segunda-feira, julho 21, 2025

Preta Gil, exemplo de coragem, perde a árdua luta contra o câncer, e comove o País

 Cantora morreu neste domingo, nos Estados Unidos, onde enfrentava mais uma etapa do longo tratamento

Por CADERNO B com Brasil 247
redacao@jb.com.br

Publicado em 20/07/2025 às 20:11

Alterado em 20/07/2025 às 20:58


                                      A cantora Preta Gil Instagram da artista/Reprodução


A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, enquanto realizava tratamento contra um câncer nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles. Segundo a reportagem, a artista apresentou piora em seu estado de saúde na última quarta-feira (16), após sentir-se mal durante uma sessão de quimioterapia.

Preta Gil vinha lutando contra a doença desde 2023, quando foi diagnosticada com um câncer no intestino. Na última semana, durante mais uma etapa do tratamento em uma clínica americana, exames detectaram que a enfermidade havia se espalhado, agravando significativamente o quadro clínico da cantora.

A assessoria de imprensa de Preta Gil confirmou o falecimento à coluna e informou que a família divulgará uma nota oficial em breve. Amigos próximos da artista e seu filho, Francisco, já estavam nos Estados Unidos acompanhando o tratamento nos últimos dias.

Uma das grandes amigas de Preta, a atriz Carolina Dieckmann, conseguiu uma pausa nas gravações de novela e viajou para acompanhá-la. Porém, segundo o Metrópoles, Carolina não sabia que o quadro da cantora era tão crítico. “Ela foi na esperança de apoiar Preta, mas infelizmente a situação já era irreversível”, disseram fontes ligadas à família.

Ainda de acordo com o portal, a notícia da morte de Preta Gil abalou profundamente o cantor Gilberto Gil, pai da artista. Fontes próximas relataram que Gil teve um aumento de pressão arterial ao receber a notícia do falecimento da filha, em meio a um momento de forte comoção familiar.

Preta Gil era admirada por sua trajetória artística e também por sua postura pública de defesa das causas sociais, da diversidade e do combate ao preconceito. Desde o diagnóstico, ela vinha compartilhando parte de sua batalha contra o câncer com os fãs pelas redes sociais, transmitindo mensagens de força e esperança.

A despedida da cantora ocorre em meio a homenagens emocionadas de colegas artistas, amigos e admiradores, que reconhecem seu legado na música brasileira e na luta por uma sociedade mais inclusiva. A família ainda não divulgou detalhes sobre o translado do corpo para o Brasil ou informações sobre o velório.

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Eduardo Bolsonaro diz que não renunciará ao mandato de deputado

 Foto: Divulgação

Deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro20 de julho de 2025 | 18:28

Eduardo Bolsonaro diz que não renunciará ao mandato de deputado

brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste domingo (20) que não vai renunciar ao cargo. Em março, o parlamentar e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu licença do mandato, cujo prazo termina hoje, e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

O parlamentar afirmou durante uma live neste domingo (20) que vai conseguir “levar o mandato” por mais três meses. “Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, eu consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, disse na transmissão divulgada em seu canal no YouTube.

A licença de 120 dias do parlamentar termina neste domingo, mas o recesso do Congresso e o limite de faltas permitidas pela Câmara devem adiar a decisão sobre a possível perda de mandato do deputado. As sessões na Câmara só voltam em 4 de agosto.

Caso não renuncie oficialmente ao mandato até esta segunda-feira (21), Eduardo voltará a receber o salário de R$ 46,3 mil como deputado. Seu retorno como parlamentar é automático, não sendo necessária nenhuma formalidade, segundo a Câmara dos Deputados.

Mesmo que não retorne ao Brasil, ele não corre o risco de perder o mandato agora. A punição só ocorre se o número de faltas ultrapassar um terço das sessões plenárias no ano. Até o momento, Eduardo acumula quatro faltas não justificadas no site da Câmara.

“[São] 44 sessões ainda [às quais ele pode faltar]”, disse seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na última quinta-feira (17).

Durante a semana, Eduardo indicou que abriria mão do mandato. “Não vejo a possibilidade de eu voltar agora, porque, se eu voltar, o Alexandre vai me prender”, disse em entrevista à Folha. “Só preciso me pronunciar definitivamente após o recesso. Tenho a opção de não renunciar, deixar o tempo correr e perder o mandato por falta”, acrescentou.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu licença em março. Na época, ele anunciou que ficaria nos Estados Unidos para buscar punições contra autoridades brasileiras envolvidas em processos que investigam seu pai, em especial o ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele foi substituído pelo suplente Missionário José Olímpio (PL-SP).

