terça-feira, setembro 10, 2019

Bolsonaro negocia nomes do Cade para garantir votos a Eduardo para embaixada nos EUA


Eduardo só pode assumir a embaixada se passar em sabatina
Andréia Sadi
G1
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já informou ao Palácio do Planalto que, após consultas, os senadores não têm mais resistência aos nomes encaminhados pelo presidente Jair Bolsonaro para integrar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A escolha dos nomes de conselheiros do Cade, acertado com o Senado, é parte de uma estratégia do presidente para conseguir votos para a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na embaixada do Brasil em Washington (EUA).
Após acerto com o Senado, Bolsonaro encaminhou os nomes no último dia 23, de olho em votos para o filho Eduardo Bolsonaro. O Planalto, agora, aguarda a leitura dos nomes para dar “continuidade” ao projeto envolvendo Eduardo na embaixada. Segundo o blog apurou, sem oposição de senadores aos nomes encaminhados, Davi promete fazer a leitura no Plenário dos nomes em breve. A leitura de nomes é o primeiro passo para a aprovação de indicados ao Cade. Senadores disseram à reportagem que Davi pode fazer a leitura dos nomes nesta terça-feira.
SABATINA – Indicado, Eduardo só pode assumir a embaixada se passar em sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Acontece que parlamentares têm relatado dificuldades ao presidente para apoiar a indicação, argumentando desgastes e também que querem ser “ouvidos” pelo Planalto, como no caso de indicações e cargos em órgãos públicos. Para conseguir “amaciar o terreno” em nome do projeto de Eduardo na embaixada, Bolsonaro se dispôs a negociar no caso do Cade.
Em maio, Bolsonaro chegou a encaminhar dois nomes para o Cade, os dois indicados pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes. Os senadores não gostaram, porque as indicações não foram discutidas com eles. Davi segurou a tramitação, e as sabatinas não foram marcadas. No início de agosto, o presidente retirou as indicações. Agora, o presidente e senadores “entraram em consenso” a respeito dos nomes – o que pode facilitar o apoio a Eduardo Bolsonaro.
O Cade é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e é responsável pela análise de fusões de empresas e pelo julgamento de infrações, como a prática de cartéis, a combinação de prelos entre empresas. O conselho tem sete vagas, mas só três estão ocupadas. Desde 17 de julho o Cade não tem quórum mínimo de quatro conselheiros para realizar julgamentos. Este ano o tribunal já julgou 230 processos e aplicou R$ 782 milhões em multas. Mas, há 54 casos parados, entre eles fusões e aquisições.

Surge uma nuvem de tempestade a ameaçar os caminhos da democracia brasileira


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Charge do Aroeira (jornal O Dia-RJ)
Pedro do Coutto
O presidente Jair Bolsonaro, tão logo reassuma seu posto, inevitavelmente terá de decifrar a mensagem que o vereador Carlos Bolsonaro divulgou nas redes sociais afirmando que a transformação do país, ao nível do projeto do governo, não virá por via democrática. Acrescentou que, por causa do atual regime, mudanças não poderão ser feitas na velocidade almejada. Com chamada na primeira página, O Globo, edição de hoje, publicou com destaque o texto do filho do presidente da República.
Carlos Bolsonaro acrescentou outros conceitos nos quais baseia sua argumentação. Eis aqui uma de suas frases: “Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam dominando de jeitos diferentes”.  Destacou ainda que “como meu pai, também estou muito tranquilo. O poder jamais me seduziu”.
RADICALISMO – A afirmação ganha importância, a meu ver, na medida em que pode estar representando uma corrente de pensamento de grupos radicais. Vale frisar que o presidente Jair Bolsonaro chegou ao poder pelas urnas democráticas; da mesma forma, o deputado Eduardo Bolsonaro, e ele próprio, Carlos Bolsonaro.
Na verdade, o poder nunca pode estar vazio, pois isso corresponderia a um estado de absoluta anarquia. Para alcançar o poder só existem dois caminhos: as urnas ou as armas. Não há terceira via.
Foi pela via democrática que Jair Bolsonaro chegou a presidência da República, numa eleição que representou a manifestação muito forte da opinião pública, de repúdio ao PT e ao período de Michel Temer.
COMEÇAM ASSIM – As rupturas democráticas começam assim, com declarações fortemente colocadas como símbolo e meta de uma renovação, ou para afastar ameaças que atingem tanto o governo quanto a sociedade. E atingem sobretudo o regime de liberdade que caracteriza as democracias, das quais não queremos de forma alguma nos afastar.
Foi assim em 1937, quando Getúlio Vargas tornou-se ditador. Explico: Vargas chegou ao poder pela Revolução de 30. Em 34 foi eleito indiretamente, em novembro de 37 implantou uma ditadura (Estado Novo) que se estendeu por 8 anos. Sua permanência no poder estendeu-se por 15 anos. DE 1930 a 1945.
Passados 19 anos, a crise do governo João Goulart levou a implantação de uma ditadura político militar. Durou 21 anos. A liberdade – essencial para a dignidade humana – foi suprimida e em seu lugar vieram atos institucionais e fechamento da estrada que leva a plenitude democrática.
DITADURAS – Experiências de chegada ao poder assim não faltam. Por esse motivo, o presidente da República,eleito por esmagadora maioria, está na obrigação de esclarecer o episódio destacado nesta segunda-feira, inclusive pelas redes sociais.
Aliás. Na terça-feira, as redes sociais continuaram a refletir a repercussão intensa e as manifestações contra a ameaça contida nas palavras de Carlos Bolsonaro.

