quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Há provas suficientes para que o Supremo possa aceitar a denúncia


Quem são Baptista Júnior e Freire Gomes, os chefes das Forças Armadas que  não aderiram ao plano de golpe | GZH

General Freire Gomes ameaçou prender Bolsonaro

Wálter Maierovitch
Do UOL

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contém, juridicamente, “justa causa” para progredir e se transformar numa ação penal contra o ex-presidente Bolsonaro e outros acusados, que se tornarão réus, seguramente.

Vou focar em Bolsonaro. Tem até delação premiada do chefe de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, que participou das tramas golpistas. E a delação de Mauro Cid não está isolada.

DOIS COMANDANTES – Não se pode esquecer que dois comandantes de Forças Armadas, Exército e Aeronáutica, testemunharam o golpismo. Os dois comandantes chegaram a receber e ler a minuta de golpe. Ambos, após chamados para adesões ao golpismo, recusaram ofender a Constituição e embarcar no golpismo em favor de Bolsonaro.

Mais ainda, o chefe do Exército foi veemente ao advertir Bolsonaro sobre prisão, caso continuasse em práticas antidemocráticas e violadoras da nossa Constituição republicana.

Existe um ponto fundamental a destacar. Denúncia não é loteria, uma peça feita na base do “será que vai pegar?”. Bolsonaro sabe que, numa escala de 1 a 10, tem chance zero de ver a denúncia rejeitada. As três acusações serão recebidas.

POR UNANIMIDADE? – Nem os dois ministros que Bolsonaro indicou para o Supremo Tribunal Federal (STF), e que prestaram compromisso de imparcialidade e respeito à Constituição, encontrarão elementos para rejeitar a peça. Atenção: é que na fase da denúncia, prestigia-se a acusação. Não existe o “in dubio pro reo”, pois, se houver dúvida, aceita-se a peça acusatória em favor da sociedade.

Diante desse princípio, pode-se concluir, pelo teor da denúncia e o seu apoio nas provas, estar Bolsonaro numa “camisa de Sete Varas”, ou seja, sem saída, nesta fase procedimental.

Só a delação de Mauro Cid e os depoimentos dos dois militares que comandavam o Exército e a Aeronáutica são mais do que suficientes para o recebimento da denúncia, sob o prisma técnico-jurídico.

EXISTEM INDÍCIOS – No caso em tela, existem indícios com lastro de suficiência e provas contundentes, que precisam ser confirmadas no curso processo, observada a ampla defesa, com impugnação e produção de prova pela defesa.

A propósito, a denúncia de Gonet mostra, — usada uma imagem, uma gigantesca teia de aranha tecida, com episódios marcantes. A denúncia será recebida pela Primeira Turma do Supremo, a instrução probatória iniciada, com interrogatório de Bolsonaro e amplo debate oral.

Num pano rápido, a Justiça terá de atuar com imparcialidade. Por isso, espera-se que o ministro instrutor, Alexandre de Moraes, não atue por impedimento e suspeição, já que é vítima na causa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não faltam provas do planejamento do golpe, mas falta comprovar a tentativa, já explicamos. É preciso provar a tentativa. Quanto a Moraes, não pode mesmo participar do julgamento, por ser mais do que suspeito, embora no Supremo de hoje nenhuma lei seja cumprida, caso fira interesses dos ilustres ministros(C.N.)

Empresa de Trump processa Moraes nos EUA por violar liberdade de expressão

Publicado em 19 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Empresa de Trump entra com ação contra Alexandre de Moraes nos EUA | Metrópoles

Moraes está conhecendo como é longo o braço da Justiça

Deu no Terra

O grupo de mídia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ingressou com um processo contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Trump Media & Technology Group, responsável pela rede social Truth e pela plataforma de vídeos Rumble, acusam Moraes de violar a Primeira Emenda da Constituição americana, que protege a liberdade de expressão, segundo informação publicada pelo jornal The New York Times.

