
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Luciana Casemiro
O Globo
Entre os dez candidatos ao Senado que mais se destacaram nas redes sociais, de 31 de agosto a 15 de setembro, sete são de direita, segundo levantamento inédito do Instituto Democracia em Xeque (DX). A análise concentrou-se nas candidaturas de 13 estados: Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As candidaturas ao Senado somaram 49,9 milhões de interações, mais que o dobro das 21,9 milhões registradas pelas candidaturas aos governos estaduais no período analisado pelo instituto.
ENGAJAMENTO – No topo do ranking de engajamento nas redes sociais está Carlos Viana (PSD-MG), com 10.325.756 interações contabilizadas — volume considerado atípico pelo DX. Entre as principais publicações do candidato estão conteúdos com críticas a Alexandre de Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Davi Alcolumbre, a Lula e ao PT, além de manifestações de apoio ao ministro André Mendonça.
Os perfis de Viana e dos candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), somados ao de Sergio Moro (PL-PR), que concorre ao governo do Paraná, concentraram mais de 80% das interações relacionadas a críticas ou ataques a instituições. A oposição associa esse eixo de atuação à defesa de um Senado com maior capacidade de enfrentamento a ministros do STF.
INTERAÇÕES – No campo da esquerda, três nomes aparecem entre os dez perfis com maior número de interações no período: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Paulo Pimenta (PT-RS) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS).
Confira o ranking: Carlos Viana (PSD-MG): 10.325.756; Gustavo Gayer (PL-GO): 4.669.249; Deltan Dellagnol (Novo-PR): 2.938.880; Gleisi Hoffman (PT-PR): 2.901.521L; Marcel Van Hattem (Novo-RS): 2.368.043; Carlos Jordy (PL-RJ): 1.683.463; Paulo Pimenta (PT-RS): 1.661.133; Sebastião Coelho (Novo-DF): 1.406.305; Manuela D’Ávila (Psol-RS): 1.404.816; Capitão Derrite (PP-SP): 1.274.180
Os dados fazem parte do relatório “Hubs Regionais”, coordenado pelo Instituto Democracia em Xeque e pela PUC-Rio, em parceria com o Grupo de Estudo de Comunicação, Internet e Democracia (CID), da Universidade Federal da Bahia; o Observa, da Universidade Federal do ABC; o Midiáticus – Grupo de Pesquisa em Mídia, Política e Democracia, da Universidade Federal de Mato Grosso; e o Núcleo de Pesquisa sobre a América Latina (Nupesal), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Publicado em Geral | 1 Comentário |