quarta-feira, julho 16, 2025

Após o pedido para condenação de Bolsonaro, Trump volta a defendê-lo

Publicado em 15 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Guerra comercial entre China e os EUA | Charges | O Liberal

Charge de J.Bosco (O Liberal)

Deu em O Globo

Após ser questionado sobre o pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente americano Donald Trump voltou a defender o brasileiro. O republicano se referiu a Bolsonaro como “um bom homem” e voltou a afirmar que ele sofre uma “caça às bruxas”.

— O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro — disse Trump.

JULGAMENTO – Na carta divulgada na semana passada na qual anunciou tarifas de 50% em produtos brasileiros, Trump citou o julgamento do ex-presidente pela trama golpista como um dos motivos para a medida.

— Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo — reforçou o presidente americano nesta terça-feira, quando voltou a afirmar que Bolsonaro sofre uma “caça às bruxas”:

— Ele não é como se fosse meu amigo. Ele é alguém que eu conheço. Sei que ele representa milhões de brasileiros, são ótimas pessoas, ele ama o país e lutou muito por essas pessoas. E eles querem prendê-lo. Acho que isso é uma caça às bruxas e acho muito lamentável.

HILLARY CRITICA – Na última sexta-feira, a ex-secretária de Estado e adversária democrata de Trump nas eleições americanas de 2016, Hillary Clinton, disse que Bolsonaro era o “amigo corrupto” do atual presidente americano.

A publicação foi feita na rede social Bluesky após o anúncio das tarifas. “Você está prestes a pagar mais pela carne bovina não apenas porque Trump quer proteger o seu amigo corrupto, mas também porque os republicanos no Congresso decidiram ceder-lhe o seu poder sobre a política comercial”, escreveu Clinton na rede.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Trump tem outra motivação, ainda maior. O Brasil é muito importante para o Brics, porque pode atrair muitos países para integrar o Sul Global, que é a nova obsessão internacional de Lula. Comprem mais pipocas. (C.N.)


É preciso comemorar os 100 anos do jornal O Globo sem falsidades

Publicado em 15 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Silvio Santos e Roberto Marinho se reencontraram após 12 anos

Marinho era como Silvio Santos e fazia tudo por dinheiro

Vicente Limongi Netto

São muito importantes os relatos de Carlos Newton sobre Roberto Marinho e O Globo etc. Tenho boas lembranças do sempre lúcido Moacyr Padilha e do Henrique Caban, tipo pauteiro da matriz para sucursal. Luís Lobo era grande companheiro.

Já o Evandro Carlos de Andrade era um boçal, pernóstico. Certo dia um burocrata do Ministério das Comunicações me ligou na Sucursal de Brasília. “Queremos que troque o setorista-credenciado”. Motivo: faz perguntas inconvenientes ao ministro Higino Corsetti.

“Não vou trocar. Quem faz o jornal conosco é nosso repórter, não são vocês”, retruquei.

SEM TROCA – A queixa chegou ao Evandro Carlos de Andrade, que me mandou obedecer.  “Evandro, ninguém aí no Rio é mais jornalista do que minha equipe aqui”, afirmei.

Perdi a chefia de redação, mas mantive a coerência e a dignidade. Estava casado há pouco tempo. Perdi grana da gratificação do cargo, minha mulher ficou uma arara.

Mas fiquei amigo dos irmãos do Evandro, ambos jornalistas: José Carlos, da Última Hora, e Fernando, que trabalhava com o Ibrahim Sued.

ABISMO FINAL – Batalha política tomou conta da atribulada quadra brasileira. Bolsonaro caminhando para o abismo final. Filho fujão aparentemente continuará solto, nas barras das calças do padrinho norte-americano. A violência do palavreado subindo o tom. Antevejo levantes ruidosos no país. Misturados com fogos juninos.

