domingo, agosto 17, 2025

Europa reage de forma contundente a Trump e Putin, no fiasco do Alasca

 

Europa reage de forma contundente a Trump e Putin, no fiasco do Alasca

Trump saiu derrotado do encontro com Putin

Em matéria de mediar paz, Trump é um tremendo fracasso

Wálter Maierovitch
do UOL

Líderes europeus assinaram em conjunto uma contundente declaração que desmascarou os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Rússia. A declaração foi firmada logo após o encontro entre os dois líderes mundiais na chamada cúpula do Alasca, e foi assinada por autoridades como Ursula von der Leyen e António Costa (União Europeia), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha), Emmanuel Macron (França), Giorgia Meloni (Itália) e Alexander Stubb (Finlândia).

O que mais chama a atenção é que a declaração está inteiramente apoiada no direito internacional público atual. Como ficou na cara que a Rússia não irá paralisar a guerra nem reduzir os bombardeamentos que matam civis inocentes nas cidades e povoados, os líderes europeus colocaram a boca no trombone.

PONTOS PRINCIPAIS – Da declaração consta, por exemplo, não caber à Rússia vetar o ingresso da Ucrânia na União Europeia ou na Otan. Essa decisão compete tão somente e só à Ucrânia, um estado-nação, alerta a declaração.

Outro ponto destacado, e que chega a ser o óbvio diante da garantia protetiva da soberania das nações prevista na Constituição das Nações Unidas, é caber apenas à Ucrânia a decisão sobre a cessão ou alienação de seu território.

Como se sabe, a Rússia invadiu a Ucrânia, provocando uma guerra que já dura três anos e meio, para se apropriar de seus territórios. No momento, bombardeia, para fim de se apropriar e apossar, Pokrousk, Kostiantynivka, Siversk, Dobaopillia e Rubizhne.

FRONTEIRAS – Para Trump, o direito internacional não vale nada e tudo na Ucrânia é uma questão meramente imobiliária. Mas a declaração ressalta que as fronteiras, divisas da Ucrânia, que estão consolidadas, não podem ser alteradas pela força de potências estrangeiras.

Outra advertência contida na declaração diz respeito à falta de legitimidade da Rússia para exigir que Kiev fique fora da Aliança de nações do Atlântico e promova o desarmamento das suas forças de defesa. Trata-se, mais uma vez, de vontade do estado ucraniano. O desarmamento só facilitaria uma expansão russa.

O presidente Trump, em campanha presidencial, prometeu acabar com a guerra na Ucrânia, em 24 horas. Agora, na cerimônia de encerramento da parte do encontro com participações diretas da dupla Trump e Putin, — um encontro abreviado pelo fracasso e com duração de menos de três horas —, o presidente russo tentou, como se diz no popular, livrar a cara do americano. Putin disse que a guerra não teria acontecido se Trump fosse o presidente no início do conflito.

CESSAR-FOGO? – Como informou Trump, a sua meta era sair da cúpula do Alasca com um cessar-fogo. Juridicamente, não se sabe bem como, pois a Ucrânia sequer participou da conversa no Alasca. Também não estava lá a interessada União Europeia, que teme a expansão russa.

Putin não aceitou o cessar-fogo. Ele só aceita um acordo de paz com todas as suas exigências aceitas. Em outras palavras, enquanto não for celebrado esse acordo, a guerra continua.

Trump mudou de posição. Na verdade, capitulou e, com cara de nocauteado, saiu-se com a seguinte declaração: “Decidimos que a maneira melhor para colocar fim à horrível guerra entre Rússia e Ucrânia é chegar-se diretamente a um acordo final para colocar-se fim à guerra. Não um simples acordo de cessar-fogo que, frequentemente, não vinga.” Trump diz que levará agora à Ucrânia e à União Europeia as propostas russas.

