quarta-feira, março 20, 2024

Vereador Neguinho de Lié denuncia série de irregularidades na Prefeitura de Jeremoabo inclusive que o irmão do prefeito secretário de infraestrutura possui 06 veículos alugados ao município: "Gestão corrompida!


O discurso inflamado do vereador Neguinho de Lié na Câmara Municipal de Jeremoabo, Bahia, expõe uma série de problemas graves na gestão do prefeito Deri do Paloma. As denúncias de usurpação dos direitos dos agentes de saúde, corrupção generalizada, abandono da zona rural, nepotismo e falta de transparência são preocupantes e merecem uma investigação séria por parte das autoridades competentes.

A citação do nepotismo, com o irmão do prefeito atuando como secretário de Infraestrutura e alugando veículos para a prefeitura sem licitação, é particularmente alarmante e requer uma análise minuciosa para garantir que os recursos públicos não estejam sendo desviados para benefício pessoal.

Corrupção generalizada: Neguinho de Lié acusou a gestão Deri do Paloma de ser "gerada por corrupção", citando como exemplos a locação de veículos superfaturada e a contratação de empresas fantasmas.

Abandono da zona rural: O vereador denunciou a falta de água, medicamentos e linhas de ônibus escolares na zona rural e até para alunos do Bairro Espaduada de Jeremoabo, demonstrando o completo descaso da gestão municipal com as comunidades mais necessitadas.

Escolas em estado precário: O vereador denunciou que a prefeitura está recebendo verbas para a reforma e conservação das escolas, mas o dinheiro não está sendo aplicado, o que as deixa em estado de abandono.

"Casa do político inteligente não tem porta nem ferrolho": Em referência à falta de transparência da gestão, o vereador citou o ditado popular para criticar a postura do prefeito Deri do Paloma, que se recusa a prestar contas à população.

Além disso, as ações judiciais já ingressadas para denunciar essas irregularidades demonstram uma tentativa de responsabilizar a gestão municipal pelos seus atos.

As observações finais ressaltam a gravidade da situação em Jeremoabo e a necessidade de uma resposta efetiva por parte das instituições responsáveis. A transparência e a prestação de contas são fundamentais para a democracia e devem ser garantidas em todos os níveis de governo.

Nota da redação deste Blog - Aproveito do espaço para reproduzir mais uma mensagem recebida:

Não sou eleitor do Prefeito, muito pelo contrário, sou seu opositor, mas isso não me dá o direito de ignorar o seu poder político neste momento, vejo enfraquecido pelo racha ocorrido em seu grupo, mas permanece sendo um entre os dois candidatos mais forte nesta política, não estando aí a 3a via. O fato de dois vereadores do grupo terem migrado para a parte dissidente, não impedirá o prefeito de eleger outros candidatos em seus redutos, isto é fato, não é utopia. Outra coisa a ser mensurada é que o prefeito e Tista de Deda, têm hoje, uma base eleitoral sólida e um histórico de realizações já materializadas, enquanto que o dissidente se auto denominou de "INOPERANTE", enquanto vice-prefeito em exercício, ou seja, preferiu se acomodar na confortável posição de neutralidade, enquanto os vereadores da oposição escancaravam aos quatro ventos as aberrações administrativas, da qual ele continua sendo parte integrante, mesmo tendo saído pela tangente, o salário deve continuar melhorando o saldo da conta, mês a mês, já que até o presente momento, desconheço qualquer renúncia neste sentido. Na política não bastam boas intenções, pois até a ENTRADA DO INFERNO ESTÁ PAVIMENTADA COM TODAS ELAS. Não vejo como ser diferente daquilo que se é no seu cotidiano, já que refletimos o que há no interior da nossa essência, dizer-se diferente é querer enganar aos incautos e menosprezar a inteligência alheia. O Fábio da Secof tem preferência política e vem trabalhando para construir uma base política, enquanto o dissidente está muito a quem desta condição, já que ao chegar ao poder, o único feito registrado foi se auto determinar de INOPERANTE!

Análise da Debandada do Grupo do Prefeito Deri do Paloma


Análise da Debandada do Grupo do Prefeito Deri do Paloma

Papel do Vereador:

É crucial entender o papel do vereador antes de analisar a situação. O vereador não tem poder de execução, ou seja, não pode prometer obras ou soluções para problemas da cidade. Sua função é auxiliar a administração por meio de Indicações e Requerimentos, propondo melhorias e cobrando ações do governo.

