quarta-feira, julho 16, 2025

Pix é operação consagrada e não mudará, dirá gestão Lula em resposta aos Estados Unidos

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O presidente Lula (PT)16 de julho de 2025 | 14:30

Pix é operação consagrada e não mudará, dirá gestão Lula em resposta aos Estados Unidos

economia

O governo Lula (PT) começou, na noite de terça-feira (15), a análise da investigação comercial aberta pelo governo Trump contra o Brasil. Apesar de ainda não estar traçada toda a estratégia, auxiliares do presidente afirmam que será preparada uma resposta sobre as operações via Pix, um dos alvos dos EUA.

O documento que detalha a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil inclui o Pix como uma possível prática desleal do país em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.

A ideia, no Palácio do Planalto, é reafirmar que essa é uma operação já consagrada e que não será modificada por interferência externa. Ainda não foi definido quem se manifestará sobre esse capítulo da investigação. Uma campanha na linha “não mexa com meu Pix” está descartada por enquanto.

A preocupação, entre integrantes do governo, é evitar nova insegurança de usuários do Pix, como aconteceu após disseminação de informação falsa sobre a taxação de operações. O governo teve que preparar uma campanha desmentindo.

Na noite desta terça, integrantes do governo se debruçavam sobre os documentos públicos da investigação e contestavam os fundamentos apontados como técnicos para a medida. Um ministro classificou de falsa a justificativa econômica para a abertura de investigação.

Na avaliação de outro auxiliar de Lula, aparentemente, essa investigação é um instrumento adicional para forçar o Brasil ao diálogo, “um factóide para forçar uma aproximação do lado brasileiro”.

Segundo levantamento à mesa do governo, desde 1974 foram iniciadas cerca de 130 investigações sob a Seção 301 e, das 35 iniciadas após 1995, poucas resultaram em imposição de tarifas ou outras medidas.

A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), vai avaliar práticas em comércio eletrônico, taxas de importação, tecnologia, desmatamento e outras áreas, segundo comunicado divulgado nesta terça.

O documento cita também a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual.

Para o USTR, a 25 de Março permanece há décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar de operações direcionadas para a área.

De acordo com o documento, as falhas na abordagem efetiva da pirataria de conteúdos protegidos por direitos autorais são uma barreira para a adoção de canais legítimos de distribuição de conteúdo.

“A falha do Brasil em abordar essas questões prejudica os trabalhadores americanos cujos meios de subsistência estão ligados aos setores dos EUA impulsionados pela inovação e criatividade”, diz trecho do relatório.

A decisão sobre a investigação cita também “tarifas preferenciais e injustas”, falta de práticas anticorrupção, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e discriminação aos americanos no comércio.

A investigação comercial tem potencial de gerar danos adicionais à economia brasileira. A iniciativa traz riscos de novas sanções, consideradas de difícil reversão.

Na mesma carta em que anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e se queixou de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump já havia dito que tinha instruído o USTR a abrir um procedimento contra o Brasil com base na chamada seção 301.

Vinculado a uma legislação americana de 1974, o regulamento autoriza o governo dos EUA a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano. China e União Europeia já foram alvo.

Catia Seabra/FolhapressPolitica Livre

Trump quis ajudar, mas jogou Jair Bolsonaro no buraco, afirmam aliados

Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)16 de julho de 2025 | 16:50

Trump quis ajudar, mas jogou Jair Bolsonaro no buraco, afirmam aliados

brasil

O presidente norte-americano Donald Trump tentou ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro a escapar de uma condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao incluí-lo entre as razões da sobretaxa de 50% que ameaça aplicar contra o Brasil.

Ao associar Bolsonaro ao ato, no entanto, ele jogou o ex-presidente em um “buraco” do qual terá dificuldade de sair.

A opinião é de aliados do ex-mandatário.

Pesquisas internas de partidos alinhados a ele confirmam os dados divulgados nesta quarta (16) pela Quaest: a aprovação de Lula subiu depois do tarifaço de Trump, rejeitado inclusive entre eleitores bolsonaristas.

