quinta-feira, setembro 09, 2021
9 'Bolsonaro descontrolado' e 'manifestação de força': as diferentes visões da imprensa internacional sobre 7 de setembro
7 de Setembro: Bolsonaro faz Brasil parecer república das bananas, diz analista dos EUA
Moraes devolve processos, e STF retomará julgamento de regras do governo para armas

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 17 a retomada do julgamento de ações que questionam a política armamentista do governo Bolsonaro. Os temas já tinham sido levados ao plenário virtual do STF em ocasiões anteriores, mas tiveram a análise adiada por pedidos de vista do ministro Alexandre de Moraes. Agora, Moraes devolveu os processos, o que permitiu que os julgamentos pudessem ser novamente agendados.
Nesta terça (7), durante atos políticos em São Paulo e Brasília nos quais fez ameaças golpistas ao Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não mais cumprirá decisões de Alexandre de Moraes. As ameaças provocaram reação do ministro Luiz Fux, presidente do STF. Na abertura da sessão desta quarta-feira, ele afirmou que é "crime de responsabilidade" o desprezo a decisões judiciais.
Com a devolução dos processos por Moraes, os ministros vão decidir sobre a constitucionalidade de decretos e atos do governo federal que alteram as regras para a posse, compra, registro e tributação sobre armas e munições, segundo o G1.
O julgamento será no plenário virtual, modalidade de deliberação em que os ministros apresentam os votos por escrito, sem a necessidade de uma sessão presencial ou por videoconferência. O plenário virtual ficará aberto para apresentação dos votos até dia 24.
Bahia Notícias
PT não deve aderir movimento contra Bolsonaro marcado para próximo domingo
por Matheus Caldas

O PT, maior partido de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não deve aderir institucionalmente ao ato marcado para acontecer neste domingo (12) em reação às manifestações bolsonaristas realizadas na última terça-feira (7), durante o feriado de 7 de Setembro.
A informação foi divulgada ao Bahia Notícias pelo presidente do PT no estado, Éden Valadares, que conversou nesta quarta-feira (8) com a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann. “Nossa posição é de reconhecer como legítimo e bem-vindo qualquer mobilização pelo ‘fora, Bolsonaro’, contra a postura autoritária e antidemocrática de Bolsonaro, mas, para construir algo em conjunto, é preciso uma construção conjunta e não por adesão”, explicou, em entrevista ao Bahia Notícias.
“Entendemos que toda manifestação pró-democracia, contra Bolsonaro, é bem-vinda, mas uma mobilização que seja realmente nacional e que tenha participação de todo o campo democrático demanda um processo de construção, não pode ser feito por adesão”, acrescentou.
Éden, contudo, pontua que a posição não foi debatida com membros da executiva estadual do PT. Ele ainda indica que, futuramente, pode haver mobilizações capitaneadas por partidos de esquerda, de centro, movimentos sociais e setores da sociedade civil.
“Esses dois campos, a esquerda e o centro, podem juntos construir num outro momento uma mobilização conjunta? Podemos. Mas isso ainda demanda maior amadurecimento e mais diálogo”, comentou.
As afirmações do dirigente petista ocorrem em meio às articulações do Movimento Brasil Livre (MBL) e VPR (Vem Pra Rua), compostos por políticos da direita não bolsonarista, que estão organizando atos para o próximo domingo - embora haja adesão de Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central, quatro das maiores centrais sindicais do país.
O movimento, no entanto, deve ser tímido na Bahia. De acordo com o coordenador do MBL no estado, Siqueira Júnior, o grupo decidiu focar as atenções para Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Santa Catarina. “Foram locais estratégicos que dão visibilidade à manifestação. Aqui em Salvador temos os bolsonaristas e o pessoal de esquerda. Só teriam o Livres e o Novo que podiam fazer algo nesse sentido. Tentei contato, mas eles não se manifestaram. A gente preferiu abrir mão de fazer aqui. Teria que ter uma organização muito grande que teria que ter começado há mais tempo. Agora, está em cima da hora”, declarou, em entrevista ao BN.
“Temos também problema que o Facebook não tem mais o mesmo alcance que antes. Ficou muito mais difícil aglutinar pessoas dessa maneira”, emendou.