À Folha, Eduardo citou um projeto apresentado por Evair Vieira de Melo (PP-ES) que propõe alteração no regimento para permitir, em caráter excepcional, o exercício remoto do mandato parlamentar no exterior. O texto está parado aguardando despacho do presidente da Câmara.

O comportamento de Eduardo gerou inquérito aberto em maio no STF a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Na solicitação, a procuradoria fala em crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

O deputado articula com o governo americano para impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a PGR, a intenção é coagir o STF e beneficiar o pai, Jair Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe.

No sábado (19), Eduardo agradeceu o presidente dos EUA, Donald Trump, por revogar vistos de ministros do STF. “De garantido só posso falar uma coisa: tem muito mais por vir!”, escreveu no X.

Ele também manteve a defesa do tarifaço sobre os produtos brasileiros. Em entrevista à CNN, disse que a tarifa de 50% “não é o cenário desejado”, mas é a “única esperança” que resta. O deputado também afirmou que “lamenta que o povo brasileiro tenha que pagar a conta”.

Folhapress

Tarifaço pode impactar vendas de suco de laranja, café, carne e frutas

 Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Alerta é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada20 de julho de 2025 | 20:00

Tarifaço pode impactar vendas de suco de laranja, café, carne e frutas

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A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos pode comprometer receitas do agronegócio brasileiro, provocar desequilíbrios de mercado e pressionar os valores pagos ao produtor. O alerta é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o Cepea, os itens mais expostos ao tarifaço de Trump são o mercado de suco de laranja, o setor cafeeiro, a pecuária de corte e o de frutas frescas.

Dentre esses itens, o suco de laranja é o produto mais sensível a essa política tarifária, dizem os pesquisadores do Cepea. “Isso porque já incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplicação de uma sobretaxa de até 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos Estados Unidos, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros”, dizem os pesquisadores, em nota.

Segundo o Cepea, os Estados Unidos importam atualmente cerca de 90% do suco que consomem, sendo que o Brasil é responsável por aproximadamente 80% desse total. “Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e Triângulo Mineiro: 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre as cotações internas tornam-se prováveis”, avaliou a professora da Esalq/USP Margarete Boteon, pesquisadora da área de citros do Cepea.

Quanto ao café, os Estados Unidos são o maior consumidor global do produto e importam cerca de 25% do Brasil, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação. Como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, destaca o pesquisador de café do Cepea Renato Ribeiro.

Com a queda nas cotações do produto e a instabilidade externa provocada principalmente pelo tarifaço, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, adiando as grandes negociações para esperar por definições sobre o cenário tarifário.

Carne bovina

Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil. As empresas estadunidenses são responsáveis por 12% das exportações do produto brasileiro e, entre março e abril, elas adquiriram volumes recordes de carne bovina, acima de 40 mil toneladas por mês, o que pode indicar uma possível movimentação de formação de estoque diante do receio de que Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio exterior. São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados brasileiros, respectivamente, que mais têm escoado carne aos EUA.

Nos últimos meses, no entanto, houve redução no volume exportado para os Estados Unidos, enquanto os embarques para a China vêm crescendo. Em junho, especificamente, vários outros parceiros comerciais também aumentaram suas compras na comparação com maio. Segundo o Cepea, isso sinaliza que os frigoríficos brasileiros têm possibilidade de ampliar suas vendas para outros mercados.

Frutas frescas

No caso do mercado de frutas frescas, o maior impacto imediato recai sobre a manga, dizem os pesquisadores da USP. Isso acontece porque a janela crítica de exportação desse produto aos Estados Unidos começa em agosto. De acordo com o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária.

A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta.

Antes do tarifaço, no entanto, a expectativa era de crescimento de exportações de frutas frescas, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. “A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor”, disse Lucas de Mora Bezerra, do Cepea.

O que pode ocorrer, dizem os pesquisadores, é que as frutas que seriam destinadas aos Estados Unidos sejam direcionadas a outros mercados, como a União Europeia, ou até mesmo absorvidas pelo mercado interno, o que pode pressionar o preço ao produtor.

Diante desse contexto geral relacionado ao café, à carne bovina, ao suco de laranja e às frutas frescas, o Cepea informa que é urgente “uma articulação diplomática coordenada, com vistas à revisão ou exclusão das tarifas sobre produtos agroalimentares brasileiros”.

“Tal medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os próprios Estados Unidos, cuja segurança alimentar e competitividade da agroindústria dependem de forma substancial do fornecimento brasileiro”, diz a nota.

