sábado, fevereiro 15, 2025

Se dependesse só da anistia, Bolsonaro já poderia confirmar sua candidatura

Publicado em 15 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Nação em que a prioridade é combater anistia está em falência moral

Charge do Seri (Arquivo Google)

Carlos Newton

O Brasil é um país surpreendente e surrealista em matéria de política. Quando tudo indicava que o ministro Alexandre de Moraes conseguiria condenar Bolsonaro e até prendê-lo no processo a ser aberto pelo chamado inquérito do fim do mundo, aquele que não acaba nunca, o vento virou e agora está inflando as velas da anistia, como uma forte reação às exageradas e ilegais condenações dos vândalos do 8 de Janeiro.

Por tê-los transformado em falsos terroristas e lhes atribuído penas que muitos homicidas nem sonham em pegar aqui no Brasil, Moraes despertou a ira do Congresso, que agora realmente caminha para aprovação do projeto da nova lei da anistia, com apoio irrestrito do presidente da Câmara, Hugo Motta, e de importantes lideranças.

CONVERSA FIADA – Ao contrário do que a imprensa tem propositadamente noticiado, os articuladores da anistia não precisam conseguir 257 votos para aprovar a proposição. Isso é “conversa de cerca Lourenço”, como se dizia antigamente.

Esses 257 votos, que representam a maioria absoluta (metade dos votos, mais um) somente são exigidos quando se trata de lei complementar.

A anistia é um projeto de lei simples, que precisa ter quórum de 257 presentes, mas é considerado aprovado com maioria simples, que no caso será de 129 votos dos 257 deputados em plenário ou que marcaram presença.

CONSEGUIR QUÓRUM – É claro que o ideal mesmo seria conseguir a maioria absoluta de 257 votos a favor, porém fica muito mais difícil.

Na prática, o maior trabalho das lideranças que defendem a anistia será convencer deputados a comparecerem apenas para dar quórum, mesmo votando contra ou se abstendo.

Assim, em tradução simultânea, se os líderes colocarem 257 deputados em plenário, estará feita a coisa.

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P.S. 1
 – A atuação do presidente Hugo Motta pode ser fundamental para aprovação da anistia, porque é ele quem controla o quorum.

P.S. 2 – Para beneficiar Jair Bolsonaro, será necessário incluir na anistia os condenados por participação da trama do golpe e na campanha contra a urna eletrônica. Mas esta é a parte mais fácil. (C.N.)

Lula tem validade perdida e o PT chega envelhecido aos 45 anos


Tribuna da Internet | Afinal, Lula parece ter notado que a utopia do  petismo subiu no telhado

Charge do Nani (nanihumor.com)

César Felício
Valor Econômico

A média de idade dos deputados federais no Brasil em 2022, data da eleição, era 49 anos. É consideravelmente maior que a do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), 35 anos hoje, 33 quando saiu das urnas. Mas é bem menor que a média de idade dos deputados do PT, quase chegando aos 56 anos.

A bancada federal petista é aproximadamente uma geração mais velha do que o parlamentar paraibano.

TEMPOS ATRÁS – O ano padrão de nascimento dos seus integrantes oscila entre 1966 e 1967, época em que estavam sendo constituídos a Arena e o MDB, partidos do regime militar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nem fazia parte da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo .

 Em sua maioria, os deputados petistas eram adolescentes em 10 de fevereiro de 1980, quando, em uma reunião no Colégio Sion, em São Paulo, foi fundado o PT, há exatos 45 anos.

O PT já foi retrato da renovação política no Brasil em suas primeiras décadas, mas desde a ascensão de Lula à presidência, em 2002, passa por um acentuado envelhecimento de suas lideranças, o que sinaliza para problemas de renovação.

MÉDIA DE IDADE – Naquela eleição de 2002, a média de idade dos deputados federais eleitos pelo PT era de 47 anos. A cada eleição essa idade média deu um salto, até chegar a 57 anos em 2018, recuando um ano agora.

Não há informações completa no site da Câmara sobre a data de nascimento dos parlamentares antes de 2002, mas a média etária da diminuta bancada de oito petistas eleita em 1982 era de 38 anos.

Esse PT de cabeça branca enfrenta o dilema de entrar na disputa nacional em 2026 sem nenhuma alternativa minimamente competitiva para substituir Lula, caso o presidente não queira concorrer pela oitava vez em uma eleição presidencial.

