Gastão Schefer Neto foi encontrado morto dentro da sede da PF em Caxias do Sul
O caso está sendo tratado como suicídio
Ele ficou conhecido por atacar a vigília por Lula quando o ex-presidente estava preso em Curitiba
O delegado Gastão Schefer Neto foi encontrado morto dentro da sede da Polícia Federal em Caxias do Sul-RS, na última segunda-feira. De acordo com informações do G1, o caso está sendo tratado como suicídio.
A assessoria da PF informou que a investigação sobre o óbito está a cargo da própria instituição, uma vez que a morte aconteceu dentro de uma delegacia.
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Não se sabe os motivos e nem a forma com a qual o delegado tirou a própria vida, mas as informações dão conta de que Schefer sofria de transtornos psíquicos.
Natural do Paraná, ele tinha 48 anos e trabalhava na cidade gaúcha desde o fim de junho. Em 2020, o foi chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Vigília pró-Lula aconteceu em 2018 (Heuler Andrey/AFP via Getty Images) Delegado atacou apoiadores de Lula
Schefer ficou conhecido, porém, por um episódio ocorrido dois anos antes. Em 2018, ele atacou apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a vigília pelo ex-presidente, que estava preso em Curitiba.
Na ocasião, Schefer teria empurrado pessoas na vigília e quebrado o equipamento de som, sob a justificativa de que estava nervoso e com dificuldades para dormir. A organização da vigília chegou a registrar um Boletim de Ocorrência contra o delegado.
Schefer também candidatou-se duas vezes a deputado federal pelo Paraná, mas em ambas não foi eleito. Em 2014, teve 23.239 pelo PR (hoje PL). Já em 2018, recebeu 4.670 votos pelo PSL.
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terça-feira, agosto 10, 2021
Delegado que atacou vigília por Lula é encontrado morto em sede da PF
Parada militar foi fiasco nas redes sociais: 93% dos posts são recheados de chacotas
Publicado em 10 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Mifô (Arquivo Google)
Octavio Guedes
G1 Política
Este blog avisou: o presidente Bolsonaro está para as Forças Armadas brasileiras o que a Guerra das Malvinas representou para os militares argentinos. Levantamento feito pela Quaest Pesquisa em 2,3 milhões de posts publicados e analisados nas redes sociais indica que 93% são chacota com o desfile ou críticas ao presidente.
Apenas 5% exaltam as Forças Armadas e o presidente. Por fim, 2% apoiam apenas Bolsonaro.
Um dos tanques apresentou defeito e começou a fumegar
Meios de captura – Uma ferramenta criada pela Qaest capturou posts com as palavras desfile, tanques, militar, Bolsonaro e voto impresso.
Se o objetivo do Ministério da Defesa era intimidar, o tiro saiu pela culatra. O filme de guerra virou “Os Trapalhões”. Com sargento Pincel e tudo.
Os tanques e outros veículos blindados da Marinha desfilaram nesta terça-feira na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Palácio do Planalto e ao lado do Congresso Nacional, sob justificativa de entregar ao presidente Bolsonaro o convite de um exercício militar em Formosa.
STF anula operação contra advogados de Lula, Bolsonaro e filhos de ministros de TCU e STJ
por Matheus Teixeira | Folhapress

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (10) anular toda a investigação desencadeada por operação da Polícia Federal de setembro do ano passado que mirou suposto esquema de tráfico de influência no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TCU (Tribunal de Contas da União) com desvio de recursos públicos do Sistema S.
Por 3 a 1, os ministros afirmaram que a Lava Jato do Rio de Janeiro não poderia ser responsável pelo caso e retiraram o processo da alçada da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, chefiada pelo juiz Marcelo Bretas, anulando todas as decisões que ele tomou no processo.
Prevaleceu o entendimento de que apurações sobre verbas vinculadas ao Sistema S são de competência da Justiça Estadual, para onde irá o caso a partir da fase da análise da denúncia do Ministério Público Federal.
Os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Ricardo Lewandowski votaram nesse sentido, enquanto Edson Fachin ficou vencido.
Entre os alvos de denúncias e de mandados de busca e apreensão neste caso estão os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, acusados de liderar o esquema, e parentes de ministros do STJ e do TCU, entre eles Eduardo Martins, filho do atual presidente do STJ, Humberto Martins.
Também é investigado nesse processo por desvios no Sistema S o advogado Frederick Wassef, que advoga para a família do presidente Jair Bolsonaro. Ele teria se beneficiado dos repasses por meio de um outro grupo que também atuava na Fecomércio RJ (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
O julgamento da Segunda Turma ocorreu em um pedido das seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Alagoas.
