segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Malafaia manda bolsonaristas desistirem do impeachment de Lula

Publicado em 17 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Silas Malafaia defende candidatura de Bolsonaro no Twitter

Bispo Malafaia manda mais do Bolsonaro e dá as ordens

Igor Gadelha e Gustavo Zucchi
Metrópoles

Responsável por organizar algumas das manifestações pró-Jair Bolsonaro nos últimos anos, o pastor Silas Malafaia deu um “pito” nos aliados do ex-presidente que defendem que os atos de 16 de março tenham o “impeachment” de Lula entre as pautas.

À coluna, Malafaia defendeu a postura de Bolsonaro, que anunciou que participará da manifestação no Rio de Janeiro para defender o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, e não para pedir o impeachment do atual presidente da República.

ENTRA ALCKMIN – “O que o sistema quer é isso, derruba Lula e entra (Geraldo) Alckmin. Essa conversa fiada de que impeachment de Dilma ajudou Bolsonaro, é para quem não conhece a história. O povo deu uma resposta, não foi para o impeachment de Dilma que ajudou Bolsonaro, foi para o desgoverno e a corrupção, tá certo? De 14 anos de governo do PT. Quem está falando isso ou desconhece a história ou quer se ou quer se aproveitar de momento político. Acho que nós temos que ter uma visão lá na frente”, afirmou Malafaia.

O pastor defendeu que Lula e Alckmim “têm que ser derrotado é nas urnas”. “Não tem que dar prêmio para Alckmin substituir Lula. Eles (bolsonaristas que defendem o impeachment) só veem o momento e são pautados pela opinião de redes sociais”, declarou o religioso.

NAS REDES SOCIAIS – A crítica de Malafaia é direcionada principalmente ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar mineiro tem usado as redes sociais para defender o impeachment de Lula como principal pauta dos atos marcados para 16 de março, em São Paulo.

“O que fizeram na campanha de prefeito, estão fazendo de novo: desmoralizando Bolsonaro. Não é a mim, não. Desmoralizam Bolsonaro. E depois vêm com ‘aí que eu morro, que dou minha vida, que o que ele quer, eu faço’. Isso é conversa de hipócrita, de soberbo e vaidoso. Não têm a dignidade de ligar para o cara e dizer: ‘Presidente, é isso mesmo? Vamos, vamos marchar nisso? Então, OK.’”, disse o pastor à coluna.

BOLSONARO NO RIO – Como a coluna noticiou no sábado (15/2), Bolsonaro pretende ir à manifestação no Rio de Janeiro, e não em São Paulo.

O ex-presidente disse que sua principal pauta será o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, e não o impeachment de Lula.

“É previsão, não é certeza porque preciso acertar com mais gente… eu gostaria de ir ao Rio de Janeiro, no dia 16. E a pauta lá seria anistia e as questões nacionais”, disse Bolsonaro à coluna.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa conversa de pedir impeachment de Lula é mais uma irresponsabilidade. Lula não tem feito nada no governo. Ora, se não tem feito nada, isso não pode ser motivo para impeachment. Não fazer nada é uma especialidade que Lula cultiva desde o sindicalismo, quando era conhecido como Barba, o informante da Polícia Federal. (C.N.)

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Desembargador que deu prisão domiciliar a assassino de petista segue Bolsonaro e critica STF

Scaff se mostrou a favor do voto impresso e defendeu cloroquina para tratamento da covid-19

Por JB JURÍDICO com ICL Notícias
redacao@jb.com.br

Publicado em 17/02/2025 às 09:04

Alterado em 17/02/2025 às 10:55


                                   Desembargador Gamaliel Seme Scaff Foto: reprodução


Responsável por conceder liminar que permitiu ao bolsonarista Jorge Guaranho cumprir pena em prisão domiciliar um dia após condenação a 20 anos em regime fechado, por ter matado o petista Marcelo Arruda, o desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), expressa nas redes sociais opiniões muito parecidas com Jair Bolsonaro. Ele é, inclusive, seguidor do ex-presidente e de Michelle Bolsonaro no Instagram, além de políticos como Marcos Feliciano e Carla Zambelli.

