domingo, fevereiro 16, 2025

Desenvolvimento Jeremoabo - Prefeito Tista de Deda retorna de Brasília com projetos promissores para Jeremoabo


Prefeito Tista de Deda retorna de Brasília com projetos promissores para Jeremoabo

O prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, retornou de Brasília entusiasmado após uma série de reuniões estratégicas voltadas para o desenvolvimento do município. Diversos projetos estão sendo elaborados com o objetivo de impulsionar a economia local, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida da população.

Entre as iniciativas destacadas, está a diversificação da agricultura no Rio Vaza Barris, apostando na produção agrícola e pecuária como formas sustentáveis de crescimento econômico. O prefeito busca alternativas para potencializar o aproveitamento dessas áreas, incentivando a mecanização e o uso de novas tecnologias para aumentar a produtividade e a renda dos produtores locais.

Projeto para o aterro sanitário e reciclagem

Outra importante ação em andamento é a construção de um aterro sanitário e a implantação de uma indústria de reciclagem, um avanço significativo para a região. O objetivo é não apenas garantir um destino adequado para os resíduos sólidos, mas também gerar emprego para os catadores de materiais recicláveis, promovendo inclusão social e sustentabilidade ambiental. Caso se concretize, Jeremoabo será referência na gestão de resíduos entre os municípios vizinhos.

Indústria para o beneficiamento da mandioca, caju e manga

Diante da alta lucratividade da mandioca, a administração municipal está articulando incentivos para a instalação de uma indústria especializada no beneficiamento desse produto. A proposta prevê a mecanização da produção, permitindo maior eficiência e rentabilidade, além da exploração de subprodutos para alimentação animal.

Além disso, está nos planos do prefeito incentivar a instalação de uma unidade de beneficiamento do caju e da castanha, aproveitando o grande potencial dessa cultura, que atualmente tem pouca valorização na região. Outra iniciativa promissora é o incentivo à produção e industrialização da manga, fruto abundante no município, mas que ainda carece de uma cadeia produtiva estruturada.

Apoio político e desafios financeiros

Para viabilizar esses projetos, Tista de Deda conta com o apoio do senador Otto Alencar, do Senador Coronel e de outros parlamentares do grupo político. No entanto, um dos principais entraves para a liberação de recursos é a inadimplência do município, que precisa ser regularizada para que as portas dos investimentos sejam abertas.

Água para a zona rural: prioridade da gestão

Uma das maiores preocupações do prefeito continua sendo o abastecimento de água na zona rural. Com essa questão em mente, ele já deu início à elaboração de projetos, em parceria com engenheiros e geólogos, para um levantamento detalhado do sistema hídrico de Jeremoabo. A meta é garantir que a população tenha acesso regular à água, reduzindo a dependência dos carros-pipa.

Com uma semana intensa de estudos e trabalho, Tista de Deda reafirma seu compromisso em transformar Jeremoabo, promovendo desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para os seus cidadãos.

Jeremoabo e a Luta Pela Preservação da História


Jeremoabo não esquece. E não perdoa aqueles que tentam apagar sua história.


Jeremoabo e a Luta Pela Preservação da História

A memória de um povo é seu maior tesouro. Infelizmente, em Jeremoabo, testemunhamos atos que ferem profundamente nossa identidade histórica e cultural. A demolição do Parque de Exposição e a retirada do nome do Coronel João da tradicional Escola Reunidas Coronel João são exemplos claros de um desrespeito inaceitável às nossas raízes.

A destruição do Parque de Exposição representa muito mais do que a perda de uma estrutura física; simboliza o apagamento de um espaço que já foi palco de importantes eventos culturais e econômicos para a cidade. Era um local de encontro, de tradições, de gerações que celebravam a identidade do povo jeremoabense. Sua demolição foi um ato de vandalismo contra o patrimônio coletivo.

Ainda mais grave foi a decisão dos 13 vereadores da gestão passada de retirar o nome do Coronel João da Escola Reunidas Coronel João. Essa atitude, longe de ser apenas uma mudança administrativa, representa uma traição aos fundadores da cidade e um golpe na história de Jeremoabo. O Coronel João foi uma das figuras mais importantes do município e do estado da Bahia, e sua contribuição jamais deveria ser esquecida. Essa decisão arbitrária joga na lata do lixo a memória de um dos maiores nomes da nossa cidade.

