sexta-feira, agosto 13, 2021
Recados a Bolsonaro
O limite da obediência
Alexandre de Moraes afasta delegado da PF do inquérito sobre invasão no TSE e manda instaurar inquérito disciplinar contra o policial
Blog da Noelia Brito |
Bolsonaro vazou dados sigilosos para ‘expandir narrativa fraudulenta’, diz Alexandre de Moraes
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Posted: 12 Aug 2021 02:45 PM PDT
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| Foto: Reprodução |
Na decisão em que abriu nova investigação contra Jair Bolsonaro no STF, o ministro Alexandre de Moraes afirma que o presidente da República vazou deliberadamente dados de uma investigação sigilosa da Polícia Federal com o objetivo de “expandir a narrativa fraudulenta” contra o sistema eleitoral para “tumultuar, dificultar e frustrar” o processo eleitoral de 2022.
“A divulgação de dados de inquérito sigiloso da Polícia Federal pelo Presidente da República, através de perfis verificados nas redes sociais, teria o objetivo de expandir a narrativa fraudulenta que se estabelece contra o processo eleitoral brasileiro, com objetivo de tumultuá-lo, dificultá-lo, frustrá-lo ou impedi-lo, atribuindo-lhe, sem quaisquer provas ou indícios, caráter duvidoso acerca de sua lisura, revela-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente no que diz respeito à divulgação de inquérito sigiloso, que contribui para a disseminação das notícias fraudulentas sobre as condutas dos Ministros do STF e do TSE e contra o sistema de votação no Brasil”, diz Moraes.
Irajuba: Professores voltam a protestar contra redução de salários
por Francis Juliano

Professores da rede municipal de Irajuba, no Vale do Jiquiriçá, voltaram a protestar nesta quinta-feira (12) contra a redução salarial. Pelo quinto dia seguido, os docentes se manifestaram, com concentração em frente à sede da Câmara de Vereadores do município.
Segundo o Blog do Marcos Frahm, o sindicato da categoria [APLB] relata que a prefeitura reduziu “drasticamente” os salários dos trabalhadores da educação. No dia 22 de junho, o prefeito Antonio Sampaio (PP) reduziu a carga horária da categoria em 10 horas semanais. Os valores que teriam sido perdidos não foram informados.
Segundo a medida, o município havia tido perdas com repasses do Fundeb [fundo para educação básica]. Ainda segundo a prefeitura, um relatório da secretaria de educação da cidade apontou que a redução do Fundeb ocorreu devido à redução do número de alunos.
A gestão diz que a rede municipal tinha mais de dois mil estudantes em 2009 e passou a ter pouco mais de um mil em 2020, o que ocasionou fechamento de seis escolas, cinco delas na zona rural.
Bahia Notícias
STF determina prisão de ex-deputado Roberto Jefferson por ataques à democracia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. A decisão também determina o cumprimento de busca e apreensão contra ele por suposta participação em organização criminosa digital, montada para ataques à democracia.
A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, e segundo publicação, o pedido partiu da Polícia Federal, que apontou atuação de Jefferson em uma "milícia digital" que tem feito ataques ao Supremo e às instituições.
Ainda de acordo com as informações, a Polícia Federal cumpre mandados na manhã desta sexta-feira (13), mas Roberto Jefferson ainda não foi localizado no endereço da investigação.
Hamilton Mourão diverge de Bolsonaro: “Voto impresso é assunto encerrado”

Posição de Mourão se choca frontalmente com a de Bolsonaro
Pedro do Coutto
Em declarações contidas na reportagem de Dimitrius Dantas e Daniel Gullino, O Globo desta quinta-feira, o general Hamilton Mourão considerou a rejeição do voto impresso como um assunto encerrado. A Câmara tomou uma decisão soberana a respeito do tema e assim o assunto teve o seu desfecho.
A posição do vice-presidente da República diverge frontalmente do ângulo em que se coloca o presidente Jair Bolsonaro, que na mesma edição de O Globo voltou a afirmar que o que a Câmara decidiu questiona a lisura do pleito. No caso, digo, não do pleito passado, mas daquele que ainda ocorrerá nas urnas em outubro de 2022.