Trump, por sua vez, continua apontando armas pesadas contra o Brasil. São 200 anos de convivência harmoniosa Brasil-Estados Unidos indo para o ralo da intolerância. Mas do que nunca a serenidade precisa entrar na rinha para acalmar ânimos e espíritos. Democracia e constituição não podem ser rasgadas.

HAVELANGE E ARIAS – Vigilante, solidário e competente, o veterano e respeitado jornalista Aristóteles Drummond registrou, na coluna que tem no semanário “Sol”, de Lisboa, a sugestão deste repórter, aqui na Tribuna da Internet, para que na próxima copa do mundo de clubes, em 2029, seja criada e incluída a taça João Havelange.

Ainda no futebol, o monstro Arias merece. Perto dos 30 anos. precisa mesmo sonhar com voos maiores.  Deixará imensas saudades. Mas vida de jogador de jogador profissional é feita de etapas e decisões. O craque colombiano do Fluminense deixará saudades. Joga muito. Lustrou e encantou o futebol brasileiro. Aplaudo, de pé, o grande Arias.

OUTROS TEMPOS – Meus sonhos não sorriem mais para o infinito do vento. Não acenam mais para vestidos brancos. Agora meus sonhos dormem na porta dos recados apressados. Nas lembranças das brincadeiras de infância.

Provocam ladeiras que comovem a alma. Meus sonhos não despertam mais agonias prazerosas. Não acariciam mais rostos com lenços perfumados. Sumiram dos rios doces que banhavam meu coração. Meus sonhos desprezavam rancores.  Enfeitam espíritos amordaçados pelo tédio.


Certo da impunidade, Toffoli anula as decisões contra o doleiro Youssef

Publicado em 15 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Quem é Dias Toffoli, o polêmico ministro que vai assumir o comando do STF -  BBC News Brasil

Dias Toffoli parece ser mais bandido do que Youssef

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todos os atos da Operação Lava-Jato contra o doleiro Alberto Youssef e apontou que houve uma atuação coordenada e ilegal entre o então juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para forçar delações e manipular provas. A decisão é mais um duro revés contra os principais protagonistas da operação e amplia o entendimento do Supremo sobre os abusos cometidos em Curitiba.

Na decisão, Toffoli afirmou que Youssef foi alvo de um “conluio” institucional com o objetivo de pressioná-lo a colaborar com os investigadores para atingir “alvos políticos determinados”, sobretudo lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT).

PROJETO DE PODER – O ministro classificou a condução da Lava-Jato como parte de um projeto de poder e destacou a existência de “captação ambiental ilícita” na cela onde o doleiro estava preso, episódio que, segundo ele, foi acobertado por autoridades da operação.

“Não se pode falar em processo criminal propriamente dito, até mesmo porque não há defesa possível no ambiente retratado nestes autos”, escreveu Toffoli. Para o ministro, as sentenças proferidas contra Youssef foram “contaminadas” pela parcialidade do juiz e pelas ações do Ministério Público e da Polícia Federal que, segundo ele, atuaram de forma articulada para comprometer o direito de defesa e a legalidade processual.

A decisão cita ainda diálogos obtidos na Operação Spoofing que, de acordo com a defesa de Youssef, escancararam a proximidade indevida entre juiz e acusadores.

ESCUTA ILEGAL – Em um dos trechos, integrantes do MPF debatem formas de impedir que a escuta ilegal descoberta na cela de Youssef provocasse nulidades. “É melhor não mexer e torcer para não ter nada naquele computador”, diz uma das mensagens atribuídas a procuradores.

Ao anular os atos, Toffoli reafirmou críticas que já vinha fazendo à Lava-Jato e afirmou que houve “captura do sistema de Justiça” para fins políticos e pessoais.

Ele também citou o relatório do CNJ sobre a gestão de recursos da operação em Curitiba e relembrou que decisões anteriores da Corte já reconheceram ilegalidades similares em casos como os de Lula, José Dirceu e outros réus.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A decisão de Toffoli mostra a que ponto chega a promiscuidade entre corruptos a magistrados no Brasil. O tal uso de “captação ambiental ilícita”, foi uma armação de Youssef, que arranjou um equipamento antigo, em desuso há anos, e alegou que fora colocado na cela. Há fotos do equipamento, que nem funcionava mais nem estava ligado a computador. Mas Toffoli embrulhou e mandou adiante. Com uma justiça dessa qualidade, podemos entregar a chave de casa aos bandidos(C.N.)

 

Arthur do Val, o idiota útil da xenofobia nacional

 em 16 jul, 2025 4:11

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
 “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.



De vez em quando, o Brasil é obrigado a parar para ouvir as sandices de algum figurante da política que, na ânsia de lacrar com meia dúzia de seguidores ressentidos, decide atacar o povo nordestino. Dessa vez, o nome da vez é Arthur do Val — também conhecido como Mamãe Falei —, aquele que já caiu em desgraça nacional por atitudes abjetas e misóginas, e que agora tenta ressuscitar a carreira vomitando preconceito.

Pois bem, o cidadão resolveu chamar o povo nordestino de “burro” por conta de emendas destinadas a eventos culturais como shows e festas, citando nominalmente Wesley Safadão, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o deputado Thiago de Joaldo. E aí é que está: uma coisa é discutir o uso de verba pública com seriedade; outra, muito diferente, é pegar esse debate e transformar em palanque para xenofobia barata. Isso sim é burrice — e das grandes.

Vamos por partes. É possível, sim, destinar recursos para atividades culturais, festas populares, tradições regionais. Ou alguém acha que o Carnaval do Rio de Janeiro se monta com troco de padaria? Que os rodeios de Barretos se sustentam com aplauso? Que as festas juninas e o São João, tão enraizados na identidade nordestina, não têm valor econômico e social? Cultura também é economia. Gera emprego, movimenta comércio, turismo, traz renda pra muita gente. Desprezar isso é ignorância ou má-fé — ou os dois juntos, o que é bem provável no caso desse cidadão.

O problema não está em destinar verba para cultura. O problema está no mau uso de emendas, e isso vale tanto para um show de forró em Sergipe quanto para um camarote VIP em São Paulo. Não é o forró o vilão, nem o sertanejo, nem o frevo ou o maracatu. O vilão é o desvio, a esperteza com o chapéu alheio, o favorecimento indevido. Mas isso acontece em todo o Brasil, do Oiapoque ao Chuí. Que não venha ele jogar toda essa conta no colo do Nordeste.

Aliás, seria ótimo que Arthur do Val tivesse a decência — e a coragem — de aplicar os mesmos adjetivos ao povo de São Paulo, onde ele tenta ser relevante. Ou aos deputados e senadores paulistas que também destinam emendas a eventos culturais. Mas aí ele silencia. Fica manso. Aqui no Nordeste, ele não tem base — nem moral. Mas lá, no reduto onde o preconceito se disfarça de superioridade, talvez ainda encontre quem ache graça de sua fala rasteira.

E olha que ironia: vem ele, de São Paulo, falar em segurança e gestão, como se esquecesse que o Estado mais rico do país vive hoje acuado por uma facção criminosa que domina presídios, bairros, empreiteiras, transporte público e até parte do poder político. São Paulo, governado há décadas pela direita que ele tanto ama, está ajoelhado diante do crime organizado — e não é no São João, é no cotidiano.

Arthur do Val é um idiota útil, a serviço da desinformação e da divisão do país. Um falastrão, que parece ter aprendido com Olavo de Carvalho, mas desaprendeu a ser gente. Cassado, desmoralizado, vive tentando se reinventar com o que há de mais baixo: o preconceito.