Trump, portanto, deu um discurso ao atual presidente e o “recolocou na rota correta”. Já Bolsonaro está tendo que se explicar.

Aliados agora tentam encontrar uma saída para que o ex-presidente deixe de sofrer desgaste pelas medidas de Trump.

Consideradas por amplos setores econômicos e políticos como uma chantagem contra o país, elas podem trazer mais inflação, desemprego e comprometer o crescimento brasileiro.

Caso Trump não tivesse citado Bolsonaro na carta enviada a Lula para anunciar a sobretaxa, todo esse estrago cairia exclusivamente na conta do governo petista, avaliam aliados do ex-presidente.

A atitude do norte-americano poderia ser creditada à proximidade de Lula com países do Brics e a declarações críticas que ele já deu sobre Trump.

Ao declarar que sobretaxaria o Brasil, “em parte”, porque Bolsonaro sofre caça às bruxas e exigir que o julgamento contra ele no STF pare “IMEDIATAMENTE!”, Trump conseguiu o oposto: vinculou o ex-presidente irremediavelmente às duras medidas contra o Brasil, e transformou Lula no defensor da pátria.

O ideal, dizem aliados de Bolsonaro, seria convencer o norte-americano a retirar ou diminuir as taxas, aplicando sanções econômicas apenas contra ministros do STF —especialmente Alexandre de Moraes.

É algo, no entanto, que parece extremamente difícil: partidários do ex-presidente analisam que Trump não pretende apenas absolver Bolsonaro, mas sim enquadrar economicamente o Brasil de acordo com seus próprios interesses, como faz com outros países.

Nesta investida, deu uma carona ao ex-presidente. Os efeitos, porém, foram até agora contrários daqueles que Trump parecia querer alcançar.

Mônica Bergamo/Folhapress

Politica Livre 

Trump abre contra o Brasil uma investigação pior que as tarifas

Publicado em 16 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Governo Trump abre investigação comercial sobre o Brasil

Trump avisou que ia radicalizar, mas Lula não acreditou

Lucas Marchesini e Ricardo Della Coletta
Folha

O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil. A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), vai avaliar práticas do país em áreas como comércio eletrônico e tecnologia, taxas de importação e desmatamento, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (15).

“Sob o comando do presidente Donald Trump, eu abri a investigação sobre os ataques do Brasil às empresas de rede social americanas e outras práticas comerciais injustas”, disse, em nota, Jamieson Greer, o representante dos EUA para o comércio.

SEÇÃO 301 – Na mesma carta em que anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e se queixou de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump instruiu o USTR a abrir um procedimento contra o Brasil com base na chamada seção 301.

Vinculado a uma legislação americana de 1974, o regulamento autoriza o governo dos EUA a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano. China e União Europeia já foram alvo.

“[A seção 301] pode resultar não só em elevação tarifária, mas também levar à imposição de cotas, restrições de importação, é realmente uma medida que de certa forma até se parece com a Lei de Reciprocidade brasileira”, disse Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados.

COMPETITIVIDADE -Ele faz menção ao instrumento, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula (PT), que permitirá ao Brasil adotar medidas em resposta à sobretaxa de 50% anunciada pelo governo Trump para produtos brasileiros.

O documento que detalha a investigação diz que o Brasil pode estar prejudicando a competitividade de empresas americanas ao retaliar redes sociais por elas não censurarem conteúdo político e restringir a capacidade das empresas de oferecer serviços.

O texto não cita diretamente as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) para remoção de conteúdo considerado golpista, mas o ponto foi levantado por Trump quando anunciou a sobretaxa de 50% às exportações do Brasil para os EUA. No ano passado, o X (antigo Twitter) foi derrubado no país por determinação da corte.

AS CITAÇÕES – A decisão cita também “tarifas preferenciais e injustas”, falta de práticas anticorrupção, problemas de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e discriminação aos americanos no comércio.