A cultura é uma ferramenta de resistência e transformação social. Um povo sem cultura e sem história é um povo sem memória, sem identidade, sem alma. Felizmente, a população de Jeremoabo não se cala diante dessa injustiça. O atual prefeito, Tista de Deda, tem demonstrado um compromisso firme com a preservação das nossas raízes e tradições. Seu projeto de resgate histórico é essencial para garantir que futuras gerações conheçam e valorizem nossa história.

Diante disso, cabe a nós, jeremoabenses, apoiar essa iniciativa e nos engajar na reconstrução do que foi perdido. A preservação da história de Jeremoabo não é apenas uma questão política, mas sim uma responsabilidade coletiva. É um compromisso com o passado, com o presente e com o futuro da nossa cidade.

Jeremoabo não esquece. E não perdoa aqueles que tentam apagar sua história.

Atraso no Orçamento pode ‘limar’ chances de Lula em 2026, alertam aliados

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O presidente Lula (PT)16 de fevereiro de 2025 | 09:20

Atraso no Orçamento pode ‘limar’ chances de Lula em 2026, alertam aliados

brasil

A crise das emendas parlamentares, que travou o Orçamento de 2025 – por ora sem previsão para ser votado, enquanto não houver entendimento com o Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter impacto direto nas eleições de 2026, avalia a base aliada no Congresso. Lideranças políticas que conversaram com a Coluna do Estadão dizem que o impasse entre os Poderes tem potencial para “limar” as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O cálculo é simples: a gestão petista precisa fazer entregas neste ano para tentar conquistar o eleitorado, mas a demora em aprovar a peça orçamentária atrasará obras e implantação de serviços que poderiam entrar “na conta” de Lula no momento em que ele vê a popularidade do governo despencar. O alerta ganhou força após pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta semana, mostrar Lula em empate técnico com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na simulação de segundo turno. Para piorar o cenário, o Datafolha divulgado na sexta-feira, 14, apontou a pior avaliação do governo Lula em suas três gestões, 24%. E reprovação recorde, também, 41%.

Líderes governistas avaliam que o Palácio do Planalto, mais do que nunca, precisará atuar junto ao Supremo para que se chegue a um acordo sobre a liberação das emendas. Boa parte dos recursos está congelada por decisão do ministro Flávio Dino, que exige transparência do Congresso na destinação do dinheiro.

A dor de cabeça pela falta de aprovação do Orçamento é generalizada entre parlamentares. Deputados e senadores ficaram constrangidos nos últimos dias ao receberem em Brasília os prefeitos eleitos em outubro sem poder dar o mínimo de previsibilidade sobre verbas de emendas para os municípios. Os prefeitos atuam como cabos eleitorais nas corridas presidenciais, e a insegurança sobre o andamento dos projetos é outro problema para Lula, em relação ao empenho que os aliados vão demonstrar nos municípios no pleito de 2026.

A peça orçamentária só vai avançar após os novos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conversarem com o STF sobre as emendas, o que deve ocorrer no dia 27, na véspera do Carnaval. Segundo integrantes do Centrão, aprovar o Orçamento sem um acordo entre o Legislativo e a Corte é fazer um “voo no escuro sem GPS”.

“Os prefeitos têm demonstrado gratidão pelos recursos que já chegaram, mas há um alerta preocupante. As prefeituras estão começando sentir falta dos recursos da saúde e isso pode comprometer o funcionamento de serviços essenciais”, disse o presidente da Comissão Mista do Orçamento, deputado Júlio Arcoverde (PP-PI).

Arcoverde espera a audiência de conciliação entre governo, Congresso e STF. O encontro será decisivo para resolver o impasse. “É contraproducente aprovarmos o relatório da Lei Orçamentária Anual sem a decisão final do STF sobre as emendas. Precisamos de segurança jurídica para garantir um orçamento sólido e responsável. Entendo as dificuldades enfrentadas pelos prefeitos”, afirmou o deputado.

O relatório do Orçamento 2025 está 70% concluído, segundo ele. Mas os ajustes finais dependerão do desfecho das negociações entre os poderes.

Iander Porcella/Roseann Kennedy/EstadãoPoliticaLivre

Tista de Deda e a Missão de Reconstruir Jeremoabo


O prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, assumiu a administração municipal com um grande desafio: resgatar a credibilidade e a confiança do município, que se encontra inadimplente em todos os órgãos tanto do governo federal quanto estadual. Essa situação representa um grande obstáculo para a obtenção de recursos necessários ao desenvolvimento do município.

