sexta-feira, novembro 17, 2023

Mais penduricalho! Juízes tentam reajuste de R$ 241 milhões num benefício extinto


Charge reproduzida do Arquivo Google

Julia Chaib e José Marques
Folha

O CJF (Conselho da Justiça Federal) iniciou o julgamento de um pedido da Ajufe (associação que representa os juízes federais) de reajuste de um benefício da década de 1990 que pode garantir o repasse de R$ 241 milhões nas remunerações de 995 magistrados. O valor total, dividido, daria aproximadamente R$ 242 mil para cada magistrado que seria beneficiado.

O dado consta no voto da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que é presidente do CJF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e criticou a solicitação de mais um benefício pela entidade.

EM JULGAMENTO – O caso começou a ser julgado em 23 de outubro, foi paralisado e tem expectativa de ser retomado até o fim no ano.

Na sessão que iniciou a análise do pedido, em outubro, Maria Thereza fez menção a uma fala do ministro João Otávio de Noronha, também ex-presidente do CJF e STJ, que disse em 2018 que “não há mais tetas para serem espremidas” em relação ao assunto. Maria Thereza votou para negar o benefício.

Depois do voto de Maria Thereza, o conselheiro Guilherme Calmon, que é juiz federal do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), pediu vista (mais tempo para análise) e paralisou o julgamento. Na sessão, ele afirmou que devolveria o processo à pauta da próxima segunda-feira (20).

CORREÇÃO MONETÁRIA – A Ajufe pediu ao CJF a correção monetária da PAE (parcela autônoma de equivalência) referente ao auxílio-moradia pago à carreira de 1994 a 1998, benefício que foi extinto.

Os valores referentes à PAE já foram quitados, inclusive com cálculo de correção monetária refeito em 2018. Mas o STF (Supremo Tribunal Federal) teve um novo entendimento em matéria que é ligada ao tema e a Ajufe pediu um novo cálculo.

Procurada, a Ajufe diz que o reajuste é um direito garantido pelo Supremo “não apenas aos magistrados, mas a todo e qualquer cidadão que tenha créditos perante a administração pública”.

CASO PRESCRITO – A ministra Maria Thereza considerou, ao votar contra o pedido, que o caso prescreveu. No voto, ela ressalta que, se considerar tudo o que foi pago referente à PAE –sendo a última parcela quitada em 2002–, chega-se a um montante de cerca de R$ 800 milhões pagos aos juízes em valores históricos.

“É difícil compreender como um passivo referente a supostos valores devidos entre e 1994 e 1999, que já foi pago e repago inúmeras vezes, gerando centenas de milhares de reais a cada magistrado beneficiário, pode, mais de 20 anos depois, admitir mais uma revisão de cálculo”, disse ela em seu voto.

Segundo ela, “essas parcelas foram quitadas” e, “sem sombra de dúvidas, eventuais resíduos foram fulminados pela prescrição”. “A discussão sobre a parcela se arrasta desde o século passado e já rendeu sucessivos pagamentos de passivo, cada um deles supostamente definitivo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com esse voto fulminante, a ministra Maria Thereza demonstra ter o notório saber e a reputação ilibada que carecem a muitos ministros do Supremo. Deveria ser nomeada para a vaga de Rosa Weber, se ainda não passou do limite de idade. (C.N.)

Mantida a meta, uma boa notícia: Lula agora poderia cuidar do que importa

Publicado em 17 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em café da manhã com jornalistas, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília. Lula usa paletó marinho, camisa azul e gravata escuta. Está com dedo em riste, enquanto fala.

Lula falou bobagem sobre a meta fiscal e teve de se retratar

Vinicius Torres Freire
Folha

Não vai haver mudança na meta de equilibrar receitas e despesas em 2024, diz o governo. Vai levar um tempo para consertar o estrago feito pela hipótese de cancelar o “déficit zero”, aventada pelo próprio presidente da República. Mas é uma boa notícia, que se soma à possibilidade agora maior de que as taxas de juros nos EUA não fiquem tão salgadas por tanto mais tempo.