Agência BrasilPolitica Livre

Lula está no Chile e participa de reunião sobre defesa da democracia

 Foto: Fábio Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

O presidente Lula21 de julho de 2025 | 07:44

Lula está no Chile e participa de reunião sobre defesa da democracia

mundo

O presidente Lula participa, nesta segunda-feira (21), no Chile, de uma reunião de alto nível sobre a defesa da democracia, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric.

Também participam do evento os presidentes da Colômbia, Espanha e Uruguai. Três temas vão ser discutidos: a defesa da democracia e do multilateralismo; o combate às desigualdades; e o enfrentamento à desinformação e as tecnologias digitais.

A reunião vai ser reservada para os chefes de Estado e será seguida de um encontro com representantes da sociedade civil, do meio acadêmico e de centros de pesquisa.

Para o Ministério das Relações Exteriores, a reunião vai dar seguimento ao encontro “em defesa da democracia – lutando contra o extremismo”, realizado em 2024, após convocação do presidente Lula e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez.

Uma outra edição desta iniciativa irá ocorrer durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro deste ano.

Gésio Passos/Agência Brasil

Motta acumula atritos com Lula e bolsonaristas e vira alvo até de aliados no 1º semestre à frente da Câmara


Hugo Motta e Lula20 de julho de 2025 | 11:14

Motta acumula atritos com Lula e bolsonaristas e vira alvo até de aliados no 1º semestre à frente da Câmara

brasil

Hugo Motta (Republicanos-PB) encerra o primeiro semestre na presidência da Câmara dos Deputados criticado até por aliados, com colegas e integrantes do governo Lula (PT) questionando a confiabilidade dos acordos costurados por ele e alvo de denúncias sobre funcionários fantasmas.

Ele assumiu a presidência numa costura que envolveu do PT ao PL, mas sem deixar claro quais seriam as prioridades de sua gestão. Após meses de críticas à falta de agenda da Casa, ele buscou uma marca própria ao criar um grupo de trabalho para propor uma reforma administrativa.

O deputado foi procurado pela Folha, mas não quis comentar.

Nesta quarta-feira (16), Motta sofreu sua principal derrota com a decisão de Lula de vetar o projeto de lei que aumenta o número de deputados na Câmara, de 513 para 531. A proposta foi costurada pessoalmente por Motta para evitar que a Paraíba, sua base eleitoral, perdesse parlamentares.

Quatro interlocutores frequentes de Motta dizem que ele ficou chateado com essa decisão. Até mesmo defensores do projeto dizem que será tarefa difícil derrubar o veto presidencial.

Lula não informou previamente à cúpula do Congresso sobre o veto, o que foi interpretado como uma resposta à derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em junho. O governo só soube pelo X (ex-Twitter) que Motta iria pautar o projeto no dia seguinte.

Segundo dois interlocutores de Motta, ele telefonou no começo da tarde para a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) para perguntar sobre o tema. Só soube do veto, no entanto, pela imprensa e, assim que a informação veio a público, deixou o plenário da Câmara e foi até o Senado falar com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A conversa também tratou da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de validar o decreto presidencial sobre IOF. O gesto foi criticado até mesmo por aliados de Motta, que avaliam que o deputado errou ao não consultar os líderes da Câmara antes de falar com o aliado que preside o Senado. Um deles afirma que isso sugeriu falta de autonomia à frente da Casa.

Ao voltar ao plenário da Câmara, Motta decidiu pautar projeto que cria crédito subsidiado para o agronegócio com verbas de petróleo do pré-sal, com custo de R$ 30 bilhões. O governo reclamou publicamente de quebra de acordo, já que negociava uma alternativa com menor impacto fiscal.

Mesmo aliados dele entenderam como intempestiva a “pauta-bomba”. Dois deles dizem, sob reserva, que isso vai contra à imagem que ele tem buscado construir, de preocupação com o equilíbrio fiscal e que cobra do Executivo medidas de redução de gastos.

Há aliados de Motta que minimizam as queixas e dizem que as votações expressivas mostram que ele tem apoio do plenário. Afirmam que ele não foi derrotado em nenhuma votação e soube contornar as pressões ao tratar do projeto de lei da anistia. O texto não avançou na Casa, o que tem irritado os bolsonaristas, que cobram dele uma solução para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O estremecimento na relação com Lula ocorreu após um breve período de lua de mel. O petista o convidou para viagens e reuniões na residência oficial, e Motta participou de atos no Palácio do Planalto. O presidente concordou com o apoio do PT à eleição de Motta, o que viabilizou a construção de ampla aliança em torno de seu nome, negociada pelo antecessor, Arthur Lira (PP-AL).

