domingo, julho 20, 2025

Com Bolsonaro em prisão domiciliar, Brasil e EUA praticamente em guerra


Trump acusa Moraes de descumprir leis americanas e promover censura |  Metrópoles

Ninguém até onde vai a briga de Moraes com Trump

Mario Sabino
Metrópoles

Uso de tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais, recolhimento domiciliar noturno, proibição de sair de casa nos finais de semana, proibição de se ausentar de Brasília, proibição de comunicação com embaixadas, proibição de contato com o filho Eduardo e demais investigados: Jair Bolsonaro foi praticamente preso nesta manhã.

As justificativas policiais para a decisão devem ser deixadas em segundo plano, inclusive as eventuais provas contra o ex-presidente que forem obtidas na busca e apreensão realizada pela PF na casa dele.

REAÇÃO À CHANTAGEM – Está claro que o objetivo principal de Alexandre de Moraes foi responder à chantagem tarifária de Donald Trump, antecipando-se também a retaliações que o presidente americano poderá vir a tomar contra o próprio ministro e outros colegas seus.

Em decisão, Moraes cita possibilidade de Bolsonaro fugir do país

Integrantes ou não das torcidas organizadas da política nacional internacionalizada, os brasileiros estão todos na mesma nau dos insensatos.

Já começa a deixar o terreno do improvável para adentrar o campo do impossível que, com Jair Bolsonaro submetido a medidas restritivas de liberdade e Lula apostando em patriotadas para ganhar a simpatia da patuleia, Donald Trump aceite negociar um acordo para baixar a tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. Talvez até aumente a taxa ignominiosa.

DIZ O ZERO UM – O risco é tamanho que mesmo Flávio Bolsonaro já tenta frear os ímpetos do presidente americano. Depois da operação da PF contra o seu pai, ele escreveu nas redes sociais:

“O justo seria Donald Trump suspender a taxa de 50% sobre importações brasileiras e meter sanção individual em quem persegue cidadãos e empresas americanas, viola liberdades, usa o cargo público para violar direitos humanos e implodir a democracia de um país para satisfazer seu próprio ego.”

Flávio Bolsonaro apagou o post, mas é rezar para que o presidente americano se segure, porque, caso contrário, no plano econômico, sangraremos na forma de crescimento menor e mais inflação, para não falar da danação das empresas que negociam com os americanos.

NADA A FAZER  – Já no plano institucional, não há o que fazer, ainda que haja sanções individuais da parte de Washington.

Podemos esquecer de vez qualquer autocontenção da parte do STF, em especial do ministro cheio de testosterona que se tornou o Grande Inquisidor nacional, com todas as implicações deletérias disso para o Estado de Direito.

Neste momento, estamos em guerra com os Estados Unidos da América, senhores, e não temos nada a ver com isso.

Bolsonaro fora do caminho é ótimo para Tarcísio de Freitas, se for hábil

Publicado em 19 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Tarcísio ultrapassa limites ao tentar negociar tarifas com EUA, dizem  especialistas - ISTOÉ Independente

Tarcisio sabe que terá de substituir Bolsonaro na eleição

Fabiano Lana
Estadão

Já pipocam nas redes de esquerda comemorações pelas medidas de restrição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que por determinação do ministro Alexandre de Moraes passará a usar humilhante tornozeleira eletrônica, entre outras deliberações não muito edificantes.

Mas quem ganha com essa história, se tiver habilidade para isso, é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Pela simples razão de que a família Bolsonaro, por suas atitudes erráticas, pela fome de se manter com poder, é hoje o principal obstáculo para os movimentos políticos de Tarcísio, em empate técnico com Lula nas pesquisas.

PAGAR PEDÁGIO – Mas para isso, em primeiro lugar, o governador terá de pagar um pedágio, que pode até fazer parte de suas convicções. Precisará se mostrar solidário com o drama de seu mentor político. E acertar a dose.

Se for muito tímido no desagravo, irá levar pedradas do bolsonarismo radical, hoje comandado dos Estados Unidos pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, vulgo 03. Se for muito incisivo no posicionamento, leva bala do mercado financeiro, do setor produtivo e até mesmo de gente do Centrão, essenciais aos seus supostos planos.

Os representantes do Centrão, aliás, também perceberam que Bolsonaro é hoje um problema sob a ótica da manutenção do poder. Na prática, o ex-capitão é, neste momento, o maior cabo eleitoral do presidente Lula.