No perfil do Facebook, Scaff se mostrou a favor do voto impresso, defendeu cloroquina para tratamento da covid-19, insinua que houve omissão do governo de Lula no 8 de Janeiro, elogia Donald Trump e trata as punições aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal a Elon Musk como censura.

O desembargador determinou que Guaranho, que assassinou o tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, em 2022, cumpra pena em casa com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O magistrado alegou problemas de saúde do assassino, que depois de ferir mortalmente Arruda, também foi baleado. “Entendo que não se pode desprezar a precária condição da saúde do paciente”, escreveu, ressaltando que o Guaranho passa por “tratamento médico especializado em decorrência de ter sido alvo de nove disparos de arma de fogo e severos espancamentos por mais de cinco minutos”.

A viúva de Arruda, Pamela Silva, mostrou-se inconformada com a decisão.

“Aqui no Paraná temos o complexo médico-penitenciário, que é o hospital de presos”, disse ela, ao ICL Notícias. “Depois da sentença o assassino já foi encaminhado para lá, onde eles têm enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, médicos…”

Há quatro anos, o desembargador mostrou-se penalizado com outro bolsonarista preso, o blogueiro Oswaldo Eustáquio, notório divulgador de fake news e incitador de golpe de Estado. Scaff criticou a punição aplicada pelo Supremo. “Que o STF aplique a este homem a Lei de Proteção aos Animais já que o está tratando como um, mas faça cessar essa vingança privativa, inadmissível numa sociedade que busca evitar a barbárie”.

Desembargador defendeu tratamento precoce na pandemia
O magistrado é conhecido por manifestar nas redes sociais opiniões em sintonia com a extrema direita.

Chamou muita atenção na época da pandemia por defender tratamentos ineficazes como cloroquina e invermectina, além de louvar o ex-presidente Bolsonaro por divulgar esses medicamentos, repetindo histórias falsas, amplamente desmentidas, de que o chamado “tratamento precoce” estaria dando certo em algumas regiões do país.

Scaff se solidarizou com os juízes Sergio Moro e Gabriela Hardt quando eles foram investigados pelo Conselho Nacional de Justiça. Defende que estados tenham autonomia para lesgislar sobre venda e porte de armas, para que mais armamentos possam circular na sociedade; evangélico, critica o governo e a mídia, cujos integrantes considera em maioria “sem religião”; divulgou as fake news do governador catarinense Jorginho Mello, que durante as enchentes no Rio Grande do Sul disse que caminhões com ajuda humanitária estavam sendo proibidos de circular pelo governo federal se não pagassem impostos.

Depois de consumada a vitória de Donald Trump na última eleição presidencial dos Estados Unidos, em novembro, escreveu em inglês em seu perfil no Facebook: “Congratulations to all our north-american friends. The true democracy won. We wish a great time to USA and Brazil on Mr. Trump administration. God bless our nations”. (Parabéns a todos os nossos amigos norte-americanos. A verdadeira democracia venceu. Desejamos um ótimo momento aos EUA e ao Brasil na administração do Sr. Trump. Deus abençoe nossas nações).

Não há nas redes sociais do desembargador nenhuma postagem em defesa dos brasileiros que foram deportados por Trump de forma humilhante, nas últimas semanas.

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Postagens do desembargador


Gamaliel: 'Por que é tão difícil entender isso?' Foto: reprodução


Gamaliel: ótima companhia' Foto: reprodução

Lula ainda lidera todas as pesquisas

EDITORIAL


Por JORNAL DO BRASIL
redacao@jb.com.br

Publicado em 16/02/2025 às 16:58

Alterado em 16/02/2025 às 16:58


Toda pesquisa eleitoral é diferente de outra. Por diferença de metodologia, amostragem, pela época e o teor das perguntas. Mesmo quando feita pelo mesmo instituto, uma pesquisa não pode ser comparada com a outra, porque os momentos, a situação que leva o entrevistado (presencial ou por telefone) a reagir desta ou daquela forma (às opções de resposta) varia de um momento para outro. Se as rádios, TVs e as redes sociais passam a semana focando em crimes (as notícias mais fáceis de serem produzidas, pois há copiosos Boletins de Ocorrência país afora, e o popular e rasteiro jornalismo de B.O. explora muito isso), uma pesquisa pode apontar a segurança pública como a primeira ou segunda preocupação do brasileiro.