O episódio reflete bem a reação

Crítica de Carlos Bolsonaro ao regime democrático surpreende os políticos


Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Rodrigo Borges Delfim
Thais Arbex
Folha
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), escreveu na noite desta segunda-feira, dia 9, em rede social que, por vias democráticas, não haverá as mudanças rápidas desejadas no país. A postagem do filho do presidente foi alvo de críticas de políticos e da  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que viram nela uma ofensa ao sistema democrático brasileiro. “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”, disse Carlos.
A família Bolsonaro tem um histórico de declarações de exaltação ao período da ditadura militar, que vigorou no Brasil de 1964 a 1985. “Não há como aceitar uma família de ditadores”, reagiu Felipe Santa Cruz, presidente nacional da OAB, que chegou a ser atacado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro, que fez referências à morte do pai dele na ditadura. “É hora dos democratas do Brasil darem um basta. Chega”, disse à Folha. Além de afirmar que não haverá transformações rápidas no país por vias democráticas, Carlos escreveu que o atual governo tenta colocar o Brasil “nos eixos”, mas que os “avanços são ignorados, e os malfeitores esquecidos”. Após ser criticado, escreveu mais tarde: “Agora virei ditador? Pqp! Boa noite a todos!”
ATAQUES – Apontado como responsável pela estratégia do presidente nas redes sociais, Carlos provocou turbulências no primeiro semestre após ataques a integrantes do governo do pai, mas vinha evitando polêmicas nos últimos meses. As postagens desta segunda foram feitas enquanto seu pai, Jair Bolsonaro, está internado em um hospital de São Paulo após passar por cirurgia no domingo, dia 8, a quarta decorrente da facada que levou há um ano durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O vice-presidente, general Hamilton Mourão, alvo recorrente de ataques de Carlos, ficará no comando da Presidência da República até quinta-feira, dia 12.
O PSDB se manifestou em repúdio às declarações do filho do presidente e afirmou que “a democracia é a única opção possível.”
Parlamentares ligados a partidos de esquerda também se manifestaram. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) chamou a postagem de “inequívoco ataque à democracia”.
“FAMIGLIA” – O também deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou a postagem de Carlos e fez uma referência à influência dos filhos do presidente no governo. “Afirma assim a veia ditatorial da famiglia Bolsonaro”. A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) reforçou o coro em defesa da democracia e afirmou que “o nosso avanço será pela pluralidade e não pela censura e repressão.” Na campanha de 2018, uma declaração de outro filho do atual presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre fechar o  Supremo Tribunal Federal (STF) foi repudiada no meio jurídico e político. Em vídeo gravado em julho e disponível na internet, mas que veio à tona a uma semana do segundo turno, ele respondia a pergunta sobre uma hipotética possibilidade de ação do Exército em caso de o STF impedir que Bolsonaro assuma a Presidência.
“Cara, se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo, não”, disse. Nesta segunda-feira, Eduardo Bolsonaro também provocou polêmica ao tirar uma foto ao lado do pai no hospital. Na imagem, ele exibe uma arma na cintura. O presidente prometeu indicar Eduardo para ser embaixador do Brasil em Washington. Segundo pesquisa Datafolha feita no mês passado, 70% da população diz acreditar que os filhos de Jair Bolsonaro mais atrapalham do que ajudam seu governo. Outro filho político do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), virou alvo de investigação após movimentações atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
