domingo, março 16, 2025

Carregado de significados, o parto não está livre da histeria ideológica

 

Carregado de significados, o parto não está livre da histeria ideológica


A ilustração de Ricardo Cammarota foi executada em técnica manual, com tinta guache pincel sobre papel. Na horizontal, proporção 13,9cm x 9,1cm, a imagem estilizada, apresenta uma cena marcada por uma figura humana central, uma mulher semi nua, sentada, com um peito a mostra, parcialmente reclinada, com uma das pernas dobradas. Um de seus braços apoiam nas costas de uma segunda figura que está sentada e inclinada a sua frente - que pode dar a interpretação de um parto caseiro, com personagens históricas. Há um grande vaso à direita da ilustração. As cores da ilustração: creme, marrom terra, marrom café, amarelo ouro, ocre e preto.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

O parto é um dos fenômenos mais carregado por modas contemporâneas. Parto em casa, na água, indígena, sem médico, “natural” que dura 30 horas sem anestesia, cesáreas para garantir as agendas da equipe e da mãe, enfim, um tópico significativo nas redes sociais.

Em si, trata-se de um processo fisiológico, que pode atingir efeito letal. Carregado de uma miríade de significados, seja da esfera de consumo, espiritual, religiosa e mesmo política, como no caso do revestimento do parto por pautas feministas ou conservadoras. Nem os bebês estão a salvo da histeria ideológica do século 21.

QUESTÃO ATÁVICA – O parto é uma experiência evidentemente pré-histórica, portanto, atávica. Tópico que recebe muita atenção por parte das estudiosas da pré-história, principalmente daquelas que se dedicam a entender a condição feminina naquele longo período, assim como também, daquelas que se dedicam aos estudos das raízes pré-históricas da religião.

Quando nos aproximamos da pré-história devemos ter em mente os “efeitos colaterais” dessa aproximação. A arqueóloga francesa Sophie A. de Baune se refere a esses efeitos como a personalidade do estudioso da pré-história. Personalidade epistemológica e não psicológica, claro.

Alguns desses traços são: ruína da percepção de tempo, isto é, superação da obsessão, principalmente moderna, de que os últimos cem anos são insuperáveis como marco temporal da espécie.

PÓ E CINZAS – Como é comum nesse ramo, os estudos dos nossos ancestrais de 10 mil ou 300 mil anos nos mostram que, no fundo, tudo é pó e cinzas. O Eclesiastes está certo. De nós, também restará nada. A pré-história nos ensina a pensar a partir dela e não a partir da modernidade, e assim, talvez, enxergar o Sapiens na longa duração do tempo.

Uma reverência para com a pré-história, para além de bem e mal, marca esses profissionais: nossos ancestrais nos legaram a vida, não temos certeza de que seremos capazes de fazê-lo, ou mesmo que desejemos fazê-lo. O século 21 é patologicamente narcísico e, por isso mesmo, estéril.

Nossos ancestrais do paleolítico superior — mais ou menos de 60 mil a 15 mil anos atrás — eram iguais a nós, o que nos autoriza a fazer uso do que De Baune se refere como “nossa humanidade comum”. Este argumento é comum entre os estudiosos da pré-história. Esse passo nos ajuda a analisar restos arqueológicos da época.

ROUBO DE MULHERES – No que se refere às mulheres, sabe-se que eram objeto de roubo por parte de bandos em que faltavam mulheres. Essa prática existiu até no Velho Oeste.

Sendo as mulheres as “reprodutoras”, sem elas não havia chance para o bando, assim, como também, pelo prazer sexual que elas davam e dão aos homens que as apreciam.

Claro, que tudo isso era, em muitos casos, envolvido por muita violência, como deixa claro outra arqueóloga francesa, Marylène Patou-Mathis, contra os homens assassinados e as mulheres sequestradas. Roubar mulheres sempre foi uma prática comum.

RISCO DE MORTE – “Casas de menstruação” é outro tópico na área. Provavelmente, a menstruação era marcada por significados de todos os tipos. “Esse ser que todo mês sangra e não morre”.

“Casas de parto” é outra referência. Locais com muitos restos ósseos de mulheres, bebês e fetos apontam para essa realidade.

