domingo, março 16, 2025

Em ato no Rio, Bolsonaro diz que não vai sair do Brasil e que será um problema preso ou morto

 Foto: Pilar Olivares/REUTERS

Bolsonaro durante ato na manhã deste domingo (16) no Rio de Janeiro16 de março de 2025 | 12:42

Em ato no Rio, Bolsonaro diz que não vai sair do Brasil e que será um problema preso ou morto

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a apoiadores neste domingo (16) que “não vai sair do Brasil” e que ele será um problema “preso ou morto”. Também criticou o governo Lula (PT) e disse que “eles não derrotaram e nem derrotarão o bolsonarismo”.

“Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu tivesse do lado deles. Mas escolhi o lado do meu povo brasileiro. Tenho paixão pelo Brasil”, disse ele.

Bolsonaro também sugeriu que sua campanha na disputa de 2022 foi prejudicada por ações de Alexandre de Moraes, presidente do TSE na época. “Não podia colocar imagem do Lula com ditadores do mundo todo”, disse ele.

Acrescentou que o pleito de 2026 “será conduzido com isenção” e que “eleições sem Bolsonaro é negar democracia no Brasil”. Na disputa do ano que vem, o ministro Kassio Nunes Marques, indicado para o STF por Bolsonaro, será o novo presidente do TSE.

Inelegível, Bolsonaro chegou a dizer que tinha nomes do seu grupo político para a presidência, ao contrário “do outro lado”, mas, em seguida, repetiu que estaria disposto a concorrer. “Eleições sem Bolsonaro é negar a democracia no Brasil. Se eu sou tão ruim assim, me derrote”, afirmou ele.

Bolsonaro discursa no Rio de Janeiro durante ato convocado por ele em apoio a uma anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A manifestação começou por volta das 10h.

O foco da manifestação é pressionar o Congresso Nacional a votar o projeto de lei de anistia aos acusados do 8 de janeiro de 2023, quando um grupo de apoiadores do ex-presidente invadiu e depredou as sedes dos três Poderes, em Brasília, apenas dias após o início do governo Lula 3.

O ataque de teor golpista gerou denúncias no STF contra 1.682 envolvidos. Até início deste ano, 375 réus já tinham sido condenados, com penas que variam de um ano de detenção, substituído por medidas alternativas, a 17 de prisão.

Com o ato deste domingo, Bolsonaro também tenta manter capital político para fortalecer sua defesa no STF. O ex-presidente convocou seus apoiadores para o ato no Rio às vésperas do oferecimento da denúncia contra ele pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que o acusou em 18 de fevereiro de ter liderado uma trama golpista para impedir a posse do presidente Lula, vitorioso nas urnas de 2022. Além de Bolsonaro, a PGR denunciou outras 33 pessoas ao STF.

A denúncia começa a ser analisada pela Primeira Turma do STF em dia 25 de março. Nesta data, os ministros iniciam o debate sobre se os 34 acusados devem se tornar réus.

A PGR diz que o ex-presidente editou uma minuta golpista, buscou apoio dos chefes das Forças Armadas à conspiração, anuiu com um plano para matar o ministro do STF Alexandre de Moraes e foi um dos responsáveis pelos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Ele foi denunciado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Na hipótese de Bolsonaro virar réu e ser condenado pelo STF ao final do processo, ele pode pegar mais de 40 anos de prisão e aumentar sua inelegibilidade, que hoje vai até 2030. Em junho de 2023, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tornou Bolsonaro inelegível por 8 anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em reunião com embaixadores estrangeiros, em 2022, na qual o então presidente fez afirmações falsas e distorcidas sobre o processo eleitoral. Em outubro do mesmo ano, ele foi condenado novamente pelo TSE, pelo uso eleitoral do 7 de setembro.

De acordo com a denúncia da PGR ao STF, no “núcleo crucial da organização criminosa” estão, além do ex-presidente, o ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, o ex-comandante do Exército e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, e o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro em 2022 Walter Braga Netto, que está preso desde 14 de dezembro do ano passado.

Catarina Scortecci e Laura Intieri, FolhapressPoliticaLivre

Bolsonaro quer apoio do partido Republicanos, que prefere adiar a anistia

Publicado em 16 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Base de Lula é gelatinosa e não faremos parte' | Política | Valor Econômico

Marcos Pereira avisa que não é hora de votar a anistia

Bela Megale
O Globo

No périplo de Jair Bolsonaro junto a presidentes de partidos para aprovar o projeto da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, falta apenas o encontro com o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP).

Há a possibilidade de que a agenda entre ambos ocorra na semana que vem, mas Marcos Pereira já sinalizou a aliados sua posição sobre o tema, a qual não deve agradar Bolsonaro.

APÓS OS JULGAMENTOS – O presidente do Republicanos tem afirmado que, como jurista, avalia que a anistia não pode ser aprovada antes que todas as ações sobre os atos golpistas do 8 de janeiro sejam analisadas e finalizadas.

Até porque isso abre espaço para que partidos contrários à anistia judicializem a medida no Supremo Tribunal Federal (STF), que acabará decidindo sobre o destino final dos condenados pelos ataques aos prédios dos Três Poderes.