    O caso diz respeito a uma ordem de Moraes para a remoção de perfis de influenciadores de direita da Rumble, como o ativista bolsonarista Allan dos Santos, atualmente foragido nos EUA.

ACUSAÇÕES A MORAES – Em dezembro de 2023, a plataforma deixou o Brasil, e seu CEO, o empresário Chris Pavlovski, acusou o ministro do STF de tomar decisões “arbitrárias e injustas”.

A denúncia nos EUA ganhou repercussão no Brasil na manhã desta quarta, um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar ao S upremo a denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente que viajou aos Estados Unidos na semana passada, havia antecipado que esperava manifestações de apoio por parte de Trump e de congressistas do Partido Republicano.

FILIPE MARTINS  – O site Epoch Times Brasil publica que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), apresentou duas ações na Justiça dos Estados Unidos, com o objetivo de investigar uma possível fraude no sistema de imigração americano, que teria sido utilizada para justificar sua prisão em fevereiro de 2024.

Filipe passou mais de seis meses preso no Brasil por ordem do ministro Moraes, acusado de ter saído do país no final de 2002 para escapar da Justiça, mas não houve nada disso, Martins estava morando no Paraná.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Pode ser que assim o ministro Alexandre de Moraes adote uma postura menos tirânica e passe a fazer julgamentos na forma da lei. O fato é que ele errou ao interpretar a legislação e negar direito de defesa a acusados, entre outras derrapadas, digamos assim. (C.N.)

Novo vexame! Toffoli anula os processos da Lava Jato contra Palocci


Palocci: "Organização criminosa" do PT e propinas de R$ 333 mi

Palocci é mais um corrupto “recuperado” por Toffoli

Gabriel Garcia
InfoMonei

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, anulou nesta quarta-feira (19) os processos contra o ex-ministro Antonio Palocci que estavam relacionados à Operação Lava Jato. A decisão de Toffoli, porém, preserva o acordo de delação premiada estabelecido pelo ex-ministro.

A decisão se baseia em entendimentos anteriores do STF que apontaram a falta de respeito ao devido processo legal, implicando a atuação do Ministério Público e do ex-juiz Sergio Moro como parciais e inadequadas.

NULIDADE ABSOLUTA – Toffoli, ao justificar sua decisão, declarou a nulidade absoluta de todos os atos praticados contra Palocci no contexto da Lava Jato, ressaltando que a condução do processo não respeitou os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Segundo o ministro, a busca pelo combate à corrupção não pode servir como justificativa para a violação das leis e dos direitos dos acusados.

A crítica de Toffoli se estendeu à conduta dos procuradores e juízes envolvidos na operação, que, segundo ele, ignoraram a institucionalidade em prol de objetivos pessoais e políticos.

OPERAÇÃO SPOOFING – Ele lamentou que a estratégia adotada, evidenciada pelos diálogos da Operação Spoofing, resultou em consequências prejudiciais para o Brasil, equiparando os órgãos acusadores aos réus em práticas ilegais.

Antonio Palocci, que ocupou cargos ministeriais nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, foi preso em 2016 sob suspeitas de corrupção relacionadas à Odebrecht.

Condenado a 18 anos de prisão, sua pena foi reduzida pela metade após um acordo de delação premiada, onde afirmou que Lula estava ciente dos esquemas de corrupção na Petrobras, o que foi prontamente negado pelo Partido dos Trabalhadores.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É nova Piada do Ano. Mas ainda falta absolver Sérgio Cabral, aquele que disse ser viciado em dinheiro e levava cachorro para passear de helicóptero. E ainda chamam isso de Justiça(C.N.)


"A maior das ignorâncias é você ter o conhecimento e não agir"



Os Direitos Humanos como Alicerce da Gestão Pública e da Educação: Um Chamado à Ação para Jeremoabo

A aula magna da Faculdade Anasps, ministrada pelo Professor Helio Gustavo Alves, Pós-Doutor em Direito pelo IGC Portugal (Coimbra), lançou um olhar crítico e profundo sobre a interconexão entre direitos humanos, gestão pública eficiente e educação transformadora. Em sintonia com a nova gestão de Tista de Deda, que almeja reconstruir a saúde e a educação em Jeremoabo, este artigo busca disseminar a semente do conhecimento plantada pelo Professor Helio, com a esperança de que, no futuro, a população local abrace a cidadania e exerça seus direitos por meio da educação.