E talvez, diante da Justiça, tenha que baixar a crista e se retratar, como quem já levou pisa e agora vem de cabeça baixa, pedindo arrego. Seria bom. Seria justo. Porque o que ele disse é não só falso, como criminoso. E por aqui, no Nordeste, a gente até perdoa… mas antes dá o troco. Como se diz por aqui em bom palavreado nordestino: respeite o povo, seu cabra safado, fio da mulesta, fio do canso!


https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/arthur-do-val-o-idiota-util-da-xenofobia-nacional/

Paulo Afonso: A Vitória da Defesa de Igor Montalvão em Caso de Fraude na Cota de Gênero


JUSTIÇA ELEITORAL
 181ª ZONA ELEITORAL DE PAULO AFONSO BA
 

 

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (11527) Nº 0600404-57.2024.6.05.0181 / 181ª ZONA ELEITORAL DE PAULO AFONSO BA

AUTOR: EMERSON LEANDRO COSTA DE OLIVEIRA, JOSE LILAERCIO GALDINO, ELISANGELA FERREIRA ALVES NASCIMENTO, WESLEY RAFAEL ARAUJO TORRES, LEDA MARIA ROCHA ARAUJO CHAVES, JOSIVAN SILVA DE SA, ANDERSON HENRIQUE MENEZES PEREIRA BARROS, DIONATAS WESLEY FERREIRA MERELES, TAUIR WAGNER GOMES PINTO

Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogados do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207, RAFAEL RANIERE ROCHA CHAVES - BA46014
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207
Advogado do(a) AUTOR: CAIO FERNANDO CARVALHO - BA51207

REU: PETRONIO JOSE LIMA NOGUEIRA, JOSE ANGELO CARVALHO, ALBERIO CARLOS CAETANO DA SILVA, BRENO BARROS PEREIRA, CAROLINE MARIA DA SILVA, CELSO BRITO MIRANDA, CHRISTIANE MOURA DOS SANTOS, CICERO BEZERRA LIMA, GIVALDO GOMES DE MELO FAUSTINO, ETEVALDO FERREIRA DA SILVA, SANDREA CORREIA LIMA, JOSE ANTONIO SOARES DA CONCEICAO, KATIANE LIMA ALBUQUERQUE, MANOEL DOS SANTOS, MARGARETH CAVALCANTE SANTOS, NEIVOR MANFREDI, LUCINEIDE PEREIRA DE LIMA, WALLACE LIMA DE OLIVEIRA

Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: IGOR MATOS MONTALVAO - BA33125
Advogado do(a) REU: ALLAN OLIVEIRA LIMA - BA30276




 

Paulo Afonso: A Vitória da Defesa de Igor Montalvão em Caso de Fraude na Cota de Gênero

A Justiça Eleitoral tem sido cada vez mais rigorosa na fiscalização das cotas de gênero, buscando coibir fraudes que desvirtuam a representatividade feminina na política. Recentemente, a cidade de Paulo Afonso, na Bahia, foi palco de um importante embate jurídico que trouxe à tona essa discussão, mas com um desfecho favorável à defesa.

Um partido que perdeu a eleição municipal entrou com uma ação na Justiça Eleitoral contra o Partido da Renovação Democrática (PRD), buscando a cassação do seu DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários). A alegação central era a de fraude na cota de gênero feminina, com a suposta inclusão de três "candidatas laranjas" – ou seja, mulheres inscritas apenas para cumprir a porcentagem mínima exigida por lei, sem real intenção de disputar a eleição. Se a ação fosse procedente, todo o partido e, consequentemente, os candidatos eleitos por ele, perderiam seus mandatos.

No entanto, a defesa do PRD foi conduzida pelo advogado Igor Montalvão, que conseguiu reverter o cenário. Após a análise dos fatos e das provas apresentadas, a Justiça Eleitoral julgou as acusações improcedentes.

Uma ação de cota de gênero ser julgada improcedente significa que o tribunal decidiu contra as alegações de fraude ou irregularidades na aplicação da reserva de vagas para mulheres em candidaturas eleitorais. Isso geralmente ocorre quando não são apresentadas provas suficientes para comprovar a intenção de fraudar o sistema de cotas, mesmo que as candidatas em questão tenham obtido poucos votos ou não tenham realizado campanhas extensas. A falta de votos ou de uma campanha robusta, por si só, não são provas cabais de fraude se não houver outros elementos que demonstrem a intenção de burlar a lei.

