quinta-feira, maio 14, 2020

Ministro Weintraub visita o passado e cria clima igual ao de 29 de outubro de 1945


Abraham Weintraub e o Enem
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Pedro do Coutto
Ao ofender os onze ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive pedindo a prisão de todos eles, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, visitou o passado e tornou impossível sua permanência no cargo, colocando o governo em uma situação terrível, caso não o demita hoje mesmo.
Eu digo que o ministro que visitou o passado, porque me lembrei da queda de Getúlio Vargas, em 29 de outubro de 1945. Menos de uma semana antes do fim da ditadura, que começou em novembro de 1937 e terminou a 29 de outubro de 45, num de seus últimos atos, Vargas nomeou seu irmão Benjamin Vargas para chefe de Polícia do então Distrito Federal.
PÉSSIMA REPERCUSSÃO – Tal nomeação foi recebida pessimamente na opinião pública. Era o fim de 15 anos de poder, primeiro como presidente revolucionário a partir de 1930, depois eleito indiretamente em 1934, em seguida como ditador de 1937 até 1945.
Foi longo seu período de poder, que começou com a revolução de 30 e terminou 15 anos depois. De 1930 a 34, ele também foi ditador. Agora a sensação registrada em outubro de 45 repete-se hoje com o ministro Weintraub. Não é possível que o ministro da Educação se transforme em líder da deseducação e ofenda todos os integrantes da Corte Suprema. Mas Weintraub não está sozinho nessa viagem no tempo. Encontra-se acompanhado pela ministra Damares Alves, que pediu a Bolsonaro a prisão dos governadores e prefeitos que se opuseram ao fim do isolamento social.
DOIS GRANDES ABSURDOS – Reportagem de Bela Megali e Aguirre Talento, O Globo desta quarta-feira, destaca os dois rematados absurdos. Prender os governadores e prefeitos, como se o governo tivesse capacidade para jogar no lixo a Constituição e as leis, é prova da sua incapacidade absoluta para o cargo que exerce.
Da mesma forma, Weintraub, que mais uma vez estarrece o país. O ministro da Educação tem por hábito usar as redes sociais para dirigir ataques variados às pessoas que ele julga exercerem atividades negativas. Desta vez, ele deve ser responsabilizado judicialmente também pelos ministros do STF.
Na minha opinião, se depois disso, principalmente a ofensa aos titulares da Corte Suprema, ele não for demitido, vai contribuir para o fim do governo que o escalou para a Pasta que infelizmente ocupa.

Brasil precisa de novos generais, os três que depuseram estão com prazo de validade vencido