Na verdade, e como sustentam os serviços da inteligência europeia, o presidente americano irá propor um acordo de paz com a Rússia desde que ela possa anexar os territórios desejados, a compreender a região de terras raras da região do Donbass (bacia hidrográfica com área de 98.900 km2).

RUGIDO DE LEÃO – Putin, pelo que já se sabe, rasgou, no Alasca, elogios a Trump, mas não abriu mão das suas pretensões imperialistas.

O presidente russo foi manso. Não rugiu e saiu, internacionalmente, recuperado da condição de pária internacional, com mandado internacional de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional.

Como se sabe, um pária jamais seria convidado para, com pompas e circunstâncias, um encontro com o presidente dos EUA, e em um antigo território russo, hoje americano. O forte rugido do leão Trump, ouvido antes do encontro do Alasca, perdeu a força. Apenas foi sentido, no verão de Anchorage, um rugido fraco de leão velho, desdentado, como aqueles de porta de circo mambembe de periferia.


sábado, agosto 16, 2025

Juízes pedem que CNJ autorize identificação de quem consulta seus salários

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Conselho Nacional de Justiça15 de agosto de 2025 | 18:00

Juízes pedem que CNJ autorize identificação de quem consulta seus salários

brasil

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) pediu ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão fiscal do Judiciário, que altere as regras de transparência e autorize os tribunais a exigirem a identificação de qualquer cidadão que queira consultar, pela internet, dados nominais sobre a remuneração de juízes.

A solicitação, feita em processo administrativo, defende que a medida aumentaria a segurança da categoria e equipararia o Judiciário ao Ministério Público, onde já existe regra semelhante.

No documento, a AMB argumenta que a exigência garantiria um “nível mínimo de segurança” para magistrados e familiares, além de vedar o anonimato. A entidade cita norma do Conselho Nacional do Ministério Público (Resolução 281/2023) que condiciona a consulta aos salários de promotores e procuradores à prévia identificação do interessado.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) ingressou no procedimento como terceira interessada, apoiando a proposta.

Procurada, a AMB afirmou que o pedido não reduz a transparência do Judiciário e que as informações salariais de juízes e desembargadores seguirão públicas.

A medida, disse em nota, busca “conciliar o direito à informação com a garantia da segurança aos magistrados brasileiros”, citando levantamento segundo o qual a metade dos juízes já sofreu ameaças à vida ou à integridade física.

A associação afirma que o cenário agrava problemas de saúde e leva ao abandono da carreira. Diz também que a proposta se baseia na Resolução 281/2023 do CNMP, retomando dispositivo da antiga Resolução 215/2015 do CNJ.

Para a entidade, não há incompatibilidade entre transparência e identificação prévia de quem acessa os dados. Diz ainda que decisão do STF reconhece a divulgação de salários como legítima, mas passível de controle para evitar uso indevido e garantir responsabilização.

REMUNERAÇÃO

Segundo pesquisa divulgada pelo Movimento Pessoas à Frente, os salários de magistrados no serviço público aumentaram 49,3% no ano de 2024 –muito acima da inflação de 4,83% do período—, e as remunerações atingiram uma média de mais de R$ 65 mil.

O próprio CNJ (Conselho Nacional de Justiça) inflou seu quadro de juízes auxiliares nos últimos anos e pagou R$ 3,4 milhões em penduricalhos só nos cinco primeiros meses de 2025.

Bruno Morassutti, cofundador da Fiquem Sabendo, ONG especializada no acesso a informações públicas, critica a iniciativa da AMB. “Embora aleguem genericamente que ela é necessária para ‘proteção da segurança’, na prática é uma medida para coibir e constranger cidadãos de exercerem seu direito de fiscalizar o Judiciário”.

“O requerimento viola a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) e a LAI (Lei de Acesso à Informação) e já foi denunciado por nós quando as associações de promotores fizeram o mesmo perante o Conselho Nacional do Ministério Público”, afirma.