MESMO INELEGÍVEL – Em 2018 Lula se candidatou, mesmo inelegível, e foi substituído três semanas antes da disputa pelo atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

A reeleição de Lula em 2026 está longe de ser um cenário improvável, a julgar pelas últimas pesquisas. Mas falta ao PT opções para o longo prazo. Há quem especule com a presença de João Campos (PSB) prefeito do Recife, na sucessão presidencial de 2030, ou do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em 2034. Essa é uma futurologia muito difícil de ser feita em relação ao PT. Não se veem peças de reposição.

O partido que celebra seu aniversário no fim do mês em um evento no Rio de Janeiro cresceu lentamente, teve seu auge entre 2002 e 2012. Há 23 anos foi a legenda mais votada para a Câmara, com um desempenho bastante semelhante ao do PL nas últimas eleições. E em 2012 conquistou seu número máximo de prefeitos.

DESCENDO A LADEIRA – A descida ao vale sombrio se deu entre 2016 e 2020, na esteira da Lava-Jato e do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, que deixaram duas cicatrizes inapágaveis na sigla: corrupção e má gestão na economia.

O partido se reergueu em 2022 quando a maior parte do eleitorado brasileiro preferiu se voltar em direção ao passado do que encarar um futuro com a extrema-direita no comando.

A “União e Reconstrução” do governo Lula era e é o que pode ser apresentado, face à dificuldade do PT de pautar a agenda nacional. Essa é uma dificuldade que se torna naturalmente maior quando se é o partido de um presidente que governa em minoria no Congresso.

TOCANDO O BARCO – Lula depende da antiga base governista de Bolsonaro para ir tocando o barco. Sem entrar no mérito das propostas, as formulações recentes que chamaram a atenção da opinião pública vindas da esquerda partiram do pequeno Psol.

Qual foi a bandeira do PT nos últimos dois anos para tentar ampliar o eleitorado? E aliás qual é exatamente a estratégia? Romper a polarização, fazendo acenos ao Centro? Encarar a polarização como inevitável e apostar no antagonismo com a Direita? Não está claro.

O PT nasceu em 1980 da força do sindicalismo, do catolicismo rural e da intelectualidade que chegou a pegar em armas contra o regime militar.

VEIOS SECARAM – Há um relativo consenso, muitas vezes verbalizado por Lula, de que estes três veios não correm mais nos dias de hoje. De que corrente nacional poderá vir o novo petista? – eis outra pergunta em aberto.

A angústia petista torna-se mais expressiva porque a encruzilhada da esquerda não é um fenômeno puramente brasileiro, como procuram provar cotidianamente Elon Musk e Donald Trump. O avanço da direita deve dar um novo salto ainda este mês, com as eleições na Alemanha. O Canadá deve dar a sua guinada no fim do ano. A Argentina vai consolidar sua conversão em outubro.

Os tempos não são de festa para o PT.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Análise interessante, enviada por Mário Assis Causanilhas. Mostra que a esquerda está em crise. É pena que a ascensão da extrema-direita está sendo feita de uma forma retrógrada, porque tenta eliminar as salvaguardas democráticas adotadas logo após a Segunda Guerra Mundial. Assim, não se pode dizer que não há nada de novo no front ocidental(C.N.)


sexta-feira, fevereiro 14, 2025

Overclean chega ao Tribunal de Justiça da Bahia, diz Metrópoles

 Foto: Divulgação

Nome do juiz é mantido sob sigilo nos documentos da investigação14 de fevereiro de 2025 | 17:23

Overclean chega ao Tribunal de Justiça da Bahia, diz Metrópoles

exclusivas

De acordo com informações da coluna de Igor Gadelha, do site Metópoles, um juiz do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) se tornou alvo de uma sindicância da Corregedoria da Justiça do Estado por possível envolvimento na Operação Overclean. No entanto, o nome do magistrado é mantido sob sigilo nos documentos da investigação.

A Overclean tem o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Política Livre

Ninguém se envergonha de o Brasil ser um dos países mais corruptos

Publicado em 14 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Corrupção - Disciplina - Lingua Portuguesa

Charge do Cícero (Correio Braziliense)

Mario Sabino
Metrópoles

O brasileiro não está preocupado com a vergonha de o Brasil ser apontado como um dos países mais corruptos pelo mundo pela Transparência Internacional, em fato medido, comprovado. Em 2012, estávamos no 69º lugar, entre 180 países. Hoje, estamos na 107ª posição.