Projeto Cultural Queridos para Sempre! Homenagem Além da Vida ...
Como Lott teria se portado, caso chamado a prestar depoimento?
Carlos Newton
Quando li as reportagens sobre o teor dos depoimentos dos três generais do Planalto, lembrei a refilmagem de “Perfume de Mulher”, com as últimas cenas passadas no auditório do requintado colégio norte-americano, que se orgulhava de “formar líderes”. Havia um processo administrativo em curso, e os estudantes que testemunharam o fato davam desculpas para não revelar o que acontecera, tipo “Esqueci de colocar as lentes de contato…”, e por aí afora.
Os três ministros-generais que depuseram nesta terça-feira certamente não assistiram a esse clássico do cinema italiano, de Dino Risi, que o cinesta Martin Brest refilmou em Hollywood e garantiu o Oscar para Al Pacino. Se tivessem assistido, não fariam papel feio ao prestar depoimento na Polícia Federal.
A ALA MILITAR – No Planalto, são quatro mosqueteiros, que formam a ala militar – um da reserva (Augusto Heleno), que funciona como líder, e os outros três ainda na ativa (Braga Netto, Eduardo Ramos e Rêgo Barros).
Dois quatro, apenas dois efetivamente trabalham – Augusto Heleno, no Gabinete Institucional da Presidência; e Braga Netto, na Casa Civil. O terceiro general, Eduardo Ramos, nada faz. Hipoteticamente, seria responsável pela Articulação Política do Planalto, mas isso é algo que não existe. E o quarto mosqueteiro, Rêgo Barros, é aquele porta-voz invisível, que também nada faz e acompanha Ramos no “dolce far niente”, como dizem os italianos.
O porta-voz está licenciado com aquela “gripezinha” do Bolsonaro e os outros três tiveram de depor no inquérito que o procurador Augusto Aras move contra o ex-ministro Sérgio Moro por ordem do presidente Bolsonaro, que o acusa de denunciação caluniosa e mais seis crimes.
EXEMPLOS DE MILITARES – Ao saber que os três generais iam depor, como testemunhas de defesa de Moro, fiquei pensando nos meus exemplos de militares. Os mais próximos eram o general Antonio Carlos Zamith, meu padrinho de batismo, e seu irmão, general Alberto Zamith, também grande amigo de meu pai. Mais distantes, o major gaúcho Plácido de Castro, o maior herói brasileiro, conquistador do Acre, e o marechal Teixeira Lott, o legalista democrático.
Para mim, quatro exemplos marcantes de militares. E fiquei imaginando como se comportariam se tivessem de prestar depoimento nesse imbróglio bolsonariano.
A meu ver, para qualquer cidadão, é feio dizer coisas assim, interpretando e amoldando os fatos: “O presidente não estava falando sobre relatórios da Polícia Federal, mas sobre relatórios da Abin”; “Em momento algum notei isso”; Não me recordo de nada sobre isso”; “O presidente falava genericamente…”.
NÃO ME RECORDO… –  O mais incrível é que nenhum dos três mosqueteiros lembrou que naquela reunião Augusto Heleno defendeu Moro e disse que Bolsonaro não tinha direito a relatórios sobre inquéritos da PF. Aliás, nem o próprio Heleno recordou, disse que tinha de rever o vídeo para lembrar o que havia dito, vejam a que ponto chegamos.
Tentei imaginar nessa situação qualquer um dos quatro militares que citei como exemplos. E tenho certeza de que os irmãos Zamith, Plácido de Castro e o general Lott jamais se comportariam assim, saindo pela tangente, como dizem os professores de Geometria.
Em tradução simultânea, perdi a confiança nessa ala militar do Planalto. Mas continuo tendo certeza de que no Brasil há militares que não são assim amoldáveis. Certamente, esses três que depuseram estão com prazo de validade vencido. Deve ser isso.
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P.S. –
 O Almirante Francisco Barroso dizia que o Brasil espera que cada um cumpra seu dever. Aqui na Tribuna da Internet, seguimos esse lema. Justamente por isso, ao cumprir nosso dever de jornalistas, não respeitamos nem jamais respeitaremos militares amoldáveis. Era só o que faltava, diria o Barão de Itararé, aquele da batalha que não houve, na Revolução de 1932. (C.N.)

Entenda as contradições entre Moro, Bolsonaro, ministros e relatos sobre vídeo da reunião


