quinta-feira, fevereiro 13, 2025

Nunes Marques determina que PF siga com investigações da Overclean

 Foto: Reprodução/ STF/Arquivo

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF)13 de fevereiro de 2025 | 17:00

Nunes Marques determina que PF siga com investigações da Overclean

brasil

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa quarta-feira (12/2) a continuidade das investigações no âmbito da Operação Overclean, que apura desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

No seu primeiro despacho formal sobre o caso, o magistrado também decretou sigilo total ao inquérito, restringindo o acesso às informações apenas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao seu gabinete.

A decisão de Nunes Marques garante que a Polícia Federal (PF) dê continuidade às diligências e buscas relacionadas ao caso, que teve início na Bahia, mas foi remetido ao STF devido à suposta participação do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil).

No seu primeiro despacho formal sobre o caso, o magistrado também decretou sigilo total ao inquérito, restringindo o acesso às informações apenas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao seu gabinete.

A decisão de Nunes Marques garante que a Polícia Federal (PF) dê continuidade às diligências e buscas relacionadas ao caso, que teve início na Bahia, mas foi remetido ao STF devido à suposta participação do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil).

Sigilo total

A imposição de sigilo total significa que nenhum dado do processo será acessível ao público, nem mesmo as partes envolvidas terão acesso irrestrito aos autos. A medida tem sido aplicada em processos criminais durante a fase investigativa para evitar vazamentos que possam comprometer a coleta de provas.

Operação Overclean

A ação busca desmantelar suposto esquema de desvio de verbas federais destinadas à saúde e infraestrutura por meio de emendas parlamentares. Os investigados são suspeitos de direcionar recursos públicos para empresas de fachada e contratos superfaturados, em um esquema que pode envolver políticos e servidores públicos.

Com a determinação de continuidade das diligências e o sigilo imposto ao inquérito, a expectativa é que a Polícia Federal intensifique as buscas e colete novos elementos que possam corroborar as suspeitas iniciais.

Metrópoles

Trump abre a negociação de paz na Ucrânia, falando com Putin e Zelensky


Em conversa com Trump, Putin afirma que 'negociações | Internacional

Na conversa, Putin convidou Trump a visitar Moscou

Katharine Jackson e Doina Chiacu
MSN/Reuters

Donald Trump discutiu a guerra na Ucrânia nesta quarta-feira em ligações por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no primeiro grande passo diplomático do novo presidente dos EUA em uma guerra que ele prometeu encerrar.

Em uma publicação em sua plataforma de redes sociais após falar com Putin, Trump disse que eles “concordaram que nossas respectivas equipes iniciem as negociações imediatamente” e que ele começaria telefonando para Zelensky.

CONVERSA BOA – Segundo o Kremlin, Putin e Trump concordaram em se encontrar, e Putin convidou Trump a visitar Moscou.

Depois da ligação com o líder ucraniano, Trump escreveu: “A conversa foi muito boa. Ele, assim como o presidente Putin, quer a PAZ”.

“Nós… conversamos sobre oportunidades para a paz, discutimos nossa prontidão para trabalharmos juntos… e as capacidades tecnológicas da Ucrânia… incluindo drones e outras indústrias avançadas”, escreveu Zelensky no X.

CEDER TERRITÓRIOS – Trump vem dizendo que vai encerrar a guerra na Ucrânia rapidamente, sem explicar exatamente como irá fazê-lo.

Mais cedo nesta quarta-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, deu a declaração mais contundente do novo governo até agora sobre sua abordagem em relação à guerra, dizendo que recuperar todo o território da Ucrânia ocupado pela Rússia desde 2014 é irrealista, assim como sua adesão à Otan.

“Nós queremos, como vocês, uma Ucrânia soberana e próspera. Mas precisamos começar reconhecendo que voltar às fronteiras pré-2014 da Ucrânia é um objetivo irrealista”, disse Hegseth, em uma reunião com a Ucrânia e mais de 40 aliados na sede da Otan em Bruxelas. “Buscar um objetivo ilusório apenas prolongará a guerra e causará mais sofrimento.”