Não era honroso, mas não era desastroso. Agora, estamos no nosso devido lugar: o do desastre permanente. Objetivos alcançados, missão cumprida.

CORRUPÇÃO ACEITA – Prisões da Polícia Federal por corrupção despencam quase 80% em 6 anos. Brasileiro gosta de ladrão. Vota em ladrão, tem simpatia por ladrão, solta ladrão. Admira ladrão, homenageia ladrão. As exceções confirmam a regra. O destino.

Estou falando de política, não do ladrão cotidiano, do assaltante, do falso entregador que mata por celular, do chefão da facção criminosa.

Estranhamente, porém, o brasileiro não estabelece relação entre uma coisa e outra. Entre o ladrão da política e o ladrão que inferniza o nosso dia a dia. É como se o segundo não fosse a consequência lógica do primeiro, não fosse o seu espelho.

IGUAIS A ELES – Já presenciei olhinhos que pareciam honestos se revirarem de prazer quase carnal diante de notórios finórios. Quanto não dariam para ser como eles?

Certa vez, em uma roda em São Paulo, ouvi um sujeito dizer para o gáudio dos presentes: “Não preciso mais fazer política, já ganhei dinheiro suficiente”.

Juro. Eu não sabia quem era o gajo, fui informado sob demanda, no privado, de que se tratava de um ex-suplente de senador de um estado do Centro-Oeste, como você não conhece, rapaz? Mas a casa do ex-suplente — espetacular, você precisa ver — era na capital paulista. É.

CULPA DA LAVA JATO – O destino do brasileiro teve um interregno durante a Lava Jato. Aquela operação que cometeu “erros”, como repetem os meus colegas de profissão no aposto obrigatório ao lamentar as condenações revogadas, o produto de roubo devolvido. Lamento profissional, bem entendido, e que até culpa os “erros” da Lava Jato por tudo ter voltado a ser como sempre foi ou até pior.

Vamos deixar de conversa mole e adentrar a conversa dura: o grande “erro” da operação foi ter investigado, processado e prendido ladrão graúdo, de empresário a político, aproximando-se perigosamente das togas.

A Justiça brasileira tratou de consertar esse erro, de nos tirar do desvio e de impedir que ele se repita. Era perigo da extrema direita, ameaça para a democracia, já passou. É o nosso destino: a cobiça. É a história, é a sociologia, é a formação, é o caráter nacional.

CARÁTER NACIONAL – Em Paulo Prado, “Retrato do Brasil”, está lá: “Corsários, flibusteiros, caçulas das antigas famílias nobres, jogadores arruinados, padres revoltados ou remissos, vagabundos dos portos do Mediterrâneo, anarquistas e insubmissos às peias sociais – toda a escuma turva das velhas civilizações, foi deles o Novo Mundo”.

O que resta? Paulo Mendes Campos, o Paulinho amigo, lá de 1961, em crônica: “Resta por fim como espantalho gritantemente brasileiro, vergonhosamente brasileiro, o pobre, nosso compatriota de pé no chão, destroçado pelos parasitas, cegado pelo tracoma, morando em casebres de barro, palafitas, mocambos, favelas, cobertos de feridas, analfabeto, mal alimentado, vestido de farrapos, pobre criatura humana, pobre bicho humano, pobre coisa humana, pobre brasileiro humano”.

Mas vamos deixar de sentimentalismos. Se pudesse, o nosso compatriota de pé no chão roubaria também.

Tista de Deda em Brasília: Parcerias e Novas Conquistas para JEREMOABO!

 ASCOM da Prefeitura de Jeremoabo






Tista de Deda em Brasília: Parcerias e Novas Conquistas para JEREMOABO!

O prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, e a secretária de governo, Anabel Carvalho, participaram do Encontro Nacional de Novos Prefeitos, realizado em Brasília nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro. O evento, promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e pelo Governo Federal, reuniu gestores de todo o Brasil para discutir políticas públicas, trocar experiências e acessar programas e recursos federais que impulsionarão o desenvolvimento municipal.

