quinta-feira, março 21, 2024

STF tem reviravolta e derruba revisão da vida toda do INSS

 Foto: Divulgação/STF

Plenário do Supremo Tribunal Federal21 de março de 2024 | 18:50

STF tem reviravolta e derruba revisão da vida toda do INSS

BRASIL

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubaram a revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pouco mais de um ano depois de aprovar a tese.

A reviravolta é uma derrota aos segurados e pode representar um alívio nas contas do governo federal, que deixará de gastar em torno de R$ 480 bilhões. Os números constam do anexo de riscos fiscais da PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024.

A decisão foi tomada em julgamento nesta quinta-feira (21), em análise de duas ações de 1999, que discutia a reforma da Previdência do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Por maioria, a tese aprovada pela corte em 2022 foi derrubada.

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubaram a revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pouco mais de um ano depois de aprovar a tese.

A reviravolta é uma derrota aos segurados e pode representar um alívio nas contas do governo federal, que deixará de gastar em torno de R$ 480 bilhões. Os números constam do anexo de riscos fiscais da PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024.

A decisão foi tomada em julgamento nesta quinta-feira (21), em análise de duas ações de 1999, que discutia a reforma da Previdência do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Por maioria, a tese aprovada pela corte em 2022 foi derrubada.

Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar. Ele disse ser a favor de manter a constitucionalidade do fator previdenciário e defendeu a vida toda. Em seus argumentos, a regra da reforma de 1999 prejudicou os segurados que já estavam contribuindo para o INSS e beneficiou quem ainda iria entrar no sistema, o que seria inconstitucional.

“Obviamente houve um erro na aplicação da regra de transição”, disse, e leu a tese da revisão aprovada em dezembro de 2022: “O segurado que implementou as condições para o benefício previdenciário após a vigência da lei de 9.876/99 e antes da vigência das novas regras constitucionais introduzidas pela EC 103/19 tem o direito de optar pela regra definitiva caso esta seja mais favorável”.

Zanin discordou. Para ele, o fator é constitucional e, com isso, a revisão da vida toda não é possível. Luís Roberto Barroso, responsável por essa tese, votou com Zanin, assim como o recém-empossado Dino.

“Nós não podemos aqui confirmar a constitucionalidade do artigo 3º e dizer que essa regra seria uma opção. Ora justamente foram previstas três regras específicas, inclusive uma de transição, justamente para se preservar o equilíbrio do sistema previdenciário, é o que está na Constituição”, diz Zanin.

“Todas as reformas da Previdência, infelizmente, não vêm para melhorar a vida do segurado, elas vêm para agravar a vida do segurado, porque os sistemas precisam ser minimamente sustentáveis”, afirmou Barroso.

Os ministros Luis Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Flávio Dino seguiram o voto de Zanin. Relator da ação, o ministro Nunes Marques ajustou o voto ao final e ficou com a maioria.

Foram vencidos os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

O QUE É A REVISÃO DA VIDA TODA?

É um processo judicial no qual os aposentados do INSS pedem para incluir salários antigos —pagos em outras moedas que não o Real— no cálculo da aposentadoria.

O motivo pelo qual se discute o direito à correção é a aprovação da lei 9.876, de 1999, que criou o fator previdenciário e mudou a regra de cálculo da média salarial, base dos benefícios do INSS.

A reforma da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso trouxe regra de transição que beneficiou novos segurados e prejudicou parte dos que já estavam no mercado de trabalho.

Pela lei, quem se filiou à Previdência até 26 de novembro de 1999 tem a média salarial calculada com as 80% das maiores contribuições a partir de julho de 1994, quando o Plano Real passou a valer.

Mas quem passou a contribuir com o INSS a partir de 27 de novembro de 1999 e atingiu as condições de se aposentar até 12 de novembro de 2019 tem a média calculada sobre os 80% maiores salários de toda sua vida laboral —por isso, vida toda.

QUEM TERIA DIREITO À REVISÃO DA VIDA TODA?

Podem ter direito à revisão trabalhadores que se aposentaram nos últimos dez anos, desde que seja entre 1999 e 2019, e tinham salários maiores, que não foram considerados no cálculo do benefício por serem mais antigos.

Há, no entanto, perfis de trabalhadores que ganhavam menos e, que, por só ter pagamentos anteriores a 1994, também podem ser beneficiados.

Para quem não entrou na Justiça, a correção só pode ser solicitada em até dez anos, contados a partir do mês seguinte ao primeiro pagamento do benefício.

