quarta-feira, maio 13, 2020

Reunião ministerial teve Weintraub pedindo prisão de ministros do STF e, Damares Alves, a de governadores

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Propostas estapafúrdias provam que ambos continuam a passeio
Fausto Macedo, Pepita Ortega, Paulo Roberto Netto e Jussara Soares
Estadão
O vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril registra o ministro da Educação Abraham Weintraub dizendo ‘que todos tinham que ir para a cadeia, começando pelos ministros do STF’ e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves defendendo a prisão de governadores e prefeitos, indicam fontes que assistiram nesta terça, 12, à peça chave no inquérito sobre suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.
Também na reunião, Bolsonaro chamou o governador de São Paulo, João Dória, de ‘bosta’ e pessoas do governo do Rio de Janeiro de ‘estrume’. O registro da reunião foi exibido nesta terça-feira, a um restrito grupo de pessoas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, relator do inquérito sobre suposta tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF.
ATO ÚNICO – A exibição foi realizada no Instituto Nacional de Criminalística da corporação em Brasília, ‘em ato único’ – conforme determinado por Celso de Mello – com participação de Moro, integrantes da Advocacia-Geral da União e procuradores e investigadores que acompanham o caso.
Investigadores avaliam que o conteúdo da gravação ‘escancara a preocupação do presidente com um eventual cerco da Polícia Federal a seus filhos’ e que Jair Bolsonaro ‘justificou a necessidade de trocar o superintendente da corporação no Rio de Janeiro à defesa de seus próprios filhos’ alegando que sua família estaria sendo ‘perseguida’.
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COM A PALAVRA, A MINISTRA DAMARES ALVES
“A ministra Damares Alves, por meio de sua assessoria, disse que pediu a punição de prefeitos e governadores no contexto de desvios de insumos durante a pandemia e violação de direitos, citando como exemplo atos truculentos contra idosos que não respeitarem as regras de isolamento e distanciamento social. Segundo a assessoria, a ouvidoria do ministério tem 8500 denúncias sobre isso”
COM A PALAVRA, O MINISTRO ABRAHAM WEINTRAUB
“Procurada, a assessoria de comunicação do Ministério da Educação informou que Weintraub não vai se manifestar”

Sergipe chega a 2.268 casos da Covid-19 e 42 mortes pela doença

Por G1 SE
 
Na noite desta quarta-feira (13), a Secretaria
 de Estado da Saúde (SES) 
confirmou que Sergipe possui 2268 casos
 confirmados do novo coronavírus
 e 42 óbitos pela doença. Só nesta quarta,
 foram divulgados mais 236
 novos casos e cinco mortes.
 um mal-estar no dia 8 de maio, vindo a óbito no
 mesmo dia no Hospital Jessé
 Fontes. A confirmação foi realizada por exame emitido pelo
 Laboratório Central (Lacen).
  • Acompanhe a curva da Covid-19 em SE a cada semana
  • Covid-19 em Sergipe
    MUNICÍPIOCASOSMORTES
    Amparo de São Francisco10
    Aracaju1.41313
    Arauá10
    Areia Branca80
    Aquidabã10
    Barra dos Coqueiros480
    Boquim40
    Campo do Brito30
    Canindé do São Francisco20
    Capela70
    Carira20
    Carmópolis51
    Cedro de São João90
    Cristinápolis50
    Divina Pastora20
    Estância620
    Frei Paulo31
    Gararu21
    Graccho Cardoso20
    Indiaroba30
    Itabaiana521
    Itabaianinha151
    Itaporanga D'Ajuda101
    Japaratuba20
    Japoatã10
    Lagarto272
    Laranjeiras70
    Macambira20
    Malhada dos Bois10
    Malhador40
    Maruim80
    Moita Bonita10
    Muribeca20
    Nossa Senhora das Dores10
    Nossa Senhora da Glória160
    Nossa Senhora de Lourdes20
    Nossa Senhora do Socorro1405
    Pacatuba20
    Pedrinhas10
    Pinhão10
    Poço Redondo30
    Poço Verde20
    Porto da Folha121
    Propriá53
    Riachão do Dantas21
    Riachuelo30
    Ribeirópolis20
    Rosário do Catete51
    Salgado60
    Santa Luzia do Itanhi20
    Santana do São Francisco10
    Santo Amaro das Brotas60
    São Cristóvão691
    São Domingos10
    Simão Dias121
    Tobias Barreto51
    Tomar do Geru20
    Umbaúba162
    Novos casos2365
    TOTAL2.26842


“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, disse Bolsonaro


Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Camila Bomfim e Ana Krüger 
TV Globo e G1
A defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro pediu nesta quarta-feira (13) ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que divulgue a íntegra do vídeo de reunião ministerial realizada em 22 de abril.
A manifestação foi apresentada como parte do inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da Polícia Federal. Segundo Moro, a irregularidade foi evidenciada na reunião. Celso de Mello é o relator do caso.
UM ATO OFICIAL – Os advogados de Moro afirmam ao STF que a reunião ministerial é um ato oficial do governo e que a divulgação integral do vídeo “caracterizará verdadeira lição cívica, permitindo o escrutínio de seu teor não só neste Inquérito Policial mas, igualmente, por toda a sociedade civil”.
Para a defesa de Moro, “a reivindicação pela publicidade total da gravação trará à luz inquietantes declarações de tom autoritário inviáveis de permanecerem nas sombras, pois não condizem com os valores estampados de forma categórica no artigo 5. da Constituição Federal de 1988. Novamente, invocando seu magistério perene e vital para a manutenção da ordem democrática do Estado de Direito, por ocasião de pronunciamento pela passagem do Décimo aniversário da investidura do Ministro Dias Toffoli no cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.”
PALAVRÕES E AMEAÇAS – Quatro fontes que assistiram ao vídeo nesta terça relataram à TV Globo e à GloboNews que, na reunião ministerial, o presidente menciona preocupação com a família ao falar da necessidade de trocar o superintendente da PF no Rio.
Segundo essas fontes, Bolsonaro usou palavrões ao tratar do tema e disse que, se não conseguisse trocar o superintendente do Rio, então trocaria o diretor-geral da PF – à época Maurício Valeixo – ou, por último, o ministro da Justiça – à época, Sergio Moro.
CONTRADIÇÕES – Nesta terça, Bolsonaro afirmou que a gravação da reunião deveria ter sido destruída. Além disso, disse que sua preocupação era com a segurança da família, não com investigações. A afirmação não faz sentido, já que a segurança da família é feita pelo gabinete de Segurança Institucional – não pelo Ministro da Justiça, nem pela Polícia Federal.
“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, de acordo com o relato obtido pela TV Globo.
EXIBIÇÃO DO VÍDEO – Nesta terça-feira (12) foi feita uma exibição do vídeo no Instituto de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília. Puderam assistir ao material o ex-ministro e um advogado dele, o advogado-geral da União, José Levi, procuradores e um juiz do gabinete do ministro Celso de Mello.
Fontes que acompanharam a exibição informaram que a gravação mostra Bolsonaro usando palavrões e fazendo ameaça de demissão em defesa da troca no comando da PF no Rio de Janeiro. (Leia mais ao final da reportagem)
Ao ministro do Supremo, a defesa de Moro afirma que o material não contém “qualquer assunto pertinente a Segredo de Estado ou que possa gerar incidente diplomático, muito menos colocar em risco a Segurança Nacional”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro também defende a divulgação do vídeo. Portanto, a Procuradoria Geral da República e a Advocacia Geral da União não podem se manifestar contra. Devem responder nesta quinta-feira ao relator Celso de Mello. (C.N.)

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