Em maio, uma articulação de 12 entidades —entre elas a Fiquem Sabendo, a Transparência Brasil e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) — conseguiu que a Presidência da República vetasse dispositivos de um projeto de lei (PL 4.015/2023) que poderiam restringir o acesso a informações sobre remuneração de integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

O veto, publicado em 7 de agosto no Diário Oficial, foi justificado pelo governo com o argumento de que a mudança poderia limitar a transparência e a fiscalização de gastos públicos.

O pedido da AMB será analisado pela Comissão Permanente de Tecnologia da Informação e Inovação do CNJ, que deve emitir parecer antes da deliberação do plenário.

Mônica Bergamo/Folhapress

Lula diz que Brasil passa por turbulência desnecessária porque Trump criou imagem mentirosa

 Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) durante evento de inauguração da fábrica da montadora GWM15 de agosto de 2025 | 20:01

Lula diz que Brasil passa por turbulência desnecessária porque Trump criou imagem mentirosa

economia

O presidente Lula (PT) disse nesta sexta (14) que o Brasil passa por uma turbulência desnecessária porque o presidente dos EUA, Donald Trump, criou uma imagem mentirosa sobre o país.

“A ideia de passar para o mundo que o Brasil é um país horrível para negociar não é verdade, e eu não posso admitir que o presidente de um país do tamanho dos EUA possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil”, afirmou Lula durante evento de inauguração da fábrica da montadora GWM.

“Não dá para a gente aceitar a criação de uma imagem mentirosa contra um país como o Brasil, que não tem contencioso no mundo”.

Lula disse que o governo brasileiro estava negociando desde março com os americanos, por isso ficou “injuriado” quando recebeu a notícia do tarifaço contra o Brasil.

Segundo ele, foram enviadas dez cartas tentando negociações. A última delas, no dia 16 de julho, quando o Brasil cobrou uma resposta. “A resposta que nós recebemos foi o aumento de 10% para 50% da taxação dos produtos brasileiros”.

Lula chegou a insinuar que vai buscar negociação na OMC (Organização Mundial do Comércio) no órgão internacional, desprezado por Trump, “para que o país [Brasil] seja tratado em igualdade de condições, para evitar que um país grande sufoque o pequeno.”

Em um discurso de cerca de 20 minutos, o presidente voltou a enfatizar a luta do grande contra o pequeno, alçou o tom da voz sobre o suposto desprezo dos países ricos contra o terceiro mundo e usou mais de um exemplo para citar o orgulho brasileiro.

É um discurso para o público interno. Uma tentativa de capitalizar a briga com Trump para buscar aumento de popularidade de seu governo e do próprio índice de aprovação. A última pesquisa do Datafolha mostra que 50% dos entrevistados desaprovam o trabalho do petista, enquanto 46% aprovam. São 29% os que consideram o governo ótimo ou bom e 40% ruim ou péssimo.

Em Iracemápolis, deu certo. Cada vez que ele fazia isso, os aplausos eram efusivos de dirigentes sindicais, políticos e funcionários da fábrica.

“Estamos vivendo uma situação que não deveríamos viver. Se tem uma coisa que o Brasil sabe fazer é negociar. O companheiro Geraldo Alckmin [PSB] foi governador de São Paulo por 16 anos e sabe negociar”, disse, referindo-se ao seu vice e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Mais cedo, Alckmin havia dito o investimento da GWM é prova de que o Brasil é um bom parceiro comercial.

Embora tenha revisitado sua história de pobreza na infância, falado sobre salário mínimo e diminuição da fome no país, grande parte do discurso de Lula durante o evento em Iracemápolis foi uma resposta a Trump.

Ele afirmou também que o Brasil é uma democracia em que os direitos humanos são respeitados, ao contrário do que dizem os EUA, e listou os motivos pelos quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —que tem sido defendido por Trump— está sendo julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum empresário, de nenhum deputado. Ele está sendo julgado por delação dos seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar no dia 8 de janeiro de 2023”, afirmou Lula.