Se o pagamento da primeira aposentadoria foi feito em novembro de 2014, por exemplo, o prazo para pedir uma revisão de cálculo se encerra em dezembro de 2024.

Outro ponto a se observar é que o benefício precisa ter sido concedido com base nas regras da lei 9.876, de novembro de 1999.

Os pagamentos feitos à Previdência em outras moedas antes do real são considerados apenas na contagem do tempo total de contribuições, ou seja, os valores não entram no cálculo da média salarial, que é a base do benefício.

Segundo o escritório Arraes & Centeno Advocacia, a revisão da vida toda pode existir para quem já recebeu ou recebe quase todos os benefícios do INSS, desde que com as regras aplicadas anteriores à Reforma de 2019. Pode solicitar o cálculo da revisão quem:

  • se aposentou por idade
  • se aposentou por tempo de contribuição
  • se aposentou pelo tempo especial
  • se aposentou por invalidez
  • se aposentou como PCD
  • recebeu o auxílio-doença
  • recebe a pensão por morte
  • recebeu o auxílio-acidente

O aposentado precisa se encaixar nos seguintes requisitos:

  • Filiou-se ao INSS (contribuindo com carteira assinada ou de forma individual) antes de julho de 1994
  • Realizou parte considerável das suas contribuições mais altas ao INSS até julho de 1994 e, depois, concentrou recolhimentos sobre valores mais baixos
  • Recebeu o primeiro pagamento da aposentadoria há menos de dez anos (prazo máximo para exercer o direito à revisão do benefício)
  • Aposentou-se antes do início da última reforma da Previdência, em novembro de 2019
  • Teve o benefício concedido com base nas regras da lei 9.876, de 1999

Ana Paula Branco/Cristiane Gercina/Folhapress

Após depoimentos de militares, Mourão questiona se ‘pensar em dar golpe é crime’

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Antonio Hamilton Mourão - Tudo Sobre - Estadão

Mourão acha que o golpe foi planejado, mas não ocorreu

Nicholas Shores
Veja

Ex-vice-presidente da República, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou ao Radar que, “quando você vai espremer” os depoimentos de ex-comandantes de Forças Armadas à Polícia Federal (PF) sobre uma trama golpista para manter Jair Bolsonaro no poder depois da derrota na última eleição, “vai ficar a discussão se pensar em dar um golpe é crime ou não”.

“Em relação ao disse-me-disse, tititi todo aí, reuniões no Palácio da Alvorada no final de 2022, é um processo em que fulano diz A, sicrano diz B… Vamos aguardar o final dessa investigação”, disse o general da reserva do Exército.

“Só que Estado de Sítio e Estado de Defesa não é golpe. Golpe é: você toma o poder, fecha o Congresso e, depois, você organiza. Como, por exemplo, Getúlio (Vargas) fez em 1937”, acrescentou.

ALIJADO DO PROCESSO – Mourão afirmou que já estava “alijado” do processo de tomada de decisão de Bolsonaro desde muito antes das reuniões no Alvorada em novembro e dezembro de 2022 com o general Paulo Sérgio Nogueira, então ministro da Defesa, e o general Freire Gomes, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior e o almirante Almir Garnier Santos, que, à época, comandavam o Exército, a Aeronáutica e a Marinha, respectivamente.

“Naquela reunião que aparece filmada, em julho (de 2022), quem está sentado do lado do presidente (Bolsonaro) na função de vice era o Braga Netto. Mostra bem que eu estava fora do processo”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mourão tem um grave defeito. É um militar que defende tortura, e essa circunstância mostra que não honra a farda. Mesmo assim, é muito melhor do que Bolsonaro. Mourão nada tem a ver com o golpe, já estava rompido com Bolsonaro há séculos, e sua opinião merece ser ouvida. Afinal, que dia ocorreu a tal tentativa de golpe? E o horário? Foi de dia ou na calada da noite? Também tenho dúvidas democráticas a respeito. (C.N.)


No Brasil, as pessoas honestas estão fadadas sempre a pagar a conta alheia

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

A honestidade é uma forma de se ser conscientemente modesto. - Vergílio Ferreira - Frases

Vergilio Ferreira é um dos maiores escritores de Portugal

Luiz Felipe Pondé
Folha

A expressão “true crime”, conhecida de quem gosta de produções audiovisuais baseadas em crimes verdadeiros, ou documentários mesclados com narrativas ficcionais, pode descrever situações bem mais estranhas do que as ficções que passam nos streamings. E, por isso mesmo, podem parecer mais absurdas.