A agenda foi intensa e estratégica. Durante o evento, Tista e Anabel se reuniram com os senadores da República Ângelo Coronel e Otto Alencar, dois grandes parceiros de Jeremoabo, para tratar de investimentos essenciais para a infraestrutura, saúde, educação e abastecimento de água do município. Além disso, tiveram um encontro fundamental com André Ceciliano, Secretário Nacional de Assuntos Federativos do Governo Lula, para alinhar novos projetos e buscar apoio para a reconstrução da cidade.

Compromisso com a reconstrução de Jeremoabo

A participação no encontro reafirma o compromisso da gestão de Tista de Deda em buscar parcerias sólidas e garantir que Jeremoabo tenha um novo tempo de crescimento e qualidade de vida.

"Nosso papel como gestores é estar sempre em movimento, buscando oportunidades e recursos para melhorar a vida do nosso povo. Não mediremos esforços para reconstruir Jeremoabo e trazer desenvolvimento para nossa cidade. Esse é um tempo de trabalho, de conhecimento e de grandes conquistas”, destacou Tista de Deda.

A secretária de governo Anabel Carvalho, que acompanhou de perto as reuniões e articulações, reforçou o compromisso da equipe: "Estamos buscando os melhores caminhos para que Jeremoabo avance. Esse encontro foi essencial para alinharmos novos projetos e aproximarmos ainda mais o município do Governo Federal e das grandes lideranças políticas do país.”

Com essa agenda intensa em Brasília, Tista sae do evento com novas perspectivas e importantes conquistas que serão transformadas em ações concretas para o povo de Jeremoabo. É tempo de trabalho, de união e de reconstrução!

Ilusão Também Se Vive: O Sonho Perdido de Deri do Paloma e Sua Gadaiada

 Acabou de ser julgado no STF o processo com a ´ltima bala de prata do ex-prefeito Deri do Paloma.

5 x 0 - Tchau.




Ilusão Também Se Vive: O Sonho Perdido de Deri do Paloma e Sua Gadaiada

A esperança é um sentimento nobre, mas, quando alimentada por ilusão, pode se transformar em uma simples fantasia distante da realidade. E assim segue o ex-prefeito Deri do Paloma e seu grupo de seguidores, vivendo um devaneio político que beira o delírio. Acreditam piamente que ainda podem retomar o controle da Prefeitura de Jeremoabo, colocando seu sobrinho, derrotado nas últimas eleições, na cadeira de prefeito.

Porém, a realidade se impõe: a derrota nas urnas foi clara, inequívoca e inquestionável. O povo de Jeremoabo demonstrou que deseja avançar e não retroceder ao caos administrativo que marcou a gestão de Deri. A ideia de que seu sobrinho ainda pode assumir a prefeitura antes de 2032 é apenas um sonho distante, pois Tista de Deda foi eleito democraticamente e governará pelo tempo que a lei permitir.

Caso o sobrinho de Deri do Paloma ainda deseje disputar novamente, sua chance virá apenas em 2032, quando Tista encerrar seu mandato. Mas há um detalhe importante: é preciso primeiro acertar suas pendências com a Justiça, que ainda são um grande obstáculo para suas pretensões políticas. Sem resolver essas questões, qualquer candidatura será inviável.

Enquanto isso, a "gadaiada" segue fiel, agarrada a um passado que o povo rejeitou. O grupo político de Deri ainda insiste em discursos vazios e promessas irreais, na esperança de um milagre eleitoral que não virá. A política é dinâmica, e a vontade popular prevalece sobre os desejos individuais.

Jeremoabo segue em frente, sob nova administração, com um futuro promissor e esperanças renovadas. Para Deri e seus aliados, resta apenas a ilusão de um retorno que nunca acontecerá – ao menos, não antes de 2032, e ainda assim, com grandes ressalvas. Como dizem, "iludir-se também é viver", mas a realidade sempre acaba vencendo.




Polícia Federal autoriza concurso com mil vagas para carreira policial

 Foto: Divulgação/Arquivo

Polícia Federal autoriza concurso com mil vagas para carreira policial14 de fevereiro de 2025 | 11:49

Polícia Federal autoriza concurso com mil vagas para carreira policial

brasil

A Polícia Federal (PF) autorizou a realização de concurso público para mil novas vagas na área policial. A medida está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (14).

