segunda-feira, março 17, 2025

Bolsonaro usa ato por anistia para mandar recados em caso de prisão e diz deixar lideranças na direita

 Foto: Saulo Cruz/Arquivo/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro17 de março de 2025 | 06:34

Bolsonaro usa ato por anistia para mandar recados em caso de prisão e diz deixar lideranças na direita

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve seu nome para a eleição de 2026, negou que vá sair do Brasil e disse ter muitos nomes capazes de substitui-lo, em um discurso repleto de recados sobre seu futuro político.

As declarações foram feitas em ato no Rio de Janeiro, onde ele também ele também reforçou sua pressão pela anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro —o que, no futuro, pode beneficiá-lo— e declarou que será um problema para seus opositores “vivo ou morto”.

A mobilização ocorreu em meio ao rápido avanço da denúncia que mira o ex-presidente e mais 33 pessoas sob acusação de participação em uma trama golpista em 2022.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começará a analisar a peça da Procuradoria-Geral da República no próximo dia 25, para decidir se torna os denunciados réus. Não à toa, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi um dos principais alvos dos manifestantes.

Sob forte calor em Copacabana, a manifestação deste domingo ficou longe da expectativa de 1 milhão de participantes divulgada pelo ex-presidente —segundo estimativa do Datafolha, 30 mil estavam no local quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falava ao lado de Bolsonaro no carro de som.

Um dos apartamentos próximo ao carro tinha a mensagem “sem anistia” nas janelas.

Outros chefes de governos estaduais presentes foram Cláudio Castro (PL-RJ), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Jorginho Mello (PL-SC).

Vestindo a camiseta com o uniforme azul da seleção brasileira, Tarcísio, cotado à disputa pela Presidência, atacou o governo Lula.

“Ninguém aguenta mais arroz caro, gasolina cara, o ovo caro. Prometeram picanha e não tem nem ovo. E, se está tudo caro, volta Bolsonaro”, disse o governador.

Em aceno à base bolsonarista, ele criticou as penas aos condenados pelo 8 de janeiro, citando com ironia o caso da cabeleireira Débora Santos, presa após ser flagrada pichando com batom a estátua “A Justiça”, em frente ao STF.

“O que eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia vemos traficante na rua, onde os caras que assaltaram a Petrobras voltaram à cena política” disse.

Sem dizer a quem se referia, o governador questionou “qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas”. “É medo de perder a eleição, e eles sabem que vão perder?”

Como mostrou a Folha, Tarcísio já disse a aliados que aceita disputar a sucessão de Lula se Bolsonaro pedir, mas deve demonstrar lealdade ao aliado até o fim.

Até o momento, o ex-presidente insiste na própria candidatura, embora esteja inelegível em razão de duas condenações pelo TSE, uma por ataques às urnas em reunião com embaixadores e outra por uso político da celebração do 7 de Setembro.

Em seu discurso neste domingo, ele deu indicativos sobre as duas frentes nas quais aposta para conseguir ter o nome na urna no próximo pleito.

Uma delas é o TSE, que será presidido daqui a dois anos por Kassio Nunes Marques, indicado por ele. Em sua fala, sem citá-lo, Bolsonaro afirmou que o pleito de 2026 “será conduzido com isenção”.

Outra frente na qual o bolsonarismo trabalha é a da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O objetivo é clima político para reverter, no futuro, a inelegibilidade do ex-presidente.

Neste domingo, Bolsonaro disse que tem o apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para aprovar o perdão aos condenados. Líder do PL, o deputado Sóstenes Cavalcante afirmou que pedirá nesta semana urgência na votação do projeto.

Embora tenha mantido seu nome para a disputa de 2026, ex-presidente disse não ter obsessão pelo poder e afirmou deixar herdeiros políticos.

“Meu ciclo vai se esgotar um dia. Mas nós estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir no futuro. O lado de lá não tem nenhuma liderança”, afirmou.

“Se alguma covardia acontecer comigo, continuem lutando”, pediu.