O parto sempre foi mortal, aliás, cada um era um risco enorme em si mesmo, para a mulher e para o bebê. Causa de morte recorrente entre mulheres até ontem. Recobrir o parto com modinhas de comportamento é típico da nossa época mimada. O sexo sempre custou caro para a mulher. Por outro lado, a infertilidade feminina sempre foi vista como uma grande maldição, como vemos na Bíblia.

ENFRENTAR O MAL – A arqueóloga britânica Chantal Conneller, especialista no final do paleolítico superior e mesolítico, diz que o parto era visto como um rito apotropaico. O que é isso? Apotropaico é um termo que significa um rito que funciona como um enfrentamento do mal, como uma tentativa de proteção contra o mal.

O parto, em sendo um risco de morte muito possível, pode ter sido associado a ritos de passagem. Conneller levanta a hipótese de que o parto dava a mulher outro status social, fazendo dela uma mãe e não mais uma “simples” mulher no grupo social. Para o bebê, obviamente, ele deixava de ser “um nada” para ser uma criança que viria a ser parte do grupo social, principalmente, se chegasse à idade adulta.

No caso de morte da mulher ou do bebê, ou de ambos, muito possivelmente, o recurso apotropaico teria falhado. No caso de falha, perdia-se uma chance de enfrentar as contínuas ameaças da contingência, quase sempre materializada no mal.

Despreparados, os líderes da União Europeia se tornaram ameaça global


How Macron became the face of Western Europe’s submission

Macron finge que mandará tropas francesas à Ucrânia

Timofey Bordachev
Jornal ‘Vzglyad’ 

Os políticos da Europa Ocidental há muito tempo abordam a governança com uma estratégia de evasão – sempre buscando a saída mais fácil enquanto adiam decisões reais. Embora isso costumava ser um problema apenas para a própria região, hoje, a indecisão está ameaçando a estabilidade global.

O cenário político atual da Europa deve ser compreendido no contexto das mudanças dramáticas que estão ocorrendo nos Estados Unidos. As elites políticas do continente não estão se esforçando por autonomia estratégica, nem estão se preparando para um confronto direto com seu maior estado, a Rússia. Sua principal preocupação é manter o poder. Na busca por esse objetivo, a história mostrou que as elites farão grandes esforços.

É O EPICENTRO – Recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, destacou que, nos últimos 500 anos, a Europa tem sido o epicentro de conflitos globais ou seu instigador. Hoje, seu potencial militar independente está esgotado – tanto econômica quanto socialmente.

Para reconstruir, a Europa precisaria de anos de militarização agressiva, o que empobreceria seus cidadãos. Embora os estados da UE possam não estar se preparando para um confronto militar direto com a Rússia, seu envolvimento na Ucrânia e sua dependência de uma estratégia fracassada podem aumentar as tensões de forma imprevisível.

Muitos políticos da Europa Ocidental apostaram suas carreiras na sobrevivência do regime de Kiev, tornando-os dispostos a tomar medidas extremas para justificar suas decisões passadas. Esse egoísmo político coletivo agora está se manifestando como uma incapacidade de reconhecer erros ou alterar o curso.

ERROS POLÍTICOS – Essa dinâmica agora é evidente na formulação de políticas da UE. O bloco efetivamente abandonou seu instinto de autopreservação. A Ucrânia é a prova de que até mesmo grandes estados podem adotar políticas externas autodestrutivas. Isso representa perigos não apenas para a Europa, mas para o mundo todo.

A disfunção burocrática da União Europeia não pode ser ignorada. Por mais de 15 anos, os principais cargos da UE foram atribuídos com base em dois critérios: incompetência e corrupção. O motivo é simples – após a crise financeira de 2009-2013, os estados da UE perderam o interesse em fortalecer o bloco.

Consequentemente, Bruxelas não busca mais políticos independentes com visão estratégica. Os dias de estadistas como Jacques Delors ou mesmo Romano Prodi – que pelo menos entendiam a importância de relações pragmáticas com a Rússia – já se foram há muito tempo.

