quinta-feira, julho 17, 2025

Tebet diz que PEC dos precatórios permite cumprir Orçamento sem mudar meta fiscal

 Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A ministra Simone Tebet (Planejamento)16 de julho de 2025 | 19:01

Tebet diz que PEC dos precatórios permite cumprir Orçamento sem mudar meta fiscal

economia

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a nova PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios (títulos de dívidas judiciais) garante segurança jurídica e cumprimento da meta fiscal das contas do governo no longo prazo.

O texto, aprovado na noite desta terça-feira (15) pelo plenário da Câmara, retira essas despesas do teto de gastos do arcabouço fiscal e prevê um mecanismo de transição de dez anos para que a União incorpore o estoque desses valores na meta fiscal.

A proposta, que abre um espaço de até R$ 12,4 bilhões no teto de gastos em 2026, passará agora por uma nova votação no Senado Federal.

“A votação da PEC é a certeza de que eu consigo cumprir o Orçamento sem mexer em meta, sem mexer no arcabouço, num ano [2026] que ainda vai exigir de nós bloqueios e contingenciamentos de despesas”, disse Tebet. “Agora, é a certeza de que não vai mudar a meta. Não tem mudança de meta esse ano. Não tem mudança de meta o ano que vem”, insistiu.

Segundo ela, havia uma “espada na cabeça” das contas públicas, diante do risco de insustentabilidade do arcabouço por causa dos precatórios.

Pelas regras atuais, todos os precatórios teriam que entrar no limite de gastos e ser contabilizados na meta fiscal a partir de 2027. Hoje, uma parcela das sentenças judiciais fica de fora após acordo costurado pelo governo com o STF (Supremo Tribunal Federal) —R$ 45,3 bilhões neste ano.

O texto, no entanto, também prevê alterações nas regras de pagamento de precatórios de estados e municípios que vai retardar o pagamento dessas dívidas aos credores e pode gerar uma bola de neve de aumento do endividamento dos governos regionais, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem.

A ministra prevê que a proposta passará no Senado porque é uma medida de Estado que beneficia os próximos governos, independentemente de partido.

Tebet reconhece que o texto final aprovado na Câmara abre espaço fiscal, mas afirma que, ao final, o impacto será neutro devido às pressões do lado das despesas. Entre essas pressões, ela citou a decisão do STF que obrigou o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a mudar as regras para concessão da licença-maternidade das trabalhadoras autônomas a partir de julho. O impacto aos cofres públicos é de um gasto extra de R$ 12 bilhões em 2026.

“Na realidade, vai dar neutralidade num primeiro momento, porque depois as pressões do ano virão e não serão poucas. A gente vai ter que continuar com contingenciamento, bloqueio, faseamento [regra que prevê uma liberação gradual dos limites de despesas] e revisão de gastos”, explicou. “Achei justa essa neutralidade para a gente zerar o jogo.”

Para a ministra, a proposta inicial do relator Baleia Rossi (MDB-SP), de retirar do limite de despesas do arcabouço apenas a parcela de juros e correção monetária dos precatórios, não resolveria o problema de forma estrutural. Tebet participou das negociações com Baleia, que é presidente nacional do MDB, o partido político da ministra.

Ela disse que o Planejamento não tem ainda a conta do impacto da PEC na abertura de espaço fiscal em 2026. “Pode ser R$ 11 bilhões, R$ 12 bilhões, pode ser R$ 10 bilhões”, afirmou.

Sobre o próximo relatório de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, que será divulgado no dia 22 de julho, a ministra do Planejamento informou que ainda aguarda os números setoriais a serem repassados pelos ministérios, mas disse que ser for necessário o governo fará um novo congelamento de despesas.

O governo ainda depende do resultado do impasse jurídico no STF em torno do decreto de alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O governo judicializou a decisão do Congresso de derrubar o decreto.

Marcos Mendes, pesquisador do Insper e colunista da Folha, diz que uma alteração de última hora na redação do texto acabou abrindo espaço no teto de cerca de R$ 12 bilhões. A mudança incluída no texto permite aumentar o limite de despesas com os créditos suplementares e especiais incorporados em 2025.

“Mudaram a redação e o que se fez foi recalcular o limite simplesmente abatendo o montante de precatórios que estaria dentro do teto em 2026”, afirmou.

Para o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, a abertura de espaço será neutra. “Entendo que o espaço, na prática, não gera qualquer efeito. Considerar o suplemento de 2025 [o acréscimo de espaço] na base de 2025 não vai refrescar em nada. Além disso, as despesas indexadas à inflação também já aumentaram e continuarão aumentando. Não vejo espaço fiscal nisso”, avaliou.

Entenda o que muda com a nova PEC dos precatórios

Como ficam os pagamentos de precatórios (dívidas decorrentes de decisão judicial) da União?

-A partir de 2026, as despesas com precatórios saem do teto de gastos do arcabouço fiscal (a regra para as contas públicas)
-A partir de 2027, precatórios passam a contar na meta fiscal de resultado primário das contas públicas maneira escalonada
-A regra de transição prevê 10% dos precatórios na meta a cada ano
-Correção monetária passa a ser pelo IPCA + 2% ou Selic, o que for menor

Como ficam os precatórios de estados e municípios?

-Desvinculação da Receita Corrente Líquida para o pagamento de precatórios, hoje em 5%
-Entes terão índices entre 1% e 5% fixados a partir do estoque de precatórios em 31 de dezembro
-Percentual será revisto em 2036
-Valores serão corrigidos por IPCA + 2% ou Selic, o que for menor

O que muda na Previdência Social?

-As dívidas dos estados, municípios e do Distrito Federal com o Regime Geral da Previdência Social poderão ser parceladas
-Parcelamento em até 300 meses (25 anos)
-Correção considera IPCA + juros reais de 0% a 4%
-Parcela limitada a 1% da RCL mensal média
-Redução de 40% de juros e encargos legais e 25% dos honorários advocatícios da União

O que muda no PIS e Pasep?

-Receitas dos regimes próprios de previdência não entram na base de cálculo de PIS e Pasep

O que muda para os fundos públicos e o BNDES?

-De 2025 a 2030, até 25% do superávit de fundos públicos da União poderão ser usados para o financiamento de projetos estratégicos ou financiamento reembolsável a projetos de enfrentamento à mudança climática. O BNDES é o principal beneficiário porque é o banco responsável pela gestão do Fundo Clima

Adriana Fernandes/FolhapressPolitica Livre

Câmara blinda Motta sobre fantasmas, PT e PL silenciam, e PSOL é único a cobrar resposta

 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)16 de julho de 2025 | 19:16

Câmara blinda Motta sobre fantasmas, PT e PL silenciam, e PSOL é único a cobrar resposta

brasil

Um dia depois de o jornal Folha de S.Paulo revelar que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), empregou em seu gabinete três funcionárias fantasmas, líderes e integrantes dos principais partidos políticos se negaram a fazer comentários públicos sobre o caso —uma atitude corporativista comum quando envolve figuras com poder dentro da Casa e com boa relação com os colegas.

De acordo com parlamentares ouvidos nesta quarta-feira (16), Motta não deu explicações internas e também não foi cobrado a fornecê-las. Ele presidiu a sessão de terça sem ser questionado por absolutamente nenhum parlamentar sobre o caso.

Os líderes do governista PT, Lindbergh Farias (RJ), e do oposicionista PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), os maiores partidos da Casa, disseram à reportagem que não tinham se aprofundando muito sobre a notícia até esta quarta.

O discurso predominante de outros parlamentares, nos bastidores, é o de que apesar de ser necessário investigar mais o caso, é comum nos gabinetes a existência de assessores que não têm rotina claramente identificada com atividades legislativas.

Após ser procurado pela reportagem, Motta mandou demitir 2 das 3 servidoras e disse que preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações de seus funcionários. Ele não respondeu, entretanto, às perguntas específicas sobre os três casos, sobre quais eram as funções no gabinete.

As demitidas foram a fisioterapeuta Gabriela Pagidis —que atendia em clínicas no Distrito Federal enquanto recebia R$ 11,4 mil de salário da Câmara— e Monique Magno, que acumulava a função no gabinete com a de assistência social na Prefeitura de João Pessoa (PB), o que é proibido pelo Legislativo.

Além de ter sido eleito há menos de seis meses e estar em início de mandato, Motta conta com amplo apoio no centrão e também boa vontade da maior parte da oposição e dos governistas.

Situação bem diferente, por exemplo, da do deputado André Janones (Avante-MG), conhecido por promover embates públicos com colegas e por andar pelos corredores da Casa, nos últimos tempos, trajando camiseta com a inscrição “Congresso inimigo do povo”.

A pedido da Mesa comandada por Hugo Motta, Janones teve o mandato suspenso por três meses na terça-feira (15) devido a um empurra-empurra e troca de ofensas com bolsonaristas no plenário.