O governo promete se dedicar a atividades úteis. No ano que vem, vai propor a reforma do imposto de renda, mudança com a qual pretende reduzir desigualdades gritantes. Antes disso, vai apresentar medidas que cancelam privilégios tributários. Em breve, diz que vai mostrar o plano de desenvolvimento econômico “verde”.

E DAÍ? – É provável que, no atacadão de dinheiro, as taxas de juros de todos os prazos fiquem enfim abaixo do nível em que estavam no início de agosto, quando a Selic começou a baixar da altura de 13,75%. Taxas menores diminuem o custo de financiar déficits e dívidas do governo, dos investimentos produtivos das empresas, do crédito nos bancos.

Também importante, a manutenção da meta não incentiva (ainda mais) a abertura das porteiras de gastos nos outros Poderes. Isto é, o Supremo fica menos inclinado a tomar decisões que ignorem a realidade – o governo tem conversado a respeito com os ministros do STF.

O Congresso fica menos animado a aprovar despesas impagáveis, muita vez para bancar interesses particularistas e privilégios. O Executivo continua com o argumento de que se esforça para conter dívida e déficit, para o que precisa de aumento de impostos.

HOUVE DANOS – Em março do ano que vem, o governo federal faz sua primeira revisão oficial de receitas e despesas. Até lá, vai ficar a suspeita de que possa mudar a meta a fim de evitar cortes em despesas tais como investimento em obras, equipamentos etc.

A suspeita tem custo real. Enquanto ficar no ar a hipótese da mudança da meta apenas para evitar corte de investimentos, os juros serão algo mais altos do que poderiam ter sido.

O pessoal do governo diz que “nunca” discutiu mudança de meta. Ahã. Se tivesse sido o caso, teria bastado soltar uma nota incisiva no 27 de outubro em que Luiz Inácio Lula da Silva levantou tal hipótese, em público.

APENAS POR ORA – Haddad vence por ora, mas enfrentará acerto de contas em breve. A meta de “déficit zero” é um reforço do arcabouço fiscal, teto móvel de gastos meio relaxado do governo Lula 3.

O arcabouço prevê um limite para o crescimento da despesa, que provavelmente será sempre menor do que o aumento da receita (desde que a receita cresça mais do que 0,6% em termos reais, por ano). Assim, em algum momento haveria superávit primário (receita maior do que a despesa, afora gasto com juros).

Mas isso vai acontecer a perder de vista. As metas fiscais do governo para os próximos anos procuram antecipar o superávit, necessário para conter o crescimento da dívida pública. Caso não sejam cumpridas, a lei impõe restrições adicionais ao aumento do gasto. Mudar a meta é adiar “sine die”, até a tarde do dia de São Nunca, o controle da dívida. Aí, vamos para o vinagre, devagar e sempre, com risco maior de revertério feio.

META INVIÁVEL – É quase impossível cumprir a meta de 2024, de fato. Mantê-la, porém, vai impor disciplina e expectativas de que as metas sejam cumpridas nos anos seguintes.

Vai haver corte, então, de gasto em obras etc. em 2024? Quase certamente sim. Será ruim, se os investimentos previstos sejam prestantes (um enorme “SE”).

O outro lado da moeda de não conter gastos, na situação atual, é fazer com que as taxas de juros fiquem mais altas e, assim, investimento privado e crédito sejam prejudicados. O investimento federal é mínimo em relação ao total do investimento privado. Lula ouviu isso de Fernando Haddad.


Putin renovará seu mandato e continuará minando a Ucrânia numa guerra sem fim

Publicado em 17 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Guerra na Ucrânia: crianças, adolescentes e famílias

Na Ucrânia e em Gaza, as mesmas imagens de destruição

Luiz Recena Grassi
Correio Braziliense

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que é candidato a novo mandato no ano que vem. Mandará até 2030. O presidente da Ucrânia, Volodimyr Zelensky, não anunciou nada, vai ficando à espera de sinais dos Estados Unidos. Nesta parte da Europa, o ano termina sem maiores novidades, além desta. A guerra da Ucrânia chega a seu segundo ano com os mesmos atores principais.

Estados Unidos e Rússia já estiveram próximos e tiveram convívio de admiração mútua. O começo do século XX concentrou essa relação. Eram outros tempos, nestes dois lados do mundo. Do lado de cá, só para facilitar o entendimento, deu para Henry Ford, o magnata industrial, manifestar sua admiração e fazer gestos: 20 mil tratores em doação para a ajudar a incipiente agro soviética. Ford simpatizava com ideias que levassem mais gente ao viver digno.

NOVA ECONOMIA – Lenin tinha respeito pelo norte-americano, pelas ideias dele sobre economia e desenvolvimento. A Nova Economia Política, NEP, era uma cartada imensa dos jovens revolucionários. Só mesmo um atentado à vida do líder poderia bagunçar tudo. Foi o que ocorreu. Lenin duraria mais dois anos, até 1926.

A partir daí, a bagunça revolucionária tomou conta. Vieram tempos de ditadura pesada e desvios na economia. E, na política, houve a guerra e logo o rompimento entre o ocidente e os bolcheviques. Guerra Fria, corrida armamentista, outro mundo.

Muita coisa aconteceu, inclusive essa guerra Rússia-Ucrânia, dois anos de muita morte, armas novas, velhas, tudo o que se podia aproveitar. Porque nem sempre foi assim.

SINAIS DE FRAQUEZA – Na década de 1960, quando o regime soviético apresentou alguns sinais de fraqueza nos mísseis de Cuba, os americanos e alemães farejaram as mudanças no ar. Sob a direção de Nikita Khrushev, alguns gestos foram feitos, para dentro e fora do país. Só que a burocracia ainda era forte e Nikita foi derrubado. Morto, não foi para o Panteão dos Heróis, ficou em cemitério menos, bem menos sofisticado.

A burocracia bolchevique queria mais Guerra Fria. E assim foi, com a sucessão de nomes pesados, destaque para Leonid Brezhnev. Quase duas décadas para os primeiros novos sinais de abertura e um novo nome no cenário: Mikhail Sergeivitch Gorbachov. Ele e sua Perestroika. Sacudiu o país na frente interna e deixou atônitos os adversários europeus e nas Américas. Americanos e alemães, mais uma vez, perceberam os sinais. E investiram. Os yanques com a dupla Bush pai e filho. Os germânicos com Helmuth Kohl e os que lhe sucederam.

CEDERAM DEMAIS – Alguma ingenuidade levou soviéticos a ceder muito mais do que esperavam. Mundo afora houve dirigentes a passar a mão no traseiro de Gorby. Mundo adentro, as antigas repúblicas foram atrás do sonho da liberdade. O que estava calmo voltou a ser um rebuliço. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

A máxima serviu para que as repúblicas mais fortes saíssem com alguma coisa. E estouraram os velhos contenciosos com a Rússia, ainda poderosa, milenar e dona das principais riquezas. O principal era o com a Ucrânia.

Até vir a guerra, que agora completa dois anos. Chegou-se a mais de 600 dias quando escrevo. E vai continuar, dizem operadores dos dois lados.

RÚSSIA DOMINA – Os russos de Vladimir Putin dominam a situação, mas não tentam golpes de misericórdia. Os ucranianos de Volodimyr Zelensky tratam de resistir, agora com a concorrência de Israel. É uma nova guerra, cara, que drena altos recursos dos cofres aliados na Europa e Estado Unidos para os aliados mais antigos. Armas não dão adeus. Kiev não contava com isso. E mais um inverno está a chegar.

Difícil para a Ucrânia, despreparada, sem armas, sem dinheiro sobrando, com soldados em treinamento. A falta de capital deve, também, afugentar os “voluntários”.

Agora, uma pausa para a edição e publicação de meu novo trabalho: “Rússia Condenada, o Segundo Livro”, tudo a ser preparado agora para chegar ao mercado até o final do ano.

 

Gestão de Pochmann no IBGE desperta temores de manipulações estatísticas

Publicado em 17 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Marcio Pochmann é nomeado presidente do IBGE | Política | G1

Pochmann está de peruca nova, mas as ideias são as mesmas

Deu em O Globo

O quase nonagenário Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é uma instituição fundamental para a formulação de políticas públicas. Saem de lá as informações mais relevantes do país: inflação, desemprego, PIB e produção industrial, além do Censo.

Trata-se de uma instituição de Estado, na acepção mais nobre do termo. Por isso seus técnicos, de capacidade reconhecida, precisam trabalhar com transparência, independência e isenção. Essas características estão em risco agora, sob a gestão do economista Marcio Pochmann.

HOMEM DE LULA – A escolha de Pochmann, quadro histórico do PT, veio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passando por cima da ministra do Planejamento, Simone Tebet. Causou desconforto em setores do próprio governo, por despertar temores de gestão ideológica numa instituição que precisa ser eminentemente técnica. Com menos de um ano à frente do IBGE, Pochmann vem infelizmente confirmando tais temores.

A subordinação do instituto aos desígnios do governo é um risco que se esboça diante de seus discursos e práticas recentes. “O dirigente, quando assume um órgão de governo, implanta as diretrizes do programa vencedor das eleições”, escreveu no Globo a economista Martha Mayer, ex-diretora do IBGE e integrante da Comissão Consultiva do Censo.

“Mas não cabe ao Poder Executivo mudar diretrizes em órgãos de Estado”. No artigo, ela revela preocupação com o rumo do instituto.

SEM TRANSPARÊNCIA – Um ponto que tem deixado apreensivos técnicos como ela é a relação com a imprensa. Recentemente, um coordenador criticou a divulgação de pesquisas e estatísticas em entrevistas coletivas. Disse que “o IBGE vai chegar à Dona Maria diretamente”.

Para Mayer, isso significa que Pochmann não quer “a vigilância dos jornalistas e as perguntas que fazem nas coletivas”. Tentar cercear a atividade jornalística é atitude que combina mais com regimes autoritários que com um governo eleito empunhando a bandeira da democracia.

Outra preocupação diz respeito à manipulação dos números. No mês passado, Pochmann criticou a produção de estatísticas sob influência dos países ocidentais. Disse ter havido deslocamento global para o Oriente e citou a China como modelo. Ora, a ditadura chinesa não é exemplo de transparência em nada.

AO CONTRÁRIO – A China acaba de suspender a divulgação das estatísticas de desemprego entre jovens porque os dados eram desfavoráveis. É isso que ele defende? Querer dirigir estatísticas não dá certo. Na Argentina, em 2012, o governo de Cristina Kirchner interveio no Indec, correspondente ao IBGE brasileiro, para maquiar os índices de inflação. O resultado foi a perda de confiança em qualquer número oficial.

O roteiro que se desenha no IBGE não é propriamente uma surpresa. Quando passou pelo Ipea, em governos anteriores do PT, Pochmann ficou conhecido pela gestão ideológica. Demitiu técnicos competentes que não se alinhavam com seu pensamento, tentou influenciar pesquisas e mudou critérios de aprovação em concursos. Considerado radical até entre radicais, já disse que o Pix era um “processo neocolonial”. O Pix é um óbvio sucesso.

Técnicos do IBGE afirmam ser pouco provável alguém manipular estatísticas no instituto, dada a quantidade de envolvidos nas pesquisas. Mas os movimentos da gestão Pochmann geram apreensão e desconfiança. Não pode haver nada pior para a instituição que baliza a vida dos brasileiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Oportuna matéria de O Globo, reafirmando o que foi dito quando Pochmann foi nomeado. Ele enaltece o modelo da China, considerada o país que mais é manipula estatísticas. Pochmann é tão petista que vai confirmar a tese de que “a estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem o que pretendemos provar”. Aliás, de vez em quando vejo essa definição reproduzida na imprensa, sem citação do autor. Outro dia, vi na internet que se trata da criação “de um de meus professores…”. Então, fica combinado assim. (C.N.)


Ao dizer que “pagou multa” ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Bolsonaro divulga informações incorretas

Justiça realmente acatou ação civil pública do SJSP por assédio moral coletivo à categoria, e condenou ex-presidente a pagar indenização de R$ 50 mil. Mas essa quantia é depositada no Tribunal de Justiça e depois repassada ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos (FID)
Redação - SJSP

 


O ex-presidente Jair Bolsonaro postou em seu perfil na rede X (ex-Twitter), no dia 13/11 (segunda-feira), após a expressão “Decisão Judicial/Multa”, a seguinte declaração: “Paguei hoje R$ 72.551,74 ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. A Justiça entendeu que eu deveria ser condenado porque atentei, durante o meu mandato, contra a imagem e honra dos profissionais de imprensa.”