Porém, pelo enorme peso no orçamento das famílias (22%), a preocupação número 1 das famílias brasileiras é o preço dos alimentos. Em seguida vêm o atendimento à saúde (que se estende à carestia dos remédios e ao saneamento básico, cuja carência influi na saúde geral), a educação, o transporte público e a segurança. A evolução dos preços em supermercados, feiras-livres, farmácias e comércio em geral influi muito na aprovação ou desaprovação dos governos.

E os preços da alimentação estão no pior momento. Turbinados pela alta do dólar (havia um temor mundial contra as tarifas de importação do governo Trump), subiram 1,06% em outubro, 1,55% em novembro e 1,18% em dezembro, acumulando 3,88% nos últimos três meses do ano passado, praticamente a metade do aumento de 8,22% da alimentação em domicílio em 2024. Mas o dólar já refluiu quase 10% nas cotações desde o pico de 17 de dezembro. E o início da colheita da maior safra agrícola da história (325 milhões de toneladas de grãos) a partir de fevereiro, já está desacelerando a inflação dos alimentos. Em janeiro caiu para 0,96%, mas ainda não devolveu a escalada provocada pela alta do dólar nas carnes, no café e nas frutas exportadas, influenciadas pela cotação em dólar.

O mês de fevereiro ainda deve apontar nova alta da inflação mensal. É que, se em dezembro e janeiro houve baixa na tarifa de energia elétrica, pelo bônus da energia de Itaipu (30% do abastecimento nacional), em fevereiro virá o repique. A LCA Consultores está esperando alta de 1,33% no IPCA, o índice oficial de inflação, com aumento de 0,69% em Alimentação e Bebidas (metade da média do último trimestre do ano). Os vilões serão a Habitação, com alta de mais de 4%, puxada pelo aumento da energia elétrica (negativa no mês anterior) e a alta de mais de 5% nas despesas com Educação (matrícula e material escolar).

Portanto, uma pesquisa feita no final deste mês ou no começo de março, com os resultados ruins – mas passageiros - da inflação pode jogar a aprovação do governo Lula no chão. Sobretudo se as TVs e mídias só entrevistarem representantes do PL, de Jair Bolsonaro, que faz a oposição mais radical ao presidente Lula.

Os números do último Datafolha, que apontaram queda da aprovação do governo Lula para 24% e crescimento da reprovação para 41%, mas com os 32% de conceito regular (se fosse numa nota escolar, Lula passaria de ano sem segunda época) são reflexo do momento e podem piorar.

O que surpreende é que, apesar de tudo – e o entrevistado não consegue distinguir o que é culpa do governo, do Congresso ou do Judiciário nos problemas que sente no bolso –, o presidente Lula ainda se mostra competitivo e lidera todas as pesquisas para a eleição de 2026. Que, por sinal, está muito longe para que se façam avaliações a serem levadas a sério. Mas políticos que ficaram atrás de Ciro Gomes (9%, apesar do aparente ostracismo) e do cantor sertanejo Gusttavo Lima devem abrir o olho. A inclusão do cantor em pesquisa eleitoral ocorreu porque ele declarou intenção de ser candidato a presidente. Sua afinidade com a administração pública se resume a arrancar milionários patrocínios das prefeituras em “shows” de feiras do agronegócio país afora.