As vagas autorizadas para cinco cargos da Polícia Federal são:

· 120 para o cargo de delegado;

· 69 para perito criminal federal;

· 630 vagas para agente

· 160 para escrivão;

· 21 para papiloscopista.

Inscrições
O prazo para a publicação do edital de abertura de inscrições para o concurso público será de até seis meses, ou seja, até agosto, contados da publicação da portaria nesta sexta-feira. O documento é assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

Em publicação na rede social X, a corporação avisa que foi autorizado o concurso para a carreira administrativa. No fim de janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou a realização de um novo concurso da Polícia Federal para preenchimento de duas mil novas vagas, ampliando o número de integrantes da corporação de 13 mil para 15 mil policiais.

Na ocasião, Lewandowski previu que a entrada efetiva dos aprovados no concurso público deve ocorrer até o fim deste ano ou em 2026.

Daniela Almeida/Agência Brasil

Faroeste: para evitar ‘desassossego’ no TJ-BA, STJ mantém afastamento de desembargadora e juíza

 Foto: Divulgação/Arquivo

Tribunal de Justiça da Bahia14 de fevereiro de 2025 | 08:54

Faroeste: para evitar ‘desassossego’ no TJ-BA, STJ mantém afastamento de desembargadora e juíza

bahia

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou, nesta quinta-feira, 13, o afastamento cautelar de uma desembargadora e uma juíza do Tribunal de Justiça da Bahia, investigadas no âmbito da Operação Faroeste. A desembargadora Maria do Socorro Barreto e a juíza Marivalda Almeida Moutinho são rés por suposta venda de decisões judiciais e, desde fevereiro do ano passado, estão afastadas das funções públicas.

Para o relator da ação penal, ministro Og Fernandes, o retorno das magistradas poderia causar “instabilidade” e “desassossego” no Tribunal da Bahia. Iniciada em 2019, a Operação Faroeste revelou o funcionamento de uma suposta organização criminosa envolvendo membros da cúpula do Judiciário na Bahia.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a organização atuava com a venda de decisões judiciais que legitimavam a grilagem de terras no oeste baiano. Além de desembargadores e juízes, a Procuradoria Federal denunciou advogados, auxiliares e produtores rurais.

A prorrogação do afastamento se deu por meio de uma questão de ordem na Ação Penal 940, apresentada pelo relator do caso durante a sessão da Corte Especial. O ministro ressaltou que o afastamento das magistradas, determinado em fevereiro de 2024, estava previsto para acabar neste mês. Ele defendeu a manutenção da medida cautelar ao considerar que os fatos supostamente criminosos ainda não foram julgados.

“Não há excesso de prazo injustificável em detrimento do afastamento cautelar dos cargos ocupados pelas magistradas. Mostra-se pertinente acrescentar que esta ação penal envolve 15 réus, entre desembargadores, juízes, servidores públicos, advogados, empresários e outros”, defendeu.

Nesse mesmo sentido, o ministro destacou que a acusação envolve um possível desmantelamento de uma organização criminosa estruturada no âmbito do Poder Judiciário, com suposta lavagem de capitais em grande escala. Ele justificou a demora na resolução do processo, dado o tamanho da operação, com elevado número de acusados, e com “incontáveis documentos, diligências e providências imprescindíveis à sua instrução, afastando-se, pois, qualquer suposição de ilegalidade das medidas cautelares por excesso de prazo”.

Fernandes também relembrou que a desembargadora Maria do Socorro Barreto foi denunciada pelo MPF na Ação Penal 985, recebida pelo STJ em abril de 2024. Além disso, citou que as duas magistradas também foram denunciadas, com outras 14 pessoas, no Inquérito 1657/DF.

“Esse panorama demonstra que, não obstante as ações penais e os inquéritos estejam avançando, não é possível afirmar que a apuração dos graves fatos denunciados foi concluída. Logo, não é recomendável permitir que as rés reassumam suas atividades neste momento, pois o retorno pode gerar instabilidade e desassossego na composição das decisões e na jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia”, defendeu.

O Estadão tentou contato com a defesa da desembargadora Maria do Socorro Barreto e da juíza Marivalda Almeida Moutinho, mas até a publicação da reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto.

Estadão ConteúdoPoliticaLivre

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