A Educação como Pilar dos Direitos Humanos

O Professor Helio Gustavo Alves enfatizou que a educação é o alicerce para a construção de uma sociedade justa e inclusiva. Sem educação, torna-se impossível alcançar a plenitude dos direitos humanos. Países com educação precária enfrentam problemas como fome, falta de proteção social, saúde e, consequentemente, dificuldades no desenvolvimento.

No Brasil, a educação pública, especialmente a municipal e estadual, enfrenta desafios como a falta de investimento no corpo docente e a disparidade entre as realidades regionais. A valorização dos professores e a garantia de igualdade de condições para o acesso à educação são cruciais para formar cidadãos preparados para o mercado de trabalho e para o exercício da cidadania.

A Constituição Federal como Guia

A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece que a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade. O Professor Helio Gustavo Alves destacou a importância de cobrar dos gestores públicos o cumprimento desse direito, por meio de ações judiciais e da participação ativa da sociedade.

A Constituição também prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender, ensinar e pesquisar, o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, a gratuidade do ensino público e a gestão democrática do ensino. No entanto, muitos desses princípios não são efetivados na prática, como a falta de escolas em alguns municípios, a má qualidade do ensino e a ausência de atendimento educacional especializado para pessoas com deficiência.

A Responsabilidade da Sociedade

O Professor Helio Gustavo Alves ressaltou que a sociedade tem um papel fundamental na cobrança de seus gestores para garantir o direito à educação. É preciso denunciar ao Ministério Público e pressionar as autoridades competentes para que cumpram suas obrigações.

Além disso, o Professor Helio Gustavo Alves destacou a importância da participação da sociedade na gestão da educação, por meio de conselhos escolares, associações de pais e outras formas de controle social. A sociedade precisa se mobilizar para que a educação seja uma prioridade para os gestores públicos.

O Que Fazer?

Diante desse cenário, o que podemos fazer para transformar a realidade da educação em Jeremoabo e em todo o Brasil? O Professor Helio Gustavo Alves aponta algumas pistas:

  • Conscientização: É preciso levar esta fala para todos os lugares, informando os cidadãos sobre seus direitos e sobre a importância da educação para a construção de uma sociedade justa e inclusiva.
  • Ação: É preciso cobrar dos gestores públicos o cumprimento de seus deveres, por meio de ações judiciais, denúncias ao Ministério Público e outras formas de pressão.
  • Participação: É preciso participar da gestão da educação, por meio de conselhos escolares, associações de pais e outras formas de controle social.
  • Parcerias: É preciso buscar parcerias com empresas e outras instituições para complementar os recursos públicos e investir na melhoria da educação.

Acreditamos que, com a união de esforços da sociedade, da gestão pública e da educação, será possível construir um futuro melhor para Jeremoabo e para o Brasil, onde a educação seja um direito de todos e um alicerce para a realização dos direitos humanos.

MP-BA instaura inquérito para apurar suposta venda casada do Colégio Anchieta, em Salvador

 

Colégio Anchieta
Foto: Reprodução / Google Street View

 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis práticas abusivas do Colégio Anchieta, localizado no bairro da Pituba, em Salvador. A investigação teve início após diversas denúncias feitas pelos pais dos alunos. A publicação do procedimento foi feita nesta quarta-feira (19).

 

De acordo com o documento, o MP vai investigar uma possível venda casada relacionada à oferta de material didático para o ano de 2025, cobrança abusiva dos preços do material didático, cláusulas contratuais abusivas, bem como uma suposta violação à lei municipal nº 9.713/2023, que prevê a obrigatoriedade da manutenção de materiais didáticos por no mínimo três anos.