Os ministros rejeitaram, por questão processual, a tramitação da reclamação, nome do recurso apresentado pelas entidades estaduais, mas, logo em seguida, concederam um habeas corpus de ofício, ou seja, sem pedido das partes, para atender ao pedido da OAB.
Zanin, Teixeira, Wassef já haviam se tornado réus perante a Justiça por ordem de Bretas nesse caso. Com a decisão da Segunda Turma, porém, eles deixam essa condição e o próximo juiz do caso, da Justiça Estadual do Rio de Janeiro, fará nova análise sobre a situação deles.
Outra decisão de Bretas anulada foi a que havia determinado o bloqueio de bens de R$ 237,3 milhões de Zanin.
A maioria do colegiado concordou que o magistrado responsável pela Lava Jato no RJ não poderia ter atuado neste caso.
"Considerando a ausência de afetação a qualquer bem, serviço ou interesse da União, concluo, desde já, pela incompetência absoluta da autoridade reclamada e pela remessa dos autos da denominada operação 'Esquema S' à Justiça Estadual no Rio de Janeiro", disse Gilmar.
Lewandowski, por sua vez, afirmou que há jurisprudência clara do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) no sentido de conceder competência à Justiça Estadual para julgar atos praticados por agentes do sistema S.
"Não é possível identificar lesão imediata a interesse da União ou a empresas públicas", afirma.
Gilmar já havia suspendido, em decisão individual em outubro do ano passado, as investigações no caso. A Segunda Turma começou a análise do caso em abril, mas foi interrompida por Kassio, que pediu mais tempo para analisar o caso.
O julgamento foi retomado nesta terça-feira com voto de Kassio, que acompanhou o entendimento de Gilmar, assim como Lewandowski.
Como a ministra Cármen Lúcia pediu para ir para a Primeira Turma, o colegiado tem hoje apenas quatro integrantes.
Na denúncia que agora será analisada pela Justiça Estadual, o Ministério Público afirma que os advogados Cristiano Zanin, Roberto Teixeira e Ana Teresa Basílio formaram o "núcleo duro" da organização criminosa que supostamente desviou recursos do Sistema S do Rio de Janeiro.
Os escritórios dos três eram contratados para atuar em favor dos interesses pessoais de Orlando Diniz na disputa jurídica pelo controle do Sesc/Senac Rio iniciada em 2012. Embora atendessem aos interesses particulares do empresário na briga do Sistema S, o MPF afirma que os contratos com os defensores eram assinados com a Fecomércio, que não tinha relação direta com o caso.
Fazer os contratos e pagamentos em nome da Fecomércio tinha como objetivo, segundo os investigadores, fugir da fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU (Controladoria Geral da União) em relação aos gastos do Sesc/Senac, que recebem verba pública.
Em razão disso, as duas entidades -chamadas de paraestatais pela Procuradoria- devem respeitar regras semelhantes às de licitações públicas, ainda que com exigências específicas.
Boa parte do dinheiro para custear os serviços advocatícios, porém, tinha como origem justamente os cofres do Sistema S, por meio de um acordo privado entre as três entidades para rateio de despesas. Na prática, Sesc e Senac bancavam a maior parte desses contratos, segundo a Procuradoria.
Isso foi possível porque Diniz comanda as três entidades desde 2004. Um dos crimes, para o Ministério Público, é o uso do dinheiro público sem licitação e critérios para definição de preços.
Além disso, Zanin e Teixeira ofereceram, ainda segundo Diniz, uma "solução política" para o caso, sugerindo influência em decisões nos tribunais superiores. Essa atuação ocorreu, de acordo com a denúncia, através da contratação de outros escritórios ligados a ministros do STJ e do TCU.
Entre eles estão o ex-ministro César Asfor Rocha (STJ) e seu filho Caio Rocha, os advogados Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, Humberto Martins, e Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz.
Bahia Notícias
Imprensa mundial ironiza desfile de blindados e The Guardian fala em ‘República de Bananas’
Publicado em 10 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet
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Repercussão do “desfile” no exterior foi altamente negativa
UOL
Com ironia e comentários sobre o desespero do governo para se manter no poder, a imprensa internacional repercutiu nesta terça-feira o desfile militar organizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O jornal britânico The Guardian citou como críticos qualificaram o ato de “desfile de República de Bananas”, enquanto chegou a ironizar o fato de que imagens de desfiles na China foram usados por aliados do presidente para marcar a data, adicionando um “sentido de absurdo” ao evento.
O jornal e outros pelo mundo destacaram como um ato durou “apenas dez minutos” e contou com tanques que soltavam fumaça.