CRÍTICAS – Em resposta às postagens de Carlos, alguns internautas aproveitaram para cobrar uma ação de Flávio a favor da CPI da Lava Toga, cujo propósito é investigar ministros de cortes superiores. No primeiro semestre, a influência de Carlos no governo Bolsonaro foi motivo de críticas de políticos e de militares ligados à administração federal. Em um dos episódios mais ruidosos, em meio à crise das candidatas laranjas do PSL reveladas pela Folha, Carlos divulgou em seu perfil no Twitter uma gravação de seu pai indicando que o presidente não havia conversado com o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, diferentemente do que este havia dito. Chamado de mentiroso por Carlos e depois pelo próprio presidente, Bebianno acabou demitido.
Ligado ideologicamente ao escritor Olavo de Carvalho, Carlos também centrou ataques a Mourão e ao general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo que foi demitido em junho. Jair Bolsonaro chegou a defender seu filho em março, afirmando que há pessoas que querem afastá-los, mas “não conseguirão”. Junto com a mensagem, na ocasião, publicou uma foto em que é amparado por Carlos no corredor de hospital. “Algumas pessoas foram muito importantes em minha campanha. Porém, uma se destacou à frente das mídias sociais, com sugestões e conteúdos: Carlos Bolsonaro, meu filho. Não por acaso muitos, que nada ou nunca fizeram para o Brasil, querem afastá-lo de mim”, escreveu Bolsonaro.
“Não conseguirão: estando ou não em Brasília continuarei ouvindo suas sugestões, não por ser um filho que criei, mas por ser também alguém que aprendi a admirar e respeitar pelo seu trabalho e dedicação”, concluiu. Dizendo-se desgostoso com a política, Carlos tem dito a aliados que desistiu de concorrer à reeleição à Câmara do Rio —está em seu quinto mandato seguido— e lançou a própria mãe, Rogéria, para a disputa.  
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OUTRAS POLÊMICAS DE CARLOS BOLSONARO NO TWITTER
Demissão de Bebianno –  Em fevereiro, Gustavo Bebianno foi demitido da Secretaria-Geral da Presidência após uma crise desencadeada por uma postagem de Carlos. O filho do presidente postou no Twitter que o então ministro havia mentido ao jornal O Globo ao dizer que conversara com Bolsonaro três vezes na véspera, negando a turbulência política causada pelas denúncias das candidaturas laranjas no PSL. O post foi reproduzido na página de Bolsonaro.
Críticas a Mourão – Nas redes sociais, Carlos já fez diversas críticas ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Em abril, quando o vice foi convidado a dar uma palestra nos EUA e foi anunciado como “uma voz de razão e moderação, capaz de orientar a direção em assuntos nacionais e internacionais”, Carlos escreveu um comentário recheado de ironias e disse que o jogo de Mourão estava muito claro.
Ele também disse que o general tinha um estranho alinhamento com políticos que detestam o presidente, em referência a um comentário de Mourão lamentando a decisão de Jean Wyllys de deixar o Brasil e não tomar posse como deputado federal. Em outro episódio, desta vez em junho, quando Bolsonaro estava em visita oficial na Argentina Carlos escreveu que tinha saudades do presidente de verdade “pró-armamento da população e contra o aborto”.
Demissão de Santos Cruz –  Carlos foi acusado pelo general Carlos Alberto Santos Cruz, então chefe da Secretaria de Governo, de ter promovido um ataque virtual ao ministro. O caso aconteceu em maio, e a hashtag #ForaSantosCruz ficou entre as mais populares do Twitter. A disputa teria sido motivada pelo descontentamento de Carlos com a estratégia de comunicação da Presidência, a cargo do general. Em junho, Santos Cruz foi demitido.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma vez, o filho Zero Dois ratifica a sua falta de limites e sensibilidade. Egocêntrico e crédulo em sua “capacidade” de marketing, já que foi tido como responsável pela eleição do pai, joga ao vento palavras em momentos mais que inapropriados. Como dizem por aí, “quer assunto”. E conseguiu. Aproveitou que o presidente está de molho para chamar a atenção da plateia. (Marcelo Copelli)