 

O órgão notificou o Colégio Anchieta, bem como Sistema Poliedro de Ensino, que é o responsável pela confecção de materiais didáticos que estão sendo utilizados e comercializados pela instituição, para que se manifestem no prazo de 15 dias. 

 

O CODECON e o PROCON, também foram notificados para informar se existem denúncias sobre venda casada nos registros dos respectivos órgãos, Além disso,  devem realizar visita às referidas unidades escolares para verificar se há ilegalidades apontadas.

 

O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do Colégio Anchieta, porém até o fechamento da matéria não recebeu resposta.

Não há chance de pressão popular resultar em impeachment de Lula, diz bolsonarista

 Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

O presidente Lula19 de fevereiro de 2025 | 06:55

Não há chance de pressão popular resultar em impeachment de Lula, diz bolsonarista

brasil

O deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) endossou a estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de se opor ao impeachment do presidente Lula (PT) e defendeu que, no lugar dessa pauta, os atos de 16 de março pressionem pela anistia aos presos pelos ataques de 8 de Janeiro.

Ao mudar de foco, a estratégia de Bolsonaro é apostar no desgaste político de Lula, refletido na mais recente pesquisa Datafolha, que mostrou queda de 11 pontos na aprovação do petista.

“Precisamos ser honestos com o nosso eleitor”, afirma Bove. “Infelizmente, não há a menor chance de qualquer pressão popular resultar em um impeachment de Lula ser pautado neste momento. O que existe é a pressão pela anistia do 8 de janeiro. O resto é proselitismo político.”

Ele afirma ainda que participará do ato em 16 de março no Rio de Janeiro, ao lado de Bolsonaro, denunciado nesta terça-feira (18) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Fábio Zanini/Folhapress

Zelenski acusa Trump de tirar Putin do isolamento global

 Foto: Divulgação/Arquivo

Volodimir Zelenski19 de fevereiro de 2025 | 09:07

Zelenski acusa Trump de tirar Putin do isolamento global

mundo

No mais duro ataque contra a Casa Branca desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, o presidente Volodimir Zelenski acusou Donald Trump de ajudar Valdimir Putin a espalhar mentiras sobre o conflito e sair de seu isolamento internacional.

“Eu não posso vender meu país”, disse, sobre a proposta do americano de cobrar US$ 500 bilhões em minerais pelo seu apoio.

A fala do ucraniano, em entrevista coletiva nesta quarta (19), veio após o americano dizer na véspera que Kiev era basicamente culpada pela agressão de Putin e, por isso, não merecia lugar à mesa em que Rússia e EUA começaram a traçar um plano para acabar com a guerra e reatar relações, na Arábia Saudita.

“Vocês nunca deveriam ter começado [a guerra]. Vocês poderiam ter feito um acordo. Vocês têm uma liderança agora que permitiu uma guerra que nunca deveria ter ocorrido continuar”, disse Trump, falando retoricamente ao povo da Ucrânia.

Segundo Zelenski, os EUA assim “ajudaram Putin a sair do isolamento”. Para o líder, não é possível “lavar a responsabilidade da Rússia” pela guerra “como se lava dinheiro”. Ressaltando que ele segue grato pela ajuda americana até aqui no conflito, o presidente pediu que “o time de Trump tenha acesso a fatos verdadeiros”.

Na fala em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump havia dito que o ucraniano era impopular, tendo só 4% de aprovação. Embora ele esteja em baixa como eventual candidato a reeleição, quando e se a lei marcial for levantada, a pesquisa mais recente da Escola de Economia de Kiev dá 58% de apoio a suas ações.

“Infelizmente, o presidente Trump, por todo o respeito devido que tenho a ele como líder de uma nação que nós respeitamos muito, está vivendo numa bolha desinformativa”, disse. Um porta-voz do governo francês expressou o pasmo europeu, dizendo que “não entende o que Trump quer dizer”.

O ucraniano disse que Moscou agora “posa de vítima, o que é uma novidade”. “Os russos estão felizes porque a discussão está focada neles”, completou.