DIVERGÊNCIA – O vice-presidente destacou que a Justiça Eleitoral vai agir, dentro do processo de votação em vigor, para proporcionar mais publicidade e transparência à computação dos votos. Em contraste, o presidente Bolsonaro voltou a dizer que o resultado registrado na Câmara foi obtido com ameaças e pressões indevidas. Portanto, mais esse episódio deixa clara a divergência existente entre Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, e que, como é lógico, se reflete e procede de uma diferença política ainda maior que veio se registrando entre ambos desde a posse do atual governo em janeiro de 2019.
Uma divergência que incluiu também a falta de combate ao desmatamento na Amazônia e das queimadas no Pantanal, fatos em relação aos quais o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles não tomou qualquer providência. Pelo contrário, procurou sempre dar apoio aos responsáveis pela derrubada ilegal das florestas verdes das regiões.
FRAGILIDADE – O afastamento entre o presidente e o vice, no meu ponto de vista, vai se acentuar sobretudo a partir do momento em que concretamente entrar em pauta a substituição de Bolsonaro por Hamilton Mourão. O presidente, extremamente enfraquecido, tornou-se tanto responsável pela sanção da sua candidatura nas urnas de 2018, quanto por sua queda no poder político, processo que ganhou velocidade e se destacou a partir da última semana.
Política é assim, as situações mudam em espaços curtos de tempo. Dizer que o vice-presidente não é o mesmo daquele que compôs a chapa vitoriosa significa ignorar que o presidente da República não é o mesmo daquela figura democrática e ética com que se apresentou ao eleitorado brasileiro.
CUSTO DE VIDA – A reportagem da TV Globo levada ao ar no Jornal Nacional de quarta-feira, deixou claro e destacou o aspecto dramático do aumento do custo de vida diante da explosão dos preços das cestas básicas dos supermercados e do bloqueio do direito popular legítimo de alimentação das famílias. O ministro Paulo Guedes não tem nenhuma solução para o gravíssimo problema.
Por outro lado, são inevitáveis as consequências da queda de popularidade de um governo que, em parte por reflexo das ideias de Paulo Guedes, encontra-se cada vez mais próximo de seu final. Tanto o setor de alimentos é capaz de produzir núcleos muito altos para quem abastece o mercado que as Lojas Americanas compraram o Hortifruti por R$ 2,1 bilhões, conforme revela a reportagem de Bruno Rosa e Glauce Cavalcanti, O Globo de ontem, quinta-feira.
Além disso, o preço da gasolina, também nesta semana, subiu novamente na escala de 3,3%. O que o IBGE e a Fundação Getúlio Vargas podem dizer a Paulo Guedes e, sobretudo, o que podem dizer da atuação do mesmo ministro ?
Lula tenta se aproximar dos militares através de Nelson Jobim, mas o ambiente lhe é hostil

Charge de Schrödinger (Arquivo Google)
Malu Gaspar
O Globo
Depois de semanas de calculada discrição a respeito da escalada dos militares sobre as instituições democráticas, Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na última terça-feira nas redes sociais sobre o desfile de blindados na Esplanada dos Ministérios. “Isso que aconteceu hoje foi uma coisa patética. Se o Bolsonaro queria uma foto com militar era só ter visitado um quartel”, escreveu.
A frase, porém, era só parte de uma sequência de tuítes em que Lula dedicava mais tempo a se explicar que a debater o simbolismo de tanques e fardados na Praça dos Três Poderes, no dia da decisão da Câmara sobre o voto impresso.
BRIGA DESNECESSÁRIA – “Eu não fico entrando toda hora em briga desnecessária porque isso só interessa ao Bolsonaro. Ele cria confusão pra ocupar espaço na mídia. É o jeito dele governar. O que eu quero discutir são os milhões de desempregados nesse país, o povo que tá sofrendo, passando fome”, escreveu.
As postagens foram uma resposta às pressões que o petista vem sofrendo, na esquerda e fora dela, para se posicionar. Lula se calou quando veio à tona que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, enviou recados ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sugerindo que, se não fosse aprovado o voto impresso, não haveria eleições. E tem feito econômicos comentários sobre os militares e as Forças Armadas, nas poucas entrevistas que dá, a veículos selecionados.
PRESSÕES NATURAIS -As pressões são mais do que naturais, uma vez que o ex-presidente é hoje o político que mais tem chances de derrotar Bolsonaro em 2022.