INIMIGOS DA PÁTRIA – Percebam que no pronunciamento em rede na noite de ontem, na verdade, um comício consentido na TV, Lula escolheu seu adversário presidencial: o bolsonarismo. Por se aliarem a Trump e suas tarifas, foram taxados de inimigos da pátria. O presidente age respaldado por pesquisas de opinião.

Sem Bolsonaro no caminho, provavelmente na cadeia pela tentativa de golpe de Estado, restará ao lulismo tentar fundir a imagem de Tarcísio com a do radicalismo arrivista representado pelo padrinho.

O governador tem cartas na manga para se livrar disso. Foi, por exemplo, chefe do poderoso Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no governo Dilma Rousseff. Consta que se dava bem com a chefe. Tem também a saída discursiva de ser essencialmente um “gestor”.

TERCEIRA VIA – Mais difícil será convencer ao bolsonarismo raiz de que Tarcísio de Freiras, por variados motivo, é a melhor opção ao movimento da direita e do centro.

Que, se o objetivo for tirar Bolsonaro da cadeia, por meio de algum acordo (sim, o STF é hoje uma casa política), é melhor deixar de lado a intransigência e aceitar um candidato mais alinhado ao famigerado sistema. Um postulante que ainda possa trazer os votos de centro, decisivos para a vitória.

A outra opção é ver Lula se reeleger e o sinal se fechar de vez. Mas, lembremos, racionalidade e sangue-frio não são o forte dessa turma.

Governo dos EUA avisam que sanções devem aumentar na próxima semana

Publicado em 19 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Secretário de Trump admite “grande possibilidade” de sanção contra Moraes | CNN Brasil

E agora, Moraes? O Central Park, a Disneylândia, o Pateta?

Deu na Folha

Membros da Secretaria de Estado dos EUA informaram a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que a revogação de vistos de entrada para o ministro Alexandre de Moraes (STF) e outros integrantes da corte é apenas o começo.

Segundo relato de um integrante do governo americano a bolsonaristas, “o Brasil terá uma longa semana a partir do dia 21”.

OPÇÕES NA MESA – O presidente Donald Trump teria dito que “todas as opções estão na mesa” e que a decisão de Moraes de autorizar uma ação contra Bolsonaro nesta sexta-feira (18) foi equivalente a uma declaração de guerra contra ele e os EUA.

Entre as novas sanções cogitadas estão aumentar as tarifas de 50% para 100%, adotar punições em conjunto com a Otan e até bloqueio do uso de satélites e GPS.

Moraes e outros membros da corte também estariam sujeitos à chamada Lei Magnitsky, que impede uma série de operações financeiras, entre outras punições.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os ministros do Supremo estão desesperados. Jamais imaginaram (?) que Trump chegaria a esse ponto. (C.N.)

A chantagem de Trump já conseguiu matar o bolsonarismo moderado?

Publicado em 19 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Trump ameaça impor tarifas de 100% sobre a Rússia se não houver cessar-fogo com a Ucrânia – CartaCapital

Trump é um jogador de cartas e sabe o que está fazendo

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Um nome de direita pode chegar ao segundo turno das eleições de 2026 sem o apoio de Bolsonaro? Por mais que isso me entristeça, sou obrigado a admitir: “provavelmente não”. A não ser que uma revolução do sentimento popular ocorra, o candidato que disputará o segundo turno com Lula será aquele ungido por Bolsonaro.

É claro que o melhor para o Brasil é ter uma direita democrática e que rejeite o bolsonarismo. A criação dessa direita, contudo, é um trabalho de mais longo prazo. No horizonte previsível, o ex-capitão segue incontornável em 2026.

PELA DEMOCRACIA – Para o Brasil —e sem expressar aqui preferência por qualquer lado que seja—, seria muito importante que o candidato de direita em 2026 não reproduza as condutas antidemocráticas de Bolsonaro em 2022, o mais grave ataque à nossa democracia na Nova República.

Desses parágrafos iniciais, uma conclusão se segue: seria muito importante para o Brasil que o candidato apoiado por Bolsonaro seja alguém que não reproduza as condutas antidemocráticas de Bolsonaro. Estou falando, é claro, do “bolsonarismo moderado”.

Esse campo é ocupado pelos governadores de direita aliados de Bolsonaro, como Tarcísio, Ratinho Jr., Romeu Zema ou mesmo Ronaldo Caiado. Desde que Bolsonaro está inelegível, muito se discute se ele apoiará alguém com esse perfil ou se optará por um nome do bolsonarismo mais radical, como algum familiar.

