sexta-feira, fevereiro 14, 2025

Trump garante a Putin a vitória na Ucrânia e muda tudo na Europa

Publicado em 13 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

A weakened Zelensky acknowledges opening of peace negotiations

Apanhado de surpresa, Kelenski não sabe como proceder

Anton Troianovski
Folha/New York Times

Para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, uma ligação telefônica marcou um ponto de virada tão importante quanto qualquer batalha em sua guerra de três anos na Ucrânia.

Em um longo telefonema na quarta-feira, o presidente Trump transmitiu uma mensagem a Putin que resumiu muito da forma como o líder russo vê o mundo de hoje: que a Rússia e os Estados Unidos são duas grandes nações que devem negociar diretamente o destino da Ucrânia e passar a tratar de assuntos globais ainda mais importantes.

MAPA REDESENHADO – Foi o sinal mais claro de que Putin, apesar dos fracassos desastrosos da Rússia no início de sua invasão da Ucrânia no começo de 2022, ainda poderia sair da guerra com um mapa redesenhado da Europa e uma expansão da influência da Rússia.

O telefonema foi feito no mesmo dia em que o secretário de defesa de Trump, Pete Hegseth, declarou que os Estados Unidos não apoiariam o desejo da Ucrânia de se tornar membro da Otan.

Também ocorreu no momento em que o Senado confirmou Tulsi Gabbard, amplamente vista como simpática a Putin, como a próxima diretora de inteligência nacional.

JOGO INTELIGENTE – Em conjunto, os acontecimentos marcaram uma recompensa para a campanha de meses de Putin de elogios a Donald Trump – aparentemente acreditando que o presidente americano tem o poder de proporcionar uma vitória russa na Ucrânia.

“Putin está jogando um jogo muito inteligente”, disse Tatiana Stanovaya, membro sênior do Carnegie Russia Eurasia Center, em Berlim. “Ele está investindo 100% no esforço para seduzir Trump”.

Em Moscou, a notícia da tão esperada ligação provocou uma onda de alegria mal contida. Os comentaristas afirmaram que o esforço de três anos liderado pelos americanos para isolar a Rússia havia terminado enfaticamente.

“GRANDE HISTÓRIA” – Eles comemoraram a brilhante postagem de Trump na mídia social após a ligação sobre “a Grande História de Nossas Nações” e observaram que o presidente americano havia falado com Putin antes de ligar para o presidente Volodmir Zelenski da Ucrânia.

Um parlamentar russo disse que a ligação de Putin com Trump “rompeu o bloqueio do Ocidente”. Outro disse que os europeus certamente estavam lendo a postagem de Trump sobre o assunto “com horror e não conseguiam acreditar em seus olhos”. Um terceiro disse que era um “dia de boas notícias”.

Em um sinal da explosão de otimismo, o principal índice do mercado de ações da Rússia saltou 5% na manhã de quinta-feira, atingindo seu ponto mais alto desde o verão passado, e sua moeda abalada, o rublo, ganhou em relação ao dólar, atingindo seu nível mais forte desde setembro.

RETIRADA DE SANÇÕES – Os empresários russos esperam que um acordo de paz com Trump possa levar à retirada das sanções contra seu país. O Kremlin disse que, além da Ucrânia, Trump e Putin abordaram as “relações bilaterais russo-americanas na esfera econômica”.

Tatiana Stanovaya e muitos outros comentaristas observaram que as chances de Putin conseguir tudo o que deseja estão longe de ser garantidas. Em particular, embora Trump pareça estar concentrado em acabar com os combates na Ucrânia, Putin quer um acordo mais amplo com os Estados Unidos que faça a Otan recuar e permita que a Rússia recupere uma esfera de influência na Europa.