Desta forma, as manifestações devem ser tímidas, mas não devem deixar de acontecer. O presidente do PSOL na Bahia, Fábio Nogueira, indicou que o partido deve realizar ato contra Bolsonaro - ele, no entanto, não detalhou como seria.
Siqueira Jr. ainda indicou que representantes do grupo Livres e do partido Novo devem fazer um ato simbólico em Salvador para protestar contra o presidente da República.
Bahia Notícias
Ao sobrevoar ato em Brasília com Bolsonaro, ministro causou desconforto em militares
Publicado em 8 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Ao lado de Bolsonaro, o ministro acompanha a manifestação
Naira Trindade
O Globo
Interlocutor do governo Bolsonaro com as Forças Armadas, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, sobrevoou ao lado do presidente o ato deste 7 de setembro realizado em Brasília. A participação do general da reserva em eventos políticos têm gerado desconforto na caserna.
Ao embarcar no helicóptero, o ministro da Defesa reproduziu um episódio protagonizado por seu antecessor, o ex-chefe da pasta Fernando Azevedo e Silva, que, em 2020, também subiu a bordo de uma aeronave para sobrevoar ao lado de Bolsonaro os atos antidemocráticos em Brasília, que atacavam os ministros do Supremo Tribunal Federal.
TOFFOLI COBROU – A ação de Azevedo e Silva, à época, foi questionada pelo então presidente do Supremo, ministro Antonio Dias Toffoli, que cobrou uma explicação sobre o ocorrido. Antes de assumir a pasta, Azevedo era assessor do magistrado na Corte.
Naquele episódio, a Defesa alegou que o general acompanhara Bolsonaro “para checar as condições de segurança” na Esplanada dos Ministérios, mesma justificativa adotada agora por Braga Netto.
Azevedo e Silva deixou as Forças Armadas após relação dúbia com a política. Ele foi substituído por Braga Netto, que trocou o comando de Exército, Marinha e Aeronáutica. Agora, Braga Netto repete os passos do antecessor. Estavam também no helicóptero o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e o senador Marcos Rogério, integrante da CPI da Covid.
OUTRAS OCASIÕES – Esta não é a primeira vez que Braga Netto participa de manifestações políticas ao lado do presidente. Em maio passado, já no comando do Ministério da Defesa, o general da reserva esteve em um ato pró-governo, o que também motivou críticas na caserna.
À época, Braga Netto discursou e manifestantes gritavam “eu autorizo”, bordão criado para manifestar apoio a uma ação do presidente Jair Bolsonaro contra medidas restritivas de governadores e prefeitos. O grito não foi feito no discurso de outros ministros presentes.
Além de Braga Netto, a participação do ex-ministro e general da ativa Eduardo Pazuello em um ato político no Rio de Janeiro, também irritou integrantes das Forças Armadas. Da ativa, Pazuello precisa cumprir regras militares que vedam participação em atos políticos.
Fracassa a greve fake de caminhoneiros e Bolsonaro não tem mais cartas na manga
Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Em vários pontos do país houve protestos contra o Supremo
Marlla Sabino, Amanda Pupo e Isadora Duarte
Estadão
O Ministério de Infraestrutura informou nesta quarta-feira, 8, que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua para desmobilizar bloqueios de estradas realizados por caminhoneiros em oito Estados. A previsão, segundo nota da pasta, é garantir o livre fluxo nas rodovias, com a tendência de fim das mobilizações, até às 0h desta quinta-feira, 9. Os bloqueios começaram ontem, durante as manifestações do 7 de Setembro, convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o órgão, são registrados pontos de concentração em rodovias federais com abordagem a veículos de cargas nos seguintes Estados: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Sul. Além desses, houve também protestos no Rio de Janeiro, o que aumenta o número para nove Estados.
FAKE VIDEOS – Segundo o ministério, em nenhum ponto é registrado bloqueio total da pista. “Ao todo, já foram debeladas 67 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias durante as últimas horas”, afirmou o ministério.
“A PRF encontra-se em todos os locais identificados e trabalha pela garantia do livre fluxo com a tendência de fim das mobilizações até a 0h do dia 09/09”, disse o ministério, que afirmou ainda ser “importante alertar que a disseminação de vídeos e fotos por meio de redes sociais não necessariamente reflete o estado atual da malha rodoviária”.