O presidente afirmou ainda que a acusação também considera a tentativa de assassiná-lo antes da posse, entre outros crimes.

“Ele está sendo julgado porque ele colocou, junto com os seus comparsas, um caminhão com bomba no aeroporto de Brasília, na perspectiva de causar um verdadeiro desastre para evitar a posse do presidente eleito”.

PREFEITA CONSTRANGIDA

As citações a Bolsonaro colocaram o holofote sobre uma das anfitriãs do evento, a prefeita de Iracemápolis, Nelita Michel Franceschini, 52. Ela aplaudiu de maneira discreta alguns trechos do discurso de Lula. Em outros, o constrangimento era aparente.

A primeira prefeita da história da cidade é do Partido Liberal, o mesmo de Bolsonaro. Em sua conta nas redes sociais, ela tem mais de uma foto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não compareceu à inauguração da fábrica da GWM, apesar de ter feito parte de todo o processo de negociação com a matriz.

Nelita citou Lula uma vez em seu agradecimento e foi citada por ele, mas chegou a baixar a cabeça quando o presidente falou sobre Bolsonaro, sem citar nominalmente o adversário. Voltou a falar que ele é julgado por delação, e não por perseguição dos adversários.

Em outros momentos, a prefeita fechou a cara enquanto o presidente da República era aplaudido. Duas vezes coçou a cabeça e fez uma careta enquanto Lula falava.

Formada em serviço social e com MBA em Gestão de Pessoas e Estratégias, Nelita foi eleita com 62% dos votos em 2024.

“Logo ao assumirmos, recebemos a notícia da saída da Mercedes”, disse, citando a companhia alemã que deixou o país e depois venderia a fábrica para a GWM.

Nesta sexta, ela recebeu doação de R$ 500 mil da fábrica chinesa para investir na educação da cidade. Ela não foi chamada para acionar o botão de início simbólico dos trabalhos da fábrica, ao lado de Lula e Alckmin.

Tarcísio tem evitado dividir palanque com Lula com a aproximação da eleição presidencial de 2026. Na última vez em que estiveram juntos em uma cerimônia, o governador foi vaiado por uma plateia arregimentada pelo Partido dos Trabalhadores em 27 de fevereiro. Os dois participaram do lançamento do edital para a construção do túnel imerso ligando Santos e Guarujá.

Nos discursos, os dois prometeram trabalhar juntos, acima de questões partidárias.

Alex Sabino/Folhapress

Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop são soltos sob fiança de R$ 25 milhões; auditor segue preso

 Foto: Reprodução/Instagram

Sidney Oliveira fundador e presidente da rede Ultrafarma15 de agosto de 2025 | 20:15

Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop são soltos sob fiança de R$ 25 milhões; auditor segue preso

brasil

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes diretor estatutário do grupo Fast Shop, foram soltos no final da tarde desta sexta-feira (15). Eles terão de pagar fiança de R$ 25 milhões e deverão respeitar medidas cautelares, como não se comunicar com outros investigados e não sair de casa após as 20h (veja lista completa abaixo).

Eles estavam presos temporariamente desde a última terça-feira (12), quando foi deflagrada a Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um suposto esquema bilionário de propinas e créditos de ICMS irregulares envolvendo auditores fiscais da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado).

A soltura ocorreu porque o MP-SP não solicitou a prorrogação das prisões temporárias. As defesas dos liberados não se manifestaram.

Já o auditor fiscal da Sefaz-SP Artur Gomes da Silva Neto, apontado como líder do esquema, teve a prisão temporária estendida pela Justiça.

A decisão de soltar dois investigados foi do juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A soltura, contudo, vem acompanhada de restrições —porque, de acordo com o magistrado, a situação que levou os investigados à prisão temporária era de “extrema gravidade” e o próprio Ministério Público havia enfatizado a “extrema imprescindibilidade” da prisão temporária para o prosseguimento das investigações.

A única explicação plausível, segundo o magistrado, para a mudança de postura do Ministério Público seria “um eventual acordo de delação premiada em curso”.