Veja quando vale a pena refinanciar o consignado do INSS com o novo prazo

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Sede do INSS17 de fevereiro de 2025 | 06:46

Veja quando vale a pena refinanciar o consignado do INSS com o novo prazo

economia

Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) podem ter um ano a mais de prazo para quitar um empréstimo consignado desde o último dia 6 de fevereiro. O governo federal ampliou de 84 meses para 96 meses o tempo máximo para quitar a dívida na modalidade de crédito com os juros mais baratos do mercado.

De acordo com o INSS, o número de beneficiários que têm ao menos um contrato de empréstimo ativo neste mês supera os 15,4 milhões.

Com o novo prazo, esses beneficiários podem considerar reduzir o valor das parcelas, estendendo o tempo do contrato, ou contratar um valor adicional de um empréstimo ativo. Eles também têm a opção de realizar a portabilidade do seu empréstimo consignado de um banco para outro com prazo maior.

O empréstimo consignado do INSS é uma modalidade de crédito controlada pela Previdência Social, onde o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento do beneficiário. De acordo com as regras atuais, o segurado do INSS pode comprometer até 45% do valor do benefício para essa modalidade de crédito.

Desse total, 35% podem ser destinados ao empréstimo pessoal, 5% ao cartão de crédito consignado e 5% ao cartão de benefício.

O teto dos juros cobrados em empréstimos consignados do INSS passou para 1,80% ao mês. No cartão de crédito consignado e no cartão de benefício, sobe para 2,46%.

Atualmente, 78 instituições financeiras conveniadas operam o consignado. Bancos como Caixa, Bradesco, C6 Bank e Itaú já aceitam a renegociação e a contratação de crédito consignado do INSS com prazo ampliado.

De acordo com Tulio Oliveira, diretor executivo de negócios digitais do Bradesco, nas primeiras 24 horas, mais de 10 mil clientes fizeram novas contratações e ou renegociações com o banco.

Os bancos podem exigir um tempo mínimo de pagamento antes de permitir o refinanciamento para garantir que o cliente tenha capacidade de pagamento. Em geral, é preciso ter de 15% a 30% das parcelas quitadas para conseguir refinanciar o consignado.

Ao analisar a opção de um refinanciamento, o credor deve se atentar ao seu planejamento financeiro. Se ampliar o número de parcelas e reduzir o seu valor vai ajudar a equilibrar o orçamento, por exemplo, a alternativa pode ser positiva.

No entanto, embora a taxa máxima de juros tende a ser mais baixa do que a de outras operações de crédito devido à garantia da folha de pagamento, ela foi reajustada recentemente. Por isso, quem pegou empréstimo com juro abaixo de 1,80% ao mês deve fazer as contas se refinanciar em mais parcelas valerá a pena.

Além disso, em caso de portabilidade, é importante considerar as tarifas administrativas e outros encargos que podem ser cobrados e verificar se há a exigência de seguros.

De acordo com dados do Ministério da Previdência, cerca de 90% dos segurados que contratam o consignado tomam novos empréstimos para desafogar o orçamento. Em dezembro de 2024, havia mais de 48 milhões de contratos ativos de empréstimo consignado, mais de 10 milhões de contratos de cartão de crédito consignado e outros mais de 5 milhões de contratos do cartão consignado de benefício.

“Refinanciar repetidamente pode levar a um ciclo de endividamento, onde o crédito constantemente renovado e os juros pagos aumentam significativamente essa dívida. É preciso avaliar o impacto no longo prazo. Mesmo que a parcela fique menor, o refinanciamento pode estender a dívida por muitos anos, aumentando o valor total pago”, afirma Rafaela de Sá, planejadora financeira pela Planejar.

A orientação da especialista é ler todas as cláusulas do contrato com atenção para entender todos os custos envolvidos antes de optar pelo refinanciamento e analisar se o novo valor será sustentável dentro do orçamento mensal.

A pedido da Folha o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto ficam as parcelas de um empréstimo refinanciado até 96 vezes. Para o cálculo foi utilizada a taxa máxima de juros em vigor para empréstimo consignado do INSS, de 1,80%.