Já no caso de Motta, o único partido a se manifestar publicamente pedindo explicações do presidente da Câmara foi o esquerdista PSOL, que tem apenas 13 dos 513 deputados.

“Ele [Motta] silenciou, como a quase totalidade dos parlamentares. Isso pode ser um precedente perigoso para se normalizar indevidamente esse tipo de procedimento. Todo mundo soube, todo mundo ficou meio constrangido e a maioria preferiu deixar quieto. Não é o mais adequado para um Congresso que precisa muito recuperar sua credibilidade”, disse Chico Alencar (PSOL-RJ).

O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) defende que o episódio sirva para que a Câmara amplie a transparência ativa sobre a gestão de gabinete dos parlamentares.

Cada deputado tem direito mensalmente a uma verba de gabinete de R$ 133 mil para contratar de 5 a 25 secretários parlamentares.

“O corporativismo muitas vezes fala mais alto e as coisas aconteceram muito nos bastidores. Mas é verdade que a cada denúncia como essa faz com que a gente espere que os gabinetes parlamentares tenham cada vez mais responsabilidade por aquilo que nomeiam”, disse Tarcísio Motta.

Além de empregar em seu gabinete as três mulheres com rotinas incompatíveis com as funções que deveriam exercer no Legislativo, Motta também já manteve como contratados cinco parentes dessas funcionárias fantasmas.

Procurado, o presidente da Câmara não respondeu sobre a contratação desses familiares.

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Ranier Bragon/Raphael Di Cunto/FolhapressPolitica Livre

Câmara de vereadores afasta prefeita de Ibicaraí por improbidade administrativa

Foto: Divulgação
A prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (União Brasil)16 de julho de 2025 | 20:45

Câmara de vereadores afasta prefeita de Ibicaraí por improbidade administrativa

exclusivas

O presidente da Câmara de Vereadores de Ibicaraí, Chico do Doce (PSDB), decidiu afastar a prefeita do município, Monalisa Tavares (União Brasil).

A medida foi tomada após a Câmara ser notificada pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a condenação da gestora por improbidade administrativa, com sentença transitada em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão determinou a suspensão dos direitos políticos da prefeita por cinco anos.

Durante a sessão plenária desta quarta-feira (16) foi anunciada a convocação do vice-prefeito Jônatas (Republicanos) para assumir o comando do município situado no território de identidade Litoral Sul. A cerimônia de posse deverá ser realizada nesta quinta (17).

Política Livre 

Lula veta projeto de lei que amplia número de deputados na Câmara

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula (PT)16 de julho de 2025 | 20:00

Lula veta projeto de lei que amplia número de deputados na Câmara

brasil

O presidente Lula (PT) decidiu vetar o projeto de lei que aumenta dos atuais 513 para 531 o número de deputados federais, aprovado no fim de junho pelo Congresso, segundo aliados do petista. O prazo para sanção acaba nesta quarta-feira (16).

O petista tinha manifestado a aliados a intenção de vetar a proposta, apesar das ponderações da ala política do governo. O tema foi discutido em reuniões do presidente nesta quarta.

Segundo aliados, o presidente era, conceitualmente, contra o aumento. E defendia, em conversas, a redistribuição das cadeiras da Câmara conforme a mudança populacional dos estados.

Além disso, ele poderia ser acusado de omissão ao não se manifestar sobre a medida. Em favor do veto, interlocutores do presidente lembram ainda que o governo tem sido cobrado pelos próprios deputados a adotar uma política de austeridade fiscal.

Auxiliares do presidente temiam que essa omissão viesse a interromper uma trajetória de recuperação de popularidade do presidente como fruto de uma campanha baseada na retórica da luta entre pobres e ricos.

Integrantes da ala política do governo tentaram convencer o petista a não vetar nem sancionar a proposta, deixando para que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgasse o projeto —a chamada sanção tácita.

Na avaliação desses aliados do presidente, a decisão de Lula pode causar novo desgaste com o Legislativo, num momento de tensão entre os dois Poderes por causa da crise do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), sobretudo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que foi um dos idealizadores esse projeto de lei.

Com o veto, Lula atendeu também à recomendação do Ministério da Fazenda. A pasta chefiada por Fernando Haddad havia recomendado o veto presidencial pelo não cumprimento da previsibilidade orçamentária e por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O projeto de lei complementar aumenta o número de deputados de 513 para 531, com impacto anual estimado por deputados de cerca de R$ 65 milhões somente com os custos da criação das novas vagas, incluindo salários, benefícios e estrutura para novos congressistas.