Acontece que Lula está diante de um xadrez delicado. Se, de um lado, precisa mostrar a suas bases combatividade contra Bolsonaro, de outro tenta há semanas abrir canais de interlocução com oficiais da reserva, por meio de emissários como o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. Mas essas incursões vêm sendo mal sucedidas.
Os militares não querem saber de Lula. Não são poucos os que dizem que hoje, nas Forças Armadas, a rejeição ao petista é muito mais forte que a aprovação a Bolsonaro. Dos bolsonaristas mais radicais, se ouve até que, se ele ganhar a eleição, não assume.
NÃO FALTAM RAZÕES – A lista de razões para o rechaço é extensa. Começa nos escândalos de corrupção do governo petista, passa pela condução da Comissão da Verdade do governo Dilma, que apurou os crimes da ditadura, e vai até o último Congresso do PT, que aprovou uma resolução lamentando ter deixado de “modificar os currículos das academias militares” e de “promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”. Inclui, ainda, o apoio do PT às ditaduras da Venezuela e de Cuba, questões sérias para os militares brasileiros.
Daí a ideia, que circulou entre aliados de Lula, de ele divulgar uma “carta aos militares”. Na sequência de tuítes, ele negou. “Se tivesse carta seria para o povo brasileiro e dentro disso estão os militares. Se militar quiser fazer política ele renuncia o cargo, tira a farda e se candidata.”
Mas ele sabe que não é bem assim. Os fardados estão entranhados no governo, e as polícias militares são um forte nicho bolsonarista. Por mais canhestro que tenha sido o espetáculo do fumacê na Esplanada, Bolsonaro tem bem mais do que um cabo e um soldado apoiando seus arroubos golpistas.
Enquanto se discutem bobagens, Guedes engorda o caixa para tentar a reeleição de Bolsonaro
Publicado em 13 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)
Roberto Nascimento
Mailson da Nóbrega, Celso Ming e mais nove entre cada dez economistas acham que o ministro Paulo Guedes perdeu o controle da Economia e que só está preocupado com a campanha de reeleição de Bolsonaro.
Realmente, Guedes está perdido no comando do Ministério. Diante do fortalecimento do Centrão, vem agora com mais essa proposta de calote dos precatórios, que ele mentirosamente nega, com a maior cara de pau. Nesse modo de ver, o confisco da Poupança, executada por Zélia Cardoso de Mello, não passou de mero empréstimo circunstancial.
MAIS QUATRO ANOS – Ora, o que Guedes verdadeiramente quer é acumular recursos do Tesouro em 2022 para turbinar o Bolsa Família 2.0, um míssel de dinheiro para o povão votar em Bolsonaro e garantir os empregos deles por mais quatro anos.
Por essa razão, que envolve sua sobrevivência e de Bolsonaro, Guedes fala em vender todas as estatais e repassar os dividendos para a massa que vota. Ele já tentou o imposto do cheque, o imposto das transações da Internet (pix e bitcoin) e vai continuar tentando.
E Arthur Lira, presidente da Câmara, apesar de disfarçar, está absolutamente fechado com Bolsonaro e Guedes. Certos políticos, quando dizem não, querem dizer sim.
ESTILO TRUMP – Enquanto perdem tempo com essa discussão do voto impresso, destinado a tumultuar a eleição de 2022, prepara-se o terreno desde agora, para conseguir o que Donad Trump tentou fazer para impedir a posse de Biden.
Paulo Guedes, ex-economista liberal, mostra que se entregou ao populismo barato, em busca da reeleição do seu chefe, entregando duas PEC ( Proposta de Emenda Constitucional) : Novo Bolsa Família 2.0, programa que Guedes sempre criticou e Bolsonaro também, mas que entendem agora ser importante para angariar votos em 2022 e a PEC do Imposto de Renda, um balaio de gatos, que vai gerar contenciosos judiciais, por causa do texto mal formulado.
Ah, ministro Paulo Guedes, como você mudou, dos tempos da Escola de Chicago para o camaleão econômico de hoje… Será, que o exercício do Poder e tão bom assim, para mudar tanto sua personalidade? Acho que sim, ninguém está aí para rasgar dinheiro por convicções.
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