A inadimplência de Jeremoabo torna difícil a captação de investimentos e financiamentos essenciais para a melhoria da infraestrutura, da saúde e de outros setores. No entanto, com determinação, competência e o apoio de Ministérios e Secretarias, a expectativa é que, aos poucos, a regularização aconteça e a situação se normalize.

Entre as prioridades da gestão de Tista de Deda, destaca-se a reconstrução do Hospital de Jeremoabo, um sonho antigo da população que depende de um sistema de saúde eficiente e bem estruturado. A intenção é garantir que os munícipes tenham atendimento digno e de qualidade, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras cidades em busca de serviços médicos.

Além disso, o prefeito está determinado a solucionar o problema da falta de água nas localidades mais carentes. Seu objetivo é levar abastecimento hídico regular a todas as comunidades, eliminando a dependência de caminhões-pipa, o que trará mais segurança e dignidade à população.

Muitos recursos estão previstos para Jeremoabo, mas o principal desafio é a normalização da inadimplência. O trabalho da atual gestão é incansável, e a expectativa é que, com planejamento e esforço, o município retome sua capacidade de investimento e promova avanços significativos para a população.

Jeremoabo precisa de uma administração séria e comprometida, e Tista de Deda demonstra estar no caminho certo para superar as dificuldades e trazer um novo tempo de desenvolvimento e prosperidade para o município

Trump não fez a América grande, mas encolheu o bolsopatriotism


Imagem

Ao prejudicar o Brasil, Trump enfraquece o bolsonarismo

Josias de Souza
do UOL

Tarcísio de Freitas celebrou o retorno de Trump à Casa Branca, no mês passado, com um vídeo nas redes sociais. Nele, acomodou sobre as orelhas o boné vermelho do movimento Maga —”Make America Great Again”— e declarou: “Grande dia!”. Decorridas três semanas, o governador de São Paulo talvez não se aventure a repetir a cena.

O surto tarifário de Trump não prejudicou apenas o aço do Brasil. A vassalagem de Bolsonaro e seus devotos ao “mito” americano, também feita de aço, virou ponta de estoque no mercado político.

TUDO AO CONTRÁRIO – Trump ainda não fez a América grande de novo. Mas já apequenou o bolsopatriotismo. A vinculação incondicional a Trump tornou-se um esporte antipatriótico de alto risco para a direita brasileira.

Numa de suas primeiras declarações depois da posse, Trump disse que os Estados Unidos não precisam do Brasil e da América Latina. “Eles precisam de nós”, desdenhou.

Carbono de Trump no Brasil, Bolsonaro fez da submissão um objetivo de vida. “Acredito que o Trump gostaria que eu fosse elegível”, declarou. “Tenho certeza de que ele gostaria que eu viesse candidato” em 2026.

NÃO TEM TEMPO -Não é que Trump ignore Bolsonaro. A questão é que, preocupado em presidir o mundo, ele não tem tempo para pensar no capitão. Se pensasse, talvez o ignorasse. Ao passar um ferrolho no mercado americano, prejudicando os negócios do Brasil, Trump deixa o bolsonarismo sem chão.

Mais um pouco e a direita nacional, avessa à China, desconfiará que se assustou com a assombração errada.


Se não se candidatar à Presidência, Lula logo verá que a velhice é boa

Publicado em 15 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Lula será o líder mais velho do G20 após saída de Biden | Jornal de Brasília

A idade não perdoa e chegou a hora de Lula aproveitar

Vicente Limongi Netto

Cai fora, Lula. Já deu. Saia daí. Com grandeza. Nada de reeleição. Passe o bastão para homens públicos mais jovens e operosos.  Como Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas. Estão na fila. Têm todo o direito. Chegou a vez deles de suar a camisa pelo bem do Brasil e dos brasileiros.

Você já beira os 80 anos. O Brasil é imenso. Viagens longas e cansativas. A respiração fica difícil. O folego vai acabando. A paciência, também. Basta de perder o sono e se amolar com o Ibama, com ministros medíocres. Alguns deles nunca foram recebidos por você.