Sobre as tarifas praticadas pelo Brasil, a investigação vai se debruçar sobre taxas supostamente menores cobradas pelo Brasil de países que competem com os EUA, segundo o documento.

A decisão leva em conta também “a falha do Brasil em aplicar medidas anticorrupção e de transparência”. Não há detalhamento de como isso teria acontecido.

NA INOVAÇÃO – Em relação à propriedade intelectual, o documento diz que o Brasil “aparentemente nega proteção efetiva e adequada”, o que prejudicaria trabalhadores americanos que trabalham em setores criativos e de inovação.

No etanol, a acusação é a de que o Brasil deixou de demonstrar disposição em providenciar um tratamento sem taxas para o combustível americanos. “Ao contrário, agora aplica uma tarifa substancialmente maior às exportações americanas”, afirma.

Além disso, o governo americano disse que o Brasil estaria falhando em aplicar efetivamente leis e regulações destinadas a parar com o desmatamento ilegal.

DANOS ADICIONAIS – A investigação comercial tem potencial de gerar danos adicionais à economia brasileira. A iniciativa traz riscos de novas sanções, consideradas de difícil reversão.

Atualmente, o principal alvo dessa retaliação é a China. Em 2018, ainda em seu primeiro mandato, Trump aplicou tarifas punitivas contra o país asiático por ações consideradas desleais nas áreas de transferência de tecnologia, propriedade intelectual e inovação.

As tarifas atingiram um total de US$ 370 bilhões em produtos chineses. Sete anos depois, continuam em vigor e foram ampliadas para o setor naval.

PIOR QUE TARIFAS – Barbara Medrado, advogada de direito do comércio internacional na King & Spalding, disse à Folha na semana passada que os riscos de uma investigação com base na seção 301 são tão grandes ou até piores do que o anúncio das tarifas de 50%.

Na opinião da especialista, enquanto a sobretaxa tem maior margem para ser questionada na Justiça americana, uma vez que Trump não escondeu a motivação política por trás dela, eventuais punições com base na seção 301 são mais complexas e de difícil reversão.

“Tarifas com base na 301 já foram contestadas na Justiça dos EUA. A legalidade dessas medidas foi confirmada e as tarifas continuam em vigor por anos”, disse.

EXISTEM JUSTIFICATIVAS – Barbara levanta ainda outro ponto: há anos o Brasil é incluído em relatório do USTR que analisa práticas de parceiros comerciais dos americanos, e sempre há queixas sobre temas como propriedade intelectual e falsificação de produtos.

Dessa forma, já há reclamações na administração americana para fundamentar a investigação.

As normas dos EUA exigem que o país alvo da investigação seja ouvido e apresente argumentos. O processo costuma durar 12 meses a partir do início da apuração.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É incomensurável o mal que Lula faz ao Brasil, ao abandonar a outrora vitoriosa política externa de neutralidade. Agora, o Brasil está se tornando inimigo dos Estados Unidos. E tudo começou pelas decisões erradas do ministro Alexandre de Moraes, cuja vaidade é verdadeiramente suicida. (C.N.)


Ataques de Eduardo Bolsonaro a Tarcísio são um ‘erro’, diz Ciro Nogueira

Publicado em 16 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Ataques de Eduardo Bolsonaro a Tarcísio são um erro, diz Ciro Nogueira

Nogueira critica Eduardo Bolsonaro por apoiar tarifaço

Bruno Luiz
do UOL

O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), criticou os ataques do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Eduardo está errando”, afirmou o senador. “É um direito dele [fazer críticas], mas é um erro. Eu divirjo completamente [de Eduardo]. Nenhum brasileiro pode aplaudir aumento de tarifa contra o nosso país”, enfatizou Nogueira, em entrevista ao UOL, sobre a postura do deputado licenciado.

Eduardo tem defendido a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.

TENTANDO SOLUÇÕES – O senador elogiou a atitude de Tarcísio, que tem negociado soluções para o tarifaço. “O governador jamais pode ser favorável a uma sobretaxa que vai prejudicar muito a indústria do estado dele”, disse.