CHANTAGEM DE TRUMP – A chantagem tarifária de Trump —em parte fruto da influência de Eduardo Bolsonaro junto a políticos americanos— pode ter ferido de morte as chances dos bolsonaristas moderados.

O caminho do meio, de ser aliado político de Bolsonaro ao mesmo tempo em que se respeita a democracia e as instituições brasileiras, está impossibilitado. Ou adere-se ao clamor pela supressão do nosso Judiciário em subserviência aos EUA ou rompe-se com Bolsonaro. O ticket para o segundo turno acaba de ficar muito mais caro.

Trump exige que, para não impor tarifa de 50% sobre nossas exportações, o Brasil mantenha Bolsonaro livre e elegível. Vale lembrar: a inelegibilidade não vem do processo sobre a tentativa de golpe; ela decorre da condenação eleitoral, em 2023, por abuso de poder econômico e político.

DUPLA ANISTIA – Para que o julgamento de Bolsonaro seja encerrado e ele possa concorrer será necessário revogar não só o STF (Supremo Tribunal Federal), como também o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O discurso de Tarcísio — e de boa parte da direita brasileira — de culpar Lula pelas tarifas não funciona para o bolsonarismo radical. Para essa ala extremista, o culpado pelas tarifas tem que ser o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Se o discurso de Tarcísio colasse e Lula perdesse popularidade, isso seria péssimo para eles, pois seu objetivo não é derrotar a esquerda em 2026, e sim salvar Bolsonaro da Justiça. O ataque frontal ao Judiciário e a subserviência a Trump viraram condições inegociáveis para se estar junto de Jair.

SEM POSSIBILIDADE – A estratégia de Eduardo Bolsonaro é racional? Não. Um nome mais moderado apoiado por Bolsonaro teria chances em 2026 e poderia, aí sim, articular uma anistia com o Congresso.

Eduardo feriu de morte essa possibilidade. Agora, ele não só não conseguirá reabilitar o pai como mina a popularidade de seu próprio lado, fortalece Lula para 2026 e ainda cola em seu próprio movimento o selo de traidores da pátria.

A racionalidade pode muito pouco, contudo, quando a família está em jogo.


Há algo errado! Brasil é o único país que não consegue negociar com EUA

Publicado em 20 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Quaest: 55% dizem que Lula provocou Trump ao criticá-lo no Brics | LIVE CNNLourival Sant’Anna
da CNN

A falta de progressos nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos chama a atenção. Outros países, incluindo membros do Brics, como China, Índia, Indonésia e Vietnã, têm avançado de forma significativa nas tratativas com o governo Trump.

Em entrevista à CNN Internacional, o presidente Lula disse que houve “mais de dez” reuniões do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e do chanceler Mauro Vieira, com integrantes do governo americano. E que o Brasil mandou uma carta no dia 16 de maio com uma proposta, sem obter resposta.

OUTROS PAÍSES – Não é o caso de outros países. A Indonésia firmou acordo na terça-feira (15) com os Estados Unidos, reduzindo as tarifas americanas de 32% para 19% sobre produtos indonésios. É alta, mas é a mais baixa conseguida em acordos de outros países do Sudeste Asiático com os Estados Unidos: o Vietnã, também novo membro do Brics, aceitou 20 %; Filipinas, 21 %; Malásia, 25 %; Tailândia e Camboja, no mínimo 36 %.

Em troca, a Indonésia se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões em energia dos EUA, US$ 4,5 bilhões em produtos agrícolas e 50 aviões da Boeing. Foram eliminadas ainda tarifas sobre exportações americanas à Indonésia e estabelecidas penalidades para mercadorias chinesas reexportadas através do país.

A Índia, como a Indonésia, é integrante do Brics, e está em estágio avançado de negociação para um acordo provisório, que prevê a redução de tarifas recíprocas com os Estados Unidos.

ÍNDIA E CHINA – Uma equipe indiana esteve em Washington para a quinta rodada de discussões, e ambos os lados demonstram otimismo de que um acordo possa ser fechado nas próximas semanas. O próprio presidente Donald Trump fez referência a isso.

A China, líder do Brics e principal adversária dos Estados Unidos, obteve no dia 12 de maio acordo preliminar com o governo americano. Os EUA reduziram sua sobretaxa de 145 % para 30 % e a China, de 125 % para 10 %.

Diante da alíquota imposta por Trump em abril, o governo em Pequim suspendeu o fornecimento de minérios estratégicos para os Estados Unidos, que reagiram restringindo ainda mais a exportação de chips sofisticados para a China. Isso foi superado em maio. Ou seja, são questões bem mais estratégicas do que as que os Estados Unidos têm com o Brasil.

JAPÃO NEGOCIA – Com o Japão, o contencioso gira em torno de barreiras japonesas à importação de automóveis e cereais americanos. São dois setores muito sensíveis para a economia e até para a cultura japonesa. No caso dos automóveis, cujas exportações representam 3% do PIB, o Japão impõe regras de segurança consideradas excessivas para os padrões americanos. E o Japão preserva sua segurança alimentar e sua agricultura quase como tabus.

Mesmo assim, as negociações não foram concluídas principalmente porque o Japão realiza eleições para a Câmara Alta (equivalente ao Senado) no domingo. O Partido Liberal-Democrata, no governo, sente-se vulnerável a discursos nacionalistas na oposição.

Mas tem havido telefonemas entre os ministros do Comércio dos dois países e o primeiro-ministro Shigeru Ishiba pretende se reunir com o influente secretário americano do Tesouro, Scott Bessent, antes do prazo fatal de 1º de agosto.

COREIA, TAMBÉM – A Coreia do Sul iniciou negociações com os Estados Unidos imediatamente depois das tarifas anunciadas por Trump no dia 2 de abril, mesmo em meio ao processo de impeachment de seu presidente, Yoon Suk Yeol.

Estão em discussão a abertura do mercado agrícola e cooperação industrial, incluindo a revitalização de estaleiros nos Estados Unidos, além de medidas de contenção da China. Acordo “de princípio” pode ser firmado até 1º de agosto.

Negociações estão em curso com o objetivo de evitar tarifas de até 30% sobre produtos mexicanos, não contemplados pelo acordo comercial USMCA, com prazo para 1º de agosto. Também está sendo discutida a tarifa de 25% imposta por Trump sobre aço de todos os países. E a Argentina, que ficou com a tarifa de 10%, imposta por Trump aos países com superávit americano na balança comercial, como é o caso do Brasil, negocia um acordo de tarifa zero para 70% a 80% dos produtos.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Brasil tinha as menores taxas, de 10%. Por causa das patriotadas de Moraes, já subiu para 50% e pode chegar a 100%. Ainda há quem ache que Lula está certo em sua política interna e externa, mas minha ironia não chega a tanto. (C.N.)


Para Trump e as big techs, o Brasil não é mais parte do mundo livre


Lula e Xi Jinping

Lula colocou o Brasil a reboque da China e da Rússia

Luís Francisco Carvalho Filho
Folha

O objetivo do Supremo é impedir a fuga de Jair Bolsonaro. É um alento para a democracia brasileira. A restrição imposta à sua liberdade individual (a prisão, para garantia da ordem pública, seria mais eficaz) é também um sinal profilático contra conspirações futuras.

As Forças Armadas só não aderiram ao movimento de Bolsonaro contra a eleição de Lula pela oposição estratégica dos Estados Unidos –na época, o país era governado por Joe Biden. A conjuntura mudou. Para Donald Trump e para as big techs, o Brasil não é mais parte do mundo livre.

A decisão de Alexandre de Moraes aumenta a temperatura da crise tarifária. O desfecho é imprevisível.

POSSIBILIDADES – Na hipótese de revisão das tarifas impostas por Trump, ainda que parcial, ou de adiamento, Lula se fortalece. No Brasil e fora do Brasil. Se a taxação entra em vigor em agosto, um sinal amarelo acende na economia e na política.

Desde que anunciada a medida, até quinta-feira (17), informa a Folha, investidores estrangeiros sacaram J´QR$ 4,5 bi da Bolsa de Valores de São Paulo, amostra das consequências do tarifaço.

Há aspectos inegociáveis, como o julgamento do golpista Jair Bolsonaro, suposto amigo de Donald Trump. Mas há, aparentemente, espaço técnico para negociações. A medida atinge também interesses de setores industriais norte-americanos. É via de mão dupla. Não há razão econômica para o ataque desferido contra as exportações brasileiras.