Motivos da Debandada:

  • Vice-Prefeito: Apesar de negar, o vice-prefeito participava ativamente da gestão e buscava ser candidato a prefeito nas próximas eleições. Ao não ser indicado, abandonou o grupo.
  • Vereador Jairo: O principal motivo de sua saída foi a não indicação como candidato a prefeito ou vice. Apesar de defender o prefeito e sua gestão durante todo o mandato, inclusive ignorando atos de corrupção, ele se retirou do grupo por ambição política.
  • Vereador Ivande: Similar ao vereador Jairo, Ivande sempre defendeu o prefeito e ignorou irregularidades. , também se desligou do grupo, isso depois de passar todo seu mandado elogiando, defendendo, e pegando carora nas obras do prefeito, passando a falsa imprensão para o eleitor menos esclarecido se obra de sua autoria.
  • Vereador Zominho: Assumiu como vereador por mais um ato de  nepotismo praticado pelo prefeito Deri do Paloma e graças a leniência do TCM-BA, após o irmão, ex-vereador, ser nomeado Secretário de Infraestrutura pelo prefeito. Sua posição no grupo dependia da vontade do prefeito, e sua saída pode ser vista como uma retaliação .
  • Falta de Coerência:

    É questionável a autoridade que esses vereadores terão para criticar o prefeito na campanha eleitoral, após defendê-lo e ignorar irregularidades durante todo o mandato. Essa mudança de postura levanta dúvidas sobre suas reais convicções e motivações.

    Analogia com Júlio César:

    A situação se assemelha à história de Júlio César, traído por Brutus, um de seus aliados mais próximos. A frase "Até tu, Brutus, filho meu?" demonstra a surpresa e decepção de César com a traição de alguém em quem confiava.

    Conclusão:

    A debandada do grupo do prefeito revela a fragilidade de alianças baseadas em interesses pessoais e não em princípios. A falta de coerência dos vereadores e a busca por cargos políticos a qualquer custo demonstram a necessidade de uma maior participação da sociedade civil na fiscalização do poder público.

    Frase de Leonel Brizola:

    A frase de Leonel Brizola, "A política ama a traição e odeia o traidor", resume bem a situação. Os vereadores que abandonaram o grupo do prefeito o fizeram por ambição política, e agora tentam se distanciar das falhas da gestão.

    Reflexão:

    A debandada do grupo do prefeito serve como um alerta para a população. É importante escolher candidatos com princípios sólidos e que estejam comprometidos com o bem-estar da comunidade, e não com interesses próprios.

    Nota da redação deste Blog - Aprovento o espaço para reproduzir um comentário recebido atarvés do

     WhatsApp:

    Não sou eleitor do Prefeito, muito pelo contrário, sou seu opositor, mas isso não me dá o direito de ignorar o seu poder político neste momento, vejo enfraquecido pelo racha ocorrido em seu grupo, mas permanece sendo um entre os dois candidatos mais forte nesta política, não estando aí a 3a via. O fato de dois vereadores do grupo terem migrado para a parte dissidente, não impedirá o prefeito de eleger outros candidatos em seus redutos, isto é fato, não é utopia. Outra coisa a ser mensurada é que o prefeito e Tista de Deda, têm hoje, uma base eleitoral sólida e um histórico de realizações já materializadas, enquanto que o dissidente se auto denominou de "INOPERANTE", enquanto vice-prefeito em exercício, ou seja, preferiu se acomodar na confortável posição de neutralidade, enquanto os vereadores da oposição escancaravam aos quatro ventos as aberrações administrativas, da qual ele continua sendo parte integrante, mesmo tendo saído pela tangente, o salário deve continuar melhorando o saldo da conta, mês a mês, já que até o presente momento, desconheço qualquer renúncia neste sentido. Na política não bastam boas intenções, pois até a ENTRADA DO INFERNO ESTÁ PAVIMENTADA COM TODAS ELAS.
    Não vejo como ser diferente daquilo que se é no seu cotidiano, já que refletimos o que há no interior da nossa essência, dizer-se diferente é querer enganar aos incautos e menosprezar a inteligência alheia. O Fábio da Secof tem preferência política e vem trabalhando para construir uma base política, enquanto o dissidente está muito a quem desta condição, já que ao chegar ao poder, o único feito registrado foi se auto determinar de INOPERANTE! "(SIC) -Mensagem enviado por um leitor deste Blog.

 

terça-feira, março 19, 2024

Mais um que pula do barco a DERIva, dessa vez o vereador Jairo do Sertão

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Mensagem recebida:
" Com qual credibilidade os vereadores: Ivande e Jairo do Sertão irão criticar Deri,  ou ainda, o filho de Tonheta, já que foram eternos defensores de todos os desmandos conhecidos. Outra coisa, poderão ser criticados, por oportunismo ao sentirem o peso da candidatura de Tista de Deda." (sic)

A mensagem recebida aborda a questão da credibilidade e da coerência dos vereadores que, após anos de apoio ao prefeito Deri do Paloma, decidiram abandonar seu grupo político. A crítica central é direcionada à falta de autoridade desses vereadores para contestar os atos do prefeito agora, após terem sido coniventes ou até mesmo apoiadores dos desmandos e da corrupção durante seu mandato.

A pergunta crucial é levantada: qual desses vereadores tem a autoridade moral para criticar o prefeito, considerando que durante seis anos estiveram ao seu lado, muitas vezes sem questionar suas práticas administrativas? O autor da mensagem também questiona se houve algum vereador da situação que realmente exerceu seu papel fiscalizador, acompanhando a administração, a aplicação dos recursos e o cumprimento do orçamento.

Além disso, a matéria ressalta a responsabilidade dos eleitores nesse contexto, destacando que o processo de corrupção muitas vezes é alimentado pela conivência e pelo oportunismo do próprio eleitorado. Essa reflexão amplia o debate sobre a dinâmica política local e sugere que a mudança efetiva depende não apenas dos políticos, mas também da consciência e da ação dos cidadãos.

Essa matéria ressalta a importância do papel dos vereadores como representantes do povo e como fiscalizadores das ações do poder executivo municipal. Também destaca a necessidade de uma participação ativa e consciente por parte dos eleitores para combater a corrupção e promover uma gestão pública mais transparente e responsável.


PROJETO DE EXTENSÃO: PREVIDÊNCIA AO ALCANCE DE TODOS

Governo Biden enfim defende que Netanyahu seja afastado em Israel

Publicado em 19 de março de 2024 por Tribuna da Internet

US Senate leader Chuck Schumer calls for new Israel elections amid Gaza war  | Israel War on Gaza News | Al Jazeera

Schumer, líder da maioria, pede novas eleições em Israel

Dorrit Harazim
O Globo

Na semana passada houve júbilo no grupo de terráqueos que há 47 anos acompanha a odisseia das naves gêmeas Voyager 1 e 2. Consideradas tesouro nacional pelos americanos, elas são as duas “criaturas” mais paparicadas e estimadas da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa). Só que, desde novembro último, criador e criatura deixaram de falar a mesma língua.

Em vez de transmitir dados por meio da linguagem binária com que fora programada, a Voyager 1 passou a emitir apenas um ruído contínuo, indecifrável, semelhante ao sinal de ocupado de um telefone comum.

DE REPENTE… – O enguiço durou quatro longos meses e parecia prenunciar um tristonho réquiem. Na tarde de quarta-feira, porém, sem avisar, a nave se fez viva, pareceu querer restabelecer o diálogo com os humanos. A partir de alguma localização interestelar, emitiu um sinal que percorreu 22 horas e meia até chegar aos computadores da Nasa, e esse fragmento de linguagem conseguiu ser parcialmente decodificado.

Para uma das veteranas do projeto, que acabara de se formar em 1977 quando a primeira sonda foi lançada, o sinal recebido na semana passada lhe deu alegria só comparável ao restabelecimento de um batimento cardíaco.

As Voyagers 1 e 2 foram os primeiros objetos fabricados pelo ser humano a trafegar mais de 20 bilhões de quilômetros até alcançar o espaço interestelar.

AO INFINITO – É uma odisseia sem fim: da Terra ao sistema solar exterior, de lá rumo ao infinito desconhecido. Uma das missões da primeira nave consistiu em explorar um fenômeno que só ocorre uma vez a cada 175 anos — o alinhamento espacial de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Sua nave gêmea, enquanto isso, enviava dados sobre os planetas glaciais gigantes. Encerrada essa fase, deixaram a esfera dos planetas conhecidos, saíram da zona de influência solar e seguiram rotas diferentes na escuridão espacial.

Aos poucos, inexoravelmente, as naves haverão de se distanciar ainda mais de nós — o tempo de leitura desta coluna equivale a 16 mil quilômetros a mais percorridos pela Voyager 1 no espaço sideral. Por fim, as gêmeas outrora tagarelas, pelas quais os integrantes do programa desenvolveram apego quase existencial, haverão de se calar para sempre. Permanecerão apenas na nossa memória.

FORA DA ROTA – Assim como as sondas, também nós, bípedes, enferrujamos e envelhecemos, nos desgarramos da rota que nos foi designada. Por vezes, perdemos o comando da linguagem e os códigos de entendimento mínimo. Tome-se o exemplo do impasse em Gaza.

A solução é gritante, para além da fúria terrorista desencadeada pelo Hamas no 7 de Outubro e do morticínio indiscriminado de civis encurralados, ordenado por Benjamin Netanyahu. A solução é a mesma de quatro guerras anteriores. Portanto é conhecida, nem sequer necessita de alterações profundas.

Tampouco é um planeta novo à espera de ser descoberto, já está tudo mapeado. Aguarda apenas uma concertação de líderes dispostos a pagar uma dívida histórica com todo um povo: a criação de um Estado Palestino soberano, determinado a reconhecer e a conviver com o vizinho Israel.

CONTRA NETANYAHU – Três dias atrás, em Washington, o veteraníssimo líder do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, apoiador histórico da causa israelense, abalou o statu quo ao afirmar que Israel deveria convocar eleições para abrir novos caminhos — leia-se, para derrotar Netanyahu nas urnas.

Vale mencionar que Schumer, antes de fazer discurso tão radical, submeteu-o à apreciação do presidente Joe Biden. (A última vez em que um presidente dos Estados Unidos se deu ao direito de derrubar um governante indigesto foi no Iraque de 2003 — e terminou péssimo.)

No mesmo dia, em artigo para o New York Times, o colunista Thomas Friedman alertou que a situação atual de Israel se torna “radioativa”.

DIZ FRIEDMAN – “Israel tem um primeiro-ministro que aparentemente prefere ver Gaza transformada numa Somália em mãos de senhores da guerra” — escreveu ele — a deixá-la em mãos de alguma autoridade palestina.

Quem deve decidir quanto a liderança de Netanyahu é problemática são os próprios israelenses, por óbvio. Da mesma forma, cabe às esclerosadas lideranças palestinas abandonar o conforto em que se encastelaram.

Se desse horror todo não emergir uma solução capaz de abrigar os dois povos, é porque estamos mais distantes da civilização do que a Voyager 1 está da Terra.


Almirante Garnier pode desmentir e incriminar Freire Gomes e Baptista Jr.


Almirante Almir Garnier Santos/ Voz do Brasil | Agência Brasil

Almir Garnier queria conhecer os depoimentos anteriores

Eliane Cantanhêde
Estadão

Há um alívio nas Forças Armadas com a separação entre o joio golpista e o trigo legalista, depois que o general Freire Gomes e o brigadeiro Baptista Jr., ex-comandantes do Exército e da FAB, confirmaram a tentativa de golpe e que o então presidente Jair Bolsonaro a liderava pessoalmente. A nova preocupação, agora, é com um novo depoimento do almirante Almir Garnier, o único dos três comandantes que apoiou e disse a Bolsonaro que poria “as tropas da Marinha” na aventura.

Na primeira reunião ministerial do ano, nesta segunda-feira, o presidente Lula disse que o Brasil correu o “sério risco” de um golpe e chamou o antecessor de “covardão”.

SENSAÇÃO DE ALÍVIO – Já o ministro da Defesa, José Múcio, entrou mudo e saiu calado da reunião, mas depois não escondeu que ele próprio está aliviado com os depoimentos do general e do brigadeiro à PF:

“Agora a suspeição tem nome, saiu do CNPJ (Forças Armadas) para os CPFs (os militares golpistas)”. Traduzindo: não se generaliza mais, não se fala mais em “golpe militar”, nem que “os militares” são golpistas, mas sim que havia militares envolvidos e os comandantes do Exército e da FAB agiram para evitar o golpe.

A torcida na Defesa e nos quartéis generais é que a Polícia Federal não aceite a oferta de um novo depoimento de Garnier, que é investigado, enquanto Freire Gomes e Baptista Jr. são apenas testemunhas, e decidiu ficar calado quando chamado a depor da primeira vez.

UMA NOVA VERSÃO – Perdeu o “timing”, dizem no meio militar, onde o temor é que, ressentido, com raiva, Garnier tente desmentir e incriminar o general e o brigadeiro, que deram versões semelhantes à PF e se sentirem liberados para contar tudo depois de saber que o general Braga Neto “quebrou o espírito de corpo militar”, ao xingá-los aos palavrões e atiçar as redes sociais até contra suas famílias.

Nas Forças também já foi assimilado que mais um general está para sofrer operação de busca e apreensão, o agora deputado Eduardo Pazzuelo, ex-ministro da Saúde e adepto de que “um (Bolsonaro) manda, e outro (ele próprio) obedece”.

E ainda há suspense sobre haver ou não novos oficiais envolvidos, já que a PF tem uma espécie de força-tarefa para fazer a perícia de celulares e computadores apreendidos com os investigados.

31 DE MARÇO – E estamos às vésperas do 31 de março, dia do golpe de 1964, que durou vinte anos e entrou para a história como o regime das torturas, mortes, desaparecimentos e fechamento das instituições.

Dessa vez, o problema do ministro Múcio e dos atuais comandantes não está “do lado de cá”, dos quarteis, mas “de lá”, dos civis, principalmente petistas e até o ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, que criticam a posição de Lula, ponderada e adequada, de desautorizar qualquer tipo de comemoração ou de condenação.

Há “previsão zero” de bolsões militares da ativa se manifestando pró golpe de 64, só o de sempre: os clubes da reserva, ou “do pijama”, que sempre fazem uma espuma daqui ou dali e não dá em nada.

LENHA NA FOGUEIRA – Se há risco, parece vir de bolsonaristas a favor de 64 e da própria esquerda e de setores mais radicais do PT, que não abrem mão de gritar contra a ditadura militar. Lula, Múcio e os comandantes sabem que não é hora de jogar lenha na fogueira. E o “lado de lá”?

Há também a intenção de tocar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe a militares disputarem mandatos políticos e depois voltarem à caserna caso derrotados. O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT), que já foi ministro da Defesa, terá reuniões exatamente para discutir ajustes no texto original e traçar um cronograma de votação.

Uma voz contrária à PEC é do senador Hamilton Mourão, general da reserva e ex-vice presidente de Bolsonaro, mas, nas Forças Armadas, o veto parece ser bastante consensual. Ou bem o camarada é militar, ou bem é político. O que não dá é para atravessar a rua, de lá para cá, voltar cheio de minhocas na cabeça e contaminar os quartéis com a política. Principalmente agora, depois do “sério risco”, como diz Lula, de um real golpe contra a democracia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Garnier tem direito de depor e de apresentar ampla defesa. A qualquer momeento pode dizer que Freire Gomes e Batista Jr. eram a favor do golpe e depois refluíram, por pressão dos respectivos Altos Comandos. Mas isso não mudará nada, pois a tese da desistência voluntária livra Gomes e Baptista, porque o golpe na chegou a ocorrer(C.N.)


Braga Netto mandou pedir dinheiro ao PL para financiar os “kids pretos”


Os kids pretos

Foram os “kid pretos” que comandaram o vandalismo

Malu Gaspar
O Globo

Entre as muitas mensagens captadas no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex ajudante-de-ordens de Jair Bolsonaro, uma em específico está sendo tratada como pista relevante para ajudar a rastrear os financiadores dos atos golpistas do 8 de janeiro.

É o diálogo em que Cid oferece ao major Rafael Martins de Oliveira auxílio de R$ 100 mil para ajudar a bancar a ida de um “pessoal” para Brasília para manifestações bolsonaristas.

“KIDS PRETOS” – As próprias mensagens indicam que o “pessoal” era um grupo de kids pretos, como são chamados os integrantes da tropa de elite do Exército, formada para atuar em missões confidenciais de alto risco e em operações de guerrilha urbana, insurgência e movimentos de resistência. O apelido de kid preto tem a ver com a cor do gorro usado por esses militares.

O que não está escrito na mensagem, mas Cid esclareceu em seu último depoimento, foi que ele recorreu a Braga Netto para conseguir o dinheiro – e o general mandou que procurassem o PL para pedir recursos.

A informação fez com que a PF voltasse a mira para Braga Netto e o partido, onde ele mantinha uma sala e uma equipe, atuando como responsável pela logística e na montagem de palanques regionais para o bolsonarismo.

A PEÇA-CHAVE – Para a PF, Braga Netto é o personagem mais importante para elucidar se e como o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro organizou e fomentou os ataques golpistas de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes, quando o plano de dar um golpe de Estado antes da posse de Lula fracassou.

Parte do trabalho envolve descobrir quem pagou a viagem dos “kids pretos” para Brasília, já que a PF acredita que esses oficiais formados nas forças especiais do Exército orientaram a ação dos invasores.