Dois protestos de caminhoneiros em favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorrem também em rodovias federais do Estado do Rio de Janeiro. Às 18h15, uma das rodovias estava totalmente interditada para caminhões, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
SEM DESABASTECIMENTO – O Ministério de Infraestrutura informou ainda que os atos não são organizados por qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas e que a composição das mobilizações é heterogênea, “não se limitando a demandas ligadas à categoria”. A pasta disse ainda que não há previsão, no momento, de que os bloqueios nas rodovias afetem o abastecimento de produtos no País.
No entanto, essas concentrações já preocupam distribuidoras de combustíveis que temem o desabastecimento dos mercados. As empresas temem que faltem produtos como gasolina e óleo diesel nas próximas 12 horas desta quarta-feira. A situação mais crítica é em Santa Catarina e Mato Grosso, mas algumas cidades de outros Estados já estão com fornecimento comprometido.
Esse medo também foi manifestado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). Em nota de repúdio aos bloqueios, a entidade que representa transportadoras reforçou que tais bloqueios e suas eventuais consequências para o abastecimento poderão atingir diretamente o consumidor final e o comércio de produtos de todas as naturezas, incluindo alimentos, medicamentos e combustíveis.
CHICÃO FORAGIDO – Um dos líderes do movimento intitulado de “caminhoneiros patriotas”, Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, diz que entregará hoje um documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pedindo a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “O povo brasileiro não aguenta mais esse momento que País está atravessando através da forma impositiva que STF vem se posicionando. O povo brasileiro está aqui (Esplanada dos Ministérios) buscando solução e só vamos sair daqui com solução na mão”, disse Chicão, que preside União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) e está foragido da Justiça, com ordem de prisão decretada.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, avalia que o movimento é de cunho político com participação de empresários de transporte e seus funcionários celetistas, e não de transportadores autônomos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, fracassou a greve fake de caminhoneiros. Assim, Bolsonaro não tem mais nenhuma carta na manga e precisa cair na real. (C.N.)
Ao insistir na arruaça e truculência golpista, Bolsonaro só faz aprofundar seu fracasso

Bolsonaro vibrou com a multidão na Esplanada dos Ministérios
Ednei Dutra de Freitas
Paira no ar um frisson, de certa forma compartilhado por bolsonaristas e antibolsonaristas, sobre qual foi a imagem de maior impacto no período de 7 a 12 de setembro — vale dizer, a foto com mais manifestantes, como se isso retratasse a maioria dos brasileiros. Trata-se de um equívoco flagrante.
A ciência da pesquisa, como no levantamento conduzido pelo Datafolha em junho de 2020, mostra que a maioria esmagadora de 75% dos brasileiros é favorável à democracia — e que para 78% o regime militar foi uma ditadura da qual não há saudades.
BOLSONARO ERRA – Não importa o quão fanaticamente os bolsonaristas apoiem seu chefe e o quanto os opositores estejam menos mobilizados ainda em respeito à crise sanitária; nada muda o fato de que Jair Bolsonaro erra, mais uma vez, ao incentivar atos golpistas repudiados pela imensa maioria que não irá às ruas.
Repudiados também pelos setores organizados da sociedade que, a despeito de preferências e interesses heterogêneos, compreendem que só o ambiente de livre manifestação do pensamento e respeito ao Estado de Direito permite a apresentação de demandas e a busca por justiça e prosperidade.
Tal entendimento se espelha na representação política. Entre governadores, prefeitos e parlamentares inexiste massa crítica a encorajar ensaios de ruptura. A sustentação fisiológica ao governo no Congresso não faz mais do que levar adiante projetos econômicos e evitar o impeachment.
AMADURECIMENTO – As instituições, ainda que imperfeitas, se encontram amadurecidas por mais de três décadas de democracia — o período mais longo de normalidade na história republicana — e consolidação dos freios e contrapesos a serem respeitados por todos os Poderes.
Está claro para todos que o alarido provocado por Bolsonaro deriva de sua incapacidade de governar e da perspectiva de ser mandado para casa pelos brasileiros em uma eleição livre e justa, como têm sido todos os pleitos realizados no país.
O mandatário usou a data nacional para uma demonstração de suposta força. Ainda conta, não é novidade, com o apoio de parcela minoritária, mas ainda expressiva, do eleitorado. Mas só aprofunda seu fracasso ao insistir na arruaça e na truculência golpista.
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