Apesar da sugestão de alternativas, o ex-presidente que disse que “eleições sem Bolsonaro é negar democracia no Brasil” e pediu apoio para obter maioria no Congresso no próximo pleito. “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do nosso Brasil”, declarou.

O ex-presidente também criticou o governo Lula e comparou ministros da sua gestão com os atuais.

“Se tirar das mãos do PT a falsa bandeira em defesa da democracia, o PT não existe. Não tem o que apresentar para vocês. Nem para alimentar o pobre. Nem isso tem mais”, continuou.

Em sua fala, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prometeu derrotar o alexandrismo, mas como em outros atos, coube a Silas Malafaia, organizador do eventos, as críticas mais duras ao ministro do STF, chamado de “criminoso e ditador” pelo pastor.

Ao final, Malafaia defendeu “um caminho de paz e conciliação porque isso [prisão] não será bom para lado nenhum”. “Eu quero apelar aos ministros do STF, senadores e deputados. O Brasil é uma nação pacífica. Isso não serve para lado nenhum. Onde vamos parar se Bolsonaro for preso?”, afirmou ele.

Leonardo Vieceli , Jan Niklas , Catarina Scortecci e Laura Intrieri/Folhapress

Integrantes da Suprema Corte admitem que críticas aos supersalários do Judiciário são permanente fonte de desgaste

 Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/SCO/STF

Plenário do STF17 de março de 2025 | 08:47

Integrantes da Suprema Corte admitem que críticas aos supersalários do Judiciário são permanente fonte de desgaste

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Em meio a um embate com parlamentares aliados de Jair Bolsonaro — que acusam o Supremo Tribunal Federal (STF) de ativismo judicial e, mais recentemente, de acelerar indevidamente o julgamento que pode tornar o ex-presidente réu por tentativa de golpe de Estado —, ministros da Corte reconhecem uma vulnerabilidade que tende a ser explorada politicamente pela oposição no Congresso. Segundo integrantes do STF ouvidos por VEJA sob reserva, o principal “telhado de vidro” do tribunal são os supersalários do Judiciário.

Embora os onze ministros do Supremo não recebam vencimentos considerados exorbitantes, decisões administrativas tomadas dentro da própria Corte, na avaliação de parte do colegiado, abriram caminho para que juízes de primeira instância e desembargadores incorporassem uma série de benefícios extras, tornando o Judiciário um alvo recorrente de críticas. A reportagem é da “Veja”.

Um exemplo recente dessa política foi a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob a presidência do ministro Luís Roberto Barroso, que reafirmou a equiparação entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público. Isso permitiu que vantagens pagas a procuradores fossem estendidas aos juízes. Para Barroso, a Constituição determina que uma carreira não pode estar em posição de inferioridade em relação à outra. “Sendo a magistratura o paradigma para o Ministério Público, juízes não podem, nem devem, ter situação desfavorável em relação aos membros do MP”, afirmou ele em voto no CNJ em 2023.

Essa percepção de fragilidade ocorre em um contexto de pressões parlamentares para que o STF dê transparência a inquéritos sobre irregularidades no uso de emendas, que envolvem ao menos 70 parlamentares. Além disso, há tentativas de influenciar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a levar adiante a proposta de uma CPI para investigar supostos abusos do Judiciário, como revela a edição de VEJA desta semana.

Na queda de braço com o STF, deputados e senadores tentam criar a narrativa de que os ministros estariam reféns do Congresso, que poderia, conforme seus interesses, avançar com projetos que limitam os poderes do tribunal, revogam decisões individuais dos juízes ou congelam reajustes salariais e benefícios da magistratura. Contudo, essa visão parece mais um desejo político do que um fato consumado.

Demonstrando sua experiência, os ministros do Supremo enviaram sinais às lideranças da Câmara e do Senado de que o tribunal poderia mais uma vez alterar seu entendimento sobre o foro privilegiado, determinando que todos os casos de parlamentares sejam analisados no STF, independentemente de sua permanência no cargo nos próximos anos.