Marcos Pereira tem ponderado, no entanto, que considera as penas, que chegam a 17 anos de prisão, elevadas demais.

LÍDER CONFIANTE – O líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), diz já ter votos suficientes para aprovar a anistia e que espera só o posicionamento do Republicanos.

Os deputados do partido, porém, ainda não debateram o tema. Como informou o colunista Lauro Jardim, são necessários 257 votos.

Pelas contas dos bolsonaristas, com o apoio do Republicanos “o sim” à anistia teria cerca de 290 votos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Desculpem a intromissão, mas a matéria tem alguns erros. Como se trata de projeto de lei, a anistia é muito fácil ser aprovada. Para abrir a votação, é preciso haver quórum de maioria absoluta (metade mais um), ou seja, 257 presentes. O presidente da Câmara então pode abrir a votação, e o projeto é tido como aprovado se conseguir apoio da maioria simples, ou seja, apenas 129 votos. É por isso que avaliamos aqui na Tribuna da Imprensa que a anistia está mais do que aprovada. Inclusive, o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) é a favor. Quanto a Sóstenes Cavalcante, autor do projeto, ele é líder do PL e não do Republicanos. (C.N.)


Em ato em Copacabana, Bolsonaro pede anistia para os condenados do 8/1


Bolsonaro faz ato em Copacabana por anistia a envolvidos no 8/1 | Metrópoles

Realmente, o número de manifestantes foi impressionante

Deu no g1

Apoiadores de Jair Bolsonaro participaram de um ato em Copacabana, Zona Sul do Rio, na manhã deste domingo (16), convocado pelo ex-presidente. A manifestação pediu a anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, o maior ataque às instituições da República desde que o Brasil voltou a ser uma democracia.

Além do ex-presidente, participaram do ato o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o de São Paulo, Tarcísio Freitas, o de Santa Catarina , Jorginho Mello, e o de Mato Grosso, Mauro Mendes.

OUTROS PARTICIPANTES – Também marcaram presença os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, a vice-presidente do PL, Priscila Costa, o deputado federal Nicolas Ferreira, o pastor Silas Malafaia, coordenador do evento, entre outros.

Veja imagens do ato de Bolsonaro em Copacabana, no Rio

Bolsonaro pediu que Congresso aprove anistia

Por volta das 11h30, o ex-presidente Bolsonaro começou a discursar e pediu anistia para os presos pelos atos golpistas, criticou a gestão do presidente Lula, fazendo comparações com o seu governo.

“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção, e nem poder pra fazer aquilo que estão sendo acusados”, disse o ex-presidente. Ele mencionou o nome de algumas das mulheres condenadas e questionou os crimes imputados a elas. “Quem foi a liderança dessas pessoas? Não tiveram. Foram atraídas para uma armadilha.”

GOVERNADOR APOIA – Em discurso, o governador Cláudio Castro afirmou que “esse governo que tá aí tem usado pessoas inocentes presas como forma de deixar militância unida”. Ele se voltou aos manifestantes e perguntou quem era do Rio de Janeiro e quem tinha ido de graça até ali.

“Presidente, esse povo veio de graça para pedir anistia já. O Rio de Janeiro clama ao Brasil: “Anistia, anistia!”

A manifestação interdita o trecho da Avenida Atlântica entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. O protesto acontece uma semana antes de o Supremo Tribunal Federal julgar denúncia da Procuradoria-Geral da República que pode tornar Bolsonaro réu.

BOTAR PRESSÃO – O ato é visto como uma tentativa de pressionar o Congresso para que o projeto de anistia seja aprovado na Câmara e no Senado. No carro de som, os manifestantes também pediram a saída do presidente Lula e a volta de Jair Bolsonaro ao poder. O ex-presidente foi condenado em 2 processos na justiça eleitoral e está inelegível até 2030.

Os manifestantes vestiam, em sua maioria, camisas amarelas e exibiam cartazes pedindo Anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Até o momento, 481 pessoas foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no ato. Dessas, 255 tiveram suas ações classificadas como graves. Apenas oito dos investigados foram absolvidos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– As imagens das TVs mostraram que Bolsonaro conseguiu reunir um número enorme de pessoas com camisas amarelas. Realmente impressionante. Mas o Supremo não se deixa influenciar pelo povo. Como dizia a ministra da Fazenda, Zelia Cardoso de Melo, no governo Collor, o povo é só mais um detalhe. (C. N.)

“Por que afastar Bolsonaro das urnas? É medo de perder?”, questiona Tarcísio


Ato pelos presos e condenados no 8 de Janeiro: Tarcísio subiu tom em discurso pró-anistia

Tarcísio subiu o tom e deixou Bolsonaro emocionado

Heitor Mazzoco e Gabriel de Sousa
Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom durante manifestação bolsonarista no Rio de Janeiro, neste domingo, 16, e questionou o motivo de a Justiça brasileira tornar o ex-presidente inelegível. “Qual razão para afastar Jair Messias Bolsonaro das urnas? É medo de perder eleição, porque sabem que vão perder?”.