De acordo com fontes ligadas à apuração, imagens das câmeras de segurança da Esplanada e depoimentos dos vândalos que estavam no meio do tumulto naquele dia indicam que havia “kids pretos” em vários pontos estratégicos da Praça dos Três Poderes.

NO COMPUTADOR – As mensagens captadas pela PF no celular de Mauro Cid também indicam que os auxiliares de Bolsonaro contavam com os “kis pretos” para a organização de atos, disseminação de fake news e a própria organização da trama golpista.

Vários delas estão no computador de Braga Netto apreendido na sede do PL. É nesse aparelho que a PF está vasculhando que os investigadores esperam encontrar provas de que o general que já foi ministro da Defesa e da Casa Civil e depois virou vice na chapa pela reeleição em 2022 também coordenava a captação de recursos para o golpe.

As mensagens captadas no celular de Cid mostram que entre novembro e dezembro, quando as discussões sobre a decretação de um golpe de Estado foram feitas no Palácio do Planalto, ele e dois egressos das Forças Especiais, entre eles o major Rafael Martins de Oliveira e o coronel Bernardo Romão Correa Neto, fizeram reuniões com kid pretos em salões de festas de edifícios residenciais na Asa Sul de Brasília onde moram militares que integravam o governo Bolsonaro.

REUNIÃO NA ASA SUL – Uma delas, em 12 de novembro, aconteceu na mesma quadra onde morava Braga Netto, na Asa Sul de Brasília. A PF sustenta que o major Rafael era o “interlocutor” de Cid na coordenação de diversas estratégias adotadas pelos investigados para execução do golpe de Estado.

Nas mensagens, ele pede orientação sobre os locais onde manifestantes devem se concentrar e pede dinheiro para custear a viagem do “pessoal” com “hotel”, “alimentação” e “material”, condensados num documento intitulado “Copa 2022”.

Saber como, quando e por quem esse dinheiro foi distribuído é tarefa prioritária para os investigadores para avançar na apuração dos responsáveis pelo 8 de janeiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Malu Gaspar está dando show, mostrando que a PF já “comprou” a tese da Tribuna da Internet, de que o verdadeiro líder do golpe era Braga Netto. Aliás, o Exército também “comprou” esta tese e se prepara para tomar a patente de Braga Netto, para declará-lo “morto” e pagar pensão à sua mulher. Ou seja, Braga Netto morreu e não sabe. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)


Falta a Lula exatamente o que ele cobra cobra ao PT – uma dose de autocrítica

Publicado em 19 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Lula se considera o maior estadista do mundo atual

Dora Kramer
Folha

É sempre bom que governos se preocupem com os preços dos alimentos. Ainda que essa preocupação seja despertada pela queda nos índices de popularidade do presidente da República nas pesquisas, como agora quando Luiz Inácio da Silva corre atrás de conter a carestia geral para reduzir o dano pessoal.

Baixou uma ordem para que se preparem medidas simpáticas ao bolso da população. Isso a fim de tentar inverter o cenário de queda na avaliação positiva do governo, registrado por quatro consultas de opinião na semana passada.

FALTA ALGUMA COISA – Tal empenho pode melhorar as coisas, mas não resolve o problema, porque os índices ruins não se devem apenas à questão econômica. Há mais a considerar.

Na perspectiva do Planalto, a culpa toda é da inflação de alimentos aliada à ineficiência de comunicação das boas ações governamentais. É o tema do momento e tem lá sua razão de ser. Afinal, nos primeiros governos de Lula, as pesquisas qualitativas captavam na seguinte resposta, senão o principal um dos maiores, motivos do sucesso de público: “As comidas estão baratas”. A economia só revela parte da história.

Há duas décadas o tempo era risonho e franco. Ambiente internacional favorável, e internamente uma oposição de punhos de renda. Lidar com a meiguice do PSDB — o vilão que lhe deixou uma herança bendita — era muito mais fácil que encarar a ferocidade da direita e seus extremos.

MUITA ONIPOTÊNCIA – O Lula sem filtro sempre houve, mas mudou o grau de tolerância com o personagem que, para piorar, acrescentou ressentimento e adicionou doses cavalares de onipotência ao seu desempenho.

Não se espera de governante algum a expiação pública. Mas nas conversas palacianas privadas, e principalmente nas tratativas do presidente com seu travesseiro, conviria levar em conta a culpa que o Lula 3 cheio de si tem nesse cartório.

Do contrário, ficará prisioneiro das garras do autoengano e não conseguirá mudar o cenário adverso.

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