“Donald Trump falou a favor de um fim rápido das hostilidades”, disse o Kremlin em seu resumo da ligação, dando a entender essa divergência. “Vladimir Putin, por sua vez, mencionou a necessidade de eliminar as causas fundamentais do conflito.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Grande passo para a negociação de paz, que significa o fim das sanções e um alívio econômico à Europa em pleno inverno, quando mais se sente falta do gás russo. Nesta sexta-feira, Zelenski se reúne em Munique com o secretário de Estado Marco Rubio, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance. Vai espernear em vão, a festa dos dólares em profusão acabou, ele terá de negociar o cessar-fogo. (C.N.)


Sem foco e sem luz, o governo Lula semeia o desânimo popular


Lula assume governo com o desafio de manter a inflação sob controle |  Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Maria Hermínia Tavares
Folha

O presidente Lula chega à metade de seu mandato carente do entusiasmo que despertou no passado. Recente pesquisa Genial/Quaest mostra queda da aprovação do seu trabalho; pela primeira vez, desde 2023, mais entrevistados o desaprovam. A perda de apoio é significativa por também ocorre entre seus eleitores fiéis.

Os bons indicadores econômicos —crescimento do PIB e do emprego— não amainaram as críticas dos formadores de opinião que duvidam de sua sobrevida a médio prazo.

DESÂNIMO POPULAR -O aumento do preço dos alimentos parece impedir que aqueles resultados se traduzam em sensação de melhoria para os muitíssimos que vivem com dinheiro contado.

 Nenhuma iniciativa do governo tem conseguido erguer o ânimo popular. Muito menos o das elites que desconfiam do mandatário e de seu partido.

Diante disso, fraqueja a fidelidade das legendas de direita que formam a coalizão governista. Dez entre dez analistas preveem obstáculos políticos no Congresso ao longo dos quase dois anos que restam à Presidência Lula.

TRÊS DESAFIOS – As dificuldades do governo são de três tipos: institucionais, políticas e de clareza de objetivos. A arquitetura política brasileira inibe a concentração de poder decisório no Executivo nacional.

Federação; multipartidarismo; e, em consequência, governo de coalizão; Congresso bicameral; e Corte Suprema com amplos poderes são a fórmula institucional que desconcentra poder, restringe a capacidade de ação unilateral da Presidência e bloqueia governos de um só partido. Assim, obriga a negociação de consensos entre lideranças e legendas distintas.

O resultado é um processo sempre lento e difícil de administrar. E ainda mais complicado quando, ao longo da última década, o Legislativo se fortaleceu frente ao Executivo.

UM NEGOCIADOR – Nesse arranjo, líder apto é aquele que agrega, negocia, convence e concede; nunca o que trata de impor sua vontade ou o programa de seu partido.

Se as coalizões de governo são sempre necessárias, porque resultantes de fatores institucionais, a atual administração enfrenta outra dificuldade —esta, de natureza propriamente política: para governar, o presidente de centro-esquerda precisa das forças de direita, majoritárias no Congresso. Porém, ter a direita no governo naturalmente reduz a ambição de qualquer agenda progressista.

Nada disso é novidade para o presidente Lula. Afinal, no passado, ele governou com coalizões que incluíam partidos do centrão. Negociador nota 10, soube construir consensos em torno de políticas de inequívoco impacto social.

DESEMPENHO FOSCO – Embora as instituições e as novas prerrogativas de um Legislativo dominado pelos conservadores imponham limites a iniciativas de centro-esquerda, não parece estar principalmente aí o nó que amarra a gestão atual a um desempenho fosco.

Pois já não basta ao seu condutor dizer que suas metas são cuidar do povo e garantir trabalho e comida para todos os brasileiros. Faltam a Lula uma nitidez de objetivos, foco e prioridades claras.

