sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Ministros do Supremo têm a desfaçatez de defender o “comportamento” de Toffoli


Charge do JCaesar: 2 de fevereiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. O documento cita o nome de Toffoli.

A reunião começou às 16h30 e terminou por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado. Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciam a saída de Toffoli da relatoria.

APOIO A TOFFOLI – Os ministros apoiaram os atos de Toffoli e não aceitaram o pedido de suspeição feito pela Polícia Federal, decidindo encaminhá-lo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator'”, diz  a nota, afirmando que, considerando-se o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.

“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.

ELOGIO À DIGNIDADE – O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.

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NOTA DO STF TENTA OCULTAR A GRAVIDADE DA CRISE

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Toffoli está inteiramente desmoralizado. Os demais ministros, liderados por Fachin, tentam passar um paninho, alegam que Toffoli não fez nada de errado na relatoria, vejam que a desfaçatez dessa gente é uma arte, como diria Ataulfo Alves. Mas não adianta passar paninho, porque a imundície é completa, será necessário um caminhão-exaustor de esgoto para começar a fazer a limpeza, que pode levar muitos anos até ser completada. A fedentina se espalha por Brasília e já atinge todo o território nacional. (C.N.)