Hoje, o governo se queixa de acordos não cumpridos, como o recuo em ceder ao PT da relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e uma mudança de postura com as propostas alternativas ao aumento do IOF —o que Motta rebate dizendo que nunca se comprometeu com as medidas.

Há ainda temor entre petistas de outro acerto ser quebrado: o de que o partido indicará um ministro para o TCU (Tribunal de Contas da União).

Por outro lado, o governo pode comemorar a volta da possibilidade de editar medidas provisórias, que estavam travadas na gestão Lira por um conflito com o Senado.

Aliados de Motta também citam o apoio a projetos de Lula, como o empréstimo consignado para a iniciativa privada, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública –os dois últimos, por enquanto apenas nas comissões.

Parte dessas propostas avançou após o governo encampar agenda da defesa da justiça tributária, e as redes sociais petistas atacarem Motta com memes e vídeos. O presidente da Câmara reclamou com o Palácio do Planalto, mas mudou a rota, e a Casa deu andamento à agenda do governo.

Já a oposição reclama que Motta indica nos bastidores a construção de um acordo para a anistia, mas não leva o projeto a voto. Eles também já protestaram, até com bate-boca com o presidente da Câmara, pelo que consideraram quebras de acordo com a votação de projetos que não estavam combinados.

Há também queixas de que ele não adotou postura mais firme contra o que classificam como invasão das prerrogativas parlamentares pelo STF. Motta rebate, no entanto, dizendo que pautou o recurso para suspender o processo criminal contra o deputado delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

A revelação da existência de funcionários fantasmas em seu gabinete, revelada pela Folha, também é apontada nos bastidores como prática que não estaria à altura do ocupante da presidência da Câmara, e deputados dizem que o escândalo prejudica a imagem da Casa.

Em público, no entanto, os deputados resolveram silenciar e não citaram o assunto em plenário.

Apenas deputados do PSOL defenderam nas redes sociais que ele se explicasse –ainda assim, de forma discreta, já que ele ameaça pautar após o recesso a cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).

A Folha revelou que três assessoras de seu gabinete tinham rotinas incompatíveis com o expediente no gabinete: uma fisioterapeuta que presta serviço em clínicas, a assistente social de uma prefeitura e uma estudante de medicina que morou em outro estado durante seis meses.

Motta não quis comentar as críticas, mas, ao final da sessão de quarta (16), agradeceu aos colegas e disse buscou “atender a todos naquilo que eu podia”.

“Peço desculpas àqueles a quem eu não consegui corresponder, mas podem ter certeza de uma coisa: eu durmo e acordo todos os dias buscando ser melhor e buscando estar à altura deste cargo tão honrado que é presidir a Câmara dos Deputados”, afirmou.

CATIA SEABRA, MARIANNA HOLANDA, RAPHAEL DI CUNTO E VICTORIA AZEVEDO / FOLHAPRESS 

Preta Gil morre aos 50 anos durante tratamento contra câncer

 Foto: Divulgação

Cantora enfrentava um câncer há dois anos20 de julho de 2025 | 20:39

Preta Gil morre aos 50 anos durante tratamento contra câncer

brasil

Preta Gil morreu neste domingo, 20, aos 50 anos de idade.A cantora passava por um tratamento contra um câncer. A informação foi confirmada pela assessoria da cantora ao site “Quem”. Mais informações em instantes.

Preta anunciou que estava com câncer no intestino, também chamado de câncer colorretal, em janeiro de 2023. Ela descobriu a doença após exames que diagnosticaram a presença de um tumor adenocarcinoma na porção final do órgão.

A primeira fase de tratamento foi feita com cirurgia e sessões de radioterapia. A artista também teve de passar por uma histerectomia total abdominal, procedimento que consiste na remoção do útero, e por uma amputação de reto.

Em junho de 2023, Preta foi liberada pelos médicos para voltar a cantar. Na época, ela estava em turnê com o Gilberto Gil, seu pai, no show Nós, a Gente. Em entrevista para o Estadão à época, Preta disse que voltar aos palcos era receber uma “dose de cura”. “É uma prescrição médica: voltar ao palco, estar com a família”, disse.

Preta comemorou 50 anos de idade em agosto de 2024. Para marcar a data, ela lançou o livro Preta Gil: Os primeiros 50. Na época, em entrevista ao Estadão, ela se mostrou esperançosa. “Sou uma pessoa que chega aqui zero traumatizada com o que viveu, tudo serviu de lição pra mim, pra poder valorizar ainda mais esses próximos cinquenta. Estou cheia de gás, de ideias, de assuntos, e bora pra mais cinquenta que só tá começando”.

Estadão ConteúdoPolitica Livrew

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