quinta-feira, julho 17, 2025

Existe um recado oculto na ameaçadora carta de Donald Trump a Lula

Publicado em 16 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

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Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Carlos Andreazza
Estadão

Antes e acima de tudo, a sanção anunciada por Trump será ruim para o Brasil. É o que importa. O cronista se desculpa pela obviedade. Se afinal materializada, péssima para a produção brasileira e o emprego no País. Medida divulgada em carta que tem fundamento comercial falso, evidência de descompromisso com os fatos. Urge que os adultos se apresentem.

Perde-se tempo dando centralidade ao secundário – o custo do tarifaço para Bolsonaro, donde o quanto beneficiaria Lula. São exercícios prematuros. Falar de 2026, à luz de impulsos trumpistas, é tentador e inútil. Há ainda longo mar, desconhecidas as ondas, a atravessar, uma eternidade em termos de condicionamento do eleitor. Nenhum dos dois navega em maré favorável.

RUIM E BOM – Imediatamente, sim: ruim para um, bom para o outro. Incondicionalmente: ruim para o brasileiro, esse ferrado, navegante eterno em maré virada.

A sanção – por ora apenas projeção – valerá a partir de 1º de agosto. Ainda longo mar a atravessar, eternidade em termos de chances a negociação. Já se viu Trump recuar. Muitas vezes. Convém esperar. E rezar. Na falta dos adultos, a fé.

Convém refletir sobre o que vai oculto na missiva. Subestima-se o peso da reunião dos Brics, particularmente a fala do anfitrião sobre a moeda americana, como elemento motivador da pancada. Lula defendeu alternativa ao dólar para o comércio internacional – algo que nem o chinês faz, não assim.

É UMA CHANTAGEM – Sobre o que vai explícito. Uma chantagem. O Bolsonaro perseguido como justificativa maior para a mordida; aquele, pois, para cuja conta vai – neste primeiro momento – o peso da fatura. E então o espetáculo de dissonância cognitiva.

Uma direita, que passou meses trabalhando por punição dirigida a Xandão e seus barrosos, agora colhe sanção à economia brasileira. E a celebra. Como se o pretendido.

Foi atingido potencialmente o agronegócio. E o bolsonarismo – reafirmada a sua natureza deletéria aos interesses do País – festejando o troço como se fosse expressão de força. A direita brasileira presa a agenda que consiste em livrar Bolsonaro da prisão. A isso se amarram Tarcísio e os outros Zemas.

BOM PARA LULA – Ruim para eles, bom para Lula. Ocorre que a oportunidade nacionalista – o discurso de defesa da soberania – tem limitações. Engana. É verdade que, para governo fraco, qualquer vento faz andar, embalada espécie de eles (os ricos) contra nós ampliada, que incorpora o imperialismo ianque entre os inimigos. Funciona a curto prazo. Eletriza a militância. Confirma o viés de que o homem recuperaria a popularidade.

Tendo 26 como horizonte, é bandeira pouca, que planta desarranjo do tecido social e contrata isolamento político. No mundo real, lá em Madureira, não há quem esteja preocupado com anistia a golpista ou tarifaço de Trump.

Mas o tarifaço seria alta bandeira contra o ora animado Lula. Na forma de dólar encorpado. De inflação espalhada. De juro elevado persistente. Sempre se volta ao preço da comida. Junto com a segurança, o que interessa lá em Madureira.

Alckmin e empresários querem negociar, mas Lula não aceita recuar


Alckmin diz que governo Lula encaminhará nova carta aos EUA

Alckmin e os empresários não conseguem convencer Lula

Deu no Estadão

O governo federal passou esta terça-feira, 15, em reuniões com empresários e representantes da indústria e do agronegócio para tentar encontrar uma resposta conjunta para a ameaça do presidente americano Donald Trump de impor uma tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros.

O número de pessoas presentes às duas reuniões comandadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin pode dar uma ideia de como esse tema preocupa os empresários: foram quase 40 representantes de diversos setores, do presidente da Fiesp, Josué Gomes, ao presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, passando pelas associações de produtores de café, laranja ou dos exportadores de carne.

SEM SAÍDA  – O que ficou claro nas conversas é que o Brasil não tem saída a não ser tentar negociar, negociar e negociar. Alckmin, também ministro da Indústria e Comércio, afirmou que o governo ainda busca flexibilizar o prazo determinado pelo governo dos Estados Unidos, de 1º de agosto, para taxar as exportações brasileiras.