Vou narrar uma para você hoje. Nada de países europeus ou EUA, nem envolve assassinatos ou serial killers. Nenhum caráter espetacular, mas humilhantemente real e com cara de Brasil mesmo.

NUM SÁBADO – Imagine um empresário de médio porte, com um negócio que atende o que se chamaria no passado de “classe operária”, na época do Lula 1 e 2, “classe C”, hoje, apenas, classes menos favorecidas, mas que consegue ir às compras no final de semana na periferia de São Paulo.

Agora imagine que um dia normal de sábado, loja cheia de felicidade, mulheres alegres comprando o que podiam, maridos de cara feia, com aquela preguiça atávica que homens, normalmente, têm com lojas em geral, crianças correndo, vendedores pensando nas comissões, o empresário pensando que ia conseguir pagar salários, FGTS, férias, pagar os 150 boletos mensais —incluindo os enormes impostos—, e, claro, as propinas dos fiscais amigos. Um sábado feliz, enfim.

De repetente, uma gangue mascarada invade a loja, fecha as portas, e começa o assalto. Homens gritando que iam matar todo mundo, estuprar as mulheres. Correm e põem uma arma na boca do empresário, ameaça diretamente sua secretaria, levantando sua saia com uma das suas metralhadoras.

ROUBAM OS CHEQUES – “Infelizmente”, no cofre não tinha quase nenhum dinheiro em espécie. Mas, para a sorte dos bandidos –aqueles mesmos que alguns inteligentinhos consideram “vítimas sociais”–, no cofre havia muitos talões de cheques virgens da PJ [pessoa jurídica]. Roubam todos. Roubam dinheiro e cartões de créditos dos clientes e funcionários – na época, celulares não eram ainda comuns.

Quebram muitos móveis, aparelhos de TV, batem nalgumas pessoas, ameaçam de morte o empresário dizendo: “a gente sabe onde você mora, viu, seu milionário? Vamos pegar sua mulher e sua filha e dar uns tratos nelas”. E vão embora. O sábado foi perdido.

Os mais jovens talvez não saibam o risco que era ter talões de cheques roubados, mas vou explicar. Os ladrões saiam comprando com os cheques, e muita gente não checava a “fonte” do cheque. Em sendo de PJ, o risco era maior ainda.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA – Nosso personagem “empresário”, que de milionário não tinha nada, fez boletim de ocorrência como manda o figurino. Tudo certinho, mas, como reza a cartilha nacional, nessas terras de Lula, Bolsonaro e seus capangas, o cidadão comum nunca está protegido em situação alguma.

Não há garantias, nem se você fizer a liturgia para o caso em questão. Pouco importa o que os poderosos vomitem, o Brasil só tem leis para quem não faz happy hour com os poderosos em Brasília. Para os amigos tudo, para os inimigos a lei.

Algum tempo depois, nosso empresário é intimado a comparecer diante da “justiça”. E por quê? Uma empresária de uma cidade do interior havia recebido um dos cheques roubados como pagamento de uma compra grande feita por um dos integrantes da gangue que roubara os talões no assalto descrito acima. Ela recorreu à “justiça” para que o empresário roubado fosse obrigado a pagar o cheque. E o que aconteceu? O juiz determinou que a vítima do assalto pagasse o cheque roubado. Você não acredita?

JUSTIÇA SOCIAL – Muita gente no Brasil e no “judiciário” gosta de fazer “justiça social” com o chapéu alheio. Pouco importou os apelos da vítima do assalto, que era um absurdo ele ter que pagar um cheque que lhe fora roubado, o que ele ouviu foi que seria melhor para ele pagar aquele cheque do que se o processo seguisse adiante porque, nesse caso, sairia ainda mais caro para ele, que ainda perderia ao final com certeza.

Moral da história: o empresário foi assaltado, teve um enorme prejuízo, teve que pagar o advogado e ainda pagar o cheque que o ladrão passou na loja da empresária que não se deu ao trabalho de checar o cheque de uma PJ.

Último ato: fechou a loja, demitiu todo mundo e foi embora do país. No Brasil, gente honesta só se ferra.