Procuradas por telefone e WhastApp às 18h30 desta sexta, as defesas de Oliveira e Gomes não se manifestaram até a publicação deste texto.

O advogado Paulo da Cunha Bueno, que defende Silva Neto, não quis dar declarações.

A Ultrafarma afirmou que está colaborando com a investigação e que a marca segue comprometida com a transparência, a legalidade e trabalho legítimo e “com a confiança que milhões de brasileiros depositam diariamente na empresa”.

A medida mais significativa, no entanto, é o recolhimento de fiança, fixada em R$ 25 milhões, a ser paga no prazo de cinco dias. A decisão do valor é justificada pelo juiz devido ao “altíssimo poder econômico dos requeridos, bem como a gravidade concreta e o provável prejuízo aos cofres públicos”.

O não cumprimento de qualquer uma das cautelares estabelecidas poderá levar à decretação de nova prisão dos investigados.

As investigações da Operação Ícaro pelo Ministério Público seguem em andamento. Os acusados são suspeitos de crimes tributários, lavagem de bens e valores, além de colaboração com organizações criminosas. As penas podem ser superiores a dez anos de detenção.

Ana Paula Branco/Folhapress

Prefeitura de Maraú esclarece vídeo sobre suposta ultrapassagem indevida entre ônibus escolares

 Foto: Reprodução/Redes sociais

Ônibus escolar da cidade de Maraú15 de agosto de 2025 | 21:45

Prefeitura de Maraú esclarece vídeo sobre suposta ultrapassagem indevida entre ônibus escolares

interior

A Prefeitura de Maraú divulgou, nesta quinta-feira (14), uma nota para esclarecer um vídeo que circula nas redes sociais, no qual aparecem dois ônibus escolares supostamente envolvidos em um racha no município. As imagens, gravadas na última terça-feira (12), mostram três momentos de ultrapassagem entre veículos que prestam serviço à Secretaria Municipal de Educação, com alegação de alta velocidade em trechos em movimento.

Em resposta, a Prefeitura informou que abriu uma apuração imediatamente após tomar conhecimento do caso. Foram ouvidos os dois motoristas, a autora das filmagens e um grupo de 10 alunos que estavam a bordo.

“Conforme depoimentos, o motorista Ítalo, da rota Santa Maria x Maraú, garantiu que não houve ultrapassagem acima de 70 km/h e apontou que, em duas ocasiões, um dos ônibus já estava parado. O segundo motorista, Rafael, da rota Tremembé x Maraú, afirmou que a velocidade mais alta registrada foi de 50 km/h”, diz a nota.

Ainda segundo a Prefeitura de Maraú, a estudante que registrou as imagens explicou que não as enviou a nenhum veículo de imprensa e que um blog teria publicado o conteúdo a partir de imagens postada nas redes sociais da aluna. Segundo a estudante, não houve excesso de velocidade e que o entusiasmo dos alunos teria sido motivado por atividades bem-sucedidas no CETEP – LS.

Relatos de outros alunos e de um servidor da rede municipal, que também esteve em um dos veículos, confirmaram que os motoristas mantiveram uma condução segura, sem colocar vidas em risco. “Segundo eles, apenas uma ultrapassagem ocorreu com os dois ônibus em movimento, sem velocidade acima do permitido”, diz o texto.

A Secretaria de Educação informou que as investigações seguem em conjunto com o Conselho Municipal de Educação e o Colegiado do CETEP – LS. De acordo com a Prefeitura, caso alguma infração seja comprovada, serão aplicadas sanções rigorosas. Como medida preventiva, os motoristas receberam orientações adicionais e advertências provisórias.

Em destaque

Futuro 444, Angelo Coronel disfarça sobre novo partido

  Futuro 444, Angelo Coronel disfarça sobre novo partido Por  Política Livre 01/02/2026 às 15:03 Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado O se...

Mais visitadas