COISA BOA – Já imaginou, Lula, que coisa boa para a saúde será não ouvir mais juras hipócritas de Hugo Motta e Davi Alcolumbre?  Chega de berrar contra os juros altos do Banco Central. Nunca mais vai trocar farpas com Vladimir Putin, Donald Trump, Jair Bolsonaro ou s Maduro. Muito menos ficar avexado com os preços exorbitantes dos alimentos.

Já pensou, Lula, do que você vai ficar livre? A lista é extensa. Segure aí: Nunca mais vai ouvir lamúrias de prefeitos, senadores e deputados. Muitos deles dormem e acordam sonhando com polpudas emendas. A hora é essa.

Aproveite o dinheiro já poupado em sua longa carreira. Boa grana no bolso, troque paletó e gravata pela bermuda e chinelo de dedo.

HÁBITOS BONS – Bote uma mochila nas costas, um chapéu Panamá e vá flanar no mundão de Deus. Com a amorosa Janja a tiracolo. Faça as pazes, mate a saudade dos hábitos bons e antigos, como sentar no boteco da esquina, pedir uma pinga, cerveja e tira gostos. Curtir amigos corinthianos. Fazer churrasco. Tirar selfies.

Falar de tudo. Menos de política. Botar para fora palavrões presos na garganta. Tomar sorvete com os netos. Há quanto tempo você não passeia com eles?

O bom de tudo, Lula é que no dia seguinte você terá o direito de fazer tudo novamente que vem na telha.

BOA VELHICE – Belo artigo do ex-presidente e acadêmico, José Sarney (A velhice é boa”- Correio Braziliense – 14/02). Sarney destaca figuras com mais de 80 anos, felizes e altivos. A começar por ele. Diariamente Sarney saúda e cultiva a vida.  a relação de Sarney estão, entre outros, o Papa Francisco, jurista Ives Gandra Martins, ator Ari Fontoura e atrizes Laura Cardoso e Fernanda Montenegro. 

Peço vênia para acrescentar, ao singelo e amoroso texto de Sarney,  o nome do respeitado e íntegro, José Bernardo Cabral. Ex-ministro da Justiça, ex-senador, ex-relator-geral da Constituinte, que dia 27 de março completa 93 anos de idade. Lúcido, com saúde, trabalhando como consultor jurídico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.


É preciso dar um basta ao país onde celular vale mais do que uma vida

Publicado em 16 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Imagem colorida mostra o ciclista Vitor Medrado - Metrópoles

Vitor Medrado foi morto a tiros por causa do celular

Mario Sabino
Metrópoles

Qual foi a reação do presidente da República ao assassinato do ciclista Vitor Medrado em São Paulo, vítima de ladrões de celular? Até agora, não se ouviu nada de Lula.

Em qualquer país do mundo civilizado, o governante expressaria publicamente a sua indignação com a barbaridade, transmitiria as condolências aos familiares e amigos da vítima e exigira que os culpados fossem capturados e punidos.

DISSE LULA… – Temos, no entanto, o silêncio presidencial. Ou a reprise, nas redes sociais, do vídeo de novembro de 2019 em que Lula diz: “Não posso ver mais jovem de 14 e 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”.

Se a reprise do vídeo é exploração política indevida de uma frase infeliz, que faz pouco caso daquele que é o crime mais comum cometido no Brasil, daquele que é o crime que afeta principalmente gente pobre, para quem celular é patrimônio, daquele que é o crime que ceifa muito mais vidas do lado do assaltado do que do assaltante, este seria o momento de o presidente da República se explicar.

De afirmar que, ao condenar a violência policial, não quis fazer apologia da impunidade, se é que é pensa mesmo assim.

CULPA DO ASSALTADO – No Brasil, um celular vale mais do que uma existência. Do que uma alma. No Brasil, usar um celular na rua é quase cometer suicídio por mãos alheias. É como pedir para ser morto.

A situação é tão espantosa que nos pegamos culpando o assaltado por ele ter sido imprudente a ponto de, veja só que absurdo, responder a uma mensagem enquanto andava na calçada ou falar ao telefone enquanto estava parado no seu carro no semáforo.

Não me venham com a justificativa social. Alegar que é a pobreza que leva ao crime é criminalizar o pobre. O pobre, aqui, também é vítima. A principal, como já foi dito.

PROBLEMA POLÍTICO – O problema não é social, mas político. Estamos nas mãos de governantes relapsos, incompetentes, corruptos e impiedosos.