Um líder da Câmara diz, sob reserva, que o veto de Lula tem potencial para gerar novos atritos do Legislativo com o governo federal. Além de ter sido costurada por Motta, a proposta contou com apoio de lideranças que têm força internamente na Casa, entre elas o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL).

Os dois, além de outras lideranças, se empenharam pessoalmente telefonando para deputados para pedir apoio ao projeto quando ele foi votado na Câmara. Tanto a Paraíba quanto Alagoas, estados de Motta e Lira, respectivamente, teriam suas bancadas reduzidas se o projeto não tivesse sido aprovado.

Um governista diz que o veto do presidente é coerente, já que Lula é conceitualmente contra a proposta e é uma prerrogativa do Executivo vetar propostas —assim como é do Legislativo analisar esse veto.

Ele diz ainda que a medida é impopular e nasceu do Congresso, então não haveria motivos para o presidente sancionar a proposta, correndo o risco de ser alvo de críticas pela opinião pública, sobretudo num momento em que há um esforço para reverter a queda de popularidade da gestão petista.

Com a decisão de Lula, os parlamentares têm até o dia 1º de outubro para apreciar o veto presidencial em sessão do Congresso. Decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) diz que, caso o Congresso não cumpra determinação de editar lei sobre essa matéria, caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fixar o número de deputados federais de cada estado e do Distrito Federal para a legislatura que iniciará em 2027 —e, consequentemente, o número de deputados estaduais e distritais.

Lideranças ouvidas pela reportagem afirmam, sob reserva, que será uma tarefa difícil derrubar o veto presidencial, sobretudo no Senado. Isso porque a matéria é considerada impopular e houve dificuldade para conseguir os votos necessários de senadores à proposta.

Catia Seabra/Victoria Azevedo/Folhapress

Politica livre 

PF realiza buscas em condomínio de luxo em Salvador na nova fase da Operação Overclean

 Foto: Divulgação/Arquivo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a quinta fase da Operação Overclean17 de julho de 2025 | 07:42

PF realiza buscas em condomínio de luxo em Salvador na nova fase da Operação Overclean

salvador

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a quinta fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos e contratos fraudulentos envolvendo a Prefeitura de Campo Formoso, no norte da Bahia. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos das diligências estão imóveis localizados em Salvador, incluindo o condomínio de alto padrão Residencial Monvert, no bairro do Horto Florestal.

A Construtora Impacto, localizada no Edifício Holding Empresarial, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, foi um dos alvos da quinta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (17). A empresa é suspeita de integrar um esquema que manipulava licitações e desviava recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas a Campo Formoso, além de tentar obstruir as investigações em curso.

Um dos sócios da construtora, Evandro Baldino do Nascimento, já havia sido citado em fases anteriores da operação. Ele é apontado como peça-chave no apoio logístico e operacional do grupo investigado, com atuação em fraudes licitatórias em municípios como Campo Formoso e Oliveira dos Brejinhos.

Evandro também tem histórico na política, sendo ex-presidente da Câmara de Vereadores de Várzea do Poço. As investigações seguem em andamento sob coordenação da PF.

A operação mira gestores públicos e empresários ligados à administração municipal de Campo Formoso, com o objetivo de aprofundar as apurações sobre irregularidades em contratos e movimentações financeiras. A investigação segue em andamento sob sigilo.

Atualizada às 8h24.


PF mira família de deputado do centrão em suspeita de desvio de emendas’

 Foto: Marina Ramos/Arquivo/Agência Câmara

Elmar Nascimento17 de julho de 2025 | 09:06

PF mira família de deputado do centrão em suspeita de desvio de emendas’

brasil

A Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (17), a quinta fase da Operação Overclean, sobre desvios de emendas, que mirou a família do deputado Elmar Nascimento (BA).

O objetivo foi desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 10 mandados de buscas em cidades da Bahia como Salvador, Campo Formoso, Senhor do Bonfim, Petrolina, Mata de São João e em Brasília, além de uma ordem de afastamento cautelar de servidor público de suas funções.

Todas a ordens foram autorizadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A operação teve como foco contratos firmados em 2022 pela estatal federal Codevasf, por meio de emendas parlamentares, com o município de Campo Formoso, cidade do parlamentar.

Foram alvos da operação o irmão de Elmar, Elmo Nascimento, que é o prefeito de Campo Formoso, o seu primo, o vereador Francisco Nascimento, e o ex-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, que foi indicado pelo parlamentar ao cargo. O próprio deputado não foi alvo de buscas.

Constança Rezende/FolhapressPolitica Livre

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