USO POLÍTICO – Mas a incompetência não impede a ambição. A alemã Ursula von der Leyen e estoniana Kaja Kallas exemplificam isso – líderes que, não encontrando caminhos para avanço na carreira em casa, agora buscam esculpir seu legado por meio do conflito com a Rússia. Como não têm poder real dentro da UE, eles se agarram à crise da Ucrânia para justificar suas posições.

Grande parte da retórica sobre o rearmamento europeu é pouco mais do que postura. Os apelos de Bruxelas por militarização são projetados para gerar atenção da mídia em vez de produzir resultados tangíveis.

No entanto, a constante propaganda de guerra pode ter consequências reais. O público da UE está sendo condicionado a aceitar padrões de vida mais baixos e maiores gastos militares sob o pretexto de combater a “ameaça russa”. O fato de que essa narrativa está ganhando força entre os europeus comuns é um desenvolvimento preocupante.

DESEJOS CONFLITANTES – Os líderes da UE estão agora presos entre dois desejos conflitantes: manter seu modo de vida confortável enquanto terceirizam todas as responsabilidades de segurança para os EUA. Eles também nutrem esperanças de que, ao prolongar o conflito na Ucrânia, eles podem extrair concessões de Washington e reduzir a dependência dos EUA. Mas essa ideia é principalmente entretida por grandes países como Alemanha e França. A UE, como um bloco, carece de qualquer unidade real.

A contradição entre objetivos inatingíveis alimenta o espetáculo da formulação de políticas europeias incoerentes. Foi iniciada no ano passado pelas alegações bizarras de Emmanuel Macron de que a França estava preparada para enviar tropas para a Ucrânia.

Desde então, os políticos da Europa Ocidental têm produzido um fluxo constante de declarações contraditórias e absurdas, cada uma mais irrealista que a anterior. A política sobre a crise na Ucrânia se transformou em uma cacofonia de ruídos sem direção prática.

OPOSIÇÃO À PAZ – O único consenso claro da Europa Ocidental é a oposição a qualquer iniciativa de paz que possa estabilizar a Ucrânia. Mais e mais representantes da UE insistem abertamente que a guerra deve continuar indefinidamente. Ao mesmo tempo, os líderes dos principais estados da UE oscilam entre ameaças belicosas e admissões de que elas só aumentariam sob a cobertura americana.

A esquizofrenia política da Europa Ocidental não levanta mais sobrancelhas. Por décadas, seus líderes operaram no vácuo, despreocupados sobre como suas ações são percebidas no exterior.

Ao contrário dos EUA, que às vezes agem agressivamente para projetar força, os políticos europeus exibem uma patologia totalmente diferente – marcada pelo distanciamento e indiferença. Eles agem como loucos, alheios às reações externas. As elites da UE, assim como suas populações, entendem que escapar do controle americano é impossível. Muitos secretamente desejam que fosse diferente. E a nova abordagem de Donald Trump às relações transatlânticas provavelmente será muito mais dura do que qualquer coisa vista antes.

ERA PÓS-TRUMP – No entanto, as elites europeias se apegam à esperança de que, dentro de alguns anos, os democratas retornarão ao poder e restaurarão o status quo.

A estratégia do bloco, portanto, é simples: prolongar a situação atual pelo máximo de tempo possível. Isso ocorre porque os líderes europeus não têm ideia de como manter suas posições se a paz com a Rússia for restaurada. Nas últimas duas décadas, a Europa Ocidental falhou consistentemente em resolver qualquer um de seus problemas urgentes. A crise da Ucrânia é simplesmente a manifestação mais perigosa dessa disfunção de longa data.

Os políticos da UE continuam a se perguntar: Como podemos manobrar sem ter que tomar medidas reais? Essa abordagem passiva à governança não é mais apenas um problema para a Europa – ela está ativamente alimentando conflitos e colocando em risco a estabilidade global.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente análise sob o ponto de vista da Rússia, enviada por José Guilherme Schossland. Foi publicada pela primeira vez pelo jornal moscovita ‘Vzglyad’, e depois traduzido e editado pela equipe da RT(C.N.)