FOI UM FIASCO – O Guardian também cita a baixa presença de apoiadores e indicou que críticos classificaram o evento de “fiasco”.
Já o jornal francês Le Monde destacou que o desfile era “inédito” nos 30 anos da democracia brasileira. Mas explicou como Bolsonaro vive uma queda de popularidade, diante da morte de 564 mil pessoas no Brasil por conta da pandemia da covid-19. “As pesquisas preveem uma grande derrota contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, indicou o jornal, sobre um possível confronto em 2022.
O jornal de referência na França ainda cita como, no Brasil, há um temor de um “cenário a la Trump”, numa situação de um presidente que se recusa a deixar o poder. “Bolsonaro, que sabe que as instituições de Brasília são mais frágeis que as de Washington, não faz nada para dar garantias: «Se não tivermos voto impresso em 2022, teremos um problema pior que nos EUA”, disse, em janeiro.
ATO INUSUAL – Em Portugal, na Bélgica, Canadá ou EUA, a imprensa também fez uma relação entre o desfile e a situação pouco confortável de Bolsonaro nas eleições de 2022. Na Espanha, a agência pública EFE chamou o ato de “inusual”.
Usando agências de notícia, o jornal argentino La Nación destacou como “partidários do governo se concentraram diante da presidência, alguns levando cartazes pedindo uma intervenção militar para salvar o Brasil”.
Já a Reuters apontou como “políticos de todo tipo qualificaram o desfile como um ato de “intimidação”.
IMPORTÂNCIA DO GESTO – Entre os governos estrangeiros, a reação foi a de não menosprezar a importância do gesto do presidente. O temor de parte da comunidade internacional é de que isso seja simbólico do comportamento de Bolsonaro e uma tensão que poderia levar a uma instabilidade política inédita.
Para diplomatas estrangeiros ouvidos pela coluna, o ato deixa o presidente – e de certa forma o Brasil – ainda mais isolado.
“Hoje, sair em uma foto com Bolsonaro é comprometedor para muitos líderes pelo mundo”, admitiu um negociador europeu.
Ministro da Defesa, Walter Braga Netto se preocupa em salvar a própria pele
ANÁLISE
Ministro da Defesa, Walter Braga Netto se preocupa em salvar a própria pele

Tales Faria
Chefe da Sucursal de Brasília do UOL
10/08/2021 10h19
Foi lastimável. De figuras importantes para assistir da rampa do Palácio do Planalto ao desfile de blindados militares, só o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Defesa.
Estavam acompanhados de figurantes indistinguíveis para a opinião pública, ou que se escondiam atrás do batalhão da frente na rampa. Nenhuma das principais celebridades chamadas pelo presidente da República aceitou seu convite.
O ministro da Defesa, general Braga Netto, é claro que tinha que estar ali. Afinal, foi cúmplice de Bolsonaro na decisão de promover uma demonstração de força contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal no dia da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso pela Câmara.
A demonstração de força acabou se tornando uma demonstração de fraqueza. Nenhum dos ministros do STF aceitou o convite, nem o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e, principalmente, nem mesmo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), hoje o maior aliado de Bolsonaro na cúpula do Congresso.
Mas foi visto na rampa, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), aquele que o presidente apontou para o deputado Luís Miranda (DEM-DF) como possível responsável pela tentativa de compra de 20 milhões de doses de vacinas da Covaxin, superfaturadas e que sequer existiam.
Braga Netto vai ter que explicar à tropa por que envolveu os militares nesse vexame. Só falta a proposta de voto impresso ser derrotada na Câmara, como se prevê, para o vexame ser completo.
Evidentemente o general não dará a explicação real, porque ela é difícil de se admitir: está tentando demonstrar força porque vive seu maior momento de fraqueza. Pois, além da provável derrubada do voto impresso há a CPI da Covid.
Braga Netto se viu envolvido num episódio mal explicado em que teria ameaçado impedir as eleições do ano que vem se o voto impresso não for aprovado. Desmentiu ter feito a ameaça com um discurso em que, na verdade, atacou o voto eletrônico, como tem sido feito há anos.
Mais. Quando ministro da Casa Civil, desenhou e comandou do Palácio do Planalto toda a operação do governo federal de combate à pandemia. Está ameaçado de ter que depor na CPI na condição de investigado por senadores civis.
Após mais de 560 mil mortes no país, não há como deixar de reconhecer que a operação federal de combate à pandemia foi um fracasso. E ainda com acusações de corrupção envolvendo militares que Braga Netto ajudou a empossar no Ministério da Saúde.
Agora todos os atos do ministro da Defesa são uma tentativa de salvar a própria imagem. Mesmo que isso leve de roldão seus comandados na caserna.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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