Na terça-feira, 11, essa mudança foi confirmada pela Corte. Um integrante do tribunal, sob anonimato, avaliou que a pressão por uma CPI ou por investigações contra juízes dificilmente prosperará, uma vez que os mesmos ministros hoje criticados serão responsáveis por julgar os parlamentares no futuro.

Veja

Pacheco se reúne com Lula, descarta assumir ministério e fica no Senado

 Foto: Saulo Cruz/Arquivo/Agência Senado

Rodrigo Pacheco17 de março de 2025 | 11:07

Pacheco se reúne com Lula, descarta assumir ministério e fica no Senado

brasil

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cotado para assumir um ministério na gestão Lula (PT), se reuniu com o presidente em Brasília e descartou sua ida para o governo. Na conversa com o petista, o ex-presidente do Senado afirmou que pretende exercer seu mandato na Casa pelos próximos dois anos.

Lula recebeu Pacheco para um almoço no Palácio da Alvorada no sábado (15). Os dois estavam acompanhados pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que é aliado do parlamentar mineiro.

No encontro, Lula não chegou a oferecer diretamente a Pacheco um ministério, mas perguntou ao senador quais eram seus planos para os próximos anos, segundo relatos colhidos pela Folha.

O parlamentar teria afirmado que gostaria de ficar no Senado como um apoiador do governo do petista, além de apresentar e relatar projetos que considera importantes. Pacheco trabalha, por exemplo, para aprovar uma proposta de sua autoria que atualiza do Código Civil.

De acordo com os mesmos relatos, Lula concordou com a decisão do senador mineiro.

Esta foi a primeira conversa que Lula e Pacheco tiveram sobre o tema desde que o mineiro deixou a presidência do Senado. O senador passou uma temporada nos EUA e retornou às atividades em Brasília na semana passada.

Lula gostaria de ter Pacheco em seu ministério por considerar que o parlamentar foi um aliado importante nos dois primeiros anos de governo e por acreditar que sua nomeação reforçaria as posições do governo no Senado e em Minas Gerais, estado estratégico para eleições presidenciais.

Lula vinha discutindo a possível ida de Pacheco para o governo com aliados e auxiliares desde abril do ano passado, como mostrou a Folha na ocasião. As conversas se intensificaram nos últimos meses, com as negociações para uma reforma ministerial.

Além da intenção de Pacheco de exercer o mandato de senador após quatro anos como presidente da Casa (2021-2025), as incertezas sobre as mudanças que Lula pretende fazer em sua equipe também dificultaram a ida do político mineiro para o governo.

Aliados de Pacheco apontavam que ele poderia ocupar pastas como o Ministério da Justiça ou o Ministério do Desenvolvimento. Os cargos são ocupados, respectivamente, por Ricardo Lewandowski (sem partido) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o que exigiria de Lula a decisão de fazer uma dança das cadeiras que poderia ser politicamente traumática.

Na conversa no Alvorada, Lula reforçou o desejo de que Pacheco seja candidato ao Governo de Minas Gerais em 2026, com o apoio da gestão petista. O objetivo do presidente é fortalecer o nome do senador para representar a aliança governista nas urnas, oferecendo um palanque para a eventual candidatura à reeleição de Lula à Presidência.

Pacheco resiste a essa empreitada. Segundo aliados, o senador mineiro já teria decidido que não concorrerá à reeleição, mas ainda não sabe se vai disputar algum outro cargo em 2026.

No encontro com Lula, Pacheco afirmou que vai pensar sobre a possibilidade de concorrer ao Governo de Minas. Por enquanto, ele se comprometeu a trabalhar pela construção de alianças no estado para fortalecer o nome do petista.

A reforma ministerial estudada por Lula permanece travada. O presidente já trocou nomes na Secretaria de Comunicação (saiu Paulo Pimenta, entrou Sidônio Palmeira), no Ministério da Saúde (saiu Nísia Trindade, entrou Alexandre Padilha) e na Secretaria de Relações Institucionais (saiu Padilha, entrou Gleisi Hoffmann).