GARANTIAS – Hegseth afirmou que qualquer paz duradoura precisa incluir “garantias robustas de segurança para assegurar que a guerra não começará novamente”.

Afirmou, no entanto, que tropas dos EUA não serão mobilizadas para a Ucrânia como parte dessas garantias. “Os Estados Unidos não acreditam que a adesão da Ucrânia à Otan seja um resultado realista de um acordo negociado.”

França, Alemanha e Espanha disseram que o destino da Ucrânia não pode ser decidido sem a participação ativa de Kiev. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que a Europa teria o seu papel nas garantias de segurança à Ucrânia, mesmo se a adesão à Otan não fosse imediata.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parodiando Fernando Pessoa, negociar é preciso, viver não é preciso. Estima-se que a guerra na Ucrânia já deixou centenas de milhares de mortos. Para quê? Ora, para nada, como os cavaleiros de Granada, em louca disparada, na monumental obra de Miguel de Cervantes. Vivemos num mundo cão, sem a menor dúvida(C.N.)

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Trump, Musk e Netanyahu se igualam em crimes contra a humanidade

Publicado em 13 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Benjamin Netanyahu arrives in US for talks with Donald Trump | BBC News

Netanyahu e Trump são dois perdidos numa guerra suja

Wálter Maierovitch
do UOL

Ao assumir o DOGE (Departamento de Eficiência Governamental), o empresário Elon Musk montou, no governo Donald Trump, uma assessoria composta apenas de pessoas muito jovens e sem experiência na política. Segundo ele, esses assessores deverão trabalhar 80 horas semanais.

É uma busca de lugar ao sol, num sistema de emulação, como numa final olímpica de 100 metros rasos do atletismo.

CORTAR A USAID – Daí desse grupo de idealistas, partiu a ideia de cortar os auxílios financeiros proporcionados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, a USAID, criada pelo então presidente democrata John Kennedy.

Musk quer mudar a estrutura administrativa da Casa Branca, fazendo-a funcionar como uma espécie de startup estatal, para transformá-la em modelo.

SEM REGRAS – Assim como a Trump não contam as regras do direito internacional, as convenções e os tratados, para Musk as pesquisas que interessam são apenas as que confirmam as suas ideais e delírios.

Nesta semana, uma pesquisa apontou que a maioria dos norte-americanos não querem grande influência de Musk no governo.

O resultado é o seguinte: 26% não desejam que ele tenha muita influência; 43% entendem que deveria ter apenas um pouco de influência e 17% apontam para não possuir nenhuma influência.

RIVIERA EM GAZA – O premier israelense Netanyahu e o novo ministro de Defesa do seu governo, Israel Katz, iniciaram na sexta-feira (7) uma campanha para convencer os palestinos de Gaza, diante da intenção revelada por Trump, a desocuparem a faixa, para a construção da Nova Riviera idealizada pelo presidente americano.

Qual a vantagem? Certamente esperam que os palestinos deem asas à imaginação e esqueçam as destruições de suas casas e a morte se parentes e amigos.

A dupla Netanyahu e Katz terá de convencer 2 milhões de palestinos. Para onde os palestinos deverão mudar, nada está sugerido. Por seu turno, Jordânia, onde já vivem 3 milhões de foragidos palestinos, e Egito já declararam que não aceitarão os palestinos, depois da sugestão de migração de Trump.

REPROVAÇÃO – O sanguinário Netanyahu ainda não Atentou, sob o prisma moral e ético, para a reprovação do mundo árabe.

Quando anunciou o bombardeamento do norte de Gaza, o premier israelense recomendou o deslocamento dos palestinos do norte ao sul. À época, o direito internacional já condenava esse tipo de ação coercitiva do tipo: “saiam daí que vamos bombardear, destruir tudo”.

Agora, Netanyahu não está só no papel de divulgar os desejos de Trump. Sua conduta de premier, à luz do direito internacional, será, caso tentada ou consumada, a ação delinquencial de coautor de “limpeza étnica”, um grave crime contra a humanidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como dizia meu amigo Francisco Rego, políticos como Netanyahu e Trump não valem o peido de uma gata, especialmente quando se encontram na situação prevista pelo ator, diretor e dramaturgo Plínio Marcos, e são dois perdidos numa guerra suja. (C.N.)