Charge – Angelo RigonDeu em O Globo         Charge do Benett (Folha/UOL)
O inquérito aberto para apurar as supostas tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, apontadas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro ao deixar o governo e negadas pelo presidente, trouxe à tona novas contradições e choques de versões, sobretudo após os depoimentos à PF dos ministros Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
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MENÇÃO À POLÍCIA FEDERAL
O presidente Bolsonaro afirmou, após a divulgação de relatos sobre o vídeo, que em nenhum momento usou o termo “Polícia Federal” na reunião.
Os depoimentos dos ministros Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno contradizem, no entanto, a declaração de Bolsonaro. Heleno chegou a afirmar que o presidente manifestou incômodo com a atuação do superintendente da PF em Pernambuco.
Ramos, por sua vez, disse que Bolsonaro “se manifestou de forma contundente sobre a qualidade de órgãos de inteligência produzidos pela Abin, Forças Armadas, Polícia Federal”.
Perguntado sobre as declarações de seus ministros, Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que Ramos “se equivocou” ao citar a menção.
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SEGURANÇA PESSOAL E DA FAMÍLIA
Os ministros afirmaram em seus depoimentos que, na reunião do último dia 22, Bolsonaro manifestou intenção de fazer mudanças na segurança pessoal e da sua família, e que não se referia a uma troca no comando da Polícia Federal no Rio.
A segurança pessoal do presidente, no entanto, é responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado por Augusto Heleno, e não do ministro da Justiça, cargo ocupado até então por Sergio Moro, que era o alvo das cobranças de Bolsonaro.
Na reunião ministerial, segundo relatos de pessoas que assistiram à gravação, Bolsonaro teria dito que, caso não pudesse trocar o “segurança” do Rio, trocaria o diretor-geral ou o próprio ministro.
CASO DA SUPERINTENDÊNCIA DO RIO
As falas de Bolsonaro seriam referências à Polícia Federal e ao próprio Moro, que acabou exonerado dois dias depois da reunião após não aceitar a exoneração de Maurício Valeixo, diretor-geral da PF, a mando de Bolsonaro.
Além disso, Bolsonaro já havia publicamente manifestado preocupação com a superintendência da PF no Rio. Este mês, ao ser questionado sobre o motivo de ter pedido a Moro para trocar o superintendente da PF no Rio, o presidente respondeu que “o Rio é meu estado”.
Já o ministro Luiz Eduardo Ramos argumentou que Bolsonaro “olhou em direção ao ministro Heleno” ao citar a troca na “segurança”. Em seu depoimento, Ramos disse que Moro pode ter tido “interpretação equivocada” sobre o teor da declaração de Bolsonaro.
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AMIZADE ENTRE BOLSONARO E RAMAGEM
Em seu depoimento, Heleno confirma uma relação de proximidade entre Bolsonaro e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Heleno disse, no depoimento, que Ramagem se reúne “corriqueiramente” com o presidente e disse que a “amizade” entre eles “vem da época em que o presidente sofreu o atentado, e Alexandre Ramagem assumiu sua segurança”.
Ramagem, que também prestou depoimento, disse que “tem ciência de que goza da consideração, respeito e apreço da família do presidente Bolsonaro”, mas afirmou que “não possui intimidade pessoal com seus entes familiares”.
Bolsonaro, no entanto, já mencionou ao menos duas vezes sua amizade com o diretor da Abin. Em uma live transmitida em redes sociais no dia 30 de abril, Bolsonaro comentou que Ramagem “foi ao casamento de um filho” do presidente. Em outra entrevista, Bolsonaro afirmou: ”Passou a ser um amigo. Tomava café junto, leite condensado no pão. E aí? Devo escolher uma pessoa que eu nunca vi na minha vida?”
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ACESSO A RELATÓRIOS DA PF
Ao pedir demissão, Moro relatou cobranças de Bolsonaro por receber relatórios de inteligência da PF. O ex-ministro da Justiça também mencionou que Augusto Heleno, ao ouvir um dos pleitos do presidente, havia dito que Bolsonaro não poderia ter acesso ao tipo de relatório que exigia. Heleno, no entanto, disse em seu depoimento que não se lembra do episódio citado por Moro.
Nos depoimentos, tanto Heleno quanto o ministro Luiz Eduardo Ramos disseram que o presidente queria apenas ter mais informações para aprimorar as ações do governo, e que Bolsonaro não se referia a relatórios de investigações policiais. Heleno declarou ainda que o presidente não solicitou informações sobre inquéritos sigilosos.
O próprio Bolsonaro, no entanto, declarou após a demissão de Moro que havia tido acesso a um depoimento do policial reformado Ronnie Lessa, acusado de ser um dos executores da vereadora Marielle Franco. O presidente, além de declarar que o depoimento havia sido tomado por sua iniciativa, disse ter recebido “uma cópia do interrogatório”. O caso, no entanto, corre sob sigilo de justiça.
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INTERFERÊNCIA NA PF DO RIO
Braga Netto afirmou no depoimento que o presidente “se queixava” do inquérito da PF sobre as declarações do porteiro de seu condomínio, no âmbito do caso Marielle, mas sustentou que Bolsonaro não se referia à Polícia Federal quando mencionou, na reunião, que era preciso trocar a “segurança” do Rio. Já Ramos afirmou ainda que Bolsonaro não direcionou a ameaça de demissão ao então ministro Sergio Moro, mas sim a Augusto Heleno, chefe do GSI e responsável pela segurança pessoal do presidente.
As versões contradizem à da defesa de Sergio Moro e de investigadores, que viram na fala do presidente uma pressão para trocar o chefe da PF no Rio de Janeiro. Segundo pessoas que assistiram ao vídeo, essa mudança teria o objetivo de evitar que seus familiares e amigos fossem prejudicados.
Após a demissão de Moro e a troca do comando da PF, por Bolsonaro, o novo diretor-geral Rolando Alexandre de Souza mudou a chefia da superintendência da PF no Rio, agora com Tácio Muzzi.

Após militância cobrar posicionamento, PT deverá aderir ao pedido de impeachment de Bolsonaro

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Charge do Bira Dantas (Arquivo do Google)
Mariana Carneiro e Guilherme Seto
Folha
A executiva nacional do PT deve formalizar nesta sexta-feira, dia 15, a adesão do partido ao pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. O pedido pelo afastamento será feito de maneira coordenada com o PSOL e cerca de 300 entidades da sociedade civil. A data está em discussão para o lançamento do texto. Os partidos tentam ainda o apoio do PC do B na empreitada.
Nesta quarta-feira, dia 13, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou mensagem em uma rede social em que dá o tom do clima dentro do partido. “Acho que o Bolsonaro trabalha com a ideia de endurecer cada vez mais, de um governo autoritário. Espero que o presidente da Câmara coloque o impeachment em votação. Porque o Brasil não aguenta três meses do jeito que está sendo governado”, escreveu.

CONSENSO – A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirma que está se formando um consenso dentro da legenda de que chegou a hora de o PT colocar na rua um bloco amplo de forças a favor do impeachment. Desde que partidos de esquerda, como Rede, PDT e PSB formalizaram pedidos de abertura de afastamento na Câmara, o PT passou a ser cobrado pela militância por definir uma posição mais assertiva sobre o o impeachment.
O tema, porém, enfrentava resistências dentro da sigla, vindas do próprio Lula que, segundo relatos, temia ser alvo de críticas que foram desferidas aos que defenderam do afastamento de Dilma Rousseff em 2016. Além disso, o PT não queria dar força a movimento que foi iniciado pela denúncia de Sergio Moro, algoz do ex-presidente na Lava Jato.
SOMA DE FORÇAS – A bancada petista na Câmara, por sua vez, deliberou em reunião nesta segunda-feira, dia 11, em consenso pelo impeachment. “É claro que um pedido de impeachment não é resultado da boa vontade de um ou outro partido, mas da soma de forças da sociedade. A base social de Bolsonaro está caindo”, diz Ênio Verri (PT-PR).
Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), a gravação de Bolsonaro com seus ministros e os ataques ao STF e ao Congresso, além da perda contínua de popularidade, mostram o isolamento do presidente. Nem a aproximação com o centrão pode ajudar.
“Eu já vi isso antes”, disse ele, referindo-se ao período anterior ao afastamento de Dilma. “Com a mesma facilidade que o centrão vai, o centrão volta”, disse. “As duas crises vão se juntar. Quando a crise sanitária chegar ao ponto máximo, ela vai se bater com a crise econômica e, por isso, o governo Bolsonaro pode ir pro brejo”, acrescentou.

Por falta de bom senso barreira do Barro São José deixa muito a desejar...



Hoje já iniciei o dia recebendo uma mensagem onde um cidadão de Jeremoabo apela para que os responsáveis pelas instalação das barreras sanitária tenham pelo menos bom senso.

