na Casa.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, líderes consideram que o saldo principal da mobilização da oposição foi uma convergência com o Centrão em relação ao descontentamento com o STF, com a discussão de temas em suposta resposta à Corte máxima como o fim do foro privilegiado e a restauração de prerrogativas parlamentares.

Para aliado do presidente da Câmara, as reivindicações da oposição com maior chance de passar na Casa são a restrição a decisões monocráticas de ministros do STF – por já ter sido debatida no Senado – e o fim do foro privilegiado – por se tratar de um tema que, de modo geral, a Casa deseja.

EXISTE ACORDO? – Com relação à marcha de Sóstenes até o gabinete de Lira, esse deputado avalia que o líder do PL procurou o ex-presidente da Câmara enquanto cardeal do PP, e não para resolver a questão. No mesmo dia, Sóstenes anunciou, ao lado de líderes do PP e do União, que havia um acordo entre eles para que fosse debatido o foro privilegiado e depois a anistia.

Questionado pela reportagem se quis desqualificar Motta ao recorrer a Lira, o líder do PL disse que ligou para o ex-presidente da Câmara após uma discordância com Motta na tarde daquela quarta-feira. “Quando eu liguei para o Lira, é porque nós tínhamos tido um problema (com Hugo Motta)”, afirmou.

Por conta do desentendimento, Sóstenes afirmou não ter se sentido confortável para ir à reunião de líderes à noite. O líder do PL, então, disse que o ex-presidente da Câmara lhe telefonou e lhe “emprestou” o gabinete, para que pudesse conversar com ele e outros cardeais do Centrão. “Ele (Lira) me emprestou a sala”, declarou. Após o debate no gabinete de Lira, o grupo se dirigiu a Motta. Ainda de acordo com o líder do PL, a discordância que o deixou desconfortável foi a mesma pela qual ele pediu perdão a Motta no plenário. Da tribuna, Sóstenes disse na quinta, 7, que “não foi correto” com Motta “no privado” e agradeceu o presidente por ter sido “muito paciente”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O problema é que Sóstenes ainda não tem o apoio de líderes que representem a maioria absoluta da Câmara (metade mais um dos deputados), para aprovar a “urgência urgentíssima”. Enquanto não conseguir, a anistia não começa a tramitar. (C.N.)

Depois de derrotar o Hamas, agora Israel precisa derrotar Netanyahu

Publicado em 17 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Benjamin Netanyahu: What are the corruption charges? - BBC News

Com Netanyahu no poder, Israel jamais terá paz duradoura

Mario Sabino
Metrópoles

O exército de Israel já planificou a ocupação da cidade de Gaza, apesar da oposição dos seus generais à ordem emanada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, interessado em estender a guerra ao máximo para não ter de responder aos crimes dos quais é acusado em seu país. Não importa a patente, soldados obedecem.

Do outro lado do jogo político macabro, o Hamas resiste a devolver os reféns israelenses que ainda permanecem sob o seu jugo, vítimas de um cotidiano de torturas e humilhações, como demonstra o vídeo que exibe o esfaimado Evyatar David cavando o que seria a própria cova. Quem paga pela vileza é a população de Gaza, que continua a servir de escudo para os terroristas.

Imagem colorida de Evyatar David, refém do Hamas - Metrópoles

Evyatar David, um dos reféns ainda vivo

VALOR DA VIDA – A verdade invisível apenas a antissemitas e aos seus cúmplices ingênuos é que a vida de um palestino tem o mesmo valor da vida de um judeu para esses facínoras.

Estima-se que, dos 50 reféns israelenses que continuam nas mãos do Hamas, apenas entre 20 e 23 estejam vivos. À diferença do início da guerra, os terroristas não têm quase nada a perder se matarem todos, uma vez que o Hamas profissional foi dizimado pelo exército israelense.

Israel não fornece números, mas governos europeus acreditam que 20 mil terroristas morreram nos bombardeios a Gaza. Foram substituídos por jovens com idade média de 19 anos e nenhum treinamento.

SEM COMANDANTES – O Hamas também foi decapitado dos seus comandantes. Sobraram entre seis e sete chefes militares de segunda linha, que vivem escondidos em buracos e dificilmente se comunicam entre eles.

Os terroristas não dispõem mais de foguetes para atingir território israelense, têm apenas armas leves, e a sua ação hoje se resume a atos de guerrilha em Gaza. Sem poder contar com o financiamento do Irã, derrotado por Israel, o Hamas não tem como se rearmar.

Israel venceu os terroristas, mas não conseguiu reaver todos os reféns. Dificilmente sairá desse beco, se não derrotar também Benjamin Netanyahu.


Incluir Malafaia em inquérito de Eduardo Bolsonaro pode causar reação evangélica


Silas Malafaia grava vídeo aos berros após virar alvo da PF

Malafaia desafia a PF: “Estão procurando a pessoa errada”

Carla Araújo
do UOL

A inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga as ações de Eduardo Bolsonaro contra o Brasil nos Estados Unidos gerou um alerta no Supremo Tribunal Federal: a reação dos evangélicos. A informação de que o pastor foi incluído no mesmo inquérito que envolve Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foi divulgada pela GloboNews. O inquérito está sob sigilo.

A colunista Bela Megale, do jornal O Globo, relatou que o ministro André Mendonça conversou com o decano Gilmar Mendes sobre a preocupação com a reação da Igreja Evangélica.

MAIS UM ERRO – Mesmo destacando que Malafaia não é uma unanimidade entre os evangélicos, a avaliação é que Moraes reforça a narrativa de que não se pode fazer críticas a sua condução dos inquéritos e que estaria atentando contra a liberdade de expressão.