De gente que passa a mão na cabeça de bandidos por ideologia, como Lula, ou que prega que bandido bom é bandido necessariamente morto por achar que Justiça é vingança, como Jair Bolsonaro. Em nenhum dos casos, ficaremos a salvo de sermos mortos na esquina.

Estamos nas mãos deles porque nos colocamos nas mãos deles, como gado que vai docemente para o abate. Comecei apontando o dedo para Lula, mas agora aponto o dedo para você. O assassinato do ciclista nos coloca outra vez diante da nossa maior questão nacional: a criminalidade. Questão que é também moral.

APENAS LAMENTAR – Você vai apenas lamentar mais uma morte? Você fazer outro textão em rede social e continuar aceitando mansamente que milhares de cidadãos sejam assassinados a cada ano por causa de um celular ou por qualquer outro motivo que vai do fútil ao torpe?

Você vai reagir tão-somente na base do salve-se quem puder, erguendo muros, blindando carros, evitando andar na calçada, escondendo telefone na roupa? Normalizando o que não deve ser normalizado?

Diga o que você, brasileiro como eu, pretende fazer a respeito de um país no qual uma existência vale menos do que um celular. Um país onde todos morremos de medo, esperando não morrer baleados. É preciso dar um basta a este Brasil.


Distraída, a direita aprova leis que seguem princípios da esquerda


Tribuna da Internet | No mundo atual, conceitos de esquerda e direita já  não fazem muito sentido

Charge do Zé Dassilva (Portal NSC)

André Marsiglia
Poder360

Conta o poeta grego Homero, em sua “Ilíada”, que, durante a guerra com Troia, os gregos construíram um grande cavalo e o fizeram entrar na cidade fortificada inimiga como um presente. No oco cavalo havia soldados gregos. Por essa razão se usa até hoje a expressão “presente de grego”, com uma conotação negativa.

Pois bem, há duas leis recentes bastante comemoradas pela direita que considero um presente de grego, um cavalo de Troia, pois, embora contenham uma visão moral de direita, decerto sem querer, estão fundadas em um princípio de esquerda.

AS DUAS LEIS – São elas: a Lei 15.100/2025, que proíbe celulares em escolas, originada do PL 104/15 do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS); e a Lei “anti-funk”, aprovada há alguns dias em Santa Catarina, de autoria do deputado estadual Jessé Lopes (PL-SC) que proíbe nas escolas músicas contendo linguagem vulgar.

A intenção moral das leis é positiva: valorizar a disciplina e o respeito dos alunos no ambiente escolar. No entanto, o princípio norteador das leis é o Estado dizer a pessoas privadas, no caso, nossos filhos, o que podem usar, fazer e ouvir dentro de escolas.

Notem, não são leis que regulam a conduta do professor ou o material público por eles usado, mas a conduta privada dos alunos no intervalo, no recreio, no descanso das aulas.

ESTUDOS RELIGIOSOS – Com base nesse mesmo princípio, a esquerda tem promovido parte de suas pautas. Um bom exemplo foi a tentativa de o Ministério Público proibir os chamados “intervalos bíblicos”, estudos religiosos feitos por alunos nos intervalos de aulas nas escolas de Pernambuco.

O mesmo Estado que interfere na liberdade do aluno ouvir determinada música interferirá na leitura de determinado texto. Mudam as intenções, o princípio é o mesmo: o Estado interferindo no que podem ou não fazer nossas crianças.

Esse princípio de interferência estatal nas liberdades individuais é um clássico das esquerdas: o Estado-pai, o Estado-tutor. Com base nesse raciocínio, as esquerdas têm defendido a proibição de armas a particulares e a regulação agressiva das redes sociais.

SOMOS INCAPAZES? – A ideia é que não somos capazes de reger nossa própria vida e precisamos do Estado para nos auxiliar. As leis trabalhistas e a interferência sindical também estão baseadas nessa mesma lógica de hipossuficiência do homem em sua casa ou em seu trabalho.

Tem sido bastante salutar a voz da direita ser ouvida no Legislativo, trazendo pautas, ideias, vontades, em representação a uma imensa fatia do Brasil. Mas é preciso cuidado para não entregarem à população um presente de grego, não criarem um cavalo de Troia, que traga dentro das leis promovidas pela direita os princípios da esquerda.

Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas