
Fachin está cada vez mais preocupado com a crise do STF
Vera Magalhães
O Globo
Os ministros do Supremo Tribunal Federal participaram nesta quinta-feira, desde as 16h30, de uma reunião fechada, para discutir com o ministro Dias Toffoli o pedido de seu afastamento do da relatoria do caso Master, feito pela Polícia Federal. O encontro não teve a presença de assessores e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Os ministros Luiz Fux e André Mendonça participam remotamente. Os demais, inclusive Toffoli, compareceram à reunião convocada pelo presidente Édson Fachin.
CONSTRANGIMENTO – O clima na corte é de extremo constrangimento. Pouco antes do início da conversa, interlocutores de Toffoli diziam que ele continuava “irredutível” na disposição de permanecer não só no STF como na relatoria das investigações de fraudes do Master.
Não existe precedente na história do tribunal de afastamento de um ministro por suspeição feitA pelo colegiado ou pela presidência.
Na verdade, mesmo a discussão nesse formato já é inédita.
SÓCIO OCULTO – O caso ganhou contornos mais graves diante da revelação de que Toffoli é sócio oculto da empresa Mardidt, até então atribuída a familiares seus, que fez negócios com um fundo ligado ao Master.
Na quarta-feira, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, esteve com o presidente do STF, Luiz Fachin, acompanhado de delegados do caso, e entregou a ele um calhamaço de documentos.
Os papéis eram transcrições de conversas de Toffoli com o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e outras evidências de ligações do ministro com a instituição.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Até o início da noite, não havia confirmação do afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master. Os ministros pediam que ele próprio tomasse a iniciativa, mas Toffoli dizia que isso seria uma confissão de culpa, alegando que jamais tentou impedir as investigações. Blá-blá-blá, aquela xaropada, só para ganhar tempo, pois seu destino já está traçado. (C.N.)
Lula encontra Pacheco e senador avalia candidatura ao governo de Minas
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Pacheco é um nome forte para compor o palanque em MG
Isabella Calzolari
Guilherme Balza
G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (11) com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores de Pacheco, os dois encaminharam a pré-candidatura do senador ao governo de Minas Gerais durante o encontro.
O presidente Lula já disse diversas vezes, publicamente, que gostaria de ver Pacheco concorrendo ao governo estadual. Desde o ano passado, o parlamentar tem sido procurado por ministros e aliados que avaliam que Pacheco é um nome forte para compor o palanque em Minas com o petista durante a campanha eleitoral.
REFLEXÕES – No fim do ano passado, o senador teve um encontro com o presidente e sinalizou a possibilidade de sair da vida pública, mas disse que ainda “faria algumas reflexões” e queria conversar com aliados antes de tomar a decisão. Segundo um auxiliar de Pacheco, durante a reunião nesta quarta-feira (11), Lula não teria deixado Pacheco citar outras opções em Minas.
Diante disso, Rodrigo Pacheco, segundo esse interlocutor, afirmou a Lula que tinha responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia. E que, no momento certo, tomaria uma decisão. Uma decisão final de Pacheco envolve uma questão partidária que precisaria ser resolvida. Rodrigo Pacheco é do PSD, partido que deve lançar para concorrer ao governo de Minas Mateus Simões, vice do governador de Minas, Romeu Zema.
GUINADA À DIREITA – Independentemente de concorrer ou não, aliados de Pacheco dizem que o senador tem a intenção de deixar o PSD e buscar outro partido de Centro. Um dos incômodos, nas palavras desses interlocutores, é com a “guinada à direita” da sigla em Minas Gerais – que no ano passado filiou Mateus Simões.
Algumas siglas possíveis são citadas por aliados de Pacheco, como o União Brasil do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), aliado de primeira hora de Pacheco; o PSB; ou o MDB. Neste último, contudo, também poderia haver certa resistência caso a intenção de Pacheco seja concorrer. O ex-vereador Gabriel Azevedo é pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB.