segunda-feira, fevereiro 13, 2023

Bolsonaro gastou quase R$ 700 mil com cartão corporativo durante campanha; maior parte foi gasta em cidade baiana


Por Redação

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Foto: Max Haack / Ascom

O ex-presidente Jair Bolsonaro gastou ao menos R$ 697 mil do cartão corporativo entre agosto e novembro durante atividades da campanha eleitoral. Os valores dos gastos em viagens durante a campanha podem ser ainda maiores porque nem todas as notas fiscais foram tornadas públicas.

 

De acordo com notas fiscais as quais o Uol teve acesso através da Fiquem Sabendo por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), a maior parte dos gastos aconteceu em Vitória da Conquista, em agosto. Ao lado do então candidato ao governo da Bahia, João Roma, Bolsonaro percorreu a cidade em uma moto.

 

Naquele dia, o cartão corporativo da presidência gastou R$ 50 mil só em lanches —foram 1.024 lanches frios de uma padaria e 512 barras de cereal, entre outros itens. Cerca de 50 pessoas se hospedaram por três dias no município do sudoeste baiano para garantir a segurança presidencial, acrescentando R$ 44,7 mil à fatura do cartão corporativo.

 

Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo Uol, disseram que não é permitido o emprego de recursos públicos em viagens eleitorais nem mesmo mediante ressarcimento à União, com exceção do uso de transporte.

 

Os advogados explicam que o uso de bens e serviços da administração para fins eleitorais é vedado a agente público. Para eles, os gastos de Bolsonaro com o cartão corporativo em atividades de campanha o colocaram em vantagem em relação aos demais concorrentes.

 

“Isso é abuso de poder político e pode gerar tanto cassação de registro e de mandato, caso fosse eleito, como decretação de inelegibilidade”, disse Luiz Eduardo Peccinin, advogado eleitoral.

 

“Considerando que são gastos volumosos, dentro do período eleitoral, com quantitativos que excedem qualquer razoabilidade, há indícios de grave desvio de finalidade, com a obtenção de benefícios eleitorais. Pode haver a configuração de conduta vedada e abuso de poder econômico, bem como improbidade administrativa”, avalia Gabriela Rollemberg, advogada eleitoral.

 

A prestação de contas eleitoral do PL aponta ressarcimento à União de R$ 4,8 milhões referentes a transporte e deslocamento de Bolsonaro em 48 eventos eleitorais. No entanto, o ex-presidente teve ao menos 80 agendas no período da campanha.

Opinião: Lula relança "Minha Casa, Minha Vida" na Bahia e reforça protagonismo do PT local no plano federal


Por Fernando Duarte

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Foto: Ricardo Stuckert/ Divulgação

Junto com os outros estados nordestinos, a Bahia foi responsável pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022. Governado há 16 anos pelo PT, o estado ganhou projeção com a votação expressiva, mas também com os nacos de poder que alcançou após o pleito, especialmente com a nomeação de Rui Costa para a Casa Civil e Jaques Wagner para a liderança do governo no Senado. Esses são alguns elementos que explicam a escolha de Lula por relançar o programa "Minha Casa, Minha Vida" em Santo Amaro, nesta terça-feira (14).

 

Esse destaque baiano acontece em meio a uma disputa relativamente acirrada por protagonismo. Ao menos três ex-governadores eleitos senadores estão no primeiro escalão federal, Flávio Dino (MA), Wellington Dias (PI) e Camilo Santana (CE). Tirando Dino, que foi obrigado a ficar sob holofotes após os ataques de 8 de janeiro, é Rui Costa quem tem funcionado como uma espécie de porta-voz lulista. A projeção do ex-morador do Palácio de Ondina chama atenção e reforça que há um espaço reservado para a política baiana no panteão petista. Uma conquista que demorou quase 5 eleições para acontecer - e olha que Wagner sempre foi uma figura respeitada por todas as tribos.

 

Nos bastidores, a força do Galego é colocada como a principal motriz para esse destaque. Wagner é tratado como uma espécie de Lula 2.0 e agora está no espaço em que mais gosta de atuar: fazendo política na sua essência. Ao optar permanecer como figura do diálogo na Casa que até pouco tempo era a mais resistente ao novo mandato petista, o senador abriu a vaga para que Rui estivesse onde está. O ministro da Casa Civil aproveita então a oportunidade dada para tentar se viabilizar politicamente para os próximos pleitos. Razão pela qual faz essa articulação para que um projeto com tantos dividendos positivos seja reapresentado em território baiano.

 

A presença de Lula, na semana do Carnaval, na Bahia para uma agenda política é uma espécie de prêmio para esses primeiros meses pós-eleição. E escolher uma cidade do interior une a agenda nacional a perspectiva da gestão de Jerônimo Rodrigues, de dar mais atenção as cidades menores. É uma espécie de juntar a fome com a vontade de comer para o petismo baiano. Além, é claro, de concentrar as atenções para algo positivo, em meio a possibilidades de temas eventualmente negativos que possam surgir no colo dos gestores.

 

Ponto para quem escolheu a estratégia de alocar Lula por aqui em um momento tão simbólico para a construção da imagem do governo do presidente e também de Jerônimo. Vamos aguardar a repercussão dessa visita, mas dificilmente renderá pautas não positivas.

Bahia Notícias

Foco errado. Turismo de Luxo? É preciso privilegiar turismo de massa

 em 13 fev, 2023 4:04

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.



Lamentável, o novo governo começou errado na área do turismo. Na última sexta-feira, 10, a imprensa divulgou que a assinatura da ordem de serviço pelo governo do Estado (Sedurbs/DER/SE) da obra de implantação e pavimentação ao povoado Costa, em Itaporanga D`Ajuda. Infelizmente, a intenção maior não foi em prol da comunidade, mas nas palavras do Secretário de turismo, Marcos Franco, de dar mais “conforto aos turistas que visam o maior equipamento de turismo náutico do estado, o Vidam Náutico.” (print ao lado).

Turismo de Luxo

Pois bem o grupo Vidam é o que tem mais dinheiro hoje em Sergipe para promover parcerias e fazer aquele acesso sem custo para o governo estadual. O governo deveria ter proposto uma parceria com o grupo que tem recursos para fazer a infraestrutura. O próprio responsável pelo grupo comemorou o investimento para o turismo de luxo nas redes sociais (ver print ao lado).

O governo investirá R$ 10,4 milhões numa infraestrutura para beneficiar o grupo hoteleiro mais rico no Estado, o grupo Vidam. E ainda divulga que o grupo “aplicou” 400 mil (menos de 4% do que o governo vai gastar), para instalar energia trifásica para a comunidade. Deveria sim, pelo menos arcar com metade da obra, numa parceria.

As pousadas, os roteiros, os restaurantes típicos não recebem esse “investimento”

O que diz o governo para as dezenas de pousadas situadas em Sergipe, próximo as praias, rios e de pontos turísticos sem a mínima estrutura? Locais em Estância, na Caueira, Pirambu, que são atrações turísticas e estão sem a mínima estrutura? Até Canindé, o principal roteiro turístico do interior está com problemas estruturais. Não seria mais lógico e racional investir na infraestrutura das rotas turísticas? Sergipe precisa de um portfólio para apresentar aos turistas, mostrando que tem muito mais do que Aracaju, Canion Xingó e a Crôa do Goré.

Desde quando Sergipe é roteiro para o turismo de luxo?

O que pensa a nova gestão do turismo em Sergipe? Pelo jeito será a mesma “panelinha” privilegiando quem tem condições em detrimento daqueles que suam de verdade para incrementar o pobre turismo sergipano, por conta dos apadrinhamentos políticos e os interesses particulares (como este caso) colocados em primeiro plano.

Será que Sergipe continuará com o cenário de terra arrasada no turismo? O Estado tem o perfil do turismo de massa e a nova gestão começa privilegiando o turismo para ricos.

Priorizar e fomentar o turismo não é privilegiar um grupo empresarial. Inserir Sergipe no circuito permanente como foi promessa de campanha não é privilegiar quem tem dinheiro.

 

Mercados centrais: um dos principais cartões postais de Aracaju com fedor insuportável e baratas E um amigo jornalista foi almoçar na parte do mercado onde tem restaurantes ao lado dos artesanatos, uma das principais vias de circulação dos turistas no local. Ele questionou o dono do restaurante por conta das baratas de um lado para outro. O cidadão informou que a Prefeitura já foi alertada e, é necessária, uma constante dedetização no local, principalmente porque a rede de esgoto parece que não está funcionando direito e o fedor está incomodando a todos. Olha aí um local para o governo e a PMA realizar uma parceria de revitalização para o turista que realmente Sergipe recebe.

O desespero não muito “secreto” Eleições 2024 podem sepultar 2026 Amanhã, 14, o blog analisar o que vem ocorrendo nos bastidores da política de Sergipe onde o desespero, “não muito secreto”, vem deixando um parlamentar sem dormir. Tudo por conta da aproximação do ministro Márcio Macedo ao governador Fábio Mitidieri, e ao prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. 

Márcio Macedo em Sergipe Por falar em Márcio Macedo na sexta-feira ele recebeu diversas instituições que recebem emendas para investimentos em Sergipe. O Hospital e Maternidade Santa Isabel esteve presente, através da sua diretora, Débora Leite. Márcio Macedo destacou que escolheu entidades reconhecidas em Sergipe e que prestam um relevante trabalho para o Estado. O HMSI está entre as instituições beneficiadas pelo mandato de Márcio Macedo, que até 31 de dezembro de 2022 ocupou a cadeira de deputado federal.

 Mesmo que tardio, bom senso na Adema: 3 técnicos que estão exonerados e exerciam fiscalização foram para casa. E os laudos que eles assinaram neste período? E o blog foi informando que na última sexta-feira, 10, depois de várias denúncias – inclusive encaminhadas para os órgãos competentes – a direção da Adema decidiu mandar para casa os três servidores que atuam como fiscais e foram exonerados no início do ano (como todos os comissionados) e ainda não foram nomeados. Os três estavam trabalhando normalmente, inclusive mostrando nas redes sociais. Agora, quem teve algum auto feito pelos três este ano não terá valor algum. Com certeza vai parar na Justiça até mesmo se a nomeação for de forma retroativa.

Yandra Moura lança a Campanha Carnaval Sem Assédio A deputada federal Yandra Moura (União-SE) lança uma campanha contra o assédio durante as festas do Carnaval 2023. A campanha foi abraçada em Sergipe pela Coordenação de Mulheres do Tribunal de Justiça, por intermédio da Juíza Jumara Pinheiro.

Altos índices A deputada explica que há uma preocupação com os altos índices relacionados ao assédio durante o período das festas. “Uma pesquisa divulgada em 2020 – último ano em que teve Carnaval – aponta que 48% das mulheres que já participaram de celebrações de carnaval, como bloquinhos de rua, disseram já ter sofrido assédio. Quase a metade delas, isso é preocupante”.

Diferença “É importante explicar a diferença entre a paquera e o assédio. A paquera é natural e acontece com o consentimento de ambas as partes. Mas, se uma das partes disser não, tem que ser respeitada. Não é não”, esclarece a deputada.

Reforço para proteção A ideia da campanha é reforçar a mensagem e aumentar a proteção das mulheres durante as festas. “Durante o período do Carnaval, em festas e bloquinhos de rua, estaremos panfletando, distribuindo símbolos como o cartão vermelho, leques, colocando adesivos nas mulheres, mensagens em carro de som, enfim. Será feita uma ampla divulgação com o intuito de conscientizar as pessoas e reduzir estes índices alarmantes”, conclui Yandra Moura.

 Hoje, 13, homenagem aos voluntários e parceiros das Olimpíadas Especiais das Apaes marca sucesso da 23ª edição em Sergipe A Federação Nacional das Apaes (Apae Brasil), em conjunto com a Federação das Apaes do estado de Sergipe (FEAPAES.SE) e Apae Aracaju têm o prazer de convidar a imprensa para uma homenagem aos voluntários e parceiros que contribuíram para a realização da 23ª edição das Olimpíadas Especiais das Apaes – edição nacional. O evento será realizado  hoje, 13, e será uma oportunidade para reconhecer e agradecer a todos aqueles que dedicaram seu tempo e esforço para tornar as Olímpiadas um sucesso.

 Marco Com 24 delegações e mais de 1.600 pessoas inscritas, a 23ª edição das Olimpíadas Especiais das Apaes – edição nacional, foi um marco na história do evento e um testemunho do espírito esportivo e do trabalho em equipe que tornou tudo isso possível. “A homenagem será uma ocasião para celebrarmos juntos o sucesso da competição e o empenho de todos os envolvidos”, afirma Mônica Souza, presidente da FEAPAES.SE. 

Celebração A cerimônia ocorrerá às 10h, na sede da Apae Aracaju, localizada na rua Manoel dos Santos Carvalho, 379, bairro Industrial. Autoridades locais, membros da imprensa e convidados especiais estarão presentes para prestigiar este momento de celebração e reconhecimento. A FEAPAES.SE espera contar com a presença da imprensa para documentar e compartilhar este momento significativo com a comunidade.

Delegada Katarina apresenta projeto que institui linhas de crédito para mulheres vítimas de violência doméstica A deputada federal Delegada Katarina (PSD/SE) apresentou, na quinta-feira (09), o Projeto de Lei 437/2023 que estabelece linhas de crédito a microempresas e empresas de pequeno porte controladas e dirigidas por mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, com o objetivo de auxiliar empreendimentos de mulheres em situação de vulnerabilidade.

 Atenção especial A parlamentar argumenta que as mulheres vítimas de violência doméstica e que pretendem empreender, precisam de atenção especial do Poder Público para que possam seguir suas vidas com dignidade e de maneira produtiva.

 Empreendedorismo “É muito importante criarmos linhas de crédito para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que buscam atuar no empreendedorismo, pois, muitas vezes, em decorrência da dependência emocional com o agressor, elas não conseguem desenvolver atividades lucrativas e produtivas e acabam não conseguindo romper esse ciclo”, disse.

Sugestão A sugestão da Delegada Katarina é que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLP) e sua taxa de juros prefixada terão seus valores reduzidos em 50% quando forem aplicadas a microempresas e empresas de pequeno porte controladas e dirigidas por mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta estipula ainda que seja garantido o período de carência de 12 meses para a realização do pagamento da linha de crédito.

Prefeito Edvaldo comemora sucesso do Projeto Verão e confirma edição 2024 O prefeito Edvaldo Nogueira confirmou, na noite do domingo, 12, a realização do Projeto Verão 2024. Ao comparecer ao último dia de shows, na Orla da Atalaia, e constatar o sucesso da edição deste ano, que reuniu cerca de 200 mil pessoas, durante os três dias, para assistir as apresentações de grandes artistas, a exemplo de Marcelo Falcão, Duda Beat, Anavitória, Biquíni Cavadão, Melim, Projota, Maneva e Toni Garrido, o gestor da capital destacou que o evento “alcançou o seu ápice, se consolidando, de vez, no calendário festivo de Sergipe”.

Anúncio “Já está resolvido. Em 2024, realizaremos o Projeto Verão e queremos anunciar o mais rápido possível, em meados do segundo semestre, para que a festa se torne ainda maior e melhor. Além disso, já pensamos em uma forma de trazer novidades, de repente, uma tarde de atrações na Orla Pôr do Sol, mas vamos amadurecer a ideia ainda. O que podemos confirmar é que faremos e com a vontade de realizar uma edição ainda melhor”, afirmou o prefeito.

Melhor de todos Ao comemorar a edição deste ano, Edvaldo expressou sua emoção por ver a arena de shows lotada, durante os três dias e ressaltou que “sem dúvida, foi o melhor Projeto Verão já realizado”. “Fico imensamente emocionado e feliz com essa área lotada de pessoas, porque reflete o trabalho que fizemos para a retomada desta festa, que ficou paralisada por dois anos, em virtude da pandemia. Ao todo, foram cerca de 200 mil pessoas que estiveram aqui nestes dias para celebrar essa mistura de ritmos e para vivenciar a nossa cultura, em um evento que é feito para todas as idades em um verdadeiro encontro de gerações”, reiterou.

Parceria com o governo estadual O gestor também enfatizou a importância da parceria com o Governo do Estado para a realização da festa. “Nos unimos para entregar aos sergipanos, aracajuanos e turistas um grande evento e conseguimos alcançar este objetivo. Organizamos uma programação musical e esportiva completamente diferenciada e isso foi fundamental para o resultado que tivemos. Os hotéis ficaram lotados, diversas cadeias produtivas foram beneficiadas, movimentando o nosso turismo, gerando emprego e renda. Neste sentido, conseguimos consolidar o nosso Projeto Verão no calendário festivo de Aracaju e de Sergipe”, completou.

PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – (79) 99890 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

Carro em cima da calçada Moradores da região da 13 de Julho reclamam que todo fim de semana carros estacionam em cima da calçada em frente ao Bar Paulo Preto na Avenida Beira Mar, em frente a Praia Formosa, forçando os pedestres a disputarem espaço com os veículos. Já chamaram a SMTT e nada. Vão esperar um acidente fatal?

INFONET

Não se deve esquecer que o Brasil acaba de se livrar de uma guerra civil, motivada por fake news


Diretor de 'Sinfonia de um homem comum' diz que história de José Maurício Bustani é 'inacreditável' | Cinema | G1

Bustani tentou evitar a invasão do Iraque pelos marines

Roberto Nascimento

Para não dizerem que escrevo somente sobre as flores raras brasileiras, os Estados Unidos viveram também um momento pré-apocalíptico com a invasão do Capitólio, movimento incentivado pelo ogro presidente Donald Trump e seu marqueteiro Steve Bannon, destinado a provocar uma carnificina com morte de senadores e assim, impedir a cerimônia de posse do presidente eleito, Joe Biden. A segurança do Capitólio impediu o massacre, mas cinco pessoas morreram.

Então, a insanidade não é privilégio do Brasil. Relembro esse fato, repontando-me ao belo artigo do jornalista Bernardo Mello Franco, no jornal O Globo deste domingo, dia 12, sob o título: “Tributo à integridade”.

UM HOMEM COMUM – Mello Franco cita cenas do filme: “Sintonia de um homem comum”, baseado na trajetória do embaixador brasileiro José Maurício Bustani, que comandava na ONU a Organização para Proibição de Armas Químicas, no final do governo Fernando Henrique.

O documentário do cineasta José Joffily mostra que Bustani foi afastado do cargo, por se negar a embarcar na mentira americana de que o Iraque possuía armas químicas.

Entrou em rota de colisão com o então presidente George W. Bush, que estava decidido a invadir o Iraque, mas precisava de um pretexto para receber autorização do Congresso e declarar guerra.

ESCUTA TELEFÔNICA – Os arapongas norte-americanos instalaram escuta telefônica no gabinete do embaixador brasileiro em Haia, e Bustani virou alvo de difamação. Ao mesmo tempo, sua mulher foi avisada do perigo da água que ele bebia. E o embaixador americano na ONU, John Bolton, ameaçou o embaixador brasileiro, ao lhe afirmar que sabia onde seus filhos moravam.

Até o então Secretário da Defesa dos EUA, general Colin Powell, entrou nessa onda sobre o inexistente arsenal de armas químicas do Iraque. Quando a farsa foi desmontada, Powell disse que foi induzido a erro. Era um homem digno, foi o único a fazer “mea culpa”.

Resultado das informações mentirosas dos espiões norte-americanos: o país foi arrasado, 300 mil iraquianos mortos e 5 mil americanos também perderam a vida, devido a uma fake news oficial e internacional.

LAVANDO AS MÃOS – O Itamaraty (chanceler Celso Lafer) e o Planalto (presidente FHC) lavaram as mãos, fazendo um acordo com os americanos para a retirada do embaixador brasileiro que comandava a Agência da ONU baseada em Haia. E o sucessor de Bustani fez o jogo sujo dos americanos.

Comparo a informação mentirosa da Casa Branca, forjando a existência de armas químicas do Iraque, com as falsas denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas no Brasil.

Cada um dos dois tinha um objetivo. George W. Bush, nos Estados Unidos, conseguiu concretizar seu sinistro propósito, mas Jair Bolsonaro fracassou. No entanto, se aquela bomba no Aeroporto de Brasília tivesse explodido a bordo de um caminhão de combustível, levando pelos ares o Terminal de Passageiros, quantos mortos estaríamos lamentando agora?

REPETIR É PRECISO – Em certos momentos, o leitor da Tribuna pode tender a achar que os comentários sobre os quatro anos de trevas do governo anterior carregam na tinta ou sejam repetitivos.

Muitas vezes, repetir é necessário, para não cair no esquecimento. Se toda a cronologia do golpe tivesse obtido êxito, estaríamos agora vivendo uma guerra civil, com irmãos lutando contra irmãos, Norte contra Sul. E nessa carnificina a infraestrutura nacional retrocederia à época da  República Velha.

Se aquela bomba no Aeroporto explodisse, repita-se, não teríamos a posse do novo presidente eleito, então, o caminho se abriria para uma destruição muito maior. Escapamos por pouco de um estrago de grandes proporções, com milhares de vítimas, na maioria inocentes.

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Palanque se impõe e já Lula se aproxima de posições de Dilma e Bolsonaro na economia

Publicado em 12 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

 (crédito: AFP)

Lula critica a autonomia do BC, que ele e o PT defendiam

Kelly Hekally
Correio Braziliense

A linha que separa a retórica política e o tecnicismo governamental guarda grande capacidade de provocar ruídos. O debate puxado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a conveniência da atual política de juros do Banco Central — que envolve, inclusive, a autonomia da autoridade monetária frente ao Executivo — está longe de ser um caso isolado ou um fenômeno dos dias atuais.

Nos últimos 10 anos, a manutenção do capital político, em detrimento das recomendações técnicas, marcou os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Dilma Rousseff (PT). A ex-presidente, por exemplo, bancou a política de expansão de gastos nos primeiros quatro anos de governo.

DESEQUILÍBRIO FISCAL – Dilma Rousseff foi reeleita, mas, no segundo mandato, diante do recrudescimento dos desequilíbrios fiscais e da escalada da inflação, tentou dar uma virada ortodoxa ao chamar Joaquim Levy, “o homem do ajuste”, para calar as críticas que minavam sua base no Congresso. Ao fim, acabou tragada pela instabilidade política que levou ao impeachment. Também em sua gestão, o Brasil perdeu o grau de investimento que atestava a solidez das contas públicas.

Nova tentativa de ajuste das contas públicas foi feita na gestão de Michel Temer (MDB), com a aprovação, na Câmara e no Senado, da Lei do Teto de Gastos, que funciona até hoje como âncora fiscal.

Outra decisão do governo do emedebista que provoca reflexos até hoje é a paridade de preços dos combustíveis com as cotações internacionais, que o atual governo Lula tenta alterar. Ambos os casos ilustram aderência de Temer à cartilha de sua equipe econômica.

TENSÕES E RUÍDOS – No governo Bolsonaro, retornaram as tensões entre áreas técnicas e posicionamentos político-ideológicos do grupo que assumiu o poder. Os ruídos também. Na maior crise sanitária mundial dos últimos 100 anos, Bolsonaro assumiu uma postura negacionista diante da gravidade da pandemia de covid-19, perdeu dois ministros da Saúde ligados à área médica, debochou do uso de máscaras e atrasou a compra de vacinas, não sem antes questionar sua eficácia.

Os exemplos acima mostram que o embate político atropelou o viés técnico e gerou desgastes para o governo de plantão, contaminando e fragilizando as relações do Executivo com as instituições.

Lula já não encontra unanimidade em suas críticas a Campos Neto, nem mesmo dentro de sua própria base aliada, incluindo congressistas e ministros. Na semana passada, o presidente disse não existir “nenhuma justificativa” para a Selic se manter no atual patamar de 13,75% ao ano. “Não é o Lula que vai brigar, não. Quem tem que brigar (para baixar a taxa de juros) é a sociedade brasileira”, disse.

PACOTE DE CRÍTICAS – A autonomia do Banco Central, assegurada por lei, também entrou no pacote de críticas, com aval de ministros como Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública. “Todos os órgãos administrativos estão sob a autoridade do chefe de governo delegatário da vontade popular. E nem o mandato presidencial é incondicional e ilimitado”, declarou o ministro, que complementou: “Autonomia não é soberania”

Aliado de Lula, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é a favor da manutenção da autonomia do BC, assim como os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ninguém admite pautar uma nova mudança da lei que blinda o banco Central de ingerências políticas.

Em 2016, Lula chegou a pedir pessoalmente a Renan Calheiros para que a autonomia do BC fosse pautada no Senado. Mas a “soberania” do BC só foi consolidada em 2021. Antes, havia sido defendida publicamente por Lula em 2013, e pelo PT, entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, a reportagem do Correio realmente mostra que ainda reina a esculhambação no Brasil. Apenas isso. (C.N.)


Afagos de Lula à esquerda e aos amigos empreiteiros irritam os partidos aliados


Delação de ex-presidente da OAS trava após empreiteiro inocentar Lula, diz  Folha - InfoMoney

Declarações de Lula causam um problema daquele tamanho…

Sérgio Roxo, Jeniffer Gularte e Alice Cravo
O Globo

Declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou o Banco Central, tem tratado o impeachment de Dilma Rousseff como “golpe” e defendeu o uso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras no exterior, provocaram incômodo na frente ampla de apoio ao governo, tratada pelo petista durante a campanha como fundamental para o sucesso de sua gestão.

O discurso agrada à base mais fiel do titular do Palácio do Planalto, mas gera críticas entre aliados do centro à esquerda, como PSD, PSB, MDB e Cidadania.

HÁ DIVERGÊNCIAS – Parte deles levou o descontentamento a Lula na quarta-feira, durante a reunião do Conselho Político da coalizão, composto por representantes de legendas que integram a atual administração, no Planalto. O presidente do Cidadania, ex-deputado Roberto Freire, foi um dos que se manifestaram na ocasião.

— Eu estive com o presidente e coloquei muito claramente que temos divergências. Os juros estão na estratosfera, e isso é um problema, mas nós defendemos a autonomia do Banco Central — disse.

O BC tornou-se alvo ao longo da última semana. Nesse período, Lula questionou a taxa de juros de 13,75% e a independência do banco. Ele também atacou diretamente o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, nomeado para o posto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

DISSE LULA — “Quero saber do que serviu a independência do Banco Central. Eu vou esperar esse cidadão (Roberto Campos Neto) terminar o mandato dele para fazermos uma avaliação do que significou o Banco Central independente“ — disse o petista na segunda-feira.

Aliados também desaprovam o fato de Lula ter voltado a classificar o impeachment de Dilma como “golpe de Estado”, durante a viagem do petista à Argentina no final do mês passado. A frase de Lula reverberou em diferentes partidos da base. No MDB, Michel Temer, que assumiu a Presidência da República com a queda de Dilma, rebateu o petista.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece insistir em manter os pés no palanque e os olhos no retrovisor, agora tentando reescrever a História por meio de narrativas ideológicas”, criticou, por meio de nota.

KASSAB RECLAMA – No PSD, que tem três ministérios (Minas e Energia, Agricultura e Pesca), tanto o discurso do golpe quanto os ataques ao Banco Central são malvistos.

— O presidente Lula nesses primeiros dias tem demonstrado, em relação à economia, que quer dar uma guinada. Isso é muito perigoso — disse o presidente do partido, Gilberto Kassab, na semana passada, em entrevista ao portal UOL.

Embora tenha por objetivo afagar a sua base mais à esquerda, as afirmações de Lula encontraram descontentes até nas legendas desse campo, entre elas o PSB, sigla do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e um dos partidos mais afinados ao PT. Lideranças da sigla dizem que a trincheira aberta contra o BC e Campos Neto, assim como a classificação do impeachment como golpe são desnecessárias.

APOIO A EMPREITEIRAS – Dias depois de disparar contra a maior autoridade monetária do país, Lula saiu em defesa de uma das iniciativas mais criticadas dos governos petistas: o financiamento pelo BNDES de obras públicas em outros países, como Cuba e Venezuela.

Ele aproveitou a cerimônia de posse de Aloizio Mercadante como presidente do banco de desenvolvimento, na segunda-feira, para dizer que a instituição foi “vítima de difamação muito grave” durante a campanha. A declaração também pegou mal entre governistas.

Outro ponto que desagradou integrantes da frente ampla foi a discussão sobre uma moeda comum entre os países do Mercosul. Lula assinou uma carta com o presidente da Argentina, Alberto Fernandéz, anunciando estudos para implementá-la. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve que explicar que a ideia era ampliar os mecanismos que facilitassem o comércio entre os dois países e não criar uma moeda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem lembra também que, ao longo da campanha, Lula chegou a dizer que o terceiro mandato não seria um “governo do PT”. Em apenas um mês suas declarações viraram tudo de cabeça para baixo. Na verdade, se ficasse calado, Lula estaria fazendo um favor ao seu governo. (C.N.)

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