Bruno Boghossian/Folhapress

Lula quer reverter desaprovação, mas dá munição de presente à oposição

Publicado em 17 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Deslizes desviam foco de anúncios positivos da gestão

Pedro do Coutto

Reportagem de O Globo deste domingo, focaliza os deslizes cometidos pelo presidente Lula da Silva e que estão influindo na sua imagem à frente do governo. As gafes têm reflexo negativo sem que o presidente se dê conta. Em meio à maré de baixa aprovação, Lula tem implementado uma série de mudanças na comunicação, apostando em medidas populares para reverter o cenário. A investida, no entanto, esbarra em declarações do chefe do Executivo, que entrega “de presente” polêmicas a serem exploradas pela oposição.

Um exemplo foi a sua fala sobre a ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais. Aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, o petista afirmou que escolheu “uma mulher bonita” para melhorar a relação com o Congresso Nacional.

APOSTA – O fato ocorreu durante a cerimônia de lançamento do programa Crédito do Trabalhador, que busca ampliar o empréstimo consignado para trabalhadores que possuem vínculo CLT. Esta é justamente uma das apostas para reverter a onda de impopularidade escancarada nas últimas pesquisas de opinião. No mesmo evento, Lula chamou o líder do governo na Câmara, deputado cearense José Guimarães de “cabeçudão do Ceará”.

Dessa forma, os holofotes, que deveriam estar voltados ao programa anunciado, foram ofuscados pelas gafes do petista. A oposição usou o deslize, classificando a fala contra Gleisi como misógina.  As últimas sondagens de opinião apontam para um cenário desfavorável à gestão de Lula.

Uma das estratégias para frear a alta da impopularidade é expor mais o presidente da República, colocando-o como principal mensageiro do governo. A tática, desenhada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, inclui ampliar as entrevistas e os pronunciamentos de Lula, além de aumentar as viagens do petista pelo país.

DESLIZE – No início de fevereiro, um deslize de Lula sobre a alta no preço dos alimentos também foi muito explorado pela oposição. Em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, o petista afirmou que, se os brasileiros deixarem de adquirir os alimentos caros, os supermercados vão diminuir os preços. Na entrevista, Lula também sugeriu que os consumidores brasileiros substituam itens mais caros por produtos similares, com preços mais acessíveis.

Para melhorar a sua posição, Lula precisa ter cautela ao falar, sobretudo quando faz declarações sob o improviso. É necessário reverter o quadro de impopularidade que abala o governo se quiser continuar no cenário eleitoral em 2026.  

O otimismo de Otto diante da impopularidade de Lula: “Vai reverter esse ano ainda”

 Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

O senador Otto Alencar17 de março de 2025 | 09:43

O otimismo de Otto diante da impopularidade de Lula: “Vai reverter esse ano ainda”

exclusivas

O senador Otto Alencar, líder do PSD na Bahia, carrega uma dose de otimismo sobre a crise de popularidade que o governo Lula 3 enfrenta de maneira histórica. Segundo a pesquisa AtlasIntel, a mesma que cravou a vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022, a desaprovação a Lula chegou a 53% contra 45,7% de aprovação.

Para Otto, o cenário é fotografia de momento por causa da inflação, alta de juros e preço dos alimentos, mas é reversível, a começar pelo mudança que Lula já promoveu na Secretaria de Comunicação, com a chegada do publicitário baiano Sidônio Palmeira.

“A comunicação já mudou, colocou Sidônio. Mas eu acho que os fatores que levaram a essa situação de queda de um pouco da queda do presidente Lula são fatores relacionados à inflação, aumento dos juros, atividade econômica internacional pressionando aqui o Brasil, além de alguns problemas políticos que aconteceram, mas são reversíveis”, avaliou Otto.

“O presidente vai reverter essa questão esse ano ainda para chegar forte lá em 2026. É a minha previsão”, projetou.