“O prazo é exíguo, mas vamos trabalhar para dar o máximo nesse prazo”, disse após a primeira reunião com representantes do setor produtivo, pela manhã.

De acordo com o vice-presidente, os empresários brasileiros farão parte da tentativa de pressão por maior prazo;

A proposta do empresariado é que o governo trabalhe para conseguir pelo menos mais 90 dias de discussão.

TENTATIVA DE PRESSÃO – De acordo com o vice-presidente, os empresários brasileiros farão parte da tentativa de pressão por maior prazo. Mas, segundo ele, a ideia do governo é procurar resolver tudo até o dia 31 de julho. “Então, o governo vai trabalhar para tentar resolver e avançar nesse trabalho nos próximos dias”, disse, à tarde.

No entanto, está claro também que não será fácil para o governo convencer Trump a voltar atrás com argumentos convencionais. Os Estados Unidos são superavitários em sua relação comercial com o Brasil — ou seja, vendem mais do que compram.

E o presidente americano já deixou explícito que esse movimento de retaliação não é comercial, mas político.

JULGAMENTO – No dia 9, quando anunciou a tarifa de 50%, Trump relacionou a taxação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, que classificou como uma “caça às bruxas”. Nesta terça-feira, em entrevista no lado de fora da Casa Branca, ele voltou a citar Bolsonaro. “Conheci muitos primeiros-ministros e presidentes, reis e rainhas, e eu sei dizer que ele é um bom presidente. Ele não é um homem desonesto. Ele ama a população brasileira”, afirmou.

Trump usa as tarifas como um instrumento de pressão para que o julgamento de Bolsonaro seja encerrado, sem punição. O governo brasileiro, obviamente, não cogita nenhuma ação nesse sentido — nem poderia, já que seria uma intromissão do Poder Executivo no Poder Judiciário. Como é um cenário muito mais político do que econômico, as cartas na mão do governo Lula não são muito altas.

Por isso mesmo, o tom das conversas dos empresários com o governo era de cautela. Três dos executivos que estavam no encontro da manhã (com o setor industrial) afirmam que há consenso de que o ideal é seguir buscando diplomacia, ainda que a ofensiva passe a valer a partir de 1º de agosto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora está acabando o gás do governo e das bravatas de Lula. Com isso, passa a prevalecer o bom senso dos empresários, que querem negociar diplomaticamente. Isso significa que estamos em impasse e não haverá negociação, e Trump não será ouvido sobre Bolsonaro, ficará encerrado o diálogo(C.N.)


Malafaia diz quem entrará na mira de Trump se Bolsonaro for preso


O pastor Silas Malafaia

Malafaia diz que Trump aumentará a pressão ao Brasil

Bela Megale
O Globo

O pastor Silas Malafaia, um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro, avalia que uma eventual prisão do ex-presidente fará Donald Trump aumentar a carga contra autoridades brasileiras.

Para Malafaia, estão na mira, além dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), as autoridades envolvidas no julgamento e investigação da trama golpista.

ESTÃO NA LISTA – — A minha visão é que, se prenderem o Bolsonaro, Trump vai agir contra ministros do STF, o procurador da República e o chefe da Polícia Federal. É claro que o ministro Alexandre de Moraes e sua família estão nessa lista. Mas eu não acredito que os outros ministros do Supremo vão dobrar a aposta, como Moraes faz — disse Malafaia à coluna.

O pastor compartilha do discurso de aliados de Bolsonaro em culpar Lula pelo tarifaço. Ele condena a atitude do presidente de responder à medida de Trump com a lei da reciprocidade. Malafaia classificou a briga de um “mico contra um gorila”.

Trump ataca o PIX e expõe a hipocrisia bolsonarista

 em 17 jul, 2025 2:03

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

 “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, abriu uma investigação oficial contra o Brasil alegando práticas comerciais desleais. O alvo direto desta vez é o PIX, sistema de pagamento eletrônico criado pelo Banco Central que revolucionou a forma como milhões de brasileiros — sobretudo os mais pobres — movimentam seu dinheiro.

 O argumento apresentado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA é que o PIX prejudica empresas americanas, como Visa e Mastercard. Em outras palavras: os interesses de grandes corporações financeiras estão sendo colocados acima da soberania de um sistema nacional que promoveu inclusão, eficiência e competitividade. E isso com o aval do político que é idolatrado por parte da extrema-direita brasileira.