A decisão em Paulo Afonso reforça a complexidade desses casos e a importância de uma defesa técnica e bem fundamentada. Para os partidos e candidatos, serve de alerta sobre a necessidade de transparência e seriedade no cumprimento das cotas de gênero, evitando questionamentos futuros que possam comprometer mandatos e a integridade do processo democrático.

terça-feira, julho 15, 2025

Dias Toffoli anula todos atos da Lava Jato contra doleiro Alberto Youssef, então pivô da operação

 Foto: Agência Brasil/Arquivo

O doleiro Alberto Youssef, pivô da operação Lava Jato15 de julho de 2025 | 18:55

Dias Toffoli anula todos atos da Lava Jato contra doleiro Alberto Youssef, então pivô da operação

brasil

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou nesta terça-feira (15) todos os atos dos integrantes da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro contra o doleiro Alberto Youssef, que foi o pivô da operação.

Em sua decisão, Toffoli afirma que a nulidade dos atos praticados na 13ª Vara Federal de Curitiba não implica a anulação do acordo de delação premiada firmado pelo doleiro.

Assim como em outros casos nos quais invalidou atos contra alvos da Lava Jato, o ministro disse que houve conluio entre a defesa e a acusação.

Um dos argumentos da defesa de Youssef ao Supremo foi uma escuta instalada em uma cela de presos da Lava Jato em 2014, que gravou irregularmente 260 horas (11 dias) de conversas no Paraná.

O doleiro foi um dos presos identificados nas gravações, assim como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, morto em 2022, e a doleira Nelma Kodama, de acordo com relatório feito pela própria Polícia Federal.

Toffoli, porém, concentrou sua decisão em mensagens obtidas pela Operação Spoofing (que investigou os responsáveis por hackear e vazar conversas de procuradores) para afirmar que houve parcialidade nas medidas contra Youssef.

“Traçado o objetivo conjunto de obter a condenação de seus alvos, procuradores e magistrado passaram, deliberadamente, a combinar estratégias e medidas” contra Yousseff, escreveu o ministro.

Ele disse ainda que o episódio da escuta, cuja legalidade não chegou a ser avaliada pelo STF, “bem delineia as ilegalidades” a que submetido o doleiro.

“Pela gravidade das situações postas nestes autos, confirmadas pelos diálogos obtidas por meio da Operação Spoofing, somadas a outras tantas decisões exaradas pelo STF e também tornadas públicas e notórias, já seria possível, simplesmente, concluir que o requerente foi vítima de diversas arbitrariedades”, disse Toffoli em sua decisão.

“Sob objetivos aparentemente corretos e necessários, mas sem respeito à verdade factual, magistrado e procuradores de Curitiba desrespeitaram o devido processo legal, agiram com parcialidade e fora de sua esfera de competência”, acrescentou.

Desde 2023, Toffoli vem tomando decisões que anulam atos da operação. Foram beneficiados com esse tipo de decisão dois ex-presidentes de empreiteiras que firmaram delação: Léo Pinheiro, da antiga OAS (atual Metha), e Marcelo Odebrecht.

Os acordos de colaboração não foram derrubados. Ou seja, as multas que eles se comprometeram a pagar continuam válidas.

Toffoli é relator, desde a aposentadoria de Ricardo Lewandowski, em abril do ano passado, de um processo sobre a validade de decisões que usam provas oriundas dos sistemas da Odebrecht.

Em setembro de 2023, o ministro determinou que as provas oriundas dos acordos de leniência da empreiteira são imprestáveis em qualquer âmbito ou grau de jurisdição.

Em dezembro do mesmo ano, ele suspendeu o pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões aplicada contra a J&F no acordo de leniência do grupo. Em seguida, veio a suspensão do pagamento de multas decorrentes do acordo firmado entre a Novonor (antiga Odebrecht) e o Ministério Público.