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O boné de Lula é o nada absoluto deste país sem nada na cabeça


Lula com boné criado por seu marqueteiro

Lula com o boné criado por seu ministro-marqueteiro

Mario Sabino
Metrópoles

Você tira férias e o que acontece no Brasil? Piora. É o caso perfeito de um país que piora permanecendo como sempre foi, e você pode escolher o ângulo que quiser para definir o nosso imutável estado de coisas.

Agora, temos o ângulo do boné inventado pelo marqueteiro de Lula, usado pelo presidente da República e por ministros e outros acólitos petistas.

AME-O OU DEIXE-O – Sai o boné do MST, vermelho como a alma companheira, entra o boné azul, para fazer contraste, com o slogan “O Brasil é dos brasileiros”, de notável afinidade eletiva com o “Brasil: ame-o ou deixe-o” da ditadura militar.

Parece que é uma apropriação petista de um mote de campanha da oposição, que dizia que o Brasil não era do PT, mas dos brasileiros, segundo publicou o colega Paulo Cappelli. Uma forma de “provocar a oposição, que usou adereços vermelhos para exaltar a posse de Donald Trump nos Estados Unidos”.

Criou-se, assim, esta não menos do que ridícula guerra dos bonés. Em resposta, opositores usaram bonés com inscrições críticas ao governo e com propaganda eleitoral do inelegível Jair Bolsonaro.

POBRES BRASILEIROS – Porta-vozes bolsonaristas na imprensa também fizeram litanias sobre o Brasil, na verdade, não pertencer aos brasileiros, já que os coitados dos brasileiros não mandam no próprio país, são explorados por uma elite assim e assado e por aí vai. Como se os bolsonaristas estivessem muito preocupados com essa verdade.

E é assim que, a quase dois anos da eleição presidencial de 2026, o Brasil está outra vez sob os eflúvios do marketing eleitoral. Para quê?

Para eleger os mesmos nomes de sempre, que não têm projeto nenhum de país, certo ou errado que seja, a não ser satisfazer as próprias ambições de poder e do seu corolário, a cobiça pelo vil metal. Para o Brasil, enfim, piorar, permanecendo como sempre foi.

ESTILO MACHADIANO – Ao me informar sobre a guerra dos bonés, depois das minhas férias romanas, lembrei-me do conto de Machado de Assis, aquele autor muito citado e pouco lido hoje, intitulado “O Capítulo dos Chapéus”, a meu ver elucidativo sobre a atual guerra dos bonés.

A certa altura, um dos personagens do conto, de quem a mulher gostaria de mudar o chapéu baixo, que julgava pouco elegante, explica como um chapéu é o prolongamento de quem o usa:

“A escolha do chapéu não é uma ação indiferente, como você pode supor; é regida por um princípio metafísico. O princípio metafísico é este: o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento: ninguém o pode trocar sem mutilação.”

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P.S.
 – O boné criado pelo marqueteiro de Lula não tem significado, não expressa ideias, não aponta caminhos. É um complemento do nada absoluto de um país que não tem nada na cabeça(M.S.)


No Brasil, o Congresso fortalecido serve de freio a exageros do governo

Publicado em 13 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge/Cartum – Junião

Charge do Junião (Arquivo Google)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Não passou nem um mês de governo Trump e já perdemos as contas de suas ordens executivas. É quase como se o Congresso americano não existisse. Ele é, hoje, disfuncional, entregue à polarização. O Partido Republicano —salvo raras exceções— virou o partido do movimento Maga (Make America Great Again).

O Congresso lá funciona como um freio de mão. Quando está nas mãos da oposição, trava o andamento do governo, inclusive impedindo a aprovação do Orçamento e punindo toda a população. Quando está nas mãos do governo, lhe dá carta branca.

MAIORIA ESCASSA – Como as maiorias são sempre pequenas, também não permite que o governo aprove mudanças mais profundas, que exijam votações superiores a 50%. Pelo mesmo motivo, um impeachment é impossível. Quase não há negociação entre os partidos.