Bolsonaro realmente foi condenado, por assédio moral coletivo à nossa categoria, em ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) em abril de 2021 e que transitou em julgado em outubro de 2023. Porém, ao contrário do que disse o ex-presidente, não se trata de “multa”, mas de indenização por danos morais coletivos,“a ser revertida para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos” (FID), administrado pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania.

A juíza Tamara Hochgreb Matos, da 24a Vara Cível de São Paulo, fixou a indenização em R$ 100 mil, com correção monetária e juros de mora a partir da citação. Contudo, o Tribunal de Justiça (TJ-SP), ao julgar recurso de Bolsonaro, manteve a condenação, porém reduziu à metade o valor da indenização.

Portanto, a quantia paga por Bolsonaro ao TJ-SP, na forma de depósito judicial, depois será transferida ao FID, cujo objetivo é financiar a preservação do meio ambiente, de bens de valor artístico, estético, histórico, turístico ou paisagístico, bem como a proteção “do consumidor, da ordem econômica, da livre concorrência, das pessoas com deficiência, do idoso, da saúde pública, da habitação ou urbanismo, da cidadania, dos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos, do patrimônio público ou social ou de qualquer outro interesse difuso ou coletivo no território do Estado”.

Em tese, os recursos que compõem o FID podem apoiar projetos apresentados por órgãos da administração pública direta e indireta no âmbito estadual e municipal, organizações não governamentais, e diferentes tipos de entidades civis que tenham por finalidade a atuação nas áreas citadas acima.

Assim, ao contrário do que declarou o ex-presidente, a indenização não foi paga ou destinada ao SJSP, mas à proteção de interesses difusos ou coletivos. Note-se que além da indenização acrescida de juros e correção monetária, que somou R$ 65.956, a quantia depositada por ele acrescenta 10% desse valor (ou seja: R$ 6.595,61), que é o percentual destinado aos honorários dos advogados do SJSP, estipulado pela Justiça. Nesta quinta-feira (16/11), a defesa de Bolsonaro juntou aos autos o comprovante do pagamento de R$ 72.551,74.

🖥️ Saiba mais: https://bit.ly/40Ilk0R

Lixo no meio da rua em Jeremoabo, falta de educação de quem joga, irresponsabilidade e incompeteência do prefeito dançador

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Concordo plenamente com você que teve a coragem de exercer seu direito de cidadania denunciando esse ato de irresponsabilidade e atentado contra a saúde pública. O vídeo enviado é um exemplo claro da falta de respeito com a saúde pública. O lixo acumulado no meio da rua e em frente às residências é um prato cheio para a proliferação de doenças, como diarreia, amebíase, leptospirose, entre outras.

Além disso, a presença de urubus, ratos e cachorros no local é um sinal de que o problema é grave. Esses animais podem transmitir doenças para os seres humanos, como a leptospirose, a raiva e a gastroenterite.

É importante que a população se mobilize para exigir que as autoridades competentes tomem providências para resolver esse problema. Os vereadores da oposição devem continuar denunciando os crimes do prefeito e exigindo que o lixo seja recolhido e que as ruas sejam limpas.

A justiça também deve agir para punir os responsáveis por essa situação. A corrupção é um crime e deve ser punida com rigor.

Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para ajudar a resolver esse problema:

  • Denunciar o problema às autoridades competentes, como a prefeitura, a vigilância sanitária e o Ministério Público.
  • Convidar os vizinhos para se unirem na luta contra o lixo e a corrupção.
  • Participar de manifestações e protestos contra a corrupção.

Juntos, podemos fazer a diferença!

Justiça manda prender padre e mais duas pessoas por desvios de até R$ 140 milhões em hospital; entenda

 

Publicado em 17/11/2023, às 11h04   Cadastrado por Maycol Douglas


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A justiça do estado da Paraíba expediu três mandados de prisão contra ex-diregentes do Hospital Padre Zé, localizado na cidade de João Pessoa, capital paraíbana. Um deles se trata do padre Egídio de Carvalho Neto, que é ex-diretor da unidade hospitalar, o líder religioso é suspeito de desviar verba contra a instituição em aproximadamente R$ 140 milhões.

Os mandados de prisão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira, 17, mas até o momento da publicação desta matéria ainda não foi informado se allguém foi preso. Amanda Duarte, ex-tesoureira da instituição e Jannyne Dantas, ex-diretora administrativa, também são alvos dos mandados de prisão.

Conforme divulgado pelo g1, o desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Ricardo Vital, foi o responsável pela determinação. De início, o pedido tinha sido negado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, entretanto, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recorreu a decisão.

O desvio teria acontecido das verbas destinadas a programas sociais de grande importância como distribuição de refeições a moradores de rua, ajuda a família refugiadas da Venezuela, contribuição para pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o ENEM, cuidados a pacientes com AIDS e entre outros. As atividades ilícitas teriam afetado gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas.

https://www.bnews.com.br/

Nota da redação deste BlogA situação em Jeremoabo é similar à de outros municípios brasileiros, onde a corrupção é um problema recorrente. Os vereadores de oposição têm o papel de fiscalizar o governo e denunciar irregularidades, mas, muitas vezes, eles são intimidados ou ameaçados por quem está no poder.

No caso específico do Hospital Padre Zé, a prisão dos ex-diregentes é um sinal positivo de que a justiça está atuando para punir os responsáveis pela corrupção. No entanto, é importante que as investigações continuem para identificar todos os envolvidos no esquema e recuperar os recursos desviados.

Em Jeremoabo, a situação é mais complexa, pois os vereadores não denunciaram formalmente os crimes do prefeito. Isso pode dificultar as investigações e dificultar a punição dos responsáveis.

Aqui estão algumas sugestões para melhorar a situação em Jeremoabo:

  • Os vereadores da oposição devem formalizar as denúncias contra o prefeito Deri do Paloma.
  • O Ministério Público Federal deve investigar as denúncias dos vereadores.
  • A população de Jeremoabo deve se unir para exigir que a justiça seja feita.

A corrupção é um crime que prejudica a população e a democracia. É importante que todos nós nos mobilizemos para combater esse problema.

Cabe ao Vereador Neguinho de Lié juntamenet com Bino encaminhar esses vídeo paar o MPF e também paar o GEACO

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A situação em Jeremoabo, Bahia, é preocupante. O prefeito Deri do Paloma, denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção, responde a pelo menos dezenas de processos por indícios de desvio de recursos públicos. Em um deles, já foi pedido a sua prisão, mas a Justiça ainda não se pronunciou.

Enquanto isso, os alunos e a comunidade de Jeremoabo são os que sofrem com a falta de serviços básicos, como educação, saúde e transporte. No caso específico do povoado Malhada Vermelha, os alunos estão sem transporte para ir à escola, o que pode prejudicar o seu aprendizado.

A situação é ainda mais grave porque, segundo os vereadores da oposição, já houve uma licitação fraudulenta para a contratação de uma empresa para fornecer o transporte escolar. A empresa, que seria uma "fantasma", teria cobrado um valor superfaturado de R$ 8 milhões.

O prefeito, por sua vez, está tentando intimidar os vereadores que denunciam os seus crimes. Ele já entrou com ações judiciais contra eles, na tentativa de silenciá-los.

Essa situação é um exemplo de como a corrupção pode prejudicar a população e a democracia. A justiça precisa agir com celeridade para punir os responsáveis e garantir que os serviços básicos sejam prestados à população.

Aqui estão algumas medidas que poderiam ser tomadas para melhorar a situação em Jeremoabo:

  • A justiça deve se pronunciar o mais rápido possível sobre o pedido de prisão do prefeito Deri do Paloma.
  • O Ministério Público Federal deve investigar as denúncias de licitação fraudulenta para a contratação da empresa de transporte escolar.
  • Os vereadores da oposição devem continuar denunciando os crimes do prefeito, mesmo que sejam alvo de ações judiciais.

A população de Jeremoabo precisa se unir para exigir que os seus direitos sejam respeitados e que os responsáveis pela corrupção sejam punidos.

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