José Marques/Folhapress

Câmara suspende mandato de Janones por entrevero e poupa os aliados de Nikolas Ferreira

 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo

O deputado federal André Janones (Avante-MG)15 de julho de 2025 | 17:00

Câmara suspende mandato de Janones por entrevero e poupa os aliados de Nikolas Ferreira

brasil

O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira (15) a suspensão por três meses do mandato do deputado federal André Janones (Avante-MG), que, na semana passada, envolveu-se um uma confusão no plenário durante o discurso do opositor Nikolas Ferreira (PL-MG).

A punição tem efeito imediato e implica a suspensão do recebimento de salários (R$ 46,6 mil ao mês) e verbas por esse período. Além da suspensão cautelar do mandato, o Conselho abrirá agora um processo de cassação que, esse sim, seguirá o rito normal.

Janones e Nikolas são uma espécie de ponta de lança do lulismo e do bolsonarismo, respectivamente, nas redes sociais.

Eles já promoveram outros episódios de enfrentamento na Câmara. No mais barulhento deles, os dois quase se atracaram fisicamente na sessão do Conselho de Ética que livrou Janones da acusação de promover rachadinha em seu gabinete.

A decisão desta terça-feira, aprovada por 15 votos contra 3, resulta de um rito sumaríssimo aprovado em 2024 e que, em teoria, visa coibir cenas de baixaria na Casa.

Ele foi usado pela primeira vez em maio quando o conselho suspendeu também por três meses o mandato do bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES) por ofensas contra a ministra Gleisi Hoffmann (PT), chefe da articulação política do governo Lula (PT).

Indicativo de que o mecanismo será usado tendo como peso relevante a questão política, não só aspectos técnicos, a suspensão de Janones se dá mesmo com vídeos mostrando que, na confusão no plenário, ele foi agredido e ofendido por aliados de Nikolas.

Janones negou ter provocado a confusão e disse que foi agredido e teve inclusive o “pênis apalpado” por adversários, o que levou deputados bolsonaristas a rirem e fazerem piadas na sessão desta terça-feira.

A confusão da quarta-feira da semana passada envolvendo Janones e Nikolas teve como pano de fundo a decisão do do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma sobretaxa de 50% ao Brasil.

Quando Nikolas estava na tribuna, ele teve o discurso interrompido algumas vezes pela movimentação e empurra-empurra, a poucos metros, em torno de Janones.

Nikolas fazia discurso na linha de outros colegas da oposição, a de afirmar que Lula e o STF (Supremo Tribunal Federal) eram culpados pela decisão de Trump.

Janones aparentemente fazia gravações com o celular na linha oposta, da esquerda, que classificou como vira-latas e capachos, entre outros termos, políticos da direita que elogiavam Trump.

Em alguns momentos, aliados de Nikolas bateram boca com o deputado do Avante, fazendo coro de “vagabundo” e de “rachadinha”, em referência à investigação que foi realizada contra o aliado de Lula.

Em vídeo reproduzido na sessão do Conselho, Janones aparece chamando Nikolas de “cadelinha”. O relator, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), destacou esse ponto para apontar caráter homofóbico de Janones em relação a Nikolas.

A sessão desta terça teve presença massiva de bolsonaristas, que apontaram diversas publicações de Janones nas redes sociais que eles consideram mentirosas e conflitantes com o decoro parlamentar.

Deputados do PT e do PSOL defenderam Janones e classificaram a punição como excessiva.

“Os homens no plenário desta Câmara se empurram o tempo todo (…) O premiado será o tal Nikolas Ferreira para colocar mais uma peruca e enxovalhar o plenário da Câmara?”, discursou Maria do Rosário (PT-RS), lembrando o episódio em que o deputado bolsonarista fez um discurso transfóbico na tribuna da Câmara dos Deputados, com peruca loira, no Dia Internacional da Mulher.

Ranier Bragon/Folhapress

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