Vejamos as suas observações:
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre
Sem nenhuma condição de funcionamento, já foi solicitado providências aos coordenadores e até a presente data nada.
Fica localzada no Barr São José.
A imagem pode conter: pessoas sentadas e atividades ao ar livre

Tenda na Barreira Covid 19 no São José onde os trabalhadores permanecem diariamente. 
A imagem pode conter: pessoas sentadas e atividades ao ar livre
A tenda que deveria está nesse local, colocaram no lad oposto, ou seja na contra mão, além de ser muito pequena e não comportar todo os componentes, obrigando em tempo de sol ficar exposto ao mesmo. 
No mínimo desumano!!!


A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

Em tempo de chuva como estamos, a lama é demais, escorregadia e o muro condenado a cair.
Resultado quando chuva os componentes se molham, ou então no tempo de sol, fica exposto ao sol.

quarta-feira, maio 13, 2020

“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, disse Bolsonaro


Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Camila Bomfim e Ana Krüger 
TV Globo e G1
A defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro pediu nesta quarta-feira (13) ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que divulgue a íntegra do vídeo de reunião ministerial realizada em 22 de abril.
A manifestação foi apresentada como parte do inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da Polícia Federal. Segundo Moro, a irregularidade foi evidenciada na reunião. Celso de Mello é o relator do caso.
UM ATO OFICIAL – Os advogados de Moro afirmam ao STF que a reunião ministerial é um ato oficial do governo e que a divulgação integral do vídeo “caracterizará verdadeira lição cívica, permitindo o escrutínio de seu teor não só neste Inquérito Policial mas, igualmente, por toda a sociedade civil”.
Para a defesa de Moro, “a reivindicação pela publicidade total da gravação trará à luz inquietantes declarações de tom autoritário inviáveis de permanecerem nas sombras, pois não condizem com os valores estampados de forma categórica no artigo 5. da Constituição Federal de 1988. Novamente, invocando seu magistério perene e vital para a manutenção da ordem democrática do Estado de Direito, por ocasião de pronunciamento pela passagem do Décimo aniversário da investidura do Ministro Dias Toffoli no cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.”
PALAVRÕES E AMEAÇAS – Quatro fontes que assistiram ao vídeo nesta terça relataram à TV Globo e à GloboNews que, na reunião ministerial, o presidente menciona preocupação com a família ao falar da necessidade de trocar o superintendente da PF no Rio.
Segundo essas fontes, Bolsonaro usou palavrões ao tratar do tema e disse que, se não conseguisse trocar o superintendente do Rio, então trocaria o diretor-geral da PF – à época Maurício Valeixo – ou, por último, o ministro da Justiça – à época, Sergio Moro.
CONTRADIÇÕES – Nesta terça, Bolsonaro afirmou que a gravação da reunião deveria ter sido destruída. Além disso, disse que sua preocupação era com a segurança da família, não com investigações. A afirmação não faz sentido, já que a segurança da família é feita pelo gabinete de Segurança Institucional – não pelo Ministro da Justiça, nem pela Polícia Federal.
“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, de acordo com o relato obtido pela TV Globo.
EXIBIÇÃO DO VÍDEO – Nesta terça-feira (12) foi feita uma exibição do vídeo no Instituto de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília. Puderam assistir ao material o ex-ministro e um advogado dele, o advogado-geral da União, José Levi, procuradores e um juiz do gabinete do ministro Celso de Mello.
Fontes que acompanharam a exibição informaram que a gravação mostra Bolsonaro usando palavrões e fazendo ameaça de demissão em defesa da troca no comando da PF no Rio de Janeiro. (Leia mais ao final da reportagem)
Ao ministro do Supremo, a defesa de Moro afirma que o material não contém “qualquer assunto pertinente a Segredo de Estado ou que possa gerar incidente diplomático, muito menos colocar em risco a Segurança Nacional”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro também defende a divulgação do vídeo. Portanto, a Procuradoria Geral da República e a Advocacia Geral da União não podem se manifestar contra. Devem responder nesta quinta-feira ao relator Celso de Mello. (C.N.)

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