PF prende filho de Edison Lobão por esquema de corrupção em Belo Monte


Ex-senador e o filho receberam ao menos R$ 50 milhões em propinas
Daniel Biasetto e
Maurício Xavier
O Globo
Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta terça-feira, 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na 65ª Fase da Lava-Jato , denominada “Galeria”, em cooperação com o Ministério Público Federal. Entre os alvos está o ex-ministro Edison Lobão e seu filho, Márcio Lobão, que foi preso no Rio. Cerca de 70 Policiais Federais e 18 Auditores da Receita Federal participam da ação nas cidades de São Paulo, Rio e Brasília. As investigações apontam que, ao menos entre 2008 e 2014, o ex-senador e ex-ministro, e seu filho solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht da ordem de R$ 50 milhões.
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO – Evidências dão conta de que os atos de lavagem se estenderam até 2019. A prisão de Márcio tem o objetivo de aprofundar possíveis operações de lavagem de dinheiro capitaneadas por ele. Em julho, o ex-ministro,  o filho e a nora Marta Lobão viraram réus na  Lava-Jato  de Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de envolvimento em esquema de corrupção na construção da Usina de  Belo Monte. De acordo com a denúncia da força-tarefa do Paraná, foram praticados crimes de corrupção e pagamentos ilícitos que chegam a R$ 2, 8 milhões, entre 2011 e 2014, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como departamento de propina. Na época dos fatos, Lobão ocupava o cargo de ministro das Minas e Energia no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) .
O esquema investigado inclui aquisição e posterior venda de obras de arte com valores sobrevalorizados, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, interposição de terceiros em operações de compra e venda de obras de arte – por isso o nome da operação Galeria – e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior. No período das transações foi possível verificar um incremento em seu patrimônio de mais de R$ 30 milhões.
“ESQUÁLIDO” – De acordo com o MPF, a propina para o ex-ministro e para o filho foi repassada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em cinco entregas no escritório de advocacia que a nora mantinha com a família. Ainda de acordo com os procuradores da Lava-Jato, nas planilhas de propina da empreiteira Lobão era conhecido como “esquálido”. São investigados também contratos de grupo empresarial que atua no ramo de serviços ambientais com empresa de logística no ramo de combustíveis (empresa responsável pelo transporte e logística do combustível dentro do território nacional e operações de importação e exportação de petróleo e de derivados).
Filho e irmão de senadores, Márcio Lobão passou a última década na presidência da Brasilcap, braço dos planos de capitalização do Banco do Brasil. Em 2008, foi promovido à chefia da empresa justamente quando o pai, Edison Lobão, negociava a saída do DEM, partido de oposição, para o PMDB, então base aliada do governo petista. O advogado tomou posse em 24 de setembro de 2007 no que foi considerado à época uma clara indicação do senador ao posto na empresa, que, embora privada, guardava forte influência do BB — 49,99% de seu capital.
ALVOS NO RIO –  Na última semana, o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio, determinou a quebra do sigilo bancário dos ex-senadores Romero Jucá (MDB-RR) e de Lobão (MDB-MA) , além de 27 pessoas e empresas ligadas aos ex-parlamentares. Sem mandato, os ex-senadores perderam o foro privilegiado, que garantia que seus processos tramitassem junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, mandou para as mãos de Bretas o inquérito que investiga Jucá e Lobão por suposto recebimento de propina a partir das obras de Angra 3. Isto ocorreu em razão da perda do foro privilegiado. Na Justiça no Rio, o inquérito tramita sob sigilo.

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