Procurador Gonet blinda atos de Janja e o Planalto mantém o sigilo sobre ela


GONET livra JANJA! Denúncias de GASTOS são ARQUIVADAS

Delirante, Gonet chegou a comparar Janja a Darcy Vargas

Carlos Newton

Os ministros do Supremo vivem a alardear que conseguiram evitar danos à democracia, chegando a usar expressões rastaqueras, como “Perdeu, mané!”, incorporadas ao linguajar de um advogado e professor reconhecidamente culto e educado, como Luís Roberto Barroso, atual presidente, vejam a que ponto chegamos.

Mas essa apaixonada defesa da democracia é apenas conversa fiada, porque o regime está cada vez mais vilipendiado, escrachado e humilhado no Brasil, um país que funciona como se fosse uma cleptocracia, em que corruptores, corruptos e ladrões do erário desfrutam de total impunidade, os gastos públicos desnecessários sequer podem ser investigados.

EXEMPLO JANJA – Essa imunidade judiciária fica patente quando o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manda arquivar todos os pedidos de apuração sobre os gastos da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, feitos por parlamentares de oposição.

Como se sabe, em cima da hora, Janja foi designada pelo presidente Lula para representar o Brasil em uma reunião do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, em Roma. O governo federal gastou ao menos R$ 260 mil para bancar a ida da primeira-dama, do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e de um grupo de assessores no início de fevereiro. Benefício zero para o país.

No ano passado, a viagem da primeira-dama às Olimpíadas de Paris custou pelo menos R$ 83,6 mil. Viajou em avião de carreira para a França e, ao chegar lá, recebeu tratamento de chefe de Estado. Outro benefício zero para o país

DARCY VARGAS – Gonet afirmou em sua decisão que os relatos “não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito cível ou penal, justificadora da atuação investigativa do Ministério Público”.

Disse, ainda, que a participação de Janja em eventos oficiais “não caracteriza indevida ingerência na administração do Executivo”, e que o presidente pode confiar ao cônjuge atos protocolares que, a seu juízo, propiciem “melhores resultados diplomáticos”.

Empolgado com a própria subserviência, Gonet perdeu a linha e exagerou, ao dizer que não há novidade na atuação de Janja, inclusive citando a mulher de Getúlio Vargas como exemplo. “É inegável, além disso, a consolidação da tradição no Brasil e em outros tantos países do papel social desempenhado pelas suas assim chamadas primeiras-damas. Entre nós, lembre-se, a mero título exemplificativo, de Darcy Vargas, mulher do presidente Getúlio Vargas, a quem se liga a criação e a direção da Legião Brasileira de Assistência”.

PALPITE INFELIZ – Coitada da mulher de Vargas. Nunca foi vista discursando em eventos que não fossem assistenciais, jamais viajou ao exterior para se exibir em público. A honorabilíssima mulher de Vargas nada tem a ver com a exibicionista mulher de Lula, cujo comportamento levou o atual presidente a manter sob sigilo todas as atividades de sua consorte, como se dizia antigamente.

Aliás, dona Darcy Vargas jamais aceitou cargo em ONG estrangeira que se faz passar por organização internacional para subtrair do erário milionários recursos que tanta falta fazem ao país. Ela foi um exemplo a todos os brasileiros e brasileiras, merece respeito e veneração.

Quanto à dona Janja, teve de entrar na muda, mandou retirar seu perfil no Instagram, devido às críticas que vem recebendo. Nas pesquisas, sua popularidade cai igual à do marido, porque foram feitos um para o outro.

P.S. – Estávamos esperando um pronunciamento oficial da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), sobre as denúncias aqui publicadas, mas isso não aconteceu nem acontecerá. Os espanhóis da corrupção são muito hábeis e não passam recibo. Para eles, o silêncio vale ouro. Então, no próximo artigo vamos dar cabo ao mistério, mostrando por que a OEI não pode funcionar no Brasil como “organização intergovernamental”. Na verdade, não tem autorização para tanto nem jamais terá. Por isso, tem de ser considerada como uma simples ONG internacional e nada mais. Não percam o artigo de amanhã. (C.N.)

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Simone Tebet admite que a crise vai detonar a economia em 2027


Em 2027, seja quem for o próximo presidente, não governa com esse arcabouço  fiscal, diz Tebet | Exame

Por que só agora Simone Tebet resolveu dizer a verdade?