Na última sexta-feira (14), quando prestigiou a sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e ao procurador-Geral da República, Paulo Gonet, Otto – que sempre vinha evitando falar sobre a composição eleitoral de 2026 na Bahia – disse que vai “lutar intensamente” para manter o casamento PSD-PT na próxima rodada eleitoral, a despeito da aliança que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem hoje com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome dos sonhos da centro-direita para substituir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi declarado inelegível.

“Aqui na Bahia eu vou lutar intensamente, é uma coisa certa praticamente, na manutenção da nossa aliança com o governador Jerônimo, com Wagner, com o Rui, com Coronel, com os nossos deputados todos para continuar esse ritmo. A Bahia já avançou muito e precisa avançar mais e acho que será o melhor caminho para nós todos”, completou Otto.

Política Livre
Nota da redação deste BlogO possível retorno de Tista de Deda ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues

Diante das recentes declarações do senador Otto Alencar, líder do PSD na Bahia, observa-se um movimento natural de reaquecimento das alianças políticas dentro do estado. Em Jeremoabo, a conjuntura aponta para uma possível reaproximação do prefeito Tista de Deda e seus simpatizantes ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Não seria surpresa se essa aliança fosse restabelecida. Historicamente, o hoje governador Jerônimo demonstrou apoio à ex-prefeita Anabel quando esta se candidatou na eleição municipal passada, chegando a se deslocar até Jeremoabo para acompanhar sua campanha. É um sinal claro de que existe um histórico de colaboração e proximidade política entre os grupos.

Os bons filhos retornam à casa dos pais, como diz o ditado. E essa possível reunião de forças pode ser um elemento estratégico tanto para a governabilidade de Jeremoabo quanto para a estabilidade da base do governador Jerônimo, que busca consolidar seu apoio no interior do estado.

Paralelamente, a declaração de Otto Alencar também traz uma reflexão sobre o momento político nacional. A pesquisa AtlasIntel aponta uma desaprovação de 53% ao governo Lula, frente a 45,7% de aprovação. Para Otto, esse cenário é passageiro e influenciado por fatores econômicos, como a inflação e os juros altos, mas pode ser revertido com medidas concretas, incluindo a mudança na Secretaria de Comunicação, agora sob a liderança do baiano Sidônio Palmeira.

O senador reforçou ainda seu compromisso com a continuidade da aliança com Jerônimo, Jaques Wagner, Rui Costa, Coronel e outros parlamentares baianos para garantir o avanço do estado. Nesse contexto, a reaproximação de Tista de Deda e de seu grupo político pode ser uma peça chave na estratégia política estadual, garantindo coesão e força na base governista.

Caso esse movimento se concretize, Jeremoabo poderá se beneficiar de maior alinhamento com o governo estadual, o que pode facilitar investimentos e projetos estruturantes para o município. Aguardemos os próximos passos dessa movimentação política que pode redesenhar o cenário local e fortalecer as alianças para os desafios futuros.

Parabéns, Aracaju! 110 anos de história e beleza

 Parabéns, Aracaju! 110 anos de história e beleza

Hoje é um dia marcante para a capital sergipana, que celebra mais um ano de história, desenvolvimento e tradição. Aracaju, com seu charme único, cultura vibrante e paisagens deslumbrantes, se destaca como uma cidade acolhedora, cheia de riquezas naturais e de um povo batalhador.

A cidade, que carrega em suas ruas e praças um legado de progresso e identidade, segue crescendo e se reinventando, sem perder sua essência. Seja pelo seu litoral encantador, pela culinária irresistível ou pelo espírito hospitaleiro de seus habitantes, Aracaju conquista quem a conhece e desperta orgulho em quem a chama de lar.

Neste dia especial, o BlogdedeMontalvao presta sua homenagem a essa terra tão querida, desejando que continue trilhando caminhos de avanço, mantendo vivas suas tradições e proporcionando aos seus moradores e visitantes momentos inesquecíveis.

Feliz aniversário, Aracaju! Que os próximos anos sejam de ainda mais crescimento e realizações!

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