INVESTIGAÇÕES – Paradoxalmente, com a abertura de ampla “investigação” de práticas comerciais “injustas” do Brasil (Pix, 25 de Março, desmatamento, corrupção etc), a perspectiva de negociação é mais palpável: podem ser adotadas providências que não afetem a soberania brasileira e que, de certa forma, se harmonizariam com “preocupações” do governo norte-americano, como a instalação de uma CPI para tratar do tema pirataria.

A motivação real de Trump, contudo, são interesses econômicos das big techs, atingidos pelo Pix (meio de pagamento criado pelo Banco Central na gestão Bolsonaro), e pela decisão do STF que impôs responsabilidades nas redes sociais.

Bolsonaro entra na cena trumpista como força política (piada de mau gosto) comprometida com liberdade de expressão e democracia.

CHANCE PARA LULA – O tarifaço criou para Lula uma janela de oportunidade política capaz de isolar o bolsonarismo e a extrema direita, e de ampliar para o centro a sua popularidade.

Faz sentido radicalizar o discurso contra “traidores da pátria” que se alinharam a interesses dos EUA em troca da impunidade de criminosos.

No cenário internacional das reciprocidades Lula se arrisca. O presidente do Brasil desferiu uma canelada ao dizer na CNN que Trump não foi eleito para “ser o imperador do mundo”. A Casa Branca reagiu dizendo que o presidente dos EUA é “líder do mundo livre”.

MUITAS DÚVIDAS – Estimulada pelas pesquisas de opinião, a escalada retórica contra Trump e sua insanidade (independentemente da escalada judicial contra a famiglia Bolsonaro) pode inibir movimentos pragmáticos de uma negociação diplomática ainda viável com os EUA? Ou a negociação não é mais viável?

A taxação das big techs é mesmo para valer? Com o desenlace da questão tarifária, o país saberá se Lula pratica diplomacia de centro acadêmico ou se age como verdadeiro estadista.

Tubarão raro achado em SE é um dos maiores encontrados no Atlântico

 Animal é o quarto encontrado no Brasil e o primeiro no estado de Sergipe

(Foto: Ascom/Ufal)

O tubarão megaboca (Megachasma pelagios) que encalhou morto na praia da Barra dos Coqueiros, em Sergipe, no último dia 4 de julho, está sendo estudado por uma equipe de especialistas após ser identificado como um dos maiores exemplares da espécie já registrados no oceano Atlântico. Com 4,63 metros de comprimento, o animal pertence a uma das espécies mais raras do mundo, com apenas 274 indivíduos documentados até hoje.

A análise está sendo conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Projeto Tamar e do Projeto Meros do Brasil. O professor Cláudio Sampaio, conhecido como Cláudio Buia, docente da Ufal e referência em estudos sobre biodiversidade aquática, foi convidado a integrar o grupo responsável pelo exame do tubarão, que foi transportado para o Museu da Fundação Projeto Tamar, o Oceanário de Aracaju.

“Essa é uma oportunidade única e preciosa para conhecer mais sobre uma espécie rara e contribuir com informações inéditas para a ciência”, afirma Buia. Segundo ele, este é apenas o quarto registro do tubarão megaboca no Brasil e o primeiro no estado de Sergipe.

Durante a análise, os pesquisadores coletaram amostras biológicas, como vértebras — que serão utilizadas para estimar a idade e o crescimento do animal — e parasitas internos. Também foram feitas fotografias e medidas do corpo. O exemplar, um macho, estava em bom estado de conservação, sem marcas de predadores ou redes de pesca. As causas do encalhe, no entanto, não puderam ser determinadas.

Conhecido por sua enorme boca, o tubarão megaboca é um animal oceânico e inofensivo aos humanos, alimentando-se de pequenos invertebrados e peixes em águas profundas. “O nome Megachasma pelagios vem do grego e faz referência à sua grande abertura bucal e ao hábito de viver em mar aberto”, explica o professor da Ufal.

A raridade do tubarão e seu tamanho impressionante fazem dele um exemplar de grande valor científico. Não há nenhum animal dessa espécie em exposição pública na América Latina, mas o Oceanário de Aracaju planeja reverter esse cenário. A intenção dos pesquisadores é preservar o corpo do animal para exposição futura, sensibilizando o público sobre a importância da conservação dos oceanos.

Com informações da Ascom da Ufal

 

Portal Infonet no WhatsApp
Receba no celular notícias de Sergipe

Em destaque

Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá

  Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá Por José Montalvão No dois de fevereiro O mar se veste em oração, É dia da Rainha d’Água, Da mais...

Mais visitadas