Carlos Andreazza
Estadão

Como se observadora externa chegada de repente ao Brasil, Simone Tebet, ministra do Planejamento, disse que o próximo presidente não conseguirá governar o país com o arcabouço fiscal de Haddad. É uma admissão. Foi em entrevista à Globonews. Está correta.

Ninguém que quisesse controlar – para valer – o ritmo do endividamento brasileiro teria sucesso, se balizado por regra natimorta. Lula nunca quis, daí por que o presunto do morto muito louco boiaria animado até aqui. Quem embarcou na conversa da solidez do bicho navegou em (ou deu navegação a) uma canoa explicitamente furada.

APENAS FACHADA – O arcabouço fiscal, inviável desde a largada, serviria de fachada para a livre derrama da PEC da Transição – marco fundador do governo inflacionário. Poderia ser PEC da Gastança, mãe do voo de galinha de nossa economia a partir de 2023, protegida-minimizada pela propaganda de uma regra fiscal garantidora incondicional do disparar das despesas.

Simone Tebet confessa que o governo empurra a bomba para depois da eleição: “Chegou o momento em que, em 27, seja quem for o próximo presidente da República, não governa com esse arcabouço fiscal, com essas regras fiscais, sem gerar inflação, dívida e detonar a economia”.

Uau! É confissão de que o puxadinho nomeado arcabouço fiscal – que ela classificava como “equilibrado” – consiste em fantasia para que a galinha do voo engane por águia até 2026.

É BOM EXPLICAR – “Chegou o momento” – isso pega o cronista. “Chegou o momento.” Por quê? (Havia quanto chegara?) Qual a causa para o efeito? A ação deliberada do governo, pai do alimento caro. O governo, gastador irresponsável, que investiu nos artifícios das expansões fiscais e parafiscais e da inundação de créditos estatais – e que ora dobra a aposta nos estímulos ao consumo.

Pega demais o cronista também a advertência de que será impossível governar assim, “com essas regras fiscais”, “sem gerar inflação” – uma projeção (um alerta!) de risco para o futuro. É o que se chama de delay.

O governo plantador inflacionário que colhe inflação já – e que não para de semeá-la – nos alarmando sobre a inflação do porvir a partir da desqualificação da regra fiscal que ele próprio criara. Uau!

NOVA CHANCE – Tem mais: “Então, nós temos uma janela de oportunidade que não é agora. É em novembro e dezembro de 2026. Seja o presidente Lula o candidato e reeleito, seja outro candidato eleito, de fazer o fiscal, cortar gastos, cortar o supérfluo, fazer uma política num arcabouço mais vigoroso, que não mate o paciente, obviamente.”

O que tem matado o paciente é a inflação, de cujo espalhamento o governo é patrono. Na janela de oportunidade de 2022, Lula optou por desfazer do fiscal e ir de PEC da Transição, a ser rebatida pelo advento publicitário desse mesmo arcabouço fiscal que a ministra considera débil, ou menos vigoroso. A conta – o discurso – não fecha.

 

A necessária garantia das conquistas democráticas das últimas quatro décadas

Publicado em 16 de março de 2025 por Tribuna da Internet


Programação do Arraiá do Povo 2025 deve ser lançada nos próximos dias

  em 15 mar, 2025 14:15

(Foto: Arthuro Paganini)

A programação do Arraiá do Povo 2025 deverá ser lançada nos próximos dias pelo Governo de Sergipe. A informação extraoficial é de que a grade shows deverá ser anunciada em uma solenidade que está marcada para o dia 25 de março, na Casa de Forró Cariri, na Orla de Atalaia.

A edição de 2025 do Arraiá do Povo continuará com duração de 60 dias e o mesmo formato: apresentações de artistas locais e nacionais, divididos entre a Arena de Shows e a Vila do Forró.

Com o lançamento da programação de 2025, Aracaju se alinha a outras cidades do Nordeste, como Campina Grande (PB), Petrolina (PE), Patos (PB) e Caruaru (PE), que já lançaram ou confirmaram a divulgação da grade de shows dos festejos juninos neste mês de março.

Por Verlane Estácio

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