 O mais escandaloso é o silêncio cúmplice da ala bolsonarista, que sempre se disse defensora do povo contra o “sistema”, mas agora se cala diante de um ataque frontal aos interesses dos brasileiros. O deputado Eduardo Bolsonaro, que se orgulha de suas relações com Trump e a extrema-direita global, nada disse até agora. Preferiu não contrariar o velho aliado americano, mesmo que isso custe caro aos brasileiros mais pobres.

Já o deputado Nicolas Ferreira, conhecido por explorar o sofrimento alheio para ganhar curtidas nas redes sociais, também não apareceu para defender o povo. Nenhum vídeo emocionado, nenhum discurso inflamado em defesa dos milhões que dependem do PIX para pagar contas, receber salários ou comprar o básico no dia a dia.

A verdade é incômoda: a mesma turma que se diz patriota e conservadora se ajoelha quando o ataque vem de fora, sobretudo quando parte de Trump. O bolsonarismo se revela, mais uma vez, um movimento incoerente e servil, disposto a sacrificar a soberania nacional para agradar seus ídolos internacionais.

O PIX não é apenas uma inovação tecnológica. É uma política pública que aproximou o sistema bancário do cidadão comum, reduziu taxas, eliminou intermediários e facilitou a vida de quem vive com o orçamento contado. Atacá-lo é, sim, atacar o Brasil — e nesse caso, com a conivência dos que se dizem seus maiores defensores.

 O governo brasileiro precisa reagir com firmeza, e o Congresso deve exigir posicionamento de quem foi eleito para representar o povo. Trump ataca. Eduardo e Nicolas se calam. E o Brasil paga a conta.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/trump-ataca-o-pix-e-expoe-a-hipocrisia-bolsonarista/

Atendimentos em centros de saúde do Siqueira Campos serão suspensos

A interrupção temporária dos serviços ocorrerá para a conclusão da instalação da nova subestação de energia elétrica da unidade, situada no bairro Siqueira Campos.

Atendimentos em centros de saúde do Siqueira Campos serão suspensos (Foto: SMS)

Os atendimentos no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), no Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca) e no Centro Especializado de Reabilitação (CER II) estarão suspensos nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto.

A interrupção temporária dos serviços ocorrerá para a conclusão da instalação da nova subestação de energia elétrica da unidade, situada no bairro Siqueira Campos.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a obra é necessária para corrigir oscilações frequentes na rede elétrica e substituir equipamentos antigos, evitando quedas de energia que afetam o funcionamento dos serviços. Os trabalhos serão realizados pela Energisa, garantindo maior segurança e precisão na adequação da rede elétrica

Os pacientes com consultas, exames ou procedimentos agendados para essas datas já estão sendo contatados pela equipe da Rede de Atenção Especializada para o reagendamento. Quem ainda não recebeu retorno deve entrar em contato pelo telefone (79) 3711-0900.

Somente em junho, as três unidades realizaram 7.220 atendimentos, número que reflete o compromisso da Prefeitura de Aracaju com a ampliação e melhoria contínua dos serviços de saúde.

por João Paulo Schneider 

Com informações da PMA

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quarta-feira, julho 16, 2025

TRE-BA - Sessão Plenária Virtual 16/07/2025 17H

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Adiamento no TRE-BA: Julgamento de Candidaturas Fictícias em Jeremoabo É Remarcado

O aguardado julgamento no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), referente aos processos de supostas candidaturas fictícias nas eleições de 2024 em Jeremoabo, que estava previsto para hoje, foi adiado. A decisão se deu a pedido do relator do caso.

A expectativa em torno dessa sessão era alta, especialmente após recentes cassações de mandatos em outros municípios baianos por fraudes nas cotas de gênero, como ocorreu em Maragogipe. O adiamento, embora possa gerar ansiedade na comunidade, é um procedimento comum no trâmite judiciário, muitas vezes necessário para que os relatores possam aprofundar a análise de processos complexos ou aguardar informações adicionais.

Ainda não há uma nova data definida para o julgamento, mas a atenção da população e dos envolvidos em Jeremoabo permanece voltada para os desdobramentos no TRE-BA. A questão das candidaturas fictícias é um tema sério para a Justiça Eleitoral, que tem se mostrado vigilante na garantia da lisura e da representatividade feminina no processo democrático.

Representante dos Estados Unidos procura líder do governo Lula no Congresso após tarifaço

 Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/Arquivo

O líder do governo Lula (PT) no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP)16 de julho de 2025 | 16:35

Representante dos Estados Unidos procura líder do governo Lula no Congresso após tarifaço

economia

O chefe da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Scobar, se reuniu nesta quarta-feira (15) com o líder do governo Lula (PT) no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), diante da decisão do presidente americano, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.