Nogueira disse também que a “opinião pública” não apoia a tarifa, em oposição ao posicionamento de Eduardo. “A grande maioria das pessoas de centro, de direita, as pessoas que têm mais um pouco de maturidade, a opinião pública, pelas próprias pesquisas, se vê que não concorda”, afirmou.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem que se Tarcísio “estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio”, se oporia às medidas econômicas adotadas pelo governo Lula.

TROCANDO FARPAS – Os dois vêm trocando farpas nos últimos dias. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Eduardo disse que a posição mais recente de Tarcísio, de tentar negociar as tarifas, era um desrespeito com ele. O

filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defende que a anistia aos réus do 8 de Janeiro é a solução para Trump derrubar o tarifaço, enquanto o governador de SP tem buscado solução econômica, sem apoiar publicamente a anistia como moeda de troca.

Tarcísio respondeu Eduardo, dizendo que olha para SP. “Sem problemas. Neste momento, estou olhando para São Paulo, para o seu setor industrial, para sua indústria aeronáutica, de máquinas e equipamentos, para o nosso agronegócio, para nossos empreendedores e trabalhadores”, declarou ontem, em entrevista à CNN.

RESPONSÁVEL – Eduardo tem se colocado como responsável pelas tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump. Ele se licenciou da Câmara em março deste ano para se mudar para os Estados Unidos, onde tem feito lobby por sanções a autoridades brasileiras. Ontem, ele disse que pode desistir do mandato de vez para continuar esse trabalho.

Logo após o anúncio das tarifas, Tarcísio atacou Lula, mas depois recalculou a rota. O governador, que vestiu o boné da campanha de Trump quando o norte-americano foi eleito, responsabilizou o governo federal. Depois, se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil para buscar diálogo sobre as tarifas.

Tarcísio e Eduardo disputam vaga da direita em 2026. O governador é o nome que o centrão aposta para a Presidência. O deputado licenciado, por sua vez, já disse que aceitaria “a missão”, caso o pai lhe pedisse.

Saúde em Jeremoabo: Reabastecimento Garante Medicamentos Gratuitos à População

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Saúde em Jeremoabo: Reabastecimento Garante Medicamentos Gratuitos à População

O compromisso com a saúde da população é uma realidade tangível na gestão do prefeito Tista de Deda em Jeremoabo. A administração "Governar para o Povo", através da Secretaria de Saúde, realizou na manhã desta quarta-feira (16), o reabastecimento estratégico da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF). Um caminhão baú chegou carregado com uma vasta gama de medicamentos diversificados, incluindo itens essenciais para o tratamento de condições como hipertensão e diabetes, entre outros.

Essa iniciativa garante que a população de Jeremoabo tenha acesso facilitado e gratuito a remédios que são cruciais para a continuidade de seus tratamentos. Para ter acesso aos medicamentos, o paciente precisa apenas apresentar a receita médica, recebendo o fármaco totalmente de graça.

A Central de Abastecimento Farmacêutico agora dispõe de medicamentos de atenção secundária, primária e de alto custo, além de insulinas especiais, cobrindo uma ampla gama de necessidades da comunidade. Essa robustez no estoque é fruto de uma parceria eficaz com o Governo do Estado, que demonstra o empenho da gestão municipal em buscar colaborações que beneficiem diretamente os cidadãos. A contrapartida do município solidifica essa parceria, mostrando o investimento local na saúde pública.

Essa ação reforça a prioridade dada à saúde pela gestão de Tista de Deda, garantindo que o acesso a tratamentos e medicamentos não seja um privilégio, mas um direito de todos os jeremoabenses.




A Herança do Descaso: PSF do Posto Senhor e as Marcas da Corrupção em Jeremoabo

 






A Herança do Descaso: PSF do Posto Senhor e as Marcas da Corrupção em Jeremoabo

Em Jeremoabo, a estrutura física do Posto de Saúde da Família (PSF) do Posto Senhor se tornou um triste símbolo do descaso e da má aplicação dos recursos públicos. Os forros caindo aos pedaços e as paredes tomadas por rachaduras são uma herança visível de uma gestão anterior que privilegiou a propaganda em detrimento da qualidade, transformando dinheiro público em obras eleitoreiras.

