terça-feira, fevereiro 18, 2025

Postos reagem a acusações de Lula e dizem que impostos são os vilões dos combustíveis

 Foto: Jose Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Presidente disse que intermediários assaltam consumidor e defendeu venda direta de diesel18 de fevereiro de 2025 | 13:49

Postos reagem a acusações de Lula e dizem que impostos são os vilões dos combustíveis

economia

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que os consumidores estariam sendo assaltados por intermediários na venda de combustíveis provocaram em entidades que representam o setor. Para elas, a culpa pela gasolina cara é dos impostos.

Desde a última semana de 2022, a carga tributária disparou com a volta da cobrança de impostos federais que haviam sido cortados pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e o descongelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias). As margens do setor caíram nas vendas de diesel e gás de botijão.

Em evento da Petrobras na segunda-feira (17), Lula disse que o consumidor “precisa saber quem xingar”. “O povo não sabe que a gasolina sai da Petrobras a R$ 3,04 e que na bomba ela é vendida a R$ 6,49”, afirmou.

Em nota divulgada no fim da noite de segunda, a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes) afirmou que, no fim de janeiro, impostos representavam, em média, R$ 2,05 por litro de gasolina, o dobro da fatia que fica com postos e distribuidoras.

“O maior vilão dos altos preços dos combustíveis no Brasil é o peso dos impostos”, disse o Paranapetro, sindicato que reúne os revendedores do Paraná, em nota em que diz repudiar as declarações do presidente.

A reportagem procurou distribuidoras de combustíveis automotivos, que não se manifestaram até a publicação deste texto. No setor de gás de botijão, que também não se posicionou oficialmente, o sentimento é de frustração, diz uma fonte.

Nesse segmento, a carga tributária é menor, pois os impostos federais estão zerados, mas essa fonte alega que as margens estão pressionadas pelo elevado custo de capital, que encarece o investimento na compra do produto da Petrobras com pagamento antecipado.

Executivos do setor de combustíveis afirmam que as declarações de Lula remetem a Bolsonaro, que também culpava postos e distribuidoras pelos preços elevados e chegou a defender a venda direta por refinarias para baratear os combustíveis.

Seu governo chegou a aprovar a venda direta de etanol hidratado entre usinas e postos, mas essas operações representaram em 2024 apenas 1,6% do volume total vendido no Brasil —o mercado já alertava que dificuldades logísticas tornariam a medida ineficiente.

Para a gasolina e o diesel, a venda direta só funciona envolvendo grandes consumidores com infraestrutura própria, já que refinarias não têm equipamentos para abastecer veículos e os dois produtos precisam ser misturados a biocombustíveis.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e da Petrobras, mostram que a retomada da cobrança dos impostos federais e o descongelamento do ICMS tiveram grande impacto sobre o preço dos combustíveis sob Lula.

Entre dezembro de 2022 e o último dia 15, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu 16,24%, em valores já corrigidos pela inflação. A parcela do ICMS subiu 50% e os impostos federais, antes zerados, chegaram a R$ 0,69 por litro. As margens de distribuição e revenda subiram 8,7%.

O preço do diesel caiu 8,2% no período, puxado por cortes nas refinarias, mas o ICMS subiu 62,3% e os impostos federais foram de zero a R$ 0,32 por litro. As margens de distribuição e revenda caíram 7,7%.

O botijão de gás ficou 10,7% mais barato no período, também com ajuda da Petrobras. As margens foram reduzidas em quase 10% e o ICMS subiu 46,67%.

A cobrança de impostos federais sobre os combustíveis foi retomada em etapas, entre março de 2023 e janeiro de 2024. Congeladas em 2021, as alíquotas de ICMS passaram a ser reajustadas também a partir de 2023.

Nicola Pamplona, Folhapress

Francisco Netto é reconduzido à presidência do TCM-BA

 Foto: Divulgação

Conselheiro Francisco de Souza Andrade Netto18 de fevereiro de 2025 | 11:14

Francisco Netto é reconduzido à presidência do TCM-BA

exclusivas

Como esperado, o conselheiro Francisco de Souza Andrade Netto foi reconduzido à presidência do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), em sessão na manhã desta terça-feira (18). Mario Negromonte foi eleito vice-presidente e Plínio Carneiro como corregedor-geral. Os três foram eleitos para as funções no biênio 2025-2027.

Política Livre

Michelle já aparece empatando com Lula em pesquisa encomendada pelo PL

Publicado em 18 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Michelle ultrapassa Lula, mas fica no empate técnico

Bela Megale
O Globo

O desgaste de Lula com a crise de credibilidade do Pix e o aumento da inflação rendeu frutos para Michelle Bolsonaro, ao menos na nova pesquisa contratada pelo PL.

Pela primeira vez, a ex-primeira-dama aprece numericamente à frente do presidente nas intenções de voto do levantamento da Paraná Pesquisas, que vêm sendo feitos há mais de um ano.