Outro ministro ouvido pela coluna disse concordar com a avaliação de Mendonça e ressaltou que a comunidade evangélica nos EUA é muito forte e poderosa, por isso a inclusão de Malafaia tende a piorar a situação, com novas sanções.

O inquérito foi aberto em maio e apura supostas ações contra autoridades, contra o tribunal e agentes públicos, além de articulação para obtenção de sanções internacionais contra o Brasil. Foi com base nesse inquérito que Moraes determinou o bloqueio das contas e bens do deputado. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, a decisão foi comunicada à Casa no dia 24 de julho. A partir dessa data, os “valores serão retidos conforme a determinação recebida”. 

Nota da Redação deste Blog - Silas Malafaia e a Questão da Igualdade Perante a Lei

A inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, conforme divulgado pela GloboNews, levanta um questionamento fundamental: será que todos os cidadãos continuam sendo iguais perante a lei no Brasil?

A sabedoria popular nos lembra da frase de Horácio, "Nada há de difícil para os mortais", sugerindo que qualquer obstáculo pode ser superado. No entanto, quando a figura de um líder religioso de grande influência é envolvida, a percepção de que a justiça pode ser influenciada por pressões externas se torna uma preocupação.

A reação dos evangélicos diante da inclusão de Malafaia no inquérito gerou um alerta no Supremo Tribunal Federal. Isso levanta outra questão: a Igreja está sendo usada para proteger políticos? Em nenhuma parte do Novo Testamento existe qualquer base para tal atitude. A Igreja, uma instituição de fé, não deveria se envolver em questões políticas para blindar seus líderes ou qualquer outra pessoa de investigações judiciais.

Se um cidadão comum, sem a mesma influência ou poder midiático, praticasse atos semelhantes, estaria ele solto? É provável que um juiz de primeiro grau já tivesse tomado medidas mais drásticas. A diferença no tratamento parece ser um triste reflexo de que o poder e a influência ainda podem pesar mais do que a lei.

A impunidade, quando presente, não só desmoraliza a justiça, mas também prejudica a todos. O povo, a quem a lei deveria servir de forma igualitária, se sente impotente e injustiçado.

"Corrupcao e Poder no Brasil uma Historia páginas 1 4,8 16,86 166 (2)" by Adriana Romeiro

 

Corrupcao e Poder no Brasil uma Historia páginas 1 4,8 16,86 166 (2)
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Author Photo Adriana Romeiro
2017, Corrupção e poder no Brasil, uma história, séculos XVI a XVIII
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ABSTRACT
Estudo da história da corrupção no Brasil colonial.

domingo, agosto 17, 2025

O Futuro se Constrói Agora: Jovens de Aracaju se Unem para Estudar e Vencer Desafios


Enquanto muitos aproveitam o domingo para descansar, alguns jovens de Aracaju decidiram que o futuro não pode esperar. Neste domingo, 17 de agosto, em preparação para o exame Simulado de Exatas, João Calixto, Caoã, Arthur Adson e Sérgio se reuniram para uma tarde de estudos intensos. Juntos, eles revisaram conteúdos, tiraram dúvidas e reforçaram a importância da responsabilidade e da dedicação desde cedo.

Essa atitude proativa demonstra que, para eles, o sucesso não é uma questão de sorte, mas de trabalho duro e colaboração. A iniciativa de se unirem para aprimorar seus conhecimentos mostra maturidade e um compromisso sério com seus objetivos acadêmicos.

E como "ninguém é de ferro", a jornada de estudos foi encerrada de forma merecida, com salgadinhos e pizza. Afinal, a recompensa após o esforço é fundamental para manter a motivação e a energia para os próximos desafios.











Entenda como será o rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF

 Foto: Antonio Augusto / STF

Sessão será aberta às 9h do dia 2 de setembro pelo ministro Zanin17 de agosto de 2025 | 13:25

Entenda como será o rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF

brasil

No dia 2 de setembro será o primeiro dia de julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista ocorrida para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

A sessão será aberta às 9h pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.

Em seguida, o ministro chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório, que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, etapa finalizada na última quarta-feira (13) e que representa a última fase antes do julgamento.

Após a leitura do documento, Zanin passará a palavra para a acusação e as defesas dos réus.

A ação penal que trata do caso se refere ao núcleo crucial da trama e será julgada pela Primeira Turma da Corte. O colegiado é responsável pela análise do caso porque o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pertence à Primeira Turma.

O rito que será adotado no julgamento está previsto no Regimento Interno do STF e na Lei 8.038 de 1990, norma que regulamenta as regras processuais do tribunal.

Réus

São réus do núcleo crucial da trama golpista:

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Acusação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, será responsável pela acusação. Ele terá a palavra pelo prazo de até uma hora para defender a condenação dos réus.

Crimes

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

Organização criminosa armada,
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
Golpe de Estado,
Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Defesas

Depois da fala da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor dos réus. Eles também terão prazo de até uma hora para suas considerações.

Votos

O primeiro a votar será Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre a questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Depois de Moraes, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:
Flávio Dino;
Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
Cristiano Zanin;

A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma.

Pedido de vista

Um pedido de vista do processo não está descartado. Pelo regimento interno, qualquer integrante da Corte pode pedir mais tempo para analisar o caso e suspender o julgamento. Contudo, o processo deve ser devolvido para julgamento em 90 dias.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática e só poderá ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação.

Em caso de condenação, os réus não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

Núcleos

A denúncia da trama golpista foi dividida pela PGR em quatro núcleos. O núcleo crucial ou núcleo 1, formado por Jair Bolsonaro, será o primeiro ser julgado. As demais ações penais estão em fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento, que deverá ocorrer ainda neste ano.

Agência Brasil

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