O QUE CONSIDERAR ANTES DE REFINANCIAR O EMPRÉSTIMO
TAXAS DE JUROS MAIS BAIXAS

Se você consegue um refinanciamento com taxas de juros menores do que as do empréstimo original, pode ser uma boa oportunidade transferir a dívida para outro banco para reduzir o custo total do crédito, diminuindo o valor das parcelas mensais ou até mesmo o total pago ao final.

Mas quando o beneficiário está próximo de quitar o empréstimo, os custos de um novo financiamento podem não compensar.

NECESSIDADE DE REDUZIR AS PARCELAS

Caso o valor das parcelas do empréstimo consignado esteja pesando no seu orçamento, refinanciar em mais vezes pode ajudar a diminuir esse valor, estendendo o prazo de pagamento e, assim, proporcionando um alívio financeiro.

CONSOLIDAÇÃO DE DÍVIDAS

Se você tem mais de um empréstimo consignado ou outros tipos de dívida com juros mais altos, refinanciar pode ser uma forma de consolidá-las em um único empréstimo, o que pode ajudar a organizar suas finanças.

MELHORA NO PERFIL DE CRÉDITO

Se a sua situação financeira melhorou desde que você contratou o empréstimo, é possível que você consiga condições mais vantajosas ao refinanciar.

CUSTO TOTAL

Mesmo com parcelas menores, o refinanciamento pode aumentar o custo total do empréstimo se o prazo for muito mais longo. Avalie sempre o impacto no valor total pago ao final.

CUIDADO COM ARMADILHAS

Alguns refinanciamentos podem envolver taxas e custos adicionais, que tornam a operação menos vantajosa do que parece à primeira vista.

Antes de decidir refinanciar, faça uma simulação do novo empréstimo, verifique as taxas de juros e analise o impacto no seu orçamento.

QUANTAS PARCELAS DEVEM ESTAR PAGAS PARA O BANCO LIBERAR O REFINANCIAMENTO
Considerando que, no geral, os bancos exigem de 15% a 30% do empréstimo pago para aceitar refinanciar o contrato, para refinanciar um consignado de 84 parcelas para 96 parcelas, é necessário ter de 13 a 25 parcelas quitadas.

COMO CONFERIR AS PARCELAS DO SEU EMPRÉSTIMO
Pelo site ou app Meu INSS o beneficiário pode verificar a situação de empréstimos ativos, suspensos ou se o benefício está bloqueado para consignado.

A consulta traz informações detalhadas, incluindo dados de contratos com bancos.

Pelo Meu INSS, na opção “Extrato de Empréstimo”, também é possível consultar a margem consignável —ou seja, o valor máximo que pode ser contratado.

Tendo ou não um empréstimo contratado, é importante o beneficiário do INSS realizar essa consulta com frequência para ficar atento a golpes relacionados a essa modalidade de crédito.

Saiba aqui como evitar golpes
COMO CONSULTAR OS JUROS DO CONSIGNADO INSS
Os beneficiários podem verificar em qual banco a taxa de juros está mais vantajosa antes de pegar o empréstimo ou para negociar a portabilidade.

Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
Na página inicial, onde há uma lupa, escreva “Taxas de Empréstimo Consignado”
Será aberta uma página com a lista de bancos e os juros praticados em cada um deles
Para ver mais bancos, basta rolar a página até embaixo e clicar em “Ver mais”
Também é possível buscar pela instituição que o segurado quer pesquisar no alto da página, em “Pesquise por instituição”
PODEREI PEDIR EMPRÉSTIMO PELO ESOCIAL?
O governo federal deve lançar em março deste ano um novo empréstimo consignado exclusivo para os trabalhadores com carteira assinada.

A modalidade será ancorada ao eSocial e não poderá ser acessada por aposentados e pensionistas do INSS.

O novo consignado terá um mecanismo para impulsionar a troca de empréstimos caros por outros com taxas mais baratas. Ainda assim, as taxas não devem ser menores do que as aplicadas no empréstimo do INSS.

Ana Paula Branco/FolhapresspOLITICAlIVRE

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