SEGUNDO TURNO – No cenário estimulado em um eventual segundo turno, Michelle está com 42,9% da preferência e, Lula, com 40,5%. Há empate técnico entre ambos devido à margem de erro. Declararam votar em branco ou nulo 12,4% e não opinaram 4,2%.

No primeiro turno da pesquisa estimulada, porém, Lula aparece na dianteira. O presidente tem 34,1% da preferência e Michelle, 27,2%.

O terceiro colocado é Ciro Gomes (9%), seguido por Gusttavo Lima (8,7%), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (4,7%), o governador do do Grande do Sul, Eduardo Leite (3,1%), e do Pará, Helder Barbalho (1,3%).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É conveniente dar um belo desconto nesses números, porque a pesquisa foi paga pelo PL, partido de Lula e de Michelle. Vocês sabem que pesquisa política jamais é confiável, porque sempre tem de agradar a quem está pagando a conta. Outro detalhe: é preciso incluir a ministra Simone Tebet na lista de candidatos. (C.N.)

O jornalismo decidiu inventar que agora rico gosta de bancar o pobre

Publicado em 18 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Página 2 | Modelos Carros Chiques Imagens – Download Grátis no Freepik

Nada mudou e os ricos gostam mesmo é de ostentação

Mario Sabino
Metrópoles

Existe o jornalismo e existe o mundo real, e existem poucos vasos comunicantes entre um e outro. O jornalismo agora tirou do seu boné puído a história de que rico deixou de se comportar como rico. A historieta surgiu no jornalismo americano e está sendo reproduzida pelo jornalismo nacional.

A adesão ao “subconsumo”, com o perdão da palavra, estaria bem documentada em comunidades nas redes sociais que praticariam este novo hobby de rico: o de viver como pobre — pobre, aqui, entendido como alguém de classe média.

FRANCAMENTE… – É o “menos é mais”. Ricos teriam renunciado a comprar roupas de grife, passado a dirigir carros usados e descoberto o prazer de cozinhar pratos à base de alimentos congelados, muito mais em conta. Francamente…

Sempre houve rico disposto a não parecer tão rico. Sempre foi uma minoria insignificante e sempre será. Em geral, são ricos mais intelectualizados, de fortuna mais antiga.

Eles estão longe de comportar como se fossem de classe média, mas não ostentam tanto a sua riqueza como milionário árabe, oligarca russo, empresário comunista chinês e essa gente do agronegócio brasileiro que acha que São Paulo é igual a Nova York, com a vantagem de não ter de saber inglês.

RECORDE NA CRISE – Se rico está deixando de se comportar como rico, o jornalismo deveria explicar como é possível que a LVMH, o maior conglomerado de luxo do mundo, pertencente ao bilionário francês Bernard Arnault, tenha tido um lucro recorde de 84,7 bilhões de euros em 2024, apesar do contexto mundial difícil.

Aqui neste fim de mundo, o jornalismo teria de explicar também como é possível que se multipliquem em São Paulo, nos “bairros nobres” da cidade, lançamentos de prédios com apartamentos vendidos a R$ 40 mil o metro quadrado ou mais.

Não é possível que jornalistas achem que apartamentos como esses serão decorados com móveis da Tok&Stok ou equipados com eletrodomésticos comprados no Magazine Luiza.

EXIBIR A RIQUEZA – É intrínseco a gente rica mostrar a sua riqueza. Eram de ricos as joias exibidas nos museus de arte romana e medieval. Eram de ricos, principalmente, as casas com arquitetura, afrescos e mosaicos maravilhosos de Pompeia, na Itália, ou de Delos, na Grécia.

Vem sendo assim desde a aurora dos tempos, e o motivo é humano, demasiado humano, como resumido pelo ensaísta e analista de riscos libanês-americano Nassim Taleb, no livro “A Cama de Procusto”:

“As pessoas o invejarão pelo seu sucesso, por sua riqueza, por sua inteligência, por sua aparência, por seu status — mas raramente por sua sabedoria”.

GOSTO DO DINHEIRO – Outro aforismo de Nassim Taleb: “Você é rico se o dinheiro que você recusa tem um gosto melhor do que o dinheiro que você aceita”.

O tal “subconsumo”, a modinha restrita que o jornalismo acha que é tendência geral, parece ter esse gosto para os seus adeptos.

Mas eles voltarão ao velho normal no lançamento da próxima bolsa Hermès (e, por favor, pronuncie o “s” final do nome da marca).

Fundação ligada ao PSD debate candidatura de centro à Presidência em 2026

 Foto: Divulgação/Arquivo

O cientista político Rubens Figueiredo18 de fevereiro de 2025 | 08:24

Fundação ligada ao PSD debate candidatura de centro à Presidência em 2026

brasil

A Fundação Espaço Democrático, ligada ao PSD, debaterá em seminário nesta terça-feira (18) a possibilidade de haver uma candidatura de centro na eleição presidencial de 2026.