Tarcísio também falou da anistia de presos e condenados pelo 8 de Janeiro “A gente está aqui para pedir, lutar e mostrar que todos estamos juntos para exigir anistia daqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas (…) Quero ver quem vai ter coragem de se opor (ao projeto da anistia)”, afirmou o chefe do Poder Executivo paulista, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

INELEGÍVEL – Hoje, Bolsonaro só poderia voltar a disputar eleição presidencial em 2034. Isso porque, em junho de 2023, a o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, pela reunião com embaixadores em que ele atacou o sistema eleitoral do País, sem apresentar nenhuma prova.

Em outubro do mesmo ano, foi condenado mais uma vez, por abuso de poder político durante o feriado do 7 de Setembro em 2022, por usar a data para fazer campanha eleitoral, segundo o entendimento dos magistrados.

Bolsonaro diz que ‘por enquanto, é candidato’, elogia Tarcísio, mas afirma ter mais experiência.

LIBERDADE – Tarcísio também afirmou que a liberdade no País está em risco. De acordo com ele, “a liberdade é uma árvore que dá fruto e no dia que essa árvore morrer, os frutos vão embora. Vai embora o investimento, vai embora a segurança jurídica, vai embora a prosperidade e vai embora a própria democracia”.

Mais cedo, o líder do PL, Sostenes Cavalcante, afirmou que pedirá urgência na tramitação da proposta que perdoa os crimes pelos quais os presos e condenados pelo 8 de Janeiro respondem no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou assumindo compromisso com vocês. Nesta semana, na reunião de colégio de líderes, vamos dar entrada com 92 deputados do PL e de outros partidos, para podermos pedir urgência do projeto da anistia para entrar na pauta na semana que vem”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Comprem pipocas, porque haverá momentos de grande emoção. Se for colocada em pauta, a anistia será rapidamente aprovada. (C.N.)

Cada vez mais acirrada, a polarização está travando a agenda do Congresso

Publicado em 16 de março de 2025 por Tribuna da Internet

2 Xadrez 02 01 2024

Charge reproduzida do Hoje.com

Caio Junqueira
CNN Brasil

Já se vai mais de um mês da troca do comando do Congresso Nacional sem que se veja nenhum resultado concreto positivo. O orçamento de 2025 ainda não foi votado. Comissões permanentes não foram instaladas. A agenda econômica parou.

E o único projeto aprovado foi um que dribla o Supremo Tribunal Federal na regulamentação das emendas, adiando ainda mais um ponto final neste assunto.

ACIRRAMENTO – Se algo andou, foi o acirramento interno da disputa política entre petistas e bolsonaristas, agravando ainda mais o quadro de paralisia em Brasília.

O cenário é ajudado por um governo nas cordas, sem cacife político e popularidade para reverter este quadro. E por um Judiciário focado em prender quanto antes a principal liderança da oposição no país.

É cada um por si e todos contra todos. E cada vez mais distantes da vida real da população.

Forças Armadas são democráticas e não aderiram a tentativa de golpe de Bolsonaro, diz Jungmann

 Foto: Reprodução/Arquivo

Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann16 de março de 2025 | 09:25

Forças Armadas são democráticas e não aderiram a tentativa de golpe de Bolsonaro, diz Jungmann

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O ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou neste sábado (15) que as Forças Armadas desempenham um papel essencial na preservação da democracia e não apoiaram a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023.

“Não confundam aqueles [militares] que entraram, de fato, em um projeto autoritário do governo anterior [Bolsonaro]— e que estão e devem ser punidos — com o grosso das Forças Armadas, que se posicionou contra. Esse golpe não ocorreu porque, enquanto instituições, elas não se dispuseram a isso”, disse.

O ex-ministro deu a declaração no evento “Democracia 40 anos: Conquistas, Dívidas e Desafios”, promovido pela Fundação Astrojildo Pereira e pelo partido Cidadania.

O evento acontece no Panteão da Pátria, em Brasília, construído na gestão Sarney para homenagear os herois e heroínas do país. Participam lideranças políticas, ex-ministros e o ex-presidente do Uruguai Julio María Sanguinetti.

Jungmann destacou o papel das Forças Armadas na preservação da democracia e criticou a histórica falta de envolvimento do poder civil, especialmente do Congresso Nacional, nas políticas de defesa do país.

Ele também ressaltou a importância do diálogo com os militares e defendeu que o Congresso assuma a responsabilidade de orientar as Forças Armadas. Como exemplo, mencionou a de importância de atualizar a Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa, que permanecem inalteradas há cerca de 13 anos.

“Se nós queremos, de fato, contar com Forças Armadas plenamente democráticas, temos que dar o rumo a elas. Enquanto não assumirmos isso, um militar que faz a escolha de defender, inclusive com a própria vida, o país—como vocês acham que ele nos vê se não temos disposição e responsabilidade para estabelecer o rumo das Forças Armadas? A tendência é que ele pense que o poder político do país é irresponsável e pouco preocupado com a defesa. Então, cabe a nós o papel da tutela”, ressaltou.

Raquel Lopes, FolhapressPoliticaLivre

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