É desanimador notar que quase todos os bolsonaristas iriam apoiar o golpe


Charge Clayton | Charges | OPOVO+

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Hélio Schwartsman
Folha

Os depoimentos do general Antônio Freire Gomes e do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior dão cor e textura à tentativa de golpe capitaneada por Jair Bolsonaro e seus seguidores, mas não creio que mudem muito as perspectivas penais do ex-presidente.
O Supremo, afinal, em todas as decisões relativas aos ataques de 8 de janeiro, já dera sinais de que uma eventual condenação de Bolsonaro era questão de tempo. Um placar de 9 a 2 me parece verossímil.

ELEITORES CONFUSOS – As falas dos dois ex-comandantes também não devem mudar muito o pensamento dos cerca de 25% de eleitores que se dizem bolsonaristas convictos. Já comentei aqui o trabalho do psicólogo Drew Westen, que mostra que militantes políticos parecem sentir prazer sempre que conseguem apaziguar uma dissonância cognitiva relativa a seu líder. Os circuitos cerebrais utilizados, os sistemas de recompensa, são os mesmos envolvidos na dependência de drogas.

A grande dúvida é sobre como reagirão os eleitores que, sem ser bolsonaristas radicais, engrossavam a votação no capitão reformado. Para esse grupo, dissonâncias cognitivas às vezes levam a mudanças de posição.

Pelo Datafolha, 74% dos brasileiros dizem que a democracia é sempre a melhor forma de governo. Conciliar tal convicção e os depoimentos dos dois oficiais-generais com as atitudes do ex-presidente pode ser desafiador para quem não despreza fatos nem a lógica.

E OS POLÍTICOS – Outra incógnita diz respeito aos políticos que se perfilavam ao lado de Bolsonaro. Para uma parcela deles, que devem quase todos os seus votos ao capitão reformado, é muito difícil desligar-se do ex-presidente sem alijar a maior parte da sua base. É pouco provável que rompam com o golpista frustrado.

Mas, para lideranças que não estão tão umbilicalmente ligadas ao ex-presidente, um afastamento é não apenas factível como necessário.

Deixar de fazê-lo significará normalizar o golpe de Estado, o que seria muito ruim para a democracia.

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P.S. –
 Acredito que Hélio Schwartsman esteja certo no seu cálculo. Quase todos os bolsonaristas apoiariam um golpe de estado, para se livrarem de Lula e do PT. O tema é irresistível e vamos abordá-lo novamente. (C.N.)


Mercado confia mais em Campos Neto do que em Lula, diz uma nova pesquisa

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Jorge Braga - 09/05/2023 | O Popular

Charge do Jorge Braga (O Popular)

Deu na Folha

Para os fundos de investimentos, não há comparação: Roberto Campos Neto é mais confiável do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em pesquisa realizada pela plataforma de investimentos Genial e pela empresa de inteligência de dados Quaest, 81% dos gestores, economistas, traders e analistas do mercado responderam “confiar muito” no presidente do Banco Central. Apenas 1% tem a mesma visão de Lula.

Para 96% dos entrevistados, o presidente é “pouco ou nada” confiável. Quanto a Campos Neto, o índice cai para 2%.

NOVA PESQUISA – Os números fazem parte da pesquisa “O que pensa o mercado financeiro”, que já havia sido realizada pelas duas empresas em novembro do ano passado. Os dados foram coletados por entrevistas online e por meio de respostas a questionários de 14 a 19 de março deste ano.

Dos 101 fundos com sedes em São Paulo e Rio de Janeiro, 64% têm visão negativa do governo Lula, um aumento de 12% em relação à pesquisa anterior. São 30% os que qualificam como “regular” a atual administração e 6% têm visão positiva.

Também nesse quesito, a avaliação do mercado financeiro é muito mais favorável a Campos Neto. Na pergunta “como avalia a atuação do presidente do Banco Central desde o começo de 2023”, 94% responderam como “positiva” e apenas 1% como “negativa.”

TAXAS DE JUROS – Lula vive às turras com Campos Neto desde o início do seu mandato. Ele se irrita com o que considera excessiva resistência do Banco Central em reduzir as taxas de juros.

Na semana passada, acusou o presidente do BC de “contribuir para o atraso do crescimento econômico” do país. “Não tem nenhuma explicação os juros da taxa Selic estarem em 11,25% [ao ano]. Não existe nenhuma explicação econômica, nenhuma explicação inflacionária, não existe nada, a não ser a teimosia do Banco Central em manter essa taxa de juros”, disse ele, em entrevista ao SBT.

Nesta quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC, voltou a se reunir para discutir a Selic e deciciu uma queda de 0,5 ponto percentual, o que levou os juros 10,75% ao ano.

