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terça-feira, setembro 29, 2026

A VERDADE SOBRE A REGULAÇÃO MÉDICA EM JEREMOABO: Do Tempo das Filas da Madrugada à Realidade do Gargalo Nacional

 


A VERDADE SOBRE A REGULAÇÃO MÉDICA EM JEREMOABO: Do Tempo das Filas da Madrugada à Realidade do Gargalo Nacional


Por José Montalvão


Atribuir a demora na regulação médica à gestão municipal de Jeremoabo é, antes de tudo, desconhecer a história recente da saúde pública e ignorar a realidade estrutural do Brasil. Quem usa o tempo de espera no sistema para fazer politicagem barata tenta apagar da memória do povo o verdadeiro caos que reinava antes da implantação dos sistemas unificados de regulação (como o SISREG) no âmbito do SUS.

A escassez de leitos de alta complexidade, a falta de médicos especialistas e a insuficiência de vagas hospitalares são gargalos históricos que afetam o país de ponta a ponta — fruto de sucessivos governos federais ao longo de décadas, passando pelas gestões da atual oposição e pelos longos anos de governos do PT no âmbito nacional. O problema da regulação não nasce nas portas do Hospital Municipal de Jeremoabo; ele reflete um gargalo do sistema de saúde em todo o território nacional.

O Cenário do Passado: Filas da Madrugada, Humilhação e Padrinhagem Política

Antes da criação e consolidação do sistema unificado de regulação médica, o acesso a exames, consultas especializadas e cirurgias era marcado pela ausência total de critérios clínicos, gerando cenas desumanas e alimentando o vergonhoso "clientelismo" eleitoral.

┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│          O CONTRASTE HISTÓRICO DA SAÚDE PÚBLICA             │
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│ ❌ O PASSADO (SEM REGULAÇÃO):                                │
│    • Pessoas dormindo no frio para tentar uma senha.         │
│    • Vagas por ordem de chegada ou "padrinhamento" político. │
│    • Casos graves disputando lugar com casos leves.         │
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│ ✅ O PRESENTE (SISTEMA UNIFICADO DE REGULAÇÃO):             │
│    • Fila informatizada com critérios clínicos rigorosos.    │
│    • Priorização de quem corre risco iminente de vida.       │
│    • Fim do uso político da senha de atendimento.           │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘

Vale a pena relembrar a realidade amargada pelos baianos no passado:

  1. As Filas da Madrugada: Cidadãos humildes precisavam dormir nas portas dos postos de saúde e hospitais, debaixo de chuva ou frio, na tentativa incerta de conseguir uma das poucas senhas distribuídas por ordem de chegada;

  2. Inexistência de Priorização Clínica: Um paciente com suspeita grave de câncer disputava a mesma vaga, em pé de igualdade e por mera ordem de chegada, com alguém que precisava de um procedimento eletivo de baixa gravidade;

  3. O "Apadrinhamento" Político: Era tristemente comum a prática de usar contatos e influência política para "furar a fila" de cirurgias e leitos de UTI, transformando a saúde pública em balcão de favores pessoais;

  4. Desperdício e Falta de Comunicação: Não havia integração entre as unidades. Um leito de UTI podia ficar ocioso em um hospital regional enquanto um paciente falecia sem atendimento em outro município por falta de informação unificada.

Por Que as Pessoas Reclamam Hoje? Compreendendo os Gargalos do Sistema

Embora o sistema atual utilize protocolos científicos e critérios de risco para salvar vidas prioritárias, é inegável que a população enfrenta angústias. No entanto, é preciso entender a origem dessas falhas para não culpar injustamente a gestão local:

  • O "Tempo de Espera Invisível": A fila presencial foi transferida para a tela do computador. O paciente sai do posto de saúde com a solicitação inserida no sistema, mas a espera virtual gera a sensação de paralisia;

  • Falta de Vagas Estruturais na Rede: O sistema de regulação organiza o fluxo, mas ele não cria leitos de UTI, médicos especialistas ou aparelhos de alta complexidade que faltam no país. A regulação distribui as vagas existentes no Estado; se não há o leito no hospital regional de referência, o sistema represará a demanda;

  • Falhas na Atualização do Cadastro: Muitas vezes o agendamento é liberado na central do Estado, mas o paciente perde a oportunidade por estar com o número de telefone desatualizado no cadastro municipal.

Conclusão: A Verdade Acima do Discurso Político

Dizer a verdade ao povo de Jeremoabo é o primeiro dever de quem pratica o jornalismo sério e tem compromisso com a gestão pública. O prefeito Tista de Deda e a equipe de saúde do município têm trabalhado incansavelmente para abastecer o sistema, acolher os pacientes, garantir transporte pelo TFD e buscar soluções para amenizar o sofrimento das famílias.

Criticar a regulação como se fosse uma falha local de Jeremoabo é tentar enganar a população com mentiras eleitoreiras. O gargalo do SUS é um desafio de âmbito estadual e nacional, e a solução passa por mais investimentos federais na saúde, expansão de hospitais regionais e responsabilidade na gestão do dinheiro público — exatamente o que a atual administração municipal defende e pratica!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a verdade dos fatos, trazendo esclarecimento técnico sobre o SUS e lutando pela melhoria contínua da saúde em Jeremoabo!