Precisa de uma política econômica que explicite compromisso com a estabilidade da moeda e o crescimento sustentável e uma agenda social inovadora que enfrente a questão da qualidade dos serviços públicos e da criação de oportunidades de desenvolvimento para pessoas e famílias.


quinta-feira, fevereiro 13, 2025

Novidade na corrupção brasileira é a propina já “prevista em contrato”


Arquivos Lino Rogério da Silva Furtado - Perfil Brasil

Polícia Federal descobriu que há propinas até em contratos

Josias de Souza
do UOL

Os escândalos tornam-se mais escandalosos quando o país se habitua a eles. No caso das emendas parlamentares, o problema não é apenas a falta de luz. A questão é que a impunidade leva ao acúmulo de pus no fim do túnel. Desvio vai, desvio vem, ganhou o noticiário um caso inusitado.

Envolve a suspeita de cobrança de propina de 6% sobre verbas do Ministério da Saúde enviadas para um hospital da cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul. Segundo a Polícia Federal, o desvio está previsto em contrato. Nessa versão, os investigados esqueceram de maneirar.

BUSCA E APREENSÃO – Entre os suspeitos está Lino Rogério Furtado, assessor do deputado Afonso Motta, do PDT, que diz desconhecer os malfeitos.

Por ordem do ministro do Supremo Flávio Dino, Lino Furtado foi afastado do cargo, teve a conta bancária parcialmente bloqueada e recebeu a visita dos rapazes da PF nesta quinta-feira.

No total, realizaram-se 11 batidas policiais. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos por Flávio Dino depois que a PF colecionou indícios de um rateio de verbas que inclui um lobista e funcionários do hospital.

IMPUNIDADE POLÍTICA – O novo escândalo chega às manchetes duas semanas antes de uma audiência de conciliação entre Executivo e Legislativo para tratar da transparência dos gastos. Foi convocada por Dino para 27 de fevereiro.

No ano passado, num encontro que teve o mesmo objetivo, Dino advertiu que os “armários” do Supremo estão “cheios de investigações contra parlamentares”.

Há duas dezenas de inquéritos. O excesso de tempestades recomenda que seja interrompida a bonança da impunidade.

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Nísia diz que todos os medicamentos do Farmácia Popular passam a ser retirados de graça

 Foto: Vinícius Loures Câmara dos deputados

A ministra Nísia Trindade13 de fevereiro de 2025 | 17:29

Nísia diz que todos os medicamentos do Farmácia Popular passam a ser retirados de graça

economia

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quinta-feira (13) que os produtos do programa Farmácia Popular que ainda eram pagos poderão ser retirados de graça.

Com isso, os dois itens que tinham coparticipação, ou seja, o cidadão pagava uma parte do custo, foram incluídos: a fralda geriátrica e um medicamento para diabetes e para doenças cardiovasculares.

Nísia também anunciou a abertura do credenciamento para aderir ao programa a 758 cidades que ainda não eram contempladas, conforme mostrou a Folha. Esse total representa 14% das 5.570 cidades do país.

Até o momento, o programa disponibiliza medicamentos gratuitos para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose, anticoncepção, glaucoma e outras doenças.

O anúncio foi feito durante participação na Conferência Ministerial Saúde e Educação, mesa parte da programação do terceiro e último dia do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.

No evento, ela detalhou ainda informações sobre o Programa Saúde na Escola, previsto para ser retomado no dia 18 de fevereiro, além da mobilização no controle da dengue em todo o país e outros programas da pasta.

A ministra destacou que a saúde no Brasil enfrenta hoje quatro desafios principais: desigualdade, aspectos demográficos, como envelhecimento, a necessidade de voltar a ciência para a melhoria do acesso à saúde e a interação do SUS (Sistema Único de Saúde).

Na primeira parte do evento, a conferência apresentou dados do Ministério da Educação com o enfoque na esfera municipal.

O evento teria, inicialmente a participação do ministro da Educação, Camilo Santana, que enviou representantes da pasta em decorrência de sua viagem ao Amapá para acompanhar o presidente Lula (PT).

A pasta deu destaque aos programas Compromisso Criança Alfabetizada e Escola em Tempo Integral, com estímulos para a adesão dos municípios.

Mariana Brasil, Folhapress

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