HADDAD POPULAR – A popularidade do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também é bem superior à de Lula: 64% avaliam seu trabalho como positivo, enquanto 12% veem como negativo.

Apesar disso, os fundos de investimento são descrentes de que o governo vai atingir o déficit zero neste ano, uma das bandeiras de Haddad na Fazenda: 99% não creem que isso vá acontecer. Mesmo assim, 51% consideram que o ministro está mais forte agora do que no início do mandato e 14%, menos forte.

O maior temor do mercado é o intervencionismo do governo federal na economia. Para 50% dos entrevistados, este é o maior risco para o governo Lula, mais do que o dobro em relação a estouro da meta fiscal (23%). Bem superior também à perda de popularidade do presidente (19%), baixo crescimento (3%), deterioração no cenário externo (2%), confronto com o Congresso Nacional (2%) e volta da inflação (1%).

DIREÇÃO ERRADA – Apenas 19% dos integrantes de fundos de investimento esperam que a inflação aumente neste ano, e a maior parte (46%) acredita em redução. São 36% os que possuem expectativa de índice semelhante ao de 2023 (4,62%).

As opiniões são pessimistas também quanto ao rumo da economia: 71% consideram que a política econômica está na direção errada.

No cenário para os próximos 12 meses, 47% avaliam que a economia vai seguir como está hoje, 32% que continuará igual, e 21% acreditam na piora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Esse tipo de pesquisa vale quase nada, porque os gestores dos fundos de pensão torcem por juros altos, para aumentar seus lucros. Roberto Campos Neto é homem de mercado e defende o mercado. Lula decidiu enfrentá-lo, ao invés de cativá-lo. E o resultado foi a farra dos juros, que eleva muito a dívida. Nem sempre Lula está errado quando defende queda dos juros. Por falar nisso, e os juros nos cartões de crédito, que ainda podem chegar a 430% ao ano?  (C.N.)

Revelando a Maldição dos Capuchinhos: Jeremoabo, Uma Cidade à Mercê da Corrupção e da Intimidação

 

                                          Foto Divulgação Fundação 1º de Maio


Ao observar o movimento na praça próxima à minha casa, um pensamento irônico me ocorreu, trazendo à mente uma antiga história sobre Jeremoabo. Dizia-se que a cidade estava sob uma maldição dos capuchinhos, destinada a condená-la a crescer apenas "como rabo de cavalo para baixo". Uma metáfora sinistra que, lamentavelmente, parece ter se concretizado nos tempos atuais.

A Maldição em Ação:

Os eventos atuais na cidade parecem confirmar a persistência dessa maldição. A administração municipal é frequentemente marcada por escândalos de corrupção que corroem os recursos públicos destinados à saúde, educação e infraestrutura. Obras começadas e nunca terminadas, ruas esburacadas, falta de saneamento básico e descaso com os serviços públicos são apenas algumas das feridas abertas em Jeremoabo e denunciadas pelos vereadores da oposição

Ameaça à Liberdade de Imprensa:

Como um observador preocupado e defensor da verdade, busquei divulgar informações cruciais através do meu blog., reproduzi inqueritos e denúncias contra figuras proeminentes, desde ex-presidentes da República até desembargadores e juízes, expondo suas visões e ações dentro dos limites éticos da liberdade de expressão. No entanto, ao expor supostas irregularidades de um servidor da justiça lotado no fórum de Jeremoabo, me vi alvo de um processo judicial intimidatório, uma clara tentativa de silenciar a crítica e sufocar a imprensa independente.

Conclusão:

O caso que vivenciei não é isolado, mas sim representativo do ambiente tóxico que assola Jeremoabo. Uma cidade que parece estar aprisionada em um ciclo vicioso de má gestão e medo da verdade. No entanto, como cidadãos conscientes e comprometidos, temos o poder de romper esse ciclo. Devemos nos unir em busca de um futuro melhor para Jeremoabo, onde a transparência, a justiça e o bem-estar da comunidade sejam prioridades inabaláveis. Afinal, é somente através da resistência coletiva que podemos desafiar e superar as maldições que nos assombram.

Querer usar o sistema judiciário para tentar silenciar a imprensa é um atentado contra a democracia e a liberdade de imprensa.

 



Recebi uma intimação devido ter republicado uma representação de advogados contra um servidor da Justiça, Leonardo Bitencourt de Hungria, por supostas irregularidades. Essa ação resultou na abertura de um processo no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), denominado TJ-PSI-2019/09364.