Na visão russa do conflito, a invasão é uma reação final à expansão da Otan, a aliança militar ocidental, que desde o fim da União Soviética em 1991 abocanhou países que eram satélites de Moscou. Em 2008, quando o clube convidou a Geórgia e a Ucrânia, Putin reagiu.

O pequeno país do Cáucaso foi demovido por uma curta guerra, mas com a mais importante parceira dos tempos soviéticos foi diferente. Governada alternadamente por amigos e desafetos do Kremlin, em 2014 a Ucrânia viu seu presidente pró-Putin ser derrubado. O russo respondeu anexando a Crimeia e fomentando a guerra civil no leste do país.

Para o Kremlin, a falta de uma solução para a situação em seus termos, que reestruturasse a arquitetura de segurança no Leste Europeu, obrigou a invasão. Já Kiev, Otan e os EUA até Trump apontam a violação de soberania e a agressão —julgamento de motivos à parte, o primeiro tiro partiu de Moscou.

As conversas da terça (18) em Riad não envolveram nem os ucranianos, nem os europeus que também apoiam Kiev. Elas foram convocadas por iniciativa de Trump, rompendo com o arcabouço que norteia a política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que preconiza parceria com aliados ante rivais estratégicos.

O ucraniano também disse que rechaçou a proposta de Trump de trocar o apoio dado até aqui e o futuro por metade das reservas minerais estratégicas do país, estimadas em US$ 500 bilhões (R$ 2,8 trilhões). Disse que aceitou discutir o tema porque esperava garantias de segurança americanas contra agressões russas.

Nada foi oferecido, segundo ele. “Eu estou protegendo a Ucrânia. Não posso vender nosso país”, disse, acrescentando mais um item na pauta de azedume entre os até aqui aliados. Ela será discutida em Kiev por Zelenski e Keith Kellogg, o enviado de Trump para o conflito.

O ucraniano disse que “vai levar Kellogg para um passeio” no qual ele verá “20%, 30% da capital destruída e poderá perguntar em quem os ucranianos confiam mais, se em mim ou em Putin”. Não promete ser uma conversa fácil.

Sem muita alternativa, Zelenski em sua entrevista buscou apostar nos parceiros continentais, dado que está claro que sob Trump os termos de qualquer acordo serão favoráveis a Kiev. Ele disse ter “uma mensagem forte foi dada pela Ucrânia para a Europa” em conversas com líderes que continuarão.

Nesta quarta, o presidente francês, Emmanuel Macron, deverá fazer uma segunda rodada de conversas com países do continente sobre a crise. A primeira, na segunda (17), produziu alguma luz e nenhum calor, no sentido de medidas práticas.

Somando assistência financeira e militar, a União Europeia e países do continente foram os maiores doadores de ajuda a Kiev, nas contas do Instituto para Economia Internacional de Kiel (Alemanha). Até 31 de dezembro, doaram o equivalente a R$ 783,7 bilhões aos ucranianos.

O valor é quase alcançado pelos EUA, com R$ 676,5 bilhões. Mas os americanos são líderes incontestáveis no quesito ajuda militar, tendo fornecido R$ 379,1 bilhões a Zelenski, que Trump já insinuou que podem ter sido desviados. Em segundo lugar no item está a Alemanha, que doou cinco vezes menos.

Na véspera, o presidente esteve com o turco Recep Tayyip Erdogan, e na entrevista sugeriu que o país, que é próximo da Rússia e membro da Otan, poderia ser uma solução para o fornecimento de garantia de segurança, talvez na forma de uma força de paz segundo observadores.

Zelenski disse querer saber “se a Europa está preparada para ajudar a Ucrânia se houver uma redução na assistência dos EUA ou algo assim”. Dado que os europeus dobraram seu gasto militar nos dez anos desde a anexação da Crimeia, os limites orçamentários e o risco de partidos de extrema-direita apoiados por Trump começarem a ganhar eleições coloca uma interrogação sobre o raciocínio.

Igor Gielow/Folhapress

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