Essa é uma das grandes diferenças da política americana para a brasileira: nosso Congresso é forte. Na verdade, forte até demais, e é o governo que fica sempre contra a parede.

Seja com Lula ou com Bolsonaro, o Congresso se fez protagonista da política e impôs limites ao presidente, bem como traz agendas próprias. Aqui não existe a possibilidade de o presidente governar sozinho. Precisa formar uma coalizão. E tanto os partidos da base podem votar contra o governo quanto os da oposição podem votar a favor em uma série de projetos.

SEM PARALISIA – Também vivemos a polarização —inclusive afetiva— da discussão política. No entanto, isso não se transforma em paralisia legislativa. A representação proporcional garante uma pluralidade de vozes e interesses. O Congresso pende para a direita, mas isso não impede que o governo de esquerda negocie suas pautas e avance com uma agenda de reformas.

Bolsonaro bem que tentou governar sem o Legislativo —ou melhor, contra ele— ao longo de 2019. O Congresso não só não se deixou coagir como ainda aprovou a impositividade das emendas de bancada, aumentando seu poder.

O voto impresso foi outra derrota que o Congresso lhe impôs.

FREIO EM BOLSONARO – Enquanto Bolsonaro tratava a educação como palco para arroubos ideológicos, o Congresso renovou o Fundeb em 2020. Lula, por sua vez, gostaria de ter revertido privatizações e a reforma trabalhista, acabado com a independência do Banco Central; graças ao Congresso, não o fez.

A questão é toda sobre os termos em que a negociação se dá. O PL de Bolsonaro aceitou apoiar Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Isso desagradou parte de sua base de eleitores.

Mas o resultado foi que o partido conseguiu espaços importantes —presidindo a Comissão de Segurança Pública, por exemplo—, que poderá usar para avançar suas pautas.

PODER DO CONGRESSO – Isso é muito mais produtivo do que ficar bradando aos quatro ventos contra tudo e contra todos sem conseguir efetuar mudança nenhuma.

Se você é partidário de Lula ou de Bolsonaro e gostaria de ver seus planos para o Brasil impostos sem limites, o poder do Congresso é sempre ruim. Ele faz com que a mudança profunda seja possível, mas impõe a negociação com o lado oposto.

Quando ela se dá dentro da lei e com transparência, em cima de projetos e propostas, essa negociação deve ser estimulada, não condenada. É mais parte da solução do que do problema.


Saúde é Coisa Séria: Um Novo Caminho para Jeremoabo


Saúde é Coisa Séria: Um Novo Caminho para Jeremoabo

A saúde pública é um dos pilares fundamentais de qualquer administração, pois lida diretamente com vidas humanas. Para comandar uma Secretaria de Saúde com eficiência, é imprescindível conhecimento em gestão da saúde, além do preenchimento adequado de todas as diretorias para garantir que postos de saúde e hospitais funcionem com presteza, responsabilidade, competência e humanidade.

O atual Secretário de Saúde de Jeremoabo, junto com seus diretores, tomou uma iniciativa louvável ao capacitar os agentes de combate a endemias, profissionais essenciais na prevenção de doenças. Durante o governo anterior, esses trabalhadores tiveram seus direitos sonegados e não recebiam suas vantagens financeiras, o que representou mais uma herança maldita assumida pela nova gestão, que agora se responsabiliza pelos pagamentos atrasados deixados pela administração passada.

A capacitação dos servidores da saúde é um passo crucial para transformar o atendimento ao cidadão-paciente, garantindo que ele receba cuidados com dignidade e respeito. Com a nova gestão, a saúde de Jeremoabo começa a dar seus primeiros passos rumo a um serviço mais eficiente e humanizado.

A regularização da saúde municipal é uma missão prioritária e fundamental, pois não se trata apenas de gestão pública, mas de preservar e salvar vidas humanas. Aos poucos, com trabalho e dedicação, a atual administração avança rumo a um sistema de saúde mais justo, eficiente e digno para toda a população de Jeremoabo.

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