A decisão preliminar desse processo foi favorável ao servidor, reconhecendo a prescrição da pretensão punitiva estatal e declarando extinta a punibilidade dele.

Salvo melhor juizo, esse processo foi extinto sem resolução de mérito

No entanto, interpreto essa intimação como uma tentativa de intimidar o jornalista que cumpre seu dever de levar notícias ao conhecimento público. Querer usar o sistema judiciário para tentar silenciar a imprensa é um atentado contra a democracia e a liberdade de imprensa.

O atentado à democracia é profundamente preocupante. A liberdade de expressão é um pilar fundamental da democracia, e intimidação de jornalistas que cumprem seu dever de levar notícias ao público é um ataque direto a esse pilar.

É inaceitável que um servidor público utilize a justiça para tentar silenciar críticas legítimas. Essa atitude configura um abuso de poder e demonstra uma total falta de compromisso com os princípios democráticos.

. É necessário que medidas sejam tomadas para garantir que a liberdade de expressão seja protegida e que jornalistas possam exercer seu trabalho sem medo de represálias.

Com todo prazer compareçerei à audiência e lutarei por meus direitos. Minha voz é importante e precisa ser ouvida. A liberdade de imprensa é um direito fundamental de todos os cidadãos, e é nosso dever defendê-la.

Continuarei exercendo meu direito de se expressar livremente.

Não deixarei que o medo impeça-me de falar o que penso. A liberdade de expressão é um direito fundamental, e é essencial que todos nós a utilizemos para defender a democracia.

Não: estarei sozinho. Há muitas pessoas que defendem a liberdade de imprensa e estão dispostas a lutar por ela. Juntei-me a essa luta e faço a minha parte para proteger a democracia.

Eleição: "Pão e Circo" ou Consciência? A 3ª Via Esconde Compra de Votos?

 

                                              Foto Divugação

"A lei de Murphy assegura que tudo aquilo é inicia/nasce condenado a dar errado, por mais que você se esforce para dar certo, sempre obterá um resultado errado. Por analogia associo essa lei às premissas da 3a via, quando sem quaisquer fundamentos lógicos, citam nomes de comerciantes que estão aderindo a 3a via; daí avalio o seguinte: quando o patrão é bom, a maioria dos seus empregos tendem a seguir o contrário do seu pensamento, agora imaginemos quando a maioria desses comerciantes, sequer possuem o hábito de um bom dia, e mais, aquele ou aqueles que imaginam que o dinheiro está acima de tudo, põe a população menos favorecida na condição de mercadoria em prateleira de botequim,  onde quem chega e paga, pode até levar por menos do valor real, bastando para isso, saber ofertar. Tal visão é lamentável e tende a igualar o cidadão eleitor, à condição de mercadoria à venda, onde quem paga leva, sem se preocupar com os valores éticos, pois acreditam que os fins justificam os meios, ou seja, o que importa é chegar ao poder, quanto a quem se deixou enganar, que arque com as consequências nós anos que se seguem ou que sobrevivam ao longo período do "pão e circo", já tão bem conhecido por todos." (Mensagem enviada pelo WatsApp)

Nota da redação deste Blog - Lendo o comentário acima  recebido hoje de Jeremoabo  através do watsZapp, comento o seguinte:

Eleição: "Pão e Circo" ou Consciência? A 3ª Via Esconde Compra de Votos?

Comerciantes compram votos em troca de favores políticos: a 3ª Via é apenas "mais do mesmo"?

A mensagem em questão levanta uma séria preocupação: a compra de votos por comerciantes que aderem à 3ª Via. Essa prática antiética transforma o cidadão em mercadoria e mina a democracia.

A Lei de Murphy na política:

  • "Tudo que pode dar errado, dará errado." Será que a 3ª Via é apenas mais uma promessa vazia?
  • "Se os patrões não têm bom dia, os empregados menos ainda." Podemos esperar ética de políticos apoiados por quem explora seus funcionários?
  • "Dinheiro acima de tudo." A 3ª Via realmente representa mudança ou apenas beneficia os poderosos?

Eleição não é feira:

  • Votar não é escolher o menor preço. É escolher o futuro da cidade, do estado e do país.
  • Não se deixe enganar por promessas vazias e "pão e circo".
  • Exija compromisso com ética, transparência e políticas públicas que beneficiem a todos.

Vote com consciência! Denuncie a compra de votos!

Juntos, podemos construir um futuro melhor para todos!

#Eleições2024 #CompraDeVotos #3aVia #VotoConsciente #Cidadania

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