▼

terça-feira, setembro 29, 2026

Quem é o verdadeiro INIMIGO do povo?

 .

                                 Foto Divulgação


Quem é o verdadeiro INIMIGO do povo?


Glaucia (ADIMIN DA COMUNIDADE)


Companheiro, você mandaria um amigo ou parente seu para a guerra ao lado dos inimigos? Não, né?! Então, por que você vota no Lula e, ao mesmo tempo, vota em seus inimigos para ocupar cargos no Congresso Nacional?


Não faz sentido votar em Lula para o Executivo e, ao mesmo tempo, eleger senadores e deputados federais de direita, extrema-direita e centrão para o Congresso Nacional. Isso é o que a ciência política chama de voto desalinhado ou coerência eleitoral fraturada.


Esse é um problema grave e real, pois o Brasil tem um sistema presidencialista de coalizão. O presidente não governa sozinho. Ele precisa do Congresso para:


● Aprovar o Orçamento;

● Aprovar reformas, programas sociais e de desenvolvimento;

● Sustentar vetos;

● Impedir impeachment;

● Aprovar medidas provisórias.


Se o eleitor vota em Lula, mas elege uma bancada majoritariamente de direita, extrema-direita e centrão, o resultado é um governo refém do Congresso Nacional. Foi o que aconteceu com Dilma (2015-2016) e é o que acontece com Lula agora: o governo precisa negociar cargos, emendas e ministérios com partidos que não têm compromisso com o programa pelo qual Lula foi eleito.


O que isso significa na prática


● Arcabouço fiscal: a PEC da Transição, negociada com o Congresso de maioria conservadora, impôs a obrigação de criar uma nova regra fiscal. O conteúdo foi do governo, mas o Congresso endureceu.

● Novo Ensino Médio: por falta de apoio político para derrubá-lo, a contrarreforma foi ajustada e mantida.

● Escala 6x1: a PEC avançou, mas a direita tentou sabotar com a "PEC 7x0" e, recentemente, após articulação de Flávio Bolsonaro, a votação foi adiada.


O que VOCÊ, eleitor, pode fazer


1. Pesquisar o espectro político dos partidos antes de votar. Não é difícil: PT, PCdoB, PSOL, PV, Rede, PSB, PDT, PCB e UP são de esquerda, centro-esquerda e extrema-esquerda. PL, Novo, Republicanos, MBL, PP e União Brasil são de extrema-direita; todos os outros são de direita e centrão.

2. Votar em candidatos alinhados ao programa que você quer ver aprovado. Se você quer o fim da escala 6x1, taxação de grandes fortunas e saúde e educação públicas de qualidade, vote em quem defende e faz isso na prática, não apenas com palavras.

3. Ser coerente: se você vota em Lula, mas elege Tarcísio, Zema, Ratinho, Michele Bolsonaro e família, Ciro Gomes..., você está sabotando o seu próprio voto.


O X da questão é: o Congresso Nacional não é inimigo do povo por acaso. Ele é eleito. Se a maioria é de direita, extrema-direita e centrão, foi porque o eleitorado votou nela. Reclamar depois é incoerente. O verdadeiro inimigo do povo, nesse caso, é VOCÊ, eleitor que vota contra os próprios interesses ou que vota em Lula e em seus adversários políticos ao mesmo tempo.


Coerência eleitoral não é fanatismo. É lógica. Se você quer um projeto de país de desenvolvimento, soberano, mais justo, próspero e solidário, VOTE em quem defende esse projeto em todos os cargos.


Lembre-se: em época de campanha, TODOS os políticos prometem saúde, educação, segurança, empregos, reajuste salarial..., mas, depois de eleitos, os únicos políticos que realmente trabalham a favor dessas pautas são os políticos de esquerda, centro-esquerda e extrema-esquerda. Portanto, VOTE em quem defende seus direitos, interesses e a soberania do Brasil!


Isso também vale para os cargos de governador e deputado estadual. Vote em quem realmente trabalha a favor do Brasil e dos brasileiros!