O que deveria ser um espaço de acolhimento e cuidado à saúde da população se transformou em um risco e em um atestado da corrupção. As construções, feitas de maneira apressada e mal acabada, são a prova de que o foco não era o bem-estar dos cidadãos, mas sim a visibilidade política de um momento. É inaceitável que o dinheiro do povo escorra literalmente pelas torneiras da corrupção, deixando para trás estruturas que ameaçam a segurança e a dignidade de quem busca atendimento.

Esse cenário é um lembrete contundente de que a vigilância sobre os gastos públicos é constante e essencial. O custo de uma obra mal feita vai muito além do valor inicial; ele se traduz em prejuízos contínuos, na necessidade de reformas emergenciais e, principalmente, na desconfiança da população em relação à gestão dos recursos que deveriam servi-la. Jeremoabo merece obras com qualidade, transparência e durabilidade, não apenas promessas vazias.

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Kitty Lima convoca imprensa para debate sobre guarda responsável e prevenção de ataques de pitbulls

 


Kitty Lima convoca imprensa para debate sobre guarda responsável e prevenção de ataques de pitbulls


A deputada estadual Kitty Lima (Cidadania) está convocando a imprensa sergipana para acompanhar de perto uma audiência pública que promete sacudir o debate sobre tutela responsável e ataques envolvendo cães da raça pitbull. O encontro está marcado para o próximo dia 16 de julho (terça-feira), às 14h, no auditório da Escola do Legislativo da ALESE.

Com o tema “Ataques envolvendo cães da raça pitbull: responsabilidade dos tutores e políticas públicas de prevenção”, o evento vai reunir especialistas em comportamento animal, autoridades, representantes do Ministério Público, ONGs, delegacias especializadas, protetores independentes e gestores públicos para discutir com seriedade um problema que tem ganhado espaço nos noticiários e preocupado a população.

A ideia, segundo Kitty, é clara: não é demonizar nenhuma raça, mas sim provocar um debate responsável sobre educação, prevenção, políticas públicas e, principalmente, responsabilidade dos tutores. “O pitbull não é vilão. O problema está na forma como esses animais são criados, estimulados e, muitas vezes, negligenciados. Precisamos falar disso com urgência e sem tabu”, afirma a parlamentar, que é uma das maiores defensoras da causa animal em Sergipe.

O evento será aberto ao público e a participação da imprensa é considerada estratégica para dar visibilidade à pauta e ampliar a conscientização da sociedade sobre o que de fato significa guarda responsável — inclusive como forma de proteger tanto humanos quanto os próprios animais.

Serviço:

Data: 16 de julho de 2025 (quarta-feira)

Horário: 14h

Local: Auditório da Escola do Legislativo – Assembleia Legislativa de Sergipe

Fonte: Assessoria

TJ-BA abre processo disciplinar contra juíza por suspeita de favorecimento a familiares

 Foto: Divulgação

Nome da juíza foi preservado16 de julho de 2025 | 09:59

TJ-BA abre processo disciplinar contra juíza por suspeita de favorecimento a familiares

exclusivas

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) contra uma juíza por suspeitas de práticas que ferem a ética, a legalidade e os princípios que regem a magistratura. A decisão, tomada pela Corregedoria Geral da Justiça do TJ-BA, se baseia em indícios considerados robustos de infrações disciplinares e até criminais. O nome da magistrada, no entanto, foi mantido em sigilo no documento oficial.

De acordo com a decisão que embasa o processo, a atuação da juíza apresenta “forte aparência de inadequação”, indicando possíveis violações graves à função que exerce. Entre os fatos apurados, consta que ela teria proferido decisões judiciais em unidades nas quais não possuía designação formal nem atuava em regime de substituição, o que afronta diretamente o princípio da legalidade e a competência funcional.