O evento terá apresentação de um estudo sobre o tema feito pelo cientista político Rubens Figueiredo, seguido de debate com as participações dos economistas Roberto Macedo e Luiz Alberto Machado, do consultor Januário Montone, do ex-deputado Eduardo Jorge, dos cientistas políticos Rogério Schmitt e Túlio Kahn e do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Roberto Ordine, entre outros. A mediação é do jornalista Sergio Rondino.

Fábio Zanini/Folhapress

Baixa popularidade de Lula e Bolsonaro inelegível podem romper polarização, diz especialista

 Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O presidente Lula18 de fevereiro de 2025 | 11:09

Baixa popularidade de Lula e Bolsonaro inelegível podem romper polarização, diz especialista

brasil

A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), revelada em recentes pesquisas, e a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também corre o risco de virar réu por tentativa de golpe de Estado, podem ajudar no surgimento de alternativas à polarização política do País.

A avaliação é do cientista político Renato Dorgan, diretor Executivo do Instituto Travessia e especialista em pesquisas qualitativas e quantitativas.

Em entrevista à Rádio Eldorado nesta terça-feira, 18, Dorgan ressaltou que a vitória de Lula em 2022 “foi baseada na promessa de melhora do custo de vida e na alta rejeição de Bolsonaro”. Para o cientista político, o cenário atual, se mantido, poderá favorecer uma candidatura de centro-direita ou de centro-esquerda.

Estadão Conteúdo

Por um Brasil sem Lula e Bolsonaro, dando chance a novos candidatos

Publicado em 18 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Datafolha: vantagem de Lula contra Bolsonaro cai dois pontos nos votos válidos

O Brasil agradeceria caso conseguisse se livrar desses dois

Fabiano Lana
Estadão

Neste exato momento político o Brasil conta com uma janela de oportunidade. De superar, de deixar definitivamente para trás, poderosos líderes políticos que, a sua maneira, se pautaram pelo populismo e por dividir o país entre os “bons”, no caso os que os apoiam, e os “maus”, os da oposição.

Políticos que vieram de uma conjuntura internacional pré-muro de Berlim e possuem uma visão antiquada do mundo. Que em 2025 olham muito mais para trás do que para o futuro.

ESGOTAMENTO – Sim, os políticos em questão são Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. De um lado as seguidas pesquisas mostram que há uma rápida erosão da popularidade de Lula – temos o Datafolha como o exemplo mais recente.

O estilo petista de gerir o Estado por meio de aumento contínuo dos gastos públicos parece ter encontrado um esgotamento. A sociedade simplesmente não quer mais pagar a conta de uma gestão que vê ineficiente, como ficou comprovado com a chamada crise do Pix. Não se trata de um problema de comunicação, mas de concepção.

De outro lado, há um ex-militar que nunca se deu ao trabalho de esconder sua paixão pela ditadura brasileira. Que abusou de verbos como torturar, fuzilar, estuprar, para se referir aos adversários políticos. Que fez da grosseria e da vulgaridade um dos pilares da sua carreira.

E MAIS…  – Bolsonaro é um político que bajula e se inferioriza frente a mais poderosos como o presidente americano Donald Trump. Que por décadas votou juntinho com o Partido dos Trabalhadores contra qualquer proposta que significasse modernizar o Estado brasileiro – tome-se como maior exemplo o Plano Real. Que, por provável tentativa de golpe, corre gigantesco risco de passar uma temporada razoável na prisão.

Ambos, sempre a sua maneira, são nostálgicos de ditaduras, mesmo que sejam com sinais ideológicos trocados. Souberam manipular e conduzir bem uma multidão capaz de defender qualquer um dos seus atos e palavras, por mais bizarras que tenham sido em algumas ocasiões – e muitas vezes com notável agressividade.

Tome-se o exemplo as falas de Bolsonaro do auge da pandemia da Covid.

FALAS DE LULA – Vamos observar agora como os acólitos irão se comportar com as falas do Lula, perigosamente próximas daquele incompreensível dialeto proferido pela ex-presidente Dilma, o dilmês (vocês ouviram a digressão de Lula sobre o ovo de ema no Amapá?).

Muito diferentes entre si, Bolsonaro e Lula trabalham com o medo do outro. Política é como nuvem, diz o clichê, você olha e está de um jeito e pouco depois está diferente. Mas nesse período o País só ganharia se a classe política e os segmentos atuantes da sociedade começassem a trabalhar com novos candidatos, com novas cabeças mais arejadas – antes que oportunistas de ocasião como os Gusttavos Limas e Pablos Marçais da vida ocupem este espaço.

Enquanto isso, o PSDB, que antes representava o centro ideológico brasileiro, segue indeciso se irá se suicidar ou não.


Em destaque

Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá

  Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá Por José Montalvão No dois de fevereiro O mar se veste em oração, É dia da Rainha d’Água, Da mais...

Mais visitadas