Randolfe disse que o encarregado americano mencionou a atuação de um deputado brasileiro nos Estados Unidos, sem citar nominalmente o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Ele reportou a atuação de um deputado brasileiro lá [nos Estados Unidos]. Obviamente me parece que, diante da atuação de um deputado brasileiro, ele queria ouvir a opinião do Parlamento brasileiro”, afirmou o senador a jornalistas após a reunião.

O líder do governo Lula disse que a posição de Eduardo Bolsonaro não reflete a do Congresso e se propôs a mediar um encontro entre ele e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) —o que será feito.

Scobar deixou o Congresso Nacional sem responder a perguntas. Randolfe, por sua vez, disse que foi procurado pelo estadunidense nesta terça (14) e consultou o Itamaraty sobre a agenda.

Scobar esteve ao menos duas vezes com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desde o anúncio de Trump: primeiro na sexta-feira (11) e depois nesta terça, em encontro fechado com empresários, na capital paulista.

O representante dos Estados Unidos no Brasil foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores na quarta-feira da semana passada (9) para, inicialmente, explicar declarações de Trump sobre o Brasil e, depois, a carta sobre o tarifaço.

Randolfe acrescentou que o governo brasileiro repudia qualquer interferência em assuntos internos, foi vítima de uma tentativa de golpe de Estado e está disposto a dialogar sobre a relação comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, Scobar afirmou que também vai buscar canais de diálogo.

Thaísa Oliveira/Folhapress

Eduardo Bolsonaro está fora de controle e obcecado por candidatura presidencial, dizem membros do PL

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Eduardo Bolsonaro16 de julho de 2025 | 12:30

Eduardo Bolsonaro está fora de controle e obcecado por candidatura presidencial, dizem membros do PL

brasil

Integrantes do PL afirmam que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) está “fora de controle” em sua cruzada contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por causa do tarifaço de Donald Trump. Segundo um membro do partido, ele não tem ouvido ninguém, nem mesmo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A interpretação é que Eduardo está obcecado pelo projeto de ser candidato a presidente em 2026, e que por isso subiu abruptamente o tom contra Tarcísio, visto como um potencial adversário.

Ele tem se recusado a levar em consideração apelos para esperar uma oportunidade melhor para buscar a Presidência, dado que, com 41 anos, ainda é jovem.

Segundo um dirigente do partido, Eduardo está “fazendo tudo da cabeça dele”, sem coordenação com aliados. O movimento errático tem provocado constrangimento mesmo em sua família. Um dos incomodados é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como mostrou a coluna Mônica Bergamo.

Fábio Zanini/Folhapress

É inacreditável presidente dos EUA preocupado com 25 de Março e Pix, diz Rui Costa

 Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

O ministro da Casa Civil, Rui Costa16 de julho de 2025 | 14:00

É inacreditável presidente dos EUA preocupado com 25 de Março e Pix, diz Rui Costa

economia

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou a iniciativa do governo dos Estados Unidos de abrir uma investigação comercial contra o Brasil, afirmando ser “inacreditável” o presidente Donald Trump estar preocupado com a 25 de março e o Pix.

A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), vai avaliar práticas do país em áreas como comércio eletrônico e tecnologia, taxas de importação e desmatamento, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (15).

O documento cita a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual, além de tratar o Pix como uma possível prática desleal do país em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.

Em sua fala durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (16), o ministro da Casa Civil disse que o Brasil vive um momento de “intromissão absolutamente indevida”, referindo-se à crise das tarifas impostas pelo governo Trump.

“Não dá para imaginar um cenário onde um presidente de uma das duas maiores potências do mundo está preocupado com a 25 de março e coloca isso num documento internacional. Está preocupado com o meio de pagamento que o país adota e é abraçado por todos, pela população, pelas empresas, pelo sistema financeiro, que é o Pix. É inacreditável algo dessa natureza”, disse Rui.

Segundo o ministro, a resposta do Brasil será feita com “serenidade, muito diálogo, muita firmeza, altivez e união de seu povo”. Ele também afirmou que o momento exige união e que, “independentemente de partido político”, é necessário construir um país “que os brasileiros merecem e são os brasileiros que vão definir o seu destino”.

“Nenhuma outra nação, nenhum outro líder mundial pode escolher seja a atividade que vai se dar na rua 25 de março, seja nos meios de pagamento ou qualquer outra coisa que queira se intrometer que seja absolutamente de definição do Brasil”, afirmou Rui Costa.

Victoria Azevedo/Folhapress

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