Outra acusação envolve a omissão diante de um ato cometido por seu assessor, que realizou um bloqueio judicial de mais de R$ 1,3 milhão durante o período de férias da magistrada, sem competência legal para tal. Como juíza corregedora local, ela também teria se omitido de comunicar ao COAF uma transação suspeita de lavagem de dinheiro no valor de R$ 399 mil em espécie, supostamente beneficiando seu próprio filho, advogado.

O caso se agrava com relatos de que a juíza atuou em processos envolvendo uma empresa que transferiu um imóvel ao seu filho sem comprovação de pagamento, e também em ações em que já havia se declarado suspeita. Ainda segundo a apuração preliminar, ela julgou causas patrocinadas por advogados com vínculos pessoais com ela e seus filhos.

Outra linha de investigação aponta a suposta participação da magistrada em esquema de agiotagem, ao lado dos filhos, de um ex-namorado e de um policial militar, envolvendo transações imobiliárias e empréstimos vultosos. Um dos episódios mencionados refere-se à atuação da juíza em um processo sobre um imóvel que, posteriormente, foi adquirido por seu filho e um advogado amigo da família, com base em procuração cuja autenticidade está sob questionamento.

A relatoria do processo será de responsabilidade do Corregedor Geral da Justiça e o caso seguirá para julgamento no Tribunal Pleno do TJBA. A juíza será intimada para apresentar sua defesa no prazo de 15 dias. As acusações envolvem infrações a diversos dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), do Código de Ética da Magistratura, do Código Penal, da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/98), entre outros marcos normativos.

Além do PAD principal, a Corregedoria também determinou a abertura de um segundo processo disciplinar, relacionado à lavratura de uma procuração com poderes de alienação de imóvel em nome de pessoa que não se encontrava no país. O documento foi emitido sem verificação de identidade e sem constar certidão de propriedade. Um juiz auxiliar foi designado para presidir esse procedimento, que deverá ser concluído em até 120 dias. A Vara responsável pelo caso foi comunicada, e as anotações disciplinares da magistrada serão devidamente atualizadas.

Política Livre
Nota da redação deste Blog -  Justiça Baiana em Crise: Denúncias Revelam Desafios à Confiança Pública

A credibilidade do sistema judiciário na Bahia está novamente em xeque. Recentes acontecimentos têm exposto fragilidades e levantado sérias preocupações sobre a conduta de alguns membros da magistratura, abalando a confiança da população na instituição que deveria ser o pilar da equidade e da lei.

A notícia de que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) abriu um processo disciplinar contra uma juíza por suspeita de favorecimento a familiares é mais um sintoma de um problema que parece se aprofundar. Esse caso soma-se a outros de grande repercussão que têm manchado a imagem da justiça no estado.

Não muito tempo atrás, vimos desembargadores sendo presos sob acusações de suposta fraude em processos e grilagem de terras. Paralelamente, relatos de juízes proferindo sentenças que supostamente favorecem amigos e a conduta de alguns magistrados que, mesmo recebendo vencimentos integrais, trabalham apenas dois ou três dias por semana em suas comarcas, reforçam a percepção de uma "injustiça" operando sob o manto da legalidade.

Esses episódios provocam uma indagação profunda e angustiante: Que país é esse? A ausência de uma justiça ágil, transparente e imparcial impacta diretamente a vida dos cidadãos, a economia e a própria estrutura democrática. Quando a expectativa de que todos são iguais perante a lei é frustrada por evidências de privilégio e má conduta, a credibilidade de todo o sistema é corroída.

É imperativo que os órgãos correcionais do judiciário ajam com rigor e celeridade, não apenas para punir os culpados, mas para restaurar a confiança pública. A justiça, para ser respeitada, precisa ser justa em sua essência e em sua prática diária, sem distinções ou favorecimentos. O povo baiano, e o Brasil, merecem uma justiça que funcione de forma íntegra e eficiente, garantindo que a lei seja aplicada a todos, sem exceções.



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Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

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